Capítulo VIII – Os Constrangidos
O cheiro de torradas invadiu o quarto. Um raio de sol levemente filtrado pela cortina vermelha alcançava o pé de Alissa quando ela despertou. Ela abriu os olhos lentamente e olhou a sua volta. Cobriu seu corpo nu com o lençol e sentou-se na cama. Apoiou sua cabeça nas mãos e os cotovelos nas pernas. A porta abriu-se e Tom entrou com uma grande bandeja.
- Bom dia, meu amor! – Apoiou a bandeja ao lado dela. – Tomei a liberdade de preparar o café da manhã, já que dormias tão profundamente.
Ela levantou a cabeça e sorriu.
- Obrigada
- O que gostarias de fazer hoje? – Perguntou Tom, servindo chá em uma das xícaras.
- Não sei. – Ela serviu-se de uma torrada e passava geléia distraídamenta naquele pedaço de pão quente e crocante. Tom aproximou-se e beijou-lhe a testa. Afastou-se e ajeitou uma medeixa teimosa que teimava em cair sobre o rosto dela.
- Você é linda. – Lançou um olhar guloso para o corpo dela, mas sabia que não era o momento. – Gostarias de ir ao cinema ou à danceteria hoje à noite?
- Ah, não sei.
- Hum, você decide. Eu tenho que sair daqui a pouco. Posso te ligar às 18:00h?
- Claro – respondeu Alissa, e começou a comer sua torrada. Tom entregou a xícara já servida para Alissa e serviu chá na outra, para si mesmo dessa vez. O silêncio constrangedor desceu entre os dois. Tom acabou logo com a sua xicara de chá.
- Agora devo ir. – Aproximou-se dela para beijá-la, mas ela virou o rosto quase imperceptivelmente e ele contentou-se em beijar-lhe na bochecha. Beijou-a de forma delicada, poderia-se dizer carinhosa, se não estivessemos falando de Tom Riddle.
– Você quer mesmo que eu te ligue hoje à noite? – perguntou ele, com certo tom de preocupação na voz.
-Claro que sim. Agora vá, eu não quero que você chegue atrasado ao seu compromisso.
- Certo. Cuide-se, meu tesouro. Eu te amo. - Virou-se e saiu da casa.
Assim que ouviu a porta bater, Alissa virou-se na cama e chorou.
Tom caminhou até o beco que ele usava para ir e voltar à casa de Alissa. Aparatou para casa, tomou um banho (decidira não tomar tal liberdade na casa dela), vestiu-se como o Lord das Trevas e observou-se no espelho. Chegara na hora certa. O efeito da poção rejuvenescedora começava a passar. Esperou mais um momento, até seu rosto e seu corpo voltarem ao normal e chamou seus comensais. Enquanto esperava-os, pensou quando deveria contar a verdade para Alissa. “Ainda não é tempo. Talvez essa hora jamais chegue.” Ouviu os estalos dos Comensais desaparatando e parou com esses pensamentos.
A reunião passava lentamente. Voldemort não prestava muita atenção às notícias desagradáveis que seus comensais traziam. Sua mente não parava de visitar certa trouxa (“não, trouxa não. Ela é uma mulher” teimava sua mente), imaginava-a, pensava no que ela fazia e nada mais importava naquele momento. Vendo que não adiantaria continuar perdendo tempo numa reunião que não lhe prendia a atenção, deu um fim àquela conversa fiada e dispensou todo mundo.
- O Mestre deseja alguma coisa de mim?
- Eu mandei todos saírem Rabicho. – disse Voldemort, calmamente, para logo mudar o tom de voz e gritar – FORA!!!!!
Rabicho encolheu-se e saiu da sala às pressas. Desaparatou para bem longe daquela casa, feliz por ter um dia livre.
Tom foi até o seu quarto e deitou-se na cama. Queria que o dia passa-se rápido, para encontrá-la outra vez. Mas o tempo não acelera quando queremos, mas sim quando a ele lhe convém. Tom ficou deitado em sua cama durante um tempo que ele acreditou serem horas, mas quando olhou seu relógio, apenas 15 min haviam passado. Resmungando, levantou-se e ficou circulando pelo quarto. Sentou-se na escrivaninha e começou a escrever. Cansou de escrever e conjurou uma bolinha de borracha, que jogava contra a parede e pegava, jogava contra a parede e pegava, num ciclo de tédio total.
Alissa levantou-se depois de um tempo e foi tomar banho. Vestiu-se e ligou o rádio. Enquanto ouvia a música, lembrava-se da noite anterior. “Como foi que eu agi dessa forma? Como eu fui fácil. Ele nunca mais vai vir...” Com esses pensamentos, mais lágrimas vieram-lhe aos olhos. Passou o dia atirada ao lado do telefone, ora chorando, ora cochilando.
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Como assim? Nenhum comentário? Liessence? Felipe? Novos leitores?
Vamos gente, sejam sem-vergonhas e comentem!!!!!
Beijos, tentarei postar o 9º o antes possível!
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