Incrivelmente nós
O dia havia amanhecido ensolarado e o calor do começo da primavera trouxera novos ânimos aos alunos. Naquele Domingo em especial, Harry, Rony e Hermione andavam pelo pátio da escola, conversando amenidades.
Estava próximos ao lago da Lula Gigante, por detrás de alguns arvores. Foi quando Rony parou e disse olhando para um ponto mais a frente:
-Olhem só: A tropa de choque!
Os amigos olharam e tiveram que rir. Eram Draco,Crabble e Goyle. Conversavam sobre algo.
-O que será que estão tramando? – Hermione olhou para Rony como se ele pudesse responder.
-Sei lá. Eles sempre estão armando alguma coisa!
-Dessa vez parece sério! Olhe a cara de preocupado do Malfoy! – Harry apontou. A alguns dias que sentia-se meio excluído, porque nas conversar Hermione e Rony pareciam sempre falar um para o outro, como se só suas opiniões cotassem.como se assim pudessem chamar a atenção um do outro. Ele suspeitava que estaria acontecendo algo mais entre eles, que talvez não estivessem prontos para admitirem.
-Vai ver que acabou o estoque de água oxigenada. – sugeriu Hermione rindo.
Harry riu também.
-O que é água oxigenada? – Rony ficou confuso.
-O que sua mãe lhe dava pra beber quando criança, Rony! – brincou Harry.
Hermione deu um tapinha leve no braço de Harry em censura sem conter um sorriso quando viu que Rony acreditara.
-E porque ele ficaria preocupado por isso?
-Rony, esquece, foi bobagem do Harry! – Hermione tentou parar de rir, engatou seu braço no de Rony e o puxou mais a frente. – Vamos, vamos tentar ouvir o que eles estão dizendo!
Os três se aproximaram tentando não fazer barulho nenhum. Abaixados atras de um arbusto, observaram que Draco estava de pé com um dos pés apoiados numa pedra, enquanto Crabble e Goyle estava sentados, com livros abertos por todos os lados.
-Cara, eu vou me ferrar! – dizia Crabble, se lamentando – Prof.Snape vai arrancar minha pele quando vir que copiei a redação do idiota do Tyruck. Eu achei que ele não tivesse uma copia, sabe? Por isso roubei a redação e coloquei fora depois de copiar. Como eu podia adivinhar que o débil tinha uma droga de copia????
-Quer parar de choramingar? Todos temos problemas aqui! – Goyle irritou-se, largando o livro e deixando que caísse no chão. – Eu acho que vou enlouquecer com tantos trabalhos! Como eles acham que é possível ágüem dar conta disso? 72 cm para snape, 30 cm para prof.Minerva e 56 cm para adivinhação! Sem contar os treinos de quadribol!
-Você nem é do time! – protestou Crabble.
-Mas sou reserva, e reserva treina também!
-Ah, tá! Grande coisa. – desdenhou, voltando a atenção para os livros. De repente sorriu de algo que pensava – Sabem o que seria legal? Conseguir alguém para fazer essas porcarias pra gente!
-Incrível, você pensou isso sozinho, Crabble? – ironizou um Malfoy bastante pensativo.
-Foi só uma idéia...
-Sorte tem o mariquinhas do Potter. – opinou Goyle.
Harry, de trás da moita ficou vermelho de indignação ao ouvir o adjetivo. Hermione e Rony se entreolharam.
-Sorte? Qual é a sorte que alguém tem em ser o Potter? – desdenhou novamente Malfoy.
-Ah, você sabe. Ele tem algo com ele que eu adoraria Ter por meia hora que fosse. – disse Goyle, apontando para os livros. – Ele tem um trunfo e tanto nos trabalhos. Já cansei de ver a Hermione fazendo seus trabalhos. Dele e do panaca do Wesley.
-Como você a chamou? – perguntou Draco estreitando os olhos.
-H-Hermione...é esse o nome dela...
-Eu sei o nome dessa sangue sujo! Mas desde quando você usa o primeiro nome desse tipo de gente???
-Ah, sabe, na festa de inverno ano passado, eu fiquei na rodinha por causa do Krum, e bem, eu não podia destrata-la na frente dele e –e-e-....ah, bem..... – gaguejou.
Malfoy deu um sorriso sujo.
Hermione não quis dizer nada sobre a forma que a tratavam, mas correu a segurar a manda da blusa de rony, por precaução.
-Não importa! – disse Cabble. – Para Ter esses trabalhos feitos eu até casava com ela! – riu da própria piada.
-Não seria tão ruim assim...dizem que as sangues ruins são ótimas... – disse Goyle em tom de segredo – Elas deixam fazer de tudo, só para terem um bruxo de sangue nobre com elas! Meu pai tinha uma amante a uns tempos atras assim. Mas aí a minha mãe descobriu e mandou a garota embora.
-Amante de sangues ruins, Goyle? – Malfoy pareceu muito interessado.
-Não. Uma coisa é você aproveitar o que uma dessas lhe oferece, outra é importar-se com ela. – disse seguro – Seu pai nunca lhe falou sobre isso, Draco?
-É verdade, - assegurou Crabble – Meu pai costuma ir em...certos lugares trouxas. Diz que elas são melhores que as bruxas normais!
-Ah, qual é? Sangues ruins são sujas!
-Mesmo? – desafiou Crobble, olhando para Malfoy.
-Porque diz isso? Como assim mesmo?
-Não sei, me diga você, Draco. – parecia conter o riso. A seu lado Goyle fez o mesmo.
-O que está dizendo? – indignou-se Malfoy.
-Qual é, Draco? Eu durmo na cama ao lado da sua! -disse como se isso resolvesse todos os mistérios do mundo.
-E daí?
-Você sabia que fala dormindo?
Malfoy pareceu levar um tapa. Toda a pouca cor de sua face sumiu.
-O que será que ele está dizendo? – sussurrou Harry para os amigos que deram de ombro.
-Bem, isso não importa! – disse com raiva – Tem todos esses trabalhos para fazer e vocês perdem tempo falando dessa gente suja!
-É. – disse Crobble ainda com cara de riso – E se a gente lançasse a Imperius na Granger para ela fazer nossos trabalhos? – riu da própria piada.
Hermione estava tão indignada que poderia Ter um ataque histérico a qualquer momento.
-Não fale isso, Crobble. Vai dar idéias a Draco. – voltou a dar sua risadinha maliciosa de porco. – Mas não sobre os trabalhos...
os dois riram e Malfoy sacou a varinha apontando aos dois que ficaram surpresos.
-Do que estão falando? Estão rindo de mim?
-É que pensamos – Crobble olhou de esguelha pra Goyle - que talvez a imperius na granger não lhe soasse tão mal...
-Do que está falando? – apontou a varinha para o pescoço dele que tremeu e disse.
-Você sempre...toda noite...fala dormindo...fala o nome dela...
o choque fez Malfoy se afastar e ficar de costas para os companheiros fitando o lago.
Sem saber que o mesmo choque deixou Hermione de boca aberta.
Harry ficou indignado e Rony parecia Ter perdido qualquer reação, até sussurrar:
-Eu vou matar essa doninha idiota!
-Nos vamos matar, Rony. – corrigiu Harry entre dentes.
Mas não fizeram nada.
Draco começou a falar ainda de costas:
-Vocês não podem falar isso por aí. Seria meu fim.
-Nós nunca falamos nada, Draco. Nem pra você e olha que isso não é de hoje...
-Desde...quando?
-Você não sabe? – Crobble devolveu a pergunta e ele concordou com a cabeça – Você sempre falava coisas mas não era sempre...mas depois que ela quebrou ser nariz parece que você...gamou de vez. – sorriu, tentando conter o riso.
-Olha, isso não é importante. Garotos querem garotas. Só. Não é nada!
-Você está com a Pansy, não está? Então, qual o problema de dar uns pega em uma trouxa? – Goyle perguntou – Eu daria sem problemas. Ficar, se fica com qualquer uma, Draco. Pense, na cara de taxo do Potter e do Wesley se você pegasse a amiguinha deles? – riu.
Draco riu, sentindo-se mais leve, virou-se. Seu olhar orgulhoso estava de volta.
-Nunca ficaria com ela.
-Porque?
-Porque não. – disse ficando sério.
-Eu acho...que somos amigos, não somos? Podemos falar dessas coisas.... – tentou Crobble.
Draco os analisou um momento e então disse:
-Não posso ficar com ela. Eu poderia...não querer...- suspirou com medo de terminar a frase, ou apenas sem coragem de dizer.
-Terminar? – sugeriu Goyle, surpreso.
-Ela é inteligente. Qualquer bruxo a seu lado irá prosperar com uma garota assim a seu lado. É justa e honesta. É...a melhor bruxa que já vi nessa idade, o que nos diz que será incrível depois de adulta. Sua personalidade é forte... – sorriu - ...e tive a prova disso bem aqui no meu nariz,o que dificilmente deixaria a vida monótona – todos riram – e...é bonita. Tem um nariz arrebitado que....me encanta.
Ele não sabia que por trás do arbusto, havia um garoto ruivo contendo a respiração, enquanto Harry o segurava pelo ombro. Hermione perdera totalmente a voz.
-É...mas toda escola sabe que ela tem um clima com o Wesley. Você não tem nem chances.
-Acha realmente que entre mim e aquele cara, alguma garota o escolheria? – Malfoy riu – É claro que não. A gente não se suporta e com certeza ela resistiria. Mas como eu disse, ela é esperta. Acabaria entendendo que sou o cara certo pra ela.
-Aí seu pai mataria os dois. Bela historia de amor. – riu Crobble.
-Eu ainda acho que ela tem algo com o Wesley. Ouvi ela falando pra irmã dele umas coisas que...
-É melhor a gente sair daqui – sussurrou Hermione recobrando a voz, ficando extremamente escarlate – Eles podem nos ver!
-Ah,agora não! – disse Rony. Harry tentou não rir mas teve que tapar a boca para abafar o som.
-O que ela disse?
-Que queria arrancar o cabelo da Lilá Brown com uma pinça fio por fio.
Hermione abriu a boca e a fechou seguir querendo morrer.
-Acho que isso era ciúmes descarados.
-E o Wesley? No baile de inverno ele não dançou e nem fez nada! Palma contou pra escola toda que ele estava morrendo de raiva por ela estar com Vitor Krum!
-Isso não quer dizer nada! – disse Malfoy.
-Quer sim!
-É claro que não! Isso é inveja, e só!
-Tá, se você diz... – deram de ombros e os dois fingiram voltar aos estudos.
-Mas por um lado até seria bom se vocês dois ficassem. – disse Goyle quebrando o silencio entre eles – Assim não precisaríamos fazer essa droga!
-Como se eu fosse deixar uma namorada minha trabalhar pra vocês dois! – retrucou com desdém.
-Mas você deixa a Pansy... – apontou para baixo, na direção das próprias calças.
-É diferente, seu otário!
-Como? Deixar a namorada pagar isso pros seus amigos é diferente?
-Ela precisa aprender a me respeitar! E além disso, é divertido ver a cara dela de arrependida depois – riu.
Os três começaram a rir disso.
Harry fez um gesto para que saíssem de lá, uma vez que os três a frete, juntavam seus livros para saírem dali.
Se escondendo saíram de perto, e já sobre a claridade da luz do sol, Harry, com expressão de incredulidade, Rony absolutamente furioso e Hermione com uma expressão estranha.
Segurou o braço de Harry e disse:
-O que ele quis dizer?
-O que?
-Ele falou da Pansy e apontou suas calças. Ela está lavando as roupas deles?
Rony pareceu inchar como um balão, com vontade de desabar de rir. Harry tentou ficar sério e não rir.
-Hermione...acho que não podemos lhe falar sobre isso...
-Porque não? – ficou chateada – OK! Vou até a biblioteca procurar algo sobre isso! Com certeza prof.Minerva pode me ajudar sobre a localização de algum livro e...
-Hermione! Não! – Harry e Rony a seguraram pelo braço ao mesmo tempo.
-Você não pode perguntar sobre isso a prof.Minerva! – disse Rony – É constrangedor!
-Tá. Mas nem vocês podem me dizer????
-Sua mãe não conversa com você, não??? – devolveu a pergunta.
-Nós temos muito dialogo em casa. Mas o que isso tem a ver com as calças deles???
Rony e Harry se entreolharam, segurando o riso. Hermione era muito esperta mas nem tão experiente quanto a maior parte das garotas da sua idade. A falta de irmãos diminuíram seus conhecimentos com garotos a níveis alarmantes.
-Hermione, - começou Rony com bastante tato – Eles estavam falando sobre...uma coisa...uma coisa...
-Já que o Rony sabe, eu vou indo! – disse Harry se afastando antes que eles o impedisse. Rony quis ir atras, mas ela o segurou.
-Fala logo, rony! – exigiu.
-Ele faz a Pansy...a Pansy faz neles...é...
respirou fundo, tomou coragem e se aproximou cochichando no seu ouvido de uma vez só. Pronto, se afastou e respirou fundo. Ela parecia meio chocada demais para falar.
-Onde foi que você aprendeu sobre...isso?
rony corou.
-Somos seis caras lá em casa, e tem ainda o papai. O que você acha que conversamos?
-Que horror! Falar sobre suas intimidades assim!
-Não falamos das garotas, falamos dos atos, é bem diferente!
-E qual deles falou sobre ...isso? – perguntou curiosa.
-Na verdade foi a Gina...
-Não!
-Sim! – imitou seu jeito surpreso. – Ela viu o papai e a mamãe quando era mais nova, uns oito anos eu acho e perguntou porque a mamãe estava com o....o negocio do papai na boca. Foi no meio do almoço de Domingo, com todos os meus irmãos na mesa. Foi terrível. Mamãe quase teve um infarto e papai se engasgou com um pedaço de carne, que achamos que nunca mais ele ia conseguir engoliar na vida. Eu não era tão mais velho que Gina, e não os deixei em paz enquanto não nos explicasse...e...bem, foi uma looooga conversa.
Hermione começou a rir.
-E eu pensando que houvesse aprendido de outro jeito!
-Eu disse que foi a primeira vez que ouvi falar sobre isso, e não a ultima. – sorriu malicioso.
-Que nojo, Rony! – disse com raiva.
-Qual é Hermione? Você namorou o super cara mais velho! Por acaso ele é um santinho?
Hermione reagiu na hora. Seu tapa caiu no rosto de Rony e a marca avermelhou na hora.
-Nunca mais diga que faço essas coisas! Entendeu?
-Eu estava brincando! – disse indignado.
-Não importa! Só não diga!
-E o que é que tem? Quer me convencer que vocês dois só andavam de mãos dadas????
-Vai pro inferno! – disse e começou a correr dele de volta pra escola.
-Isso é um sim! Vocês dois devem Ter se refestelado nas ferias que passaram juntos não foi? – foi atras,
-Não é da sua conta! – gritou de volta.
Atravessaram o pátio a passos largos, as vozes chamando atenção por onde passavam.
-Acha feio ch-...
-Não se atreva! – Hermione advertiu, estacando no lugar, a respiração bem alterada.
-Porque não? É mais bonito fazer do que falar???
-Porque você não me responde??? Ou devo perguntar pra Lilá???
A expressão de Rony era tão culpada que Hermione quis chorar. Sua voz tremeu quando disse:
-Não achei que tivessem....
-Foi só uma vez... – tentou se defender.
-Mas fizeram.
-Namorados fazem. É normal.
-Sei. – disse decepcionada. – Você a usou Rony.
-Eu usei a Lilá??? – perguntou incrédulo.
-Sim. Você nem gostava dela. Só queria Ter uma namorada e qualquer uma servia.
-E quem disse que ela gostava de mim? Que não tinha os mesmo motivos que os meus...além disso, ela quem insistiu.
-é mesmo? – ironizou.
-Mesmo. Ela já tinha...feito outras vezes...com outros garotos.
-Isso não muda nada.
-É claro que muda! Uma coisa é você convencer alguém a fazer algo que não sente-se pronta, outra bem diferente é fazerem algo de comum acordo. O que eu recebi, ela também ganhou em troca.
Hermione entreabriu os lábios, mas não disse nada.
-Sua vida privada não me diz respeito.
-Eu sei, mas gostaria que soubesse. Não foi algo planejado, acho que nem da parte dela. Foi só uma dessas coisas que acontece. Não foi um superacontecimento como talvez devesse Ter sido, mas não foi ruim. Vou lembrar pra sempre com carinho. Eu não a usei. E eu sei disse e tenho certeza que ela também.
Ela ficou quieta uma momento e então disse corando:
-Vitor queria que eu fosse ate o quarto dele, na Bulgária. Ficou as ferias todas insistindo – fechou os olhos envergonhada – eu acabei cedendo... e subi com ele. Acredite, eu não achei que alguma coisa pudesse acontecer...ele era sempre tão respeitoso e bem, sabia muito bem que só tinha quatorze. – não olhava para rony.
Rony sentiu um gosto amargo na boca. Não queria ouvir mais. Mas também não poderia manda-la parar.
-Ele tem uma coleção de pomos de ouro... – sorriu sem graça – E tem todas as vassouras antigas que já usou na parede como se fossem quadros, é bem legal... e...ele divide o quarto com o irmão mais velho, que raramente está em casa, porque também joga. E...ele disse que deveríamos aproveitar que estávamos sozinhos, porque aqui, antes ou depois do baile a gente apenas conversava e eram poucas as vezes que tocávamos beijos ou abraços e sempre muito...muito...superficial...e eu...achei que ele se referia a isso.
‘Cretino’ foi o primeiro pensamento de Rony.
-Vitor não é de todo mal. Quando eu disse que não queria o mesmo que ele...ele não me obrigou a nada...e...bem...ficou um clima chato, mas acho que seremos amigos...apesar disso...
baixou a cabeça bem envergonhada.
-A gente só faz besteira mesmo. – disse rony de repente.
-Como?
-Você entendeu, Hermione.
Ela ficou em silencio, porque sabia muito bem do que ele se referia.
-E agora essa do Malfoy! – disse indignado de repente – Você ouviu? Achando que tem chances com você?! Babaca!
-Ele disse que tem chances comigo, se for comparar com as chances que VOCÊ teria comigo – provocou voltando a andar, mas dessa vez lentamente para que ele a alcançasse.
-Foi o que eu disse: Babaca!
Hermione riu, e ele logo a alcançou.
-Do que está rindo?
-Você acabou de falar como ele!
-Não falei não!
-É claro que falou. Você está tão prepotente quanto ele. Afinal, porque vocês garotos sempre acham que sabem o que é o certo? Eu posso gostar de um garoto que vocês nem imaginem!
-O Harry? – havia diversão na voz dele.
-A lista é enorme, Rony. Muitooooo grande!!! – fez um gesto com as mãos indicando o quão grande era.
-Você está brincando! Não pode Ter tantos garotos que goste assim! – desacreditou.
-Você quer tentar adivinhar?
-O que eu ganho se acertar?
-Você escolhe. – apressou-se a corrigir-se – Dentro do que a decência manda, rony!
-Ok! E se eu perder?
-Eu escolho.
-Tá...-sorriu malicioso – Dentro da decência, claro.
-Claro! – apressou-se em concordar.
-Vamos lá...Neville?
-Não. Mas poderia ser...
-Simas?
-Não. Definitivamente.
Continuaram andando por dentro do castelo. Chegaram para almoçar. Harry estava com Gina na ponta da mesa longa. Estavam tão distraídos que Hermione apontou o outro lado da mesa para não atrapalha-los.
-Dimas?
-Nem em sonho. Ele namorou Gina esqueceu?
-Ah é...hã...deixa ver...Malfoy?
-Está louco???
Rony riu atraindo a atenção do próprio Malfoy que os observava da mesa da sonserina.
-Cornac?
-É passado.
-Ai...hã....
-Desistiu, rony?
-É claro que não! Carlinhos?
-Eu só o vi uma vez, Rony! Como poderia estar apaixonada???
-Sei lá! – riu, servindo-se de purê de batatas. A seu lado, Fred e Jorge e outros alunos os olhavam sem entender nada.
-Gui?
-Por favor!
-Fred?
-Nãooooooo!
-Jorge?
-Não é a mesma coisa? – provocou mordendo uma torrada.
-O que tem a gente? – os gêmeos perguntar ao mesmo tempo.
-Algum trouxa?
-Nomes, rony. Sem nomes nada feito.
-Mas eu não conheço trouxas! Vai, deixa generalizar!
-Tá.
-Algum trouxa que tenha conhecido?
-Pode ser...
-Pode ser? Ou é não, ou é sim!
-nesse caso, não... – bebeu o gole de suco de abóbora.
-Qualquer um que tenha namorado a Gina...
-Rony!
-É que a lista é bem grande... – riram os dois.
-Não, é claro que não.
-Snape? – provocou.
-Não vale professores!
-E professoras?
-Deixa de ser bobo!
-Eu.
-Como? – arregalou os olhos surpresa.
-Eu. Eu sou um garoto.
-Ainda bem que você sabe isso, não é? Poderia ficar meio estranho você tentando entrar no banheiro das garotas. – brincou.
-Vai, responde!
-Escolhe. – ela disse, baixando os olhos envergonhada
-Escolher o que?
-O que você quer como premio. – disse baixinho.
-Eu...eu acertei?
-Hum-hum... – dedicou toda sua atenção a salada a sua frente.
-Acho que não sei o que pedir...
-Não? – ficou surpresa.
-É. O que eu ia pedir, acabei de ganhar.
O sorriso que Hermione lhe deu poderia Ter aquecido uma geleira. Rony ficou tão vermelho que Gina que se aproximava naquele momento, junto com Harry, sem Ter ouvido a conversa disse preocupada:
-Rony, o que você tem? Está se sentido mal?
-Está parecendo um tomate. – opinou Harry sentando ao lado dele na mesa.
-Não foi nada não... – desconversou olhando para o prato.
-Seja lá o que aconteceu, parece ser contagioso. – Brincou a caçula dos Wesley observando o rosado da face de Hermione.
-Eu estava dizendo pra Hermione que gosto dela. Era só isso. – disse se enchendo de coragem.
Gina, Harry e boa parte dos alunos pararam tudo que faziam em choque.
-Vocês...estão namorando? – Harry perguntou ainda sem conseguir segurar o próprio queixo.
-Estamos? - Rony perguntou pra ela.
-Você quer? – devolveu a pergunta, sorrindo. Ele concordou com a cabeça. – Tá...certo. a gente tá namorando.
-Nossa...-sussurrou Gina para si mesma. Virou-se para Harry e disse: -Depois dessa vai Ter mais segurança lá em caso do que em Askaban!
-Porque? – Hermione a olhou sem entender.
-Mamãe deu um escândalo quando os gêmeos deduraram o Rony, sobre a coisa com a Lilá... – disse como se contasse um segredo – E, bem, se você vai continuar passado férias lá em casa, é bem provável que ela mantenha o Rony beeeemmmm vigiado!
Hermione tomou fôlego e disse indignada:
-Acontece que não sou uma Lilá da vida!
-Ninguém disse isso! – defendeu-se Gina – Mas essas coisas acontecem e nossa família não é muito boa em administrar as conseqüências...olha só a mamãe: ficou grávida com descêsseis. Depois disso foi um filho atras do outro!
-É, só que estamos falando de mim, Gina... – suspirou meio infeliz – Bem....
-O que? – perguntou curiosa.
-Eu sei me cuidar muito bem , já li tudo sobre isso! E tem mais, a possibilidade de que seu irmão vá colocar as mãos em mim além do que manda a decência é remota...
-Porque? – Rony perguntou indignado.
-Porque você me pediu em namoro sem Ter me dado um único beijo que seja, Rony. Isso diz muito sobre um relação. – disse como se fosse uma ecxpert no assunto.
-Isso diz que estamos no meio do almoço e tem muita gente olhando! – revidou – Se você não estivesse impondo limites antes mesmo de começarmos, provavelmente já estaríamos em outro lugar!
-Pro mesmo que levou a Lilá? – provocou.
-Ela já vai começar! – disse incrédulo. – Querem saber? Esquece essa historia de namoro. Nunca vai dar certo mesmo!
-É claro que não vai! – Hermione disse com os olhos cheios de lágrimas – Você diz que gosta de mim, mas na verdade, gosta é dessas idiotas sem cérebro que só dizem sim pra tudo!
-E você? Me julga a todo momento! Até por coisas que acha que fiz ou deixei de fazer!
Harry pensou se deveria intervir...bem, eles eram seus amigos afinal.
-Por que em vez de ficarem discutindo sobre o passado não pensam no futuro? Hermione, você ficou com um carinha tão ou mais cabeça que vento que Lilá, então não fale do Rony. E você, Rony, pare de fazer insinuações sobre o que farão ou não. Não é da conta de ninguém além de vocês mesmos. E agora, por favor, se já terminaram de almoçar, vão procurar um lugar pra resolverem o problema de vocês?!
Os dois levantaram-se calados e saíram de lá como se estivessem sendo perseguidos. Na mesa, Harry maneou a cabeça inconformado e recomeçou seu discurso para Gina sobre o que ouviram do Malfoy.
Mais tarde, já na sala Comunal, Gina e Harry faziam seus deveres quando o quadro da mulher gorda moveu-se e passaram por ele, um rony e uma Hermione com enormes sorrisos e mãos dadas.
Nem olharam para qualquer outra pessoa ali dentro. Simplesmente procuraram a menor poltrona da sala perto do fogo e sentaram juntos, abraçados, conversando baixo e vez ou outra trocando beijos apaixonados.
A seu lado gina suspirou.
-Ainda vai chegar a nossa vez, Harry?
-Acho que já chegou. A gente só não tomou iniciativa ainda...
-E quando vamos tomar?
-Eu não sei... – disse sincero. – É tudo tão complicado para mim agora. Você sabe, não sabe?
-Sim, eu sei – segurou sua mão por sobre a mesa. – Só quero que saiba que eu entendo. Sempre entenderei, Harry.
-Significa muito para mim.
-Para mim também! – ela disse e sorriu.
Ambos voltaram aos estudos tentando não prestar atenção nas bobagens que Rony e Mioni sussurravam um ao outro...
FIM
|