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1. Criando Ilusões


Fic: Profundeza Sentimental - HH/HG/DHr


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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E ele sonhara com ela novamente.

Harry moveu-se na cama, e desde que havia acordado com o pesadelo tinha permanecido imóvel, o suor lhe escorrendo pelo pescoço, fronte, seu corpo inteiro estava molhado. O lençol caído no chão demonstrava apenas o quanto se remexia durante esses marcantes e terríveis sonhos. Foi assim por três anos, e jamais o abandonara por três anos inteiro. Hermione estaria sempre marcada, independentemente se fosse a mente provocando lhe calafrios ou, o coração, que sempre batia descompassado ao acordar, sempre teria uma reação em que lembraria dela.

Ainda havia a familiar luz do luar que o banhava pela janela, o som da coruja, o vento assobiando e batendo na parede ao lado de fora da casa. Naquele momento o som de um cachorro latindo fez Harry levantar, caminhando até, aquela conhecida e doce, varanda. Quando abriu a porta e a leve brisa bateu em seu rosto, o perfume floral penetrou sua narina. Era admirável que ainda podia sentir o cheiro peculiar dela que somente pertencia a Hermione.

Apoiando-se no parapeito, observou as estrelas, enquanto a lua cheia, que tão bela fora em uma determinada época, parecia tristonha e não brilhava como antigamente, talvez ela sentisse a mesma tristeza e sofresse juntamente com ele.

Respirando fundo e fechando os olhos, lembrou-se do sonho, pesadelo já não o era mais agora que estava acostumado em tê-lo todas as noites, o torturando.

Como das outras vezes, Hermione estava em apuros, como das outras vezes sempre era ele quem ela chamava, pedindo ajuda, e como das outras vezes, sempre a deixava escapar. Sempre escorria por suas mãos, não dando a chance de nenhuma possibilidade para salva-la, e Harry sabia que Hermione nunca fora de chamar por socorro. O típico dela era se demonstrar forte e segura de si mesma, quando se metia em alguma encrenca dava o seu jeito de escapar, e ele jamais tivera que fazer algo, até o dia em que ela acabou sendo torturada por um comensal da morte.

Harry via o sofrimento, a dor, o grito sufocado dentro da garganta e que enquanto o peito dela estava queimando pela tortura, estampados em sua face, e conhecendo-a, Hermione não se deixaria derrotar. Era orgulhosa demais para admitir que estivesse amedrontada, e foi com o orgulho que conseguiu escapar durante a batalha dele com Voldemort.

No final de tudo, depois de ter gritado todo o seu medo de perdê-la, Hermione sorriu com timidez, abaixou os olhos lacrimejados, e pediu desculpas por assustá-lo, que apenas queria ajudar. Harry a perdoou, mas reconhecia que ela voltaria a fazer aquilo se permitisse.

Mesmo retornando com Gina após a Guerra, sabia ele que o que começava sentir pela melhor amiga era totalmente diferente do que sentia realmente pela namorada.

O término não havia sido nada agradável, nem mesmo Hermione aprovara, logicamente um fim de namoro sem um motivo aparente, não era nada bom, fora o que ela tinha dito, contudo Harry via um brilho no olhar dela que jamais havia visto, e foi na esperança de ter algum significado que acabaram juntos em um mesmo emprego, num mesmo apartamento, e por fim o relacionamento que ele batalhara para acontecer, tinha sido progredido.

Então o seu verdadeiro pesadelo iniciava. Quando um verdadeiro e puro sentimento entrava em sua vida, algo acontecia para atormentá-lo. Foi assim com Hermione.

Após quatro anos abaixo de um mesmo teto, e um ano de vida de dois apaixonados, ele estava preparado para pedi-la em casamento, e o discurso ensaiado durante duas semanas fora por algo abaixo ao vê-la um dia entrar diferente pela porta. E Hermione permanecer assim por um mês inteiro, acabou com sua paciência. Acabaram discutindo, brigando e disputando quem conseguia insultar mais ao outro, mas no fim a vitória foi de Harry, e sempre se perguntara como podia chamar uma noticia de pré-morte - resultado de sua batalha com o comensal - e saber que não poderia evitar, de vitória. Havia sido, sim, uma grande derrota.

No sonho, porém, ela não aparecia como aquela mulher derrotada que o distanciava. Surgira, sim, como a jovem cheia de vida pela qual se apaixonara cinco anos atrás. Entretanto, chorando, mais de raiva e frustração do que de medo. E não apenas pedindo que a ajudasse, mas exigindo que fosse depressa. Exatamente como costumara fazer, antes que tudo tivesse desmoronado. E não conseguia protegê-la, assim como aquele dia na guerra.

Não seria necessário ninguém dizer a Harry que aquilo era culpa. Não estivera com Hermione ao final. E deveria ter estado. Mas a morte dela não acontecera exatamente com ambos haviam pensado. Não fora tão lenta quanto o medi-bruxo previra. Tudo acabara acontecendo de maneira trágica e repentina, sem que ninguém esperasse. Ela morrera sozinha, apesar da promessa dele de que estaria a seu lado, abraçando-a com força junto a si quando o fim chegasse. Não estivera lá para confortá-la, e era algo que ainda não conseguira esquecer.

A culpa consumia-o implacavelmente.

A coruja na árvore do quintal o olhava, parecendo que o recrimiva e o ajudasse a se sentir mais culpado, ainda mais que as cores daquele olhos fossem da cor de mel.

- Caia fora, não preciso de sua ajuda para me repreender do meu erro, coruja estúpida. – Harry fez um gesto com a mão, e depois dela lhe lançar um último olhar, sumiu de sua vista.

Obrigando-se a afastar os pensamentos, e não ficar sonhando acordado com o que deveria ter feito, observou o jardim escuro da casa, recordando cada momento que passou com Hermione naquele lugar, a felicidade e a paz que sempre trazia a ele. Porém o lugar agora parecia vazio, sem vida, solitário, exatamente como Harry sempre parecia estar.

Um gato miou embaixo daquela vastidão, chamando a atenção dele. Percorrendo o local, clariado apenas com a luz luar, com o olhar, viu um pequeno gato de olhos muitos amarelados olhando em sua direção. Harry riu sardônico. Realmente os animais pareciam dispostos a atormenta-lo aquela noite, justamente com aquela cor nos olhos. Mal outra coisa lhe chamou a atenção logo depois, para a entrada de veiculos até a estrada diante da casa. Deteve-se, onde fez sua mente parar repentinamente, sem questão de desejar.

Uma mulher estava para lá, bem na calçada, o escuro não deixando-o ver exatamente quem era, mas foi suficientemente observar sua postura para seu coração balbuciar, implorando sair de sua boca pulando até o local em que ela estava, os musculos retrairam-se e Harry forçou os olhos a fecharem. O perfume perculiar novamente estava sendo inalado.

- Outra vez não – sussurrou – Dessa vez não cairei. Acredite, ela morreu, não está lá, é apenas uma ilusão. Acorde! Harry Potter não irá enlouquecer agora.

Os olhos abriram devagar, mesmo que tremessem para serem abertos ainda mais rápido. Aquela alma ainda estava lá. O vento continuava a soprar, além dos cabelos rebeldes dele, aqueles tão conhecido cabelos cacheados esvoaçavam em sentido a brisa, e isso fez ainda mais sua pulsação aumentar, fazendo com que apertasse com mais força a grade do parapeito. Nem mesmo a luz fraca da lua podia ajudar. O escuro dominava o traço dela, nem mesmo o que estava vestindo podia saber. Somente o jeito lhe era familiar.

- Não é Hermione! Ela não é real, ela está morta! – gritou Harry para si mesmo, entretanto nem fechando os olhos outra vez e os esfregando a fez desaparecer. Pelo menos daquela vez havia realmente alguém, não outra ilusão, exatamente da vez em que viu Hermione parada do lado de fora do ministério, como fazia três anos atrás. Mas não estava mais lá quando pedira para Rony olhar.

Naquele instante, havia realmente uma pessoa parada em frente a sua casa, somente não era Hermione. Porém o cérebro de Harry batalhava por algo contrário ao que seu coração dizia.

Entrando aos tropeços no quarto, e pegando a jaqueta jogada na cadeira ao lado da porta, sem mesmo calçar algo, tentou correr mais que os seus pés permitiam. Bateu no protetor das escadas, escorregou um degrau, tropeçou e por sorte não saiu rolando. Avançando para a porta de entrada, as chaves tremiam em sua mão, por dentro torçia para que a mulher misteriosa não houvesse desaparecido, assim como da ultima vez.

Deixou a casa finalmente, após ter errado várias vezes o trinco. Olhou na direção da entrada de seu veículo, mas não tinha ninguém mais lá. Nada. Somente restava o vento soprando as folhas do jardim, até o gato havia desaparecido. Observou os lados laterais do jardim, a balança feita por ele para Hermione, balançava para frente e para trás, silenciosamente. Continuou olhando toda a área, mas a alma tinha desaparecido, assim como Hermione no dia do ministério.

Feito um sonâmbulo, foi arrastando os pés até o local em que achava que ela estava parada, ignorando o fato de uma luz ter acendido, os passos na escada, e o barulho de uma porta se fechando. Sem sobra de dúvida, era novamente Gina, preocupando-se com ele, igual as outras vezes, e querendo-o ajudar de alguma forma a superar a crise.

O fato que o problema era ela se negar a perceber que não poderia ajuda-lo, assim como outra pessoa também não. Harry ficara totalmente sem alma, amargo, mal humorado, e descontava todo seu sofrimento em outra pessoa, e sempre resultava em Gina. Ninguém percebia que ele jamais se recobraria, aquilo tudo o afetara profundamente.

- O que está acontecendo, Harry? – a voz fraca de Gina chegou até seus ouvidos. Harry apenas continuou até agachar e imaginar onde a pessoa ilusionária pisara. – Está tudo bem com você? – perguntou ela, parecendo agora preocupada. Devia ser assustador ver alguém perdendo o juízo.

- Sim, claro – assegurou lhe Harry com gentiliza, passando a mão pela calçada – Apenas pensei ter visto... alguém parado aqui.

Gina suspirou cansadamente, em seguida uma voz mais grossa chegou aos ouvidos dele.

- Por Merlim, Harry, o que está fazendo? – a voz alarmante de Rony o fez sorrir tristemente. O ruivo fez um sinal para a irmã, que assentiu silenciosamente, partindo para dentro da casa, e caminhou até ele, agachando-se ao seu lado, preocupado. Naturalmente.

Rony fora tão unido a ele, tinha o direito de tentar ajudar, saber o que estava o correndo a um amigo, principalmente a um ponto de estar quase indo parar em um manicormio. Porém não era justo interromper sua vida. O amigo havia partido para a carreira de jogador de quadribol, estava por um tempo de licença, dizia que deram lhe férias, mas Harry sabia exatamente que era por causa dele. Todos pensavam que permanecera por luto tempo demais, e foram assim que tiraram a conclusão de que apenas Rony seria capaz de ajuda-lo, Gina somente assegurava isso.

- Você precisa superar. Hermione se foi, mas ainda está o observando, e do jeito que era, deve estar batendo o pé no chão e tentando passar um sermão de alguma forma. – Rony bateu no ombro do amigo. Harry riu levemente e levantou-se junto com ele. E no ato, novamente o fragrância floral foi percebido.

- Eu tento, juro que tento, mas sempre que sinto o cheiro dela é como se ela ainda estivesse comigo. – Deixou os ombros cairem, recostando em uma das paredes do muro lateral.

- E então, o que acha que viu aqui fora?

Harry balançou a cabeça de uma lado para o outro.

- Não sei, eu só segui meus instintos.

Rony franziu o cenho, suspirando, também encostando ao lado dele.

- Sente cheiro de algo agora?

- Folhas de outono.

- Algo mais?

- Corujas? - O ruivo riu. - Suor de Rony?

- Estou falando sério.

- Eu também – respondeu Harry, mas com um tom de zombaria.

- Certo, então o que foi que você viu?

- Pensei ter visto Hermione, assim como da vez do mistério. Mas isso não importa. Era uma ilusão.

- Acho que lhe importa ou talvez não – Rony deu um cutulcão no ombro dele – Talvez você precise de cerveja amanteigada para esquecer, serviu muito quando levei um balaço na cabeça.

Harry o olhou com uma sobrancelha erguida, começando a caminhar de volta para a casa.

- Tem certeza que isso lhe serviu? Acho que foi a pancada, quem diria agora que Ronald Weasley saiba ajudar um amigo.

- Ei, sempre fui bom nisso, só que ninguém reconhecia. – Aquilo o fez rir com vontade, mas em seguida parou, sem dar a chance de Rony o acompanhar. Percebeu Harry ficar tenso, sem dizer nada. Ficou ao seu lado acompanhando a direção do olhar dele. Ele observava uma coruja, e outra vez Rony franziu o cenho. – Por que observa aquela coruja?

- A cor daqueles olhos, o jeito que me olhar, atormenta.

Confusamente, o ruivo olhou para os olhos dela por um momento, e nada achou para atormenta-lo.

- Estou começando a ficar preocupado com você outra vez. Diga, você ainda acha que a viu, não é?

Rony pensou que Harry o fosse perfurar apenas com o olhar.

- Não fique. Estou cheio de todos ficarem preocupados comigo, veja consigo me arranjar sem ela, estava tentando superar até começar a ter essas ilusões, então não me culpe, não pense que estou maluco, não tente mudar minha vida!

Acompanhando-o, o amigo esbravejou.

- Não queremos que mude sua vida, queremos apenas que seja feliz outra vez.

- Você não entende, não é mesmo? Isso jamais irá acontecer, Hermione ainda está presente em mim. É ímpossivel.

- Impossível não é. Outras pessoas conseguem.

Exatamente, mas Harry não era igual as “outras” pessoas, fora assim a vida toda, diferente de todos que o circulava. Só faltava fazer os seus amigos entenderem isso. A raiva contida explodiu, sem fazer o esforço para contê-la, nunca foi de pensar duas vezes mesmo.

- Assim como você? Que teve que superar o fato de Luna tê-lo abandonado no altar para fugir com um milionário, sem olhar para trás e sem pensar se o estava humilhando na frente dos outros ou não? O jeito que você se recusa a voltar para o centro de Londres, temendo que a encontre fazendo compras com o outro, feliz, sabendo que era você para estar no lugar?

Rony ergueu o queixo confiante, e tentando controlar a raiva pelas faíscas que soltava pelo olhar.

- Eu o perdôo por isso só porque sei que está sofrendo.

- Droga, você também está e não admite. Pense em meu lugar, se fosse Luna no lugar de Hermione, em vez de ter fugido, se você superaria mais fácil. Pense e depois tente me julgar.

O ruivo abaixou a cabeça, sacundindo-a.

- Você começou a confundir as coisas. Não estou comparando minha história com Lu... ela a sua com Hermione. E eu não estou mais sofrendo com o abandono daquela mulher. Eu a odeio.

- Mesmo? Então por que não diz o nome dela? – acusou-o Harry, arrependendo-se em seguida. Era para estarem conversando como velhos amigos, não para o censurar. – Desculpe, estou tentando descontar minha raiva em você, e sei que você só está persistindo por se preocupar comigo.

- E estou mesmo.

Harry assentiu, olhando novamente para a coruja.

- Para ser franco, eu também estou.

- Então, o que vai fazer a respeito?

- Não sei. Apenas não me diga para superar Hermione do jeito como todos vivem me aconselhando, está certo? É impossível esquecê-la. Ao menos para mim.

- Como quiser. Não insistirei mais nisso.

Harry fitou os olhos do ruivo e, satisfeito por ver que estava sendo sincero, deu-lhe um tapinha no ombro e ambos caminharam de volta até a casa. Não sem antes de verem a coruja partindo.

Não dormiu mais depois disso. Faltava pouco para amanhecer, de qualquer modo. Assim, trocou-se e saiu com a tradicional Firebolt no ombros para o gramado dos fundos para praticar quadribol com Rony e Gina, aproveitando a chance da ida de Fred, e Carlinhos aquela manhã até sua casa.

Enquanto o sol nascia, foram jogando com uma grande diversão, Harry há muito tempo não capturava tanto o pomo de ouro. Enquanto voava voltava a conhecer a sensação de paz que o dominava. Seus nervos se acalmaram e os músculos relaxaram. A tensão se esvaiu, e pensou apenas no que estava fazendo e em nada mais. Cada parte de seu ser se concentrou nos movimentos dos jogadores e no pomo. Descobrira que eram os únicos momentos que podia deixar de sofrer com a morte de Hermione.

Mas, mesmo assim, absorto como estava, não se livrara da estranha sensação de que alguém o estava observando.



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