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1. AURORES


Fic: AURORES


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AURORES




Helena Hart abriu a porta do apartamento e entrou. Olhou em volta e notou que apenas ele estava em casa.
Menos mal. Não estava com paciência para aturar varias pessoas lhe enchendo o saco. Ok estava sendo mal agradecida, mas aquele era apenas um trabalho como qualquer outro. Não havia porque se envolver com aquelas pessoas.
Deixou o casaco sobre a mesa de centro e se aproximou da poltrona onde ele dormia.
Tocou seu ombro para acordar. Ele entreabriu os olhos azuis muito claros e sonolentos. Ela quase suspirou.
-Oi. – disse baixo – Está sozinho?
-Sim, eu estou. Estava esperando por você... – ele disse ainda sonolento, sentando-se no sofá e olhando para ela. – Falou com o ministro? – sussurrou.
-Não. Mas falei com Lupim. Ele me disse que já os prenderam. E as provas que lhe entreguei são graves o bastante para eles ficarem bastante tempo em Askaban.
-Finalmente... – ele revirou os olhos – Vamos embora então? Não agüento mais ficar aqui!
-Tudo bem, Green. – ela riu quando ele a olhou feio.
-Tudo bem, Helena... – ele retribuiu a ironia.
Lado a lado ambos se entreolharam e aparataram.


RESIDÊNCIA WESLEY

Harry estava sentado junto à mesa, tentando inutilmente alimentar Pierre. O menino tinha oito meses e não se conformava em ficar sentado naquela cadeira de bebê. E se pensasse bem, Harry também não gostaria. Era ultrajante.
-Vamos, Pierre, só mais uma colherada, pra sua mãe não brigar comigo... – ele sussurrou e o menino riu, batendo as mãozinhas rechonchundas uma na outra como se secretamente quisessem isso.
Um suave ‘ploc’ o fez parar e olhar para as duas pessoas que aparataram na cozinha. O menino olhou estranho para eles e ameaçou um choro.
-Tubo bem, nenê, é o tio Rony e a tia Mione. – Harry riu e ganhou um olhar mortal deles.
-Finalmente conseguimos sair desse caso! – Hermione disse enraivecida.
Rony abriu o armário da cozinha e tirou uma poção azulada. Tomou um longo gole e passou para ela que fez o mesmo. Rapidamente suas faces assumiram o formato e as cores normais.
-Nunca mais quero me passar por outras pessoas! Isso é terrível! – continuou dizendo Hermione. – parecer com outras pessoas, falar como outra pessoa...! – rugiu cada vez mais irritada.
-Nós já entendemos, Hermione – Rony disse irritado por causa dela e de suas reclamações.
-Você e sua eterna compreensão – ela disse com escárnio. Sentou-se ao lado de Harry e tirou a papinha da mão dele.
Imediatamente o bebê começou a comer sem reclamar.
-Até Pierre tem medo dela – Rony sussurrou para Harry que sorriu.
-Eu ouvi isso, Rony. – ela disse entre dentes.
-E quem disse que não era para ouvir? – ele provocou pegando uma maça de sobre a mesa e mordendo a fruta vermelha com um olhar de provocação.
Harry olhou de um para o outro, vendo aquela troca de olhares. Era quase como se estivessem prestes a pegar fogo.
Ela desviou o olhar e voltou toda sua atenção para Pierre.
-Se eu fosse um bebê, talvez ela me desse mais atenção. Talvez até comida na boca – ele disse maldoso para Harry.
-Não se preocupe, um dia eu farei isso. Quando estiver velho e desdentado. Sabia que as mulheres vivem mais que os homens, Rony? – ela disse sem olhar para ele.
-É por essas e outras que eu acho aquele terno caro demais - ele reclamou.
-Vai falar disse de novo? – ela esqueceu de Pierre e deixou o menino de boca aberta esperando a comida. – Você quer entrar na Igreja vestindo com o que? Um uniforme de quadribol???
-Ao menos eu re-aproveitaria depois. – ele deu de ombros comendo a maçã desaforado.
-Tudo bem. Está decidido. Você vai vestido de goleiro e eu de monitora de Hogwarts. Ainda tenho o uniforme.
-Pra mim tudo ok. – ele disse petulante.
Harry olhou de um para outro, rezando secretamente que eles não fossem cabeça dura o bastante para levarem isso a sério. Seria o fim da longa trajetória dos Wesleys de lindos casamentos. E ele não queria ser padrinho de algo assim. Ainda mais, porque já pagara o terno de padrinho, que alias, era caríssimo.
Tomando a dianteira, ele tirou Pierre da cadeirinha e disse direto:
-Vem, filho, vamos procurar sua mãe e deixar esses dois loucos se entenderem. Onde já se viu! Brigando como crianças!
Rony ainda tentou acerta-lo com o resto de sua maçã, mas Harry foi mais rápido. Ele sentou rindo na cadeira de frente para ela. Ela o olhava atentamente.
-O que foi? – ele disse direto, achando que ela queria mais briga.
-Sabia que você é até bem bonitinho... – sorriu atrevida.
-Bem, você também é bem ajeitadinha... – ele sorriu também, o clima de briga mudando drasticamente.
-Será que alguém notaria se a gente subisse...? – ela quase sussurrou corando.
-Notariam. Mas daqui a um mês a gente casa. Porque não podemos trans...!
-Rony! – ela quase gritou, olhando para os lados assustada – Minha mãe acha que eu sou...você sabe! Que a gente ainda não...! – vendo-o rir ela o puxou pelas lapelas da camisa e beijou-o – sabe que eu quase morri de saudades nesses últimos dois meses????
-É? Imagine eu! – ele riu.
Os dois saíram da cozinha com risos baixos, cuidando para não serem vistos.
Quando Gina apareceu na cozinha para falar com eles e interromper a briga que deveria estar havendo, depois de Harry, seu marido tê-la alertado que o perfeito casamento que ela planejava estava indo pro brejo.
“Estranho...Cadê eles???”

FIM

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