No sábado pela manhã, Gabriel acorda cedo e depois do banho veste-se de forma esmerada, pois teria alguns compromissos na cidade. Depois de se vestir, desce ao salão principal e vai tomar café.
Ao chegar ao salão principal, nota que Atena já o esperava com o correio do dia. Apenas um pergaminho de Snit.
“Tudo pronto para Snape. Nosso funcionário vai acompanhá-lo e ficar a disposição dele pelo restante do dia. Funcionará como um contato entre o Snape e os funcionários da loja. Já marquei uma consulta com o melhor dentista do mundo Bruxo. Ele já sabe o que fazer e está esperando Snape, pois está ansioso pelo desafio. Nosso funcionário não sabe sobre você e foi advertido a ficar com a boca fechada. Esperamos vocês na sorveteria, as 7:30 hs. Snit.”
Apesar do horário, viu que Snape também já estava lá. Com um cumprimento, ele se aproxima de Gabriel e termina seu café, colocando a xícara sobre a mesa.
- Bom dia. Estou pronto. – fala Snape.
- Dois minutos, professor. – fala Gabriel tomando um café preto forte e respirando fundo enquanto guardava o pergaminho e liberava Atena que voou tranqüila pela janela. – Como foi ontem à noite, se me permite a pergunta?
- Perfeita. Realmente deixei-os de queixo caído. Respondi a dezenas de perguntas. Foi uma grande noite. Pessoas inteligentes, sérias e muito instruídas. Os maiores preparadores de poções de todo o mundo estavam lá, ontem. Realmente devo-lhe agradecer a oportunidade. – responde Snape sorrindo.
- De forma alguma me deve agradecimentos, professor. Mas realmente não respondeu a parte essencial de minha pergunta sobre a noite de ontem, não é? – perguntou Gabriel com um olhar malicioso.
- Bem, eu e Narcisa nos divertimos. É o ambiente que ela está acostumada, e foi de grande interesse para todos. Na verdade, foi a “estrela” da festa, por assim dizer. – falou ele sorrindo ainda mais.
- E, claro que o Senhor a convidou para hoje à noite, não? – perguntou Gabriel curioso.
- De forma alguma deixaria passar a oportunidade, afinal, ela é uma grande admiradora sua, sabia? – pergunta Snape meio ciumento.
- Meio velha pra mim, mas, devemos entender que ela prefere com certeza homens mais, “maduros”, digamos assim. – fala sério Gabriel. – Desculpe se lhe digo isso, mas acho que deveria investir nela. E com vontade.
- Não sei. Ela está acostumada com outro ambiente. E outra realidade financeira, é claro. – fala Snape parecendo meio triste.
- Esqueça isso. Até onde eu saiba o senhor é um dos maiores preparadores de poções do mundo todo. Tomou algumas decisões no passado que são, digamos questionáveis. - fala Gabriel apontando para onde sabia estar a “tatuagem” de Voldemort, o que assusta Snape, mas ele não fala nada.. – Mas Dumbledore confia no senhor, e pra mim basta. E dinheiro, bem, ela tem o suficiente para a vida toda. O que ela precisa, com certeza, é um grande amor.
- Certas escolhas nos afetam a vida toda. – responde Snape triste.
- E você acha que eu não sei disso? – pergunta Gabriel sério. – Mas deve pensar assim: Quem mais além de Narcisa poderia lhe entender? Além de serem velhos conhecidos, ela o respeita muito, e acho que depois de hoje, ela vai o “olhar” diferente.
- Como assim? – pergunta ele curioso.
- Hoje, o senhor sofrerá o que os trouxas chamam de “reforma total” . – falou Gabriel sorrindo. – Sei que poderá parecer estranho, mas já mandei um pergaminho para um amigo meu e ele acertou tudo com eles e vai acompanhá-lo. Mantenha a calma e tenha paciência com eles. Simplesmente deixe acontecer. Já estão com tudo pronto e lhe esperando. Também não se preocupe com custos, por que eles me devem uns favores e fica tudo por conta da casa.
- Se você diz. – fala Snape meio ressabiado.
- É claro. Aproveite. Divirta-se. – disse Gabriel terminando seu café e se levantando, junto com Snape vão até os portões do Castelo, de onde Gabriel conduz a aparatação. Chegam sem problemas até a sorveteria, e um jovem rapaz ao lado de Snit, se apresenta e conduz Snape até a loja e depois iriam até o dentista.
- Espero que dê tudo certo. – fala Gabriel preocupado, após cumprimentar Snit.
- Dará. Não se preocupe. Falei para o nosso funcionário que se ele não fizer tudo certo, ele iria ver o que um duende irritado faria com ele. – brinca Snit.
Gabriel ri e junto com Snit vão até o banco. Snit solicita acesso ao cofre e logo depois Gabriel está à frente do cofre Numero 1. Lá dentro, todas as obras de arte estão colocadas, adequadamente separadas, como se fossem uma exibição de um museu.
Gabriel rapidamente vai até onde estava o pequeno e delicado colar que havia encontrado na relação de Snit e o olha deliciado. A descrição da jóia não deixava dúvidas. Era lindo, todo em ouro, com pequenos escritos, em letras que pareciam runas, que segundo a descrição, funcionava como um escudo mágico contra ataques de leves a moderados. “Feito pelos Antigos e Nobres Elfos, coberto com ouro que foi fundido junto com sangue de Dragão e Crina de Unicórnio e Purificado por Fadas.”
Realmente um belo presente. Ainda mais com um pingente em forma de coração, trespassado por duas espadas de brilhantes. Lindo. Perfeito.
Pegando a peça, Gabriel executou um pequeno feitiço de transfiguração na peça, para lhe mudar a cor, de branca para vermelho rubi. E transfigurou o desenho do coração, numa pequena fênix dourada com as asas abertas, e com as patas segurando duas espadas que continuavam entrelaçadas, como se estivessem lutando uma com a outra.
- Desculpe, mas porque mudar a peça? – perguntou Snit curioso.
- Se alguém reconhecer a peça antiga, tentaria descobrir como ela a conseguiu, e acabaria chegando a nós. Ainda não estamos prontos para enfrentar abertamente Voldemort e seus capangas. Precisamos de mais algum tempo, pelo menos. E não quero colocar Hermione em perigo maior, por isso mudei a peça. – responde Gabriel sério.
- Mas não afetará o desempenho da peça? Ela continua com seus poderes? – perguntou Snit curioso.
- Não muda nada. É só a forma. O poder continua. E pretendo o ampliar ainda mais. – fala Gabriel pegando a peça e concentrando-se manifesta sua aura azul. Incutiu mais energia para o colar, que de início brilhava como se fosse uma estrela Super Nova, e depois, aos poucos, voltou a cor normal, embora pulsasse lentamente. A Fênix ganhou movimento e as Espadas de Brilhantes também.
- Impressionante. Com certeza. E elegante também. – fala Snit.
- Obrigado. – fala Gabriel sorrindo. – Temos mais algumas coisas para fazer. Eu gostaria que guardasse este pergaminho que também é o meu testamento.
- Acho isto desnecessário. Mas considerando nossos tempos atuais, com certeza é bem seguro deixar as coisas em ordem. – completa Snit.
- Eu sei. – fala Gabriel cansado. – Snit, preste atenção. Aqui, neste pergaminho que só se abrirá se eu morrer, há uma série de instruções que lhe peço, por favor, siga-as fielmente. Não tenho ninguém no mundo em quem eu confiaria mais do que você para fazer isso. Realmente espero não ser necessário, mas se for, por favor, faça. Há pessoas que precisam ser avisadas, e locais onde devem ir. Por favor, informe-os que é extremamente importante que o sigam conforme está descrito aqui imediatamente. Que não percam tempo. Também lhe deixo instruções sobre como proceder com o dinheiro que possuo, e o que fazer com parte dele. Estes frascos de memória devem ser entregues apenas se eu morrer. – fala Gabriel lhe entregando alguns frascos que tinha feito durante uma das muitas madrugadas em claro.
- Espero jamais ter que ler este pergaminho, mas se acontecer pode ter certeza que seguirei suas instruções, Gabriel. – diz Snit falando o nome dele pela primeira vez.
- Ótimo, Snit. Agora temos que arrumar um ótimo álibi para mim pelas próximas duas horas. Preciso estar em um lugar e aparecer em outro ao mesmo tempo. – fala Gabriel.
- Hummm. Deixe-me pensar. Deveria ser em local público? – pergunta Snit.
- De preferência, sim. – responde Gabriel sorrindo.
- Que tal a Floreios e Borrões? – pergunta Snit animado. - Eles têm cabines individuais para leitura de livros raros, de forma que quem entra, ainda pode ser visto do lado de fora, através do vidro. Caso você deseje, pode me transfigurar em sua aparência e ficarei lá sentado, lendo, enquanto sai por ai “passear” . Lançarei um feitiço na porta para não ser perturbado, e ficarei bem a vista de todos.
- Hmmm. Realmente uma ótima idéia. Pode dar certo. Vamos até lá, separados. Entre e vá direto até o banheiro. Eu transfiguro você e saio aparatando. Dali duas horas, nos encontramos no banheiro novamente, que tal? – pergunta Gabriel.
- Perfeito. – concorda Snit.
E após saírem do banco, Gabriel entrega a Snit o colar, para que ele guardasse com ele. Depois de irem até a Floreios e Borrões, Gabriel faz o feitiço em Snit e sai aparatando, direto até a casa onde Apollo havia seguido o corvo.
Chegou a cerca de 500 metros da casa e se escondeu. Lentamente rastreou o perímetro, tentando descobrir alguma armadilha ou mesmo bruxos escondidos. Não encontrou nada fora do normal.
A seguir, começou a rastrear a casa. Dez comensais. Nenhum importante. A maioria novata. Nada de Voldemort. Lendo a mente dos comensais, descobriu que ele partira a menos de uma hora, e eles não sabiam para onde. A única coisa que descobriu é que eles estavam guardando algo que estava no porão da casa. Mas eles não sabiam o que era. Já estavam ali há cinco dias, e o tédio estava deixando-os desatentos e irritados.
“Nhaca! Eu perdi o velho por pouco! Este negócio de manter identidade secreta é um saco!” – pensou Gabriel chateado.
“Desde que mantenha você vivo, do que reclama? Mesmo que você achasse o cara de cobra aqui, você não deveria matá-lo, lembra? Isso é serviço do seu amigo Potter!” – fala seu “Monstro Interior”.
“Eu sei, mas eu poderia me divertir um pouco com ele! Aquele berrador ainda me irrita!” – responde Gabriel chateado.
Chateado, Gabriel se concentra e fica rastreando por mais alguns minutos. Nenhum comensal sabe o que existe no porão, mas sabem que é guardado por um Basilisco. Todo dia eles o alimentam, deixando cair por uma calha, um pequeno bezerro.
“Putz! O tamanho dele deve ser descomunal!” – ri seu Monstro Interior.
“Como fazer para matar 10 comensais em silêncio?” – pensou Gabriel compenetrado.
“Hmmm. Não sei! Não me ocorre nenhuma idéia! Deixe-me pensar! Qual poderia ser a arma a ser utlizada?” - resmunga seu “Monstro Interior” como se estivesse pensando em algo muito difícil. “EU É CLARO! No que está pensando? Usar uma metralhadora trouxa, por acaso?” – praticamente grita seu “Monstro Interior”.
Rindo baixinho, Gabriel chama a espada, e pára. No momento que atacasse os comensais, provavelmente o Basilisco o atacaria, também. O negócio era acabar com os dois problemas ao mesmo tempo. Guardou a espada e aparatou até uma pequena fazenda ali perto, de onde “pegou emprestado” um galo, usando um “Petrificus Totallus”.
Aparatou de volta e usou seus poderes para descobrir onde era a calha através da qual alimentavam o Basilisco. Descobriu sua localização, logo próxima da entrada, descendo uma pequena escada, e que era grande o suficiente para jogar um boi inteiro lá embaixo. Precisava apenas jogar o galo lá dentro e depois cuidar dos comensais.
Para tanto, era essencial que fosse rápido e silencioso. Concentrou-se e impediu num raio de 500 metros qualquer tipo de aparatação, evitando fugas. A seguir disfarçou-se mudando suas roupas e seu próprio corpo para que parecesse com o falecido Rodolpho Lestrange. Inclusive a capa e a máscara de comensal.
Chamou a espada e mantendo o galo preso pelo pescoço, aproximou-se da casa em silêncio total. A seguir, lançou outro feitiço, tudo sem varinha, e abriu a porta. Ninguém percebeu. Havia três comensais na sala, jogando Snap explosivo. Gabriel entrou e se dirigiu para perto da calha e delicadamente largou o galo lá dentro, suspendendo o feitiço nele antes.
Esperou em silêncio por alguns instantes e ouviu o movimento do Basilisco, provavelmente pensando que era o alimento do dia.
Dali a instantes, Gabriel ouviu o canto do galo, seguido por um guincho e o som de algo que batia no chão. Aquilo alertou os comensais que se levantaram de onde estavam jogando e viram “Rodolfo” avançar com a espada. Foi a última coisa que viram..
Rápida e silenciosamente, Gabriel decapitou os adversários e começou a mover-se pela casa, atacando furtivamente, sendo que só foi visto novamente pelo último dos comensais, que chegou a levantar a varinha, mas teve seu braço decepado e logo sua cabeça seguiu o mesmo caminho.
Em silêncio, Gabriel usando sua espada, escreveu na parede com o sangue do comensal uma mensagem para Voldemort. Rindo baixinho, usou seus poderes e descobriu que o Basilisco no porão estava morto, mas o galo vivo. Sem perder tempo, jogou-se pela calha e aterrou ao lado do galo, com os olhos fechados. Concentrou-se e descobriu a posição do basilisco, pelo cheiro que emitia. Transfigurou o Basilisco em ferro, e finalmente, sem riscos, pode abrir os olhos e olhar para o ambiente. O Basilisco tinha uns 9 metros de comprimento.
Gabriel não perdeu tempo. Havia uma porta dentro do porão, levando a outro lugar. Caminhou até ela em silêncio e tentou abrir. Nada feito. Aparentemente precisava de uma senha, ou sangue de alguém em especial. Como não tinha nenhum dos dois itens, foi mais drástico.
Utilizando sua Aura, arrancou a porta, o batente e metade da parede junto, e jogou-os no meio do porão, onde caíram com um forte estrondo. Desviou-se imediatamente para o lado, pois tinha ativado uma armadilha que lançava sem parar, do fim do corredor, raios de energia e armas brancas. Facas, lanças, até pregos eram lançadas em alta velocidade. Bloqueado, Gabriel xingou baixinho e depois de pensar um pouco, conjurou uma estátua de pedra em forma de um Centauro e converteu a pedra em aço. A seguir, ordenou claramente que avançasse o corredor e trouxesse o objeto que estava no fim do corredor.
A estátua avançou e conseguiu repelir todos os feitiços e armas que contra ela eram lançados. Dali a instantes, Gabriel ouviu um estrondo, quando sua estátua arrancou algo da parede e voltou caminhando até ele.
Ajoelhou-se e deixou uma pequena caixa a sua frente. Cuidadoso, Gabriel se afastou e ordenou a estátua que abrisse a caixa. Mais uma armadilha. Um feitiço destrinchador foi lançado e atingiu a estátua, danificando-a seriamente.
“Cheio de armadilhas, como esperado!” – pensou Gabriel. Conjurando outra caixa, igual àquela que já tinha colocado a Taça de Helga, Gabriel aproximou-se e verificou o conteúdo da caixa que sua estátua tinha trazido. Um medalhão, com o formato de uma serpente.
“Fede a magia negra!” – pensou Gabriel. Utilizando os mesmos feitiços que já havia utilizado antes, na caixa da Taça, colocou o medalhão, sem tocá-lo dentro da nova caixa. Protegeu-a com feitiços, bloqueou a emissão de Magia Negra e em seguida reduziu seu tamanho, até que coube tranquilamente em seu bolso. Fez desaparecer a estátua do Centauro e voltando-se, pegou o galo e saiu do porão, pela calha que havia descido. Fora do porão, usando um feitiço, escondeu a calha, discretamente.
Antes de sair da casa, levitou o corpo de um dos comensais mortos até a porta, e prendeu-o nela. Conjurou uma lança e fincou a cabeça do mesmo na lança, deixando-o ao lado do corpo.
Suspendeu o feitiço que impedia a aparatação e com a varinha do comensal, lançou o “Periculum“ para o alto. Escondeu-se atrás de algumas árvores e esperou um pouco. Quando os primeiros aurores chegaram, Gabriel aparatou para a fazenda e devolveu o galo. Limpando-se do sangue que havia caído nele com um feitiço, suspendeu o feitiço de transformação e seu corpo e roupas voltaram ao normal. Depois aparatou direto no banheiro da Floreios e Borrões. Precisão Britânica. Snit acabava de entrar no banheiro.
Suspendeu o feitiço sobre Snit ele voltou ao normal. Despediram-se sorrindo e Snit entregou-lhe o colar que tinha ficado com ele e depois saiu para a rua. Quem o olhasse, apenas estranharia o fato de que ele tinha ficado muito tempo no banheiro. Um minuto depois, Gabriel estava na sala de leitura que ele tinha ocupado, lendo um livro sobre economia bruxa. “Bem a cara do Snit, mesmo!” . – pensou Gabriel.
Saindo da sala de leitura, circulou na livraria e comprou vários livros que poderia usar em pesquisas sobre alguns assuntos de magia avançada e começou a conversar com a atendente. Dirigindo-lhe vários elogios que a deixaram ruborizada. Para deixar claro que estiver ali por um bom tempo, e fornecer um álibi, pediu as horas e quando a moça lhe disse, deu um sorriso para ela e deixou 10 galeões de gorjeta, para que ela se lembrasse bem dele.
Caminhando sozinho, pois Snit já tinha ido, vagueou pelo beco, e logo estava em uma loja de presentes, onde comprou uma caixa delicada onde colocou o colar e depois de um belo pacote de presente, voltou até a sorveteria. Várias horas depois, Snape apareceu. Bem diferente.
De forma alguma aquele homem se parecia com seu antigo professor de poções. Cabelo cortado curto e tratado com cremes específicos, ficando bem arrumado. Novas roupas trouxas, e novos sapatos.
Suas unhas estavam tratadas e percebeu que tinham aparado até mesmo as sobrancelhas. Vinha carregado de pacotes e o funcionário que o acompanhava também estava com os braços lotados de produtos, além de uma caixa de bebidas que ele tinha pedido. Nos pacotes e sacolas de Snape, pareciam conter um guarda roupas completo.
- Olá. – saudou Snape. Até seus dentes estavam brancos. E aparentemente ele os havia alinhado com magia.
- Olá - cumprimentou de volta Gabriel. E não perdendo a chance de fazer uma piadinha perguntou sério: - Desculpe, eu o conheço?
- Engraçadinho. Saiba que ainda o farei pagar a maior detenção da história de Hogwarts. – respondeu Snape sério.
- Foi tão ruim assim? – perguntou Gabriel preocupado.
- Até que não, somente quando me perguntaram se eu não lavava o cabelo. Aparentemente nunca conheceram ninguém com o cabelo oleoso. Entregaram-me tantos cremes para cabelo e pele, que posso abrir uma revenda na escola. Afinal, tenho estoque para vários alunos. – fala Snape tentando não rir.
- Oh! Grande Mérlin! O que vejo! O temível Snape fazendo uma piada! – fala Gabriel impressionado e levantando as mãos para o céu.
- Espere até chegarmos à escola, rapaz. Vou azará-lo até esgotar meu repertório e informo-lhe que ele é bem grande. – fala Snape rindo.
- O que é isso, professor? – brincou Gabriel. – Vejo que realmente está muito diferente. Mas devo lhe dar um aviso, como amigo.
- Qual? –perguntou Snape, curioso.
- Cuidado com Narcisa. Acho que ela vai atacá-lo, assim que o vir, hoje. – falou rindo.
- Vai rindo rapaz. Segunda você tem aula comigo, esqueceu? – fala Snape.
Como já estavam prontos, Gabriel ajudou Snape com as sacolas e pegando seus livros, o colar, e a caixa de bebidas que o funcionário tinha trazido, aparatam diretamente na Escola.
Ao chegarem aos portões do castelo, Snape faz um feitiço de levitação e vai para seus aposentos. Gabriel conseguiu ficar sério nos primeiros três assovios que ouviu enquanto Snape passava entre algumas alunas, mas no quarto foi obrigado a rir. O ”Novo Snape” já estava fazendo sucesso.
Ainda rindo entrou no salão comunal e foi até seus aposentos. Não tinha ninguém lá. Como já era praticamente hora do almoço, foi até o salão principal e encontrou seus amigos começando a almoçar. Sentou-se ao lado de Hermione e beijou-a carinhosamente.
- Onde estava? – perguntou ela.
- Com Snape. Esqueceu que hoje eu o levaria a cortar o cabelo e comprar roupas? – perguntou Gabriel rindo.
- Como ele ficou? – perguntou Rony curioso.
- É verdade que raspou o cabelo dele? – pergunta Simas.
- E que comprou roupas da cor rosa? – perguntou Harry.
- Calma pessoal. Eu não iria sacanear o Snape, não é mesmo? Ainda tenho que ter aulas com ele por mais dois anos. – falou Gabriel rindo.
- Vai dizer que não aprontou nada com ele? – pergunta Rony incrédulo.
- Ainda não, mas espere até a hora da festa. – fala Gabriel rindo baixinho. – Comprei um estoque considerável de bebidas trouxas. Hoje as canelas finas dele vão tremer.
- Por falar nisso já viu o Profeta Diário de hoje? – perguntou Hermione.
- Não, nem me lembrei. Saí antes de o correio chegar, por quê? – pergunta Gabriel.
- Acho melhor comer antes de ler. – fala Hermione sorrindo.
Não se preocupando antes do tempo, Gabriel almoça e depois pega o jornal e vai para o jardim. Senta-se na grama, embaixo de uma árvore e olha para o Jornal.
“Primeira página, de novo!” – pensou Gabriel. Isto pelo menos ele já previra, depois que Rufus falou que alguns repórteres tinham ouvido os berradores.
“Voldemort ameaça estudante Prodígio!” – era a manchete.
E uma descrição, palavra por palavra do berrador de Voldemort. A descrição da recepção da mensagem, e o bom humor de Gabriel ao preparar a resposta.
“Vá criar cabelos, para que eu possa te arrancar o Escalpo!” – era a manchete abaixo.
E uma descrição, palavra por palavra da resposta que Gabriel tinha enviado, bem como uma entrevista com Rufus e com o primeiro ministro, feitas logo após ouvirem a resposta de Gabriel. “O Chefe dos Aurores não pode comentar a resposta por estar sofrendo de um sério ataque de risos.” – foi o que Gabriel leu. Junto uma foto de Rufus e do Ministro da Magia rindo abraçados.
“Bom Humor Apesar de Tudo.” – era o editorial que tecia mais elogios ainda para Gabriel, dizendo “Que se aquilo de ameaçar era tudo o que Voldemort podia fazer quanto ao garoto era melhor melhorar o tom, pois a língua do rapaz e tão rápida e feroz quanto os golpes que desferia, quando ameaçado.”.
Seguia uma linha meio séria, meio cômica, dando ênfase na parte que Gabriel relatava as surras que Voldemort já tinha sofrido nas mãos de Dumbledore e de Harry, além das respostas sarcásticas e irônicas que o rapaz tinha enviado de volta.
- Parece que você está agradando. – fala Dumbledore chegando a seu lado.
- Infelizmente creio que Voldemort não tenha senso de humor. – responde Gabriel sério.
- Isso é um fato real. – fala Dumbledore e conjura uma poltrona para ele embaixo da sombra e se senta tranquilamente. – Como foi hoje de manhã?
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