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8. Visita ao Chalé das Conchas


Fic: Harry Potter e a Clóris Perdida


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Estava tudo escuro, havia uma vela acesa naquele pequeno cômodo, as paredes estavam cheias de teias de aranha e a mesa no centro estava empoeirada, parecia que a casa não era habitada há anos, na porta havia uma grande rachadura e o lugar parecia muito frio. Dois homens estavam sentados um em frente ao outro, mas não dava para ver direito suas feições, um deles tinha uma mecha de cabelo escura cobrindo sua testa, do outro se viam os dentes amarelados na luz da vela. Eles pareciam impacientes.


– Ele quase nos viu!


– Nós temos que pegá-lo, você está entendendo Lestrange?


– Jugson, não é tão fácil assim! Nem o Lord das Trevas foi capaz de detê-lo!


– Ele não pode continuar vivo!


– Tentar qualquer coisa contra ele, é assinar a própria sentença de morte!


– Não podemos ficar parados, só assistindo a sua vitória!


– Tenha paciência, tudo tem que ser feito com muita calma e temos que atingi-lo de outra maneira, uma que cause tanta dor, que ele deseje a própria morte!


– E oque você sugere?


– Vamos monitorá-lo por hora, observar tudo oque ele faz, assim saberemos o seu ponto fraco.


– Vamos matar a família dele!


– Ele não tem nenhuma família, os pais estão mortos, o padrinho também, ele não tem muito a perder.


– Certamente encontraremos uma forma de atingi-lo.


– Encontraremos se formos cautelosos.


– Precisamos de um espião, alguém que possa ficar próximo o bastante sem levantar suspeitas.


– Eu já pensei nisso e já tenho alguém em mente. Disse Rodolfo Lestrange.


A praia estava vazia e ao longe se via a mesma casa, o chalé das conchas estava do mesmo jeito que Harry lembrava, era domingo e todos foram convidados para um almoço na casa de Gui e Fleur, George apresentaria sua namorada à família e Rony e Hermione haviam finalmente voltado de sua viagem, que havia demorado um pouco mais do que o planejado. Harry estava feliz, pois finalmente havia recebido sua carta e não via a hora de retornar a Hogwarts para o ultimo ano, queria se lembrar de agradecer ao Ministério, ao ministro ou a diretora, seja lá quem tenha decidido, por ter tomado a decisão de repetir aquele ano, e imaginava como seria maravilhoso agora com sua namorada e com seus amigos livres de ameaças, finalmente ele poderia ter um ano completamente normal. Seria um ano anormal pensando bem, pois não seriam mais o trio inseparável de sempre, os dois amigos com certeza passariam mais tempo juntos, enquanto que Harry provavelmente passaria mais tempo ao lado de Gina, mas ele não achava que isso seria ruim. Aliás, passava muito tempo com a ruiva, e quando não estava com ela, pensava muito nos dois juntos, as coisas tinham esquentado um pouco, e ele estava com um pouco de receio de ficar sozinho com a namorada, então nos últimos dias, evitou leva-la a sua casa, onde com certeza teriam muita privacidade, não queria precipitar as coisas, provavelmente se não se sentisse integrante da família, não teria tanto medo que as coisas avançassem um pouco mais, mas naquele momento tinha certeza que não era hora a certa, apesar da ruiva insistentemente tentar lhe tirar do sério em relação a isso e dar a entender quase que com todas as letras que o queria um pouco mais íntimo do que agora estavam. Logo as aulas começariam e Harry já havia feito às compras junto com a namorada, quando visitaram a loja de George, passaram por um momento muito constrangedor, ao se dirigirem aos fundos do estabelecimento, George estava agarrado a Sophia e digamos que não foi uma boa hora para entrar, a moça estava sentada em cima da mesa como se tivesse sido colocada lá por George, pois suas pernas entrelaçavam a cintura do rapaz. Ele e Gina coraram e foram dando passos para trás em silêncio, não fosse Harry derrubar uma pilha de caixas, eles com certeza teriam passado despercebidos pelo casal. Eles pararam o agarramento, mas não ficaram tão constrangidos, quanto Harry e Gina, a moça simplesmente desceu da mesa, ajeitando suas roupas com calma, cumprimentando os dois, como se aquilo que eles estavam fazendo fosse completamente normal. George com certeza estava muito mais animado, e as conversas com ele chegavam a ser chatas, ele só falava da namorada e contava tudo sobre ela, que os pais eram Herbologistas, que procuravam novas plantas e que moravam na Amazônia e que ela tinha três irmãs, todos já haviam praticamente decorado a história da moça.


Harry foi caminhando pela praia e antes que pudesse bater na porta, ela se abriu e ele foi surpreendido pelo abraço duplo, do agora casal de amigos.


– Harry, estávamos com saudades! Disse Hermione.


– Eu também, por que demoraram tanto?


– Meus pais não ficaram lá muito felizes quando contei oque eu tinha feito com eles, na verdade ficaram muito chateados.


– Se não fosse eu defender Mione e contar tudo oque tinha acontecido, assegurando a eles, que não deixaria que nada acontecesse com ela, não sei, se eles a deixariam voltar para Hogwarts.


– Queria ter visto você convencê-los Rony. Disse Harry rindo, sendo abraçado agora pela namorada, que veio correndo ao seu encontro, se jogando em seus braços, lhe dando um beijo no mesmo momento.


– Oh Gina! Que tal não fazer isso na minha frente!


– Ah Ron, meu amor, para com isso, entenda que eles são namorados!


– Não é tão fácil, você diz isso por que não tem irmãos Mione!


– Ron, vem cá. Ela disse puxando o rapaz e beijando delicadamente seus lábios.


– Ei, isso é jogo sujo, por que você sempre faz isso pra me fazer mudar ideia?


– Por que sempre dá certo! Disse Hermione sorrindo para os três.


– Vamos entrar, só faltava você Harry, George já apresentou a namorada para todos. Disse Rony, seguindo porta a frente.


Todos cumprimentaram Harry e ele ficou feliz de ver que estavam todos aparentemente felizes, com exceção da Sra. Weasley, que não parecia muito à vontade ainda. A barriga de Fleur nem aparecia ainda, mas Gui estava sempre segurando a barriga da esposa, como se estivesse muito ansioso para ver o bebê. Sophia ajudava Fleur a por a mesa e George estava ao lado do pai, provavelmente falando alguma coisa sobre a namorada. Percy estava ao lado da mãe, tentando animá-la e Carlinhos também estava ao lado da mãe, e do mesmo jeito que Percy, tentava animá-la, sem muito sucesso.


Sentaram-se ao redor da mesa, todos barulhentos como Harry gostava de ver, Gina insistia e lhe beijar o pescoço sempre que tinha a chance e como estava sentada ao seu lado, repetiu o gesto, tinha aprendido a controlar suas emoções perto da família, mas aquilo ainda o causava sérios arrepios. George chamou a atenção da família, parecia querer que todos ouvissem oque ia dizer.


– Bom, eu gostaria de apresentar a vocês a minha namorada, Sophia. Todos sorriram para a moça, que pareceu não se incomodar.


– Como já falei para vocês, Sophia é do Brasil e mora lá com os pais, só está aqui passando as férias com a avó.


– Eu ando sem inspiração para criar coisas novas para a loja, isso acontece desde que... desde que... Fred se foi... Ele disse isso com um pouco de dificuldade, mas conseguiu dizer sem chorar.


– Os pais da Sophi, são herbologistas e ela me conta sempre, que lá tem infinitas ervas e plantas incríveis que os pais estudam e trabalham para descobrir as espécies de lá.


– Eu acho que seria ótimo para minha inspiração, passar um tempo lá e tentar descobrir coisas novas e criar coisas novas para a loja.


– Então, já falei com Percy que concordou, vou ficar na casa dos pais da Sophi por um tempo.


Todos olharam espantados, e ficaram em silêncio olhando para George. Até que a mãe do rapaz se pronunciou.


– Minha querida, será que seus pais vão concordar com isso? Você levar o namorado que eles nem conhecem para casa deles? E vocês estão juntos há quanto tempo? Um mês?


– Sra. Weasley, meus pais querem a minha felicidade, eles não vão se opor, além disso, já contei sobre George e vovó adorou ele, passando as melhores referências dele aos meus pais, que estão ansiosos para conhecer o responsável por meu repentino interesse na profissão deles.


– E você George, não acha precipitado meu filho?


– Mãe, depois do que aconteceu, eu pensei, que nunca mais fosse ser feliz, achei que não seria capaz disso. Ela ilumina completamente o meu dia, faz eu querer viver, só pra ver o seu sorriso!


– Eca! Que meloso isso George! Disse Rony


– Ron! Isso é muito romântico. Disse Herminone.


– Eu também quero a sua felicidade meu filho, se você acha que precisa ir, eu apoio você.


– Obrigada mãe, não sei se conseguiria ir sem você me dizer isso.


– Mas, você tem que nos mandar notícias meu filho, sempre que for possível, e por favor volte, não nos deixe.


– Eu vou voltar mãe, é claro que eu vou voltar. É só por um tempo. E eu vou mandar notícias com certeza, não se preocupe.


– Quando vocês vão meu filho? Se pronunciou o Sr. Weasley.


– Ah Pai, na semana que vem, até eu deixar tudo acertado na loja.


– Mas já meu filho?


– É, já faz um tempo que a Sophi está aqui, e ela deveria ter voltado a uma semana atrás.


– Tudo bem. Fico feliz que você esteja seguindo em frente meu filho. E você Sophia, fique sabendo que é muito em vinda à família!


– Obrigado Sr. Weasley, também fico feliz de ouvir isso!


Todos terminaram suas refeições e Sophia foi quem trouxe a sobremesa, que estava muito bem colocada em taças, e a decoração com cerejas estava muito bonita, deixando todos boquiabertos.


– Foi você que fez Sophia? Perguntou Gina.


– Foi sim, disse a moça.


– Uau! Onde você aprendeu isso?


– Bom, na minha escola tem uma matéria que se chama: Feitiços para utilidades domésticas, e lá a gente aprende um pouco essas coisas.


– Que máximo, não tem essa matéria em Hogwarts.


– Lá era uma escola só para moças, então tinham várias dessas coisas, mas acredite não era tão legal assim.


Todos se deliciaram com a sobremesa, até mesmo a Sra. Weasley. Aos poucos a família foi se retirando da mesa e Gina foi puxando Harry para fora da casa, sentaram-se de frente para o mar e ficaram abraçados, ouvindo as ondas quebrarem na areia. Gina olhava para Harry de forma muito amorosa e Harry retribuía passando as mãos delicadamente pelos cabelos da moça.


– Amor, eu quero falar com você sobre uma coisa. Disse a moça.


– Diga minha linda.


– Eu percebi que você não quer mais ficar sozinho comigo, eu queria saber o motivo.


– Você percebeu?


– Como não ia perceber Harry, sempre quando estamos sozinhos você inventa alguma desculpa para sairmos. Você... você ainda gosta de mim, não é? Por que se voc..


– Meu amor! Por favor, não pense uma coisa dessas! Eu amo você, com todo meu coração!


– Mas então oque está acontecendo?


– Eu acho que as coisas podem sair do controle entende, eu te amo tanto que não quero que nada precipitado aconteça.


– E se eu quiser que algo aconteça.


– Eu não acho certo, por mais que seja o meu desejo.


– Por que Harry? Eu também amo você e acho que deu pra perceber que eu quero que as coisas saiam do controle.


– Eu sei, mas tem a sua família, eu devo respeitá-la entende, seus pais, seus irmãos, e o Rony.


– E oque eu quero não conta?


– Conta e muito, mas acho que temos que fazer tudo do jeitinho certo, primeiro devemos nos casar, pra depois fazermos alguma coisa. É o que sua família espera de mim.


– Mas não é oque eu espero! Eu não posso esperar tanto assim Harry Potter! E além disso, quanto tempo isso vai demorar?


– Para nos casarmos? Eu acredito que até você se formar, ou seja, uns dois anos... Disse ele olhando para a moça.


– Oque? Dois anos? Você acha que seremos capazes de esperar dois, não um, mais dois anos?


– E é por isso que estou evitando ter muito tempo a sós com você...


– Harry, que antiquado isso! Estou com raiva de você, sabia?


– Não fique brava minha linda, só peço que entenda, eu não posso fazer isso com a sua família, eles confiam em mim.


– E pode fazer isso comigo?


Ele olhou para a moça, a abraçando mais forte, e ela se deitou puxando o rapaz para cima de seu corpo.


– Saiba que eu não vou tornar as coisas fáceis pra você! Disse ela enquanto colava os lábios nos do namorado, o beijando urgentemente, deslizando suas mãos por de baixo de sua camisa, encontrando as costas do rapaz, que se contorcia a cada toque. O corpo de Harry pesava sobre o de Gina, e ela não parava de beijá-lo com todo o desejo que podia. O rapaz tentava se soltar, mas a moça o apertava mais para perto cada vez que ele tentava. Quando ela usou de sua arma favorita, lhe beijando o pescoço e lhe dando pequenas mordidinhas, foi que ele subitamente se virou para o lado, parando oque estavam fazendo.


– Tem razão, dois anos é muito tempo mesmo. Disse ele ofegante, enquanto a moça sorria com um olhar de como quem acabara de vencer uma partida de xadrez.

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Comentários: 1

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Enviado por Luiza Snape em 17/04/2014

Ginny mestra da sedução!!!! 
 

Nota: 5

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