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1. No passado e no presente


Fic: No passado e no presente -R e Hr - Como tudo começou- Comentem


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Grifinólia havia vencido a Corvinal. Até aí nenhuma surpresa. Era quase rotina. Os treinos sempre serviam para mostrar a superioridade de um time sobre o outro. Toda a Grifinólia voltara a sala comunal, eufórica e principalmente Harry e Ron.
Eles sentaram-se pesadamente nos sofás perto do fogo, ainda suados e encalourados. Gina sentou-se no braço do sofá, bem perto do namorado.
-Foi um ótimo jogo! – disse sonhadora – Se continuarmos assim, vamos ganhar a taça esse ano!
-Vamos mesmo! – disse Ron – temos o melhor apanhador da década! Vai ser moleza.
-Não esqueçamos do melhor goleiro! – disse Harry sorrindo.
-Ah, é! – Gina sorriu arteira curtindo com a cara do irmão – É melhor rezarmos para a final ser à noite, assim a arquibancada não vai vê-lo e ele não vai entrar para a historia como o maior frangueiro de todos os tempos!
-Vê se me erra, Ginny! – jogou uma almofada nela.
-Ron foi muito bem hoje. Acho que está perdendo o medo da multidão.
O ruivo deu de ombros olhando em volta insistente. Harry acompanhou seu olhar e perguntou:
-Onde está a Lilá?
-Ela ficou de passar na biblioteca para buscar uns livros para os deveres – respondeu disperso ainda olhando em volta.
Harry e gina se entreolharam e ela sorriu arteira:
-Ouvi que Mione ia passar na sala da professora Minerva antes do jogo. Será que ela já voltou?
-voltei sim! – respondeu uma voz animada atrás deles!
-Mione! – Gina deu um gritinho eufórico – você viu o jogo???
-Não deu. – disse pesarosa, olhando apenas para os dois, e se recusando a olhar para Ron. – Acabei me atrasando na sala da professora Minerva. – abriu um amplo sorriso.
-E essa alegria toda é por causa disso? – Gina não pareceu convencida.
-Ah...Bem...Na verdade não. – sentou-se no sofá, na outra extremidade a Ron, fazendo de conta que não havia ninguém a seu lado – Aconteceu uma coisa meio legal, eu acho...
-O que? – harry perguntou naturalmente curioso.
-Ah, uma coisa meio boba, mas...Legal...
-Viu o passarinho verde, Mione? Hã?
-Não, eu não vi, Ginny! – sorriu mais ainda – É que eu vou a Hosgmose esse fim de semana.
-Jura? Mudou de idéia? Você disse que não queria ir!
-Eu não queria segurar vela, Harry! Mas agora...Não preciso me preocupar com isso...
-Você vai com alguém?
-Hum-hum. – fez a mesma cara de alguém que ganha na loteria ao ouvir o bufo irritado logo ali ao lado.
-com quem?
-Eu estava saindo da sala da prof.Minerva, quando o encontrei me esperando. Fiquei surpresa – começou a dar detalhes que jamais daria se não quisesse que ron ficasse com ciúmes – Ele disse que queria me convidar para ir com ele. Que gostava de mim há algum tempo, e achou que talvez eu quisesse conhece-lo também.
-Tá! Quem é???
-Santos. Antonio Santos, da Corvinal. – seu sorriso poderia ter iluminado toda a torre por um mês, quando Gina cobriu a boca com a mão surpresa e Harry ficou confuso.
-Quem é?
-Harry! – Gina não acreditou no alienamento do namorado – ele é o gato mais gato da escola! E não me olhe com essa cara, Harry! Você também acha outras meninas bonitas, eu sei! Além disso, Santos é uma unanimidade. Ele é bonito, legal, joga bem, e o pai dele é do Ministério não é?
-Isso eu não sei. – disse Hermione – Foi a primeira vez que o vi de perto e falei com ele.
-Ô, ron? O pai do Santos é amigo do papai não é? Eu lembro dele ter ido uma vez lá em casa. Você lembra disso?
-Ele já foi ministro da Magia na Espanha há vários anos atrás. Agora mora aqui em Londres. – respondeu mal humorado. – Não deve ser tão famoso como o Krum, ou rico como o Cornac. Mas deve dar pro gasto. – ironizou.
Levou um segundo para que ela soubesse o que responder, mas ela soube. Ela sempre sabia afinal:
-Bem, parece que eu não perco a mão para isso, afinal. – ironizou amarga.
-Não dizem que é a bruxa mais esperta de todos os tempos à toa. – ele ironizou maldoso, e viu a raiva nela, quando esta não conseguiu mais ignorar-lo e o olhou vermelha de ódio.
-Ron, isso foi muito grosseiro. – disse Gina um pouco chocada. – Mione não tem culpa se os caras legais gostam dela.
-Ou que os imbecis me odeiem. – ela completou levantando-se do sofá com ódio no olhar. – Vou subir e ver se acho algum dever para fazer.
-Não tem que escrever pro Vitinho? Afinal ele pode ficar com raiva de ser trocado por dois de uma vez. Santos e Cornac.
-Não fale comigo, Wesley. Não dirija sua palavra a mim. E guarde sua opinião para você mesmo, pois não a quero. – sustentou seu olhar mesmo quando ele levantou-se e ficou a centímetros dela, furioso e vermelho. Desafiando-a recuar. – Não é porque você é um nada, que os outros devem se contentar só com isso!
-Eu sou um NADA? – ele perguntou com fúria.
Hermione temeu ter ido longe de mais. Ron sempre tivera problemas por se achar inferior. Por sua família ser pobre. Mas ela não conseguia controlar. Era mais forte que ela.
-Vai dizer que ainda não sabia??? – satirizou. Pretendia dar as costas para ele e encerrar a briga, mas Ron foi mais rápido e segurou seu punho a fazendo virar-se bruscamente. Então segurou seu outro punho, mantendo-a bem na sua frente. Ele respirava difícil, tentando conter-se. Aquela postura a irritou e a fez perder a compostura de vês.
-E O QUE VOCÊ VAI FAZER AGORA? ME BATER??? – gritou tentando se soltar.
Ele pensou seriamente nisso. Estava na sua cara. Duvida. Indecisão. Garotos honrados não agridem meninas indefesas. Por mais detestáveis que elas sejam.
Então, Ron tomou a única atitude possível frente ao impasse. A puxou pelos punhos para junto do seu corpo, e grudou seus lábios nos dela, calando suas ofensas e as verdades que eles amassavam dizer a qualquer momento.
A raiva era tanta que ela não se permitiu gostar. Não se permitiu entender que aquilo que tanto esperava finalmente estava acontecendo.
Chocada, debate-se tentando escapar. Quanto mais ele forçava, mais ela resistia.
Foi quando Ron mudou o toque, soltou o aperto dos seus punhos, a boca tornou-se exploradora e não agressiva.
E então, Hermione sentiu. A raiva partia como que sugada para fora de seu corpo. Era quente.
Era possessivo. Necessário. Era maravilhoso.
Lábios, dentes, língua, saliva. Mãos que a abraçavam na cintura, a colando contra seu corpo tão maior e mais forte. E as próprias mãos dela, atrevidas se perdendo ao redor do pescoço dele, acariciando a nuca, misturando os cabelos macios entre seus dedos tão desejosos desse contato.
Dividiu com ele aquele arrepio gostoso que o pespassou.
Estava zonza. Estava entregue e perdida. O calor, aquele queimor dentro do seu corpo a entorpecia e pareceu-lhe impossível que apenas alguns segundos de um simples beijo roubado pudessem criar uma sensação tão grandiosa e extrema.
Vagamente pensou se conseguiria se afastar dele, ou permitir que ele se afastasse. Esqueceu essa possibilidade absurda para o momento ao sentir a língua macia e voraz dele mergulhar ainda mais fundo e exigente entre seus lábios abertos e convidativos.
-MAS O QUE É ISSO????
O choque. O medo. A verdade.
Os dois se desgrudaram como se a mesma corrente elétrica que os uniu, fizesse força para separar-los agora.
Os olhos de Hermione não acreditaram no que deixara acontecer!
A sala comunal lotada! Todos os seus colegas, todos os seus amigos mais verdadeiros...e obviamente, Lilá, parada junto ao retrato da mulher gorda. Ela que passado o choque inicial vinha andando a passos duros na direção dos dois. Para na frente do namorado, olhos marejados e sentou-se um tapa bem dado na face direita.
-Como pôde fazer isso comigo? Como??? – gritou quase histérica.
Ele abriu a boca como se não soubesse o que dizer.
-Eu...Eu sinto muito, Lilá. – disse afinal, com expressão arrependida.
-Sente??? Você sente??? Você me enganou todo o tempo! Você disse que gostava de mim, ron!
-Eu nunca disse isso! – ele defendeu-se surpreso por ela dizer isso – Você que disse que me amava. Eu não respondi nada!!!
-Quem cala concente! Não é isso que dizem???
-Eu realmente não queria que isso acontecesse assim...Lilá...
a essa altura, Hermione, já estava quase chorando. Como ele podia ser capaz de beija-la e quase faze-la esquecer do próprio nome e depois simplesmente esquece-la e defender-se para a namorada? Não podendo mais ficar ali, sem entregar-se, agüentando todos os olhares recriminosos e outros piedosos, virou-se pronta a sumir para dentro do dormitório feminino.
-Onde você pensa que vai?
Ouviu a voz irônica de Lilá, que batia o pé no chão irritantemente, provavelmente de nervoso e fúria.
-Vou para o meu quarto. – tentou soar distante e calma.
-Então, você acha que pode sair por aí se oferecendo para o namorado dos outros na frente de todo mundo e depois sair de fininho como se nada tivesse acontecido?
-Eu não vou ficar discutindo com você, Lilá. Se você quer continuar seu show, continue, mas não conte comigo! – disse irritada e magoada com as palavras dela.
-Meu show? MEU SHOW? Quem é que estava agarrando o MEU namorado, heim???
-com certeza, não fui eu. – de seu olhar saíram chispas de raiva –Se você esteve todo tempo aí, sabe melhor que eu!
-Ah, é claro! - aproximou-se de braços cruzados. – Acha que eu não sei o que esta acontecendo? Vocês dois acham realmente que eu não sabia desde o começo??? – pareceu perder um pouco as estribeiras e não querer mais conter as verdades ocultas. – Você quis ficar com o ron na festa do Slug. E ele te deu o maior fora e ainda ficou comigo. Você esta mordida! Sabia muito bem que se virasse a cara para o Ron, ele ficaria frágil, porque por algum maldito motivo, ele gosta da sua amizade. Então, você jogou com isso, não foi? bem esperto da sua parte.
-Para começo de conversa. – Hermione aproximou-se perigosamente dela, com o dedo no seu nariz – EU não estou negando minha amizade. Quem decidiu que não a queria foi ELE. E bem antes que ficar com você. Então não me jogue a culpa do seu namorado não gostar de você!
-Ele gosta! – gritou – RON GOSTA DE MIM! ELE ME AMA!
-Grite mais alto e talvez consiga SE convencer disso. – Hermioni respondeu calmamente. – Agora, eu realmente quero ir para o quarto, se você não tiver nenhum objeção.
-Mas eu tenho! Ron. – virou-se para ele e disse amarga – E a sua hora de definir as coisas.
-O que você quer dizer? – ele pareceu realmente sem ação com essa perspectiva.
-Porque você a beijou?
-Eu... – baixou a cabeça nervoso. –Está todo mundo olhando, Lilá.
-Sim, e eles estavam aí mesmo enquanto vocês britavam um com o outro como gato e rato e se beijavam como se o mundo fosse acabar! – gritou de novo.
Essa verdade o fez olhar para Hermione que sustentou o olhar.
-Ron! – ela gritou de novo – PARA DE OLHAR PARA ELA! Porque você faz isso? Toda hora, você sempre esta olhando para ela! – desabafou, lágrimas correndo no seu rosto. – mesmo quando acha que eu não estou vendo. Mas eu estou, ron.- soluçou.
-Lilá... – Ron se aproximou e disse tentando não parecer desesperado demais – eu entendo que queira terminar comigo.
-Eu não quero terminar com você, Ron. – disse engolindo o choro – O problema é que você quer terminar comigo. Acho que nem queria de fato ter começado...
-Eu...Queria poder faze-la sentir-se melhor, eu juro. Não queria te magoar.
-Mas magoou. – Lilá se afastou secando as lágrimas – Me magoou e humilhou. Na frente de todo mundo. Mas acho que você gosta de fazer isso não é? – riu irônica – Primeiro fez isso com Hermione e agora comigo. Eu devia saber onde estava me mentendo...
-Do que você está falando? – ele perguntou incrédulo.
-A escola toda ficou falando em como você deu o fora nela. E agora toda escola vai falar de como me enganou também.
-Pelo amor de Deus, Lilá! – Ron ficou realmente desesperado – Eu não dei fora ninguém! E não enganei você!
-É. – ela sorriu triste – Tem razão. Eu sabia mesmo. Eu...Gostava de você desde o ano passado. Eu dava indiretas e nada. Daí a Parvati me contou que vocês iam ficar juntos e eu soube que nunca mais teria chances. Mas aí vocês brigaram e...Foi a minha oportunidade. Como pude esperar que isso desse certo? Eu sou tão boba! – começou a chorar de novo.
-Vamos sair daqui, Lilá. A gente tem muito para conversar...A sós. – tentou tocar seu braço, mas ela se afastou.
-Não – disse decidida – A gente não vai mais conversar sobre isso. Acabou e pronto.
-Podemos ao menos ser amigos? – Ron tentou, ganhando um olhar de ódio dela.
-Nos seus sonhos, Ron. – deu-lhe um ultimo olhar e virou as costas indo para o dormitório. Não sem antes esbarrar em Hermione de propósito.
Hermione engoliu as lágrimas de raiva e humilhação e olhou para Harry que estava meio perdido sem saber quem acudir primeiro.
-Ah, vem, Mione – Gina levantou-se e aproximou-se – Vem pro meu dormitório! – as duas se viraram, mas eles ainda puderam ouvir:- Acho que não vai querer ficar no dormitório junto com a lilá nesse momento...
Assim que as duas sumiram, ron olhou para Harry que encolheu os ombros sem saber o que dizer. Ron rapidamente sumiu pelo retrato da mulher gorda e Harry o seguiu.


Na manha seguinte Harry esperava Gina sentado no sofá em frente a lareira, enquanto Ron estava afundado na poltrona, também perto do fogo. Parecia querer sumir entre as almofadas toda a vez que um aluno passava e o olhava cochichado sobre ele.
Harry lhe dissera para ir tomar café e acabar logo com aquele constrangimento, mas ele disse que preferia agir como se nada houvesse acontecido e não deixaria o fiasco da outra noite acabar com as ultimas semanas antes de acabar o ano letivo.
Não demorou muito, gina desceu olhando feio para o irmão e se aproximando para abraçar Harry.
-E a Mione? – Harry perguntou interessado.
-Foi se vestir. Achamos melhor ela dividir a cama comigo e ir se trocar depois da Lilá Ter descido.
-Acho que foi uma idéia acertada. – concordou Harry olhando para Ron pelo canto dos olhos.
Ele se irritou ainda mais e disse:
-O que foi? Até vocês dois vai ficar me olhando assim??? A culpa não foi só minha!
-Agora vai dizer que foi da Mione? – Gina ficou vermelha como um pimentão e quis avançar no irmão – Primeiro, você viola todas as regras sobre não agredir uma menina, depois você admite que não quer mais a sua namorada na frente de umas duzentas pessoas. E não é o culpado???
-Eu não agredi a Hermione! – levantou-se protestando incrédulo.
-Você a beijou a força!
-Ela correspondeu! – defendeu-se.
-Isso não vem ao caso – Gina disse com profundo desprezo – Você não deu alternativa, dela escolher. Se gostou ou não, não redime a sua culpa. Não é Harry? – perguntou desafiando-o a não concordar com ela.
Ron o olhou da mesma forma, com as mãos na cintura. Se concordasse com um, perdia a namorada, se concordasse com o outro perdia o melhor amigo. Beleza pensou.
-Prefiro não opinar se não se importam. – sentou-se de novo.
-Como assim, Harry???
-Gina, eu não achei certo o Ron Ter feito o que fez. Mas não posso tirar a razão dele por dizer que não foi SÓ sua culpa. Ele estava nervoso e a mione provocou. E não adianta fazer essa cara, gina! Ela sabe exatamente o que nos tira do sério e usou isso para irritar o Ron.
-E isso explica tudo? Isso dá motivos para o Ron agir assim?
-Por que ela sempre é a santinha, heim? Ela jogou pássaros em mim! Ela jogou na minha cara que preciso de poção da sorte para jogar! E foi ela quem gritou para todo mundo que sou um nada! E ninguém a recrimina!
-E porque recriminaríamos? Você deu o fora nela. Ela não é obrigada a suportar você.
-E nem eu a ela. – ele revidou amargo.
-Ótimo, irmão. Então pode indo, porque vou esperar a minha amiga. – gina sentou-se no sofá junto do Harry.
-Eu não vou descer sozinho. – ele disse decidido. – Além do mais, o Harry é meu amigo também.
-Ok, então. – disse gina contendo o riso.
Esperaram uns quinze minutos até que uma Hermione abatida desceu as escadas, com a mochila nas costas. A blusa do uniforme e a saia, porém ambas bem mais curtas que o normal. Na verdade BEM mais curtas.
-Mione...? O que houve com as suas roupas?
Ela engoliu em seco antes de responder:
-A Lilá usou um feitiço nelas. Estão todas rasgadas.
-O que??? – Harry ficou chocado.
Ron empalideceu e Gina cobriu a boca em surpresa.
-Eu...Eu...Peguei esse uniforme nas suas coisas, Ginny. Você se importa? – sua voz estava arranhada, como se ela não quisesse chorar, mas estivesse prestes a isso.
-É claro que não me importo! Mione, mas e as suas roupas?
-Eu conheço um feitiço para isso, mas vou precisar de bastante tempo...Acho que depois das aulas eu dou um jeito nisso.
-você tem que contar para a Prof.Minerva! Aquela uma merece uma detenção por mexer nas coisas dos outros!
-Não, não vou falar nada. Eu teria que explicar o motivo... Corou envergonhada. – Além disso, ela também vai Ter uma surprezinha quando voltar das aulas... – sorriu maléfica.
-Mione, o que você fez???
-Picotei as dela também. Só que o meu feitiço ela não vai poder reverter.
-Por que não? – Harry não entendeu.
-Ela fez o feitiço todo errado nas minhas roupas. Mas eu...eu fiz bem caprichado. – sorriu de novo. – Ela vai andar bem arejada por aí...
-mione... – Harry disse meio sem graça – Eu não quero me intrometer, mas não seria melhor você concertar isso antes que ela veja?
-E porque eu faria isso???
-Porque isso vai ser o pivô de uma briga interminável e não acho que isso seja muito legal...ainda mais que estamos no sexto ano e logo vamos nos formar e você quer ser a monitora chefe não quer? Alem disso ela deu o troco por algo que foi bem ultrajante para ela, sendo assim, acho que vocês estão quites de certa forma...
-Ah, Harry... – ela pareceu demasiadamente desanimada – você tem razão...- Resignada pegou a varinha e fez um movimento longo e pronto.
-Feitiço sem som? – Gina esbugalhou os olhos surpresa.
-Andei treinando um pouco....não é tão difícil como parece... – disse corando sem graça.
-Bem que você poderia me ensinar. – disse Gina – Daí quero ver os garotos me encherem nas férias!
-Eu não sei muito ainda...Só alguns feitiços tolos... – corou de novo.
-A minha super amiga não sabe feitiços tolos! – a bajulou Gina – Você só sabe o melhor de cada coisa! Acho que nem alunos do sétimo ano sabem feitiços sem som!
-Tá, gina, eu já entendi! –ela riu triste. – Vão descer?
-É. A gente estava esperando você descer...Para irmos juntos.
Hermione olhou para Harry em duvida e então disse meio sem coragem de olha-los:
-Eu...Eu não vou descer...Hoje é sábado e...Bem...Eu pego algo na cozinha depois...
-Mas, mione! Você não está com fome?
-Não. – mentiu envergonhada.
-A possibilidade de todo mundo ficar te olhando tirou a fome? Grande coisa. – ironizou um Ron contrariado. – Ou a possibilidade do tal Santos não querer uma menina falada?
Hermione lançou-lhe um olhar de morte, mas não pareceu tão irritada quanto deveria. Parecia mais...Conformada. Sentou-se no sofá oposto ao de Ron e olhou para Harry e Gina.
-Não se preocupem comigo. Eu como alguma coisa depois.
-Ok. – resignou-se Gina. – Vem, Harry. A gente está sobrando aqui...
saiu puxando o namorado pelo braço. Harry lançou-lhes um ultimo olhar desconfiado, como se realmente temesse deixa-los a sós.
Sozinhos, ambos não se encararam por um longo tempo.
-Hermione? – Foi ron quem tomou a iniciativa.
Ela apenas ergueu um olhar acusador para ele que suspirou e desistiu.
-O que você ia dizer? – ela perguntou depois de um tempo.
-Eu ia falar sobre...Sobre...Você sabe sobre o que!
-Na verdade eu não sei. – disse amarga. – Seja mais claro por favor.
-Acho que não precisa me humilhar, Hermione. Lilá já fez isso ontem à noite, caso não tenha notado. – disse irônico.
-Não só a você. – suspirou. – Porque isso tinha que ter acontecido aqui? Com todo mundo olhando??? – inconformada, cobriu o rosto com as mãos.
-Eu sei...eu queria morrer hoje pela manha quando todo mundo pareceu achar divertido esperar a Lilá descer e cruzar comigo. Acho que estavam esperando que ela me estoporasse, ou algo do gênero.
-É horrível. Você imagina. Nem pro meu dormitório eu posso voltar! Ela...Ela vai se vingar de novo, eu tenho certeza! – desabafou.
-E o que a gente faz agora? – ele perguntou.
-Eu não sei de você, mas eu vou me esconder esse fim de semana inteirinho e segunda, eu juro, que tiro pontos de todos que fizerem piadinha sobre isso nos corredores!
-Decisão madura. – ele satirizou, decepcionado.
-E o que você sugere? – lançou-lhe um olhar de morte.
-Pra começar, a gente mesmo não deveria deixar isso crescer mais.
-O que quer dizer?
-Acho que devemos definir as coisas. Decidir se vamos voltar a ser amigos....essas coisas.
-E o que seria “essas coisas”?
ron a olhou como se pedisse ajuda aos céus. Avermelhou, mas milagrosamente as palavras saíram de sua boca, como se sempre estivessem ali, prontas, esperando o melhor – ou quem, sabe, o pior – momento entre eles para se revelarem.
-Se vamos ser amigos de novo. Ou inimigos. Ou colegas...Ou...Namorados.
Hermione pareceu ter visto hipogrifo na sua frente, ou coisa parecida. Empalideceu e então recuperou a língua:
-Não sabia que isso era discutível...
-Eu imaginei. – ele disse corando e ficando ainda mais sem jeito. E magoado também.
-Ron? – ela chamou quando ele levantou-se do sofá, prestes a sair da sala.
-hum? – virou-se para ela e seus olhos brilhavam com algo que a encorajou.
-Eu não vou sair dessa historia como uma menina fácil. Quero dizer...é meio óbvio que você vai ter adquirir algum tipo de responsabilidade frente aos outros! Por que veja, foi você quem me beijou.
-E você quer que eu faça o que?
-Seremos amigos de novo. – levantou-se com postura irritada. Então maneou a cabeça inconformada.
-O que eu fiz agora???
-Nada. Olhe essa sala, Ron! Olhe em volta! Agora está tudo vazio. E porque, justamente agora, você apenas insinua que quer ficar comigo e vira as costas e quer ir embora??? – ficou subitamente furiosa.
-Talvez porque você seja a melhor com a varinha e eu não queira parar na enfermaria! – ele retrucou irritado também.
-Isso não pareceu amedrontá-lo ontem... – alfinetou-o.
-O que você quer, Hermione? Que eu diga que gosto de você? Ok. Eu gosto. Que eu diga que quero namorar você? Eu quero. O que mais?
-Eu não quero que diga, Ron. Eu. Quero. Que. Faça.
Ron pensou se haveria como gravar esse momento para assistir depois. Talvez um telão trouxa para que toda a escola pudesse ver a durona Hermione Granger pedir para ser beijada. A mesma garota que o agredia com palavras. A mesmíssima que jurava odiá-lo até uma noite atrás.
-Se eu fizer o que eu quero fazer agora, é bem provável que terá que dormir com a Gina para o resto do ano... – insinuou se aproximando e tomando seu rosto entre as mãos, muito, mas muito próximo.
-E daí? A lilá vai ter que se conformar...Eu não tive? – havia um inconfundível traço de magoa em sua voz.
-A gente nunca vai deixar de se alfinetar não é? – ele sorriu meio sem jeito.
-Desculpe...É mais forte que eu...
-Eu sei. Eu sinto o mesmo...
Foram palavras estranhar para anteceder um ato tão bonito. Ron a beijou. Não como na noite anterior. Mas de uma forma calma e serena. Aos poucos, a paixão cresceu sem controle e Hermione enlaçou o pescoço dele, se grudando contra ele que amparou.
-Ro...nnnnnnnnnnnn... – ela tentou chamá-lo com a boca cheia com a dele, suas línguas brincando e se descobrindo.
-Hummm? – ele não parecia nada interessado em conversar.
-Talvez a gente não devesse ficar aqui...Para todo mundo ver... – ela sussurrou se afastando dele meio empurrando, já que ele não parecia nem um pouco interessados em soltá-la.
-Lá em cima, no dormitório tem uns guris do primeiro ano ainda dormindo...
-Lá em cima também...E você não pode subir, de qualquer maneira... – disse corada.
-O jardim deve estar lotado essa hora... – ele sugeriu meio desesperado.
-Esquece o jardim! – disse decidida. –E se...E se a gente procurasse uma sala...
-Vazia? – ele terminou por ela, que parecia querer que a terra a engolisse.
-Hoje é sábado...
-Eu sei... – ele sorriu malicioso – Vem!
Os dois correram da sala comunal, de mãos dadas, tomando cuidado nos corredores para não serem vistos. Hora rindo, hora vermelhos e trocando olhares cúmplices.
Nenhuma sala parecia boa o bastante, até encontrarem em um dos corredores, a ultima sala, fechada e escura. Ron abriu a porta e espiou.
-Vaziazinha... – sussurrou, puxando ela para dentro.
Mal a porta se fechou, eles se abraçaram aos beijos. Essa era uma emoção nova, mesmo para Ron, que bem ou mal, já tivera um namoro continuo. A incapacidade de manter as mãos longe um do outro.
Andando meio estranho, enquanto se beijavam e se abraçavam com uma gana de desespero, chegaram a mesa do professor, onde Ron a sentou, puxando-a ainda mais para perto.
-Hum...Ron...
-Hummmooooqueeeee...?
-Isso é bommmm….
Ele riu, sem quebrar o beijo e ela pensou em como isso era perfeito, dividir emoções, e sensação físicas, ser parte de outra pessoa tão intensamente que sequer importava se era certo ou não, lugar ou não.
-Que bom que gostou... – ele se afastou arfante, buscando ar, enquanto a fitava provocante - ...Porque a gente vai fazer isso por muito, e muito tempo...
-Vamos? – provocou.
-Promessa de bruxo. – ele lhe roubou um selinho.
Hermione pensou um segundo e passou a mão pelo rosto dele com tanta ternura que Rom fechou os olhos aproveitando tanto amor.
-Certo... – ela disse com a garganta apertada de emoção – promessa de bruxo...
suas bocas voltaram a se procurar ávidas. Promessas de bruxos eram eternas e insolúveis assim como os sentimentos dos dois.


PROLÓGO

3 ANOS DEPOIS

-EU SÓ VOU FAZER ISSO SÓ PORQUE EU PROMETI!
O grito tremeu as paredes da capela. Os convidados, fora da sacristia, sentados nos bancos enfeitados para o casamento, se entreolhara e cochicharam entre si intensamente.
Pessoas variadas, com destinos diferentes, mas ligados pelo amor, amizade e um passado em comum.
Na primeira fila, os irmãos do noivo, e antigos amigos, como Neville e Simas. Nas demais filas amigos de trabalho, cunhadas, parentes em geral.
Junto ao padre trouxa, nem tão trouxa assim, filho de uma bruxa com um aborto, - o melhor que se poderia conseguir ao tentar um capelão que representasse os dois mundos – um padrinho, Harry de olhos arregalados, uma madrinha Gina, envergonhada sem saber onde por a cara, cutucando Harry para que fosse aparta-los.
Do outro lado, os pais dos noivos, amplamente acostumados, porém chocados por isso estar acontecendo justamente agora e na frente de todos.
Não na frente, propriamente, já que Jorge e Fred, únicos corajosos, os convenceram a irem conversar(???) na sacristia.
-COMO PODE FAZER ISSO COMIGO???? COMO???? - ela continuava a gritar meio histérica.
O coque bem feito, enfeitado por uma coroa de cristais delicados, que prendia o curto véu, se desfazendo enquanto marchava de um lado para o outro, pisoteando sem notar a barra do vestido branco, longo e de corte moderno, tomara que caia, também bordados com cristais.
-Eu já disse que foi sem querer!
-Como sem querer??? VOCÊ ME DEIXOU DE FORA POR QUERER!!!
-COMO EU PODERIA LEVAR VOCÊ JUNTO??? ERA PERIGOSO!
- A DECISAO ERA MINHA! VOCÊ PEDIU AO MINISTRO PARA NÃO ME NOMEAR PARA O CASO, RON! É O MEU TRABALHO!
-MAS VOCÊ É MINHA NOIVA! EU NÃO TENHO DIREITO DE ME PREOCUPAR???
Ela fechou os olhos agoniada.
-Se a Secretaria do ministro não tivesse deixado escapar sem querer quando sai do carro, que você e o Harry pediram para me excluir da viagem dos aurores, atrás dos comensais que estão aterrorizando Nova Jersey, mesmo estando Voldemort morto, eu jamais saberia! Você mentiu para mim!
-O Harry também está nisso, e nem por isso você está brigando com ele!
- ACONTECE QUE O HARRY NÃO É MEU NOIVO! NÃO É COM ELE QUE PRETENDIA COMEÇAR UMA VIDA BASEADA EM SINCERIDADE! NÃO É COM ELE QUE ME DEITO TODA A NOITE E ACORDO TODA MANHA! NÃO É COM ELE QUE FIZ PLANOS PARA O FUTURO!
-AH, ÓTIMO, AGORA TODOS VAO SABER QUE DORMINOS JUNTOS!
-E DAÍ?
-DAÍ QUE MINHA MAE PIRA POR CAUSA DESSAS COISAS!– ele levantou-se irritado, olhando com ódio para os dois irmãos que riram indiscretamente perto da porta, como se estivessem estrategicamente colocados para apartá-los ou fugir rapidamente,o que fosse viável primeiro.
-EU ACHO QUE ELA JÁ IMAGINA QUE OS FILHINHOS DELA TRANSEM POR AÍ, RON! OU VOCÊ ACHA QUE A GINNY ESTÁ GRAVIDA COMO????
-É, SÓ QUE ELA E O HARRY ESTÃO CASADOS!
-OH, SIM! ELES CASARAM A TRES MESES, RONALD E QUALQUER UM PODE NOTAR QUE ESSA CRIANÇA VAI NASCER A QUALQUER MOMENTO!!!
No altar todos os convidados olharam para os padrinhos e para a gigantesca barriga da madrinha. Ela meio que se escondeu atrás de Harry, olhando particularmente assustada para sua mãe que parecia prestes a ir até eles tirar satisfações.
-Faça alguma coisa, Harry! – cochichou apontando para a sacristia.
-E o que eu vou fazer?????
-Faça-os calar a boca e pararem com isso!
Harry que não pretendia se meter nisso, viu-se obrigado a interferir. andou rapidamente até a sacristia.
-O PROBLEMA É DELES, NÃO É? – um Ron furioso gritou de volta – A GENTE NEM DEVERIA ESTAR FALANDO SOBRE ISSO!
-DANE-SE! O HARRY TAMBÉM NÃO DEVERIA TER INTERFERIDO NA MINHA VIDA PROFISSIONAL! MAS NENHUM DOS DOIS PARECEM SE IMPORTAR COM ISSO! E QUER SABER DO QUE MAIS? EU TE ODEIO POR ISSO!
-MARAVILHA! ENTÃO VAMOS ACABAR LOGO COM ESSA DROGA DE CASAMENTO! - os dois parecia prestes a se morderem de raiva – VAMOS CANCELAR TUDO E IR EMBORA DAQUI DE UMA VEZ!
-É O QUE EU QUERIA! MAS EU TINHA QUE PROMETER, NÃO TINHA???? PROMESSAS DE BRUXOS SÃO ETERNAS, ESQUECEU????
-A gente dá um jeito nisso... – ele disse triste, se afastando dela em direção a porta – Se a única coisa que a faz querer ser minha mulher, Hermione é essa promessa, a gente acha um jeito de desfazer isso... – se aproximou da porta da sacristia e ela ficou sem palavras um momento.
-Onde você pensa que vai, Ron???
-Falar com os convidados. Eles estão esperando a um tempão, e nem vai ter casamento. É melhor que vão embora.
-VOCÊ NÃO QUER MAIS CASAR COMIGO, RON???
-VOCÊ QUE NÃO QUER! ACABOU DE DIZER QUE SÓ ESTÁ AQUI POR CAUSA DA PROMESSA QUE FIZEMOS NAQUELA SALA IDIOTA DA ESCOLA NO MEIO DE AMASSOS! E ISSO NÃO É O BASTANTE PARA MIM!
-É CLARO QUE EU SÓ VIM HOJE POR CAUSA DA PROMESSA! EU ESTOU FURIOSA COM VOCÊ! ULTRAJADA! MAGOADA! MAS AINDA ASSIM NOS VAMOS FICAR JUNTOS...Dane-se a promessa...É porque a gente quer não é? – aproximou-se dele segurando seu braço, para que ele não saísse.
-Eu pensei que fosse...mas agora não sei mais...
-Ron...eu amo você... – sussurrou envergonhada por Fred e Jorge estarem ali ouvindo.
-AH, ISSO VOCÊ TEM VERGONHA DE DIZER! ISSO VOCÊ SUSSURRA!
-EU NÃO TENHO VERGONHA DE DIZER QUE AMO VOCÊ! SE ESTOU AQUI, VESTIDA DE NOIVA, PRESTES A SUBIR AO ALTAR COM VOCÊ, É ÓBVIO QUE O AMO! E SUPONHO QUE VOCÊ SINTA O MESMO!
Foram interrompidos pela porta se entreabrindo. Um Harry meio amedrontado pos a cabeça para fora e disse:
-Vocês não esqueceram nada não? Tem umas trezentas pessoas lá fora esperando que vocês se decidam....e ouvindo cada palavra discretamente gritada pelos dois!
-Eu não acredito que você, Harry, meu melhor amigo, compactuou para me deixar de fora do meu trabalho. – disse magoada, olhando para ele com olhos marejados. Ainda segurava a manga do terno de Ron, como para se certificar que ele não iria fugir dela.
-Eu sei que foi errado, Hermione. A gente não fez por mal. – Harry disse envergonhado.
-Mas me magoou muito...todo mundo sabia, menos eu...! – uma lagrima correu em seu rosto, e um soluço escapou de seus lábios – Eu não quero deixar de ser a companheira de vocês, só porque estou me casando. Eu não quero que me vejam como uma mulherzinha frágil. Porque que não é o que sou. Eu...
-Não, Hermione! – Harry se aproximou arrependido do que fizerem - A gente nunca vai pensar isso! Nunca sobre você!
-Mione.- Ron pegou a mão que ainda o segurava com força e disse suave: - Você pode me perdoar e esquecer isso? Para que a gente possa começar uma vida juntos sem mentiras? Acha que pode confiar em mim de novo?
-E você acha que pode conversar comigo antes de tomar uma decisão? Mesmo que me desgoste, a gente tem que debater essas coisas, Ron...
-Eu vou me esforçar para fazer isso se você também fizer.
Hermione suspirou e jogou-se em seus braços, numa abraço quase desesperado. Ficaram segundos preciosos assim.
-Hei, a noiva não pode entrar amassada na igreja.... – disse Jorge se aproximando e separando-os – embora que isso me pareça meio impossível... – olhou desgostoso para o vestido desarrumado.
Os noivos sorriram como se isso realmente não importasse.
-Eu vou avisar o padre – disse Harry, - Vem, Ron, vamos para o altar...
os dois saíram apressados, enquanto Jorge e Fred a ajudavam a sair pela outra porta em direção a rua, onde logo seu pai estava de pé a esperando.
-Tudo bem agora, Hermione? – ele perguntou abraçando a filha.
-Tudo ótimo. – ela sorriu sentindo lágrimas nos olhos – Esse é o dia mais feliz da minha vida, pai...
-Na verdade é o primeiro de muitos.
Sorriram um para o outro, enquanto lá dentro a musica nupcial começava a tocar e as portas da igreja enfeitiçadas abriram-se sozinhas. De braços com seu pai, Hermione sussurrou:
-Está enfeitiçada.
-Ah... – respondeu de olhos arregalados pelo susto.
Mais tarde Hermione se pegaria pensando em como teria sido o percurso até o altar e quanto tempo demorou para dizer o sim, e sair de lá nos braços de Ron, protestando por poder muito bem andar com as próprias pernas.
Mas era tudo um borrão de lembranças. A emoção fora tanta que os segundos passaram voando.
Varias horas depois, os dois aparatara numa grande fazenda, retirada em Londres. Segundos depois Harry e Gina aparataram no mesmo lugar.
Hermione deixou-se cair no sofá da sala, ainda vestida de noiva, enquanto ron sentava seu lado, abraçando-a com vontade.
Gina sentou-se no outro sofá com dificuldade por causa da barriga enorme. Harry sentou a seu lado, passando a mão na barriga dela, enquanto o fogo crepitava na lareira.
Hermione fechou os olhos aproveitando o silencio. Aquela era uma das casas que Harry herdara de seus pais. A preferida deles todos. Moravam os quatro ali desde que a Voldemort fora morto a um ano atrás. Depois disso se formaram aurores e trabalhavam no ministério, menos gina, que optara para por ser medibruxa.
Ron e Mione estavam de olho em um apartamento, mas não para agora. Um dia no futuro quando os quatro sentissem necessidade de serem mais independentes uns dos outros.
-É como quando estávamos na escola... – disse Gina baixinho, com os olhos rasos de lágrimas – Só que agora a gente não é mais criança...
-A vida pode ser melhor que isso? – perguntou Ron sem abrir os olhos.
-Eu acho que pode... – disse Hermione, olhando para os amigos e sorrindo para Gina como se trocassem confidencias – Eu...achei que seria a melhor hora para contar...
-Contar o que?- Harry e Ron ficaram alertas.
Hermione pôs a mão sobre a de Ron e Gina fez o mesmo com a do Harry. As duas as colocaram sobre suas respectivas barrigas. Ron arfou auditivamente e Harry arregalou os olhos quando entendeu.
-Vocês duas treinaram isso? Como contariam? – perguntou surpreso.
-É... – disse Gina, olhando para o irmão, esperando sua reação.
-Você está...Tem certeza?
-Tenho... Uns três meses...
-Isso é... Eu não sei o que dizer...O que você disso quando soube Harry? – perguntou meio perdido.
-Eu disse algo do tipo: COMO ISSO FOI ACONTECER???- ele riu.
Gina deu um tapa de brincadeira nele. E os quatro riram, então Ron e Hermione se fitaram longamente até que emoção os pegou e se abraçaram fortemente, Ron escondendo as lágrimas no seu pescoço.
-Vamos subir, Harry. – ele ajudou Gina a levantar e abraçados saíram da sala.
Mas nem Hermione, nem ron perceberam...

FIM











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