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3. Passeios noturnos


Fic: Réquiem das Trevas - Atualização em breve


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Anthony! Apareça, seu desgraçado! – Já havia passado três dias desde que Myles fora mordido e até agora, ele não havia encontrado seu mestre. Dentro de sua mente, ele o xingava de todas as maneiras possíveis, mas quando fora chamá-lo de retardado, resolveu parar. Não tinha moral para falar isso já que era ele quem estava correndo feito um idiota sem rumo, no meio de uma floresta escura, à noite e, para melhorar a situação, estava chovendo. Sem contar que estava gritando o nome de um homem.


 


Há algumas horas atrás, ele havia se alimentado. Bendito diretor, pensou. Ainda não havia se acostumado com o fato de precisar de sangue para sobreviver. Pensou em quão idiota era pular em cima de um cervo e morde-lo na jugular. É... Parece estranho, mas ele fez isso. O trauma da primeira vez que fez isso já havia passado.


 


Sua correria fora interrompida quando uma pedra acertou sua cabeça fazendo com que perdesse o equilíbrio e desse de cara com o chão, arrancando a grama enquanto derrapava. Se levantou limpando o rosto sujo de lama e virou na direção em que a pedra veio. Anthony estava em uma arvore, pendurado de cabeça para baixo.


 


- Estou aqui, seu idiota! – Parecia irritado. – O que você quer?


 


- O que eu quero? O que EU quero? Eu quero minha vida de volta! – Chutou a árvore em que ele estava pendurado, fazendo com que apenas algumas folhas caíssem. Ele riu baixinho em resposta. Não demorou muito para que seu riso virasse uma gargalhada infernal. Anthony se soltou do galho e antes de chegar ao chão, deu uma cambalhota no ar.


 


- Ah... A inocência humana... – Penteou o cabelo molhado pra trás com a mão. – Sinto dizer, Myles. Mas não tem mais volta. - Ao ouvir isso, Myles entrou em choque. Em seguida, seu choque virou raiva extrema e saiu correndo de encontro a Anthony, desferindo um soco no rosto do homem, que voou de encontro a uma arvore e a partiu ao meio. Mas o vampiro se levantou como se nada tivesse acontecido. Massageou o ombro esquerdo enquanto girava o braço. – Nada mal para um novato... – Fez uma pausa enquanto andava em direção ao jovem. – Mas – Desapareceu por um segundo aparecendo no segundo seguinte de frente para Myles. Antes que pudesse falar algo, Anthony o socou fazendo com que batesse as costas em uma, duas, três árvores, partindo todas ao meio. Na quarta, ele apenas afundou um pouco. – isso é um soco decente. – Se aproximou do garoto e se agachou para olhar nos olhos do jovem. – Se fizer isso novamente, eu irei bater mais forte, entendeu?


 


- Eu só quero minha vida de volta... – O estudante murmurou desnorteado.


 


- Você quer a sua vida sem graça de volta? Desde quando ficar afundado em livros e entrar em pânico quando é o centro das atenções é ter uma vida? Pelo o amor de Deus, sua vida está bem melhor agora.


 


- Cala a boca! Eu não pedi pra isso acontecer!


 


- “Eu não pedi pra isso acontecer!” Blá, blá, blá. – Ele retrucou enquanto abria e fechava a mão como se fosse uma boca. – Pare de choramingar feito criança! – E chutou o jovem como se fosse um cachorro pulguento dentro de um açougue.


 


- O que você esperava?! Eu tenho que ficar trancafiado naquela ala hospitalar até o sol se por! Qual é a graça disso?!


 


- Hum... – Retirou um maço de cigarros do bolso da calça. – Que bom que tocou nesse assunto. – Acendeu. A chuva ficava cada vez mais forte. – Existe um anel que possibilita vampiros saírem no sol. Eu tinha um, mas acabei perdendo quando houve o ataque. Hoje em dia eu uso um feitiço meio chato de fazer. Entretanto, para a sua sorte, o anel está no Ministério da Magia e provavelmente Dumbledore lhe entregará essa semana.


 


- E como pode saber disso?


 


- Dumbledore é um estrategista e de vez em quando, ele pode ser bem previsível em relação a isso. Sem contar que ele sempre acredita no melhor das pessoas. – Havia um tom de desdém na ultima frase. – Vai ver foi por isso que você não foi expulso... Ou eliminado. – Fez pouco caso. – Mas isso não quer dizer que ele não esteja com um pé atrás. Ele sabe que você tem um mestre, o que não é uma desvantagem. É só você não dar com a língua nos dentes que meu plano funciona. E como eu sou seu mestre e eu estou mandando você ficar quieto, você não vai falar nada mesmo se quisesse.


 


- Eu nunca concordei em te ajudar!


 


Anthony apenas levantou a sobrancelha. Pegou o cigarro e apagou na palma da mão esquerda. – E... Quem disse que você tem escolha, jovem? – Começou a rir. Em seguida, levantou vôo e foi embora deixando o estudante atônito.


 


- Imbecil... – Resmungou para si mesmo enquanto caminhava de volta para o castelo. Passando em frente a uma sala abandonada, ouviu alguns barulhos estranhos vindo de lá. Por curiosidade, acabou parando para ver o que tava acontecendo. Abriu a porta devagar e se deparou com uma cena inusitada.


 


- Andrew! Sai de cima de mim! – A garota empurrou o namorado enquanto tentava pegar as roupas para se cobrir. O garoto vestiu as calças apressadamente e tentou colocar a camisa de volta.


 


- O que está fazendo aqui a essa hora, Dawkins? – O garoto vociferou enquanto colocava a gravata da sonserina no pescoço. – Você deveria estar no seu dormitório! – Myles escondeu o riso.


 


- Hum... Vendo dois monitores trepando numa sala abandonada, Lockwood? – Os jovens enrubesceram.


 


- Escute, eu não vou te dar detenção se fingir que nada aconteceu.


 


- Eu não abro a boca se me der cinco galeões. 


 


- Às vezes eu acho que você foi escolhido para a casa errada. – A contra gosto, tirou um saquinho de dinheiro do bolso e lhe entregou as moedas. – Agora, some daqui!


 


E foi o que ele fez. Voltou para a enfermaria com cinco galeões a mais no bolso.


 


--


 


O sol estava quase nascendo quando Dumbledore apareceu na enfermaria. Nessa hora, Myles estava colocando a matéria em dia já que fazia tempo que ele não ia as aulas.


 


- Bom dia, professor Dumbledore. – Cumprimentou o diretor com um sorriso.


 


- Bom dia, jovem. – O diretor sorriu de volta. – Tenho boas e más notícias. A boa é que eu tenho um velho amigo que trabalha no Ministério da Magia, e, como ele me deve um favor, pedi que ele pegasse um item para mim. – Entregou-lhe um anel com o formato de caveira. – Este anel, lhe permite sair no sol.


 


- Ahm... Obrigado. – Colocou o anel no dedo indicador da mão direita. Sentiu uma energia invadindo seu corpo. – E a notícia ruim?


 


- Você poderá voltar pras aulas hoje. – Deu uma leve risada e caminhou em direção a porta, mas antes, se despediu do estudante.


 


 Myles se levantou da cama e se espreguiçou fazendo os ossos de seu corpo estalar. Arrumou a mochila e tomou o caminho para o dormitório da Corvinal. O corredor da escola começava a se iluminar com os raios do sol. Meio hesitante, ele parou na sombra observando a luz atravessando a janela. Esticou a mão e viu que nada aconteceu. Aliviado, retomou seu rumo.


 


Chegando ao dormitório, notou que seus colegas ainda estavam dormindo. Jogou a mochila na cama, pegou uma muda de roupa e uma toalha e foi tomar banho antes que seus colegas acordassem. Deixou que a água quente caísse sobre o seu corpo na esperança que lavasse sua alma. Mas sabia que isso não ia acontecer. Sua rotina iria recomeçar daqui a algumas horas, mas não sabia como ia lidar com isso. E se as pessoas perceberem? E se ele não se controlar? E se ele matar alguém? Deixou esses pensamentos de lado e voltou a se lavar.


Terminando o banho, saiu do boxe com a toalha enrolada na cintura. Decidiu parar na frente do espelho para ver se teve alguma transformação visível. Primeira coisa a olhar foram seus olhos. Continuavam azuis, e dependendo da luz, se tornavam verdes. Antigamente, ostentava uma aparência saudável. Agora, seu rosto demonstrava apatia e grandes olheiras pretas em volta dos olhos. Ele mesmo estava em dúvida se estava com anemia. Olhou sua boca. Os lábios rosados e fechados escondiam caninos levemente pontiagudos. Não havia uma diferença monstruosa. Como raramente abria a boca em público, duvidava que os outros iriam notar. Também percebeu que seus caninos cresciam quando ele estava prestes a morder sua presa. Suas orelhas também estavam um pouco pontudas, mas seu cabelo negro as escondia. Olhou o pescoço e notou que não havia nenhum sinal da mordida. Suspirou. Terminou de se vestir e notou que seu corpo estava com os músculos um pouco mais definidos. Não se importou. Voltou pro dormitório para pegar seu kit de higienização. Terminando o que tinha pra fazer no banheiro, deu uma última olhada no espelho. Por alguma razão, seu cabelo penteado o irritou. Levou a mão no cabelo e o bagunçou fazendo com que a franja caísse sobre seus olhos. Bem melhor, pensou ele, e saiu do banheiro.


 


O dia passou rapidamente para o garoto. Como havia feito os deveres de casa nos dias que havia faltado, não teve muita dificuldade nas aulas. E, talvez por ter tido aula de Transfiguração e Defesa Contra As Artes das Trevas, a manhã acabou sendo um pouco mais interessante. Na aula de Transfiguração, sentou-se ao lado de uma garota loira. Ao olhar para ele, ela enrubesceu rapidamente desviou o olhar para a carteira. Era Johanna, a estudante que estava com Andrew na noite anterior. Ele apenas cumprimentou e sorriu para ela, fingindo que nada havia acontecido. Após essa aula, ele foi em direção a sala de História da Magia. Conseguiu ficar cinco minutos acordado antes de capotar e bater a cabeça na mesa de sono. 


 


Saindo da aula, tomou rumo para o Salão Principal. No caminho, começou a notar que as garotas não paravam de olhar para ele. A cada garota que passava lhe fitando, ele ficava cada vez mais sem graça e gostaria que um buraco surgisse no chão para se esconder. Apressou o passo para que chegasse ao local logo. Entrou e sentou-se rapidamente na mesa de sua casa. Era hora do almoço e ele acabou pegando o horário em que havia mais aluno. Afogou seu rosto em suas mãos pensando em quão idiota era. Suas orelhas moveram ao ouvir os sussurros dos alunos.


 


Aquele não é o esquisito da Corvinal? Ele andou sumido alguns dias, alguém sabe o por quê?


 


Meninas, vocês não acham que o Myles está diferente?


 


É só o cabelo.


 


Não... Ela tem razão! Tem algo realmente diferente nele, mas não sei o que dizer. Até que ele é bonitinho.


 


Quero morrer... Essa foi a única coisa que conseguiu pensar. Tentando permanecer calmo e fingir que nada estava acontecendo, decidiu se servir um pouco de suco de abóbora. Bebeu. Nada aconteceu com ele. Não passou mal. Não vomitou. Não morreu. Aparentemente, Dumbledore estava certo. Aproveitando-se disso, encheu seu prato de comida. Sentia falta da comida do Salão Principal. Cortou um pedaço do rosbife, mastigou e engoliu. Sentindo a carne caindo em seu estômago vazio, começou a passa mal. A ânsia de vômito estava muito forte. Levantou do banco e saiu correndo em direção a porta, mas não deu tempo. Caiu de joelhos e vomitou. Vomitou sangue. O salão inteiro olhava para ele. Sem reação e sem saber o que fazer, fechou os olhos. Alguém o levantou e o guiou para fora do salão.

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