Todos naquela casa estavam estranhamente alegres, mudar de casa, poder começar uma vida nova era uma proposta um tanto quanto tentadora, principalmente para os gêmeos, agora com 13 anos cada, eles queriam ver o pai sorrir verdadeiramente de novo, Harry havia contado tudo sobre a vida de Gina e os gêmeos mesmo sem ter conhecido a mãe, a amava e sentiam sua falta.
- Pai, posso pegar esse quadro? – Hermione apontou para um quadro empoeirado na parede.
- Pode sim, James, vá la em cima ver se não esqueceram nada. – James saiu resmungando, equanto Hermione retirava o quadro com certa dificuldade, depois de algum tempo conseguiu retirar o mesmo e uma carta caiu de onde antes se encontrava o quadro.
- Pai, tem uma coisa aqui. – disse Hermione pegando a carta e se espantando. – AI MEU DEUS.- gritou ela.
- Por Deus Hermione, o que acontece? – perguntou Harry nervoso.
- Olha isso. – disse Hermione entregando a carta ao pai.
-Quê?! Mas como? – disse ele nervoso.
- Não sei. – disse ela. – por favor pai, abre e vê se é a letra dela. – Harry abriu a carta e James que ouviu os gritos dos dois desceu as escadas correndo e quase caindo. – e então? – no fundo Hermione acreditava realmente ser uma carta dela.
- Sim, a letra é dela. – disse Harry se sentando e buscando ar.
- O que tá acontecendo? – disse James.
- Achamos uma carta de mamãe. – disse Hermione feliz.
- lê Hermione. – disse Harry entregando a carta para a menina.
- Ok, - ela pegou ar e começou. – Harry, Hermione e James, eu não sei se vou estar presente agora com vocês lendo essa carta, possivelmente não estarei. Porra como eu queria ver vocês dois crescerem, ver meus filhos, os MEUS filhos crescerem, sabe o quanto isso soa estranho? – Hermione controlou o choro e continou. – eu fiz tantas merdas, algumas até grandes demais, mas acredite, minha vida não foi facil e acredito que isso nunca foi motivo para mim ser como eu sou. Eu sempre te amei Harry, acho desde o momento em que descobri seu nome. Bom, estou aqui escrevendo essa carta para mostrar para vocês o quão burra eu fui. Imagine uma menina ruiva, agora imagine quantas merdas uma pessoa pode fazer na vida, junte essas duas coisas e vocês descobriram a vida da mãe de vocês. Meu queridos como eu queria estar ai com vocês, poder ver seus primeiros passos, as primeiras palavras, porder discutir com Harry porque Mione falou primeiro ‘mamãe’ do que ‘papai’, poder ver vocês dois discutindo para qual vai ser o destino do passeio de domingo. E olha, logo eu imaginando coisas assim, eu sempre tão fria, tão ‘rebelde’ como todos me julgavam, não deixe que te julgem, porque talvez tenha sido julgamentos que tenham me tornado tudo o que eu sou hoje, como eu queria poder abraçar meu pai e dizer que o perdou, abraçar Fred e dizer que apesar de todas as merdas eu ainda o amava e o considerava meu irmão. COMO EU QUERIA TER JORGE COMIGO AGORA, me desculpe a mancha na carta, foi meio que impossivel segurar o choro. – Hermione pega ar e vê que todos os que estão presentes começam a chorar também. – Vão ter pessoas na vida de vocês, para te mostrar o que é certo, e algumas vão tentar por tudo acabar com a pouca felicidade que você tem, como eu queria acreditar que todas as pessoas que entraram na minha vida me fizeram feliz, mas não, todos os ‘tapas na cara’ que eu levei da vida me mostrou que nem tudo são rosas e que cabe a mim decidir se devo cortar os espinhos ou me machucar ainda mais com eles. Sim minhas filosofias são estranhas, mas acredite a de vocês iriam ser iguais se sentisse tudo o que eu sentisse nesse momento, meus pequenos, eu nunca me imaginei cuidando alguém, porque nunca consegui cuidar de mim mesma, mas agora que tenho oportunidade eu simplesmente não posso aproveitar. Diga ao pai de vocês que eu amo ele, ok? E que ele sempre vai ser o meu anjo da guarda. - Hermione terminou de ler a carta e foi abraçar o pai que estava chorando no sofá, ficaram assim durante um tempo até que viram que o caminhão de mudança havia chegado, com todas as forças que tinham conseguiram se controlar e terminaram de se arrumar para viagem. Assim que chegaram a nova cidade Hermione disse que queria dar uma volta, Harry não a impediu, sabia que o gênio da menina era igual o da mãe, porém pediu para que ela não fosse muito longe.
***
Hermione andava sem rumo, e de cabeça baixa, querendo entender tudo que estava acontecendo em sua vida, derrepente a carta de sua mãe fizera ela pensar em um novo mundo, um mundo onde tudo parecia perfeito para ela, seus pensamentos foram interrompidos por um forte impacto.
- Me desculpe. – disse ela vermelha, seus cabelos vermelhos estavam voando no vento e ela se sentiu estranha ao levantar o olhar e encontrar olhos cinza-azulados.
- Está tudo bem. – disse um menino que parecia ter a sua idade. – Qual seu nome?
- Hermione Potter, - ela sorriu. – e o seu?
- Peter Malfoy. – Hermione sorriu, se lembrava daquele sobrenome, mas aquilo não importava para ela, pelo menos agora.
FIM