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1. FÉRIAS


Fic: FÉRIAS


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Herry espiou pela janela esperando ver Edwirgs voltar. Ela saíra para entregar uma carta a Rony fazia três dias e ainda não voltara. Não que se preocupasse com sua segurança, pois era comum que passeasse um pouco apos uma longa viagem. Mas com certeza Rony enviara uma carta e ela deveria Ter chegado a bastante tempo!
A duas horas ele estava preso no quarto, no segundo andar esperando que seus tios o liberassem para sair. Há tempos que não dependia mais da permissão deles para nada, pois em um ano e meio seria maior de idade, mas como se tratava dos negócios financeiros de seu tio, Herry preferiu não atrapalhar.
Não os tinha como família, mas também não lhes queria mal.
Logo pela manha no café, sua tia e seu tio o avisara para ficar em seu quarto assim que o relógio acusasse quatro horas da tarde. Receberiam uma tal de Sr.Larder.
Algum negocio da firme, ele supunha.
Uma conversa bem extensa ao que ele podia ver. A uma meia hora atras ouvira uma campanhia soar e a porta da rua ser aberta, provavelmente outra visita. Desta vez as vozes ficaram mais altas e ele teve vontade de descer e ver quem era.
Herry deitou na sua velha cama, e ficou com os olhos espichados para a janela. Estava letárgico e quase adormeceu, quando ouviu a voz de seu tio erguer-se vinda da sala.
-Ora, mas isso é maravilhoso!
Bem, ao menos a tarde deles estava sendo agradável.
-Não se preocupem. Tenho um filho, Duda, da mesma idade. Ele é muito estudioso e correto. E tem seu próprio quarto. Meu sobrinho, é um garoto de ouro, e tenho certeza que irá gostar dele.
Essa frase fez as orelhas de Herry ficarem de pé. Seu tio falando sobre ele? E falando bem??? Só podia Ter dinheiro envolvido, pensou.
-Claro claro...eu os acompanho até a porta.
Tanta educação. Tanta generosidade. Quem eles pensavam conseguir enganar? Os trouxas bobos que sequer suspeitavam o tipo de gente que eles são, respondeu a si mesmo.
Uma bicada na janela e Herry correu para pegar sua coruja que voltara. Na sua pata duas mensagens presas. Sorrindo Herry as pegou e pretendia abrir quando a porta do seu quarto foi aberta e seu tio apareceu.
-Venha aqui, Herry.
Ele parecia tão controlado. E nem disse nada sobre Edwirgs pensou.
-Teremos um hospede por algumas semanas. Espero que saiba controlar essas coisas a sua volta.
-Hospede? Quem? – perguntou curioso.
Tio Valter bufou.
-É uma doce menina que está na cidade por causa dos pais. Eles são muito ocupados e precisam se ausentar por causa de uma convenção – ele parecia orgulhos em falar assim dos novos conhecidos – são pessoas muito importantes, Herry. A assistente social nos recomendou como tutores temporários, já que eles pediram ao conselho tutelar ajuda profissional para não a deixarem sozinha.
-Porque vocês? – estava surpreso.
-Eu não sei, algo sobre nosso nome estar no meio dos outros candiatos a tutores temporários. Deve Ter a ver com a sua tutela, pois tivemos que preencher muita papelada na época... – suspirou – O que interessa é que eles iram pagar muito, mas muito bem, por cinco semanas de estadia. E nos, todos nos, a trataremos como uma princesinha, pois como disse ela é um doce de criatura. Muito parecida com a mãe, por sinal. – disse sonhador.
Herry poderia Ter vomitado naquele momento.
-Eu preciso descer agora?
-É. Vou passar as coisas do Duda pra cá e você irá arrumar o porão, e dormir lá. A menina ficará com o quarto do dudinha.
Disse e saiu. Herry foi atras sentindo-se coagido. Ótimo, agora teria uma pirralha infernizando sua vida por cinco semanas.
Desceram as escadas sem trocar nenhuma palavra. A sala estava vazia, mas havia som de vozes animadas vindo da cozinha.
-O que você gosta de comer, querida?
-Oh, não sou muito exigente. A senhora deve ser uma exinima cozinheira, então irei aprovar o que fizer.
Agora tudo ficaria ainda melhor. Uma puxa saco.
-Mas na verdade, em casa geralmente comemos frutos do mar, pois faz bem a saúde e não estraga os dentes.
Som de um prato sendo colocado sobre a mesa com mais força que o necessário. Toda a família, menos Herry, detestavam frutos do mar. Quis rir, mas seu tio olhou-o com cara de poucos amigos. Demoram um pouco para entrar porque parecia que tio Valter queria ouvir se as duas estavam se entendendo.
-E o que você faz normalmente, querida?
-Estou fazendo intercambio no canada, como disse a assistente social. Mas nas férias costumo fazer natação, tenho aulas de inglês e continuo com o balé, embora não me dedique tanto quando deveria.
-Balé? – havia um tom emocionado na voz de sua tia.
-Sim, mamãe faz questão que eu faça balé desde os cinco anos. Não serei nunca uma bailarina, pois acho que não tenho vocação. Mas adoro as aulas.
-Fiz balé por alguns anos – disse Petúnia, surpreendendo Herry – mas tive uma fratura na perna e não pude mais dançar. Foi muito triste.
-Eu imagino... A senhora nunca pensou em ser instrutora?
-Eu...? – riu – Querida! Eu não poderia!
-Porque não? Minha professora de balé, também não é uma bailarina a anos, mas da aulas a anos. E é muito boa. Se a senhora quiser eu falo com ela para ver se ela sabe de alguém interessado em uma professora.
-Eu não tenho mais idade para isso...e tenho que cuidar da casa...e do Dudinha. – sua voz tremeu, como se aquele argumento não a convencesse nem um pouco.
-Com uma renda extra a senhora contrata uma faxineira – disse decidida e fazendo pouco de seus argumentos – e DUDA já é um rapaz grande, pode ficar bem sem a senhora. E quanto a idade, não acredito que uma mulher tão simpática e jovial se detenha por velhos tabus e preconceitos!
A seu lado tio Valter bufou novamente. Estava detestando. Talvez agora a doce menina, não fosse mais tão doce. Uma erva daninha distribuindo intrigas, talvez?
Valter abriu a porta com força para entrarem e ao mesmo tempo acabar com a conversa. Tia Petúnia estava de pé lavando a louça e a menina sentada na cadeira junto a mesa.
Não era uma garotinha, como Herry pensara. E definitivamente não era a doce menina que tio Valter supunha. Herry conhecia muito bem a tenacidade por de trás daquele rosto delicadinho e do nariz arrebitado. Só não sabia o que é que ela estava fazendo ali!
-Herry, está é Hermione Granger, irá ficar conosco pelos próximos dias – disse Valter- Hermione, este é meu sobrinho, Herry.
-Muito prazer, Herry. – levantou-se e estendeu a mao para ele, completamente neutra.
-Ah...é...prazer...srt.Granger.
-Hermione. Meus amigos me chamam de Mioni se preferir. Sr.Daduswi, onde está seu filho, o Duda?
-Acho que ele foi a casa de uns amigos aqui perto. Porque?
-Eu gostaria de dar uma volta e ver o bairro, mas não queria ir sozinha.
Tia Petúnia pareceu inchar de orgulho por aquela menina encantadora estar pensando na companhia do mal educado do seu filho.
-Eu posso ir junto se quiser. – Herry se ofereceu rápido.
Ela baixou a cabeça, como se pensasse no assunto.
-Bem...pode ser... – deu de ombros.
Tio Valter e tia Petúnia não quiseram se meter e dar mal impressão então apenas os virão sair sem dizerem nada.
Já na rua, dobraram esquina e Hermione começou a rir.
-Eles são sempre assim?
-Estão sendo bonzinhos. – disse amargo – Hermione... o que você...?
-O que estou fazendo aqui? Vem, vamos nos sentar.
Apontou um banco sobre uma grande videira.
-Foi idéia de Dumbledore. Aconteceram algumas coisas nessa ultima semana. Quando voltei pra casa, meus pais estavam muito assustados, porque alguns homens estranhos os estavam vigiando a algum tempo. Eles contrataram segurança trouxa, e acho que isso ajudou, porque evitou qualquer ataque, não por medo, mas para evitar um conflito direito entre bruxos e trouxas. A câmera de segurança gravou algumas pessoas e eu tenho certeza que eram comensais, Herry. – fechou os olhos. – Eu escrevi para sra.Wesley e ela nos buscou em casa. Fiquei com medo de ficar ali, com meus pais. Daí Dumbledore sugeriu que meus pais fizessem uma viagem para longe ao menos até as aulas recomeçarem. Eu pretendia ficar na Toca, mas eles também estão sendo vigiado e vão para a casa do Carlinhos, para se afastarem disso um pouco.
Eu não fui junto, por que não quis perder contato com os meus pais. Eles não sabem usar correio bruxo e lá e não teria acesso nenhum a telefone. Então Dumbledore sugeriu que eu ficasse aqui com você. Primeiro porque a Ordem esta em constante vigilância e segundo por que seria bom Ter mais um bruxo junto com você caso...alguma coisa aconteça.
-Por isso o rony não respondia minhas cartas... – sussurrou.
-Está sendo bem difícil para ele, herry. – levantou-se e olhou em volta. – Eu tenho que me preocupar com meus pais. Mas ele tem seis irmãos e os pais. É muita gente. E tem o Gui que não dá noticia a quase um mês. A sra.Wesley está apavorada. E os gêmeos... – suspirou,
-O que tem eles?
-Jorge e Fred não estão se falando. O sr.Wesley achou que Fred estivesse sobre algum feitiço ou Jorge estivesse sobre a Impérios, pois os dois são grudados desde que nasceram. Mas a verdade é que eles se odeiam por algum motivo e isso está sendo bem difícil para todos eles. E...
-E?
-Herry! – exclamou como se ele soubesse o que ela iria continuar dizendo.
-O que foi? Tem mais algum motivo para o afastamento do Rony?
-Vamos ficar cinco semanas aqui, nos trouxas, juntos. – suspirou – Ele disse na cara de Dumbledore que estávamos o excluindo. – sentou-se pesadamente.
Harry riu mesmo sem querer.
-Por que ele acha isso???
-A cabeça do rony, é um mistério pra mim, Herry. As vezes eu acho que sei o que se passa lá dentro, mas tem outras...que eu fico completamente perdida. – deu de ombros, triste. – Ele parece achar que de alguma maneira nos dois pudéssemos esquece-lo. Como se estarmos juntos poderia afastar você dele.
-Ou você. – sorriu vendo seu olhar arregalado – Hermione! Não faz essa cara! Você é a única garota do grupo. Não seria tão incrível assim que pensassem que disputamos você!
-Mas não é verdade! Herry, vocês são meus amigos! Eu saberia de algo assim só de olhar para vocês dois!
-É mesmo? – provocou.
-Não adianta, Herry, eu sei que gosta de mim só como amiga. – sorriu de volta.
-Mas e o Rony? – sugeriu.
-Ele nem sequer gosta tanto assim de mim como amiga. Estamos sempre brigando, lembra?
-Garotos e garotas são diferentes, Hermione. Quando uma garota gosta de alguém ela fica vermelha e da risadinhas estúpidas com as amigas, e os garotos fazem coisas idiotas para incomoda-las e chamar atenção sobre si mesmos. E sendo o rony envergonhado como é...
-Ele vai matar você se souber que me disse isso – brincou. – O Rony gosta de mim como amiga, Herry. E a recíproca é verdadeira. E chaga de falar disso!
-Vocês dois adoram se esconder e fingir que nada está acontecendo...
-E você? Não estou vendo sua namorada por aqui. Não verdade, que eu saiba, você nem tem namorada!
-Não seja por isso! – riu e levantou se ajoelhando no chão – Hermione Granger, quer ser minha namorada? – pegou dramaticamente sua mão.
-Oh, sim, Herry! Eu adoraria! – entrou na brincadeira rindo.
Um barulho os fez olhar para trás e ver um belo gato amarelo com linhas marrons pulando de uma arvore e sumindo para longe. Hermione soltou sua mão com um gemido.
-Essa não!
-O que foi? – estava preocupado.
-Esse gato! É Carlinhos!
-Carlinhos?
-Ele é animago. Eu já o vi ´lá na toca, e o reconheci agora. Ele disse que viria nos ver antes de todos partirem da Toca. Ai, o que ele não deve estar pensando?
-A gente pode desmentir, Hermione. Vamos escrever para ele e dizer a verdade.
-E acha que vão acreditar? Depois daquelas reportagens sobre nos dois e Vitor?! – disse indignada. – A sra.wesley ainda me olha estranha desde aqueles dias! Ela vai achar que sou uma garota fácil, e mentirosa! Droga, herry!
-Só por estar namorando alguém? Hermione, você não estaria traindo ninguém!
-Mas estaria contradizendo minhas próprias palavras! Ai, ai, ai!
-Tá, então diz que foi uma brincadeira, que na verdade foi mesmo, que somos amigos e que Carlinhos chegou numa má hora!
-Herry, - respirou fundo – Eu só vou vê-los no inicio das aulas, daqui a cinco semanas! – seus olhos encheram-se de lagrimas – Até lá, nenhum Wesley vai querer olhar na minha cara!
-Porque?
-Ora por que! – disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
-Hermione, você não é filha deles, não é namorada de nenhum deles! Que mal teria namorar comigo?
Ela pareceu pensar a respeito. Sua face avermelhou-se e mesmo sem querer gaguejou.
-É que talvez, veja, eu disse...talvez...o rony possa ficar chateado com isso...
-É? – sorriu debochado.
-Ele não gostou muito de me ver com o Vitor. – disse baixo.
-Ele o achava um intruso. Mas eu sou conhecido e amigo. Não vejo problema.
-Ele não gostou de me ver com um garoto. Acho que seja mais ciúmes de irmão... como ele tem com a Gina...afinal eu não tenho irmãos...e estamos sempre juntos desde os onze anos...
-Hermione! – começou a rir – você está toda vermelha!
-Cala a boca, Herry! – deu-lhe um tapa. – Eu não deveria Ter vindo pra cá! Deveria Ter ficado na Toca, mesmo correndo risco de não Ter contato com meus pais!
-Porque a gente não chama o rony para vir pra ca? – Herry sugeriu.
-Seus tios não aprovariam, Herry.
-Eles morrem de medo de bruxos. Farão o que eu quiser se os ameaçar.
Ela pareceu considerar a idéia.
-Isso é errado, Herry...coagir trouxas...
-Mas você quer esclarecer isso com o Rony, não quer?
-Hum-hum...
-Então qual o problema? Os fins justificam os meios, Hermione. Achei que já soubesse disso.
-Se bem o conheço, ele não vai querer nem receber nossas cartas. – disse triste.
-Ah, vai sim. A raiva vai falar mais alto e ele vem correndo aqui. Nem que seja para quebrar meu nariz. – riu.
Mais relaxada, ela também riu.
-Rony é muito bobo. – disse ficando envergonhada.
-Todos nós somos – disse Herry lembrando-se de Cho. Rapidamente seu coração lhe pregou uma peça e lembrou-se de Gina. Pena que ela estava sempre rodeada por garotos interessantes e não parecia mais importar-se com ele.
-Sabe, Herry, eu pensei muito ano passado. Sobre como as coisas estavam e ainda estão mudando. Estamos crescendo. Em dois anos seremos maiores de idade e poderemos trabalhar com o que escolhermos. Talvez haja uma guerra contra Voldemort, talvez ainda demore, eu não sei, ou posso prever, mas eu sei que vamos acabar nos afastando. Teremos nossas casas, nossos trabalhos. Nossas famílias. Como acharemos tempo para nossa amizade? – perguntou com os olhos cheios de lagrimas.
-Eu não penso assim, Hermione. Meus pais continuaram amigos de Lupim e Sirius, até o fim, e nunca se afastaram ,apesar de terem vidas diferentes. Por que seria diferente conosco?
Isso pareceu tranqüiliza-la e Hermione sorriu de leve.
-E se você e o Rony se casassem, ficaríamos ainda mais próximos! – provocou.
-Ah, sei. E se você casar com a Gina, fica mais perfeito ainda – conformou arrancando um sorriso envergonhado dele.
-Deu pra perceber?
-Você tem disfarçado bem. Mas quem o conhece sabe bem o que se passa na sua cabeça e no coração, Herry. Acho que não deveria desistir de Gina. Ela gosta de você ainda.
-Será? Ela está sempre namorando. – disse inconformado.
-Porque você nunca olhou pra ela. Gina é uma menina muito alegre e não merece ficar sozinha e triste porque você estava correndo atras de uma garota chorona e antipática! Apenas seja mais atencioso com ela. Deixe ela perceber que você sabe que ela existe e que a acha bonita. Ela ficará muito feliz.
-E se não der?
-Aí você pode tentar a Parvati de novo – riu da sua cara de pânico.
-Acho que devemos voltar, meus tios devem estar preocupados.- Herry disse pesaroso depois de um tempo.
-Espere. – Hemione parou em frente a uma loja de doces – Vou comprar uma coisa para seus tios.
-Você está louca? Vai dar presentes para os meus tios? – estava indignado.
-Não, Herry, estou comprando a nossa paz. Quanto mais eles gostarem de mim, menor a possibilidade de me porem para correr da sua casa!
-Mas Hermione..
-Escute, Herry. Você tem sua capa de invisibilidade, não tem? Use-a hoje a noite. Vá até o quarto que estou. Eu tenho um espelho-portal que Dumbledore me emprestou. Vamos tentar falar com Rony.
Pensando nisso voltaram para a casa.
As sete em ponto já haviam jantado e assistiam televisao, enquando os Duskeys se fartavam de torta de cerejas que Hermione trouxera da padaria. Os olhos de tia Petúnia parecia brilhantes estrelas cada vez que a olhavam. Suspeitava que a essa altura a tivesse como a nora perfeita. Pena que Duda também achava isso.
Pobre Hermione, exprimida naquele sofazinho, entre tio Valter e Duda. Rony adoraria ver isso.


CAPITULO 2

-Rony. – a voz sussurrada chamou o nome pela decima vez.
Hermione e Herry estavam sentados no chão do quarto do Duda, Hermione com o espelho nas mãos. Ele brilhava, sinal que alguém o pegara o outro lado.
Os dois estavam sentados sobre a cama de Duda, com o espelho nas mãos de Hermione. Herry esperara todos dormirem para ir até o segundo andar usando sua capa de invisibilidade.
-Não adianta, herry. Ele não vai falar comigo – desistiu e passou o espelho para ele.
-Ei, rony! Precisamos falar com você!
Nada.
-Quer deixar de ser criança e responder?! – voltou a sussurrar.
-O que você quer? – a voz que veio do outro lado era altamente irritada.
-Até que enfim resolveu responder!
-O que você esperava???
-O que foi, rony? Está bravo com alguma coisa? – desconversou, olhando brevemente uma Hermione toda corada.
-Vocês dois devem estar se divertindo bastante, pelo que ouvi dizer!
-Hermione chegou hoje. – fez de conta que não o ouviu. – Achamos que seria legal chamar você para ficar aqui. Eu dou um jeito nos meus tios. Você quer ficar o resto das férias aqui?
-Pra que???
-Rony! Você é nosso amigo.
-Mesmo? – havia desprezo na voz dele – E será que você costuma lembrar-se disso???
-Pergunta se ele está chateado com o que Carlinhos viu. – sussurrou Hermione, mas infelizmente Rony também ouviu.
-É claro que estou chateado! Vocês dois ficam namorando pelos cantos enquanto todos estão preocupados com suas seguranças! Mamãe está furiosa com vocês dois. Como ela mesmo disse: “Assanhada, essa Hermione. Primeiro Vitor, agora Herry!” E ela está certa!
-Rony! – Herry a viu entreabrir os lábios chocada. – Era só uma brincadeira. Carlinhos chegou em má hora e entendeu tudo errado! Se estivéssemos namorando o chamaríamos por que? Ficaríamos aqui sozinhos aproveitando, não é?
Silencio.
-Rony, você não é mais uma criança, e pode entender que Mioni e eu somos apenas amigos. Se tivéssemos alguma coisa você seria o primeiro a saber, afinal é nosso amigo e tenho certeza que ficaria feliz por nos dois. Não é? – provocou sorrindo.
Hermione fez cara de quem o mataria por isso.
-Eu não posso ir. Não estamos usando pó de flu, porque as lareiras aqui de casa estão sendo alvo de vigilância. Papai aboliu o carro, porque o ministério já o criticou muito por isso. E aparatar, nem em sonho. – desconversou.
Hermione pegou o espelho das mãos de Herry e olhou para ele como se esperasse que Rony pudesse vê-la através das nuvens do espelho.
-Eu sei usar meios de transporte normais de trouxas. Se você for com seu pai até um ponto de ônibus de trouxas, eu estarei lá para apanha-lo. É perigoso que Herry fique desfilando por aí sem proteção. Mas entre trouxas, eu estou protegida, pois não sou o alvo principal. Então? Você vem?
-Você não quer que eu vá, Hermione. Isso é só porque o Herry está com a consciência pesada!
-Rony! É claro que eu quero que venha! – sua voz cresceu um palmo – Achei que soubesse que gosto de você do mesmo jeito que do Herry!
-É mentira, Hermione. Você está namorando o Herry. Só não quer admitir.
-Não estou namorando o Herry! Se quer saber a verdade... – estava furiosa – Eu ainda não terminei com o Vitor!
-Eu não sabia que estava com ele... – a voz dele diminuiu como se estivesse realmente surpreso.
-Vitor quer que namoremos quando eu fizer descêsseis, porque meu pai disse que sou muito nova para namorar um garoto de dezenove anos. Então por enquanto nos dois nos correspondemos como amigos e...ele está ficando com uma menina, até onde sei...e... – baixou a cabeça, envergonhada por Herry estar ouvindo isso - ...meu pai não se opõe se o garoto tiver minha idade...
-Por isso escolheu o Herry???
-Não. Eu estava brincando com Herry que ele não tem namorada...e daí ele me pediu para namorar com ele de brincadeira!
-E porque você riria dele?
-É que o herry disse que você gosta de mim! E é claro que isso é uma piada! – tentou rir,mas soou falso. – Entendeu agora?
-Estavam rindo de mim? Entendi sim!
-Não de você, rony. Mas do absurdo da situação. Você jamais olharia para mim. Só descobriu que sou uma garota ano passado, e isso porque eu o obriguei a ver. E bem, você tem critérios bem definidos na ora de olhar para uma garota. Bonita, boba e fácil. Ou seja, nem uma das minhas metas de vida.
-Eu não gosto desse tipo de garota! – disse indignado- É só que...
-Que?
-Elas são mais fáceis de se alcanças...e não fazem cobranças por eu não ser o primeiro da turma, nem o mais famoso!
-Eu nunca cobrei nada disso! A única coisa que lhe peço é que estude e se dedique, Rony. Quero que tenha um futuro brilhante como sei que é capaz! E quando a ser famoso, por favor, isso é patético!
-Hermione...você está tentando me convencer que eu teria chances com você?
Hermione deixou o espelho cair por um segundo sobre o colchão. Harry tentava não rir, e ela sequer teve coragem de olhar para ele.
-Você não iria querer ter chances comigo. – disse tensa.
-Mas se eu quisesse? Teria?
-Acho melhor falar com seu amigo, Herry. Ele está ficando bobo de repente! – indignada entregou-lhe o espelho. – Vou descer e tomar um copo de água. Diga que o espero amanha, as sete na parada perto da casa dele, onde tem o orelhão que normalmente uso para falar com meus pais quando estou na Toca. Ele sabe onde é. Diga para não se preocupar com dinheiro trouxa porque meus pais deixaram bastante comigo para meus gastos pessoais.
-Rony, a Hermione foi tomar água. Acho que você a colocou na parede.
-Achei que não estivessem mais aí...
-É claro que estou. Conversa interessante, não acha? – riu.
-Para, Herry! Para de dizer essas coisas para ela!
-Porque? É mentira?
-Eu não quero que Hermione saiba. Só isso. Ela vai namorar o cara mais famoso do quadribol. A promessa de futuro dos esportes. O garoto de ouro. Soube que está negociando com o time da Inglaterra. Se venderem seu passe ele vai viver aqui perto da gente. O que você acha que vai acontecer?
-Eu tenho a impressão que ela não gosta dele, Rony. Se quer saber eu acho que ela gosta de outro garoto. – provocou.
Hermione voltou ao quarto com dois copos de água e sentou-se perto da cabeceira em silencio. Herry só olhou para ela e esperou a resposta do amigo.
-É claro que ela gosta do palerma do Krum. Porque pediria permissão aos pais se não gostasse?
-Se ela quisesse os teria convencido a deixa-la namorar, Rony. – olhou de esguelha para ela e recebeu um olhar de morte. – Hermione não é de deixar-se intimidar por ninguém.
-Não importa que não goste dele. Com ele na Inglaterra ela vai querer namora-lo. É como Malfoys e Voldemort. Sempre andam juntos. Pessoas espertas e famosas sempre se procuram.
-Rony, a Mioni não é assim.
-Não disse que será de propósito. É natural que ela queira coisa melhor.
-Mas você gosta dela não gosta?
Hermione arregalou os olhos e abriu a boca para dizer algo mas preferiu ficar calada e ouvir a resposta.
-E daí? Somos muito diferentes.
-Isso não quer dizer nada. Meus pais tinham personalidades totalmente diferentes e foram muito felizes enquanto puderam – disse pesadamente, a lembrança deles doendo como sempre em seu peito.
-Eu gostaria de poder dizer a ela o que sinto, mas não tenho coragem. Hermione vai rir de mim, ou pior que isso, sentir pena. E além disso...tenho me correspondido com uma menina que conheci nas férias passadas. Ela é amiga da Gina e gosta de mim. Mira. Não me sinto inferior perto dela.
-Vocês estão namorando? – Herry estava surpreso.
-Não...mas quando tudo se acalmar vamos falar sobre isso.
Hermione que ouvia quieta baixou o rosto para herry não ver as lágrimas que brilhavam em seus olhos.
-eu sou seu amigo, Rony. Alguma vez já lhe disse algo para seu mal?
-É claro que não, Herry!
-Então escute o que vou lhe dizer: Diga a Hermione o que sente. Você não vai se arrepender.
-Mas e se ela não sentir o mesmo? Nossa amizade vai acabar!
-Se não disser vai se arrepender e nuca saber a verdade. Acredite, você tem cinco semanas parar criar coragem. Por que em Hogwarts ela vai se enfiar nos livros e você já sabe, nada de namoros!
Hermione jogou um travesseiro nele e Herry teve que conter o riso novamente.
-Ok, talvez eu fale com ela...mas só se ela parar de brigar comigo e demonstrar que sente o mesmo...porque senão eu fico quieto!
-Isso aí, Rony! Algo me diz que Hermione vai ficar bem calminha com você esses dias...
herry riu e Hermione ficou inteiramente corada.

Capitulo 2

-Eu não posso aceitar isso!
Os gritos de seus tios ecoavam por toda a casa. Pela milésima vez Herry disse:
-Não me interessa que aceitem ou não. Em um ano eu vou fazer dezessete e serei maior de idade. Então eu e meus amigos – apontou Rony – poderemos fazer magia fora da escola. Isso quer dizer que: ou eu vou embora daqui e nunca mais apareço, o que suponho seja a idéia principal,ou eu posso ficar e tornar a vida de vocês um inferno! Vocês dois escolhem! Eu posso esquecer toda a humilhação que passei aqui. Todos os destratos. Posso apagar e seguir adiante e talvez nunca mais nos vejamos. Ou eu posso ter vários ressentimentos e ficar. É o que querem?
Tio Valter chegou a abrir a boca para retrucar, mas tia Petúnia segurou em seu braço e disse com voz gélida.
-Chega, Valter. Deixe-o fazer o que quiser. Um ano passa rápido e ele nem estará aqui a maior parte do tempo. E além disso, temos visita. Não devemos perturbar a menina com nossos assuntos familiares. – virou-se para Herry e Rony – Espero apenas que tenham a consideração de não importuna-la e evitar falar sobre esse problema de vocês dois!
Os dois fingiram não ter ouvido e saíram da cozinha. Na sala Hermione assistia entediada a TV de 20polegadas com Duda sentado bem próximo. Pelo canto dos olhos ela os viu passar pela sala. Rony mudou de idéia e disse bem alto:
-Sabe, Herry? Me deu vontade de ver...como isso se chama mesmo?
-TV. – disse sorrindo.
Os dois sentaram no sofá e começaram a conversar. Duda os olhava com cara de pânico. Estava louco para sair dali mas não gostava do jeito do garoto ruivo. E não abriria mão tão fácil de uma menina bonita, rica e interessada nele! Ah, não abriria não!
-E aí? – Rony perguntou fazendo joguinho – Como disse mesmo que se chama?
-Duda. – respondeu mal humorado.
-Ah..eu tinha esquecido. Eu sou Ronald. Meus amigos me chamam de Rony. E você? Hermione? – imitou a forma como Vitor Krum a chamara no ano passado.
Contando até dez, ela responde sorrindo cínica:
-Quase. HERMIONE!
-Ah, sim. Sou péssimo em nomes. – conteve um sorriso – Nome incomum. Deve ser difícil decorar. Seu namorado não se confunde de vez em quando não?
-O tempo todo. – resolveu provocar – É que ele é búlgaro.
-Você tem namorado??? – Duda afastou-se um pouco dela.
-Na verdade é ex. mas ainda não me acostumei. – sorriu para ele. Duda corou.
Ficaram em silencio alguns minutos.
-Você estuda num inter-entercambiu?
-Intercambio. De onde você é, heim? Não sabe falar inglês?
Duda arregalou os olhos e Herry queria gargalhar mais se conteve.
Tia Petúnia entrou na sala com um pote de pipocas para Duda. Sentou-se ao lado de Hermione e os fulminou com o olhar indignada por se atreverem a falar com a menina.
-Rony faz intercambio também. Ele não é muito bom com a nossa língua – mentiu Herry – sabe...é meio lentinho... – fez um gesto com a mao para dizer que ele é meio tan-tan da cabeça;
-Ah, entendo. – sorriu simpática – Logo se vê.
Rony bufou, mas se conteve.
-Intercambio de que você faz?
-É no Canadá. Intercambio de Historia. Serei historiadora.
Rony olhou para Herry pedindo socorro. O que era aquilo afinal??? Ela sorria vitoriosa.
-Eu vou ser lutador quando tiver idade – disse Duda quebrando o silencio – Ano que vem entro na academia de luta. Não é mamãe?
-Claro, Dudinha. – sorriu olhando para Herry que tentava não rir.
Ainda bem que os Dusdakies não liam pensamento. Pois a expressão de Hermione era bem obvia.
-Olha, acho que vou passear. Conhecer o bairro. – disse Rony – Você vem, Herry?
-Claro!
Hermione mordeu o lábio e olhou para Duda.
-Você quer ir passear Duda?
-A-Acho que n-não... – gaguejou olhando para os dois de pé encarando-o.
-Bem, acho que eu vou. Gosto de caminhar antes de dormir.
Os três saíram lentamente e dobraram a quadra. Rony mantinha o silencio. Ainda não haviam tratado do assunto que pairava no ar. Hermione olhou para Harry querendo que ele tocasse no assunto.
-O que achou da casa dos meus tios, Rony?
-Parecido com o sótão do vampiro lá de casa. Só que lá, ele não morde.
Harry riu.
-Não é tão ruim, quando você deixa de se importar. – comentou.
-E dá para deixar de se importar? – Hermione o fez parar e segurou seu braço. – Harry, eles são sua família. E você nunca deve aceitar esse tipo de tratamento como algo comum. Você é especial, Harry, e não porque sobreviveu a Voldemort. Você é especial por ser alguém honesto e bom. E ninguém no mundo pode trata-lo mal! Afaste-se dessa gente quando puder, Harry!
Harry queria responder mas ficou com a garganta apertada. Pegou a mão da amiga em agradecimento.
-Ah, vou ter que agüentar isso... – ouviu um resmungo.
Era Rony com as mãos nos bolsos, olhando em volta irritado.
-O que foi, Rony? – perguntou uma Hermione confusa – Não me diga que acha que eles estão certos???
-É claro que não! – disse indignado – Mas vocês dois não precisam ficar namorando na minha frente, precisam???
-Não estamos namorando, Rony!
-Estão de mãos dadas!
-Isso não quer dizer que estejamos namorando! Eu posso segurar a mão de uma garoto e não ter interesse nele! – para provar pegou a mão de Rony e disse – Viu, só? Não tem nada de errado em andar de mãos dadas com meus dois melhores amigos? Tem? – provocou.
-Não, mas até entre trouxas, se andar de mão com dois ao mesmo tempo, Será mal vista! – devolveu a provocação.
-Certo, tem razão – largou a mão de Harry – Para não dizer que o trato diferente de Harry... – recomeçou a andar segurando sua mão.
Harry conteve uma risada.
Seguiram andando por mais uma hora. De inicio Rony e ela estavam bastante tensos e vermelhos, mas a medida que a conversa fluía, e viam as casas ao redor e o método como arrumavam os jardins, sentiram-se mais a vontade e tornou-se natural terem as mãos unidas.
Em dado momento, rony apontou os duendes de gesso no jardim de um dos vizinhos de Harry:
-Isso é um absurdo! Olhe só essas coisas horríveis no jardim! Como alguém quer ter duendes no seu jardim???
-Alguns trouxas acreditam que certas figuras mágicas possam ser infantilizadas, para alegrar as crianças – Hermione explicou, afastando o cabelo do rosto, sem soltar a mão dele – é como anjos, nos sempre tivemos um na ponta da arvore de natal, como algo místico. Fantasmas, duendes, fadas...sempre me alegraram em historias infantis que mamãe contava. Eram muito reconfortantes.
-Mamãe sempre contava historias de bruxos famosos. Crescemos ouvindo sobre Harry Potter e outros. – brincou.
-Por isso Gina é tão fascinada por ele. – disse Hermione baixinho.
Harry havia diminuído o passo, exatamente para que eles fosse mais a frente a sozinhos.
-Não deixe Harry ouvir isso. – ele disse – Ainda acho meio estranho a idéia da minha irmã gostando do meu melhor amigo.
-Acho que devia se acostumar, rony – disse séria – O Harry está gostando da Gina. Ele confessou pra mim.
-E você não se importa mesmo?
-Já disse que eu e Harry somos só amigos! – revidou indignada. – Eu..eu...eu ouvi o que disse a ele pelo espelho...
rony gelou seus passos e ficou plantado no chão.
-Não fica com raiva. – ele disse afinal.
-Por que eu ficaria com raiva??? Rony! Eu...eu...acho que...bem...
-O que? – perguntou ansioso olhando para as mãos ainda unidas dos dois. Ela também olhou e apertou ainda mais a mão dele. Harry que estava apenas olhando com um meio sorriso se aproximou passando por eles e dizendo em voz bem alta para que os dois ouvissem:
-E agora quem está namorando quem???
-Harry! – Hermione protestou indignada.
-O que é que tem? Rony gosta de você, ele confessou e você ouviu. Você gosta dele, e confessou também, embora ele não estivesse aqui para ouvir. É como um mais um, igual a dois! – riu.
-Para, Harry! Esta estragando o momento!
-Oh, nossa! Rony, o romântico!
Até Hermione riu, e ele avermelhou.
-Porque você não entra, Harry? Está segurando vela se não percebeu? – devolveu Rony.
-Rony! – Hermione deu um tapa nele – Vamos todos entrar, que não quero preocupar seus tios. Bem, Harry tem uma capa de invisibilidade, não tem, Rony?
Dizendo isso, avermelhou loucamente e soltou sua mão quase correndo para a casa, entrou e foi direto para a cozinha, fugindo de Duda e deles dois. Rony estava chocado. Harry divertido.
-Parece que alguém se deu bem, afinal!
-Cala a boca, Harry! – acordou de seu transe.
-Qual, é, Rony? Você ganhou a garota que queria. Comemore!
-Tá...mas o que eu vou fazer com ela? – perguntou assustado.
-Você já ficou com outras, rony, e eu sei disso, embora tenha se escondido bastante para Hermione e os gêmeos não ficarem sabendo. Você sabe bem o que fazer com uma garota!
-Tá, eu sei...mas não é uma garota qualquer...é Hermione, nossa melhor amiga!
-Você precisa saber apenas que não pode magoa-la, nem avançar o sinal, porque estou no andar de baixo e tenho minha varinha comigo. Seja gentil.
-Você acha que ela quer...mesmo ficar? Ficar de verdade???
-É claro! Acredito que seja só isso, já que não temos muita privacidade, aproveite o quarto, rony – sorriu- Mas não esqueça, como você mesmo disse, não é uma garota qualquer, é Hermione.
-É...eu sei... – disse meio desconcertado.

As horas passaram lentamente, e quando Rony finalmente pode aventurar-se pelos corredores livremente, com a capa, já era bem tarde. Aproximou-se da porta dela e olhou em volta. Um sorriso enorme tomou conta do seu rosto quando testou o trinco e ele estava aberto.
A sorte sorrira para ele.
Ele entrou, e fechou a porta, lentamente atrás de si...




FIM









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