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12. Infelizmente é tarde demais


Fic: Não era para ser assim


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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_Acho que estamos esclarecidos, Malfoy. Mas você permanecera sob vigilância de algum auror. Sabe que você é o maior suspeito nisso tudo e não podemos culpar a todos por achar isso, certo? - dizia Gui para Draco na sala de reuniões.

_Ok, ok, já entendi. Por mais que eu me esforce jamais conseguirei provar minha inocência, não é? - Draco respondeu impaciente tamborilando os dedos sobre o braço da cadeira.

_Não é bem assim... - ele não pôde continuar, pois leves batidas foram ouvidas da porta. - Entre! - ele disse.

_Com licença, você nos chamou, Gui? - Hermione entrava na sala seguida por um grupo seleto de aurores. Quando viu Draco sentado em frente a Gui como se estivesse no banco dos réus não pode disfarçar sua tristeza. Não queria vê-lo naquela situação. Depois da conversa que eles tiveram na noite anterior e, depois de muito pensar, ela tinha finalmente se convencido de que ele era inocente.

_Chamei sim. Entrem e tomem seus lugares. Precisamos armar um plano de busca pelo Harry. Precisamos encontrá-lo a qualquer custo!

_Eu já posso ir? - Draco perguntou de repente fazendo os olhares raivosos daqueles que tentaram ignorá-lo caírem decididamente sobre ele.

_Não Malfoy. Você fica. Vai estar na busca com os outros.

_Como e que é?! Você ficou louco, Gui?! Mandar Malfoy atrás do Harry?! - Rony falou furiosamente saindo do meio do grupo e se colocando desafiadoramente em frente ao irmão.

_Acalme-se, Rony. Nos já conversamos a respeito. Malfoy vai com vocês e isso não está em discussão. Agora se sentem e ouçam o que cada um tem que fazer.

O clima ficou muito tenso dentro daquela sala. Hermione tentava a todo custo não desviar sua atenção das palavras de Gui para a fisionomia de Draco. Ela sentia que estava sendo observada. Sabia que freqüentemente Draco a olhava na esperança de poder fazer-lhe algum sinal, mas ela havia se sentado ao lado de Rony e preferia não arriscar. Participavam também da reunião Parvati e Padma Patil, Neville Longbotton, Luna Lovegood, os gêmeos Weasley, Dino Thomas, Simas Finnigan entre outros que eram mais chegados a Harry e tinham um pouco mais de tempo na Ordem. Ele não queria dispor dos mais experientes para o caso porque precisaria deles na Ordem caso o inimigo descobrisse o paradeiro de Harry antes deles. Lupin, Arthur Weasley, Tonks e os aurores com experiência em outras missões para o Ministério haviam sido poupados.

_Sei que vocês farão o máximo para encontrar o Harry. Não só pela importância que ele tem nessa guerra, mas porque todos vocês conviveram de perto com ele. Estamos contando com vocês. Façam o possível para encontrar qualquer pista sobre o paradeiro dele e sejam muito discretos. A comunidade bruxa ainda não sabe do desaparecimento dele e é melhor que continue não sabendo. Nem todos aqui dentro sabem que o Harry não voltou. Temos conseguido contornar a situação dizendo que ele esta gravemente ferido e sob os cuidados de medibruxos. Queremos que a maioria continue pensando assim, pelo menos até descobrirmos quem está passando informações daqui para os comensais. – um suspiro irônico foi ouvido daquele grupo, mas Gui ignorou. - Nada do que foi dito aqui deve ser revelado para ninguém lá fora, ok? Vocês saem amanhã cedo... Por enquanto estão dispensados. Podem ir... Ah! Hermione fique, por favor. Malfoy espere ai do lado de fora.

Hermione sentiu um calafrio percorrer-lhe o corpo. Já imaginava qual seria o assunto. Draco que já estava cansado de ser tratado como o vilão da historia fez uma careta de descontentamento, mas obedeceu.

Aos poucos todos foram deixando a sala. Ainda teriam a tarde inteira para descansar, pensar, se preparar ou, simplesmente, tentar relaxar um pouco antes da busca. No fundo eles pressentiam que os Comensais já sabiam do desaparecimento de Harry.

Gui esperou que todos se retirassem e começou: - Malfoy me disse que vocês conversaram.

_É verdade. - disse apática.

_E o que você acha?

_Sobre?

_Você sabe! Você acha que ele esta mentindo?

Ela suspirou. Pensou por alguns segundos e disse: - Acho que não. Ele me pareceu bem sincero e depois, Gui, ele é um cara inteligente. Por que daria a própria cara a tapa desse jeito. Não seria óbvio que se algo desse errado a culpa cairia sobre ele? - disse não conseguindo conter sua impaciência. -Ai... Olha... Eu não agüento mais esse assunto. Acho que não interessa mais quem é o traidor. Temos que encontrar o Harry de uma vez!

_Eu concordo com você, Hermione, mas também temos que ficar de olho em todos. Aliás, você já deve imaginar o que eu vou te pedir agora, não é?

_Sim... Para eu ficar de olho no Dra... Malfoy, não é?

_Isso mesmo. Eu pediria ao Rony, mas na verdade não sei como ele ainda não tentou sufocar o Malfoy durante o sono. - disse num raro momento de diversão. Hermione forçou um sorriso de concordância. - Bem... Vá descansar um pouco, ok?

_Ok. Vou tentar. - ela se levantou com dificuldade da cadeira. Sentia seu corpo pesado, uma canseira infundada, já que ela não saia em missão há dias, e a cabeça querendo doer. Saiu pela porta, a fechou e se apoiou nela. Ficou um tempo assim, de olhos fechados, não reparou que Draco a observava bem de perto e levou um susto quando sentiu um carinho suave na bochecha.

_Está tudo bem? - ele perguntou baixinho.

_Quase... - ela o puxou e beijou-o demoradamente. Por um segundo esqueceu que atrás daquela porta ou de qualquer lado do corredor alguém poderia aparecer e pegar os dois numa situação no mínimo difícil de explicar.

_Você não está nada bem. - Draco comentou quando os dois separaram os lábios. - Em circunstancias normais você não faria isso. - disse com um sorriso satisfeito.

_Eu sei... - ela sorriu. - Vamos sair daqui. O Gui mandou te vigiar.

_Eu imaginei...



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_É... A coisa não está nada boa. O Gui disse que espalharam por ai que o Harry havia voltado, mas estava sob cuidados médibruxos. - Parvati comentava preocupada com a irmã e com Lilá.

_Pois foi o que eu fiquei sabendo. Quer dizer, foi o que a senhora Weasley me disse quando eu perguntei o que havia acontecido, mas o Uón Uón num desabafo me contou a verdade. - disse Lilá, chorosa abraçando uma almofada como se estivesse abraçando o próprio Rony.

_Coitado do Rony... O melhor amigo... Não deve ser fácil... - lamentou Padma.

_É... Ele está muito mal mesmo...

Neste instante a porta se abriu e Luna Lovegood entrou por ela.

_Oh! Não sabia que estavam aqui! - disse.

_E por que não, Luna? Esse também é nosso quarto! - falou Padma surpresa com a distração da garota.

_Ah é... É que eu pensei em ficar um pouco sozinha...- disse um pouco desapontada com a falta de privacidade.

_Ei Luna? Você é muito amiga da Gina, não é? - Lilá perguntou.

_Sou sim. - respondeu distraidamente enquanto se dirigia para a escrivaninha e separava alguns papéis e uma pena.

_Ela já sabe que o Harry sumiu?

_Eu escrevi uma carta para ela avisando... Ei! Quem disse que o Harry sumiu?! Ele só está sob tratamento especial! - disse sobressaltada.

_Ah! Nem vem, Luna! Todo mundo já sabe que tem algo de errado nessa história! - Lilá bradou.

_Patil! Vocês não podiam comentar com ninguém sobre o que foi conversado naquela sala! Eu vou ter que avisar o Gui! - Luna largou a pena e se dirigiu imediatamente para a porta, mas foi interrompida.

_Ah, não vai não! - Padma a segurou pelo braço. - Não queremos ficar de fora dessa missão e se você contar certamente seremos punidas!

_Mas eu tenho que contar!

_Você também tem culpa no cartório! Afinal eu duvido que você tivesse permissão para contar qualquer coisa para Gina!

_Erh... Eu não tinha mesmo, mas nada justifica! Ela é namorada dele! Tem o direito de saber!

_Então corre lá pra contar pro Gui! Só que não venha reclamar depois! – ameaçou Lilá.

_Ah, droga! Tudo bem, tudo bem... Eu não conto... Mas que isso morra por aqui, ok?

_Por mim tudo bem... Parvati? –concordou Padma.

_Boca de siri! - respondeu a gêmea. - Lilá?

_Nem um pio! A não ser que a Di-Lua pie primeiro!

_Não acredito nisso! - Luna saiu bufando do quarto. Carregou consigo a pena e os papéis que havia separado. Correu para o refeitório e se pôs a escrever para a amiga.

“Querida Gina. As coisas não vão bem. Ainda não há notícias do Harry, mas um grupo sairá amanhã para procurá-lo. O problema é que o Malfoy vai junto. Gui e Hermione acreditam que ele realmente não é o traidor, mas eu não sei não. Nuca fui com a cara dele! Para piorar as coisas vi as gêmeas Patil passando informações confidenciais para a namorada do seu irmão! Pior ainda: na minha distração acabei deixado escapar que estou te informando de tudo. Sabe o que isso pode acarretar? Todos são suspeitos, e acho que agora eu entrei para a lista também. Não sei o que fazer... Acho que vou parar de te escrever por um tempo.Um grande beijo. Tenha certeza de que eu e os outros faremos o possível para encontrar o Harry.

Saudades dos bons tempos, L.L.”



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_Por que você está chorando, Gina? - uma garota do sexto ano que acabara de entrar no dormitório feminino perguntou.

_Ah, Rose... Ainda não encontraram o Harry! - Gina falou com a voz embargada e os olhos banhados em copiosas lágrimas.

_Ué?! Mas o Harry não está na Ordem, sob os cuidados de uma série de medibruxos? - perguntou outra garota que acompanhava Rose.

_Não Lucy! Harry está desaparecido! Meu irmão que está lá na Ordem me contou!

_Não acredito! Será que o Harry está...

_NÃO! ELE NÃO ESTÁ MORTO! NÃO ESTÁ! - Gina gritou descontrolada entre lágrimas e quase pulando no pescoço de Lucy.

_É claro que não Gina! - Rose a abraçou para acalmá-la enquanto fazia uma careta para a outra amiga. - Tenho certeza de que Harry está vivo! Ele sobreviveu tantas vezes quando era mais novo e inexperiente! Imagine se morreria agora! Ele deve estar apenas escondido, ou algo assim! Não fique desse jeito, Gina...

_Como não vou ficar, Rose?! Parece que nós nunca teremos sossego! Sempre que achamos que tudo vai acabar ou melhorar algo acontece e estraga tudo! Eu não agüento mais isso! - Gina se desvencilhou das amigas e correu pela porta do dormitório. As outras não ousaram segui-la.

_Ei, ei!!! O que está acontecendo aqui?! - uma garota que fora atropelada por Gina ao entrar no quarto indagou.

_É o Harry... - Lucy disse.

_O quê?! Ele morreu?!

_Claro que não! Só que ainda não o encontraram!

_Como assim?! Ele não está na Ordem sob...

_Não! Ele desapareceu! Essa é só uma história que inventaram para não alarmar ninguém... - Rose respondeu.

_Tá brincando?! - a garota se surpreendeu.

_Não tô não...

_Se a história foi inventada como é que vocês sabem da versão verdadeira?!

_Um monte de gente sabe! Meu irmão diz que lá na Ordem todos fingem que acreditam que o Harry está lá, mas todos sabem que não!

_Caraca! Isso não é nada bom, não?

_Nem um pouco!



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Hermione e Draco seguiam discretamente pelos corredores da Ordem. Tinham resolvido aproveitar o tempo que Gui havia lhes dado no conhecido porão da casa. Eles andavam próximos o bastante para que suas mãos se tocassem de leve de vez em quando, mas suficientemente afastados para não levantar suspeitas. Estavam quase chegando ao último corredor que os separava de seu ninho quando foram interrompidos.

_Mione!

Ela se virou surpresa. Estava tão ansiosa para chegar ao porão que nem notou as outras pessoas por perto.

_Rony! O que foi?

_Aonde você vai? - Rony perguntou desconfiado.

_Não te interessa, Weasley! - Draco respondeu grosseiro.

_Não estou falando com você, Malfoy! - respondeu raivoso.

_Ah... Por favor, não comecem com isso, tá?! - pediu Hermione já começando a sentir as pontadas da conhecida dor de cabeça.

_Onde vocês estavam indo juntos, Hermione? - perguntou cruzando os braços.

_Estamos indo à... à biblioteca!

_A biblioteca fica do outro lado, Mione! Você sabe isso melhor que todos!

_Seu irmão pediu para a Granger me vigiar, Weasley! Infelizmente tenho que andar com ela na minha cola o dia inteiro! Achei que ela cansaria de me seguir se eu ficasse perambulando pela casa. Satisfeito? - disse fazendo sua melhor cara sonserina.

_Hum... Tanto faz. Mione, eu queria conversar com você. - disse suplicante.

_Agora?!

_Agora.

_Mas, Rony, eu não posso deixar o Malfoy sozinho por aí!

_Não por isso... - Rony olhou para todos os lados em busca de algo. - Ah! Lilá!

_Roniquinho! - a garota veio saltitante ao encontro do rapaz. - O que foi meu Uó...

_Tá, tá! Olha - disse afastando-a de si. - eu preciso que você me faça um favor.

_Todos que você quiser. - respondeu sorridente. Hermione e Draco faziam cara de nojo.

_Preciso que acompanhe o Malfoy por aí por um tempo.

_O quê?! Mas esse não é o trabalho dela?! - perguntou apontando desdenhosamente para Hermione.

_É! Mas eu preciso falar com ela em particular! - falou perdendo a paciência.

_O QUÊ?! Você quer que eu fique com o Malfoy pra você poder conversar com ela?! - disse adquirindo um tom avermelhado na face.

Rony levou as mãos à cabeça como se não estivesse acreditando naquilo. - Sim, Lilá! Eu preciso falar com a Hermione em particular!

_Não mesmo! Eu não vou...

_Olha, Rony! - Hermione interrompeu. - Depois nós conversamos... Mais tarde...

_Não! Mais tarde pode ser que eu não consiga mais!

Hermione sentiu seu coração dar cambalhota em seu peito. Aquela frase, dita daquele jeito. Só podia ter um significado.

_Rony, eu...

_Por favor, Mione! Não vai levar mais que cinco minutos! - ele quase implorou.

_Ronald Weasley! Eu não vou admitir que...

_Ah, cala a boca, Lilá!

_O QUÊ?! - ela fez cara de choro.

_É coisa rápida! - Rony puxou Hermione pelo pulso e praticamente a arrastou pelo corredor. Ela não teve tempo de se desvencilhar. Tudo que pode fazer foi ver de relance o olhar fulminante que Draco dispensava para Rony.

_Rony, Rony, espera aí! - Hermione tentava a todo custo parar Rony, mas não conseguia visto que o rapaz é muito mais forte que ela.

Rony a levou para um dos dormitórios mais afastados da Ordem, onde imaginou que teriam tempo de conversar sem serem interrompidos. Ele só largou o braço da garota quando os dois já estavam devidamente trancados no quarto.

_Rony! Ficou louco?! - Hermione resmungava massageando exageradamente o pulso para fazer Rony perceber que ela não havia gostado do jeito como fora arrastada.

_Desculpe por isso, Mione, mas eu realmente preciso falar com você. - tentou.

_Olha Rony...

_Não! Não fala nada! Eu demorei muito para tomar essa decisão e sinto que se não for agora não será nunca mais!

Hermione fez menção de dizer alguma coisa, mas Rony a impediu fazendo um gesto com a mão e começando a falar.

_Hum, hum... - ele limpou a garganta. - Olha, Mione, eu queria te pedir desculpas por todas as coisas mal educadas que eu fiz e disse para você...

Ela deu um suspiro aliviado e tentou: - Você já está perdoa...

_Não fala nada! Por favor...

_Ok, ok... - ela percebeu que a conversa seria longa e resolveu se sentar em uma daquelas camas, embora tenha imaginado que fosse melhor continuar em pé para não dar nenhuma idéia ao Rony.

_Eu queria me desculpar por toda encheção de saco, por todas as vezes que eu te chamei de CDF e todas as vezes que eu maltratei o Bichento... - Hermione fez cara de espanto e ele logo completou: - Eu nunca bati nele! Só gritava um pouco... e xingava bastante! - Ela não pode conter um sorriso de divertimento.

_Olha Mione... - ele resolveu se sentar também. - Toda minha implicância era na verdade para esconder o que eu realmente sentia... - já no meio da frase Hermione começou a notar o rubor nas faces do rapaz. E não era para menos. Era a primeira vez que Rony se declarava para alguém, pelo menos sem estar dopado com uma poção do amor ou enfeitiçado pela bela voz de um veela. Ele sentia seu coração bater mais acelerado do que jamais sentiu. Estava mais nervoso que o normal.

Hermione por sua vez também tinha o coração acelerado. Ela havia se acalmado quando Rony começou a pedir desculpas já que achou que fosse apenas um arrependimento repentino as vésperas de uma missão decisiva, mas quando ele terminou a última frase ela percebeu que esteve certa o tempo todo. Aquilo era uma declaração...

_Eu nunca havia notado você como mulher antes, até eu ver você entrar naquele baile com o Krum... Na verdade, embora eu estivesse morrendo de ciúme e tivesse feito aquele papel ridículo estragando a sua noite, eu só fui notar que gostava de você mais do que se gosta de uma amiga no ano passado, quando você praticamente parou de falar comigo por causa da Lilá... - ele parou para tomar fôlego já que havia falado tudo aquilo muito rápido. - Olha, o que eu quero dizer, Mione, é que eu sou apaixonado por você há um tempão, mas não queria admitir. A Gina e o Harry viviam dando indiretas e eu fingia que não entendia do que eles estavam falando. Quando eu finalmente admiti isso para mim mesmo faltou coragem para me declarar por que achava que você nunca iria querer ficar com um cara inseguro e meio burro como eu. - ele ficou em silêncio por um bom tempo, pois não sabia mais o que fazer. Havia falado tudo que lhe veio à cabeça e agora esperava uma resposta.

Hermione limitava-se apenas a ouvir. Não sabia que atitude tomar. Aproveitou o tempo em que Rony discursava para pensar em seus sentimentos. Estudar se ela realmente amava o Draco ou se ainda estava em tempo de começar algo com Rony. Lembrou-se do seu desapontamento cada vez que o via beijando Lilá em Hogwarts e de quando o viu beijando-a na festa de casamento, mesma festa onde o relacionamento com Draco havia começado. Lembrou-se então que mesmo aquele dia ela já não sabia o que sentia pelo ruivo e que dias depois não se importava mais com as investidas de Lilá.

Aquele silêncio estava deixando Rony mais nervoso ainda. Eles se olhavam em silêncio. Rony sabia que Hermione estava tentando assimilar tudo que ele havia dito, mas estava achando estranho porque ela costumava entender bem rápido o que ninguém mais entendia. Como é que numa coisa tão clara ela estava demorando tanto?

_Ah droga! O Harry me garantiu que a Hermione gostava de mim. O que será que ela está pensando? Achei que ela estivesse esperando que eu desse o primeiro passo! Já dei! E agora?! O que mais ela quer?! - ele a olhava impaciente. Ela olhava para o nada, pensativa. - Será que ela está esperando que eu adivinhe o que ela quer que eu faça agora? Hum... Hermione? Fala alguma coisa...

Ela não sabia o que falar, então ele resolveu agir. Passou para mesma cama que ela, o que a fez sentir uma queimação no rosto, ficou bem perto e com um gesto suave trouxe o rosto dela de encontro ao seu. Hermione sentiu seu coração ficar apertado num misto de curiosidade e remorso. Estava traindo Draco, mas mesmo assim queria experimentar, ter certeza de que tudo aquilo que ela sentiu por Rony desde o terceiro ano havia desaparecido em poucos meses. Ela retribuiu o beijo e passou a entender porque Lilá não saía do pé do rapaz. Rony abraçou-a pela cintura e puxou-a para mais perto, ela sentiu um arrepio quando sentiu o toque da mão dele em seu corpo, por impulso aprofundou mais o beijo aproveitando plenamente da sensação que o toque de seus lábios e sua língua causavam nela. Essa sensação logo deu espaço para culpa e a razão a fez interromper aquele beijo. O beijo pelo qual ela havia esperado por tanto tempo.

_Ai, Rony... Você não devia ter feito isso... - disse tocando os próprios lábios e se afastando envergonhada do rapaz. Sem coragem de encará-lo ela se levantou pensando em ir embora, mas não achou justo sair sem dar-lhe uma explicação. Ela ficou de frente para ele, que continuava sentado meio sem entender a reação dela. - Olha Rony... Tudo que eu mais queria na vida era ouvir você falar tudo isso, e te beijar desse jeito, mas... Infelizmente aconteceu tarde demais...

_Tarde demais?!

_Shiiiuu! Não me interrompa... Agora sou eu que quero falar: eu fico muito feliz que você finalmente tenha percebido seus sentimentos por mim, mas fico triste que isso tenha acontecido muito tarde... Eu... eu não sinto mais nada por você... Quer dizer... eu te amo, mas como amigo... do mesmo jeito que eu amo o Harry, entende? - ela olhava penalizada para ele. - Se você tivesse falado tudo isso há alguns meses, mas eu até já havia me conformado com o seu namoro com a Lilá, apesar de continuar achando-a insuportável!

_Aquele dia no refeitório... quando você me disse que ela te dava indigestão... eu achei que era ciúme...

_Não era mais... era apenas incompatibilidade com ela... Eu sinto muito, Rony...

_É por causa do Krum?

_Não! Que droga! Por que toda vez que eu falo não vocês me perguntam se é por causa de outro?! Ele também achou que eu não queria ficar com ele por sua causa! Eu não posso simplesmente querer ficar sozinha?!

_Desculpe... eu não quis te ofender...

_Não... eu é que peço desculpas... mas é que você me pegou de surpresa... quando eu nem esperava mais...

Rony ficou visivelmente abalado. Hermione penalizada agachou-se na frente dele e com uma das mãos em seu rosto falou: - Desculpe, Rony... Eu queria muito continuar sentindo tudo aquilo por você ainda, mas eu não sinto mais... - ela se levantou e começou a ir em direção a porta. Aquela conversa a deixou abalada também. Antes de sair ela ainda parou na porta e pensou em dizer algo consolador, mas não havia mais nada a dizer... Ela saiu e o deixou lá, sozinho, com a cabeça apoiada nas mãos. Ela quis sair antes de ter a certeza de que ele estava chorando...



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_Ai!!! Eu não acredito!!! Mas ele me paga!!! Quem ele pensa que eu sou para me deixar aqui plantada porque tem algo importante para conversar com aquela chata?!!! - Lilá se esgoelava no meio do corredor, mas Draco não estava interessado, assim que Rony arrastou Hermione ele seguiu seu caminho. Quando Lilá se deu conta de que falava com as paredes ele já estava longe. - Ei!!! Malfoy!!! Você não pode andar por aí sozinho!!! - ela correu atrás dele. - Ei!!! Não faça mais isso, garoto! – ela o parou segurando-o pelo braço e recebeu em troca o olhar mais feio que já vira, o que a fez soltá-lo imediatamente.

_Não precisa ficar me seguindo... é Brown, não é? – ele disse. – Eu não vou aprontar nada... Não hoje... – disse sorrindo maliciosamente.

_É você, não é? – Lilá perguntou passando a andar lado a lado com ele.

_O quê?

_O cara que anda passando informações para o Lorde...

_Não... Não sou eu. Mas eu vou descobrir quem é e limpar minha barra, nem que seja a última coisa que eu faça.

_Humm! Por que todo esse empenho? Você nunca ligou que pensassem que você era aliado de Você – Sabe – Quem. O que foi que mudou? Será que você está tentando provar sua inocência para alguém? – disse analisando a reação do rapaz.

_Estamos numa guerra, garota! Eu não quero perder meu pescoço a toa...

_Sei... – ela sorriu, mas não desistira de provocá-lo. – O que você acha que o Rony tinha de tão importante para falar para a Hermione?

_Não sei.

_Aposto como ele resolveu finalmente se declarar para ela... – ela o observava.

Ele tentou em vão disfarçar o ciúme. Ele também havia imaginado que era isso que Rony ia fazer, mas preferia pensar que não. Não tinha certeza se Hermione resistiria, afinal era Rony Weasley, o bom moço, contra Draco Malfoy, o eterno suspeito.

_E o que é que eu tenho a ver com isso?! Por mim que se danem aqueles dois! Eles se merecem!

_Não diga isso! E eu, como fico? – perguntou desesperada.

_É problema seu se não consegue segurar um namorado...

_Não vem com graça, Malfoy! – ela parou em frente a ele, forçando-o a parar também. – Eu sei muito bem o que rola entre vocês. – falou baixando o tom.

_Do que é que você está falando? – tentou disfarçar.

_Você sabe muito bem... Não sei o que você viu naquela CDF sangue-sujo, mas enfim... Sei que vocês estão ficando. Poderíamos nos ajudar... Em muita coisa...

Draco a olhou desconfiado. – Desde quando você classifica nascidos troxas dessa forma?

Ela se assustou, mas desconversou: - Desde quando você pega nascidas troxas?

_Olha, Brown, não quero me meter em mais confusão. Se você tem problemas com o Weasley resolvam-se vocês dois... Eu não sou do tipo que perde tempo ajudando os outros.

Ele se afastou. Lilá fez menção de segui-lo, mas percebeu que Hermione estava voltando, então resolveu procurar por Rony e deixá-la “vigiando” o suspeito.

_Ele é todinho seu... – disse olhando maliciosamente para Hermione, que não entendeu direito o comentário.

Quando Draco ouviu que Lilá estava falando com alguém parou para ver quem era. Quando viu Hermione ficou esperando. Ela não quis começar uma discussão com a garota, então a ignorou e seguiu em direção a Draco. Os dois seguiram em silêncio para o porão, dessa vez sem interrupção. Eles entraram em silêncio. Hermione caminhou até a pequena janela, única chance da luz do sol ou da lua entrarem ali, e ficou olhando para o nada, pensando no que havia acontecido.

_O que ele queria com você? – ele perguntou de longe.

_Você nem imagina? – ela falou sem olhá-lo.

Ele deu um suspiro preocupado e foi em direção a ela. – E o que você disse?

_Disse que era tarde demais... Que eu estou apaixonada por você... – ela abraçou-o pela cintura e beijou de leve seus lábios.

_Você disse isso para ele?! – ele perguntou assustado.

Ela riu. – Não... Eu não falei nada sobre gostar de outra pessoa. Só falei que não gostava mais dele desse jeito.

_Tem certeza?

Ela fixou os olhos de Draco e, apesar de culpada lembrou-se do beijo. – Sim... Certeza absoluta. – ela o beijou e ele se convenceu.

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