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5. 04:00 - 05:00


Fic: 24 Horas -- NONA HORA FINALMENTE POSTADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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OS EVENTOS A SEGUIR OCORREM ENTRE QUATRO E CINCO DA MADRUGADA.


 


04:00:00


04:00:01


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            O auror Carl Krane havia passado as ultimas duas horas preso dentro daquela sala. Sabia que aquele era um caso atípico, mas a injustiça daquilo lhe queimava a garganta. Afinal de contas, ele, acima de todos ali, era a maior vítima do que estava acontecendo.


            Agora, ele via uma luz intensa que quase o cegava. Parecia que o mundo havia se pintado de um branco ofuscante ao redor dele. Ele já estava prestes a tapar o rosto para proteger instintivamente os olhos da claridade quando a luz desapareceu.


            Levou alguns segundos para ele conseguir reajustar o foco dos seus olhos. No tempo em que ficou temporariamente cego, ouviu uma voz.


            –Sim, o sono dele tem origens mágicas. Diria que alguma poção do sono colocada em algo que ele comeu sem saber.


            “E a verdade vos libertará!” pensou Krane, num arrombo de glória e, por que não, vingança pelo orgulho ferido.


            Aos poucos, sua visão foi voltando ao normal. No seu campo visual ele conseguiu distinguir três pessoas. O mais próximo dele, era o velho curandeiro que havia sido chamado para auxiliá-los àquela madrugada. Ele tinha nas mãos um instrumento um tanto pitoresco, era algo parecido com uma lupa que o doutor usara para projetar a estranha luz em seus olhos e que lhe permitira chegar à conclusão da verdade.


            Atrás do curandeiro, estavam Monique e Terencio. Monique olhava inexpressivamente para o auror, saber o que a líder estava pensando naquele momento era um mistério. Parecia que estava refletindo sobre as novas informações. Terencio não olhava para Carl, parecia estranhamente acanhado por ter acusado o colega mais cedo. De qualquer forma, tampouco Carl queria olhar para o amigo. Encarara a desconfiança do colega como uma ofensa pessoal.


            Antes que Carl pudesse dizer qualquer coisa, porém, o som de passos apressados fez-se ouvir do outro lado da parede e a porta foi aberta com estrondo. Harry Potter invadiu a sala, afobado. Seu rosto estava branco de medo.


            –Sr. Grid – chamou o auror – Rápido. Precisamos do senhor. Está acontecendo alguma coisa com o Rony!


            Ao dizer aquelas últimas palavras, os rostos dos três se alteraram profundamente. Terencio, que estava mais perto da porta foi o primeiro a sair, logo depois Grid que juntou suas coisas apressado e saiu em desabalada carreira em companhia de Harry. Monique já estava quase a porta, quando, parou e se voltou.


            –Vamos, Carl! Já estamos com pouco pessoal para nos dar ao luxo de deixar você descansando!


            Carl Krane não havia entendido aquelas últimas palavras. Mas percebeu o óbvio. Estava dispensado como possível suspeito e deveria voltar a ajudar nas investigações. Sem saber muito bem o que fazer, levantou-se e saiu correndo atrás dos outros.


            O estranho grupo estava correndo que nem loucos pelos corredores do estádio até entrarem apressados por uma porta. A sala era ligeiramente menor que aquela em que estavam. A pressa deles era tanta que quase deslizaram pelo chão encerado e completamente limpo. Hermione estava parada, olhando espantada para o chão aos seus pés. Rony estava inconsciente no chão. O rosto excessivamente pálido.


            Grid debruçou-se sobre o auror desfalecido, e abriu-lhe a pálpebra para examinar seu olho. Todos os ali presentes esperaram pelo que o curandeiro falaria. Mas o velho não disse nada, suas feições apenas congelaram de medo. Para a surpresa de todos, ele puxou a varinha e apontou para a janela gritando.


            –Expecto Patronum! – um vulto branco prateado conjurou-se de sua varinha e saiu voando pela janela. Foi tão rápido que Harry não conseguiu identificar o que era, apenas percebeu que se tratava de uma grande ave. O curandeiro voltou-se a olhar para eles e falou com uma expressão carregada – Vamos levá-lo ao St. Mungus imediatamente!


 


04:06:05


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            Cho Chang fuzilava Rita Skeeter com o olhar, enraivecida. Rita apenas encarava a auror com um sorriso malicioso no rosto. Tentava estancar com as mangas o corte profundo que ela havia feito em seu rosto minutos antes, e olhava para a outra como se a desafiasse.


            –Isso é o máximo que você consegue fazer?


            Chang sentiu a raiva subindo pela garganta, mas nada disse. Limitou-se a encarar a jornalista.


            Skeeter não desistiu.


            –Então, há quanto tempo você e Potter estão juntos?


            –Nós não estamos juntos! – respondeu a auror – Harry é casado!... ele tem a vida dele e eu tenho a minha!


            –Ora... por favor – Skeeter deu novamente uma piscadela marota – Como se casamento fosse o suficiente para prender alguém.


            Cho crispou-se de indignação. Que tipo de mulher era aquela?


            –O Harry ama a Gina!


            –E você? A quem ama?


            Cho não respondeu. Não conseguiu. Rita, pelo jeito, havia tocado na ferida. A repórter riu.


            –É eu vi o jeito com que você olha para ele...


            –Ele é apenas meu colega de trabalho!


            –É?... Hm.. Interessante... Conte mais sobre isso...


            –Eu não tenho mais nada a contar – falou Cho, a raiva subindo em ondas em seu corpo – E acho bom você se calar antes que...


            –Eu posso te ajudar se você quiser – falou Skeeter – Uma reportagem no Semanário das Bruxas aqui, outra no Profeta Diário ali... e então o caminho até Harry Potter estará livre para você!


            Cho ficou calada, como se estivesse ingerindo as coisas que a repórter estava falando. A mão da varinha baixou levemente. Rita Skeeter sentiu que estava ganhando terreno.


            –É claro que, para isso... você terá que me ajudar também... sabe – falou Skeeter despretensiosa – algumas informações aqui, outras ali... o que, mais precisamente está acontecendo dentro do Ministério... coisas do tipo...


            Cho ficou olhando para a repórter calada. Pensando no que ela acabara de propor. Por fim disse:


            –Você... – ela começou. Rita estava com um largo sorriso no rosto – ...é desprezível!


            O sorriso da repórter se desmanchou na mesma hora. A raiva de Cho por aquela mulherzinha era tanta que ela não pode conter uma faísca de sua varinha que escapou e rasgou as vestes da repórter na altura da perna. Agora não havia mais nenhum sinal de diversão no rosto dela. Rita Skeeter estava com muita raiva.


            –Menininha tola! – gritou – eu tentei resolver isso do modo pacífico. Mas se é briga que você quer, então vai ter!


            E de repente puxou a varinha da manga e lançou um feitiço, mas Cho rebateu. As duas então começaram a duelar rapidamente e ferozmente. Raios de feitiço eram lançados e rebatidos queimando o carpete e abrindo rachaduras na parede. Skeeter era boa em feitiço, mas Chang era uma auror de elite. Era mais rápida que a repórter e conhecia alguns truques a mais.


            Skeeter pulou para cima da mesa de vidro e começou a duelar de cima. Ela lançou um feitiço certeiro que atingiu o rosto da auror e a fez cambalear. Quando Cho virou o rosto, a repórter pode notar um corte profundo na bochecha dela, igual ao que estava em sua face.


            –Como se sente agora, amásia do Potter?


            Aquela fora demais. Chang aproximou a varinha e a outra mão junto ao peito, concentrando uma poderosa energia azul.


            –Vá para o inferno! – falou.


            E com um impulso lançou o poderoso feitiço contra a repórter que, gritando, voou pelo ar e atravessou a janela atrás dela espatifando o vidro de proteção. Chang ficou olhando quando o corpo da repórter sumiu na escuridão.


            Ofegando ainda de tanta raiva Cho se aproximou da janela quebrada e contemplou a escuridão da noite. Estavam em uma considerável altura e uma queda dali certamente seria fatal. No entanto, não havia nenhum corpo lá embaixo. Em vez disso, iluminado por uma das luzes do estádio, a uma pequena distancia, ela viu um pequeno inseto voando. Tentou erguer a varinha, mas antes que ela estivesse pronta para lançar algum feitiço, o animal sumia na escuridão.


            –Merda!


 


04:13:41


04:13:42


04:13:43


 


            Uma estranha procissão cruzava os compridos corredores e descia as grandes escadas do complexo Bowman Wright. O Esquadrão Alpha se dirigia no momento para o campo do Estádio onde o transporte do St. Mungus chegaria para levar Rony até o hospital. Na frente do grupo vinham Grid e Monique, os dois cochichavam e falavam apressados. Expressões de preocupação em seus rostos. Mais atrás, Ernesto, Justino, Terencio e Carl vinham andando em torno da maca flutuante onde estava deitado o corpo de Rony. Ernesto e Justino que vinham na frente olhavam apreensivos para a conversa entre a líder e o curandeiro. Terencio e Carl estavam mais atrás, um silêncio mórbido e incômodo entre eles. Bem mais atrás, Harry vinha com Hermione. Harry se sentia cansado e angustiado pelo amigo. Hermione não falara nada desde que a estranha trupe saíra da sala.


            Agora que estavam bem próximos do nível térreo, Hermione de repente puxou o braço de Harry, forçando-o a parar.


            –O que f...?


            –Harry – começou Hermione. Ela estava com um olhar distante, como se hesitasse – Eu não irei com vocês até o St. Mungus.


            –O quê? – perguntou Harry – Por quê?


            Hermione esperou um pouco. Quando o cortejo desapareceu virando um corredor, ela se virou para ele puxando um estranho frasco de dentro das vestes.


            Harry olhou para o frasco, continha um estranho líquido, viscoso e verde. A substância era estranhamente familiar para o auror, embora ele não fizesse a menor idéia de aonde tivesse visto antes.


            –O que é isso?


            –Isso... – começou Hermione, como se estivesse tentando dizer da maneira mais fácil – é o que saiu da boca do Rony antes dele apagar.


            –O que?! – falou Harry, sentindo um desconforto na área do estômago – você pegou o vomito dele?? Hermione isso é nojen...


            –É, eu sei que é – falou Hermione, sacudindo o frasco na frente dele – Mas olhe bem, isso não é um vômito comum... a coloração, a textura... isso é de algo que Rony ingeriu!


            –Ok... e... – começou Harry, tentando acompanhar o raciocínio dela.


            –Ah, Harry pelo amor de Deus – falou Hermione, numa típica exasperação adolescente – Até agora lidamos com a idéia de que Rony foi enfeitiçado por algum encantamento. Mas e se o que causou esse estado não foi um feitiço e sim alguma poção? Se for... isto aqui tem a resposta!


            –Então por que você não deu ao Grid? Vamos levar ao St. Mungus... pode ser examinado lá...


            –Porque... – e aí então, Hermione hesitou de vez. Parecia não ter certeza em comentar aquilo que estava pensando.


            –Porque o que?


            –Harry... de acordo com o que você me contou, as coisas tem acontecido de um modo bem estranho por aqui. Matar um Ministro da Magia não é algo que qualquer um pode arquitetar e colocar em prática. Você sabe, assim como eu, que deve ter alguém de dentro envolvido.


            –Sim... e então...


            –Acho que devemos investigar isso aqui em segredo. Se o traidor ficar sabendo, poderá tentar sabotar a investigação.


            –Certo – falou Harry, enfim compreendendo o plano de Hermione – então, você vai investigar o vômito?


            –Eu, exatamente não... – falou Hermione – mas sei quem pode! Eu vou levá-lo imediatamente!


            –Está bem, mas me mande alguma mensagem quando tiver novidades – falou Harry.


            Hermione guardou o frasco nas vestes e, após hesitar um instante, abraçou Harry e pediu:


            –Cuida dele, por favor!


            Harry se enterneceu com aquilo, então falou:


            –Eu vou cuidar. Eu prometo!


            Então eles se separaram e Hermione voltou-se e começou a caminhar rápido pelo corredor dobrando um canto. Harry já estava voltando para alcançar o grupo quando o som de passos correndo chamou sua atenção. Pensando que a amiga esquecera-se de algo, virou-se. Mas não era Hermione e sim Cho Chang. Parecia furiosa e havia um profundo corte em seu rosto.


            –Cho? – perguntou Harry assustado – o que houve??


            E então, enquanto os dois caminhavam rápidos pelos corredores tentando alcançar a procissão, Cho havia-lhe contado dos últimos acontecimentos envolvendo ela e a jornalista Rita Skeeter na Sala da Administração. Aquilo deixou Harry um pouco incomodado, mas tinha motivos maiores para se preocupar no momento. Deixou a caçada à jornalista para mais tarde. Naquela hora, Rony estava no alto de sua lista de prioridades. Enquanto caminhavam, foram contadas as novidades em relação ao ruivo para a auror. Cho ficou assustada.


            –Oh meu Deus! E agora o que irá acontecer?


            –Temos que leva-lo ao St. Mungus – Harry respondeu – e torcer para que os curandeiros encontrem uma solução!


            Quando chegaram até o térreo, os dois dobraram por alguns corredores até entrarem numa sala. Esta era uma sala alta, com vários alicerces aqui e ali. As paredes eram feitas de tijolos dourados e havia bancos de madeira nas laterais. Aquela era uma espécie de sala de reuniões pré-jogo usadas pelas Seleções da Copa Mundial. Uma porta corrediça de madeira estava no outro lado da sala e o som de vozes vinha por trás dela. Harry imaginou que estavam bem próximos do campo agora.


            O Esquadrão Alpha já estava reunido ali, sentados em um banco perto da porta. O corpo de Rony continuava inconsciente na maca ao centro deles. Monique virou-se quando os dois aurores entraram.


            –Potter, finalmente... e encontrou Chang também, ótimo – ela analisou. Harry reparou que era a primeira vez que a equipe toda estava reunida num mesmo local desde a reunião que haviam tido horas antes. – Onde está a sra. Weasley?


            Harry foi pego desprevenido. Hesitou uns instantes, mas falou:


            –Ela... voltou para casa. Eu a aconselhei que fosse melhor para ela...


            Terencio olhou para Harry surpreso, mas não disse nada. Monique revelou uma expressão aliviada.


            –Bom, então é isso. Agora precisamos dividir nossas funções ante as próximas horas novamente – Harry e Cho se aproximaram do grupo, mas não se sentaram. Acho que devemos nos dividir em dois grupos. Um deles, naturalmente terá que acompanhar Weasley até o St. Mungus e acompanhar os acontecimentos. Eu imagino – ela falou, olhando para Harry e Cho. – que já que os dois já estão envolvidos nisso vão optar por essa função.


            –Naturalmente – falou Harry, prontamente. Chang apenas acenou com a cabeça.


            –Alguém mais se habilita a ficar com eles?


            Houve um silencio entre os restantes por um momento, então um deles falou.


            –Eu vou! – Carl Krane, se adiantou. Não estava entendendo muito bem o que acontecera ali e as duas horas que havia passado na profunda ociosidade estavam o deixando louco para entrar em ação. Sem falar que não queria ficar no mesmo grupo que Terencio.


            O grupo olhou para Carl. Monique olhou para ele por uns instantes e por fim disse:


            –Está bem. Então Potter, Chang e Krane irão para o Hospital St. Mungus acompanhar o Weasley. Os outros – voltou seu olhar para Ernesto, Justino e Terencio – retornarão comigo para o Ministério da Magia, continuaremos as investigações de lá.


            –Por que de lá? É aqui que as coisas estão acontecendo, não é? – perguntou Justino.


            –Não... é aqui que as coisas aconteceram até agora – falou Monique olhando para o relógio – no xadrez os peões são sempre as primeiras peças a serem jogadas. Mas para ganhar a partida, temos que capturar o rei.


            Os aurores se entreolharam confusos. Monique explicou.


            –Às cinco horas se dará início a reunião de emergência da Suprema Corte dos Bruxos para elegermos um novo Ministro. Há uma grande possibilidade de que, quem esteja por trás de todos esses acontecimentos seja alguém de dentro, com reais chances de assumir o poder. Alguém que só teria a se beneficiar com o assassinato de Kingsley.


            Um silêncio triste pesou sobre o grupo. Já haviam existido histórias de corrupção no coração do Ministério antes, mas isso fazia parte da história antiga. Os tempos tinham sido outros de lá para cá. Agora, eles teriam que lidar com um fantasma renascido.


            –E como saberemos qual deles, é? – perguntou Ernesto.


            –Eu estarei lá – falou Monique – eu faço parte da Suprema Corte, participarei ativamente da votação e poderei analisar e dizer quem realmente pode se beneficiar da morte do ministro. Quem realmente lamenta ou não. E então, no fim da reunião, nós poderemos investig...


            Um estrondoso ruído vibrou pelas suas cabeças, estremecendo o teto e se fortificando ainda mais. Harry reconhecia aquele som, embora fizesse muitos anos que não o ouvia e achava estranho ouvi-lo justamente ali. O som estava cada vez mais alto do lado de fora da sala quando o curandeiro Walden Grid abriu a porta corrediça e meteu a cabeça em seu interior:


            –O transporte do St. Mungus acabou de chegar! – e dizendo isso, sumiu por onde havia entrado. Harry, que não havia dado pela ausência do curandeiro até aquele momento, foi atrás dele pela porta e, no mesmo momento estacou, espantado com o que via.


            Harry, e logo todo o Esquadrão Alpha que parara ao lado dele estavam olhando para o Dillys I. O magnífico helicóptero de emergência do Hospital St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos. O helicóptero em questão gastara quatro anos da vida do empresário Jorge Weasley e havia sido idéia de seu pai, Arthur, que certa feita pode testemunhar a utilidade que os trouxas faziam desse meio de transporte em casos críticos como incêndios. A Empresa Gemialidades Weasley Ltda. fez a proposta ao hospital, mostrando como um transporte semelhante, com certos atributos mágicos seria útil na locomoção de pessoas gravemente feridas. O hospital aceitou, e quatro anos depois uma chuva de galeões encheu o cofre dos Weasley e fez da Gemialidades a maior empresa de criação de artefatos mágicos da Europa.


            É claro que o helicóptero tinha suas peculiaridades. Levemente maior que um helicóptero comum, ele era todo branco e possuía uma cruz verde nas laterais. Era invisível e inaudível aos trouxas e voava a uma velocidade superior a de qualquer helicóptero conhecido.


            O Dillys I agora pousava lentamente no meio do campo, com seus rotores girando velozmente. Muitos bruxos da platéia, que estavam ainda no campo, afastavam-se abrindo espaço para o grande monstro pousar. Olhavam estupefatos para ele. Muitos, como Harry, viam-no pela primeira vez em ação.


            O helicóptero parou a alguns centímetros acima das poltronas vermelhas esperando pelos aurores.


            –Então é isso. Potter... – chamou Monique – você, Chang e Krane vão com Grid no helicóptero e levem Rony até o St. Mungus. Avisem assim que tiverem notícias.


            –Sim, senhora – Harry respondeu.


            –Boa sorte – respondeu a auror. – Espero nos vermos em breve.


            Então Harry, Cho e Carl correram até o helicóptero levando a maca de Rony com as varinhas. Quando chegaram por baixo dos rotores a grande porta onde estava pintada a cruz verde se abriu e o piloto apareceu para ajudá-los a içar o corpo do auror desfalecido. Quando conseguiram colocar o corpo de Rony na cabine do helicóptero ele ergueu a mão para ajudar Cho a subir. Depois Carl e Harry. Grid fora o último a entrar no helicóptero.


            –Quanto tempo leva para chegarmos até Londres? – perguntou Harry ao piloto que fechava a porta com ajuda do curandeiro.


            –Cerca de quinze minutos – disse o homem. E voltando a cabine começou a pilotar para a cima o helicóptero. Harry viu pelas janelas, as arquibancadas de ambos os lados descerem depressa e por fim, o paredão do estádio desaparecia revelando a floresta que se misturava a escuridão da noite. Virando o helicóptero em uma direção, eles partiram o mais rápido possível em direção a Londres!


 


04:31:01


04:31:02


04:31:03


 


            Em um beco escuro de Londres, Hermione aparatou. A escuridão do ambiente impedia de alguém ver que ela estava pálida e suas mãos tremiam assustadas ainda com os acontecimentos que presenciaram nos últimos momentos. Hesitando um segundo para tomar coragem, começou a andar. Estava seguindo sozinha uma pista que poderia ajudar Rony. Infelizmente, dado os últimos acontecimentos não podia dar ao luxo de que alguém mais envolvido diretamente com o Ministério soubesse disso, além dela e de Harry. Quando estava saindo do beco, se ocultou um pouco nas sombras para que um grupo de punks que passavam na rua mais iluminada a frente, não a visse. Quando a pequena gang passou, ela saiu para a rua iluminada.


            Embora fosse madrugada alta em Londres, ainda se podia ver um pequeno movimento nas ruas. Era madrugada de sábado para domingo e, por isso, centenas de pubs e boates em toda a cidade estavam abertas. Entre o silencio habitual das quatro da manhã, Hermione podia ouvir aqui e ali o som de alguma casa noturna. Segurando com firmeza a varinha por dentro do bolso, ela começou a andar firmemente até o seu objetivo.


            Por sorte, Hermione conseguiu chegar até onde queria sem nenhum problema. Atravessando uma avenida e entrando em uma alameda, ela pode visualizar o seu destino. Olhando para os dois lados para se certificar de que ninguém a havia seguido, ela entrou no estabelecimento.


            O Caldeirão Furado ficava aberto 24 Horas por dia. Embora já fosse muito tarde, havia um pequeno grupo de bruxos mal encarados num canto discutindo sobre as chances dos Tornados de Tutchill vencerem a Liga de Quadribol daquele ano. Atravessando as mesas vazias, Hermione se encaminhou até o balcão onde o novo proprietário da loja limpava o tampo com uma flanela. Ao erguer os olhos para Hermione, seu rosto se abriu num sorriso jovial e ao mesmo tempo curioso.


            –Ei, Hermione!!! Madrugou hoje, hein?!


            –Oi, Neville... tecnicamente eu nem dormi...


            Algo na expressão e na voz dela desmanchou o sorriso de Neville Longbottom. O amigo viu que algo não estava correto.


            –Esta tudo bem? – perguntou o amigo, embora já soubesse que não estava.


            Hermione olhou um instante para o grupo de bruxos afastados e então olhou de volta para ele.


            –Posso falar a sós com você?


            –O que houve?


            –Preciso da sua ajuda, – ela olhou em volta novamente – num problema.


            –Um problema secreto? – perguntou Neville, notando a hesitação de Hermione.


            –Muito secreto – concordou Hermione – eu poderia ir presa por te contar.


            Neville assobiou baixinho, e então virou-se e gritou para dentro:


            –Remy!!!


            Da porta que levava as cozinhas surgiu um garoto ruivo e muito magro, com algumas espinhas no rosto. Devia ter entre 19 e 20 anos.


            –Remy... cuide dos fregueses pra mim por um momentinho? – perguntou Neville. Quando o serviçal concordou, Neville se voltou para Hermione.


            –Venha!


            Neville se virou por um corredor, passando pelas escadas que levavam aos andares superiores. Hermione o acompanhou de perto. Ela e Neville eram amigos de muita longa data, desde os tempos de Hogwarts e, embora na época o bruxo fosse o pior da turma em Poções, a partir do momento em que ele havia se visto livre do temível professor Snape, descobrira que tinha um talento considerável para aquela arte. É claro que seu conhecimento em herbologia tinha a supremacia, mas de certa forma isto o ajudava ainda mais. Afinal herbologia e poções são matérias que se complementam.


            Quando entraram em uma sala separada, Neville acendeu as velas com a varinha e fechou a porta. Hermione olhou para a pequena sala aconchegante. Havia dois sofás e uma pequena mesa de centro perto de uma lareira. E a um canto, um estranho cacto de coloração marrom-amarelada se erguia de um vaso.


            –Bom... sente-se, Hermione – falou Neville indicando uma poltrona e sentando-se na outra. – Bem, o que aconteceu?


            Hermione olhou para o amigo e sentiu um pingo de arrependimento por ter mentido. Contar-lhe certamente não seria o suficiente para envia-la a Azkaban, mas ocultar certos fatos de uma investigação era um crime. Um inquérito administrativo poderia ser aberto... ela poderia perder sua função...


            –Você tem idéia do que é isto? – falou Hermione, puxando o frasquinho de dentro das vestes e entregando a Neville. O estalajadeiro pegou-o e colocou contra luz para olhar de perto.


            –Não sei... não tenho certeza – falou Neville – Acho que não lembro de algo parecido antes... o que é?


            –Vômito.


            Hermione falara sem pensar. Neville olhou para ela censurando-o.


            –Hermione, você já passou da idade de fazer pegadinhas...


            –Não! – disse Hermione, tentando concertar – eu estou falando sério... esse é vômito de uma pessoa que estava com o estado normal fisicamente alterado... eu acho que ele pode ter bebido uma poção que lhe tenha enfeitiçado. Eu gostaria de saber qual é essa mistura...


            –Você sabe que isso é impossível, não sabe? – falou Neville – uma vez misturada com o organismo é impossível dizer ao certo qual a poção que está aqui... o máximo que se pode fazer é separar as substancias que compõem essa mistura uma a uma... e mesmo assim eu não conseguiria dizer o que foi ingerido como parte da poção ou não.


            –É eu sei – disse Hermione – outro motivo pelo qual eu procurei você. Você ainda tem aquele Decompositor Alquímico de Substancias Golpallot?


            –É claro – respondeu Neville – Está lá na cozinha...


            –Você poderia me emprestar? – pediu Hermione, tentando forçar uma calma que não possuía. Neville olhou-a, conhecia a amiga muito bem.


            –Isto é muito importante, não é?


            –Digamos que é uma questão de segurança nacional.


            Aquela frase dissipou qualquer hesitação de Neville. Se erguendo disse:


            –Eu vou buscar o decompositor.


 


04:42:04


04:42:05


04:42:06


 


            O Dillys I já sobrevoava o perímetro de Londres quando Harry e Cho terminavam de contar a Carl Krane tudo o que havia acontecido durante o tempo em que ficara preso naquela sala de interrogatório. Assustado, o auror olhava para o corpo de Rony desacordado lutando para acreditar na veracidade dos fatos. Aquilo parecia um pesadelo insano.


            –O que está acontecendo, Harry? Quem está nos atacando dessa maneira? Que força é essa que está fazendo a gente se matar uns aos outros?


            –É isso que estamos tentando descobrir, Krane – Cho respondeu no lugar de Harry – precisamos saber o que aconteceu com Rony urgentemente!


            Dessa vez os três aurores olharam para o corpo do colega desacordado diante deles. Grid passava pelo corpo dele o estranho objeto que se assemelhava a uma antena e que usara no corpo do falecido ministro horas antes. Quando terminou, guardou o objeto com uma expressão estranha no rosto. Parecia evitar olhar para os três.


            –E então, doutor? – Harry perguntou, sob o som dos rotores acima dele.


            –Eu lamento – falou o curandeiro – parece que a mente dele entrou em estado de coma. Mas... de que maneira eu não sei dizer.


            Aquela notícia foi como uma ducha de água fria seguida de um soco de Harry. Cho expressou com palavras toda a sua consternação.


            –Coma? Como é que alguém pode entrar em coma assim?


            –É uma das perguntas que tem que ser respondidas, Srta. Chang. – respondeu o curandeiro tristemente.


            Harry olhou para o rosto do amigo. Não havia sinal de raiva ou rancor em seu rosto agora. Quem olhasse poderia dizer que Rony Weasley apenas estava tirando um cochilo.


            Naquele momento, o piloto se voltou para eles:


            –Já estou vendo o Hospital St. Mungus.


            Os quatro na cabine passageira se levantaram e olharam pela janela. O enorme prédio de lojas e escritórios abandonado dos trouxas transformou-se diante deles na visão de um magnífico prédio todo branco de aparência futurista. Dirigindo-se até o terraço do hospital onde havia ali um heliporto, o piloto começou a descida.


            Quando faltavam alguns metros para tocar no chão, uma equipe de cinco ou seis curandeiros apareceu por uma porta e começaram a se aproximar lentamente do veículo. Eles, supôs Harry, certamente haviam sido avisados de antemão pelo Patrono de Grid.


            Quando o helicóptero pousou e as portas se abriram, a equipe no chão ajudou a descer o corpo de Rony na maca encantada até a alguns centímetros do chão onde ela ficou planando calmamente. Os aurores e o curandeiro pularam do helicóptero enquanto os rotores deste iam girando cada vez mais lentamente. Juntos e sempre com o corpo de Rony flutuando no meio deles, eles começaram a se encaminhas para a porta por onde a equipe havia acabado de sair e que, Harry constatou quando entrou nela, era uma espécie de cabine de elevador bem grande que cabiam várias pessoas.


            Antes que as portas se fechassem por completo e o elevador começasse a descer, a agitação em volta do corpo começou. A equipe de medibruxos, cada um com um instrumento diferente na mão começou a analisar e a conectar em Rony. Harry ficou olhando, se sentindo estranhamente impotente quando viu uma bruxa de cabelos encaracolados colando uma pulseira com uma espécie de ampulheta que começou a girar loucamente no pulso dele enquanto outro bruxo louro tirava um pouco de sangue do ruivo e guardava numa ampola. Um outro bruxo conectava o auror a uma bolsa de soro.


            –Pressão 4 por 6, e caindo – disse a bruxa de cabelos encaracolados.


            –Precisamos de mais soro aqui – falou um bruxo que usava um estranho monóculo – ele está desidratando.


            Outro bruxo analisava a língua de Rony.


            –O suco gástrico dele está em completa desordem lá dentro. Parece que os seus órgãos internos estão lutando entre si!


            –Sim... sua mente entrou em um estado de coma – começou a falar Grid – como se para impedir que sua mente tomasse uma decisão consciente.


            Nesse momento o elevador parou em um andar as portas se abriram.


            Empurrando a maca de Rony, os medibruxos continuaram acompanhando Rony por um estranho saguão com um balcão e várias cadeiras. Harry que havia passado os últimos minutos na semi-escuridão do helicóptero levou algum tempo para acostumar os olhos ao mar de branco dos corredores do hospital.


            A equipe foi levando o corpo de Rony até duas portas que se abriram e fecharam automaticamente. Harry fez menção de acompanha-los, mas Grid se interpôs.


            –Lamento muitíssimo, Potter – falou Grid. – Mas a área para visitantes termina aqui. Daquela porta em diante, apenas pessoas do Hospital podem passar... me desculpe, normas da casa...


            Harry hesitou, por fim falou:


            –Claro... eu compreendo... Para onde estão levando agora?


            –Para a Sala de Exames de Urgência – respondeu o curandeiro – ele será examinado para tudo o que conhecemos e temos ciência. Quando terminarmos os exames, levaremos ele para um quarto, e então poderão ficar com ele. Enquanto isso eu sugiro que você... vocês – falou se dirigindo aos três – sentem-se e esperem...


            E com isso, Grid se virou para as portas de vem-e-vai e seguiu a equipe que já se distanciava. Harry olhando para Cho e Carl, se sentou em uma das fileiras de bancos de espera que havia ao longo do corredor. Querendo por tudo no mundo não pensar no pior.


            Carl vendo que como estava o amigo, tentou puxar conversa.


            –Você acha que Monique está com a razão, Harry? Também acha que a verdade por trás disso tudo se encontra no coração do Ministério?


            Harry não soube o que responder. Não queria que fosse verdade, no entanto seu instinto de auror sabia que havia um fundo de lógica ali. Havia uma força única ali que estava mexendo com os fatos por dentro, não por fora.


 


04:51:19


04:51:20


04:51:21


 


            As grandes portas do Sétimo Velho Tribunal se abriram com um forte rangido quando Monique entrou por elas. A sala que se assemelhava muito com uma enorme masmorra ecoava com vozes exaltadas e murmúrios. Os bruxos ali reunidos e já sentados nas fileiras de bancos em torno do aposento conversavam e cochichavam uns com os outros. Alguns com uma tristeza sincera em seus semblantes. Outros assustados por terem sido tirados da cama tão bruscamente. Alguns ainda cochichavam em tom de conspiração, tentando descaradamente conquistar votos para si. Não apresentando nem o menor sinal de respeito pela recente perda que haviam sido vitimas. Monique olhava para esses com desprezo.


            Quando se encaminhou para a metade da sala viu que bem no centro do aposento se encontrava uma enorme taça de cristal transparente fechada com um tampo de madeira. Era na taça que seria depositada os votos dos membros da Corte. Ao lado da taça uma cabeça ruiva tristemente familiar estava sentada. Percy Weasley, munido de pena e pergaminho conversava com uma das bruxas.


            Apenas uma pessoa que não fizesse parte da Suprema Corte poderia assistir a votação. O Apurador. O Apurador deveria fazer a contagem dos votos e publicar a decisão da maioria. Não sendo o Apurador membro da Suprema Corte, era inelegível, e assim garantia-se uma apuração neutra e correta.


            Por uma triste ironia do destino, o escolhido para eleger um novo Ministro aquela noite era irmão daquele que havia matado o Ministro anterior.


            Monique estava olhando para Percy distraída quando uma voz, vinda de cima se sobrepôs a de todos os outros.


            –Monique, estávamos apenas esperando a sua chegada – disse Cornélio Fudge, com um afável sorriso nos lábios – É claro que, com os tristes acontecimentos você deve ter andado muito ocupada.


            Todos na sala silenciaram-se no mesmo instante e viraram-se para Monique. A auror-chefe hesitou, não gostava de Cornélio Fudge e sabia que ele era um velho falso e cínico. No entanto, ele possuía carisma o suficiente para ter se tornado o Presidente da Suprema Corte.


            –Sim... – falou Monique, olhando diretamente para Fudge – Infelizmente, os últimos acontecimentos me mantiveram bastante ocupada...


            –Uma terrível perda para o mundo bruxo – falou Fudge com uma voz afetada. Monique não saberia dizer ao certo quantos bruxos ali poderiam ter notado a falsidade por trás daquela sentença, mas certamente foram a minoria. “Bando de velhos gagás” pensou Monique com raiva.


            –La Roche – chamou uma voz a sua esquerda. Era Amos Diggory, um dos poucos membros da Suprema Corte que não era partidário de Fudge. – por favor, nós que fomos colegas e amigos do Ministro Shacklebolt, precisamos saber a quantas anda a investigação?


            Monique hesitou ao mesmo tempo em que toda a sala parecia congelar no mesmo compasso. Ela pode sentir o olhar de Percy nela, a angustia por trás dos óculos. Assim como havia feito com os Ministros anteriores, o Weasley havia trabalhado diretamente com Shacklebolt e naqueles anos aprendera a o admirar e a respeitar mais do que qualquer outro com que já tivesse trabalhado. Não era mistério de ninguém que Percy sonhava um dia em assumir a cadeira de Ministro. Portanto, havia se tornado um discípulo ferrenho do líder populista.


            –O assassino... – começou Monique, falando para a platéia que estava mergulhada em cada palavra dela – foi extremamente hábil em sua tarefa. Ele não deixou nenhuma pista concreta ainda... – ela olhou para cada rosto, examinando suas feições àquela mentira – mas nós não tardaremos a acha-la.


            –Certamente que não – respondeu Fudge – Com uma expressão triste no rosto. E este é mais um dos motivos para começarmos logo esta cerimônia. Para podermos terminar aqui e possibilitar a busca o mais rápido possível deste terrível assassino.


            Os homens cochicharam em comum acordo com Fudge. O presidente se dirigiu a Monique.


            –Se você puder se dirigir ao seu lugar, Monique... acho então que poderemos começar.


            Monique La Roche dirigiu a um dos bancos de pedra na terceira fileira, ao lado de um velhíssimo bruxo de cabelos e barbas brancas e desgrenhadas que caíam sobre seu colo. Seu nome era Marcus Aurelius Kizer e, como Monique, não era admirador de Fudge.


            –Olá Marcus – falou Monique sentando-se ao seu lado – Como ele está hoje?


            –Repugnante – respondeu o velho – abusando daquela carinha de tristeza fajuta. Velho falso... como se realmente lamentasse... ele só tem a ganhar com a morte de Shacklebolt...


            O inocente comentário de Marcus deu origem a um efeito dominó na cabeça de Monique.


            –Como disse?


            –Oras, Monique... e você por acaso tem dúvida de quem será eleito Ministro Interino esta noite? Ele domina no mínimo as cabeças de quatro quintos da casa.


            Monique La Roche olhou diretamente para Cornélio Fudge que neste momento acabara de se levantar. Uma nova idéia surgiu em sua cabeça. Uma hipótese que ela começou a se perguntar por que não havia pensado antes.


            Fudge começou a ditar em voz alta.


            –Declaro aberta a Reunião Emergencial da Suprema Corte dos Bruxos nº 719, com o objetivo de eleger um novo Ministro da Magia.


            Percy escrevia no pergaminho abaixo dele, tomando o cuidado de não encarar o ex-patrão.


            –Que se inicie a votação!


 


04:59:58


04:59:59


05:00:00


 


 


 


 


 


 

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Comentários: 1

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Enviado por MarianaBortoletti em 22/12/2011

Dá um prazer ler essa fic. Eu sou super fã de literatura policial e tu consegue traduzir todos os aspectos nessa história. Ah, Neville entrou na dança tmb *-* Não sei se é essa a intenção, mas eu estou desonfiando de todo mundo... Fudge me parece óbvio demais, falando nisso, mas acho que ele ganha a votação. Talvez ele esteja envolvido, mas seja apenas mais um peão nesse jogo de xadrez.

Nota: 5

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