"Preocupe-se com o luxo e as necessidades cuidarão delas próprias." (Dorothy Parker).
Gina sorria. Era tudo lindo, tudo perfeito, épico e acima de tudo, novo. Parecia até mentira; e a vida dela era cheia delas.
-Sinceramente, acho que nunca vou conseguir dizer tudo- disse tímido enquanto o garçom enchia sua taça com o melhor champanhe- É tudo novo pra mim, e depois da sua volta eu achei que fosse a hora certa de falar.
-Falar o que Córm? –ela perguntou num tom suave, nem um pouco intimidador. –Assim você me assusta.
-É que eu gosto de você. -ela sorriu amigavelmente como se ele estivesse dizendo somente por dizer, simplesmente por que ele era educado e simpático. Mas tinha uma cumplicidade, uma doçura. –Eu gosto pra valer, muito mesmo. Eu... Te amo, Gina. E queria que pudéssemos andar de mãos dadas , e se beijar em publico, e... Namorar. –ele soltou tudo de uma vez, em seguida respirou fundo, extremamente envergonhado e vermelho. Tinha dito o que queria, agora a única coisa importante seria a reação dela.
-É... Isso seria bom –disse á respeito do que ele lhe propusera timidamente.- Seria bom –ela repetiu- e você é um fofo. –sobre a mesa estava a mão dela, e ele a puxou, segurando firmemente os dedos finos e delicados; ela era tão linda, e ele com aquela cara de apaixonado... Era surreal.
-Vamos dançar? –ela assentiu e levantou-se, em seguida ele. De mãos dadas foram caminhando uns três passos. Gina colocara os braços em volta do pescoço dele, e sentiu as mãos de Córmaco em sua cintura. –Eu te amo- Ele sussurrou.
Ela abriu a boca e só oque saíram foram sopros de ar, vazios e incompletos. E havia naqueles olhos uma esperança, Gina sorriu, tinha cometido um erro.
-Eu... Amo você–disse sinceramente, só se esquecera de explicar o tipo de amor.
Ele beijava-lhe o rosto, lábios quentes e secos. Gina sorriu quando sentiu os lábios dele bem próximos aos seus. Mantendo a seriedade, a beijou. Foi suave e romântico.
********************************************************** Era sábado, o ultimo antes de tudo voltar ao normal. Era sábado, dia da festa de Jean Granger, onde todos os jovens - os jovens do Upper West Side – se reuniam. Sem regras, muito menos sanidade. Sexo, drogas e rock’roll. Nesse caso sexo, champanhe e para eles o luxo, em cada detalhe.
A festa seria no Iate dos pais de Hermione, com poucos privilegiados, mas depois de um “desentendimento” a festa aconteceria numa das casas noturnas dos pais da garota. Os convidados eram escolhidos minunciosamente, não era uma festa qualquer. Era a festa, a típica baiser plus; já era tradição, para alguns poucos, é claro.
-Você vai á festa da Granger? –perguntava Neville timidamente.
-Vou, ãh, com meu namorado. –dizia ela. Não queria simplesmente dar um “fora” nele, afinal, Neville era realmente lindo, mas ela sentia-se bem, tinha orgulho daquelas duas palavras.
-Acho então que eu devo convidar outra pessoa. –ele abaixava a cabeça e se virava, enquanto Gina saia ansiosa pelos corredores. Finalmente ela e Córmaco se veriam, finalmente depois de dois meses sem contato.
-E ele já chegou?- perguntava Lilá insistentemente.
-Não, nos encontraremos mais tarde. E você deveria saber, é irmã dele!
-É que eu prefiro pensar que ele é o namorado da minha melhor amiga, e não que minha melhor amiga dorme com meu irmão. É mais agradável assim. –dizia ela rindo.
-Eu não durmo com seu irmão. Na verdade nós nem nos vimos depois de oficializar o relacionamento.
-Isso é tão culto “oficializar o relacionamento” –dizia tentando imitar a voz de Gina- e por falar nisso, quais são suas expectativas para hoje à noite?
-Não me pressiona Lilá, o Córmaco é diferente, e não estamos tão íntimos assim. Acho que não é o que ele tem em mente. -Gina não queria nada além de um namoro seguro e estável em sua vida conturbada.
As horas foram passando, desta vez, Gina e Lilá ajudaram com os preparativos. A primeira com os convites enquanto Lavender preparava uma festa “pós-festa” para alguns convidados mais íntimos, em um dos apartamentos. E foi quando o relógio marcava exatamente oito horas que Ginevra chegou, e depois de algumas fotos para os fotógrafos que impediam sua entrada na boate, ela finalmente conseguiu.
Ambiente agradável, a musica era alta e os membros da alta sociedade Nova Iorquina se divertiam. Havia alguns casais que Gina jurava ter visto entrar em duas salas no segundo andar do prédio, alguns outros bebiam desnorteadamente no bar, outros apenas dançavam.
Sua primeira parada seria definitivamente no bar, um deles, o que ficava mais afastado, um pouco mais calmo, e os barmen’s eram realmente mais bonitos, como Hermione prometera, eles usavam poucas roupas e serviam as melhores bebidas.
-E a senhorita vai querer alguma coisa?
-Não costumo beber de estomago vazio, mas vou abrir uma pequena exceção. Me dê o melhor drink, grande, forte, gelado e muito bem feito. Est-ce clair??
E ele logo lhe entregou a taça.
-Je vous remercie.
Levantou-se, mas pouco antes de virar, algo bloqueou sua saída, uma pessoa que parara logo atrás, com o corpo bem colado ao dela.
-Está se divertindo? –Gina ouviu uma voz familiar. Córmaco tirou o cabelo que lhe caia sobre os ombros e beijou suavemente seu pescoço, subindo até o rosto. E quando seus lábios estavam bem próximos ao ouvido dela, ele sussurrou. –Eu senti sua falta.
Suas mãos a envolveram e seus corpos se encaixaram. As costas dela estavam encostadas no peito dele e sua cabeça caiu sobre o pescoço dele.
-Também senti sua falta. -Sentiu as mãos dele sobre a sua, em sua barriga.- Como foi em Paris?
-Bom, meu pai queria me ocupar com os assuntos da empresa mas eu só queria acabar as fotos logo e voltar pra você. Mal tivemos tempo pra nós dois... -O corpo de Gina estremeceu. O que acontecera com o Córmaco tímido? Talvez ele esteja escondido por trás do efeito de alguns bons drinks. –O que acha de irmos á um lugar mais reservado e... Calmo?
-Eu acho que não é uma boa ideia. –respondeu firmemente. –Vamos simplesmente aproveitar a festa como faríamos se estivéssemos sóbrios, ok? Eu não quero fazer besteira.
-Ah, qual é, Gina?! Há dois meses você estava envolvida em milhares de escândalos.
-Mentiras.
-Mas eu achei que você confiasse em mim.
-E eu confio. Por isso não vou fazer nada que eu possa me arrepender depois. –ela fez uma breve pausa - E eu achei que você me amasse.
-E amo.
-E alguém –disse referindo-se exatamente a ele- um dia me disse que o amor é paciente. Então você poderia esperar mais um pouco pra isso. Eu acho que isso não vai ser um problema, Córmaco.
Ela se virou de frente pra ele, com as mãos sobre o abdômen definido, abaixou lentamente a cabeça e ele levou suas mãos até as nádegas dela. Sim, ela tinha dito Córmaco. Nada de Córm, ou amor.
-Então eu vou ter que esperar muito?
Ela não respondeu, apenas olhou-o desapontada.
-Eu vou dançar. –Saiu, cabeça erguida, sem descer do salto. E ao chegar ao centro da pista de dança, exatamente quando In the dark começava a tocar, foi puxada bruscamente por Lilá. –O que foi?
-O que foi... –ela parecia pensar numa resposta. –Você viu o Ronald por aí?
-Não.
-Eu sabia que não devia ter vindo com aquele cara. Ele sumiu Gina, e não está em lugar algum. Até no banheiro masculino eu entrei para procurá-lo.
-Por que não procura lá em cima, há algumas salas e mais um bar. Talvez... –antes que pudesse terminar a frase, a nuvem Lavender se evaporou, aparecendo depois na escada, correndo enraivecida. Mesmo com um autentico Dior, não era elegante sair correndo escada à cima, muito menos com aquele comprimento - era um dos vestidos mais curtos que Lilá já tivera coragem de usar.
********************************************************** Lilá passou por um corredor estreito e pouco iluminado. Ouvia vozes ecoarem, e foi andando até o som parecer mais alto e claro. “Ah, sim, você é muito gostosa” “claro que pode querida, por falar nisso, acho que deveria ligar pro seu namorado e avisar que vai estar ocupada a noite toda, comigo!”.
Ela abriu a porta de uma vez, e seu coração acelerou. É verdade, nem na alta sociedade as pessoas são 100% corretas. Na verdade, na alta sociedade muito menos. A imagem não era das mais agradáveis, não para uma garota que acaba de ver seu suposto namorado somente de cueca, uma cueca Armani que o deixava delicioso, se atracando com uma garota nua na mesa do escritório do pai de sua melhor amiga. Não, definitivamente não é agradável.
-Sabe o que você é Ronald? Um cafajeste, e você, sua piranha... Como se atreve a fazer isso comigo? –ela parou de falar, seu dedo indicador estava esticado, apontando para Rony –você vai me pagar muito caro por isso, muito caro!
Lilá rapidamente fechou a porta. Encostada na parede parecia despencar, sentou-se no chão, não importava mais. Nada importava mais. E algumas lágrimas silenciosas escorreram de seus olhos azuis, lagrimas que queimavam seus olhos. Lagrimas de dor.
********************************************************* Gina estava sentada, suas pernas já doíam, Hermione veio sentar-se logo em seguida. Com a expressão preocupara.
-O que aconteceu desta vez, Mione?
-Nada.
-Fala logo. –disse rispidamente.
-É que eu dei a chave do escritório pro Rony, pra ele e Lilá... Ah, o que interessa é que eu vi Lilá agora a pouco, e não vejo Ronald há no mínimo uma hora.
-E o que nós devemos fazer?
-O que você acha?
-É melhor... Eu não acho uma boa ideia irmos procurá-lo, podemos acabar descobrindo coisas ruins, e assim teremos de esconder da Lilá, e vamos acabar falando na hora errada. É melhor deixar isso, e se ela descobrir algo, vem falar conosco.
A noite estava boa, e já eram duas horas quando os convidados começaram a sair. Permaneceram umas vinte pessoas apenas.
-Acho melhor procurarmos Lilá agora. –sugeriu Hermione.
Ela e Gina subiram as escadas, passando em frente ao corredor, viram a amiga caída no chão, de inicio pensaram que estava desmaiada, mas depois viram que estava somente muito abatida. Tremula e pálida, gelada e chorosa.
-Está tudo bem? –perguntou Mione enquanto ajudava a amiga a se levantar.
-Claro. Por que não estaria, já que Rony ia fazer sexo com outra garota aqui!
-Ah meu deus, é serio Lilá?
-Não –sempre irônica- eu estou mentindo. Eles estavam nus jogando dominó.
-Vamos sair daqui, eu acho melhor irmos todas para minha casa, meu pai felizmente renovou o estoque de Vodca, então nós três sobreviveremos. E amanhã vamos dar uma passada no atelier e pegar os vestidos que sua mãe ficou de entregar, iremos á festa de Penélope Clearwater e vamos encontrar uns caras legais. Tudo bem pra vocês? –Gina sorria enquanto falava. Tentando aliviar a preocupação de Mione e a dor de Lilá.
-Tirando o fato de seu estado civil ainda ser infelizmente comprometida com o idiota Mclaggen o seu planejamento é realmente muito bom.
Hermione e Gina puxaram a amiga até a portaria, felizmente a limusine estava parada em frente á boate. Então as três não hesitaram em entrar, e em poucos minutos estavam na casa de Gina.
********************************************************** Gina tinha acabado de sair do chuveiro enquanto Lilá vasculhava uma de suas gavetas.
-O que você está procurando? – perguntou enquanto secava o cabelo.
-Eu estava procurando aquela gaveta com fundo falso mas nessa aqui eu só achei camisinha, camisinha e... Olha só: uma cueca! Acho que recebeu umas visitinhas enquanto meu irmão estava fora.
-Agora ele é seu irmão?!
-Vocês já terminaram?
-Ainda não.
-Então eu ainda sou filha única.
Elas riram, não tinha sido a melhor noite, na verdade a festa poderia ter sido muito melhor se as mulheres mais cobiçadas da noite estivessem solteiras, ou não presassem tanto a virgindade, ou encontrassem homens diferentes do que elas estavam acostumadas.
-Agora falando sério, Lilá. Você vai ficar bem?
-Claro, Mione, eu estou com vocês. Só prometam que na próxima vez que eu ver aquele cafajeste, vocês não vão me impedir de...
-Você não vai fazer nada. Por que já deve ter percebido que ele não vale a pena, como eu te falei no inicio. –Hermione era sempre sensata. Tinha uma personalidade forte, estilo questionável e um apetite insaciável por bebidas e atenção. Mas continuava solteira e virgem por escolha totalmente própria, era meio estranho, uma pessoa tão problemática, prezar tato valores impostos pela sociedade, além disso, ela tinha os pais mais liberais, ausentes e despreocupados que alguém poderia ter.
-Gente isso está muito serio. – Gina riu em seguida- Lilá, o que acha de irmos buscar alguma coisa pra gente beber?
Lilá se levantou. Saíram do quarto, mas antes de chegarem à escada Gina a puxou para o escritório do pai. Sentou-se na cadeira mais próxima.
-Ele fez novamente.
-O que? –perguntou Lilá. –Quem?
-O Córm, fez de novo. Continua me pressionando.
-E...
-Eu não sei o que fazer, por que eu tinha prometido pra ele, e eu não cumpri a promessa. Varias e varias vezes.
-Acho que ele não vai gostar de saber da sua obscuridade.
-E eu não quero terminar com ele, não agora que ele finalmente voltou.
-Então conversa com ele!
-Não.
-Então termina.
Gina olhou confusa. Não queria terminar, nem contar a verdade, não queria.
-Vamos buscar as bebidas.
Elas saíram do quarto, e antes que chegassem ao deposito, Lilá cochichou.
- O Córmaco é diferente, e não estamos tão íntimos assim. Acho que não é o que ele tem em mente – disse com uma voz aguda e irritante.
Voltaram com duas garrafas de Vodca.
-Lilá agora você vai beber. –Gina entregou-lhe um copo, fazendo careta. Lilá, ao contrario de Hermione, não era virgem desde os quinze, sempre voltava o namoro com Ronald Weasley apesar de sua extensa lista de traições, não era filha única, mas ela e o irmão eram extremamente mimados. Tinha uma tatuagem que ninguém além de Gina sabia, era uma das piores alunas e não era do tipo que bebia.
Ouviram-se passos atravessando toda a extensão da casa, subindo as escadas. Até que se aproximou as porta e a abriu. Era Molly, com seu típico peep toe vermelho e o longo vestido branco. O cabelo jogado para o lado direito com leves ondulações. Ela tinha mudado a cor para um tom escuro de castanho.
-Olá meninas. –disse, e depois de um breve aceno se sentou na ponta da cama de Gina.
-Oi Claire. –sussurrou Gina. - Onde você estava?
-Pergunta errada. Para onde eu vou?! Para Miami com seu pai. Estaremos de volta na quinta feira, vim me despedir.
-Está bem. Então terei a casa toda só pra mim.
Molly riu.
-Desde que não traga muitos garotos para dormir aqui, acho que não será necessário nenhum tipo de “babá”.
-Garanto que não haverão muitos garotos aqui. –disse Hermione.
-Então eu já vou. Beijinhos, e, por favor, não mexam no vestido que está sobre minha cama. Ok?
Ela saiu elegante e imponente, do quarto. Como se não visse Gina e Lilá quase totalmente bêbadas e Hermione mal conseguindo ficar em pé.
********************************************************** Gina se levantara, não havia ninguém. A casa completamente vazia, Lilá e Hermione deveriam ter saído cedo. Ela colocou um robe sobre o pijama de seda e saiu do quarto, descendo vagarosamente as escadas. Não havia ninguém em casa.
Despiu-se rapidamente logo que voltou ao quarto, precisava de um banho. Estava na banheira, nãos e preocupava com nada, mergulhara lentamente a cabeça na agua, mas assim que se levantou, ouviu passos que vinham do andar de baixo, e logo alguém entrara em seu quarto.
-Quem está aí? –disse um tanto assustada.
-Eu - Córmaco surgiu na porta do banheiro, com uma camisa social Armani azul, uma calça. Nem parecia ele mesmo. –Te avisei que vinha, deixei uma mensagem.
Ela sorriu.
-Eu devia ter visto. – ela colocou a mão sobre os próprios seios para que ele não pudesse ver nada que não pudesse. –Acho melhor você esperar no meu quarto enquanto eu saio daqui e me visto.
-Espere, é que eu queria me desculpar por ontem à noite. –ele se aproximava vagarosamente – fui um idiota e eu espero ok? Eu espero. -Ambos sorriram. - Poderemos ir á festa da Clearwater juntos?
Ela fez que sim com a cabeça, e ele já estava perto o bastante para que pudesse puxá-lo pelo colarinho da camisa. Ela o beijou, romanticamente. Vários e vários beijos. Ela tinha receio de que acabasse cedendo aos impulsos. Mas quando perceberam, Córmaco estava dentro da banheira, molhando toda a sua roupa que ele cuidadosamente escolhera somente para se desculpar.
Eles faziam com que tudo parecesse divertido, e logo a agua começou a escorrer pelo chão. E quem se importa? Gina e Córmaco se beijariam até o anoitecer.
Ela sentiu as mãos dele em suas costas, segurando firmemente, seu corpo conta o dele, seus seios, suas pernas, seu corpo totalmente nu e molhado. Abrira-lhe a camisa, que logo fora jogada para um canto qualquer, ela sorriu. Mas ele de repente se levantou igualmente molhado, igualmente feliz.
-Acho que agora não. –disse ele sorrindo. Sim, o velho e lindo Córmaco. O velho, lindo e sóbrio.
-Está bem –ela passou a mão no queixo dele- Então saia daqui que eu preciso me vestir. Quer me levar para o almoço dos Mclaggen, é?
-Exatamente. Vou te apresentar oficialmente aos meus pais.
Gina ficou pálida.
-Ãh, acho que não será muito agradável. Muito menos com toda essa confusão do divócio, e você deve saber que sua mãe ão se simpatiza muito com minha família.
-Sim, eu sei. Mas ela deve entender que você é a mulher que eu amo. Então eu vou esperar no seu quarto enquanto você se veste.
Ele saiu de cabeça baixa. E ela sorriu enquanto procurava uma calcinha e um sutiã descentes. Agora, desde a noite anterior, ela precisava tomar cuidado e estar sempre preparada. Assim como ela, Córmaco era instável e surpreendente. Uma pena ela saber que esse amor todo dos dois não duraria muito.
Ela saiu de roupa intima, caminhando pelo quarto como se não chamasse a mínima atenção- e sua calcinha não era das maiores...
-Pensei que se vestiria.
-Meu vestido está aqui. –disse se abaixando, Córmaco estava logo atrás analisando os movimentos provocativos das amada. –É Armani? –disse apontando para a camisa dele logo que se virou.
-Aham.
-Ah, você não pode ir assim. Vá até o closet do meu pai e encontre uma camisa que te sirva. Ok?
Ela tirou o vestido do cabide e o colocou. Era branco rendado, com um laço na cintura. Delicada demais, mas Gina não era do tipo que só usava decotes e mini comprimentos. Não, ela sabia ser delicada e elegante...
Quando Córmaco finalmente voltou, com uma camisa num tom rosado, elogiou Gina, como se ela fosse realmente uma princesa. E prometera que, apesar do que a mãe lhe dissesse ela não deveria se importar, Jennifer Brown era assim mesmo.
Gina tinha os olhos vermelhos de raiva, e assim que a porta do apartamento se fechou, ela sentiu que todas as suas chances com Córmaco teriam também acabado. Ouvia insistentemente Jennifer dizer: “Ah, Gina, eu entendo. Não há problema algum em você e Lilá serem amigas, mas acho que essa historia com Córmaco já é um exagero. Sua interferência na nossa família é um exagero. Ele não faz seu tipo, e você sabe muito bem disso. É melhor você ir antes que cause mais problemas”.
Ela encostara-se na porta, tinha medo que Córmaco viesse atrás, então saiu rapidamente dali. Depois eles conversavam, mas ela sabia que tinha mais uma coisa que deveria fazer; uma coisa que para ambos era de extrema importância.
A limusine tinha parado em frente ao prédio, Gina entrou, Hermione estava lá. Radiante, como se algo realmente bom estivesse acontecendo.
Depois de contar toda a historia para a amiga, percebeu que não era a pior coisa que poderia ter acontecido. Sim, elas iriam á festa de Clearwater á noite, e não, não hesitariam em aproveitar. Gina se considerava praticamente solteira, e ainda tinha algumas horas para conversar com Córmaco e cumprir a promessa que tinha lhe feito há dois meses.
Córmaco sentou-se no sofá, bebeu um copo de água rapidamente, estava nervoso.
-É que eu não achei esse almoço com sua mãe muito agradável.
-E realmente não foi. –ele concordou. –Peço desculpas pelo comportamento dela.
-Não precisa se desculpar, não faria a mínima diferença.
-E aonde você quer chegar com essa conversa?
-É que não está dando certo, desde sua volta eu percebi que algo entre nos havia definitivamente acabado, e você sabe disso não sabe?
Ele abaixou dramaticamente a cabeça.
-Você tá querendo terminar comigo?
-Terminar... Eu não sei Córm. Eu te fiz uma promessa e estou disposta a cumpri-la o tanto antes.
-Pra se ver livre de mim o mais rápido?
-Não, eu acho que se continuarmos nos enganando como estamos fazendo, perderemos tempo. E eu acho que é disso que estamos precisando: tempo.
Ele parecia confuso e abalado. No fundo ele sabia que o amor que ele tinha por ela era meramente superficial, mas doía do mesmo jeito. Gina se sentou ao lado dele, suas mãos passaram por cima dos ombros largos e fortes, beijou-lhe o rosto.
-No fundo você quer isso também, né? –ela perguntou.
Ao se virar, ele percebeu que desde pequeno, quando Lilá e Gina brincavam no jardim, ele sempre pedia que fosse o príncipe, o marido da graciosa Ginevra, sempre fora apaixonado por ela, sempre tivera uma fixação pelos cabelos ruivos, pelo sorriso.
Beijou-a, era o que trazia-lhe paz, um beijo. Gina o abraçou, os sentimentos eram totalmente opostos por que para ela ele sempre fora um amigo.
-Eu queria que fosse especial, não uma despedida. –sua voz estava rouca e chorosa.
-Sempre será especial, com você, sempre será especial. –eles se beijaram novamente. - Só que tem uma coisa que eu preciso falar.
-Agora não. –a beijou, sua mão se afundara naqueles cabelos loiros, ele se virou, suas costas recostaram no braço do sofá, a outra mão percorria toda a extensão do pescoço até a cintura, ela continuava com o vestido rendado, e Córmaco foi puxando o zíper até pouco abaixo do quadril, Gina sorriu com a insistência e continuou beijando-o, suas mãos se prenderam ao pescoço dele, sim, tinha que ser feito, aquilo tinha que ser feito.
Gina puxara a camisa de uma vez, dois botões saíram instantaneamente da camisa, sentiu seu vestido deslizando pelo corpo até cair no chão, Córmaco levara uma de suas mãos até as nádegas.
Beijos cada vez mais quentes e ágeis, que desciam pelo pescoço, os corpos estavam quentes e Gina sentia seu corpo constantemente contra o dele, o membro ereto. De algum jeito, ele já havia se despido, e ao ver que não havia mais nenhuma outra saída, ele a penetrou. Era romântico o modo com que se olhavam, á medida que os corpos se juntavam cada vez mais, um fio de êxtase percorrera todo o corpo de Gina, e seus músculos se contraiam involuntariamente, soltou gemidos baixos e satisfeitos, Córmaco também tinha atingido seu máximo, e logo quando finalmente se separaram, ele sentiu uma duvida perversa percorrer e embaralhar sua mente.
-Você não cumpriu nossa promessa. –ele se sentou, cobrindo as partes expostas do corpo com a camisa- Quem foi? Diz quem foi, Gina!
Ela sentiu os olhos arderem, e lagrimas salgadas e tristes se formarem dentro dos olhos.
-Eu tentei te falar...
-Passamos anos, anos e anos com essa promessa estupida e você... –ele parecia extremamente desapontado.
-Sinto muito, sinto muito, sinto...
-É, mas... Há quanto tempo? –ela enxugou as lagrimas que caiam sobre seu rosto.
-Não sei, há um ano... -Ele se levantou, vestiu-se rapidamente.- Eu sinto muito Córm, eu juro que sinto...
-Quem foi? Quem foi? –ele suava, sua pele se tornava vermelha, as veias expostas, ele puxou a camisa e em um acesso de raiva a jogou no chão.
-Não sei... Não importa... –ela se levantou, realmente não lembrava. Aproximou-se dele, suas mãos passaram pelo queixo e bochecha, lembrando-se de quando prometera a ele, prometera a ele. Ele colocou as mãos pesadas em seu ombro, deixando suas costas levemente curvadas, a abraçou. Sabia que precisavam disso, poderia ser um perdão, mas era a despedida.
-Está... Eu preciso de um tempo, sozinho, adeus, Gina. –ele saiu porta a fora, sim, como sentira mais cedo, tudo entre eles estava definitivamente terminado.
Esse capitulo acabou, só vou avisar que ainda terão muitas surpresas, essa transa do Córmaco com a Gina foi bem suave, não escrevi muito detalhadamente, por que além de não ser um casal que eu apoio, é que eu quero guadar minha smelhores idéias para meu casal "oficial" da história. OK?? Espero que tenham gostado, comentem e logo postarei mais.
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