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5. Capítulo 5


Fic: Noite de Sedução - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO CINCO


 


Draco subiu as escadas com vigor maior do que de um reator nuclear. O sangue quase lhe saltava das vei­as. A vitalidade exibida era tão fantástica, que Rony e Luna ficaram admirados. A reunião foi um sucesso. O cliente mostrou-se satisfeito e fechou um contrato milionário com a Franklin. Ele provara merecer a pro­moção e muito mais.


Agora, sentia-se livre para vencer a batalha que tra­vava com os próprios sentimentos: conquistar Hermione. Na noite anterior ela saíra do escritório pretendendo ignorá-lo, após abrasar-se por ele de forma tão apaixonante. Draco quase perdera o controle. Ainda bem que Rony e Luna haviam voltado com a pizza antes que o inevitável acontecesse.


Ele esboçou um sorriso triunfante, só com a lem­brança de que Hermione também o desejava.


Draco dormira pouco naquela noite por conta da ex­pectativa do que deveria apresentar na reunião com o cliente e precisava se mostrar o mais persuasivo pos­sível. Por essa razão é que não correra atrás de Hermione. Preferiu deixar para o dia seguinte, quando estaria mais disponível.


Os músculos estavam tensos diante da expectativa do que compartilhariam logo mais à noite. E, após o que acontecera no escritório, tinha certeza que ela não o rejeitaria. O dia passava tão lento que dava a im­pressão que esperava por aquilo havia séculos...


Ele não estava tão seguro de que ela sabia o que fazia, naquela outra noite, antes de Rony e Luna voltarem. Tinha percebido muito medo naqueles olhos castanhos. Lembrava que Hermione, a princípio, tentou afastá-lo. Depois, porém, deixou-se levar pela excitação e retroceder pareceu impossível.


O mais importante disso tudo, ele assegurou para si mesmo, era a certeza de que o desejo dela por ele não era inferior ao dele por ela.


 


Draco dirigiu-se ao departamento para onde Hermione agora retornara, pouco antes do expediente terminar e ficou surpreso ao ver sua cadeira vaga.


— Ela não veio trabalhar — revelou Gina. Um estranho e mau pressentimento o invadiu.


— Hermione ligou logo cedo e avisou que não estava bem.


— O que ela tem?


— Gripe, eu acho. Parecia estar bem debilitada. — prosseguiu Gina trocando um olhar significativo com Neville.


Draco percebeu as expressões maliciosas e procurou disfarçar. Não que ele se importasse com as especula­ções, mas sabia que Hermione não gostava.


— Tudo bem. Eu só queria dar notícias do resulta­do da reunião de hoje.


Neville assentiu com a cabeça e retornou a atenção para o computador. Gina murmurou algo como se acei­tasse a desculpa, e esboçou um sorriso irônico, que deixava claro que não era nenhuma tola.


Draco agradeceu e girou nos calcanhares, saindo apressado.


 


Cerca de duas horas depois, ele subia as escadas do prédio onde morava Hermione. Ainda bem que a tinha le­vado para casa, quando se conheceram. De outro modo, teria de conseguir o endereço com Gina ou no depar­tamento de pessoal, o que ocasionaria rumores ainda maiores.


Postou-se diante da porta do apartamento e tocou a campainha. Se ela estava doente ele cuidaria dela. O que não faria por aquela mulher?


Na verdade, não abandonaria ninguém que preci­sasse de sua ajuda. Muito menos ela!


Por um momento lembrou-se de que há muito tem­po não saía com uma garota. Tinha tido algumas na­moradas, mas nada sério. A carreira era sua maior pre­ocupação. Agora, porém, havia algo mais lhe ocupando os pensamentos: Hermione.


Diante do silêncio, ele insistiu na campainha. Até que, finalmente, pressentiu um movimento do outro lado da porta. Quando ela abriu um pequeno vão para espiar quem era, Draco reconheceu os olhos acastanhados repletos de surpresa e forçou a porta impulsiva­mente até escancará-la.


Ficou alucinado com o que viu.


Hermione usava uma camiseta de algodão branca sobre a calcinha e nada mais. Pelo menos acreditava que estivesse com a peça íntima. Não dava para ter certeza por causa do comprimento, que alcançava a metade das coxas. O sangue ferveu, porém ele forçou-se a desviar o olhar.


O suor banhava a face pálida de Hermione. Ela prendera os cabelos na altura da nuca, porém, alguns fios soltos escapavam, emprestando-lhe um ar ainda mais sexy. Draco sabia que precisava de todo o esforço possível para refrear o entusiasmo. Com toda a certeza, Hermione não parecia nem um pouco disposta a uma noite de amor.


— O que faz aqui? — perguntou ela incrédula.


— Queria saber como estava — afirmou ele.


Na verdade, o que Draco queria era muito mais do que isso. Mas diante do que via, o melhor seria ajudá-la e esperar por mais tempo.


— Estou bem. — Ela declarou, estendendo uma das mãos, para ancorar-se na parede.


— Não! Não está! — exclamou ele, adentrando no hall e batendo a porta atrás de si.


Ela retirou a mão que apoiava na parede e cami­nhou com visível esforço para o interior do aparta­mento.


Draco a seguiu.


O ambiente minúsculo e frio era de congelar qual­quer um. A cama de casal, posta num dos cantos do recinto, parecia desarrumada há anos. E a julgar pela maneira como os lençóis estavam amarfanhados, ela não dormira bem..


— Você já comeu alguma coisa? — Hermione negou com um gesto de cabeça.


— Então bebeu algo? — nova negativa.


— Tomou algum medicamento? — perguntou ele, agora um pouco irritado.


Hermione ergueu uma das mãos, em sinal de protesto:


— Ah! Por favor! A última coisa de que preciso é de um sermão. Acredite, estou bem.


Ele acompanhou com o olhar ela afastar-se na dire­ção da cama, cambaleante e com os braços cruzados no peito, tentando controlar os tremores.


— Para uma morta-viva, está bem mesmo! — Draco exclamou indignado. E girando o olhar ao redor, quis saber: — Tem uma cozinha neste lugar?


Ela apontou um dedo na direção de uma porta-dupla no outro canto da sala.


Draco a abriu e ficou estarrecido.


A cozinha, se é que se poderia chamar assim, con­sistia num frigobar, uma prateleira para mantimentos, onde estavam dispostos três pacotes de cereais. Um deles aberto e consumido até mais da metade. Uma gaveta acoplada a uma mini pia, contendo al­guns talheres e um armário onde estavam guardados três copos e três pratos. Um forno de microondas com­pletava as utilidades. Abrindo a porta do frigobar en­controu apenas uma embalagem de leite, dois potinhos de iogurte e uma barra de chocolate. Era tudo!


— Isso é ridículo! Afinal, do quê você se alimenta?


— Tem um supermercado bem na esquina — de­fendeu-se. — Só não tive tempo para fazer compras nos últimos dias.


— Não admira que esteja tão magra!


— Eu almoço todos os dias no escritório.


— Só a vejo comer cereais. E na própria mesa de trabalho!


— Às vezes tomo sopa — respondeu ela, empinando o nariz. Como ele ousava criticá-la daquela maneira?


Resistindo à vontade de beijar os lábios erguidos, ele insistiu:


— Quando foi que fez a última refeição decente?


— Isso não é da sua conta! — Ela exclamou em tom de desafio e sentou-se na cama, lançando o peso do corpo de uma só vez. Porém, um acesso de tosse a fez curvar-se, arruinando a imagem pretendida.


Draco aproximou-se e acomodando-se ao lado dela, acudiu-a com uma das mãos, fazendo círculos nas cos­tas dela. Podia sentir o calor anormal da pele sob o tecido macio de algodão e procurou ignorar o fato de não perceber nenhum vestígio de sutiã.


Quando a tosse permitiu um intervalo, ela ergueu os olhos umedecidos e confessou:


— Draco, estou péssima!


Ele passou a mão das costas para os ombros dela e a aconchegou num abraço reconfortante. E, quando ela inclinou a cabeça no peito largo, Draco murmurou:


— Eu sei, linda, eu sei.


Depois, com toda ternura, forçou-a a deitar-se e a cobriu com o lençol.


Hermione fechou os olhos e abandonou-se. O corpo se contraía com tremores; a pele queimava.


Draco imaginou que, além da gripe, deveria haver alguma complicação infecciosa. Precisava fazer algu­ma coisa, mas o quê?


Suspirou desanimado, enquanto passava os olhos pelo ambiente. Não havia muitos pertences pessoais. Os móveis eram apenas os estritamente necessários.                             


Sobre a pequena mesa de centro, que acompanhava um sofá, havia um candelabro com velas, que exala­vam um aroma agradável apesar de estarem apagadas. E, próximo delas, um porta-retrato de uma jovem pa­recida com Hermione. Talvez uma irmã.


Duas pilhas de livros dispostos numa mesinha ao lado da cama despertaram-lhe a curiosidade. Eram romances, biografias e alguns roteiros de viagem. Um mapa de Londres coroava um dos blocos. Um nécessaire que parecia lotada de artigos de toalete ocu­pava um espaço ao lado dos livros.


A roupa que ela vestira no dia anterior estava joga­da no chão. Aquilo o intrigava. Hermione não parecia ser do tipo desleixado. Muito ao contrário. Pela manei­ra como cuidava das coisas com que trabalhava no escritório, revelava ser uma pessoa extremamente or­ganizada. Deveria estar sentindo-se muito mal para ter agido daquela maneira.


Draco ergueu-se, apanhou o amontoado de peças e ajeitou-as sobre uma cadeira. Preferiu não pendurá-las no guarda-roupa, evitando uma atitu­de que considerava invasiva demais.


Pensou então no que deveria fazer para ajudá-la. Não poderia deixá-la sozinha naquele estado. Não sabia se ela teria amigos ou vizinhos com quem pu­desse contar. E conhecendo o temperamento de Hermione, duvidava que ela pedisse auxílio. Ela odiava demonstrar fraqueza. Talvez, não fosse perdoá-lo pelo que acabara de decidir, mas era preferível se arriscar aos protestos dela a permitir que a doença progredisse.


Draco apanhou as chaves do apartamento, jogadas na mesa de centro, e abrindo o celular abandonou o local.


 


Os sonhos de Hermione pareciam bem reais. Sentia-se flutuar enquanto uma luz ofuscava-lhe os olhos e uma voz desconhecida lhe fazia perguntas sem parar.


Depois uma sede violenta a forçou pedir por água. Os lábios ressecados provocavam-lhe um intenso des­conforto. Sentiu dois braços musculosos a erguerem levemente até que se sentasse na cama e o líquido refrescante lhe fosse oferecido.


Ao sentir que o vulto se afastava, implorou-lhe que ficasse.


— Não vou a lugar algum, linda.


A voz gentil a fez sorrir e repousar a cabeça no tra­vesseiro macio. Sentindo-se protegida, cerrou as pálpebras e dormiu profundamente.


 


Quando Hermione acordou, piscou seguidas vezes ao fitar as paredes de uma cor creme pálido. As pálpebras já não pesavam tanto quanto da última vez que as abrira. Lembrou-se de Draco. Ele estava lá quando ela adormecera. Será que ainda estaria? Perguntou-se mentalmente e ergueu a cabeça do travesseiro para espiar ao redor.


A surpresa foi maior ainda ao constatar que nem ela mesma sabia onde estava! As cortinas estavam cerra­das, mas pelo estreito vão que unia as bandas, entrava uma luminosidade enfraquecida. Que horas são, per­guntou-se, em pensamento.


Uma respiração próxima a assustou. Girou o corpo para inverter a postura que mantinha e ficou estarrecida ao ver Draco, profundamente adormecido. Deitado ao seu lado na mesma cama, vestido com o jeans e cami­seta sobre os lençóis.


A fascinação tomou o lugar do medo. Ela nunca o tinha visto tão relaxado. Estava acostumada a vê-lo trajando ternos clássicos ou modelos um pouco mais esportivos de paletó e gravata. Exalava segurança, sem perder o charme. Mas naqueles jeans, aparentava ser anos mais jovem. Nem dava para acreditar que era seu chefe.


Hermione estudou-lhe a boca sensual. O lábio inferior polpudo que constantemente se adelgava para insinu­ar um sorriso arrasador. Os cílios longos e escuros. A sombra da barba cerrada por fazer.


Draco era inacreditavelmente atraente. Ela esperava que não estivesse sofrendo de amnésia e perdido a lem­brança de uma noite de amor.


Só de pensar estremeceu. Mas se tivesse aconteci­do algo assim, ele não estaria dormindo vestido com todas aquelas roupas. Não fazia sentido. De alguma maneira ele a teria levado até seu apartamento para poder cuidar dela. Era o mais provável.


Ela lembrou-se do sonho que lhe parecera tão real. E, talvez, o fosse. Culpa e alegria se alternavam nos pensamentos em conflito: não deveria estar ali e aqui­lo nunca poderia ter acontecido; por outro lado, esta­va contente. Como podia?


Ela espiou novamente ao redor. Agora com maior interesse, porque sabia que era o ninho de Draco. Não havia muita coisa pessoal. Apenas umas caixas empilhadas, rotuladas com a data do seu recente retorno da viagem ao exterior. Sentiu curiosidade de conhecer as demais dependências do apartamento.


Contudo, quando pensou em se levantar fez uma inesperada descoberta:


— O que é isso que estou vestindo? — perguntou e a voz saiu mais alta do que pretendia.


Draco acordou no mesmo instante.


— O que foi? — indagou assustado.


— Essa roupa!


— Ah! Você estava ensopada de suor. Tive que im­provisar. — esclareceu ele, ainda atordoado de sono.


— Oh! — exclamou Hermione, mortificada. Lembrou-se do desconforto e da febre alta. O que mais teria acontecido enquanto delirava?, pensou.


— Quer dizer que sempre tem em casa uma camisola de seda para socorrer uma mulher, que por acaso precise dela, no seu... seu...


— Quarto de visitas — ele completou e, em segui­da acrescentou: — Não tenho nada disso guardado. Saí e comprei a camisola especialmente para você. Na verdade, comprei duas.


Hermione ficou boquiaberta com a revelação de tantos cuidados. Apesar de pensar em protestar pelo fato de não estar usando nada por baixo da seda transparente.


— Eu mesma a vesti?


— Não — Draco respondeu corando e, para evitar maiores embaraços, continuou — Relaxe, Hermione. Es­tava muito doente e não se alimentava direito há vári­os dias...


Ela o interrompeu:


— Que dia é hoje?


— Sábado. Sete horas da noite — respondeu Draco, consultando o relógio de pulso.


— Não é possível. Está brincando. Hoje é sexta-feira.


— Não. É sábado. Esteve praticamente apagada por mais de 24hs. Fiquei muito preocupado. Mas depois que a febre cessou, dormiu feito uma criança.


— Sábado... — Ela refletiu.


— Quer usar o telefone? Há alguém que esteja pre­ocupado em encontrá-la?


Ela balançou a cabeça com um gesto negativo. Se alguma amiga lhe tivesse telefonado, provavelmente pensaria que ela saíra para um passeio como costuma­va fazer aos sábados.


Draco ergueu-se e calçou os tênis


— Procure descansar mais um pouco. Vou preparar algo para você comer.


Quando Draco saiu, Hermione mordeu o lábio inferior. Estava em um grande dilema: deveria levantar e ten­tar voltar para casa agora ou ficar e deixar as coisas acontecerem naturalmente, já que estavam sozinhos ali?


Decidiu erguer-se, mas sentiu uma enorme tontura que a obrigou a voltar a se deitar. Consolou-se pen­sando: de que adiantaria prorrogar o inevitável?


 


Draco reapareceu vinte minutos depois carregando uma bandeja. Hermione tinha que admitir que o aroma que se espalhava pelo ar era delicioso.


Ela sentou-se sem maiores problemas. A dor no cor­po desaparecera. Acomodou os travesseiros atrás das costas e recebeu a bandeja.


— Que delícia! — exclamou, diante da refeição oferecida. Uma tigela contendo sopa com legumes, acompanhada de torradas gratinadas na manteiga, um prato pequeno com frutas fatiadas, sem faltar, é cla­ro, framboesas. Além de um copo de suco cujo sabor ela provou: abacaxi. Como ele sabia das suas prefe­rências?


Como se adivinhasse os pensamentos dela, Draco apressou-se em explicar:


— Nos seus delírios ocasionados pela febre, você pedia constantemente por isso. Foi só comprá-los num mercado 24hs.


— Obrigada, Draco. — Ela agradeceu com a voz ado­cicada. Estava arrependida de ter sido tão ingrata com ele. — Desculpe por lhe causar tanto trabalho.


— Esqueça. Não foi trabalho algum. Agora tome a sopa antes que esfrie.


Ele nem precisou pedir duas vezes.


— E você, não vai comer nada? — perguntou ela, entre uma colherada e outra.


— Já me alimentei — declarou ele, sentando-se na beirada da cama.


Hermione não conseguiu comer tudo que estava na ban­deja, mas o que conseguiu ingerir foi suficiente para recuperar as forças. Sentia-se um milhão de vezes me­lhor.


— Agora tome isso junto com o suco. —Draco pe­diu, estendendo-lhe a palma da mão na qual continha uma drágea.


Ela franziu o cenho


— Precisa tomar. É um antibiótico. Segundo o mé­dico, você teve uma infecção peitoral junto com a gripe. Ele garantiu que ficará bem se seguir as instru­ções.


— Médico? Que médico? — Draco sorriu e esclareceu.


— Tenho um amigo que é médico. Ele veio vê-la após sair da clínica em que trabalha.


Aquilo explicava as perguntas que ela imaginou ter sonhado.


— Eu estava tão mal assim? — questionou ela, en­quanto apanhava o medicamento das mãos dele.


— E como! — exclamou ele. Depois sugeriu: — Quer esticar as pernas?


— Quero. Mas gostaria primeiro de colocar algo sobre a... — A voz falhou e ela completou com um gesto, cobrindo os seios com as mãos, ao perceber o olhar lascivo que ele procurava disfarçar.


— A camisola faz parte de um conjunto com um robe — Draco afirmou e saiu, para voltar logo em seguida com a peça e lhe entregar. — Nos veremos na sala. É impossível se perder no apartamento — grace­jou e retirou-se.


— Depois do banho, gostaria de ir para casa. Será que me daria uma carona?


— Você não pode ir embora agora.


Ela já imaginara que ele diria isso. Também não era o que no íntimo desejava.


— Por que não?


— É tarde e ainda está fraca. Além do que, o seu apartamento é muito frio.


— Não é não. Apenas esqueci de ligar a calefação.


— De qualquer forma, prefiro que fique aqui, pelo menos mais uma noite. Não se preocupe, estará segu­ra, — Draco afirmou com um sorriso tão lindo que ela se rendeu.


— Está bem. — concluiu, sabendo que a preocupa­ção não era com ele, mas sim, com a própria fraqueza.


— Vou buscar a outra camisola e a deixarei sobre a cama. Eu apanhei a nécessaire no seu apartamento. Está no banheiro. Espero que contenha tudo o que ne­cessita. Mas por prevenção, comprei uma escova de dentes e outra para cabelos.


— Nossa! Você pensa em tudo, não é? Faz isso com todas?


Ele deu uma risada alta e gostosa. Do mesmo jeito daquela que a fez se derreter na noite em que se co­nheceram.


— Não. Para ser franco tudo o que faço com você é novidade para mim mesmo.


Ela se perguntou o que ele queria dizer com aqui­lo. Mas, conseguiu não questionar e rumou para o banheiro.


Como Draco adiantara, lá estava sua nécessaire. Ela costumava deixá-la completa e em ordem, com todos os itens de que pudesse precisar, no caso de sair rápi­do para uma viagem de fim de semana. Abrindo o zíper da pequena bolsa, procurou pela carteia de pílulas anticoncepcionais e retirou-a. O dia indicado para o início era justamente o sábado. Ainda estava em tem­po, pensou. Embora não as tomasse com o propósito de evitar uma gravidez. Não se envolvera com nin­guém desde que rompera com McLaggen.


Após ingerir o medicamento, entrou no box e ligou o chuveiro.


A pressão e a temperatura estavam excelentes. Não pôde resistir ao prazer de ficar ali por um longo perío­do, deixando a água cair abundante desde a cabeça até os pés. Como era bom se livrar do incômodo suor! Procurou não pensar em nada. Nem mesmo em Draco ou no constante anseio que lhe perturbava o baixo ven­tre. Mas isso era como tentar apagar um vulcão com um balde de água. Impossível! Estavam sozinhos e no apartamento dele. Ela estava ciente de que também era o que queria.


Com uma das mãos, alcançou o gel de banho. Nas indicações dos efeitos benéficos, destacava-se a pala­vra "revigorante". Era do que mais precisava, admitiu consigo mesma. Suspendeu a tampa e espalhou um pouco da substância numa esponja macia e friccionou a pele. A suave fragrância de limão foi detectada e lhe dava a impressão de que Draco estava próximo. Fe­chou os olhos e deliciou-se com o prazer sentido.


— Está tudo bem, Hermione? — A voz dele soou do outro lado da porta do banheiro.


— Sim. Já estou indo — respondeu Hermione e apres­sou-se. A demora já o preocupava, pensou.


 


Hermione vestiu a camisola de seda azul-clara que ele deixara em cima da cama e também o robe. Ajus­tou a faixa da cintura e ficou satisfeita com o resulta­do que viu no espelho.


Abandonou o quarto e seguiu em direção à cozi­nha, admirando o calor brando que sentia através dos pés descalços no carpete macio.


Draco estava desligando um dos botões do gás que provia o fogão quando ela chegou.


— Desculpe se a incomodei — falou ele, assim que lhe sentiu a presença. — Estava demorando muito e me preocupei em saber se não teria desmaiado no ba­nheiro ou coisa desse tipo.


— Não — respondeu ela com um sorriso. — São coisas de mulher. Bem diferente da maioria dos ho­mens que entram por um lado do chuveiro e saem pelo outro. E terminam por vestir a roupa sem secar apro­priadamente o corpo.


— Verdade? — Draco ironizou erguendo as sobran­celhas. — Como sabe tanto a respeito da conduta dos homens no banho?


— Ah! Pelo que escuto das companheiras de traba­lho ou das conversas no toalete. — Hermione respondeu ajustando um pouco mais a cinta do robe. Adorava sentir a textura da seda pura, que provavelmente teria custado uma fortuna. Depois, perguntou: — Será que poderia me emprestar a escova de cabelo? Não encon­trei a minha na nécessaire.


— Claro! Vou buscá-la agora mesmo.


Ela suspirou profundamente ao vê-lo afastar-se. O jeans o fazia parecer ainda mais vigoroso. E o sangue já começava a fervilhar, antes mesmo de ele retornar.


As mãos se tocaram quando Draco entregou-lhe a es­cova. O simples toque foi suficiente para que suas pernas bambeassem. Fora pura loucura concordar em ficar mais uma noite, pensou.


Encaminhou-se para a sala e acomodou-se no canto do sofá, para escovar os cabelos. Porém, em menos de dois minutos, já se sentiu exausta, em virtude de manter as mãos erguidas.


Draco que acabava de entrar, percebeu-lhe o cansa­ço propôs.


— Deixe-me ajudá-la. — E sentou-se no apoio de braço da poltrona próximo dela, apanhando a escova que Hermione mantinha numa das mãos. Com todo o cui­dado, ele escovou mecha por mecha.


O ritmo suave com que ele tratava os fios de cabelo mais parecia uma carícia. Ela fechou os olhos e aban­donou-se ao instante de relaxamento. Até que ouviu o ruído típico da escova ser depositada na mesa de cen­tro.


Logo depois, sentiu o calor dos lábios dele na curvatura do seu pescoço delicado.

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Maldade parar aqui? Hehehehehe
Só posto a continuação se comentarem! Estou sendo boazinha demais!
Obrigada àquelas que continuam comentando e votando na fic!

Beijos,
xCamila

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Comentários: 2

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Enviado por Stefany kiraly em 15/09/2011

maldadeeeeee

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Steph Granger Malfoy em 28/06/2011

MMuuuita maldade parar aqui sim! T T
Boazinha????????
Amei o Draco Protetor.
Ele ficou muito fofo, carinhoso, lindo, sedutor, ficou maravilhoso!
Queria ser a Mione!!! ;P 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

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