Cap. 33 – Epílogo
“Nos caminhos que tangem a vida, nada pode ser alterado se sua própria vontade não é capaz de mudar a si mesmo.” Vivian Alves
Um ano e meio havia passado, tão lentamente, que aparentemente as pessoas pareciam as mesmas de antes da queda de Lorde Voldemort. Mas não no mundo mágico. Ali muitas vidas tinham sido modificadas. Do caos da destruição, uma nova reconstrução, tanto de almas quando de estruturas estavam em seu curso.
Novas famílias, novas pessoas. A guerra invertera muitos valores, mudara tradições e conceitos, mas muitos ainda necessitavam aprender com seus erros, tinham que entender, tirar as vendas que ainda os faziam cegos. Por maior que tenha sido a dor, alguns ainda pensavam que Voldemort estava certo. Muitos ainda sofriam com atos de covardia e depreciação. Mas como tudo na vida, o tempo iria curar tais feridas. E alguns ainda tinham que pagar pelos seus pecados.
O Mundo Mágico estava em reconstrução. O novo Ministro da Magia, Artur Weasley, continuava com suas obras, tanto no Ministério quanto por toda a Inglaterra, assim como a caça aos comensais e partidários de Voldemort. O sistema carcerário fora modificador e Askaban não era apenas uma cadeia, mas sim, um sistema de reeducação social. Lógico que alguns de seus presos não poderiam ser reinseridos na sociedade, devido a sua própria vontade e por suas deficiências psiquiátricas, mas muitos pagaria por seus crimes de uma forma mais humanitária e servindo à sociedade que ajudara a destruir.
Hogwarts estava sendo ainda reconstruída, mas mesmo assim aceitava seus primeiros alunos após a Guerra. Sua nova diretora, Minerva McGonagall, juntamente com Liane Tonks-Potter e Zilon de Avalon, cuidavam para que cada parede voltasse ao seu lugar, que a história em cada pedra se mantivesse viva. A história tinha que ser contada, relembrada, revivida, para que não fosse esquecida e seus ensinamentos com as perdas e mortes fosse aprendido. Era uma nova era.
A vida de cada membro da Armada Dumbledore e da Ordem da Fênix tinha sido modificada. Mas todas tinham um ponto em comum: Harry James Potter.
Harry já era um homem maduro. Mesmo tendo apenas 19 anos no Mundo bruxo e 24 pelo tempo de treinamento em Avalon também como mostrava seu corpo, sua vida era a personificação desta modificação. Havia se casado com Liane em Avalon e também confirmado sua união dois meses depois da Guerra, junto à seus amigos e familiares. Devido a sua complexa união mágica com ela e o vinculo com a Magia Antiga, não podiam viver mais ali, tendo que retornar a Avalon de tempos em tempos, para estabilizarem seus poderes e manter a Magia de Avalon viva, já que somente o Poder Antigo a sustentava. Harry ajudava no aperfeiçoamento e treinamento de novos aurores, além de ser um dos auxiliares do Ministro da Magia. Com Liane esperava conseguir realizar seu sonho de uma família feliz e prospera, com filhos, netos, que respeitassem acima de tudo a vida. Harry estava para saber que dali à sete meses este sonho ia começar a tomar forma, com os filhos gêmeos que foram encaminhados e que Liane estava para confirmar. Seria uma grande família, uma das mais respeitadas, famosas e integras de toda a sociedade.
Malfoy e Gina era um dos casais que surpreenderam a muitos. O príncipe dos sangues-puros com a bela ruiva da família mais liberal do Mundo bruxos. Draco ainda era mal visto por muitos, mas estava conseguindo perder a imagem que sua família havia imposto a sociedade. Herdara algumas riquezas de seus pais, mas não tinha a necessidade de se impor. Sua natureza tinha sido modificada por amor a Gina e pela orientação de Snape. Seus cunhados ainda pegavam em seu pé, mas o defendiam como se fosse um dos seus. Sua sogra o amava e o tratava como filho, e seu sogro ainda desconfiava de suas atitudes, mas confiava em Harry e Gina quanto a mudança de seu caráter. Trabalhava no Ministério, no setor de Distúrbios mágicos, e estava satisfeito com o que fazia, mesmo não tendo status. Estava noivo de Gina há seis meses, tendo seu casamento marcado para daqui a um ano. Era a única coisa que não concordava, mas havia aceitado a imposição do sogro e dos cunhados. Gina também não estava muito feliz com isso, mas tinha que terminar os estudos se quisesse trabalhar como auror, coisa que Draco tentava todos os dias a desestimular, lógico, sem nenhum resultado. Seus poderes “extra” estavam sendo treinados por Zilon, que também era uma sensitiva. Mas ainda era difícil de manter a concentração quando brigava com Draco, ou em suas visitas surpresas à Avalon. Draco Malfoy conhecia a cada dia a verdadeira felicidade, a responsabilidade de seus atos e sabia que sua família ia ter muito mais a ganhar do que ser simplesmente um puro-sangue. Ia formar com Gina uma união de personalidade, afetividade e parceria. Seus filhos e netos, mais ruivos e louros que se poderia pensar, além da beleza dos pais seriam grandes pacificadores sobre a questão de sangues-puros e trouxas.
Ron estava em seu treinamento como auror. Estava mais sério e mais reflexivo que antes da guerra. Tinha desenvolvido habilidade de espião e estava sendo treinado pessoalmente por Harry e Snape, coisa que não gostava muito. Ainda lamentava ser “mais novo que Harry, eram irmãos, a amizade permanecia forte. Estava namorando Luna, pois desde o dia do ataque se sentira afeiçoado a ela, além de ser tentado por aqueles grandes olhos azuis. Ela não tinha dado muito mole a ele, mas a pedido de Hermione, tinha resolvido tentar algo, principalmente por que ele a fazia rir, e muito. Luna era responsável técnica pelo Pasquim, que havia crescido e se tornado um dos jornais mais lidos e respeitados no Mundo Mágico. Ainda mantinha sua natureza leve e sonhadora, mas era um dragão quanto tinha que trabalhar e proteger a verdade, incluindo proteger seus amigos. O próprio Ron tinha medo dela quando estava enfurecida. O futuro deles era o mais mirabolante de todos. Ron seria uma pessoa extremamente séria em seu trabalho, mais entre os íntimos era pior que Luna. Era um árduo defensor de seu cunhado Draco e sua irmã, mesmo sendo ciumento por ela. O namoro seria longo, principalmente por causa de Luna, mas não conseguiam ficar muito tempo separados. Tudo o que faziam era compartilhado. Seus dois filhos seriam conhecidos como grandes historiadores e sua família estaria sempre ligada a política.
Merloc ainda protegia Avalon e seus mistérios. Todos sabiam que sua vida poderia ser extinta a qualquer instante, já que o Poder Antigo tinha sido libertado e estava sobre o controle de Harry e Liane. Sua promessa a Merlin tinha sido cumprida. Tentava a cada dia ensinar o que podia dos mistérios que guardava há cada um dos dois, e passava algumas de suas habilidades à Severo, a quem respeitava e cuidava como a um filho. Saia pouco de sua caverna no vale das águas, e às vezes era chamado para cuidar de Julian e Mora quando Hermione e Severo não podiam, uma coisa que as crianças amavam. Ele era o ultimo de sua linhagem, o último dos Mentores. Sua vira fora muito longa para um dragão e muito abençoada. Sua morte fora lamentada e sua vida cantada com os cânticos mais belos que já tinham ouvido em Avalon. O mundo mágico lhe redeu homenagens antes e depois de sua partida. Harry, Liane, Severo e Hermione conseguiram manter seu corpo estático no tempo, guardado para sempre na caverna em que morou em Avalon, sendo um local usado para meditação e celebrações por ser um dos lugar de mais forte presença mágica. Seria lembrado para sempre nos dois Mundos.
Severo e Hermione tinham se casado três dias depois do fim da guerra, em Avalon. A ressureição de Severo Snape tinha deixado muitos boquiabertos e temerosos do poder do Mestre em poções. Seu casamento tinha sido uma surpresa, mas bem visto pela sociedade, já que Hermione era amiga intima de Harry e Liane, do Ministro da Magia e da diretora de Hogwarts. Ela era agora a responsável geral pelo Hospital St Mo , e suas descobertas” e aplicações mágicas tinham ajudado a muitos no pós guerra. Sua carreira como medibruxa estava em ascensão. Severo ainda era professor em Hogwarts, sendo responsável por duas cadeiras, a de defesa contra as artes das trevas; que dividia com Remus Lupin e poções, sua verdadeira vocação. Estavam morando próximo a Hogwarts, numa vila trouxa, onde poucos os conheciam e quase nenhum bruxo sabia a localização. Detestava os holofotes que estavam sempre nele e em sua mulher, por isso se escondia e manteve sua família protegida. Julian a cada dia recuperava o tempo perdido com seu pai, se tornando presença quase constante em Hogwarts. Mione e Snape estavam em sintonia. A ligação entre eles muitas vezes conseguia até surpreender até Liane e Harry. O ciúme de Severo muitas vezes divertia e enraivecia Mione. E ela era muito protetora com ele. Moira tinha vindo de surpresa para ambos, exatamente nove meses depois da Guerra. Seu pai a amava e fazia questão de sempre ajudar Hermione em tudo. Por causa do trabalho da mãe, seus primeiros anos foram quase que diários no hospital. Parecia muito com a mãe, mas seus olhos eram quase amarelos, no futuro seriam cor de mel. A pele alva de seu pai, de cabelo cacheado, parecia um anjo. Julian e Moira nasceram em Avalon e mantiam um estreito laço com seu povo. Moira se uniu ao povo de Avalon por casamento tornando-se uma sacerdotisa de cura, igual a sua mãe, e Julian fora o mais jovem diretor de Hogwarts, ocupando o lugar de seu pai na cadeira de Defesa contra as artes das trevas. O casal teve uma vida feliz apesar de tudo o que passaram. Severo partiu desta vida feliz e realizado nos braços daquela que o amou mais que tudo. Apagou seus erros e pecados ajudando a sociedade o quanto pode, principalmente educando aos alunos de Hogwarts com maestria e totalmente diferente do que fazia antes. Como presente de Merloc, viveu seus longos dias ao lado da mulher que mais amou, com seus filhos e netos sempre perto. Hermione não poderia deixa-lo ir sem ela, e descansou ao lado de seu marido. Morreram dormindo numa tarde em Avalon, de frente para a Cachoeira dos Ventos, local de seu matrimônio. Foram enterrados lá mesmo. Diziam que em alguma noites do ano os espíritos deles eram vistos passeando entre as águas ou entre as pedras, sempre juntos. Moira e Julian, assim como seus filhos e descendentes rendiam homenagens a eles, sempre levando um cravo e um girassol e deixando-os nas águas calmas.
A história desses heróis, amantes, guerreiros e malfeitores serviram ao propósito do destino que, de todas as formas vinha ensinar aos homens que a vida deve ser uma história, assim como os bons livros, cheios de aventuras, dramas, romances, comédias, angústias e sofrimentos, mas também com suas realizações e prêmios, punições e resignação. Deixando claro que não existe a perfeição em si, mas a sensação de perfeição que a felicidade extrema e a paz de espírito produzem e que todas as ações levam a reações. Que todo início tem realmente um fim. E que a realeza de uma pessoa esta oculta na forma de seus atos, da verdade de toda a sua vida, não em riquezas externas.
Bem queridos literalmente este é o fim da minha primeira fic. Demorou muito tempo mas finalmente está aqui uma das versões que eu gostaria que realmente tivesse acontecido. Como muitos dizem cada coisa tem sua hora. foram quase 5 anos escrevendo cada capítulo, mas valeu a pena. Foi um aprendizado muito grande. e tenho certeza, que mesmo sem beta da metade pra frente, acho que foi até satisfatório o resultado.
Queria agradecer a todos vc's que chegaram até aqui. Se possível, comentem com outros leitores sobre ela. Podem brigar e tirar dúvidas comigo. Amo debater....kkkk. Minha outra fic está por ai... Procurem que vc's vão acha, kkkk. Fiquem bem
Respeitosamente,
Vivian Alves