Alguns minutos depois Harry e Rony entraram no dormitório e o viram lendo o Manual de Monitoria. Na hora Rony se aproximou e viu que estava lendo alguma coisa a respeito de arrancar as unhas com uma colher.
- Cara! Fala sério. Você não vai fazer nada horrível com elas, vai? – pergunta Rony preocupado.
- Seria muita sacanagem, Gabriel. – fala Harry sério.
- Vocês acham? – perguntou Gabriel como se ainda não tivesse escolhido o castigo.
- Claro. – responderam os dois juntos.
- Pensa bem, mesmo que a Hermione tenha extrapolado contigo, e reconheço que ela fez isso, não é motivo para que a faça sofrer castigos físicos tão horríveis. – fala Harry.
- Sem contar que a Gina é minha irmã. – fala Rony preocupado.
- Muito bem. Façamos um acordo entre cavalheiros. – diz Gabriel sério. – Eu pego leve, mas você me conta o que tem de errado com você. – fala olhando para Harry.
- Nada. Estou bem. – diz Harry se desviando.
- Não minta. Você é péssimo nisso. – fala Gabriel.
- Como sabe? Pode ler minha mente? – pergunta assustado.
- Não preciso. Seu comportamento indica claramente desconforto, sempre que o assunto se aproxima do dia em que foram no ministério. O que descobriu lá que o assustou tanto assim?
- Sírius morreu naquele dia. – fala Harry se irritando.
- Não. Não é da morte de Sírius que estou falando. – rebate Gabriel calmo.
- O que? – pergunta Rony sem entender nada.
- Tem alguma coisa a ver com isso? – pergunta Harry bravo.
- É claro que tenho. Sou inimigo jurado de Voldemort que é seu inimigo Jurado. Não percebe que com sua atitude atual, sonegando informações, você está me deixando exposto também, sem contar que todos os seus amigos estão pisando em ovos perto de você. – fala Gabriel se irritando também.
- É melhor que não saibam de nada. Assim o risco é menor. – grita Harry ficando nervoso. Sua aura negra começa a se manifestar.
- Baixe essa aura e se acalme antes que eu te ponha pra dormir, rapaz! – grita Gabriel pela primeira vez, o que assusta Rony e Harry que se acalma um pouco. – Você está escondendo informações que podem permitir a todos nós uma chance de sobrevivermos. Agora, se não consegue entender isso, então estamos todos mortos. – termina Gabriel mais calmo.
Silêncio total. Harry estava pensando se deveria contar algo. Rony nem respirava direito para não quebrar o clima e Gabriel aguardava o momento certo. Depois de quase um minuto, Gabriel fala.
- Fiquei sabendo que envolve uma profecia que aparentemente se quebrou durante a luta. Mas pela sua expressão, creio que você a ouviu de alguma outra maneira. Estou certo? – pergunta calmo.
“Muito bem! Vamos descobrir se o que Hades me informou for realmente verdade. Caso contrário, dane-se tudo e vou cumprir a missão diretamente!” – pensa Gabriel sério.
- Sim. – falou Harry. – Mas creio que Hermione deva saber também. E pretendo contar uma única vez, por isso é melhor deixarmos para amanhã.
“Grahhhh! Que droga! Quanto suspense por causa de uma droga de Profecia que deve ser falsa!” - resmunga seu Monstro Interior.
”Protocolos da Missão! Hades me mandou descobrir, portanto, só me resta aguardar!” - pensa Gabriel sério.
- Muito bem. – fala Gabriel. – Concordo com isto, mas amanhã terá que nos contar, e não faça esta cara. Profecias nem sempre se cumprem.
“A sua se cumpriu, não é mesmo?” - ri seu Monstro Interior.
“A ultima parte não!” – responde Gabriel sério.
- Parece que esta sim. – fala Harry deprimido.
- “O futuro não está escrito. Pode no máximo estar rascunhado.” – fala Gabriel para os dois.
- Hein? – pergunta Rony. – Não entendi.
- Significa que o único futuro conhecido é aquele que pode ser mudado. É um ditado trouxa. - fala Gabriel.
- Pode ser. – responde Harry.
- Agora, tem certeza quanto à morte de Sírius? – pergunta Gabriel a Harry sem dó.
- Eu o vi atravessar o véu. – responde Harry emocionado.
- E o corpo? – perguntou Gabriel.
- Não sobrou nada. – falou Harry quase chorando.
- Regra básica número um de uma investigação de Homicídio, ou Bruxicídio. “Sem corpo, sem morte.” – fala Gabriel calmo.
- Dumbledore diz que ele morreu. – falou Harry meio chorando.
- Dumbledore é esperto, mas não infalível. “Não cutucou na ferida!” – completa Gabriel.
- Como é que é? – pergunta Rony.
- Ditado trouxa. Enquanto não puder enfiar o dedo na ferida e constatar a morte do indivíduo, existe a chance de ainda estar vivo. – fala Gabriel.
- Você acha isso? – pergunta Harry subitamente desperto.
- Pra ser sincero, concordo com Dumbledore. Acho que ele morreu, mesmo. Mas, e veja bem, é um grande, MAS, enquanto não cutucar na ferida... Não se pode afirmar nada. – completou Gabriel.
- Se ele estivesse vivo, teria aparecido para mim. Sabe o quanto estou sofrendo. - fala Harry cansado e magoado.
- Está mesmo! Nunca vi um bundão tão grande. – fala Gabriel sério. - O Neville de olhos fechados pode acabar contigo. Voldemort poderia dar um grito e você morrer pelo deslocamento de ar. A partir de amanhã, você, o Rony, Neville, Simas e Draco começam a treinar comigo. Comece a se alimentar direito, por que a partir de amanhã vai precisar e muito de energia. Providenciem material esportivo para corrida. Vamos começar às 17h30min horas, no campo de quadribol.
- Vamos jogar? – pergunta Rony subitamente alegre.
- Não. Vocês vão correr até ganhar resistência física, depois vão levantar pesos para ganhar músculos e depois vão treinar luta comigo. – responde Gabriel e completa rindo. – E logo depois vão desejar estar mortos.
“Vai treiná-los?” – pergunta seu Monstro interior divertido.
“Não tenho escolha! Protocolos da Missão, lembra?” - responde Gabriel mentalmente. – “Praga! Isso é uma piada de mau gosto do Hades, só pode!”
Depois de deixar os dois o olhando espantado, vai tomar um banho e depois de se trocar, desce juntos com os dois para o salão principal.
Senta-se e começa a se alimentar. Nota que as quatro brigonas já estavam lá, e nem comiam direito. O que ele tinha falado para Gina e Hermione já tinha chegado aos ouvidos de Melissa e Ruth.
Pontualmente, as 20:00 hs, ele recebe um sinal da Prof. Minerva o autorizando a começar. Com um movimento da varinha dela, as mesas se afastam do centro da sala, recuando para os lados. Todos os alunos observam em silêncio, enquanto Filch entra no salão com uma caixa comprida e a deposita a sua frente.
Gabriel sorri e agradece a Filch pelo empréstimo do Manual, entregando-lhe o manual completamente restaurado, dizendo ter sido muito útil para a definição do castigo. As meninas tremem.
A outro sinal, desta vez de Dumbledore, Gabriel começa a falar, calmamente.
- Gostaria de convidar as quatro envolvidas nas altercações de ontem, aqui no salão principal. – fala em voz alta.
Imediatamente, porém meio assustadas, Gina, Hermione, Melissa e Ruth comparecem ao meio da sala.
- Por favor, aproximem-se. – fala Gabriel com um sorriso assustador.
Elas lentamente se aproximam de onde ele está então ele se abaixa, e de costas para todos, abre a caixa que Filch lhe entregara. Retira algo dali de dentro, piscando para a mesa dos professores, que são os únicos no momento a ver o que ele pegou na caixa.
- Filch! Mas isto é uma beleza. Uma verdadeira obra de arte. Diga-me que ainda fabricam disso? – pergunta Gabriel em voz alta, mas sem mostrar o que tinha na caixa.
- Infelizmente não. É uma pena. Ele estava em um estado lastimável, mas como pode ver, consegui restaurá-lo a tempo. – responde Filch orgulhoso de seu feito.
- Realmente Filch! Belíssimo trabalho de Restauração. Obra de um gênio, sem dúvida. Creio que terá muito futuro neste ramo de atividade. Talvez nas horas vagas, quem sabe? – fala Gabriel se voltando para as acusadas e tendo nas mãos um chicote de cabo vermelho sangue e de longos fios negros, com pequenos pesos nas pontas. – Observo que este artefato machuca mesmo sem cortar a pele, não é mesmo, Filch? - e ante a concordância dele continua – Realmente, algo fenomenal.
As moças a esta altura já estavam apavoradas, temendo serem castigadas em pleno salão principal com um chicote por um sádico. Gabriel se vira e as olha nos olhos, calmamente enquanto mantém o chicote parado em sua mão esquerda.
- Ontem à noite, após a discussão, falei com as quatro senhoritas e fiz um pedido. Podem descrever o pedido que eu fiz? – pergunta as quatro.
- Era para nos procurar-mos e pedir-mos desculpas umas as outras. – fala Melissa imediatamente.
- Fizeram isso? – pergunta Gabriel sério.
- Não. – respondem todas juntas.
- Bem, parece ser um bom momento para fazer isso, não é mesmo? – fala Gabriel com a voz gelada e se afasta girando o chicote em sua mão esquerda, como se sentisse o peso do mesmo. – NÃO É MESMO? – pergunta novamente erguendo a voz e batendo com o chicote no chão, arrancando fagulhas do piso.
Imediatamente as quatro se assustam, Ruth, praticamente a beira do choro, pedem desculpas e juram jamais repetir isso. Enquanto Gabriel vai até a mesa dos professores e conversa com Dumbledore e Minerva mostrando o chicote restaurado. Snape e Lupin também olham e Moddy pede para segurá-lo. Os demais professores também o pegam nas mãos apreciando o trabalho bem feito e elogiando a peça.
Pegando novamente o chicote das mãos da professora de vôo, Gabriel volta-se para as “acusadas”, que ficam mais apreensivas ainda. Em voz alta, Gabriel pergunta a todos os alunos.
- Estive conversando com os professores, e não ouvi se os pedidos de desculpas foram realmente sinceros. Agora, pergunto aos colegas. Os pedidos foram sinceros ou não?
Entre coros de “Sim” , “é claro” , “óbvio” havia alguns de “Não” , “Foi falso” e outros.
- Muito bem, como a maioria dos colegas considerou que as desculpas foram sinceras, passarei agora a aplicar a vossa detenção. Entreguem-me suas varinhas, por favor. – pede Gabriel e as quatro entregam as varinhas, e ele as guarda no bolso de trás da calça.
- Gostaria de apresentar a todos os alunos, uma peça histórica. Todos nós sabemos que Rovena Ravenclaw adorava cavalgar. Faz parte da história da escola e creio que todos sabem, ou pelo menos os que ficam acordados nas aulas do Prof. Bins, não é mesmo, Draco e Weasley? – risadas em todo o salão, inclusive na mesa dos professores.
– Felizmente notei este objeto em uma caixa larga e comprida na biblioteca hoje a tarde. Conferi com os quadros em que aparecem e após fazer uma pesquisa com os Professores Dumbledore e com o Prof. Bins, confirmamos que este é o lendário chicote que pertenceu a Rovena Ravenclaw, e, de agora em diante, perfeitamente restaurado pelo Sr. Filch, ficará em exibição no salão principal até amanhã à noite, quando será dado um destino adequado a ele.
E utilizando a varinha, conjurou um pedestal de pedra, onde colocou o chicote para ser observado, por todos.
– Agora, senhoritas, vossa detenção. – fala Gabriel e o salão fica em silêncio novamente. - De acordo com a Professora Minerva, temos uma Hemoteca em Hogwarts na Sala 403. Aparentemente ela está já há algum tempo precisando de organização e limpeza, portanto, a partir de agora, vocês quatro são responsáveis por isso. Tem até a meia noite para acabar. Aproveitem e separem todo e qualquer material que encontrarem sobre Voldemort, todo e qualquer assunto, ordenado por data e em ordem de importância histórica. Depois faremos uma exposição do Material que separarem. Podem começar, imediatamente!! – fala Gabriel seco e as quatro saem envergonhadas, imediatamente para o local escolhido.
Gabriel é chamado por Minerva, e se aproxima rapidamente da mesa de professores.
- Pois não, professora? – pergunta Gabriel sorrindo.
- Ficamos impressionados pela forma que atuou hoje. Falando francamente, creio que qualquer um do salão achou que seriam açoitadas em público. – fala Minerva rindo baixinho sob os olhares dos demais professores que também riam.
- Na verdade, creio que o susto foi uma forma muito eficaz de conseguir que se perdoassem. Acho que vou incluir isso em minhas aulas. – falou Snape pensativo.
- Se me derem licença, quero acompanhar os trabalhos das mocinhas, antes que comecem outra discussão. – fala Gabriel. – Com vossa licença.
E foi até onde estavam os rapazes. Draco respirava aliviado.
- Cara que susto você me deu. – falou ele.
- Por quê? Só as fiz pedir desculpas em público e organizar a Hemoteca. Devem existir centenas de coisas mais difíceis de fazer. – fala Gabriel sério.
- Não é o que você fala, e sim como você fala. – diz Harry sorrindo.
- Que é isso? Vocês estão se assustando a toa. – fala Gabriel. – A partir de amanhã à tarde, vocês vão ter motivos reais para se assustar. Já avisaram dos treinos? – perguntou Gabriel e todos confirmaram. - Então já sabem. Alimentem-se bem. Agora me deixem acompanhar a detenção antes que elas briguem outra vez. – e calmamente foi até a sala 403. Passou na cozinha, antes e pegou algumas coisas que seriam necessárias para acalmar a fúria das mocinhas, colocando-as em uma cesta de piquenique que conjura e carrega na mão.
Depois de alguns minutos, chega à sala onde elas estavam limpando e organizando as coisas. Tudo em silêncio absoluto. Ruth até chorava baixinho. Gabriel as olha e sorri. Depois de alguns instantes abre a porta e sente o cheiro de mofo. Havia uma nuvem de pó onde elas estavam.
- Nossa. Que cheiro, saiam daí. – fala Gabriel. Assim que as “condenadas” saem da sala, Gabriel pega sua varinha e faz um feitiço que renova o ar da sala, ao mesmo tempo em que tira toda a poeira da sala.
Logo depois disso, Gabriel conjura novas prateleiras para substituir as antigas. Depois, ainda com sua varinha erguida, executa mais um feitiço e faz com que todos os materiais ali dentro se dividam por tipo Jornais de um lado e Revistas de outro. Com mais um feitiço, coloca-os em ordem de data. Com outro feitiço limpa todos os jornais e revistas e com mais um restaura os que estavam estragados. A seguir coloca-os na prateleira, tudo em menos de um minuto. Conjura também globos de luz, para iluminar o local e alguns vasos de flores, além de quadros nas paredes, que mostravam paisagens naturais, como uma queda d’água, ou uma montanha com neve.
Entra na sala e conjura uma mesa grande e várias cadeiras estofadas. A seguir, convida-as a entrar e sentarem-se junto à mesa. Quando fazem isso, ele com a varinha fecha a porta colocando nela um feitiço para que ninguém a abra e outro feitiço Confundus na porta. A seguir coloca sua varinha na mesa diante delas e pega a cesta de piquenique e coloca sobre a mesa. Olha para elas e começa a rir baixinho.
- O que é tão engraçado assim? – pergunta Gina irritada.
- A cara que vocês fizeram no salão principal foi impagável. – fala Gabriel rindo em voz alta.
- O que você esperava? – bufou Melissa.
- Nós estávamos assustadas. – falou Ruth.
- Não. Vocês não estavam assustadas, vocês estavam apavoradas. – Gabriel ri abertamente.
- O que você esperava depois do seu discurso sobre castigos físicos no salão comunal? – pergunta Hermione irritada.
- È mesmo. Por que fez aquilo? – pergunta Gina.
- Simples. Vocês forçaram a barra. Vocês me desafiaram perante os colegas, e daí, ou eu mostrava as possibilidades para vocês, ou não daria certo. – fala Gabriel rindo.
- Sabe. Eu estou sinceramente com vontade de te azarar. – fala Hermione com raiva na voz.
- Você pode até tentar. – fala Gabriel entregando a varinha para Hermione. – Prometo que durante um minuto, não farei nada, nem mesmo vou usar a varinha pra me defender. Mas, se depois de um minuto tentando, se não conseguir, promete que vai se acalmar e me ouvir? Pra valer? – pergunta Gabriel calmo.
- Ótimo. – fala Hermione irritada e com voz desafiadora. – Um minuto, não é?
- Sim. Só espere um instante. – e Gabriel conjura uma ampulheta com a quantidade exata de areia que valesse um minuto. Depois disso solta sua varinha sobre a mesa e recua 5 passos. – Pode começar. – fala Gabriel.
Contando com seus poderes, Gabriel sabia exatamente quais seriam as azarações que ela usaria, e com a espada o defendendo, pode se movimentar rapidamente pela sala. Cada vez que Hermione pensava numa azaração, ele se movia. E ela tentou. Fez mais de 20 azarações em menos de um minuto. Mas nenhuma o atingiu. Quando acabou a areia da ampulheta, Gabriel a olhou com calma e parou de se mover.
- Vai me ouvir, agora? – perguntou sério.
- Vou. Vou ouvir. – fala ela cansada sentando-se.
- O que você fez ontem, foi muito errado. Mas muito errado mesmo. E você também Melissa. Não havia a necessidade de brigarem por uma coisa tão sem sentido. Depois do acontecido, eu pedi para que vocês se acertassem, mas nenhuma quis sequer ouvir. – fala Gabriel.
- Daí você decide nos humilhar perante todo mundo, né? – pergunta Gina.
- Era isso, ou vocês serem expulsas. – retorna Gabriel calmo.
- Como é que é? – pergunta Melissa.
- Vocês não sabem ainda e se disserem que eu contei, eu nego, mas Dumbledore está sob extrema pressão para mudar a forma como as coisas são feitas aqui. O que aconteceu ano passado com a Umbridge foi só o início. Tem gente graúda de olho na cadeira de Dumbledore e ele precisa mostrar que as coisas aqui estão em ordem. Daí, que quatro alunas resolvem brigar no salão principal, e das quatro, três são monitoras. O que sobra de opção para ele além da expulsão de vocês? – fala Gabriel. - Olhem bem para vocês. A única coisa que fizeram hoje foi passar um pouco de medo, e pedirem desculpas umas as outras. Somente isso. Mais nada. Coisa que se tivessem feito ontem, teria resolvido tudo de uma vez. – continua Gabriel calmo. – Mas vocês foram cabeças duras demais para entender isso.
- E agora? – pergunta Gina triste.
- Agora vocês vão fazer um pequeno lanche, pois vi que nenhuma de vocês comeu no jantar, e devem estar famintas. Depois vocês vão terminar a detenção. – diz Gabriel abrindo a cesta de lanches.
- Você já fez tudo. – responde Melissa.
- Não. Falta o mais importante. Separar tudo o que contiver o nome de Voldemort, e deixar em ordem de data. Simples, mas trabalhoso. Aqui estão as varinhas de vocês. – diz Gabriel colocando as varinhas em cima da mesa. – Agora, comam alguma coisa e depois podem começar o trabalho.
- Pra que fazer isso, afinal? – pergunta Ruth.
- Conhece um Dementador? – pergunta Gabriel calmo.
- Claro. – responde ela.
- Sabe como combatê-lo? – torna Gabriel a perguntar.
- Sei. Com o Patrono. – responde ela.
- E como sabe que é com o Patrono? – torna Gabriel a perguntar.
- Por que meu professor de DCAT disse. – responde ela irritando-se.
- E como acha que ele sabe? - torna Gabriel a perguntar.
- Por que ele descobriu. – responde ela.
- Exato. Ele, ou alguém, descobriu que pode afastar os Dementadores com o Patrono. Mas para descobrir como combater algo, precisamos estudar este algo, antes. Eu tenho que combater Voldemort, assim como vocês. Portanto, antes de qualquer coisa, precisamos estudá-lo. – fala Gabriel calmo. – Por que sabendo tudo o que for possível sobre algo, pode entender este algo e criar uma maneira de combater. Entenderam? – pergunta Gabriel.
- O que vamos fazer é conhecer Voldemort? – pergunta Gina incrédula, lembrando-se de seu primeiro ano e do diário.
- Isto mesmo. Vamos começar com a história dele. Para começo de conversa, qual o nome dele? Quem são seus pais? Onde nasceu? O que fez antes de vir pra cá? Quem o buscou? Com quem daqui teve contato? Colegas? Amigos? Será que ele tem parentes lá fora? O que pudermos descobrir será de extrema importância. Tudo o que for possível. – fala Gabriel.
- Muitas destas informações podem ser conseguidas com Dumbledore. – fala Hermione. Acredito que saiba mais do que qualquer um sobre Voldemort.
- Correto. Nota 10, Hermione. – responde Gabriel e ela, assim como Gina, notam que ele parou de usar o “Monitora Granger”. – Mas o problema de ter tanta informação na cabeça de uma pessoa só, é que essa pessoa pode acabar confundindo coisas e misturando informações. – fala Gabriel – Ou morrendo e perdendo as Informações.
- Não entendi. – fala Melissa.
- Olha só. Para nós aqui, tudo o que descobrirmos é novidade, certo? – pergunta Gabriel.
- Certo. – responde Melissa.
- Mas para Dumbledore que conhece o assunto a fundo, os dados conseguidos por nós terão como finalidade conferir com os que ele já sabe. Por exemplo: se ele conhece os pais do Voldemort, como era o nome da mãe. – fala Gabriel.
- E pra que conhecer o nome da mãe dele? – pergunta Gina espantada.
- Gina, como é o nome da sua mãe? – pergunta Gabriel paciente.
- Molly. – responde Gina.
- Certo. Suponha que eu esteja lutando contra você e você me desarmou e vai dar cabo de mim, eu olho por sobre o seu ombro e grito: “Molly, ajude-me!”. Imediatamente, querendo ou não, você olha para trás, para ver se é verdade que sua mãe está ali. Naquela fração de segundo em que você parou de me olhar, eu passo uma rasteira em você e te derrubo. Entendeu como algo simples pode ter muito significado na hora da luta?
- Entendi. – responde Gina assombrada por nunca ter pensado nisso.
- Vocês ficariam espantadas em saber o quanto uma informação pequena como essa, pode definir uma luta. Agora comam. Depois comecem a pesquisa. Assim que tivermos informações suficientes, vamos juntar tudo o que sabemos e vamos chamar Dumbledore para compararmos com ele, até chegar aos dados certos, daí sim podemos estudar o perfil dele. E aí é que fica interessante. Pois conhecendo o inimigo, tem-se uma pequena vantagem sobre ele. Agora comam, por que saco vazio não para em pé. Volto em 10 minutos para acompanhar o trabalho de vocês. – falou Gabriel e saiu da sala, enquanto as “condenadas” começam a comer pequenos quitutes que ele tinha pegado na cozinha, além de uma térmica com suco e vários copos.
Enquanto elas lanchavam, Gabriel preparava-se para a pior parte da noite. Colocar as coisas com Hermione nos eixos novamente. Ela o tinha magoado muito, e ele devolveu na mesma moeda. Portanto, era hora de se acertarem novamente. E cabia a ele o primeiro passo. E não seria nada fácil.
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