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19. Detenção


Fic: Apollyon 1 - Romance, sexo, guerra. HP como voce nunca imaginou NC 18 FIC CONCLUIDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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No dia seguinte, no horário de sempre, tomava seu café tranqüilo quando Rony e Harry chegam ao Salão Principal, desanimados.
- O que houve? – pergunta Gabriel.
- É que hoje seria o dia de nosso treino de quadribol. – responde Harry.
- Animem-se, teremos aulas interessantes hoje. Transfiguração e Feitiços pela manhã. – fala Gabriel.
- É, e a noite Clube de Feitiços. – fala Rony. – Como você é com mágica? – pergunta a Gabriel.
“Se quiser eu mostro pra ele!” – rosnou seu Monstro Interior.
- Ah, sei lá. Acho que me viro. – responde Gabriel aéreo.
- Sei. Se for que nem Defesa Pessoal...- riu Harry.
- Não. Não sou assim tão bom. Acho que sou mais como o Neville mesmo, bom vocês viram na aula de DCAT, né? Não sou muito bom com Magia, acho. – fala Gabriel.
- Não esquenta. Qualquer coisa a gente te ajuda. – fala Harry.
- É, é pra isso que servem os amigos. – fala Rony.
- Puxa, obrigado. Acho que vou querer sim. – falou Gabriel sorrindo enquanto chegava o correio com as corujas.
Enquanto alguns recebiam cartas de casa, de repente Gabriel começa a receber dezenas de corujas, cada uma deixando uma carta em sua frente. Mais uma coruja, esta com o Profeta Diário.
“De novo, não!” - pensou Gabriel. Manchete Principal. “De novo, não!”
Jovem Prodígio desenvolve Poção que Cura a Maldição do Lobisomem
Logo abaixo uma descrição breve da forma como tinha sido criada a poção, bem como um estudo científico extremamente bem documentado com os dados específicos, tempos, forma de preparo, o nome de Remo Lupin como cobaia voluntária, descrevendo a cura e a confirmação de que a poção funcionava. Vários bruxos tinham seguido as instruções descritas e tinham tomado testados em voluntários, durante o dia de ontem e choviam mensagens de hospitais confirmando que a poção funcionava ainda melhor do que relatada por Snape. Todos elogiavam o trabalho desenvolvido.
Mas o problema maior para Gabriel era que seu nome estava na reportagem e o Editorial era ainda mais favorável. Agora o Editorial clamava abertamente o porquê do rapaz ainda não tinha ganhado a Ordem de Merlin.
”Isto está virando um pesadelo!! Preciso falar com Narcisa Malfoy. Urgente!” - pensa Gabriel preocupado.
Olhando triste para a longa pilha de cartas, pensou em queimar sem ler, mas era melhor olhar para ter certeza. Usando seus poderes muito levemente, observou que nenhuma delas continha algo perigoso, como poções ou maldições. Olhando para seus colegas, indicou a pilha de cartas e começaram os três a lerem as cartas.
- Esta agradece pela criação da Poção. – fala Harry. – Diz que vai poder ter uma vida normal.
- Este aqui quer saber se você sabe a poção para... O amor perdido? – ri Rony com outra carta.
- Há! Bem que eu queria saber. – falou Gabriel chateado.
Neville e Simas chegam e começam a ajudar a ler as cartas. Logo Neville lhe entrega uma.
- Uau! É da Sociedade dos Preparadores de Poções mais famosa do mundo, solicitando que faça uma exibição pública da preparação da poção e informam que incluíram seu nome na relação anual de Candidatos a Serem Sócios. Caraca! - fala Neville – Estes caras são famosos. Sei por que minha avó sempre quis entrar e nunca conseguiu.
- Ei. – fala Simas. – Ouçam isso: “Agora finalmente meus dois filhos de 3 e 4 anos de vida poderão voltar a sorrir”.
- Emocionante, com certeza. Agora eu queria saber quem foi o idiota que escreveu esta matéria dizendo que eu fui o criador da poção. Eu só mostrei como fazer, não a criei. Era para ser um grupo de estudos desconhecido, não foi este o acordo com o Snape? – perguntou Gabriel, pois havia percebido que Snape estava se aproximando deles curioso. – Droga. Dá a impressão que fiz tudo sozinho. Nhaca! Vou escrever uma carta para este idiota. É melhor resolver isso de uma vez. Quem foi que escreveu esta droga, afinal? – pergunta irritado. Mas bastou olhar para o topo da matéria e lá estava ela novamente: Rita Skeeter. – Mas o serviço dessa mulher é me perseguir? Rony me empresta um pergaminho, por favor? Vou acabar com isso. – fala Gabriel e nota que Snape se afasta sorrindo.
- Claro. Tá aqui. – fala Rony e empresta um pergaminho para Gabriel que pega uma pena e com a varinha coloca nela um feitiço.
Logo ela fica de pé, parada sobre o pergaminho. Seus colegas olham aquilo, interessados. Logo a pena começa a escrever sozinha, e Harry tem péssimas recordações de já ter visto uma dessas em funcionamento. Dali a pouco uma longa carta estava escrita. Fechando a carta, pensou em ir até o corujal para chamar Apollo, mas neste instante ele entra planando por todas as mesas, e dando um grito, espalha corujas para todos os lados, até pousar no ombro de Gabriel, olhando para todos os lados com orgulho.
- Caraca! - fala Simas impressionado. – Um Gavião Real como correio é com certeza uma novidade. Eles custam um dinheirão. Você é rico? – pergunta a Gabriel direto.
- Claro que sou! – responde Gabriel em tom de pilhéria. E completa. – Sou dono de metade do Beco Diagonal e de um terço do Gringotes. Devo ter uns 15 bilhões de Galeões. – fala Gabriel rindo como se fosse uma piada.
- Claro. – falou Rony rindo. – Eu sou dono da outra parte do Gringotes. Devo ter uns 30 bilhões de Galeões. – mais risadas na mesa.
- É. Eu sou sócio de parte do time de Quadribol, “Os Estrelas Berrantes”. – fala Neville rindo em voz alta.
Vários alunos chegaram e começaram a participar da piadinha, inclusive Draco que tinha um pergaminho lacrado na mão. Obviamente de sua mãe.
Enquanto as piadinhas continuavam, Gabriel pegou uma pequena carta na perna de Apollo. Era de Snit.
“Saudações chefe. Fico feliz em ver pelos jornais que está se saindo bem. Envio anexo o seu pedido, bem como a relação das empresas pesquisadas. Aquelas que pareceram mais rentáveis e seguras estão em cor verde. Os negócios vão bem, até demais. Fico feliz de informar que dentre as escrituras, existe a de uma casa que se adequou a seus desejos. Enviei um artista para lá e em um ou dois dias lhe envio o desenho. Tenho percebido perguntas vindas de todos os lados, referentes a você, mas estou controlando os boatos. Não chegaram a nenhum ponto crítico. Rita Skeeter está tentando desesperadamente bisbilhotar nossos negócios. Acho melhor preparar um plano de ação, só por precaução. Adquiri um Gavião Real da mesma espécie que o seu só que fêmea, assim pode ter uma linha de comunicação mais ativa. Acho que Apollo é que gostou. Parabéns pela poção! Tem uma que cure unha encravada? Hehehe. Snit”.
Rindo ao traduzir mentalmente o código, Gabriel coloca na perna de Apollo, um bilhete para Snit, dizendo ter recebido as informações e que daria uma olhada nos próximos dias. Ao mesmo tempo solicitava entregar, por portador que não pudesse identificar de onde viera, discretamente aquela carta ao Profeta Diário. Solicitava, também, que ele ficasse de olho em Rita Skeeter. Que contratasse uma empresa de vigilância bruxa para investigar o que ela estava fazendo e que lhe entregassem relatórios diários. Tudo usando o mesmo código. Pediu a Apollo que esperasse um pouco antes de ir. Apollo piou e ficou feliz quando Simas começou a brincar com ele, dando-lhe pequenos pedaços de comida, que ele comia satisfeito.
Pegando outro pergaminho, escreveu para a Sociedade dos Preparadores de Poções, dizendo claramente não ser o criador da poção, tendo apenas a reproduzido em aula, e que se desejassem uma Exibição Pública, deveriam convidar o Professor Severus Snape, que era muitíssimo mais capacitado do que ele para tal coisa, e fez uma relação dos feitos de Snape que se lembrava, enchendo a bola do professor.
Lamentava, também, mas pedia a retirada de seu nome dos Candidatos a Sócios, uma vez que não era um feito seu, que estava sendo avaliado. Fechou e lacrou a carta. Pediu a Harry se ele emprestava a coruja dele, e com a confirmação, enviou Edwiges com a carta.
Depois de todas as cartas lidas, Gabriel pegou-as e fez um pequeno pacote. Era hora de irritar alguém. Discretamente escreveu num pequeno pedaço de pergaminho uma mensagem para Lupin. “Alguns ainda entendem a palavra Obrigada, no mundo bruxo” . Pediu a Neville para que entregasse, discretamente para Lupin, coisa que Neville concordou.
A seguir, olhou para Draco que entendendo o olhar, lhe entregou a carta.
“Humm! Carta Perfumada! Caramba! A mulher tá a fim!” – riu seu “Monstro Interior”.
“Voltou é? Já pensou no que Zeus faria comigo se ouvisse o que acabou de me dizer?” – perguntou Gabriel mentalmente.
”E daí? Ele faria contigo, não comigo!” - responde o “Monstro Interior”.
.Abrindo o pergaminho, e vendo que todos conversavam distraídos, leu rapidamente.
“Saudações meu belo e gentil cavalheiro. Fiz o eu me pediu, infelizmente percebo agora, sem resultados. Tentei argumentar, mas creio que ele só irá parar quando você conceder uma entrevista exclusiva para eles. Confirmei que é amigo do meu filho, e ele só falta te colocar numa estátua. Como eu havia lhe dito, suas palavras no Jantar de Abertura tocaram profundamente vários ex-alunos da minha casa, como a ele também. Ficamos conversando, e, discretamente o fiz perceber seus desejos. Aparentemente, o filho dele escreve todo dia para ele contando seus feitos. Lamento não poder ajudar mais, mas como me pediu discrição, e não querendo forçar um ‘contato pessoal mais íntimo’ com ele, tive que parar por aí. Na esperança de revê-lo em breve para que possamos ter mais uma “Experiência Pessoal Mais Íntima”. Sempre ao vosso dispor, Narcisa Malfoy.”.
”Nhaca! Paciência. O caminho tinha sido tentado, mas não foi possível. Teria que pensar em outra coisa. Que papo era aquele de ‘mais uma “Experiência Pessoal Mais Íntima?”’ . Foi aí que se lembrou da conversa no Jardim que tivera com Narcisa. Ela realmente o estava caçando, como Draco o havia avisado.
“Tudo bem, já mudo o alvo dela! Acho que em um ou dois dias eu a faço me esquecer, discretamente!” - pensa Gabriel sorrindo.
Colocou o pergaminho no bolso de sua camisa, junto com os relatórios de Snit e pensou furiosamente. Teria que agradecer aos esforços de Narcisa, de alguma maneira elegante. Restava saber como. Pensou um pouco e descobriu. Snit.
“Favor verificar a possibilidade de adquirir uma jóia pequena e delicada para presentear uma senhora elegante e especial, por tentar me ajudar. Nada escandaloso, nem despretensioso demais. Como os machos de minha espécie são obtusos demais para conseguir isto, solicito a você. Caso ache não estar capacitado para tal missão (Não fique chateado, eu mesmo não estou capacitado para algo assim), sugiro enviar uma fêmea humana que trabalha na empresa para fazer isso (aparentemente elas têm essa habilidade). Depois de conseguir, me envie, num pacote de presente delicado. Tenho urgência. Gabriel”
Colocando mais este na perna de Apollo, enviou-o novamente para Snit. Logo a seguir cumprimentou seus amigos e foi para o quarto, pegar o livro de transfiguração. Não percebeu os olhares de Hermione quando Draco lhe entregou o pergaminho.
Ela sabia de quem era, só não sabia o que estava escrito.
“Mas isso pode ser resolvido!” – pensou ela determinada.
Chegando ao quarto, Gabriel colocou os pergaminhos na gaveta de sua mesa de estudos e pegando os livros das aulas do dia, foi para a sala adequada.
Assim que a aula começou, Gabriel ficou observando os alunos tentarem cumprir suas tarefas. A daquele dia era trocar a cor dos olhos. Gabriel executou o feitiço indicado e logo estava com os olhos negros. Foi um dos poucos que conseguiram. Logo voltou os olhos a cor normal. Para ele, aquilo era tão... básico, que tinha que se controlar para não dar bandeira. Começou a ajudar Neville, que estava com um olho de cada cor. Ensinou-o pacientemente e logo ele conseguiu também. Fazendo muita festa. Recebeu um olhar de agradecimento discreto de Minerva e ficou vendo as tentativas fracassadas dos colegas.
Na aula de feitiços, também não houve dificuldade, mas não foi brilhante. Disfarçou como pôde. A única coisa estranha foi Hermione se sentir indisposta e pedir para sair antes. Foi liberada sem problemas. Dali uma hora a aula acabava e eles foram liberados para o almoço.
Neste intervalo, Hermione voltou correndo para a Grifinória e vendo que havia poucos alunos, foi diretamente até o dormitório de Gabriel. Procurou e logo encontrou os pergaminhos, temendo ser apanhada, com um floreio da varinha, fez uma cópia dos pergaminhos, ainda se ler e saiu para seu dormitório.
Indo até seu dormitório e como não teria aula naquela tarde, Gabriel pegou seus pergaminhos enquanto conversava com Rony, e resolveu estudar as opções de investimento logo após o almoço. Não percebeu que estavam ligeiramente fora do seu local original.
Enquanto estava almoçando, recebeu via coruja um pergaminho de Dumbledore que lhe concedia acesso irrestrito a Biblioteca. Ótimo. Poderia usar isto ainda hoje.
Saiu dali e foi para os jardins, onde se sentou embaixo de uma árvore e começou a estudar as empresas que Snit havia indicado. Como não conhecia a maioria, indicou que se Snit achava adequado, investisse. Uma, no entanto ele reservou um tempinho em especial. Gemialidades Weasley. Com certeza mereciam um investimento, pois no futuro seriam muito úteis. Tinha algumas idéias, que eles poderiam desenvolver, não só de brinquedos, mas principalmente armas bruxas, que pareciam brincadeira, mas se corretamente utilizadas, dariam uma vantagem a mais, na hora da briga. Autorizou o investimento. Fechando seu pergaminho, foi até o corujal, e viu que Apollo já estava por lá. Entregou-lhe o pergaminho e enviou para Snit.
Voltou para o Jardim e sentou-se embaixo da mesma árvore, esperando o horário de almoço acabar para poder usar a biblioteca.
Dali a pouco, Gina chegou caminhando ao lado de Draco. Cumprimentaram-se e sentaram-se a seu lado.
- Podemos conversar Gabriel? – perguntou Gina.
- Claro. – sorriu ele. – O que posso fazer por vocês?
- Não é por nós. – falou Draco. – Trata-se de Hermione.
“Ela é realmente insistente, Não?” – pergunta seu “Monstro Interior” rindo.
“Quieto!” – pensou Gabriel.
Suspirando fundo, e com calma, olhou para Gina.
- O que foi que eu fiz de errado, agora? – perguntou triste.
- Na verdade, nada. É que ela não engoliu ainda aquele pedido de desculpas que você pediu que ela e eu fizéssemos para Melissa. – respondeu Gina séria.
- Já se desculparam? – perguntou Gabriel curioso.
- Não. – respondeu Gina seca. – Nem espere que aconteça.
“E você realmente acreditava que iriam fazer isso?” – falou seu “Monstro Interior” rindo.
“Cale-se!” – pensou Gabriel.
- Qual o motivo, afinal? – perguntou Gabriel. – Se eu, depois do que fiz com Krum pude me desculpar, por que vocês não?
- Você não entende, não é? – perguntou ela curiosa.
- Não. Realmente não entendo. – respondeu ele ainda calmo.
- Melissa está a fim de você! Assim como muitas outras, que ainda estão vendo onde estão se metendo, depois da briga de ontem. – falou Draco.
“Muitas outras, ouviu? E você parado como um poste!” – riu seu “Monstro Interior”.
“Cale-se!” – pensou Gabriel.
- E daí? – pergunta Gabriel completamente perdido. Enquanto olhava para o jardim que estava cheio de alunos passeando, a maioria mulheres, algumas o olhavam e sorriam. Duas inclusive acenaram para ele, e ele retribuiu com um movimento de cabeça, o que as fez saírem dando risinhos. – O que tem a ver uma coisa com outra?
- Se Hermione se desculpar, vai passar a impressão de que está desistindo. Ela vai “perder a moral” , por assim dizer. – responde Gina como se falasse com uma criança de dois anos.
“A Ruiva ataca novamente!” – riu seu “Monstro Interior”.
“Dá para ficar quieto?” – pensou Gabriel.
- Incrível. Vocês preferem brigar por algo sem sentido, mas não conseguem se desculpar por algo importante. – responde Gabriel chateado.
- Vou lhe explicar de outra forma, Gabriel. – disse Draco. – Vejo que não tem muita experiência com estes acontecimentos, não é?
- Nenhuma, para ser sincero. – fala Gabriel desanimado.
- O que? Nunca teve uma namorada? – pergunta Gina em voz alta, surpresa.
Gabriel tem vontade de sumir dentro do chão. Todas as pessoas num raio de 100 metros olham fixamente para ele. As mulheres agora sorriam para ele abertamente, algumas até aumentavam o decote das camisas abrindo mais botões.
“Touché! Admita, esta pegou lá no fundo!” – gargalhava seu “Monstro Interior”.
“Cale-se! Cale-se! Cale-se!“ - pensou Gabriel zangado agora.
- Eu lhe ofereceria um feitiço Sonorus, ou um megafone trouxa, por que acho que em Londres alguém ainda não ouviu, mas não tenho certeza disso. – fala Gabriel para Gina, chateado.
- Desculpe. – fala ela com a voz sumida.
- Tudo bem, esquece. – fala Gabriel se acalmando e sorrindo para ela. – Gina, eu já tive mulheres em minha vida, já passei por situações com elas que vocês só passarão dentro de algum tempo, isso se o Draco tiver juízo, mas nunca fiquei nessa de namoricos de escola, entende?
- Então é hora de se preparar, por que ai vem chumbo grosso. – fala Draco olhando atrás de Gabriel.
Pelo olhar que Draco lhe enviou, não teve dúvidas. Era Hermione chegando.
- Posso me sentar? – perguntou ela com a voz agradável.
- É claro. – respondeu Draco. – Uma mulher bonita é sempre bem vinda.
- Obrigado. – responde Hermione. – Pelo menos alguns ainda possuem educação nesta escola.
- Com licença. Tenho um compromisso inadiável. – fala Gabriel com a voz mais gélida possível. E sem dar atenção a mais nada, saiu em direção ao castelo. Precisava ir a Biblioteca.
- Eu não disse? – perguntou Hermione com os olhos cheios d’água. – Ele não quer falar mais comigo.
- Me deixe tentar falar com ele. – diz Draco.
- Não. – fala Gina. – Isto é um serviço pra mulher. Com licença. – fala ela, saindo atrás de Gabriel.
- Você também não colabora, né? – pergunta Draco chateado com a situação dos dois.
- O que foi que fiz agora? – pergunta Hermione de volta.
- Por que não esperou que nós o acalmássemos como combinado? Pense nele como um “animal selvagem” . Se agir de forma errada, ele vai fugir sempre. Daí você chega e já joga uma pedra no cara. Esperava que ele fizesse o que? – pergunta Draco seco.
- O que devo fazer? – pergunta ela.
- Deixe a Gina cuidar disso. Pelo visto ela tem mais experiência do que nós dois juntos. – responde Draco sorrindo. Tinha descoberto que a Gina era bem como o Gabriel. Manipuladora discreta e eficiente. Já teve várias de suas idéias mudadas por ela, com uma simples argumentação. “Realmente, é preciso uma pessoa especial para fazer parte da Família Malfoy.” - pensa Draco sorrindo.

Gabriel saiu irritado do jardim e entrou no castelo, indo em direção a biblioteca. Quando passava pela sala de Minerva, foi chamado.
- Pois não, professora? – perguntou Gabriel entrando na sala da Professora.
- Gostaria de agradecer sua atuação na discussão de ontem à noite. – falou ela.
- Nada fiz que mereça tal agradecimento, professora. Apenas impedi que algo errado se prolongasse. – respondeu Gabriel educadamente.
- Mesmo que pense assim, agradeço. Agora preciso pensar em uma detenção adequada as quatro alunas. – responde Minerva.
- Aceita sugestões? – pergunta Gabriel sorrindo.
Pensando um pouco, Minerva o olhou. Sabia por que duas delas haviam discutido. Aparentemente o jovem também, mas não estava preocupado. Se ele quisesse resolver isso, por que impedir?
- Aceito. Desde que não seja contra as regras. – falou Minerva em um tom que Gabriel se sentiu culpado mesmo sem ter feito nada.
- Deixe que eu decida o “castigo” , por assim dizer. – fala Gabriel.
- Isto seria deveras incomum. – fala ela sorrindo.
- O motivo da discussão, também o foi. Creia-me, professora, talvez do meu jeito as coisas se resolvam de forma adequada.
- Concordo desde que fique claro perante todos os alunos que tal comportamento não será tolerado de forma alguma. Afinal, as principais responsáveis são monitoras de suas casas. – falou Minerva.
- Melissa é monitora? – pergunta Gabriel. Interessante.
- Naturalmente que é. – fala Minerva. – A que horas pretende aplicar a Detenção?
- Começará no Jantar. – fala Gabriel sorrindo tranqüilo. – Depois, temo, que leve várias horas para ser terminada.
- Atenham-se as regras. Estou lhe concedendo uma autoridade que nunca foi sequer imaginada antes. Pode ter muitos problemas se ousar “propor” algo muito exótico, se é que me entende. - fala Minerva.
- Compreendo. – falou Gabriel imaginando se ela tinha pensado que iria levar as garotas para algum lugar e “fazer” algo com elas. – Poderia me indicar onde ficam as coleções de Jornais e Revistas do Castelo?
“Vamos ver se transformo as brigonas em pesquisadoras. É hora de acabar com o medo! É hora de dar o troco pelo ataque no trem!” . – pensa Gabriel calmamente.
- Nossa Hemoteca? – perguntou Minerva curiosa. – Sala 403, mas não está organizada há anos. Simplesmente jogam-se as coisas lá dentro, de qualquer forma. Não está pensando em...
- Precisamente. – responde Gabriel sorrindo.
- Percebo sua linha de raciocínio, e concordo. Falarei com o Professor Dumbledore e caso ele concorde, falarei também com o professor responsável pela Casa de Melissa. – disse Minerva sorrindo.
- Agradeço-lhe professora. Se me permitir, tenho uma pesquisa para concluir na biblioteca. Devo-me retirar agora. – fala Gabriel sorrindo.
- Naturalmente. – completa ela.
Saindo da sala de Minerva, Gabriel foi para a Biblioteca e após mostrar sua autorização, entrou na seção reservada. Viu alguns livros que eram raros, e pouco depois estava em uma mesa ao fundo lendo-os furiosamente. Ao pegar mais livros, viu uma caixa comprida e larga, que estava escondida sob os livros. Abriu a caixa e encontrou algo que o deixou curioso.
Bastou uma pequena pesquisa e logo depois saia da biblioteca em direção a sala de Dumbledore. Logo depois, Filch foi chamado. Voltando a biblioteca e pegando cada vez mais livros, e lendo-os procurando referências ao que queria. Depois de quase 4 horas procurando, finalmente encontrou. Leu atentamente o que tinha descoberto, e depois de alguns minutos pensando, fez uma cópia do que tinha encontrado.
“Vai dar serviço!” – pensa Gabriel. – “Mas pode ser feito! É só sacrificar algumas horas de sono.”
Saiu da biblioteca para o salão comunal da Grifinória. No caminho, um aluno lhe entregou um envelope de Dumbledore. Leu e ficou satisfeito. Logo a seguir Filch, o zelador da escola lhe entregou um manual, velho como só, meio desbotado, praticamente soltando as folhas. Continuando seu caminho, logo estava no quadro da Mulher Gorda. Na chegada já observou os comentários, e assim que se aproximou de Harry, Gina veio ao seu encontro.
- Que história é essa de que você vai definir a nossa detenção hoje à noite? – perguntou ela séria e preocupada.
- Pois é. – responde Gabriel calmo. – Minerva me pediu uma sugestão e eu dei. Ela achou minha idéia tão boa que perguntou se eu mesmo não queria aplicar a detenção a vocês. Como tenho tempo livre, concordei.
- Qual vai ser a detenção? – perguntou Hermione irritada se aproximando.
- No mínimo lutar contra algo. – falou Rony ali perto. As risadinhas começaram. – Um trasgo montanhês, sem magia. – brincou ele.
- Ou andar numa perna só, como o Moddy faz ás vezes. – falou Simas.
- Ou mudar as plantas das estufas de lugar. – falou Neville rindo. – Soube que chegou um carregamento de plantas carnívoras para o 7° ano, hoje.
- Ou correr atrás de um pomo. – completou Harry sabendo o quanto Hermione odiava Quadribol..
As risadas agora estavam mais altas ainda. Gabriel disse que tinha que ir para seu quarto e quando começou a subir, ouviu claramente a voz de Hermione, superando as risadas.
- Eu não vou cumprir nenhuma detenção especificada por você. – falou seca.
- Tem certeza? – perguntou Gabriel na escada ainda de costas para ela, ainda tinha a voz calma.
- Você não é monitor. Não pode definir castigos ou definir detenções. – responde ela gritando.
Gabriel voltou-se e retirando um pergaminho do bolso, leu-o em voz alta, com a voz gelada.
“Atendendo ao pedido da Professora Minerva, A diretoria, o Conselho Diretor e o Conselho dos Professores, concedem o direito inédito ao Sr. Gabriel Canon para definir o castigo considerado mais adequado às estudantes envolvidas em altercações na noite de ontem, no salão principal. Até que o castigo será corretamente cumprido, ficam em vigor totais poderes de Monitoria-Chefe para o referido jovem. Assinado Alvo Dumbledore” - termina Gabriel e enrola novamente o pergaminho.
- Agora, Monitora Granger, abra bem seus ouvidos e ouça atentamente. Ás 20:00 horas no salão principal eu vou definir um castigo, que de acordo com este maravilhoso e vago pergaminho de nosso diretor, pode incluir, inclusive castigos corporais com chicotes em uma sala de tortura por horas seguidas, cortes de cabelo ou outras dezenas de variações possíveis, que estão claramente descritas nos manuais de Monitoria de nossa Escola, cujo Zelador Sr. Filch, bondosamente me entregou a cerca de uma hora, que podem ver aqui em minha mão. Eles não são usados há séculos, mas aparentemente ninguém os proibiu expressamente, então segundo o Zelador, são sim, legalmente válidos. – falou Gabriel sério.
- Acredito que saiba que o não cumprimento do castigo implica em expulsão direta. Sem argumentação e sem possibilidade de retorno. Acredito que saiba também que um aluno expulso de uma Escola de Magia jamais conseguirá vaga em outra Escola de Magia. Agora, creio que deveria se preparar para aceitar e cumprir o castigo reservado por mim a vocês ou preparar seu material escolar, além de itens pessoais para seguir o Caminho do Sr. Dino Thomas. Fui claro? – perguntou Gabriel seco.
Silêncio na sala. Ninguém mais falava nada. Só olhavam para Hermione e Gina. As duas estavam vermelhas de vergonha.
- Eu perguntei: Fui claro? – repetiu Gabriel elevando a voz.
- Sim. – responderam as duas com a voz abafada.
- Ótimo. Até as 20:00 hs então. – falou ele subindo para o quarto, rindo baixinho. Nem conseguia acreditar que tinha inventado as besteiras sobre o Manual de Monitoria sem cair na risada. Na verdade o castigo seria muito mais sutil e vergonhoso também.

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