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13. Getting Used to It


Fic: Born For This - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 13. Getting used to it.


 


 


Albus sentou no outro lado do sofá da Sala da Sonserina, onde eu e Rose estávamos. Ela tinha a cabeça encostada na curva entre meu ombro e meu braço, roçando os dedos nas costas da minha mão. Duas semanas de namoro, e cada vez mais eu gostava desse detalhe quando estávamos juntos. Olhamos para Albus ali a nossa frente, saindo de nossa distração interna. Ele não disse nada por um tempo. Parecia meio estranho. Bem, mais estranho. E não tinha nada a ver comigo dessa vez.


– Veja como avancei nos últimos dias – eu disse a Rose. – Albus não ameaçou colocar snaps explosivos na minha calça hoje.


Senti que ela riu e pousou a mão no meu rosto, virando o seu para me dar um beijo suave.


– Você esteve mesmo se comportando como um cavalheiro em nossos encontros – ela garantiu. – Estou até admirada!


Nos beijamos outra vez, mas, percebendo que Albus não parecia mais se importar com isso, Rose cruzou os braços, colocando os pés sobre o colo dele.


– Que foi, Al? – perguntou preocupada.


Ele se encostou ao sofá, suspirando.


– Natalie está agindo estranha – falou olhando para as unhas.


– Claro que sim. Ela fica aí beijando você – respondi. Ele negou com a cabeça, indicando que não era esse o problema.


– Vocês têm mais experiência do que eu nesse ramo de namoro ou coisa assim, certo? – falou. Depois corrigiu, lembrando que Rose só teve um rolo com Scott: – Certo, Scorpius? Então... no começo, o fato de uma garota estar calada com você, olhando pra você estranho... isso significa o quê, afinal de contas? Não temos discussões há muito tempo! Eu não fiz nada para ela, eu juro. Mas por que ela não está falando comigo?


– Ela quer transar e não tem coragem de dizer isso – respondi displicente.


Rose se afastou e me olhou incrédula.


– O fato de Natalie estar calada ultimamente pode ter muitos outros motivos! Ela está assim com todo mundo, Al, então você não é o problema.


– Com certeza se ela quisesse transar eu não me importaria de ser o problema – Al respondeu e eu ia concordar, mas olhamos Rose e decidimos nos poupar de idiotices.


– Se vocês notassem, Natalie está com alguns problemas – contou Rose, ignorando-nos.


– Falta de sexo? – tentou Albus.


– Vocês só pensam nisso? – Negamos com a cabeça, mentindo. – Mas não! Definitivamente é coisa mais séria, sobre a família dela.


– O que houve? – Albus se endireitou olhando preocupado.


– O pai dela quer que ela passe o Natal com ele esse ano. E vocês sabem que o pai dela é meio...


Rose parou de falar quando vimos Natalie se aproximando. Ela parecia normal para mim, como se não tivesse recebido a notícia de que passaria o Natal com o bêbado do pai dela. Sorriu ao nos ver e passou atrás do sofá até enrolar os braços ao redor do pescoço de Albus e inclinar ao seu ouvido, dizendo alto o suficiente para que eu e Rose escutássemos contra nossa própria vontade:


– Você não ia me mostrar suas figurinhas da Lorena Palmer?


– Não – Albus piscou. – Desde quando você se interessa por elas?


– Desde o dia em que você disse que elas estão no seu quarto. Vamos – sugeriu, pegando sua mão.


– Mas elas não estão- Vamos – apressou-se a dizer, levantando-se e, finalmente, entendendo o que as indiretas da garota queriam significar.


– Rosie, espero que não se importe se eu roubar seu primo essa noite – Natalie o fez enrolar os braços dele ao redor dela.


– Você já o rouba de mim o dia inteiro – respondeu Rose, dando de ombros. – Mas tudo bem, agora tenho minhas distrações. – Me indicou com a cabeça.


– Vão fundo – eu incentivei quando eles já estavam subindo a escada. Albus virou a cabeça para mim, mal acreditando no que estava acontecendo. Natalie estava subindo as escadas com ele! – Bem, não tão fundo. Pode machucar.


Rose me deu um tapa, mas nem ela conseguiu segurar a risada.


– Você nunca poupa suas piadinhas, não é mesmo? – comentou, exasperada, voltando a encostar-se a mim, daquele jeito confortável que estávamos.


– Defeitos – sorri, enrolando meus braços nela. Voltamos a comer nossos chocolates, mas logo Rose alegou que deveria terminar um tal trabalho de Aritmancia e se levantou. Olhei para ela em pé a minha frente. – Não pode fazer isso mais tarde?


Ela traçou outro sorriso.


– Você sugeriu a mesma coisa duas horas atrás, Scorpius, e cá estou eu fazendo isso mais tarde agora – constatou no segundo em que a puxei pela cintura.


– E vou continuar dizendo toda vez que você levantar daqui, o que acha?


– Eu acho que isso só fará de você um pé no saco.


Olhei para ela, chocado. Porque notei o tom perfeito da sua ironia.


– Oh, está melhorando, Weasley.


– E você está me contaminando, Malfoy – segurou o meu rosto para me dar um beijo de boa noite, mas acabei sendo um pouco teimoso, e a puxei. Rose abafou um gritinho, caindo em cima de mim.


Deixou minha língua adentrar em sua boca, mesmo sabendo que o trabalho deveria ser entregue amanhã. A mão dela acariciou meu peito e subiu até meu rosto. Os toques dos seus dedos eram imperceptíveis, suaves, gentis, em minha pele. Suspirávamos forte entre o beijo, ela se afastava um centímetro, colocava o cabelo atrás da orelha e voltava a tocar minha língua com a dela, aprofundando. Fazia isso sempre, quando o beijo era daquele nível. Estava com o gosto de chocolate. Delicioso.


Minhas duas mãos ainda prendiam a sua cintura e, no calor do momento, meu único movimento, além dos lábios, era o da minha mão direita subindo em sua barriga. Levantei um pouco o suéter que ela usava. Não paramos de nos beijar. Sentia a pele nua dela contra a palma da minha mão, quando a adentrei no tecido, esquentando-a com uma eletricidade enorme, que passou pelo meu corpo inteiro. Curioso e louco pelo que acendeu em mim, eu acabei subindo até tocar um de seus seios, por cima do sutiã, um ato corajosa que eu nunca tinha ousado tentar antes, mas que obviamente sempre mantive curiosidade de conhecer os efeitos que causariam em Rose.


A última namorada que tive foi Amber e as duas eram tão opostas que me trazia a sensação de que, com Rose, eu nunca havia namorado antes. Ela soltou meus lábios antes de tirar minha mão dali. Ela não me bateu, não parecia ofendida, só não me deixou avançar mais do que isso. Eu entrelacei nossos dedos enquanto nos encarávamos, silenciosos.


– Scorpius... – sussurrou, pigarreando. – Hum...


– Não tem ninguém aqui – murmurei, sabendo que ela não gostava de platéias.


– Eu sei. Mas é melhor eu ir, porque... já está tarde.


– Tudo bem – eu percebi que ela estava bastante corada. Pensei na possibilidade de que nunca tivesse sido tocada em outra parte do seu corpo antes, por alguém, além de mim até aquele momento. O pensamento me deixou estranho, porque eu gostei de saber disso. – Não estou a fim de virar um pé no saco mesmo.


Ela sorriu, beijando-me uma última vez e pegando sua bolsa na mesinha de centro. Quando ela saiu, ainda fiquei sentado no sofá, tentando compreender que Rose era muito diferente das outras garotas que já fiquei. E que de repente me peguei gostando bastante daquilo. As coisas foram repetitivas demais com as outras. Foram simplesmente... previsíveis. E eu curtia essa idéia de não saber o que ia acontecer ou quando ela iria me deixar tocá-la de novo. O inesperado era sempre melhor.


 


 


 


 


 


Albus estava nas nuvens no dia seguinte. Só faltou ele começar a cantar com os pássaros, mas já que começou a nevar, preferiu sentir os flocos de neve derreter em sua língua.


– Eu estive no paraíso ontem, meu caro – ele constatou. Estávamos esperando Natalie e Rose saírem da loja de roupas de Hogsmeade, enquanto ficávamos do lado de fora. Se entrássemos lá, morreríamos entediados. E preferíamos morrer enregelados pelo frio. Albus morreria feliz, de qualquer jeito.


– O que rolou? – quis saber.


– Um cavalheiro nunca se gaba de suas conquistas – ajeitou o casaco, sorrindo arrogantemente.


– Eu sei que vocês transaram. Quero saber os detalhes.


Albus fez careta ao me encarar.


– Detalhes? Eu não vou contar detalhes! Seria como se eu pedisse a você detalhes sobre Rose e não estou a fim de saber! – exclamou ofendido. Depois me olhou desconfiado. – Você não tem detalhes de Rose, tem?


– Um cavalheiro nunca se gaba de suas conquistas – provoquei.


– Filho da mãe!


– Estou te zoando!


Ele voltou a prestar atenção em suas lembranças e suspirou, esquecendo de me ameaçar.


– Foi incrível. Eu nunca me senti assim antes.


– Claro, você era virgem.


– Oh, isso é passado. É como se minha vida se dividisse em duas partes. Antes de transar com Natalie... e a depois de transar com Natalie.


Juntei as sobrancelhas com os devaneios dele e, por sorte, as duas saíram da loja, segurando algumas sacolas ao se aproximar de nós.


– Eu te ajudo com essas coisas – ofereceu Albus, pegando as sacolas da mão de Natalie.


– Obrigada, Al. – Mas logo se voltou para a conversa com Rose, a nossa frente. – Então, Rose, minha mãe ficou dizendo essas coisas sobre eu ter que passar mais tempo com meu pai em Los Angeles. Ela acha que devemos dar uma chance a ele. Mas o cara acabou de sair da clínica de reabilitação. Eu não confio nele. Eu não quero ter que lidar com as crises dele. Não de novo!


– Você não precisa – Rose disse com firmeza. – Diga isso a sua mãe, ela tem que entender!


– Ela não entende! Sabe, se não fosse por minha causa, os dois ainda estariam juntos. Ela deixaria meu pai fazer o que quiser, ela ainda seria infeliz! Minha mãe é uma fraca que deixou meu pai bater nela a vida toda e agora acha que eu devo dar alguma satisfação a ele!


Nós três olhamos para ela, sem saber o que dizer. Natalie nunca era de reclamar da sua vida fora de Hogwarts – não porque não tinha motivos, mas porque ela achava uma besteira. Sempre evitava falar sobre seus pais trouxas. Sim, Natalie era nascida-trouxa. O pai era um ator americano de grande repercussão, porque de sucesso ela constatava que ele não tinha nada, a não ser a fama de drogado. Teve Natalie com uma inglesa. E ela preferia viver na Inglaterra durante as férias com a mãe, mas não gostava do mundo trouxa porque ela constatava que os jornais e as revistas eram impiedosos com a imagem de sua família. Os pais, já separados, estavam infestando a mídia trouxa e Natalie, pelo visto, não suportava isso. Sentou-se em um banco no caminho e tampou as mãos no rosto.


Albus e Rose se entreolharam. Era difícil ver Natalie chorando. Albus sentou ao lado dela e tirou o cabelo negro de seus ombros.


– Ei, não fique assim.


– Não dá, Albus. Eu não quero ir para lá.


– Então não vai, é simples. Passe o Natal em casa. Minha família toda adora você. Só eu que fui o último a perceber isso, mas isso foi em outra parte da minha vida e...


– Eu passo o Natal na casa dos seus avós desde o primeiro ano – Natalie olhou para os dois. – Eles apenas são gentis demais para dizerem que não me suportam mais lá.


– Isso é coisa da sua cabeça – Albus retrucou. – Por que está agindo assim? – Encarou Rose. – Ela nunca agiu assim antes.


– Porque se eu for com vocês, estarei sentando na ceia de Natal com seus pais, como desculpa para evitar os meus. E isso não está certo. Sei que não está certo. Estou sendo medrosa.


A última vez que a vi chorar – além da vez que Hollie Cooper a humilhou na frente de todos por causa do seu cabelo – foi no terceiro ano, na aula em que aprendemos a derrotar os nossos medos, através do feitiço “Ridikkulus” para espantar a forma do bicho papão. Na vez de Natalie, um homem havia se revelado do armário. Era um homem simples, a princípio, com uma aparência que poderia invejar qualquer cara. Ninguém acreditou que o maior medo de Natalie fosse um homem bonito. Ela havia conseguido derrotar o bicho papão, mas não a impressão estranha de seu medo.


– Era ele, não era? – ouvi-me perguntando. – O bicho papão. No terceiro ano...


– Scorpius – Rose interveio, acreditando que a lembrança ainda podia ser frágil.


Albus me encarou.


– Era ele quem?


– Meu pai – Natalie respondeu, a ponta do nariz vermelha pelo choro e pelo frio.


– Tem medo do seu pai? – perguntou Albus.


– Não! – mas as lágrimas escorreram.


Albus se levantou revoltado.


– Agora mesmo que você não vai para a casa dele.


– Será covardia se eu não for! E eu sou uma grifinória!


– O que ele faz para você? Ele te machuca ou algo assim?


– Isso não é da conta de vocês!


– Você que começou a dizer! E desculpe se a gente se preocupa, tá legal?


Natalie pegou as sacolas da mão de Albus bruscamente e, sem dizer mais nada, saiu pisando firme. Albus não correu atrás, parecia transtornado ao me encarar, como se pedisse explicação. Eu só franzi a testa. Rose a alcançou, e, pelo resto do dia, nós não vimos nenhuma das duas. Somente às oito horas da noite, encontrei Rose encostada no parapeito da ponte de Hogwarts, olhando para as montanhas. Rose estava distraída quando me aproximei. A noite estava bonita, com os flocos de neve oscilando e desaparecendo na neblina do lago extenso lá embaixo.


– Ei – falei e ela olhou para mim. – Tudo bem?


– Estou preocupada com Natalie – disse.


– É, não vi vocês depois que saímos de Hogsmeade.


– Não é culpa dela, sabe? Queria poder fazer alguma coisa, mas ela não quer que a convidemos para o Natal esse ano. Às vezes tenho raiva dessa persistência dela quando fica com uma coisa na cabeça. Ninguém consegue fazê-la mudar de idéia.


Eu não sabia o que dizer. Aquela situação era mais conhecida por Rose do que por mim, e eu não podia simplesmente dizer que tudo ia ficar bem, sendo que eu nem sabia o que ia acontecer. Acabei abraçando ela por trás, apoiando meu queixo em seu ombro. Acho que eu podia contribuir só com isso. Rose segurou meus braços encostado ao parapeito e virou o rosto para mim.


– Nunca vi você ficar assim com nenhuma de suas namoradas antes – comentou com a voz baixa e alegre.


– Eu nunca tive vontade de ficar assim com alguma – respondi. – A propósito, por que fala como se eu tivesse namorado todas as garotas desse castelo?


– E não? – ergueu a sobrancelha.


– Não. Só Davis e... você, agora.


Ela sorriu, satisfeita, e voltou a olhar para o céu. Às vezes havia esse silêncio entre nós, não era desconfortável. Era apenas um silêncio. Que Rose quebrou ao dizer:


– Estava pensando... que como Natalie não irá passar o Natal na casa dos meus avós esse ano – ela cutucava a palma da minha mão – você pudesse ir ou sei lá.


– Está me convidando para passar o Natal com sua família? Eu? Um Malfoy?


– Eu sei que parece loucura! – exclamou. Eu a fiz virar para mim.


– Não parece, é muita loucura – eu disse, rindo. – Quero dizer, seu pai nunca gostou de mim.


– Ele nem te conhece, Scorpius. Ele conheceu seu pai há muito tempo, mas isso... mas isso é outra história. Olha, foi só uma sugestão. Você sempre ficou esquisito quando Albus e eu combinávamos de passar o Natal juntos. E se sentia excluído quando voltávamos e falávamos sobre uma coisa que você não participou. Achei que esse ano, só um motivo a mais faria você dizer que sim e...


– Eu não estou dizendo que vou dizer “não” – disse lentamente.


– Então por que está hesitando? – rebateu. – Acha que é cedo demais para conhecer os meus pais?


– Não – eu tirei uma mecha de cabelo do seu olho. – Eu acho que é cedo demais para ser assassinado ou algo assim.


Ela não deixou de rir baixinho e apoiou a testa no meu peito, erguendo depois os olhos para mim.


– Escute, não vou te obrigar também. Eu só pensei que seria legal passarmos o Natal juntos.


– Eu penso isso também. E eu quero... mas seus pais estão sabendo sobre nós? Os meus não estão.


– Sei lá, Scorpius, só quero ter você por lá. Albus também. Não do mesmo jeito que eu, claro, mas...


Eu trouxe seu rosto para perto do meu, beijando-a.


– Não estou hesitando – falei. – Eu não hesitaria em dizer que sim, se eu não tivesse esse casamento para ir nesse feriado.


– Você tem um casamento para ir? Não me diga que você é o noivo, por favor.


– Recebi uma carta da minha mãe hoje de manhã mesmo – falei, enquanto eu ria do seu comentário. – Ela contou que minha tia vai casar com o namorado dela e, como eu sou da família, tenho que comparecer, mas vai ser a maior chatice. Detesto esse negócio de casamento. Ainda vou ter que viajar a outro país, então...


– Oh – ela mordeu os lábios. – Então não nos veremos mesmo por um tempo.


– Parece que não. Mas veja pelo lado bom – acrescentei, sorrindo de lado. – Pelo menos não vai ter ninguém para encher o seu saco, Weasley.


– Tonto – puxou o meu casco, trazendo-me para perto dela. – Só quer que eu diga que você ilumina meu dia, não é?


– Aproveitando que você não consegue se desgrudar de mim, por que não podemos ser mais um pouquinho melosos?


Eu não consigo me desgrudar de você?


– Vai mesmo discutir? – avancei minha boca na dela dois centímetros sem tocá-la, provocando-a.


– Tem razão.


Nós nos beijamos por um tempo e, assim que nos separamos, voltamos para dentro do castelo de mãos dadas. Já fazíamos isso naturalmente. As pessoas olhavam e comentavam, mas, para mim, não tinha diferença. Não era como se algum comentário fosse mudar o que eu sentia.


À noite, quando nos despedimos e fomos para nossas respectivas salas comunais, Rose ainda aparentava-se preocupada com Natalie. Eu entrei na sala da Sonserina, esperando que Albus também não estivesse lá, pois eu considerava que, tendo dormido com Natalie, poderia estar tentando outra vez. Por isso surpreendi-me um pouco quando o vi deitado no sofá, não dando espaço para nenhum sonserino sentar ali também. Eu empurrei o pé dele e me sentei.


– O que está fazendo aqui? – perguntei.


Ele parecia triste e levantou o tronco, sentando-se.


– Natalie só transou comigo porque queria se distrair.


– E está reclamando disso? – Ergui uma sobrancelha.


– Eu não quero ser uma distração – ele se levantou. – Sei que não posso reclamar, mas ela me disse isso. Ela disse que o que fizemos não teria acontecido se ela não estivesse querendo se distrair dessa coisa da família dela.


– Vocês estavam discutindo – adivinhei.


– Quem me dera. Ela disse como se estivesse querendo desculpar a si mesma. – Ele caiu de novo no sofá, olhando para o teto. – Eu não entendo garotas, cara.


Exatamente no minuto que ele disse aquilo, duas garotas desciam as escadas do dormitório feminino, uma delas bastante zangada. Eu me virei e deparei-me com Hanna Hathaway. Amber estava tentando alcançá-la.


– Você não tem o direito de fazer isso comigo, Amber – Hanna virou-se bruscamente e estava com a voz alta demais. Todo mundo da sala começou a reparar nelas. Duas melhores amigas discutindo? Cenas como essa eu só vi acontecendo uma vez, quando Hanna descobriu que Amber e eu tínhamos transado na sua cama. – Eu pensei que eu fosse o problema. Que tinha alguma coisa errada comigo. Mas a coisa está errada com você. Decida-se antes de dizer que quer uma coisa.


– Eu quero isso, eu já falei – Amber tentava dizer o mais baixo possível, olhando de esguelha para as pessoas. Segurou o braço de Hanna e rosnou baixinho: – Vamos falar disso lá em cima, as pessoas estão olhando.


– Viu? Você tem vergonha disso. Toda vez que conversamos na frente das pessoas, parece que você quer esconder isso!


– Você está sendo injusta, Hanna. Não pode controlar minha vida e o jeito como eu lido com as coisas.


– Tem razão. Por isso acabou. E nossa amizade também. Se é que tínhamos alguma amizade.


– Hanna! – Amber chamou mais alto, no entanto a menina deu as costas e saiu da sala.


Um cara do sétimo ano, Gilbert Follese, se aproximou quando viu Amber ali parada, apertando os cabelos. Ele estava acompanhado com os amigos, por isso começou a zoar:


– Então é verdade o que dizem por aí, Davis. O seu negócio é mais... – ele demonstrou um sexo oral com a língua entre os dedos. A turminha dele, reparei, era aquela mesma de Dimitre. Parece que os gêmeos Zabini estavam com um novo líder na gangue. Gilbert perguntou, mesmo com Amber o ignorando: – Por que não passa lá na minha casa esse Natal? Tenho uma prima lésbica também e a gente poderia...


– Vai se foder – ela nem olhou para eles ao voltar a subir as escadas com a postura rígida.


– Não falei que ela era? – Gilbert apontou aos amigos. – A única explicação por não ter ficado impressionada quando arranquei minhas calças para ela!


Albus cutucou meu braço, chamando minha atenção.


– Você ouviu isso? Parecia que Amber e Hanna...


– Eu sabia – interrompi. – Ela meio que terminou comigo por causa disso no ano passado.


– Sério? Engraçado, ela ainda fica pegando um monte de caras por aí.


– Eu também não entendo garotas – respondi.


– Ou talvez você fosse tão ruim na cama que Amber decidiu tentar com as garotas. Você a traumatizou. – Seu tom era trocista, mas eu retruquei:


– E você acha que Natalie te achou sensacional? Você foi só uma distração.


– Ficou irritadinho? – ele riu, empurrando-me. – Vamos, eu não me achei sensacional. Eu acho que a primeira vez para uma garota não é tão incrível quanto é para a gente. Mas... – Al inclinou-se, numa indicação de que estava contando um segredo: – Ontem não parecia que Natalie estava perdendo a virgindade dela.


Foi exatamente isso o que entendi. Natalie não era virgem quando dormiu com Albus. Não que eu me interessasse pela vida sexual da melhor amiga da minha namorada, mas foi impossível ignorar, mesmo com todos os esforços, quando Albus lembrou-se que o último namorado de Natalie fora James Potter, seu irmão mais velho. Passei um tempo desnecessário tentando fazer Albus entender que ela não ia comparar os dois, mas a quem eu queria enganar?


Deixei que Albus lidasse com isso sozinho, percebendo que eu só ia piorar a situação dele, dizendo as verdades. Coitado. Mas, de qualquer forma, minhas preocupações eram outras. E, aliviado em notar, não eram muitas. Envolvia minha família e a maior parte do problema se resumia a confissões. Contudo, não perdi meu tempo pensando em conseqüências. Eu estava feliz de ter Rose e de tão satisfeito, não consegui ver como algo poderia estragar dessa vez. Apenas não gostei de saber que eu ia a um casamento em outro país, para ver a mãe de Dimitre se casar com o namorado dela, um cara que eu nem conhecia direito. Era completamente desnecessário, mas meus pais exigiam minha presença. Mamãe costumava dizer que “se vamos nos entediar, vamos nos entediar juntos.” Era esse o lema dela.


– Você parece gostar bastante da sua mãe, pela forma como fala dela – reparou Rose quando lhe contei a situação do casamento e do porque eu não negar o convite. Ela estava descansando com a cabeça em meu colo, enquanto eu observava a lareira acesa a nossa frente, esquentando-nos do frio naquele final de tarde em dezembro.


– Ela é maravilhosa – falei. – Me ajudou a entender porque não devo ligar para o que as pessoas dizem sobre meu pai. Devo tudo o que sou a ela, exceto meus defeitos.


– Isso é bonito. Sabe – Rose levantou a cabeça e sentou-se a minha frente –, nunca acreditei que você fosse uma má pessoa, Scorpius. No primeiro ano, havia muitos comentários, eu até chegava a achar que era verdade... mas toda vez que eu olhava para você ali isolado no canto da sala, não conseguia ver maldade nenhuma. – Ela sorriu um pouco, observando as unhas. – Você era tão calado e misterioso, e... não sorria. Você era, tipo, um garoto que só estava em Hogwarts para ser um bruxo, mais nada. Mas desde que você e Albus se tornaram amigos, você começou a fazer as pessoas morderem a própria língua. Conquistou outros amigos. Porque você tem um grande senso de humor que era coberto pela sua seriedade. Não que você não leve as pessoas a sério agora, mas você não deixa qualquer comentário sobre sua família te afetar. Você tem sua própria personalidade. E sabe o que mais? Todo mundo tem defeitos. E desde que todos têm defeitos, qualquer um pode ser perdoado. Eu acredito que sua família não merece o desprezo que ela tem hoje em dia.


Rose nunca disse aquelas coisas para mim.


– Você me conhece melhor do que eu – sussurrei.


– Não. Eu reparo em você melhor do que você mesmo – retorquiu, sorrindo. – Eu só não achava um contexto para demonstrar isso.


Apertei os dedos dela, acreditando que nada do que eu dissesse faria tanto efeito quanto suas palavras anteriores. Mas tentei:


– Vou contar a eles. Aos meus pais. Vou contar que estou namorando a filha dos Weasley. Eu não tenho vergonha disso, eu não tenho medo. Você vale à pena, Rose. Qualquer risco de ser deserdado ou...


Ela nem me esperou terminar. Apertou meu rosto com as mãos e calou-me com um beijo. No entanto Gilbert e a turminha dele entraram na sala comunal, interrompendo a gente com comentários idiotas sobre arrumarmos um quarto. Nós ignoramos e eu mordi meus lábios, dizendo a Rose:


– Comprei um presente de Natal para você. Como a gente não vai se ver até lá, posso te entregar hoje.


Ela olhou para mim, com expectativas.


– Sério? Não é um fio de barbante de novo, é? – fechou a cara, lembrando em um ano quando eu, sem criatividade para presentes, dei um fio de barbante mágico para ela. Se ela se perdesse em Hogwarts, o fio poderia mostrar o caminho certo e seguro. Mas Rose não tinha curtido muito o presente, porque depois eu vi o gato dela brincando com o barbante no mesmo dia. O negócio era mesmo inútil e nunca mostrava o caminho certo e seguro.


– Não, dessa vez tinha coisa mais legal na loja. Vou buscar em meu quarto. Fica aí.


Ela assentiu. Eu me levantei a caminho do meu dormitório de monitor. Procurei o presente nas gavetas do meu armário e do criado-mudo. Não lembrava onde o havia colocado, mas tinha certeza de que estava ali em algum canto. Verifiquei dentro de minhas malas. Ainda estava agachado no canto do quarto quando ouvi a porta se abrindo. Virei meu rosto e Rose entrou, queixando-se de Gilbert e sua tentativa de tomar o lugar de Dimitre. Ela não suportava ficar no mesmo lugar que ele, por isso estava ali agora. Eu concordei, voltando a procurar o presente. Quando achei a caixinha, fui entregar a ela, que estava sentada na ponta de minha cama, calma e tranqüila.


Eu não devia ter notado que ela estava em meu quarto naquele momento. E na minha cama. Segurando a caixinha, olhei para ela esperando que ela não lesse meus pensamentos – ou que talvez lesse, mas concordasse. Passou tanta coisa pela minha cabeça que precisei me concentrar no fato de que ela estava ali apenas para receber o meu presente, para não ter que precisar cuidar de alguma coisa na hora do banho.


– O que é isso? – perguntou-me, apontando para a caixinha.


Sentei ao seu lado.


– Abra.


A caixinha continha um par de brincos. Eu havia rodado boa parte de Hogsmeade tentando encontrar o pingente que combinasse com aquele colar de coruja dela. Rose olhou para eles com um certo brilho no olhar, da maneira como eu imaginava que ela ficaria assim que recebesse os brincos. Quando voltou a me encarar, havia incerteza em sua voz:


– Não posso aceitar isso.


– Por que não? – perguntei, franzindo a testa, uma sensação estranha passando por mim.


– Scorpius, deve ter custado uma fortuna.


– Eu não me importo.


– Estamos namorando a um tempo necessariamente curto para você ter que me dar um presente dessa dimensão.


– Mas nos conhecemos há anos – respondi. – O fato de estarmos namorando é só um detalhe. Que eu gosto muito, mas... você é importante de outras formas pra mim.


Ela não deixou de sorrir, mas acabou perguntando, numa exigência de uma resposta franca de minha parte:


– Está dizendo isso porque estamos sozinhos no seu quarto?


– Na verdade... – olhei para ela – você que entrou aqui. Eu iria entregar o presente em qualquer lugar que estivéssemos. Provavelmente diria a mesma coisa.


Rose não me encarou desconfiada, mas ficou observando os brincos por um tempo. Eu não ia negar. Estava pensando nela ali em meu quarto. Mas era um daqueles pensamentos inevitáveis. Mesmo ela estava pensando nisso.


Achei que ia se levantar e sair dali, mas não se moveu. Continuamos um do lado do outro, num silêncio cheio de dúvidas e vontades. Eu não teria hesitado em me mover, se fosse outra garota, mas aquela era Rose. Eu nunca sabia como ela ia agir. Eu precisava do embalo dela para dar o meu próprio embalo.


– Obrigada, Scorpius, eu nem sei... nem sei o que dizer – a voz dela estava baixa. Sorrimos e ela me deu um beijo nos lábios em agradecimento. Um beijinho, apenas. Afastou-se, mas a boca dela era como um imã. Os opostos se atraíam ali, e eu a peguei em um beijo mais longo, mais forte, puxando-a para mais perto. Ela não parou, deixando-me guiá-la pela vontade e fome que de repente eu tive para tê-la o mais perto de mim.


Estávamos sentados, de modo que apertei meus dedos em sua cintura e comecei a deitá-la de costas no colchão, ficando sobre ela. Voltamos a nos beijar, um roçar calmo contra meus lábios. Ela estava respirando forte, eu podia sentir seu hálito contra minha boca. Inspirávamos o mesmo ar.


Nossas línguas começaram a lutar uma contra a outra quando ela segurou minha nuca e desceu até apertar os dedos em minhas costas. Eu estava de casaco, de modo que mal deu para sentir o toque. Eu o tirei do corpo, deixando-o ali jogado na cama, ficando com a minha blusa apenas. Minha satisfação foi incontrolável quando ela voltou a mover suas mãos pelas minhas costas, por meu peito, minha barriga, até voltar aos meus cabelos, despenteando-os e amassando minha blusa. Desci meus lábios até seu pescoço, entrando a minha mão em seu suéter para tocá-la por cima do sutiã, outra vez.


Consegui. Ela não me afastou de lá. Muito pelo contrário. Eu parecia estar sendo bem-vindo, porque sua respiração estava forte na medida em que eu o apalpava, adorando essa sensação, esse contato. Puxou meu rosto de novo para voltarmos aos beijos. Segundos depois, estávamos nos apertando, comigo entre suas pernas. Eu não consegui pensar em mais nada, só no gosto, nos beijos, na mão dela passeando em mim como nunca antes. Eu afastei minha mão de seus seios, para levantar o suéter dela, enquanto a outra mão acariciava suas coxas, elevando-as em minha cintura.


Foi ali que percebi que estava trêmulo de ansiedade, não só devido ao ato de estar começando a tirar a sua roupa, mas a expectativa de vê-la sem ela. Rose estava usando um sutiã simples, que delineava o contorno de seus seios. Ela voltou a me beijar, sem dar tempo de eu desfrutar a imagem de tê-la embaixo de mim, sem a blusa. Eu queria olhar os seios dela, sem o sutiã. Mas fui paciente.


Fiquei de joelhos para tirar minha camisa. Olhei para os olhos dela, ali embaixo de mim. Rose me deu uma checada, e eu sorri ao notar, preferindo provocá-la por isso mais tarde. Algo me alertava. Camisinha. Camisinha. Onde deixei? Eu estava quente, excitado, minha pulsação acelerada.


Rose começou a distribuir alguns beijos pelos meus ombros até meu peito e eu não consegui mais aguentar. Aquilo era inacreditável. Estávamos fazendo isso mesmo. Abri o cinto da minha calça. Voltei para os lábios dela. Estavam vermelhos. Os meus não estariam diferentes. Foi no momento que abri o zíper e estava a ponto de arrancar minha calça, que ela apertou meu pulso ali num contato reprimido, dizendo como se tivesse despertado:


– Não. Scorpius, espera.


Isso não me deixou menos excitado, mas me fez parar.


– Rose – minha voz estava rouca quando juntamos nossas testas e nos encaramos. – Eu estou com camisinha e...


Pela expressão dela, acho que nem se eu tivesse um estoque inteiro delas faria ela não me impedir de continuar.


– Acho que não está na hora – falou tão baixo que eu não ouviria se estivéssemos tão perto, tão colados, tão quentes.


– Que horas você quer fazer então? – perguntei, mas ela me conhecia. Fui irônico e, na verdade, soube o que ela queria dizer. Nossas risadas se fundiram nervosas e ansiosas. Eu afundei meu rosto entre seu ombro e pescoço, como se tivesse levado uma picada de decepção. O suficiente para que eu tentasse me controlar. Tivesse essa força de vontade. Ah, cara...


– Não estou pronta, eu sei que isso soa estúpido para você, mas...


Eu voltei a encará-la. Como eu podia achá-la estúpida?


– Não vou dizer que te entendo – falei. – Porque não entendo. Não estou acostumado com garotas como você. Mas não vou fazer nada que não queira fazer.


– E não estou acostumada a ficar assim com um garoto – rebateu pensativa, olhando para nós dois ali, sem nossas blusas.


– Podemos nos acostumar juntos, então – sugeri otimista. Trocamos um beijo e saí de cima dela. Sentei-me na margem da cama, esforçando-me para pensar em todas as coisas broxantes do mundo.


Rose mordeu os lábios. Eu estava com o zíper da calça aberto e ela tinha reparado no volume entre minhas pernas que eu tentei esconder, por pura dignidade do momento. Caso contrário, eu iria adorar que ela continuasse reparando naquela área.


– É melhor eu ir – avisou como se estivesse pedindo desculpas, vestindo a blusa e pegando a caixinha dos brincos sobre a cama. Ela os colocou nas orelhas, ficando linda. Agradeceu mais uma vez, sorrindo corada, e fechou a porta ao sair. Sozinho, finalmente consegui dar um longo suspiro, como se eu tivesse me esquecido de respirar. Eu odiava ter quase dezessete anos e ainda parecer que eu agia como um garoto no começo da puberdade.


“Não vou fazer nada que não queira fazer.”


“Você é importante de outras formas para mim.”


Patético! Revivendo as coisas que disse, podiam ser as palavras mais verdadeiras do mundo, mas ainda assim, o jeito que eu disse. Cara, patético. Eu devia estar mesmo apaixonado.


Me joguei na cama, olhando para o teto.


Como é que eu ia explicar isso ao meu pai agora?


 


 





 


Vou dizer. Com Astoria, não foi preciso explicar nada. Não foi preciso contar nada. Tenho certeza que, se eu dissesse quem era minha atual namorada, ela ainda não ficaria tão surpresa quanto eu fiquei, quando ela mesma descobriu.


Um dia antes de viajarmos, minha mãe me ajudava a arrumar as malas para nossa estadia no casarão da família do namorado de Dafne. Quando entrei no meu quarto, fiquei revoltado ao ver que ela estava tirando os livros da minha mochila.


– Mãe, não precisa fazer isso.


No entanto, ela havia pegado um papel amassado lá dentro e o desdobrado. Demorou até eu notar que era o desenho que uma vez fiz de Rose. Eu quase tropecei na cama para avançar nela e tirar aquilo de sua mão.


Guardei o desenho no bolso de trás da minha calça. Mamãe não disse nada. Acreditando que ela não teria que insistir no assunto, voltei a selecionar mais algumas calças.


– Gosta dela? – perguntou de repente.


– Não.


– Não?


É. Ela não estava falando da calça.


– De quem está falando?


– Da Weasley.


– Como sabe que é a Weasley?


– Você fez detalhes no desenho.


– E daí?


– Está bem parecido – comentou.


Antes que eu protestasse, ela disse:


– Posso guardar esse segredo.


– Obrigado...


– Por enquanto. Porque eu estou louca para saber o que Draco irá dizer sobre isso!


– Ei! – reclamei quando notei que ela estava achando a situação divertidíssima. Resmunguei alguma coisa, quando ela esperou por mais reclamação. Acabou rindo fraquinho e se aproximou de mim, ajeitando a gola da minha camisa, uma mania que tinha de fazer comigo e com meu pai, quando queria dizer algo importante a nós.


– Scorpius, meu querido, você vai completar dezessete anos amanhã – me disse. – Tudo o que você fizer será da sua responsabilidade de agora em diante. Não precisa se preocupar com o que seus pais idiotas vão dizer.


– Ele não vai aceitar isso.


– Se você gosta mesmo da garota, o mínimo que ele tem que fazer é lidar com isso. Até hoje Draco nunca aceitou o tratamento que dão a nossa família. Mas com o passar dos anos, ele aprendeu a lidar com isso. Só deslizou um pouco depois do incendio, mas isso já passou. Estamos bem de novo, e quero que você fique bem. E que seja sincero comigo, que não me esconda nada, quando sentir que algo importante está rolando aqui dentro – apertou meu peito com o dedo indicador. – Dentro de você.


– Como pode tirar alguma conclusão através disso? É só a droga de um desenho. Nem terminado ele está.


– Não é o desenho que me fez tirar conclusões, mas o jeito que você ficou quando viu que eu estava olhando para esse desenho. Foi realmente patético – sorriu, dirigindo-se a porta. Ordenou que eu fizesse mais algumas coisas antes da viagem, mas ao sair eu pedi:


– Não conte ao meu pai ainda. Sobre Rose. Porque eu mesmo espero fazer isso, quanto tiver chance.


Antes de fechar a porta, Astoria elogiou impressionada:


– Ora, falou como um homem. 


 


 


 


 


 


E aíii Folks!
Essa última cena foi a primeira que escrevi para este Spin-off. E esse capítulo foi o mais romântico! Scorpius e Rose aumentando um pouco o nível das coisas êêê :> Hum, será que é a vez de Natalie e Albus terem problemas? Iiixii Vou deixar o casamento da Dafne (e mais algumas coisinhas) pro próximo, onde acontecimentos cruciais irão rolar. Espero que continuem comentando e lendo e me fazendo feliz por isso! Muito obrigadaaaaaaaaaa!


Té mais, meus amores!

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Comentários: 15

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Enviado por REJI em 12/03/2012

E as coisas começam a esquentar... ai ai, como eu adoro isso! Eles são tao fofos e quando eu penso que algo a mais iria acontecer BUM, a Rose resolve dar pra trás, ou melhor, não dar, ah vc entendeu... rsrsrs Mal posso esperar para ler o próximo! Fui...

Nota: 5

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Enviado por pokie. em 12/12/2011

Obrigada gente! O próximo capítulo pode sair ainda hoje :D Fiquem ligados.

Mariana, eu não cheguei a ver Skins ainda - mas pretendo algum dia. Acho que é apenas coincidência que os traços sejam parecidos agora. Não sei de nenhuma personagem da série... só alguns atores mesmo HAAHAHAH

Nota: 1

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Enviado por MarianaBortoletti em 11/12/2011

Caralho, sério que passou dois anos já desde o primeiro capítulo? Não cheguei a reparar inteiramente nisso, que coisa! Pok (apelidinho, então HAHAHAHA), esse capítulo foi incrível! Vou parar de dizer que o atual é o melhor até o momento, porque eu sempre vou mudar de ideia, sempre vou ficar dizendo a mesma coisa... Eu sou tua fã até debaixo d'água. *-* Essa cena hot era a mais esperada desde o inicio, imagino, e não deixou nem um pouco a desejar.. Embora eu tenha broxado seriamente quando a Rose pediu que o Scorpius parasse. Como ela faz isso?! Ounn, cena final linda, linda, linda!

Cara, tu assiste Skins? Tem uma cabeça super aberta e não consigo não ver traços de Skins no humor das personagens, na narração do Scorpius e nos diálogos..!

Nota: 5

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Enviado por Jamii Altheman em 10/12/2011

Leitora nova *-------------*

MANO, TO AMANDO A ESTÓRIA!!! 

Você escreve muito bem e o enredo está muito original! 

espero ansiosamente o próximo capítulo hein... gostaria que  a descoberta do Draco fosse bem engraçada... sasausahusaas aquelas no meio de uma briga e o Scorpius só agarra a Rose e todo mundo entra em choque. USUHSUHAHSA, ok ok, pararei de dar palpites. Tenho certeza que o que você fizer será excelente. 

 

um beijo e bom fds. 

Nota: 5

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Enviado por Jacih Dallazen em 06/12/2011

História perfeita! Li ela inteirinha hoje! Posta logo, vou acompanhar, com toda a certezaaa! *-*

Nota: 1

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Enviado por Lays Mary em 05/12/2011
ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii,continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa logooooooooooooooooooooooooooo
Nota: 5

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Enviado por Ana Potter Weasley Malfoy em 04/12/2011

Sua fic tá cada vez melhor!!!!!!!!!!!!!! Que tipos de 'acontecimentos cruciais' vão acontecer? Por favor nao faz nada com a Rose e o Scorpius, não!!! 

Esse capítulo foi muito perfeito, a Rose e o Scorpius se dando muitíssimo bem, tá lindo!!!! Beijos e posta logo mais capítulos para a sua fic genial, ok?

Nota: 5

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Enviado por Mily McKinnon em 04/12/2011

AHHHHHHHHHHH que capítulo mais perfeito *__________* O Scorpius apaixonado é uma graça, VEM GENTE! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk quero só ver a reação do Draco qdo descobrir isso kkkkkkkkkkk Nossa, eu tenho minhas suspeitas sobre esse pai da Natalie. Não gostei do cara, fatão. Enfim, to esperando pelo próximo capítulo, ok?!

Xoxo ;***

Nota: 5

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Enviado por Jô Weasley Potter em 04/12/2011

Que linduuu! A.M.E.I. Perfeiiiiiiiiiiiiiiiito

Maiiiiiiiiiiiiiiiiiiiis 

bjbj s2

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 04/12/2011

uhull...
quase tive um treco aqui de tanta anciedade
até que enfim
Rose... você esta ficando cada capítulo melhor
Rose e Scorpius Forever!!!

Nota: 1

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Enviado por Ingrid em 04/12/2011

Amei o capitulo!!! o Scorpius não poderia ser mais fofo!! *-*
e adorei a Astoria ser tão amorosa e compreensiva! ^^
adorei mesmo!!!
bjs
atualiza logo heim!

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 04/12/2011

Ual....Ameiii o capitulo *-* Astoria é muiiito legal!!!

Nota: 5

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Enviado por alana_miguxa em 04/12/2011

aiii meu deus. acontecimentos cruciais? nao vai fazer nenhuma maldade ne? hehehehhehe

amei o cap.

Nota: 5

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Enviado por Carolzinha Gregol em 04/12/2011

HSUIAHASUIHAUIS o scorpius e a Rose são lindos juntos. Tadinho do Albus e da Natalie também! foi lindo todas as cenas sério! E a cena do presente? que foda. Eu quero ver a cena quando o Rony for conhecer o namorado da Rose SAHUISAHAUISHi pouco sacana eu. gente, que lindo a Astoria *-* ela reconhecendo que o Scorpius esta apaixonado *-* todas as cenas ficaram fodas, QUERO VER A REAÇÃO DO DRACO e espero que você não faça o Scorpius fazer outra cagada. pelo amor de Deus, NÃO AGUENTO MAIS SOFRER.

Nota: 5

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Enviado por Louyse Malfoy em 04/12/2011

Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaau. Cada dia melhor essa história! Eu adorei a parte hot da Rose e Scorpius. Sua fic está cada dia mais linda, e to preocupada com o Al =s Muito tenso o ex namorado da Natalie ser o James =O  E a Amber? Tadinha )=  Gosto tanto dela e ela ta passando por essas cituações complicadas... Espero que o Scorpius se aguente longe da Rose e não deixe ngm 'chegar perto dele'   kkkkkkk  Beijos e posta logo *O*

Nota: 5

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