Os dias se seguem, e as férias de natal chegam.
-Bom dia! –Harry cumprimenta animadamente seus amigos, que tomavam café da manhã, sentando-se ao lado de Hermione.
-Bom dia. Vejo que está bem animadinho. –Gina fala, estranhando a animação de Harry.
-Isso porque você não viu a animação dele arrumando as coisas ontem, ou se arrumando como uma noiva hoje. –Rony comenta, enquanto pegava uma torrada.
-Vão dizer que vocês não estão felizes com as férias? –Harry pergunta a eles, se “defendendo”.
-Claro, principalmente depois que a Sara me pegou com Diana. –Rony fala se lembrando do flagra da ex-namorada.
-Atitude que dispensa comentários, seu cafajeste! –Hermione se manifesta, indignada com a atitude do amigo.
-Já ouvi muito sermão! –Rony fala, mostrando estar cansado do assunto.
-Nunca será demais, ela não merecia isso! –Gina fala, defendendo a amiga.
-Olha só quem fala, você já saiu com quantos esse ano? Uns dez, pelo que eu saiba. –Rony fala com desgosto, devolvendo a provocação.
-Por favor gente, não vamos estragar nosso primeiro dia de férias, aliás eu estou ansioso pra saber pra onde vamos. –Harry fala tentando mudar o assunto.
-Eu também, mamãe disse que ia ser uma surpresa e que íamos gostar muito! –Gina fala também se animando.
-Mas não deu nenhuma pista do lugar, será que vamos sair do país? –Rony especula também animado.
-Não sei. Por que você não está animada, gatinha? –Harry fala respondendo a Rony e depois percebe que Hermione parecia estar longe.
-Não é que eu não esteja ansiosa para as férias, mas não posso negar que sinto falta dos meus pais, a final vai ser mais um período de férias que não vou poder passar com eles. –Hermione fala com ar triste e Harry a abraça forte.
-Não fica assim, eu prometo que te dou muito amor e carinho pra compensar a falta deles! –Harry fala de modo carinhoso, dando-lhe um beijinho no rosto depois.
-Isso aí amiga, animação! –Gina fala dando força, assim como Rony, fazendo Hermione se animar e discutir com eles o possível lugar para onde iriam.
Depois do café da manhã, os quatro são chamados à sala da profª. McGonagall, aonde vão com seus malões. Ao chegar à sala, vêem a professora e Dumbledore os aguardando.
-Que bom que vieram logo, vocês como já sabem, irão passar as férias em um lugar diferente, aonde chegarão através dessa chave de portal. –Dumbledore fala mostrando um tinteiro pra eles.
-Vamos agora? –Rony pergunta olhando-os.
-Sim, não precisam se preocupar que Molly e Arthur estarão lá a espera de vocês. Nós iremos visitá-los no Natal junto com Lupin, faremos uma reunião da Ordem e também organizaremos a da AD como pediram, mas as datas serão informadas depois. –Minerva os informa, respondendo a perguntas que com certeza seriam feitas.
-Alguma dúvida? –Dumbledore pergunta atenciosamente.
-Teremos treino nas férias? –Hermione pergunta receosa.
-Não, muito pelo contrário, quero que todos descansem bem, pra voltarem renovados! –Dumbledore fala bem-humorado ao ver o sorriso dos quatro –Prontos pra ir? –pergunta dando espaço pra eles tocarem o tinteiro.
Todos acenam positivamente e após se despedirem brevemente dos professores, tocam a chave de portal. Ao chegarem olham em volta, surpresos, percebendo que haviam voltado pro lugar onde treinaram no verão.
-Que lugar é esse? –Rony pergunta olhando em volta.
-O sítio onde passamos as férias! –Gina fala animada, recebendo um sorriso cúmplice de Harry e Hermione.
-Foi aqui? –fala olhando tudo mais atentamente.
-Foi, mas é melhor entrarmos, está bem frio. –Harry fala e todos concordam, seguindo pra casa.
-Não mudaram nada, está tudo onde deixamos. –Gina fala ao reparar que a sala estava igual.
-É, os quartos também devem ser os mesmos. –Hermione conclui, mas nesse instante a Sra. Weasley e a Sra. Granger aparecem seguidas dos maridos.
-Mãe, pai! –Hermione exclama feliz, indo abraçar os pais, enquanto Rony e Gina recebiam abraços esmagadores da Sra. Weasley.
-Harry querido, não vem cumprimentar os sogros? –Laura fala em tom brincalhão e Harry sorri, indo cumprimentá-los.
-Olá, é um prazer revê-los. –Harry os cumprimenta um pouco sem jeito, mas a mãe de Hermione logo o abraça.
-Deixe de formalidades querido, a final você é como um filho pra nós, não é John? –Laura fala o abraçando maternalmente.
-É claro, nos apoiou muito quando tudo aquilo aconteceu com Hermione. –John fala abraçando fortemente a filha.
-Foi uma época tão difícil, lamentamos não poder ter te ajudado muito, Harry. –Molly fala tristemente, puxando Harry e Hermione pra um abraço.
-Foi uma época difícil, mas devemos deixá-la pra trás e aproveitarmos as férias! –Arthur fala animado e os filhos concordam.
-Então vamos todos tomar um pouco de chocolate quente e depois darmos uma volta? John preparou os trenós. –Laura fala animada, mas Gina e Rony parecem não entender muito bem.
-São como carros de neve motorizados, vocês vão ver quando formos lá fora. –Hermione fala, seguindo os pais até a cozinha.
-Na cozinha a mesa estava preparada com biscoitos e chocolate quente.
-Bom crianças, como concluíram, os quartos serão os mesmos, com exceção do quarto de John e Laura onde antes era a biblioteca, todo o resto continua como estava durante o treinamento de vocês no verão. –Arthur fala enquanto se sentam à mesa.
-E saibam desde já que os dois estão proibidos de ficarem sozinhos em qualquer quarto. –John fala pra Harry e Hermione que engasgam com o chocolate, ficando muito corados.
-Jonathan Granger, o que conversamos antes de vir pra cá? –Laura fala furiosa com o marido.
-Não os estou impedindo de namorar, só quero deixar claro os limites! –fala se achando o dono da razão.
-Isso! Gostei dele. –Ak aparece atrás de Hermione e fala contente com a atitude de John, enquanto ela apenas tenta ignorar o comentário.
-Não se preocupe Sr. Granger, nem quando estávamos aqui sozinhos esses dois tentavam aproveitar, nem ao menos uns amassos decentes davam! –Gina fala em tom de reprovação.
-Como assim? –Laura pergunta surpresa.
-Eu e o Amon, nosso mestre, ficávamos vigiando escondidos eles namorarem só pra ter certeza de que se comportariam, no começo claro, porque depois ficou óbvio que dali não sairia nada, então passamos a vigiar só por não ter o que fazer e depois ter do que ri, porque no mínimo podíamos dizer que era uma comédia! –Gina fala se lembrando das noites que passou vigiando-os na forma de gato, enquanto Harry e Hermione se controlavam pra não azararem a “amiga”.
-Imagino que era um excelente treino animago e de espionagem. –Arthur fala admirado.
-Sim, era sim, até porque eles são muito atentos. –Gina fala normalmente, enquanto Harry e Hermione olham pra baixo, tentando não pensar naquilo e não corarem mais do que já tinham corado.
-Pelo visto precisamos conversar, querida. –Laura fala parecendo desapontada com a filha.
-Conversar? Não precisa mãe, o nosso namoro tem ido muito bem. –fala não conseguido parecer convincente.
-Isso não convenceu nem a mim. –Molly fala olhando-a atentamente.
-Estão com problemas? –John pergunta olhando severamente pra Harry.
-Não, está tudo muito bem, só não estamos tendo muito tempo pra nós. –Hermione fala com ar cansado.
-Na verdade, não estamos tendo tempo nem pra dormir direito. –Harry fala também parecendo cansado.
-Coitados, Dumbledore não devia exigir tanto de vocês, já disse isso a ele e vou dizer de novo. Ele não pode cobrar tanto de duas crianças! –Molly fala indignada e os pais de Hermione parecem concordar.
-Não, Dumbledore está certo. Depois de tudo o que aconteceu ficou claro que temos que trabalhar muito. –Hermione fala sobriamente.
-Teremos as férias pra descansar e depois voltaremos mais bem dispostos! –Harry fala otimista, mas sem parecer convencê-los.
-Eu nunca contestaria Dumbledore, mas pelo que vimos nos jornais, vocês se saíram espetacularmente bem! Inclusive soubemos de como protegeu os outros alunos filha, ficamos extremamente orgulhosos! –Arthur fala demonstrando orgulho dos três e recebendo apoio da esposa.
-Eu só usei o que aprendi nos treinos, a final foi um ano de treino duro, sem contar que eram só dois, o Harry e a Hermione ficaram com o mais difícil. –Gina fala corando levemente e demonstrando modéstia.
-E mesmo assim ainda cometemos erros, além do que descobrimos certas habilidades que precisam de treino pra podermos controlar melhor. –Hermione tenta explicar sem contar demais.
-Nós já percebemos que há algo que vocês não podem nos contar, mas não se preocupem que saberemos esperar o momento que possam fazê-lo.
Depois disso, todos passam a fazer planos pras férias, até saírem pra passear. Passam o dia se divertindo, com direito a uma demonstração especial de Harry e Hermione, Rony e Gina pros Weasley e pros Granger, que ficaram especialmente empolgados com a forma animaga dos quatro.
Depois do jantar, Harry e Hermione estavam abraçados no telhado, vendo as estrelas.
-Você está tão quieto, aconteceu alguma coisa? –Hermione pergunta ao namorado, se virando de lado, pra poder encará-lo.
-Não, só quero aproveitar que consegui ficar sozinho com você, para te curtir um pouquinho. –fala acariciando o rosto da namorada, com seu rosto próximo ao dela e depois lhe beijando ternamente.
-Você não me engana, o que está acontecendo? –Hermione fala fazendo-o olhar nos olhos dela.
-Quer mesmo saber? –pergunta pressentindo que ela não iria gostar.
-É claro que quero... ah! Não me diga que está com ciúme dos meus pais? –Hermione fala se segurando pra não rir, mas Harry continua sério.
-Não é isso, mas tem haver. –Hermione parece ficar confusa e Harry continua, não a deixando perguntar nada –É que eu tinha feito planos, achei que teríamos tempo pra ficar sozinhos, pra nos amarmos . –Harry fala a abraçando mais junto a si, mas olhando pra sua mão que brincava com as dela.
-Entendo, também achei que poderíamos dar umas escapadinhas, mas agora é mais difícil. –Hermione fala de modo compreensivo, fazendo-o olhar pra ela.
-Você não entendeu...
-Entendi sim, também sinto saudades. Aquela noite foi muito especial, maravilhosa. –fala aproximando seus rostos e dando um selinho nele.
-Então você também...
-Claro. Em Hogwarts não dá, mas pensei que nas férias poderíamos ter algumas “alternativas”. –fala em tom cúmplice, fazendo-o rir.
-Mas aqui, com seu pai marcando em cima, não vai dar. –fala desanimado.
-Pra tudo a gente pode dar um jeitinho. –fala sorrindo marotamente e depois o beijando, não deixando que Harry falasse nada.
-Mas não há como dar um jeitinho em mim, mocinha! Avise que eu estarei atento e que não admitirei que ele tome liberdades com você. –Ak fala e Hermione, contrariada, repete pra Harry.
-Não se preocupe Mione, a final o que ele não pode fazer nada contra mim. –Harry fala a tranqüilizando.
-Contra você não, mas está avisando se você fizer qualquer coisa, ele irá me castigar. –Hermione não gostando nada daquilo.
-Como assim, se eu fizer o que? –Harry pergunta não acreditando naquilo.
-Segundo ele qualquer coisa, por exemplo, se você por a mão na minha perna ele vai me castigar. –Hermione fala repetindo o que Akhenaton estava dizendo.
-Mais isso é injusto, quer dizer ele não pode fazer isso com você. –Harry fala indignado.
-Ele pode e só abriu uma exceção pro ritual... não adianta protestar ele disse que não negocia e até já sumiu. –Hermione o avisa, impedindo-o de protestar.
-Era só o que faltava! –resmunga a puxando mais pra si e escondendo o rosto no ombro dela.
-Não fica assim, vamos aproveitar ao máximo o que pudermos, tudo bem? –fala levantando o rosto dele.
-Fazer o que! –fala tentando se conformar.
-Beijar. –sussurra com sua boca próxima à dele, que sorri e depois a beija.
Os dias se passam tranquilamente, com todos convivendo harmoniosamente e se divertindo. No natal receberam a visita de Dumbledore, McGonagall, Lupin e Tonks, além dos demais Weasley, combinando de fazerem uma festa na sede da Ordem no Ano Novo, com a presença de todos os membros.
Às 22hs, todos estavam na sede da Ordem pra festa de Ano Novo. O salão estava muito bem decorado e todos dançavam animados, a espera da meia-noite.
Em algum lugar da Europa Oriental, Voldemort estava sentado em uma poltrona, em frente a uma lareira em um quarto luxuoso e sombrio.
-Com licença, mestre. –Lucius Malfoy entra no quarto e faz uma reverência, enquanto fala –Os convidados começaram a chegar. –fala ajoelhado em frente à porta, de lado pra Voldemort que ainda encarava o fogo.
-Já estou indo, avise-os pra se prepararem. –Voldemort fala em seu tom normal de voz, mas deixando escapar um discreto sorriso maquiavélico. –“Hora da revanche, Potter” –pensa com um brilho insano no olhar.
Cerca de meia hora depois, Voldemort vestindo uma túnica negra com detalhes em ouro e prata, entra em um grande salão, cujo estilo se assemelhava a um templo, com as paredes, pilastras de sustentação e o chão, negros; o teto dava impressão de não existir, deixando a noite clara e sem nuvens a mostra, mas sem aparentar ser encantado como o teto do salão principal de Hogwarts.
No centro do salão havia um circulo prateado com uma estrela de cinco pontas, da mesma cor, circunscrita. Entre cada uma das pontas havia inscrições douradas em uma língua semelhante ao élfico, nas pontas havia um pequeno pedestal e o centro da estrela era preenchido pelo que parecia um pequeno lago de águas cristalinas; ligando as pontas ao lago havia símbolos que se assemelhavam a representações de planetas e constelações, eram vazados, como se houvessem sido escavados no piso.
A direita da porta, havia uma mesa de centro com cinco luxuosas poltronas verde escuras em volta, onde cinco pessoas estavam sentadas, bebendo líquidos diferentes em taças de cristal.
-Desculpem a demora, mas era necessária uma preparação especial. –Voldemort fala educadamente e os cinco se levantam pra cumprimentá-lo.
-Tudo bem, contanto que isso dê certo. –um homem de um pouco mais de dois metros, forte, cabelos loiros compridos, olhos castanhos escuros e face máscula, com a barba por fazer, vestindo sapatos e calça social preta, camisa social e um blazer marrom escuro; se ergue deixando o copo de uísque sobre a mesa e falando rudemente, observando de esguelha um outro homem a sua frente.
-Não se preocupe Adolph, eu sou especialista em rituais negros. –Voldemort fala confiante.
-Espero que sim, pois do contrário meu pai ficará decepcionado e isso não será nada bom. –o homem pra quem Adolph olhava, se manifesta cortês, deixando o cálice que continha um líquido vermelho e viscoso sobre a mesa. Ele tem cerca de um metro e oitenta, pele alva, cabelos castanhos claros na altura do ombro e bem penteados, olhos azuis acinzentados, convidativos lábios vermelhos, porte imponente e elegante; vestia um terno, aberto displicentemente mostrando a camisa social de seda, negra como o terno, a gravata perfeitamente atada se destacava carmim, os sapatos sociais brilhavam impecáveis como tudo naquela figura distinta e malignamente sensual.
-Não se preocupe Caius, Tenho certeza que superarei as expectativas de Lord Dracul. –Voldemort fala altivo, próximo à arrogância.
-Com certeza se vocês não se matarem já será um excelente começo. –uma mulher se levanta, falando em tom suave, deixando o cálice com um liquido azul fumegante sobre a mesa, olhando de Adolph para Caius. Ela tem cerca de um metro e setenta, cabelos ruivos extremamente rubros, penetrantes olhos verdes esmeralda, pele alva, tentadores lábios vermelho sangue e um corpo moldado por perfeitas curvas; vestia uma confusão de couro, seda, renda e tela, que formavam uma estranha harmonia entre si, tudo naquela mulher gritava sensualidade e ela sabia, e se aproveitava disso, sua cintura fina e seios firmes eram escondidos por um corpete de couro preto brilhante atado firmemente , a pequena faixa de pele branca que aparecia em sua barriga plana, logo deixava-se substituir por uma curta saia de seda vermelho-sangue, que farfalhava alegremente a seus passos, pedaços de renda escapavam furtivamente por baixo da curta peça, a cinta-liga vermelha aparecia displicentemente marcando partes das pernas firmes que logo eram mal ocultadas por meias sete oitavos de larga tela cor da pele, o scarpin de couro vermelho parecia difícil, mas Lilith de mostrava altamente confortável sobre o salto agulha. Em seu pescoço aparecia uma suave gola role, que se estendia em uma capa de seda negra como uma noite sem Lua, em cada um de seus pulsos grossos braceletes dourados, repletos de antigas inscrições, se faziam presentes, combinando com as grandes argolas em suas orelhas, seus olhos estavam cobertos por um manto negro de pesada maquiagem, o que destacava assustadoramente seus olhos verdes.
-Tem toda razão Lilith, a união de todos é essencial para o sucesso deste ritual e de nossa jornada. –Voldemort fala seriamente, olhando os dois rivais que parecem concordar.
-Nesse caso, vamos começar logo. –um gigante, muito maior que Grope se levanta e fala com uma voz muito grave, quase como um urro, deixando uma enorme taça com líquido verde e grosso no chão, ao lado da mesa. Ele tem cabelos curtos e olhos negros, com uma barba muito semelhante à de Hagrid; vestia grandes calças de couro marrom surrado os sapatos absurdamente grandes, a grande camisa de mangas longas branca era quase completamente escondida pelas peles de animais que cobriam todo o seu dorso e braços.
-Está certo, vamos as posições, que o momento se aproxima. –Voldemort fala já caminhando pro centro, parando perto do lago e retirando um punhal das vestes, enquanto os outros se encaminhavam às cinco pontas da estrela.
Lucius, representante dos bruxos de sangue puro, ofereça-me seu sangue, possuidor da mais pura e ancestral magia. –enquanto falava, fazia um corte no pulso do bruxo, que depois ergue o braço, esticado e com o corte pra baixo, deixando o sangue cair e preencher os símbolos, que levariam o sangue ao lago.
Adolph, a besta da noite, líder dos lobos amaldiçoados, ofereça-me através de seu sangue, a alma do lobo selvagem. –repete o ritual e o lobisomem, assim como Malfoy, ergue o braço, deixando seu sangue preencher os símbolos.
Grad, rei dos gigantes, ofereça-me seu sangue, possuidor de incrível força e resistência. –o gigante se ajoelha, deixando Voldemort cortar seu pulso, se mantendo ajoelhado pro sangue cair mais corretamente no símbolo.
Caius, filho de Dracul me conceda o sangue dos ancestrais dos demônios da noite eterna. –assim que Voldemort se dirige a Caius, este retira uma garrafa das vestes, bebe um pouco e quando Voldemort acaba de falar ele começa a despejar o resto do conteúdo nos símbolos.
Lilith, Imperatriz dos demônios infernais, controladora dos sete portões, aquela que abandonou a perfeição divina; dai-me seu sangue em honra as trevas para destruir o que aquele criou e assim trazer seus filhos do abismo. –o mesmo que se sucedeu com Malfoy e Adolph se repete.
Depois de completar o ritual com Lilith, Voldemort segue até o “lago”, onde antes de entrar faz um corte um pouco acima dos tornozelos, ao entrar deixa a adaga cair nas águas antes límpidas e agora vermelhas pelo sangue de Voldemort. Logo depois, o bruxo com sua varinha convoca um frasco com um liquido amarelo alaranjado e o despeja no lago, guardando a varinha a seguir. Os filetes de sangue começam a chegar ao lago, fazendo a cor da água variar, passando por diversas tonalidades até chegar a um tom arroxeado e ficar viscosa.
Voldemort olha pra cima e ao ver a posição da lua, começa a entoar um cântico, semelhante ao élfico.
Na festa da ordem, Hermione, Rony, Gina, Neville e Luna conversavam ao lado da mesa de doces, observando o movimento da festa.
-Nossa Hermione, seus pais são bem animados! –Luna fala observando os pais da amiga dançarem animadamente na pista ao som das esquisitonas.
-Isso é, os pais dela são bem legais, principalmente a mãe da Hermione. –Gina fala olhando brevemente a pista e depois se voltando pros amigos.
-É, minha mãe adora dançar! –Hermione fala aos amigos, sendo abraçada por Harry que acabava de chegar com duas garrafas de cerveja amanteigada, entregando uma a Hermione.
-A Laura é bem mais animada que a Hermione! –Rony comenta em tom provocativo e ganha um olhar nada simpático de Hermione.
-Isso é, por mais que Hermione se pareça muito com a mãe dela fisicamente, a personalidade é toda do pai, você é igualzinha ao John. –Gina fala conclusiva.
-É, sempre falaram isso. –Hermione completa entre um gole e outro.
-Você ta bem Harry? –Neville, que estava de frente pra Harry, pergunta ao perceber que ele parecia não estar se sentindo muito bem.
-Sim, claro... acho que preciso comer alguma coisa, só isso. –tenta disfarçar, mas fala com a voz fraca e gaguejando.
Hermione que havia se virado pra ele, põe a mão no rosto do namorado e percebe que ele estava gelado, mas antes que pudesse falar algo, Harry deixa a garrafa, que estava em sua mão, tombar na mesa, onde se apóia pra não cair, também sendo seguro por Hermione.
-Vou chamar Dumbledore. –Rony fala apressadamente, mas Hermione o impede.
-Vou levá-lo pro quarto de Sírius, Gina você disfarça e vai até lá ficar de guarda, não deixe ninguém entrar. Rony você vai até Dumbledore e conta discretamente o que aconteceu. Neville e Luna, vocês fiquem aqui esperando instruções e disfarçando nossa ausência, ninguém pode saber de nada ainda. –Hermione fala e eles assentem, logo depois aparatando, carregando Harry que parecia muito fraco.
Eles desaparatam na cama do quarto, onde ela põe Harry deitado, mas ele se levanta logo depois, se sentando atordoado. Maat e Akhenaton aparecem sentados aos lados de seus descendentes.
-O que você ta sentindo? O que ta acontecendo? –Hermione fala assustada, pois a cicatriz de Harry ganhara um tom negro e começava a sangrar.
-Eu não sei ao certo, mas Voldemort parece estar entoando algo em élfico... eu vou desmaiar... –começa a falar, mas depois sente tudo rodar e a vista ficar turva.
Maat o apóia e ergue, tentando mantê-lo sentado, enquanto uma luz azulada envolve Harry e Hermione, como se os unissem com o símbolo do infinito.
-Está se sentindo melhor? –Hermione pergunta, parecendo mais abatida e, agora, também ouvindo o cântico.
-Sim, você usou o feitiço de proteção? –Harry pergunta, parecendo se sentir um pouco melhor.
-Sim, mas não sei quanto tempo vou conseguir manter. –fala começando a suar frio, sentindo seu corpo ficar dormente e sua cabeça girar, em meio a pontadas muito dolorosas.
-Não escutem o cântico. –Ak fala pra Hermione, a abraçando fortemente.
-Como se eu pudesse! Não tem como deixar de ouvir, está ecoando dentro de mim. –Hermione fala com dificuldade, tentando se concentrar pra manter o feitiço.
-Cante comigo no três. –Maat fala pra Harry em tom urgente.
Harry tenta se concentrar e quando Maat começa a cantar, ele a acompanha. Ao ouvi-lo, Ak começa a cantar também e Hermione percebendo aquilo o acompanha.
Os quatro iniciam o cântico em uma só voz, fazendo uma melodia suave, como o canto de uma fênix, preencher o quarto e sair pela janela que acabara de abrir.
No templo, o cântico dos quatro ecoa na mente de Voldemort, competindo com seu cântico negro, mas o Lord das Trevas reforça o seu, fazendo as duas melodias ultrapassarem as mentes e se confrontarem no templo, ecoando nas paredes de mármore negro.
A meia-noite, a Lua Cheia se encontra exatamente em cima de Voldemort, o que faz o brilho do luar aumentar e promover a conjunção astral precisa, refletida no “pentagrama”, dando um brilho dourado ao sangue dos cinco, que se espelha em volta da cintura de Voldemort, assim como os demais símbolos que tem o brilho branco azulado do luar.
Cinco cores diferentes emanam dos cinco escolhidos, que reforçam o cântico de Voldemort até a última nota, quando a poção do “lago” começa a entrar em ebulição e as luzes se fundem em uma grande luz branca, antes dos seis caírem desacordados.
Ao mesmo tempo, no quarto, Harry e Hermione desmaiam e Maat e Ak desaparecem, enquanto Dumbledore e Amon-há vêem uma estrela vermelha e uma arroxeada brilharem no céu, entre os fogos de ano novo.
-O destino foi traçado. –Dumbledore fala em seu tom normal de voz, ao ver as estrelas brilharem.
-E o que elas dizem? –Amon pergunta parando de olhar as estrelas pra observá-lo atentamente.
-Que próxima é a hora em que o discípulo terá que substituir o mestre. –Dumbledore fala sorrindo serenamente.
-Entendo. –Amon fala baixando os olhos, mas antes que pudesse continuar, McGonagall chega.
-Feliz ano novo Alvo! –fala alegremente, abraçando-o carinhosamente a seguir.
-Feliz ano novo, Minerva! Que o próximo ano te traga sabedoria e serenidade. –fala gentilmente, olhando-a nos olhos por cima dos oclinhos meia lua.
-Hum-hum, posso dar feliz ano novo pra essa encantadora dama ou irá monopolizá-la? –Amon fala brincando, deixando Minerva levemente corada.
Hermione desperta e vê que Harry ainda estava desacordado, então rapidamente tenta acordá-lo chamando seu nome e dando leves tapinhas em seu rosto.
-Até que enfim, já estava ficando preocupada. Como você está? –pergunta mais aliviada, ajudando-o a se sentar.
-Bem, não se preocupe. E você? –pergunta já se sentindo melhor.
-Bem também. Mas o que foi tudo aquilo, Ak? –pergunta olhando em volta, procurando pelo ancestral –Onde você está? –pergunta vendo que ele não se manifestava.
-Maat? Você está aqui? –Harry pergunta percebendo que Hermione não conseguia falar com Ak.
-Acho que eles fizeram esforço demais. –Hermione conclui pensativa –Talvez precisem de algumas horas pra “recarregar as baterias”. –fala rindo no fim, mas parando ao ver a expressão séria de Harry –O que foi, por que está tão sério. –pergunta ficando preocupada.
-Não, não é nada. –pergunta tentando disfarçar, mas vendo pelo olhar de Hermione que não tinha conseguido –É que eu sei que não é certo, mas eu só penso em passar a noite aqui, com você ao invés de descer pra festa. –fala a olhando, um pouco envergonhado.
-Sabe que essa foi a primeira coisa em que pensei, quando cheguei a conclusão de que Ak está “dormindo”? –fala com um sorriso maroto, vendo-o sorrir travessamente antes de beijá-la apaixonadamente.
No templo negro, os cinco ainda estavam inconscientes quando as águas do “lago” começam a se agitar e dela sai um homem nu, que a passos inicialmente vacilantes se dirige a um enorme espelho posto próximo ao local onde estavam.
Ao se observar no espelho o homem sorri orgulhoso, vendo que o ritual havia dado certo. Agora seu corpo era forte, com músculos e formas perfeitas, seus cabelos negros estavam cumpridos até a altura dos ombros, seu rosto era jovem de no máximo vinte e cinco anos, seus dentes brancos e perfeitos sorriam malignamente e em seus olhos o brilho da juventude refletia também a ambição e poder que continha.
-A força e disposição da juventude, o poder da maturidade e a sabedoria dos anciões. Sem dúvida, és perfeito Voldemort-Senhor das Trevas. –Voldemort se vangloria, observando seu novo corpo e sentindo em si, seus novos poderes.
-My lord? –Malfoy pergunta receoso, após se levantar com certa dificuldade.
-Sim, eu renasci mais poderoso que nunca! –fala surgindo atrás de Malfoy, que se assusta.
-Eu não o vi aparatar, desculpe. –Malfoy fala após se recuperar do susto.
-Mas eu não aparatei. –Voldemort fala sorrindo vitorioso, depois se movendo tão rapidamente, que parece desaparecer e aparecer, ao lado de uma das pilastras de sustentação.
-Uau, que velocidade... e que força! –Malfoy fala admirado ao vê-lo se mover e depois dar um leve soco na pilastra, partindo-a em milhares de pedaços, sem esforço.
-Pelo visto o ritual deu certo. –Adolph fala, já se levantando.
-Meu mestre ficará feliz com os resultados, mesmo após aquela interferência. –Caius fala já recomposto.
-Aquela
pequena interferência não foi nada, ninguém poderia atrapalhar um ritual do mestre das Artes das Trevas. –Voldemort fala com arrogância, erguendo o braço e com as mãos livres, reconstruindo a pilastra, exatamente como estava antes.
-Quanta modéstia. –Lilith fala sarcástica, observando a pilastra acabar de se formar.
-Discorda do que disse, Lilith? –Voldemort pergunta se virando de frente pra eles, caminhando na direção dela.
-Não, detesto falsa modéstia. –fala olhando-o de cima a baixo, analisando-o e sorrindo enigmaticamente.
-Quando irá começar a guerra? –Grad pergunta observando a túnica sair do lago e vestir, seca, Voldemort, sem que o bruxo fizesse qualquer movimento.
-No momento certo, ainda preciso coletar algumas informações, a final uma vez subestimei o inimigo e perdi uma importante batalha, não vou cometer o mesmo erro. –Voldemort fala calmamente, fazendo um gesto pra que o seguissem às poltronas.
-Meu mestre pediu-me pra avisar-lhe que nós só nos uniremos a guerra depois de uma demonstração de sua capacidade. Ele quer que mate Alvo Dumbledore. –Caius fala diretamente, demonstrando ainda duvidar da extensão do poder de Voldemort.
-Entendo, eu não o julgo. Pode dizer a Dracul que Dumbledore estará morto em breve, não por imposição dele, mas pra meu próprio prazer. –Voldemort fala em tom normal, mas demonstrando uma estranha sombra no olhar.
-Faço questão de estar presente no dia, quero ver a ação com meus próprios olhos. –Adolph fala demonstrando muito interesse na morte de Dumbledore.
-Também estarei nas sombras. –Caius o avisa, enquanto é servido por Lucius que começara a servir os convidados e Voldemort.
-Como quiserem, eu os avisarei e prometo oferecer um belo espetáculo. –Voldemort fala certo da vitória.
-Se precisar de reforço, eu porei alguns de meus homens a disposição. Eles estão precisando se divertir. –Grad fala em tom bem humorado, oferecendo apoio total a Voldemort.
-Obrigado, vou tentar proporcionar alguma diversão a eles. –Voldemort fala apreciando o apoio dos gigantes, o que certamente seria uma grande vantagem –E você Lilith, me oferece apoio ou irá esperar resultados? –pergunta olhando-a sem demonstrar preferência por uma resposta.
-Talvez possa te dar alguns demônios inferiores, mas isso vai depender de um pequeno acordo. Talvez podemos conversar daqui uma semana, acha que é o suficiente pra se recuperar? –Lilith fala olhando-o de modo misterioso e ao final se erguendo, como se fosse partir.
-Sim, aguardarei sua visita na próxima semana. –Voldemort fala gentilmente, também se levantando e sendo seguido pelos demais.
-Assim que informar meu pai, mandarei alguém trazer uma carta com um melhor posicionamento dele. –Caius fala se despedindo e após uma pequena reverência, correspondida, desaparece.
-Virei ao final da próxima semana. –Lilith fala se despedindo com um pequeno aceno e logo depois virando uma forma de luz e desaparecendo no chão, como se entrasse nele.
-Assim que se decidir pelo dia e forma do ataque, virei pra conversarmos. –Adolph o avisa e depois aparata.
-Porei dez homens a sua disposição, só precisamos nos reunir com alguns dias de antecedência. –Grad, fala se dirigindo a uma enorme porta no fundo do salão, com Voldemort o acompanhando.
-Não é necessário, talvez cinco sejam mais que o suficiente. De qualquer forma combinamos depois. –Voldemort fala o acompanhando até a porta, por onde o gigante sai, atravessando um corredor de pedra, iluminado por algumas tochas.
-Deseja alguma coisa, My lord? –Malfoy pergunta se ajoelhando perante o mestre.
-Não quero ser incomodado por nada e ninguém até chamá-lo. Até lá garanta que não ocorra nenhum problema. –Voldemort fala passando a liderança dos comensais a Malfoy.
-Sim mestre. Garanto que tudo estará na mais perfeita ordem quando retornar. –Malfoy fala escondendo o sorriso vitorioso e ganancioso.
Voldemort aparata no salão e desaparata no quarto, onde se joga na cama, pondo a mão sobre o peito, sentindo o coração bater acelerado, sucumbindo à dor que sentia nos ossos e músculos, provocados pela transformação sofrida.
N/A: Oi, dessa vez não demorei muito pra atualizar, tava até com o cap pronto no fds passado, mas tava esperando a beta aparecer rsrsrsrs.
N/A²: Vocês gostaram da reação de Voldemort? Gostaram dos amiguinhos novos dele? Ah! O que acharam do NOVO Voldemort?
N/A³:Já aviso que quero muitos comentários, quanto mais comentários mais rápido eu posto! a próxima fic a ser postada vai ser o sucessor e depois RH.