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1. Início, meio e quase fim


Fic: Fugitiva


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione estava sentada no parapeito da janela do seu apartamento, olhava o céu escuro coberto de nuvens grossas e a água que caía delas. Dias de chuva a faziam se lembrar do dia do nascimento de sua filha, e com essa lembrança outras surgiam, como a do dia do seu casamento, que aceitou numa proposta de saber o paradeiro de todos os comensais da morte restantes e com a esperança de que um dia seu futuro marido a amasse tanto quanto ela própria o amava desde o seu segundo ano em Hogwarts.
Deveria saber que ele jamais sentiria nada por ela além de desprezo ou nojo. Raras eram as vezes que faziam alguma refeição juntos ou que conversavam, ele nunca a levava para algum lugar ou festa de uma das suas empresas e jamais lhe dera presente algum, apenas depositava em sua conta o mesmo que suas amantes diziam gastar com roupas, sapatos, perfumes e todas as coisas que Hermione não queria, o dinheiro ia se acumulando e a castanha utilizava a herança deixada pelos pais quando queria comprar algo para si. Dormiam em quartos separados e quando ele a visitava durante a noite uma vez por semana achava que a queria, mas só estava cumprindo as obrigações matrimonias necessárias para que ela não pudesse anular o casamento.
Hermione levara meses até se dar conta disso e notar que os demais dias da semana ele chegava tarde da noite em casa cheirando a perfume barato, ou às vezes nem chegava, e quando descobriu que estava grávida de quase três meses se enclausurou no seu quarto para que o marido não descobrisse de sua gravidez e a obrigasse a tirar o bebê. Ele não fazia questão de sua companhia e ela só saía do quarto quando sabia que ele não estava, os elfos levavam sua refeição no quarto e na primeira noite em que ele a visitara, ela gritou o rejeitando e ele não voltou a tentar. Só informou aos elfos tempos depois, quando não podia mais esconder a barriga e lhes pediu segredo, como servos eles lhe atenderam como ordem por ser a Sra. Malfoy e mãe do herdeiro da família.
Harry e a família Weasley tinham cortado relações com Hermione quando ela se casou, ela dera as informações que conseguira a Ordem, mas os amigos não voltaram a falar com ela. Ela só se socializara melhor com Blaise Zabini e Pansy Parkinson, que eram casados e os amigos mais próximos de Draco. Visitavam freqüentemente a mansão, Hermione passou a ter uma relação mais amistosa com os dois e depois que passou a se trancar no quarto Pansy ia para lá conversar com ela, e nessas horas a castanha desabava em prantos tendo somente a sonserina como apoio e exemplo de amizade. Quando lhe contou sobre sua gravidez Hermione a fez jurar segredo e diante de toda a história de casada de Hermione a morena aceitara e com dificuldade escondeu do amigo que ele seria pai sem saber os planos por trás das intenções de Hermione.
Hermione usava um feitiço de desilusão para andar pela casa e para sair, assim ninguém veria sua barriga já bastante evidente. Ela fingia ir passear e ia ao médico ou ás compras, usou o dinheiro do banco para comprar roupas para o seu bebê, o dinheiro era do pai dele, portanto era dele por direito e poderia usar com ele e para ele. Começou a pôr em prática o seu plano, nos últimos meses de gestação foi à Londres Trouxa e comprou um pequeno apartamento com a sua herança, não poderia ir para a casa dos pais e não iria vendê-la. Aos poucos foi mobiliando a casa com o que sobrara de sua herança, o apartamento era pequeno e ela só comprou o essencial, e usou o restante do dinheiro na sua conta para mobiliar confortavelmente o quarto do bebê com tudo que ele tinha direito.
Na noite em que sentira as contrações, Hermione saiu do quarto para pedir ajuda aos elfos e ao entrar no corredor deu de cara com Draco aos beijos com uma loira, eles não perceberam a presença da castanha e logo entraram no quarto dele, lugar onde Hermione nunca fora. Depois do choque e de lutar contra as lágrimas que teimavam em cair, ela chamara pelos elfos que logo a ajudaram no parto, feito em seu próprio quarto protegido por um feitiço silenciador. Uma vez com sua filha nos braços, a castanha esqueceu momentaneamente da cena que presenciara e se distraíra observando a filha, a pele branca e os poucos cabelos loiros platinados como os do pai, mas encaracolados como os da mãe e com os olhos num azul que beirava o violeta, por essa razão a batizou de Violet, Violet Granger Malfoy, mas ninguém nunca saberia desse último sobrenome, segundo as leis de casamento bruxo, Hermione não poderia se separar de Draco uma vez que teve uma filha com ele, portanto não poderia registrá-la no Ministério da Magia, iria fugir para o mundo trouxa mesmo casada, mas usaria o nome de solteira e registraria sua filha lá e ninguém iria achá-la nem tirar sua filha.
Hermione pediu que os elfos continuassem a fingir que lhe levavam comida, passara muito tempo sem mal sair do quarto e mal encontrar com o marido, ele não desconfiaria, o que daria um tempo para ela poder se organizar no mundo trouxa. Quando a castanha conseguira um emprego de secretária numa firma próxima ao seu apartamento pediu que um elfo da mansão ficasse com sua filha, Draco também não notaria a falta de apenas um dos elfos, ela não queria abusar deles, mas eles gostavam de servi-la e se recusavam a aceitar pagamentos, diziam que mesmo ela não morando mais na mansão ainda era e sempre seria a legítima Sra. Malfoy e ela não tentou mais discutir isso com eles, nem perguntou pelo marido nem por notícias, queria e iria esquecê-lo.
Hermione sorrira com a lembrança, apesar de triste, se sentira imensamente feliz com sua filha, duvidava que Draco fosse querer uma filha mestiça, apostava que ele escondia o casamento com ela, pois nunca apresentou a castanha a nenhum de seus amigos com exceção de Blaise e Pansy, e tinha certeza que se ele descobrisse sobre sua gravidez não a deixaria prosseguir, e caso deixasse, daria a bebê para doção assim que nascesse, para que não sujasse a pura linhagem dos Malfoy. E se por um milagre ele a deixasse com ela, Violet cresceria no inferno que Hermione vivera durante mais de um ano, e não queria aquela infelicidade para a sua filha. A melhor decisão foi fugir, e não se arrependia, já fazia seis meses que havia fugido e estava vivendo bem e em paz, as vezes fazia alguma magia dentro de casa para matar a saudade do mundo bruxo ao qual não podia voltar se quisesse manter sua filha junto de si.
Hermione já estava criando coragem para levantar e ir para a cama com sua filha que já estava adormecida no seu cercadinho na sala quando a campainha tocou pela hora, achava se tratar da velhinha aposentada que morava em frente, com quem agora deixava Violet enquanto trabalhava, só não fazia idéia do que a velha senhora poderia querer àquela hora da noite. Levantou do parapeito da janela e se dirigiu para a entrada, dando uma última olhada em sua filha antes de abrir a porta, e quando o fez arregalou os olhos, devia estar sonhando, ou melhor, tendo um pesadelo, não podia ser que aquela pessoa a sua frente era quem achava que era, ele não a procurou durante todo esse tempo e não faria isso agora e não iria atrás da esposa fugitiva de quem nem gostava.
- O que deu em você para vir morar no fim do mundo? Sabia que tem um feitiço anti-aparatação restringindo um raio de umas 20 quadras daqui? Eu tive que dirigir a noite inteira para chegar nessa espelunca e a droga do pneu do carro furou a umas cinco quadras e eu tive que vir andando na chuva até aqui. – o loiro ensopado a sua frente dizia entre dentes. A primeira reação de Hermione foi tentar fechar a porta, mas ele fora mais rápido e colocara o pé impedindo. – Não vai ser tão fácil se livrar assim de mim depois de tudo que eu passei.
- O que você quer? Como me achou aqui? – Hermione só pensava se os elfos haviam dito algo sobre sua filha e seu paradeiro.
- Você até que se esconde bem, deu trabalho te encontrar, mas você ainda usa magia e com os contatos certos consegui descobrir de onde os feitiços eram lançados.
- O que quer? Nunca foi meu marido de verdade, devia ficar aliviado de poder levar toda mulher que quisesse para sua mansão sem se preocupar se ela viria sua esposa. O que quer de mim? Não vai me obrigar a voltar para aquele inferno.
- Eu quero o meu filho, e vim para pegá-lo. – À menção da palavra “pegar” um alerta soou na cabeça de Hermione, ele lhe tiraria sua filha. A castanha se virou correndo para dentro do apartamento, Draco a seguiu devagar fechando a porta atrás de si, e uma vez na sala, viu Hermione segurando um embrulho num emaranhado de lençóis para bebês.
- Você não vai levá-la. Para o mundo bruxo ela não existe e você não tem direitos sobre ela. Ela é minha e você não vai tirá-la de mim. – Hermione sentia a vista embaçar, sabia que estava prestes a chorar, sabia também que ele tinha direitos sobre a filha, mesmo que o Ministério não soubesse da sua existência, mas esperava que o loiro não soubesse.
- Como você me escondeu que estava grávida? E ainda foge com o meu filho? Você é maluca? – Draco gritou se aproximando.
- Você a assustou. – Hermione sussurrou balançando a filha que acordada e começara a chorar
- É uma menina? – ele perguntou baixo, mas ainda com raiva na voz. Se aproximou mais e viu a pequena chorando piscando os olhos rapidamente. – Ela nem sabe quem eu sou. E a culpa é sua.
- Ela sabe quem você é sim, tanto quanto sabe quem eu sou. E pare de gritar ou lanço um silêncio em você.
- Ela sabe quem eu sou? – Draco ignorou os insultos e esqueceu por uns momentos o que Hermione fizera.
- Mostrei memórias pra ela, e fotos. – Hermione disse baixo quase torcendo para que ele não tivesse ouvido. E pareceu que realmente não ouviu, pois Violet parara de chorar e focara seus olhinhos violeta no pai que a olhava admirado tentando reter um sorriso.
- Ela tem os olhos... Violetas, que nem a minha avó Black. – Draco esticara a mão tentando tocar a bochecha redonda da filha, mas Hermione se afastou com medo de qualquer toque dele fazendo ele se lembrar da raiva que estava dela desde que soubera de sua escapada. – Ela é minha filha, é uma Malfoy e vai ser criada na mesma casa em que eu fui.
- Minha filha não vai voltar para aquela mansão, não vou deixar que seja ignorada como eu fui. Eu não vou me afastar dela, ela não vai ser criada por elfos e ela não vai se confundir psicologicamente vendo uma madrasta diferente a cada dia.
- Ciúmes do marido que você abandonou? – perguntou cinicamente e a resposta que recebeu foi a marca da mão de Hermione na sua face direita. – Isso foi a gota d’água. Nós vamos voltar para a mansão agora, e você não vai mais fugir. – Draco agarrou o braço de Hermione e aparatou levando as duas, uma vez que com ela, poderia aparatar do local.
Desaparataram num quarto mal iluminado, Hermione ainda se recuperava da sensação de aparatar com outra pessoa e esperava que a aparatação não tivesse causado nada à sua filha, a abraçava fortemente junto ao peito e tentava aparatar de volta para casa, mas não conseguia.
- Onde estamos? – perguntou olhando em volta.
- No meu quarto na mansão. – Draco respondeu indo em direção à cama.
- Eu vou para o meu antigo quarto. – Hermione fora em direção a porta e se surpreendeu ao não ser impedida.
Não havia sinal de vida no corredor e quando chegou ao quarto, portas depois, conteve um grito de susto, seu antigo quarto estava destruído, todos os móveis estavam em pedaços, havia algumas teias de aranha e as janelas cujas cortinas foram arrancadas estavam fechadas e por elas passava uma pequena iluminação da lua dando um ar sombrio ao lugar. Hermione andou pelos destroços dos móveis e descobriu que o banheiro estava na mesma situação. Voltou indignada para o quarto de Draco e entrou sem bater.
- O que houve com o meu quarto? – ela quase gritou.
- Foi a vítima da descoberta da sua fuga. – Draco respondeu do mesmo lugar onde Hermione o deixou antes de sair, sentado na cama olhando pela janela.
- Quanta infantilidade. Você nunca nem quis casar comigo, devia ficar satisfeito ao saber que estava livre de mim.
- Nós casamos por um acordo e você deveria honrá-lo. Devia no mínimo me informar que queria se livrar de mim e poderíamos achar uma solução ao invés de fugir com minha filha.
- Como se você a quisesse, uma mestiça que teve com uma sangue-ruim que ninguém sequer sabia que você tinha como esposa, porque você nunca me tratou como sua esposa.
Draco abrira a boca para responder mas Violet voltara a chorar e Hermione se retirou rapidamente do quarto tentando acalmar a filha, voltou para o antigo quarto e conjurou uma poltrona entre os destroços, enquanto isso Draco chamava Blaise pela lareira e o amigo chegou acompanhado pelo esposa minutos depois pela lareira da sala. Depois de contar do reencontro tumultuado com Hermione, Pansy ficou radiante, a castanha era a coisa mais próxima de uma amiga que Pany tinha, nem em Hogwarts teve amigas de verdade, só interesseiras, e depois de casada nada mudou, até piorou ao ver da sonserina, e ela representava o mesmo para Hermione cujos amigos a tinham abandonado, ficou triste quando a castanha fugiu e perdeu o contato com ela e estava feliz que ela tivesse voltado.
- Posso saber por que raios você está tão feliz por minhas últimas horas terem sido um inferno? – Draco perguntou diante do sorriso da morena.
- Veja pelo lado bom Draco.
- Qual? Qual lado bom em ser enganado Pansy?
- Ela teve seus motivos Draco. – foi Blaise quem respondeu. – Mas você a achou e ela está aqui e sua filha também, pare de drama.
- Eu não vou esquecer de tudo tão fácil assim.
Draco passara mais de uma semana sem perceber o sumiço de Hermione até que numa visita de Blaise e Pansy ele foi até seu quarto para saber por que ela não havia descido e encontrou tudo limpo e vazio, chamou os elfos e quase os estrangulou para que lhe contassem o que sabiam, eles lhe contaram que ela havia ido embora pouco depois do parto e ele mesmo sem entender direito quebrou todo o quarto num acesso de fúria. Quando desceu e contou para os amigos, Pansy ficara pálida e lhe contara sobre a gravidez de Hermione, o que fez Draco quase estrangulá-la também.
Ele entrou num estado de semi-depressão durante quase dois meses, bebia muito e mal trabalhava, só acordou para a vida quando Blaise lhe aconselhou a ir atrás de Hermione e de seu filho, afinal ainda era sua esposa e seu herdeiro. O loiro colocou detetives trouxas e bruxos atrás de Hermione, mas só conseguiu descobrir que ela havia gasto toda sua herança e retirado uma pequena quantidade de sua conta no Gringotes. Depois de algum tempo recorreu aos seus contatos no Ministério e descobriu que ela ainda usava magia e com um pouco de dificuldade conseguiu saber o local exato da origem dos feitiços. Draco foi tirado de seus devaneios pela voz de Pansy.
- Eu vou subir para vê-las. – Pansy já se dirigia para as escadas, Draco e Blaise trocaram olhares e assim que a morena sumiu por um corredor os dois seguiram a mesma direção.
Hermione estava sentada amamentando Violet quando ouviu batidas na porta.
- Vá embora daqui se não quiser que eu o estupore. – a castanha gritou, mas a porta se abriu revelando uma Pansy sorridente. – Pansy?
- Corro risco de ser estuporada?
- Talvez. – Hermione riu, mas ficou séria em seguida. – Porque contou pra ele Pansy? Eu confiei em você.
- E eu não achei que você fosse fugir. Achava que diria sobre a gravidez quando nascesse, ao invés disso planejou tudo e fugiu.
- Ele não me deixaria ficar com ela, a mataria ou a daria para a adoção. Eu pensei nessa possibilidade, mas não queria me separar da única coisa boa que tive dele.
- O Draco não é esse monstro que você pensa Hermione, ele ficou revoltado quando soube que você fugiu e que ainda por cima tinha levado um filho dele junto.
- Revoltado. Ele devia ficar feliz por estar livre.
- Como você passou todos esses meses? Pra onde foi? Como sobreviveu?
- Como não conclui o curso de medi-bruxa e não podia ficar no mundo bruxo, comprei um apartamento na Londres Trouxa com o resto da minha herança e mobiliei só com o necessário e arranjei um trabalho de secretária numa empresa próxima.
- E você ganhava bem?
- Não exatamente, mas dava para sobreviver, algumas vezes a vizinha da frente nos ajudava.
- Nunca passou pela sua cabeça que ele poderia te encontrar?
- Algumas vezes, mas sempre achei que ele não tentaria me encontrar, e por falar nisso, porque contou sobre a minha filha?
- Ele ficou transtornado quando soube que você fugiu e os elfos foram obrigados a dizer sobre o seu parto, aí tive que contar sobre a gravidez e ele passou bastante tempo sem sequer olhar na minha cara.
- Desculpe por te meter nessa confusão, mas ou era isso, ou ele não permitiria que minha gravidez avançasse.
- O Draco passou muito tempo mal por causa disso sabia? E a propósito, como ela se chama?
- Violet, por causa dos olhinhos dela, é de um azul que beira o violeta, são tão lindos quanto os olhos do pai. – Hermione disse orgulhosa.
- É um lindo nome e ela é linda também. – Pansy fez uma pausa e depois continuou. – Não está pensando em fugir de novo não é Hermione? O Draco ficará mais irritado.
- Quero voltar para a minha casa Pansy, não vou voltar a morar aqui o vendo com outras e criar minha filha nesse ambiente hostil.
- Tente se acertar com ele Hermione, sua filha merece crescer com os dois pais.
- Se ele parar de gritar eu o deixo vê-la, mas nem ela nem eu viveremos aqui.
- Ainda é a esposa dele Hermione.
- Nunca fui a esposa dele Pansy. – Hermione se levantou e pôs Violet em seu ombro para arrotar. – Ele só deitava comigo por obrigação, sempre me ignorou de todas as formas possíveis. Ele tratava melhor as amantes dele do que a mim. – Hermione já chorava e Pansy só se dera conta disso por causa da voz embargada pois a falta de iluminação impedia de ver as lágrimas da castanha.
- Ele nunca deixou faltar nada para você Hermione.
- Faltou a única coisa que eu queria Pansy. O amor dele. – Hermione sussurrou a última frase antes de ouvir novas batidas na porta. Sem esperar resposta, Draco e Blaise entraram no quarto destruído.
- Devia fazer terapia Draco. – Blaise sugeriu olhando o quarto.
- Vocês vão ficar no meu quarto. – o loiro disse para Hermione.
- Não vamos. Vamos ficar aqui. Estou com dor de cabeça e não vou discutir com você.
- Vai ficar embaixo das minhas vistas. Não vai fugir de novo.
- Não vou dividir a cama com você. Eu não vou ficar aqui, não sou sua prisioneira.
- Então você quer voltar para a sua espeluncazinha? – Draco disse ameaçadoramente se aproximando de Hermione. – Entregue minha filha para a Pansy.
- Não. Não vou a parte alguma com você, muito menos sem a minha filha.
- Entregue-a antes que eu perca a minha paciêcia. – Hermione ainda hesitou, mas acabou entregando Violet à Pansy.
- Estou confiando em você de novo, não me decepcione, não a entregue a ninguém que não seja eu. E me pergunte algo de nossas conversas passadas, que só nós saibamos para ter certeza que sou eu.
- Não se preocupe, vou cuidar bem dela.
Hermione deu um beijo na testa da filha e Draco segurou seu braço aparatando para o apartamento dela, quando desaparataram, o loiro não a soltou.
- Pegue o que precisar, e rápido.
Hermione andou pelo apartamento pegando roupas e objetos pessoais dela e de Violet sendo seguida de perto por Draco, jogou tudo na sua bolsinha de contas e trancou o apartamento, em seguida Draco a segurou novamente e aparataram de volta para a mansão. Estavam novamente no quarto de Draco e Hermione notou que havia um berço próximo à cama.
- Voou pedir que os elfos levem o berço para o meu quarto. – Hermione já se dirigia para a saída quando Draco a intercepta.
- As duas vão ficar aqui, gostando ou não. – Hermione se virou e só então reparou que Violet já estava dormindo no berço.
A castanha a pegou no colo e se sentou em uma poltrona próxima. Draco trancou a porta do quarto e foi para o banheiro, só então Hermione lembrou que ainda estava com a camisola por baixo do roupão que estava antes do loiro bater à sua porta. A castanha ficara balançando a filha nos braços e acabou adormecendo antes mesmo que Draco voltasse do banho. Quando acordou, o sol já ia alto e estava na mesma poltrona, com as pernas encolhidas junto ao corpo e sem sua filha, a constatação despertou totalmente Hermione, ela se levantou num pulo e saiu do quarto, tendo só alguns segundos para ficar feliz pela porta não estar trancada, desceu as escadas correndo, mas estancou quando viu Draco no sofá com sua filha no colo.
- Ela é linda, tem os seus cachos. – ele disse sem tirar os olhos da bebê.
- Dê-me ela, ela deve estar com fome. – a castanha disse se aproximando com os braços estendidos.
- Não sou um psicopata, não precisa ficar com medo de acordar e achar que eu fugi com ela como se eu fosse você.
- Dê-me ela. – Hermione pediu de novo.
- Eu sou o pai dela, eu tinha o direito de vê-la crescer na sua barriga, de ir ao medi-bruxo, de comprar suas roupinhas, de vê-la nascer e crescer, e você me privou dos meus direitos.
- Você estava muito ocupado transando com uma loira na hora do nascimento dela. Agora me dê minha filha que ela tem que mamar.
- Porque fugiu? Porque fez isso comigo Hermione? – era a primeira vez que ele se dirigia a ela usando seu primeiro nome depois que se reencontraram, a castanha pegara a filha nos braços e se afastara.
- Você fez coisas piores pra mim. – Hermione lhe deu as costas e subira voltando para o seu antigo quarto, amamentou a filha e logo após os elfos lhe levaram o almoço.
A castanha passou o resto da tarde no quarto brincando com a filha, no fim da tarde Violet dormiu e ela voltou para o quarto de Draco para colocá-la no berço. Ao entrar se deparou com o loiro saindo do banho e com um vestido fino e algumas jóias em cima da cama.
- Tome banho e se vista, vamos sair.
- Não vou a lugar nenhum com você.
- Você queria ser tratada como minhas amantes não queria? Pois vai.
- Eu não vou, e não me faça gritar para que não a acorde. – terminou apontando para a filha.
- Porque você está tornando as coisas mais difíceis?
- Porque quero voltar para a minha casa com a minha filha, quero que se esqueça de nós e nos deixe em paz.
- Você está testando minha paciência, a única coisa que me impede de fazer uma loucura é a minha filha nos seus braços. Cujo nome sequer ajudei a escolher, Violet nãos seria o nome que escolheria se tivesse uma filha.
- Esqueça que ela é sua e faça uma com uma das suas amantes, você tem muitas opções.
- Ao contrário do que você pensa, eu quero muitos mestiçozinhos com você. – Hermione tremera com a declaração e recuara ao notar Draco se aproximando. – Eu lhe dei tudo, uma casa luxuosa, dinheiro para comprar o que quisesse, e mesmo assim você me enganou me escondendo sua gravidez.
- Eu não quero seu dinheiro, nunca quis. Eu e a Violet não precisamos dele, não precisamos de nada que venha de você.
- Mas você disse que preferia ser tratada como uma de minhas amantes, pois vai ser tratada como uma, portanto vista o vestido.
- Não vou, nem vou a lugar nenhum com você, já disse. – Hermione se afastou dele indo colocar Violet no berço. Tinha acabado de deitá-la quando sentiu ser abraçada por trás, Draco a segurara pela cintura e começara a beijar seu pescoço.
- Com quantos homens me traiu desde que fugiu Hermione? – ele perguntou aparentemente calmo.
- Você contou com quantas me traiu desde que se casou comigo?
- Não, elas não eram importantes. – Hermione tentou se desvencilhar dele, mas ele a apertou com mais força contra si. – Estou com saudades de você, faz um ano que você não se deita comigo.
- E não vou me deitar agora, eu tenho nojo de você.
- Tem mesmo? – Draco deslizou uma das mãos até a intimidade de Hermione, notado-a úmida através do tecido. – Parece que está com tanta saudade quanto eu.
- Não vou me deitar com você nessa cama imunda. – Hermione protestara quando percebera que ele a estava levando para a cama onde dormiu com várias outras exceto ela.
- Já que não quer que eu seja delicado... – Draco a puxou para o banheiro.
- Porque está fazendo isso? Vá atrás de uma de suas amantes.
- Eu quero você, e hoje você volta a ser minha esposa. – Draco a prensou na parede do banheiro e voltara a beijar seu pescoço.
- Não. Não faça isso, por favor. – Hermione começara a chorar.
- Você é minha Hermione, mesmo que não se deite comigo, você é minha, só minha, só eu posso possuí-la.
- Não faça isso comigo, eu não vou suportar uma segunda vez.
- Você só se casou comigo pelas informações, e eu só podia possuí-la uma vez na semana e tinha que aliviar meu desejo por você com outras, mas eu vou lhe castigar por fugir de mim Hermione.
Antes que Hermione pudesse lhe responder algo, Draco a beijara na boca, a castanha ainda resistiu um pouco, mas acabou retribuindo, beijando com tanto desejo quanto ele. Draco arrancou as roupas dela sem delicadeza e se revezava em acariciar entre os seios e a intimidade de Hermione enquanto a beijava calando seus gemidos. A castanha tirara sua roupa com as mãos tremendo enquanto Draco descia seus beijos para o colo dela e em seguida abocanhara um dos seios fazendo-a arquear a coluna na direção dele. Draco levantara as pernas de Hermione enlaçando-as em sua cintura e a penetrara sentindo-a lhe apertar por dentro.
- Você está mais apertada do que me lembro.
- Faz um ano que não tenho relações. – Hermione respondeu ofegando com os olhos fechados e não viu o sorriso que Draco deu.
- Não teve outro homem depois de mim? – ele perguntou começando a se movimentar devagar.
- Não. – a castanha gemeu. – Eu só queria você.
- Sabe por que trocava de amante a cada dia?
- Não é a melhor hora para você me lembrar isso. – disse entre dentes.
- Porque sempre que transava com elas gemia pelo seu nome, e elas não queriam voltar a transar comigo para que eu gemesse o nome de outra.
- É mentira sua.
- Acha que eu mentiria num momento como esse? – Draco foi mais fundo fazendo-a gemer mais.
Hermione não dissera mais nada, o puxara beijando-lhe a boca movendo os quadris de encontro à ele aumentando o contato dos corpos. Draco começara a se movimentar mais rápido aproximando-se do clímax, Hermione também gemia mais alto e o loiro usou toda a força para não desgrudar os lábios dos dela para que o grito de prazer de ambos não acordasse sua filha. Quando suas respirações se normalizaram Draco saiu de dentro de Hermione e aparataram para outro quarto, ele se deitou na cama a trazendo para o seu peito e adormeceram em seguida sem dizer mais nada.
Hermione acordou pouco antes do amanhecer, retirara o braço de Draco de sua cintura e começara a se levantar quando a voz dele a parou.
- Não está tentando fugir de novo não é Hermione?
- Eu só ia ver a Violet. – Hermione permaneceu sentada onde estava se enrrolando no lençol.
- Sei que o nosso casamento não foi dos melhores e que não fui nem de perto o melhor marido do mundo, mas eu posso ser diferente Hermione. – Draco dizia ainda com os olhos fechados.
- Não deve mudar por minha causa, devia querer que eu o aceitasse como você é.
- Você não quis o que eu sou e eu quero você.
- Eu queria você, e você me mal tratava.
- Eu sei disso. - ele disse entre dentes. – Me desculpe, eu estou tentando concertar. – o loiro empurrou o vaso no criado-mudo espatifando-o no chão.
- Pare de quabrar as coisas. – Hermione o olhou por cima do ombro. – Como você é violento quando fica irritado. Não vai resolver nada desse jeito. – Draco se aproximou se sentando atrás da castanha a abraçando pela cintura.
- Eu quero ficar com você, só com você, todas as noites, e até posso te obrigar, mas não quero. Quero que fique comigo porque quer, não pelo seu desejo ou qualquer outra coisa.
- E como eu vou ter certeza de que você não vai fazer tudo de novo? – Hermione permanecia no mesm lugar e Draco continuava a abraçá-la apoiando a cabeça no seu ombro.
- Só me dê uma chance. Eu te amo Hermione. Podemos começar de novo e fazer dar certo dessa vez, nossa filha merece isso.
- Você quer nossa filha Draco? – a voz cansada do loiro quase comoveu Hermione, mas ela continuou pensativa.
- Quero vocês duas, ela é nossa, não quero ter filhos com ninguém que não seja você.
- Está sendo sincero Draco? Porque se você me magoar de novo eu sumo do mapa, mudo de nome, paro de usar magia e te apago da minha memória e da memória da Violet.
- Eu vou fazer de tudo pra ser o melhor marido e pai pra você pra nossa bebê, eu juro. Não vou te magoar, eu preciso de você e quero te fazer a mulher mais feliz do mundo, desde que seja comigo.
- Você está sendo egoísta. – Hermione se virou para encará-lo. – Repete.
- O quê? – Draco franziu o cenho.
- Que me ama. – a castanha sussurrou.
- Eu te amo. – ambos sorriram. – Continuo achando que Violet não seria um nome que eu escolheria para minha filha, mas combinou com ela e com os olhinhos. Como você disse mesmo? Que sao tão bonitos quanto os meus?
- Você estava ouvindo? – o sorriso de Hermione sumiu pensando em quanto ele ouviu.
- Talvez... Só um pouquinho.
- É feio ouvir as conversas alheias sabia? – Draco riu ao ver a cara de espanto de Hermione.
- Você me ensina bons modos mais tarde. – Draco a beijou a deitando na cama.
- Eu também amo você. – Hermione sussurrou antes dele lhe arrancar o lençol. – Desde o segundo ano. - o sorriso de Draco aumentou.
- Lamento lhe decepcionar Srta. Sabe Tudo, mas sou louco por você desde o primeiro ano. – Ambos sorriram e se amaram novamente sussurrando a todo momento que se amavam.


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Comentários: 1

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Enviado por JOSY CHOCOLATE em 18/01/2012
Bom, faz algum tempo que nao inicio, uma dramione nova. Ando meio desligada! Mas essa me chamou a atenção, e tive vontade de ler e ler... entao estou indo para o proximo super empolgada!
Nota: 5

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