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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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11. So Sorry


Fic: Born For This - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Era um lugar enorme e uma quantidade inimaginável de torcedores nas arquibancadas para se encontrar alguém conhecido. Mesmo assim, passei a maior parte do jogo tentando achar algum sinal de Albus ou Rose, até que minha mãe cutucou meu braço e perguntou aflita:


– O que tanto está olhando desesperadamente? Está perdendo as jogadas.


Ela estava entre mim e meu pai, então ele não reparava. Encontramos um ótimo lugar para assistir a partida de Quadribol sentados contra qualquer multidão. Era um lugar confortável, com uma visão ampla de todo o ginásio.


– Nada – menti e voltei a ficar atento ao jogo. Duas ou três vezes eu desviava os olhos, tentando procurar alguma cabeleira ruiva ou um garoto pulando e gritando fanaticamente entre a multidão. Mas havia tantos.


Logo após aplaudirmos uma boa jogada do time que meu pai estava torcendo, ele comentou com minha mãe:


– Devia separar uma arquibancada inteira para os Weasley, não acha?


Como quem não queria nada eu perguntei no mesmo tom de voz:


– Onde o senhor viu eles?


Apontou com o dedo para a arquibancada logo abaixo da nossa, discretamente. Senti-me patético ao olhar para eles, todos calorosamente fazendo a torcida. E senti-me patético ao reconhecer que Rose estava ao lado de Lily Potter, as duas berrando animadas, e sem conseguir tirar os olhos daquela direção, temendo perdê-la de vista. E como se já não fosse o suficiente, eu fiquei esperando que ela olhasse para onde eu estava, mas era impossível. Ela não perderia o tempo dela me procurando ali no meio daquela gente toda. Se tentasse, desistiria logo.


Mesmo que eu não tivesse conversado com ela ou a cumprimentado, foi um pouco mais do que o suficiente naquela noite.


Assim que o jogo acabou e nosso time perdeu, voltamos à cidade e caminhamos por uma praça escura e medonha. Mamãe, apesar de ser a última a gostar do esporte, era a única que estava comentando do jogo.


– Foi divertido – sorria, segurando-se ao braço do meu pai. – Eu não via uma partida de Quadribol numa dimensão como essa desde... Bem, nunca vi, para falar a verdade. Gostaram do jogo?


– A Irlanda perdeu, mãe – eu falei, indignado. Meu pai estava irritado demais para perder o tempo respondendo a essa pergunta.


– Oh, então você reparou que o time perdeu – ela provocou, rindo. Só depois notei que ela estava sendo ironicamente efusiva.


– O que quer dizer com isso?


– Você prestou atenção em tudo menos no jogo, filho. Estava distraído demais hoje. O que houve?


– Nada – respondi, dando de ombros. – O jogo só estava entediante.


Realmente – crispou meu pai. – Na minha época havia jogadores melhores.


Minha mãe parou de andar, embora meu pai não tivesse parado de xingar os jogadores.


– Draco – ela puxou o braço dele, chamando-lhe atenção. – Lembra-se deste restaurante?


A nossa frente, um restaurante bonito e sofisticado se revelava, trazendo vários fregueses para dentro dele. Olhamos para o lugar até meu pai dizer, francamente:


– Não.


Íamos voltar a andar, mas minha mãe estava demasiadamente certa de que queria entrar lá.


– O que acham de jantar ali essa noite?


– Por que, querida?


– Porque se jantarmos na mansão, você vai ter que cozinhar. E você cozinha muito mal, Draco.


– Eu tive uma professora péssima – retrucou. – Querem mesmo jantar nesse lugar? Scorpius?


– Tudo bem – respondi, com as mãos no bolso.


Ele não teve outra escolha a não ser entrar conosco no restaurante. Sentamos em uma mesa na área vasta do restaurante. Estava ventando um pouco. Encostei-me a cadeira, lendo o cardápio.


– Sério, Draco? Não se lembra desse lugar? Você me trouxe aqui há uns vinte anos.


– Astoria, eu não lembro o que eu fiz semana passada, não vou lembrar que viemos parar nessa espelunca há vinte anos.


Eu olhei para os dois, com as sobrancelhas erguidas. Minha mãe parecia meio ofendida.


– Nosso primeiro encontro. Nunca chegamos a comer aqui, porque o garçom te expulsou. Lembra? Por causa da sua marca negra? Você não lembra?


Meu pai cruzou os braços e apertou os olhos, até que finalmente deu a resposta certa:


– Ah, claro que lembro. Detalhes. Por que não os citou antes, querida?


Satisfeita, ela começou a olhar o cardápio. Ao fazer isso, meu pai me encarou com a testa franzida, como se eu tivesse mais noção sobre o que mamãe estava dizendo do que ele.


Reprimindo um riso, observei a rua pela janela do restaurante, e foi quando vi eles. Rose entrando ao lado do seu irmão mais novo que eu sempre esquecia o nome. Logo atrás dela, seus pais também se aproximavam. Quando trombei meu braço na taça de vinho que o garçom trazia ao meu pai.


– Cuidado, Scorpius, o vinho foi caro – ele repreendeu, mas logo sua voz foi abafada pelas novas vozes. Chegavam conversando. Meu pai ficou estático em sua cadeira e fez de tudo para não olhar para eles. O restaurante estava lotado, de modo que as únicas mesas sobrando eram as mesas ao nosso lado. – Mundo pequeno – murmurou. – Não olhem, assim eles não...


– Boa noite, Astoria. – A mãe de Rose cumprimentou de repente. Eu experimentei olhar e vi que o sr. Weasley fez uma expressão incrédula, do tipo “O que eu falei para não ser educada com eles?”, mas a sra. Weasley não deu atenção a isso e apertou a mão de minha mãe.


Foi uma situação bem constrangedora, em que minha mãe mostrava respeito por uma das mulheres que freqüentavam sua exposição de artes no Beco Diagonal, mas meu pai bebia o vinho da forma mais demorada possível, e o pai de Rose, com um braço ao redor do ombro dela, falava:


– Eu disse que não ia ter lugar aqui, mas vocês duas nunca me escutam.


– Ora, pai, nessa mesa cabem quatro pessoas – argumentou Rose apontando para a mesa ali perto. Ele não pareceu gostar muito da resposta objetiva dela.


– E por que você não senta ao meu lado, filha? – eu o ouvi sugerindo. Quando olhei de esguelha, ele arrastou uma cadeira na outra ponta da mesa. Rose sorriu e sentou ao lado dele, enquanto a mãe e o irmão também se acomodavam.


– Então – sobressaltei-me com a voz da minha mãe. – O que vai pedir, Scorpius?


– Hum, qualquer coisa. Uma salada.


– Uma salada? Quer impressionar alguém? – ironizou em uma hora não muita boa. Por sorte, o garoto irmão de Rose começou a tagarelar e tirou a atenção da família dela para a nossa. – Tudo bem, uma salada. E você, querido?


– A conta – ele disse nada satisfeito.


– Pare com isso – reprovou ela. – Chegamos aqui primeiro. E um dia eu espero comer alguma coisa desse restaurante.


Meu pai ajeitou-se na cadeira e suspirou.


– Tudo bem, peça mais vinho e eu como o que você pedir.


– Rose, aquele não é o Malfoy que faz ronda com você toda noite nos corredores de Hogwarts? – a voz do irmão de treze anos dela sobrevoou até nossa mesa e foi impossível ignorar.


– Hugo, fala baixo – disse Rose meio que rispidamente.


– O quê? As garotas da minha sala que ficam falando dele. É enjoativo.


Eu sorri com a constatação, mas parei imediatamente quando Rose me encarou, fuzilando.


– Seu filho é igualzinho a você, Ron – disse a sra. Weasley.


– O quê? – o sr. Weasley indignou-se. Mas parecia indignado com Rose. E eu só escutei porque estava com os ouvidos atentos. – Você faz rondas com ele? E por que não me contou isso? Por que você não faz rondas com a Roxanne? Ela é sua prima.


– Porque Scott separou as duplas no começo do ano passado e-


– Scott? Ainda fala com Scott?


Ela bufou e preferiu parar de responder, garantindo que queria um refrigerante.


Finalmente houve um momento, durante a espera de nossas comidas, que pudemos deixar de lado a presença deles por ali. Pelo menos meu pai e minha mãe tinham arranjado um assunto e se distraído queixando-se de algumas injúrias do passado. Eu aproveitava esse momento para tentar experimentar ver como as coisas estavam com Rose.


Quando ela anunciou aos pais que ia ao banheiro e não voltou em cinco minutos, eu disse aos meus pais:


– Acho que vi os Zabini por ali, vou falar oi para eles.


– Mande lembranças aos pais deles – pediu meu pai e eu me levantei da cadeira. Antes que eu me afastasse, minha mãe puxou minha manga.


– E apressa o garçom, por favor. Caso ver ele.


– Ok.


Mas não fiz nada do que eles pediram. Na verdade, esbarrei em Rose perto do banheiro feminino. Nós rimos, como se de repente nunca estivéssemos tão sem-graça um com o outro.


– Não acredito que nossos pais estão aqui – ela disse.


– É, eles não podiam pedir tortura pior.


Rimos de novo. Depois de um tempo encarando-a, ela colocou a mão no bolso da sua calça jeans e começou:


– Acho que é melhor...


– Sim, voltarmos. É melhor.


– Você não ia ao banheiro?


– Ainda vou – respondi, mas não saímos do lugar. – Como foram... hm, suas férias? Boas?


– Boas, muito boas. Tirando a parte que eu tenho que escrever aquelas cinco páginas de cartas. E as suas?


– Tirando a parte que eu tive que lê-las – falei, brincando. Ela sorria e, mordendo os lábios, parecia que queria dizer mais coisas para mim. De repente o banheiro feminino se abriu e uma mulher perua saiu balançando suas jóias. Esperamos até ela desaparecer de vista. E eu perguntei: – Ela foi à última a sair do banheiro?


– Foi.


E acho que parecia que nós pensávamos as mesmas coisas, porque ela segurou a minha mão e me puxou para dentro do banheiro. Eu não tinha notado o quão verdadeiramente eu senti a falta dela até o momento em que começamos a nos beijar, ali, no banheiro feminino. O cenário era o que menos importava. Ela apertou meu rosto e eu a segurei para mais perto de mim. Eu estava tão afobado que minhas mãos não conseguiam ficar paradas em um só lugar. Acabei abraçando ela com força, nossas línguas entrelaçando-se. Ofegante, ela me afastou, mas não me soltou, para dizer sem saber se ria ou ficava séria:


– Isso é loucura...


– Eu sei, mas eu senti sua falta – sussurrei, abaixando os lábios em seu pescoço.


– Eu também, mas nossos pais... – ela pegou meu rosto e me beijou nos lábios – estão lá. Não podemos, aqui... Scorpius, pare. – Rose me fez encará-la. Eu olhei para a boca dela, e depois para os seus olhos castanhos claros. – Estamos no banheiro de um restaurante.


– Sim. Você não ia querer que fizéssemos isso na frente dos nossos pais, ia?


De repente ela começou a passar a manga da blusa nos meus lábios. Olhei para o espelho e vi que estava com marca de batom neles.


– Eles vão nos matar se descobrirem – falou. – Não é tão desesperador como parece, podemos esperar mais algumas semanas até... o começo das aulas e...


– Não – reclamei, colando a boca dela na minha, sem me conter. – Se eu ficar longe de você...


Vou cometer cagada? Vou ser estúpido? Eu não queria isso.  


– Eu não quero ficar longe de você – confessei. – Quero dizer...


Eu fiz uma pausa. Cara, isso era maluco. Eu estava desacostumado a isso, mas tentei. Então Rose apenas segurou meu rosto e me deu um beijo relativamente profundo, um toque de lábios quente e calmo.


– Eu entendi o que quis dizer.


– Entendeu?


– Sim – ela sorriu. – Mas aqui é um banheiro. E eu estou sentada numa pia.


Ela me convenceu. Nós nos afastamos. Desamassamos nossas roupas e Rose foi a primeira a sair. Garantindo que ninguém estava passando por lá, pude sair logo depois.


Estávamos preparados para voltarmos a nossas mesas dissimuladamente.


Mas então vimos à confusão.


E um sapo de chocolate para quem adivinhar os protagonistas dela.


Ainda bem que é óbvio, porque eu não estou nenhum pouco a fim de descrevê-la.


– Retire o que disse, Malfoy!


– Eu não retiro, Weasley, sabe muito bem que é verdade!


– Ron, pare!


– Draco, acalme-se!


– Pai, não faça burrada, se não a mamãe não vai comprar o vídeo game! – exclamou Hugo segurando a cintura do pai, como se tivesse medo de que ele avançasse contra o meu.


– Retire o que disse, Malfoy! Ou eu vou...


O pior disso tudo era que todo mundo estava olhando para eles.


Não. O pior mesmo era o motivo da discussão. Muito além do passado negro, de um princípio familiar. Era infantilidade pura. Meu pai havia falado que os escoceses não mereceram a vitória contra os irlandeses, mas como Weasley estava comemorando essa vitória, não ficou muito feliz e então pediu para que meu pai retirasse o que disse.


Resumindo. Os dois estavam apontando o dedo um para o outro, enquanto nossas respectivas mães tentavam afastá-los, quando Weasley garantiu que ia fazer meu pai retirar o que disse.


Acabou que a sra. Weasley exclamava enquanto Rose e eu nos aproximávamos, estupefatos:


– Parem com isso! Pare com isso, Ronald! É só uma porcaria de um jogo!


– Não, Hermione, é muito mais que isso. Ele sabia que eu estava escutando e criticou!


– Ah, vamos, Weasley, não temos mais treze anos – reclamou Draco. – E podemos ter liberdade de expressão aqui.


– Bem, estão agindo como se tivessem treze anos – retrucou minha mãe. Meu pai olhou feio para ela, mas não conseguiu sustentar sua razão. Afinal, até ele sabia que não tinha.


– Senhor – o garçom interveio para piorar toda a situação. Porque ele dizia ao meu pai: – Se continuar a discutir, serei obrigado a tirá-lo desse restaurante. Você e sua família.


Aí Draco Malfoy perdeu a razão. E o vinho devia ter feito efeito para ele conseguir dizer:


– E o senhor acha que, com essa gravata borboleta charmosa, está sendo justo com a minha família?


– Draco, deixa isso pra lá. Vamos embora.


– Não, Astoria. Ele só está se dirigindo a mim porque sabe quem eu sou. Muito abaixo do que ele – apontou para Weasley. – Eu não salvei o mundo, então não ganho desconto. – Depois olhou para o garçom e o analisou com desprezo. – Você não me é estranho.


– Vai pagar a conta ou quer fazer o favor de se comportar?


– Você não me é estranho. Astoria, eu já vi esse cara antes. Faz tempo, mas eu vi.


– Aqui. – Minha mãe, rapidamente, entregou algumas libras para o garçom e agarrou o braço de meu pai. Praticamente o arrastava para fora do restaurante, enquanto todo mundo olhava.


– Eu vou denunciar esse lugar – ele se desvencilhou da mão dela e voltou para dizer. – Não é a primeira vez que me tiram desse lugar! Mas olha só para isso – levantou a manga da camisa, mostrando o pulso. – É só uma cicatriz agora! Mais de vinte e cinco anos e vocês ainda não superaram!


– Scorpius, querido, vamos – mamãe pediu baixinho. Eu vi que ela estava tentando se controlar, porque apertava os dedos na testa. Eu olhei para Rose, sem saber o que dizer. Não queria que ela tivesse visto meu pai assim.


– Até mais – prometi e, sem querer ficar mais um segundo ali, apressei-me a ir embora.


 


 


Minha avó sobressaltou ao ouvir minha mãe escancarar o portão do hall de entrada.


– O jogo foi tão ruim assim? – Ela se levantou do piano e se aproximou de mim, dando-me um beijo no rosto, como gostava de fazer, sem muito exagero, mas com uma ternura necessária. Meu avô apenas acenou com a cabeça. – Não sabia que Astoria se importava tanto com Quadribol. O que houve?


Antes que eu contasse, minha mãe jogou a bolsa no sofá e perguntou ao meu pai, indignada:


– Quando você vai mudar, Draco? Quando você vai mudar?


– Eu só bebi alguns copos de vinho. Vinho não me deixa bêbado. Foi impressão sua.


Era como se eu, meu avô lendo o jornal e minha avó ao meu lado não estivéssemos ali. Pois ela voltou a dizer, irritada:


– Você está ficando fraco a isso, Draco.


– Fraco?


– Não agüenta três copos e já foi dizendo todas aquelas besteiras. Você nos envergonhou na frente de todo mundo!


– Besteira? Eu estava dizendo a verdade! Até hoje, Astoria, até hoje elas se lembram. E me expulsam dos lugares porque não sou boa companhia.


– Às vezes você não é – ela retrucou. – De verdade, Draco. Às vezes nem eu agüento.


– Não acredito que minha própria mulher está dizendo isso.


– Você viu a cara do seu filho quando saímos de lá? Você ficou agindo infantilmente na frente da amiga dele, Draco. Acha que ele se sente orgulhoso de ver você assim?


– Amiga? – meu pai se virou para mim, indignado. – Você é amiga da filha do Weasley? Vamos combinar o seguinte, fica longe dela. Fica longe daquela família. Eles nunca vão aceitar você por lá, Scorpius.


Minha mãe ia retrucar, mas eu impedi.


– Não... mãe. – Os dois olharam para mim. Eu me aproximei do meu pai, devagar. – Eles nunca vão aceitar o senhor por lá.


– E por que isso seria tão importante, Scorpius? Quer fazer parte da família deles agora? Ora, é um bom recurso para conseguir ficar até o fim da janta naquele restaurante. Sabe que se continuar nessa família aqui, vai pagar a conta sem ter comido nada.


Franzi a testa. Pensei se eu ficava como ele quando eu bebia, dizendo coisas daquela maneira hostilizada. E acho que não passava muito longe. A comparação não me deixou feliz. Olhei para minha mãe e disse:


– Vou para o meu quarto.


– Não fuja da conversa, Scorpius! E a culpa foi sua, Astoria, se não tivesse escolhido o lugar para jantarmos, não íamos nos deparar com os Weasley.


Fechei meus ouvidos internamente para não ouvir os dois brigando. Eram cenas como essas que eu não me acostumava, porque os dois raramente brigavam. Quando acontecia, quando mamãe ficava realmente nervosa, as coisas em casa ficavam tensas. Principalmente depois que minha avó entrou na discussão. Eu subi as escadas até chegar ao meu quarto. Já que Dimitre havia saído alguns dias antes, eu não tinha que dividi-lo com mais ninguém. Tirei meus sapatos e me joguei na cama.


Rabisquei meu caderno naquela noite. Eu não desenhava há um tempo, mas tentei de novo dessa vez. Era mais mania do que hobbie ou talento, principalmente porque eram rabiscos, e não desenhos perfeitos. Peguei essa mania observando minha mãe.


Mas acho que meu motivo foi para me distrair. Distrair das palavras do meu pai. Distrair da vaga lembrança daquela noite na festa, no quarto da garota. Distrair-me das coisas entediantes. Certo. Eu me distraía, mas meus pensamentos paravam em Rose de qualquer maneira.


– Merda – murmurei, acalcando o carvão. – Só porque ela estava com o cabelo solto hoje? Você já viu outras garotas de cabelos soltos. Não é extraordinário.


Eu juro que tentei parar de pensar, mas naquela noite ainda tive que aturar o sonho em que Albus havia me socado o nariz porque descobriu que eu andava pensando na prima dele até durante o banho.


Mas quando ele me socou de verdade, foi meio que por outro motivo.


 


 


– Quando as notas dos N.O.M’s vão chegar, Scorpius? – minha avó, curiosa, perguntou durante o café-da-manhã.


– Provavelmente semana que vem – respondi, cutucando a torrada.


– E como acha que se saiu?


Naquele instante meu pai apareceu na cozinha, desejando bom-dia enquanto pegava uma maçã para mordê-la. Minha mãe, ao meu lado, limpou a boca e se levantou.


– Vou para o Beco Diagonal agora – falou a ninguém em especial.


– Vai precisar de ajuda por lá? – ofereci. – Eu não tenho nada para fazer mesmo.


– Não, as coisas não estão agitadas ultimamente. Obrigada mesmo assim, filho. Volto ainda à tarde.


Ela passou por meu pai sem dizer nada e acreditei que os dois ainda estavam zangados um com o outro. Ele não quis admitir, mas esperava que ela não fosse continuar assim com ele. Já havia se passado alguns dias desde a discussão por causa do jantar no restaurante, mas parecia que as coisas não tinham melhorado muito.


– Aparentemente não é o tipo de situação em que pedir “desculpas” vai adiantar – comentou apenas. – Detesto isso.


 


 


 


Logo após receber as notas dos N.O.M’s por correio-coruja – e tentar acreditar que elas foram bem melhores do que eu esperava – o tempo até o começo das aulas passou rapidamente. Não me preocupei com a situação entre meus pais, eles eram adultos e saberiam resolver isso. A coisa só estava enrolando mais do que o normal. Então me vi acomodado no compartimento dos monitores, ao lado de Rose, enquanto o novo Monitor-Chefe nos falava as regras e o mesmo de sempre, para o próximo ano.


Uma coisa que mudou foi o funcionamento das duplas. E isso me pegou de surpresa, me revoltou.


– O que tem de errado com as duplas formadas? – perguntei.


– A diretora acha melhor alternar durante os anos – respondeu o rapaz. Ele havia falado o nome dele, mas eu era péssimo em guardar nomes.


Amber fez um tipo de comemoração indiscreta.


– Não acredito que minhas preces foram atendidas. Muito obrigada, Merlin – ela agradeceu.


– Não pense que eu gostei de fazer isso com você também, Davis – retrucou Andrew Smith. Todo mundo olhou para ele, admirados. Ele devia ter ensaiado durante as férias para não deixar Amber desprezá-lo daquela forma. Até Amber, um pouco surpresa, cruzou as pernas e não disse mais nada. Andrew havia mudado bastante. Ele estava falando longe das pessoas e não tinha mais aquele cabelo oleoso.


– Bem – o monitor-chefe voltou a falar, depois do choque de notarmos o amadurecimento do colega mais esquisito de Hogwarts. – Agora as duplas vão ser divididas de acordo com a casa.


Rose e eu nos entreolhamos. Eu estive acostumado a fazer rondas com ela, então foi esquisito nos desfazermos disso. Mesmo assim, ela deu um sorrisinho e garantiu que isso não ia mudar nada, através de um olhar diferente do que ela usualmente me lançava. Quis que ela me lançasse esses olhares de novo.


Fui um dos últimos a sair da cabine depois da reunião e Amber sussurrou provocativa, perto do meu ouvido, quando passamos pelo outro:


– Ouviu dizer que estou mais responsável?


– As pessoas mentem muito por aí – sorri.


– Espero que sua namorada não fique com ciúmes.


– Oh, nós... hum, não estamos namorando.


– Não? – ela franziu a testa. – Sei lá, Weasley não me parece o tipo de garota que não fica com o garoto apenas... por ficar. Impressão minha, então.


– Mas nós não estamos nem... – tentei mentir, mas a gente não enganava Amber facilmente. Se afastou pelo corredor, sem querer ouvir o resto. – Beleza – eu senti-me estranho e acrescentei baixinho para o vento: – Não conte ao Albus.


Eu não sabia por quanto tempo conseguiríamos esconder aquilo de Albus. Ele não prestava atenção nas coisas que não queria saber e era sempre o último de toda a escola que descobria sobre algum rumor. Houve um dia, depois da aula de Poções na sexta-feira, que Rose não escondeu a preocupação de me ver andando por aí com Amber, para fazer rondas, e acabou confessando.


– Quero dizer, ela é sua ex. É o tipo de garota que consegue tudo o que quer, por causa daquele cabelo liso dela – olhou emburrada, encostada à parede do corredor vazio e os braços cruzados. Eu dei um passo na sua direção e apoiei minha mão na parede ao seu lado. Rose nem se mexeu. Só virou o rosto quando fui tentar beijá-la. Eu suspirei.


– Rose, ela não quer mais nada comigo. Ou com algo do tipo – acrescentei, mas ela não entendeu.


– E se ela quisesse? Duvido que você negaria. Você é um garoto.


– Com ela, o problema é esse. Mas não vamos falar da minha ex-namorada, está legal? Ou você quer que eu comece a falar de Scott nesse momento?


– Apesar de gostar quando você fica todo irritadinho e enciumado, quero falar do que está acontecendo aqui.


– É óbvio, não é? – perguntei, colocando a mecha do seu cabelo atrás da orelha.


– Pode ser óbvio, mas não está claro. E se isso... – ela hesitou encarando a minha blusa. – E se ainda estiver encarando isso como algum tipo de brincadeira... eu não sei, Scorpius, fala logo. Eu não quero me alimentar de esperança antes de ter certeza do que você quer. Eu penso... eu penso em você. E muito e...


– Eu também penso em você – falei, admirado, como se fossemos duas pessoas que acabavam de descobrir algo muito em comum. – Sabe, toda hora. É meio irritante às vezes, mas... na maioria das vezes eu gosto.


– Eu não. Eu detesto isso. Não podemos. Tem essa coisa entre nossos pais e...


– É, mas essa coisa entre a gente é muito melhor, Rose. Então eu não me importo – confessei, sentindo um negócio estranho no meu peito, quando ela segurou minha mão.


– Quando vamos falar para o Albus? Ele precisa saber. Não agüento mais esconder isso dele, Scorpius.


– Vocês não precisam dizer nada para mim agora.


Nós dois nos afastamos imediatamente quando fomos surpreendidos pela presença de Albus perto de nós. Ele estava há vinte passos de distância – segurando um sapo de chocolate. Mas parecia muito estupefato para se lembrar disso. Eu não soube o que fazer ou dizer. Albus continuou:


– Eu estou vendo. Com meus próprios olhos – ele apontou para si mesmo como se fosse uma novidade ele ter olhos.


– Al – disse Rose, aproximando-se dele cautelosamente. Mas Al se afastou um pouco para trás. Parecia ofendido.


– Eu sou mesmo um lerdo por não ter percebido antes. – Ele me encarou, chateado e zangado. Ele nunca tinha me encarado assim antes, como se não me conhecesse. Como se quisesse me bater. Sem dizer mais nada, deu as costas e não se virou até desaparecer de vista. Apesar disso, Rose e eu ainda não tínhamos soltado nossas mãos.


– Ele... ele não reagiu tão mal assim – Rose foi otimista. – Agora.


– Eu vou falar com ele mais tarde – garanti.


Minhas impressões se tornaram verdadeiras quando fui tentar conversar com ele logo depois do treino de Quadribol. Eu quis dizer a ele que eu queria ficar com Rose, que eu gostava mesmo dela e que só tivemos que esconder porque não estávamos preparados para assumirmos esses sentimentos ou para vermos a reação dele. No vestiário, Al estava enfiando o uniforme no armário com uma força desnecessária quando me aproximei.


– Até quando você vai parar de fazer cu doce? Não nos deu tempo nem de nos explicarmos – falei, enquanto abotoava minha camisa. Olhei para ele e não consegui dizer outra coisa a não ser o óbvio no meio daquele silêncio dele: – Eu... eu gosto da Rose. Eu já gostava como amiga. Mas acho que agora...


Foi rápido. Albus fechou o armário e quando esperei para ver sua reação, pensando que ele não podia fazer nada de tão drástico principalmente porque ele era o Albus-amigo-de-todo-mundo, ele girou o punho na minha direção com tanta força que eu bati as costas contra o armário.


A dor da pancada no meu nariz nem teve muito impacto, quando Albus falou cheio de raiva:


– Eu não me importo com o que você faz com as outras garotas ou o que elas fazem com você, Malfoy, mas se pensa que Rose é estúpida tira o seu cavalinho da chuva, se não consegue ficar com ele fora da boca de uma garota. É o que estão dizendo por aí.


– O quê...?


– Vai dizer que é mentira? Que você não foi para o quarto com Kaya na festa que os caras estão comentando? Ou vai dizer que você só percebeu que gosta da minha prima uma semana atrás?!


Nunca vi Albus dessa forma. Ele estava com os dedos agarrados ao meu colarinho, esperando que eu dissesse alguma coisa, embora eu não conseguisse.


Eu nunca me obriguei a pensar muito sobre o que eu havia feito. Aos dezesseis, esquecer parecia apropriado, assim como nunca comentar com ninguém sobre isso. Agora, a coisa só não soa mais covarde porque minha imaturidade é a única justificativa por ter deixado a garota arrancar minhas calças, sem nenhum motivo.


Mas aquilo não significou nada para mim. Ter deixado ela brincar comigo foi uma curiosidade inevitável. Não tinha explicação para isso, a não ser a bebida e o momento. Isso não afetava o que eu sentia por Rose, de maneira alguma. Mas afetava na confiança de meus amigos. Se aconteceu, porque eu iria mentir? Eu não estava com pena de mim mesmo a ponto de fazer isso para não levar alguns socos.


Albus levantou o punho de novo, quando notou meu silêncio em consentimento. O que quer que as pessoas comentem, elas tem razão para comentar. As especulações não acontecem do nada... mas pelo jeito que Albus me olhava parecia que o pessoal andou aumentando o nível dos acontecimentos naquela festa.


Fechei os olhos, esperando o outro soco – eu sei, isso foi patético – mas não aconteceu. Albus soltou meu colarinho aos poucos, mas não me socou de novo. Quando olhei para ele, sua expressão havia amenizado. Mas ainda estava zangada. Só não violenta e raivosa.


– Eu não podia deixar isso barato – ele se explicou, massageando os dedos, respirando firme. – Eu vi você com Rose hoje e ainda ouvi uns caras falando sobre aquela garota do sétimo ano... ter... levado você pra cama dela e tudo o mais. Eu fiquei irritado.


– Isso que dizer... quer dizer que não está mais...?


– Cale a boca – disse rispidamente. – Não interessa se você e Rose não estavam namorando naquela época, mas se isso chegar aos ouvidos dela, já era. Porque ela gosta de você faz tempo. E eu sei disso porque eu vejo como ela nunca ligou para o que meu tio vive falando da sua família. Vocês dois juntos podem dar problema por lá, então vê se entende o que quer de verdade antes de fazê-la arriscar alguma coisa com o pai dela para ficar contigo. Ela não é tão estúpida assim, tudo bem, mas nunca se sabe quando alguém enlouquece de vez.


Eu tive certeza de que se Rose não estivesse entre tudo isso, Albus ia pedir detalhes sobre Kaya. Mas agora a coisa mudou de rumo e ele estava se certificando verdadeiramente de que eu pagasse a conseqüência por aquilo. Nunca vi Albus decidido antes. Ele saiu do vestiário, como se tivesse feito o seu trabalho sem arrependimento nenhum.


Fiquei pensando no que Albus disse durante o tempo em que ele decidia nos ignorar para mostrar que estava mesmo sentido por termos escondido nosso relacionamento dele por alguns meses.


Relacionamento.


Ainda fiquei pensando nisso, quando Rose se acomodou ao meu lado no jardim e tirou um livro da bolsa para começar a ler. O sol estava se pondo naquela tarde, quando levantei meu dorso, apoiando os cotovelos na grama, para perguntar:


– Posso te chamar de namorada?


Ela olhou para mim lentamente. Eu segurei sua mão e brinquei com seus dedos.


– Não é isso o que você quis dizer sobre deixar as coisas claras? Eu não gosto da idéia de te ver com outro cara. Você também não. – Eu sentei ao seu lado e acrescentei: – Nada mais justo do que... sei lá, sermos namorados.


Ela olhava para mim, escondendo um sorriso de orelha a orelha. Ao em vez de dizer sim, ela mordeu os lábios e respondeu:


– Com uma condição.


– Qualquer uma.


– Convide-me para sair. Você nunca me convidou para sair.


– Mas nós sempre saímos – reparei.


– Nós saímos com nossos outros amigos. Mas nunca sozinhos.


Eu não precisava pensar para cumprir essa condição.


– Ok – sorri. – Vou te convidar para sair. Podemos ir a Hogsmeade. Mas com uma condição. – Eu tirei o livro da sua mão cautelosamente. – Sem leituras quando estivermos sozinhos.


– Ah, Scorpius, devolve o livro, eu preciso estudar – exclamou, tentando pegá-lo da minha mão.


– Como consegue se concentrar comigo ao seu lado? – eu levantei meu braço para ela não alcançá-lo.


– Com muito esforço, mas consigo – ela teve de se inclinar na minha direção, mas eu não devolvi o livro. Ao em vez disso, eu tentei beijá-la. Ela reprimiu um riso e afastou o rosto, esquivando-se a tempo. – Não vou cair na sua sedução, Malfoy.


– Nem sendo a minha namorada agora? – fingi estar chateado.


– Agora você vai tirar vantagem sobre isso – reclamou, mas depois sorriu docemente. – Vamos, Scorps, eu prometo que, se você me devolver o livro, vou guardá-lo na mochila. – Ela experimentou me persuadir com um leve beijo nos lábios. Mas acho que ao fazer isso ela se esqueceu porque estava ali, inclinada em minha direção tentando alcançar meu braço. Nós nos encaramos e percebi que eu adorava aquela boca. Dispersos, voltei a encostar nossos lábios e acabei mordiscando os dela, de um jeito inevitável, mas muito gostoso. Com nossas línguas se tocando, aos poucos fui descendo meu dorso novamente para o gramado, com Rose se inclinando sobre mim. Perdi o fôlego, mas não o contato, por isso continuamos num beijo diferente do que todos os outros que demos.


Senti que ela conseguiu tirar o livro da minha mão, mas o jogou ao seu lado. Com minha mão livre, consegui segurar seu rosto e afundá-la em seus cabelos. Eu sorri no curto tempo em que nos afastamos, com os lábios a dois centímetros um do outro. Rose estava sobre mim, comigo segurando suas costas. Ela colocou um cacho atrás da orelha e sussurrou:


– Namorados?


– Se você quiser – estava meio difícil respirar, com ela me olhando desse jeito e seu corpo confortável sobre mim. Podíamos estar longe do castelo, mas mesmo se tivesse alguém ali, acho que não ligaríamos muito para isso.


– Você sabe que eu quero – respondeu.


– Sinceramente, eu tinha minhas dúvidas.


– Você nunca perguntou.


– Estou perguntando agora.


– Estou dizendo que sim agora.


– Perfeito. – E, depois daquilo, foi difícil parar de beijá-la.


 


 


 


Enquanto me arrumava para o meu encontro com Rose no final de semana, Albus não perguntou nada. Só passou por mim e reclamou:


– Temos chuveiros aqui, e você fica tomando banho de perfume. Patético.


Cheirei a gola da minha camisa preta e não senti nada exagerado. Por isso desci os degraus para a sala comunal e falei alto na direção de Albus, nervoso com o jeito que ele estava agindo:


– Quando você vai entender isso, Albus?


– Entender o quê? Que você está fazendo minha prima de idiota?


Perdi a paciência.


– Eu me importo com Rose tanto quanto você se importa com ela.


– Claro, importa-se tanto que não perdeu tempo em mostrar o seu pau para outra garota. – Ele voltou a dar as costas, mas eu o virei bruscamente.


– Aquilo não significou nada para mim! Rose e eu nem éramos exclusivos. E eu não devo explicações a você, Potter. Você também já fez suas cagadas!


– Eu não estava apaixonado – ele respondeu nervoso. Ao perceber o que falou, murmurou ameaçadoramente: – Não diga a Natalie que eu disse isso.


– Olha, Albus, pode resolver não falar mais comigo. Mas não ouse garantir o que existe dentro de mim como se soubesse mais do que eu, não ouse garantir que eu não gosto de Rose. E se quer ter certeza que realmente quero ficar com ela, independente se você não aceitar isso, saiba que eu nunca usei perfume para sair com outra garota. – Eu estava para sair da sala, quando acrescentei: – E nunca penteei meu cabelo também.


– Está parecendo uma lambida de vaca com esse gel.


– Eu não pedi sua opinião.


Bati a porta atrás de mim, ajeitando minha camisa enquanto caminhava pelos corredores. Combinei de encontrar Rose já no Três Vassouras. Eu estava ansioso para vê-la. Quando entrei no lugar, observei ao redor tentando encontrá-la. Havia outras mesas ocupadas, e uma delas apenas por uma garota ruiva.


Eu parecia um miserável olhando para Rose naquele instante. Ela estava isolada lá na mesa, esperando-me. Os cabelos dela estavam soltos e mais cacheados do que antes, caindo sobre seus ombros. Depois daquele verão, Rose havia mudado um pouco sua aparência, além de não ter mais franja, permitia-se usar brincos e maquiagem sem nenhum exagero, fazendo com que seus traços mais bonitos chamassem atenção. Céus, ela estava linda.


Quando me aproximei, de cara entendi que havia alguma coisa errada. Seus olhos estavam aflitos. Eu estava tão estupefato por vê-la diferente do que o costume, bonita e tudo o mais, que não reparei e me inclinei para lhe dar um beijo, sentando-me ao seu lado no banco.


Ela desviou o rosto.


– Diga que não é o meu cabelo – falei, despenteando-os imediatamente. – Está tão terrível assim? Albus diz que está, mas quem se importa com ele agora?


Rose olhou para mim de novo.


– Está ótimo.


– Isso foi sarcasmo? Você nunca foi muito boa em mostrar que está sendo...


Ela bufou. Acrescentei rapidamente:


– Você está linda, também.


Tentou um sorriso.


– Obrigada.


Que desapareceu quando ela desviou o olhar.


– Certo, qual é o problema?


– Não vamos ter a mesma opinião sobre esse problema – respondeu. Depois não agüentou e desabafou: – Estão comentando que você dormiu com uma tal de Kaya numa festa.


– Eu não dormi – falei imediatamente.


– Mas fez alguma coisa com ela, não fez?


– Rose...


– Nas férias, ainda – ela olhou para o teto. – E eu escrevendo todas aquelas cartas para você. Escondida no meu quarto, pro meu pai não me fazer perguntas.


– Rose, aquilo não significou nada. Eu estava bêbado. Nem conheço a garota direito e-


– Não importa – ela afastou um pouquinho de mim. – Não importa, Scorpius, sinceramente.


– Você não parece bem.


– É que agora... Eu me sinto estúpida, odeio me sentir estúpida.


– Rose-


– Esquece.


– Não – eu disse com firmeza. – Eu não quero que isso atrapalhe o que... o que está rolando entre nós.


– Bem, pensasse isso antes, não acha?


– É esse o problema. Eu não pensei. Me desculpe, eu não pensei, eu fui idiota e....


– Você se desculpa? Poupe-me, Scorpius – ela girou os olhos, levantando-se. – Não estávamos namorando naquele momento. Não tínhamos compromisso, tudo bem, você não me traiu nem nada, mas acho difícil uma desculpa fazer a imagem de você e ela... sair da minha cabeça agora. É incontrolável.


– Rose – segurei o braço dela para impedi-la de se afastar dali. Ela tirou minha mão e eu não quis insistir.  Rose estava chateada e magoada, e considerei que não havia nada que eu pudesse dizer.


Era o tipo de situação em que pedir “desculpas” não ia adiantar, situação bem conhecida por meu pai e, agora, por mim. Pensei, enquanto a via se afastar do lugar, que aquilo passava do compromisso que não deixamos claro durante as férias. Sua mágoa tinha a ver com sentimentos.


Rose estava bonita demais naquela noite e não consegui aproveitar o suficiente. Não podia deixá-la ir embora. Nosso primeiro encontro sem ter acontecido coisa alguma, apenas uma discussão, eu não podia deixar a noite acabar assim. Então me levantei e fui até ela, disposto a concertar qualquer merda para ela acreditar que eu estava apaixonado. Ou algo do tipo.


 


 


 


 


 


 


Esse foi o maior capítulo da fic, honeys. Eu até ia dividi-lo em dois, mas pensei que poderia retomar o lugar dos capítulos que eu deveria ter feito nas semanas que fiquei sem postar <3


Preciso falar. Eu adoro o comentário de vocês – mesmo com a maioria quase criando um movimento contra Scorpius no capítulo passado SAHAIUHSAIU considero tudo o que vocês falam e não pensem que eu estava feliz ao escrever o que ele fez. Mas é como a Mariana disse, ele ainda tem dezesseis anos. Acredito que muita coisa deve estimular a cabeça dele, até entender os próprios sentimentos, que valem mais do que qualquer ação irresponsável e imatura no final das contas – espero! E o ser humano é um bicho que só faz cagada. Não sei livrar meus personagens disso!


Espero que tenham gostado do capítulo, gente, fiz com muito carinho, tentando colocar tudo o que vocês sugeriram ou acharam que deveria ter acontecido e que estava enrolando para acontecer. O que será que vai rolar agora, com Scorpius ciente de que está apaixonado? Será que Albus vai aceitar os dois? O que foi aquela briga entre o Malfoy e o Weasley? Eu precisava mostrar essa rivalidade (infantil, a propósito). A fic está entrando em um momento em que esse romance “proibido” prevalecerá na narração.


Sei que ainda tem outras coisas a resolver – não achamos o assassino de Markus, nem sabemos como Dimitre está (isso se alguém ainda se importa, como eu AHUAHUA), mas as coisas vão acontecendo. Apenas preciso encontrar um lugar para encaixar tanta coisa em uma narração aos olhos de um garoto. Ainda mais com ele distraído agora... hausahiasuhsaiu


Nota gigante mas que se dane. Comentem e digam o que acharam, é muito importante! Obrigada a todos, e fico tão feliz – e surpresa – de ver que a fic já está alcançando 80 leitores. Tipo assim, mais leitores do que consegui em Money Honey? COMO ASSIM? HAHAHAHAUHA Vamos lá genteee, comentem todos se quiserem ter mais! <3


 


 Detalhe ao resgate: O restaurante que Astoria sugeriu para jantarem naquela noite é o mesmo restaurante onde Draco leva ela para jantar no capítulo 7 de Money Honey.

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Comentários: 18

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Enviado por REJI em 12/03/2012

Ah, que fofo o Scorpius perguntando se poderia chamá-la de namorada *-* me derreti toda nessa cena. Também gostei da típica briguinha entre o Rony e o Draco, revela que eles não superaram, ainda, as desavenças da época de escola. Claro que eu torço para que superem, e que Scorp e Rose ajudem nisso. E no final ela acaba descobrindo sobre a Kaya. Fiquei muito magoada por ela, o que ela sentiu deve ser péssimo. Vou voando ler o próximo!

Nota: 5

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Enviado por MarianaBortoletti em 29/11/2011

Esse é o melhor capítulo da fic até agora, digo isso com toda a certeza. Eu adoro essa fic e qualquer coisa que eu disser vai ser repetido, porque eu acabo com o meu estoque de elogios em um comentário só HAHAHAHAHA Mas, bem, que situação essa do restaurante, hein?! Era de se imaginar que entre uma briga, quem seria "convidado a se retirar" seria o Malfoy. Extremamente injusto, mas típico. Essa briga do Draco e da Astoria me deixou passada e ainda me deixou pensando se isso não se refere a algo mais, sei lá. E finalmente o Albus viu o óbvio! Adorei a reação dele. Como melhor amigo do Scorpius, ele sabe como é o comportamento do cara com as garotas, sabe dos detalhes e etc... O mínimo seria não gostar quando o "garanhão" fica com a prima dele. A única coisa que ele precisa entender, agora, é que o Scorpius mudou! Oh, fic fascinante, me faz suspirar!

Nota: 5

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Enviado por lela oliveira em 27/11/2011

O CAPITULO FOI OTIMO!!!!!!!!!!!!!!!!! COMO DIZ DRACO É NESSAS SITUAÇÕES QUE UM PEDIDO DE DESCULPA NAO RESOLVE. AMEI. BJOS ATÉ O PROXIMO

Nota: 5

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Enviado por Ana Potter Weasley Malfoy em 26/11/2011

Você escreve muitoooo bem!!!!!!!!!!!!!! Esse capítulo ficou muito bom, como se os outros não fossem... Sua fic tá perfeita. Desde o começo parecia que o Scorpius estava apaixonado pela Rose, e agora ele tá começando a perceber... esse foi o melhor capítulo até agora! Parabéns pela fic e escreve mais por favoor!!!!!!

Nota: 5

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Enviado por barbara aguiar azevedo em 25/11/2011

Pokerwell, eu sou uma cretina que sempre lê seus capiitulos mais nunca comentou nesta fic.
Money Honey é a melhor fic que eu já liii e em Born for This vc não está deixando NADA a desejar.
A fic é bem escrita e os personagens são ótimooos!
Vc manteve a fluidez de MH e de Intenção Cruel!!!!
Preciso dizer que leio tds as suas fic... Involvere (que está em hiatus) e Pobre menina Rica (que eu achei sensacional)

Quando ao capiiitulo de hj, percebemos que Scorp está mais maduro, mas ele ainda é um menino tarado que não vai deixar de receber um boquete... o que é totalmente normal!!! Percebemos tbm que ele aceitou mesmo seu sentimento pela Rose e que isso o deixou mais "homem".
quanto a Rose, ela vai perdoa-lo, eu sei, mas ele terá que pastar para isso.

Estou amando a fiiiic, msm!!
Beeeijos, B.

Nota: 5

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Enviado por Mily McKinnon em 24/11/2011

errei a nota no outro comentário, foi mal Q

Nota: 5

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Enviado por Mily McKinnon em 24/11/2011

E finalmente, depois de passar um longo tempo sem internet, consegui voltar e ler a fic AUHAUAH ai gente, eu li os três últimos capítulos tão rápido, que nem parei para respirar Q kkkkkkkkkkkkkkkk

Adorei, adorei mesmo +_+ Quis dar na face do Scorpius por ele ter ido para aquele quarto com aquela garota, confesso u.u Mas bem feito, a consequência daquilo foi a Rose ter ficado puuuta com ele no primeiro encontro dos dois, então ele já pagou pelo que fez kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Quero que a Astoria e o Draco façam as pazes logo, pq adoro aqueles dois. Morro rindo com a relação deles, sério kkkkkkkkkkkk são perfeitos *-*

Tô ansiosa pelo próximo capítulo.

Xoxo ;***

Nota: 1

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Enviado por Carolzinha Gregol em 24/11/2011

Scorpius você teve o que merece, mas fiquei triste por ele! agora espero que ele corra atrás dela HAHAHAHA pelo amor de Deus vai ser dificil ver eles separados, mas o Scopius esta merecendo uma lição urgente. hahahahaha adorei a cena da rivalidade entre os Malfoy's e os Weasley's adorei mesmo, hahaha ficou foda essa cena, me diverti muito. mas logo depois chorei, fiquei triste pelo o Scorpius, mesmo ele tendo o que merece, NÃO DEMORA PARA ATUALIZAR.

Nota: 5

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Enviado por Carla Ligia Ferreira em 24/11/2011

Ai.. O Alvo foi um fofo defendendo a "honra" da prima...*-*... Porém, espero sinceramente que a Rose e o Scorpius consigam fazer as pazes, assim como o Draco e a Astória. Também acho que o relacionamento dos dois pombinhos não vai ser tão difícil, afinal as sogras estão unindo forças: Astória e Hermione unidas jamais serão vencidas, KKKKKKKKKKKKKKK. Beijos e até o próximo capíyulo.

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 24/11/2011

Ameiiiiiiiii o capitulo, foi diferente sei lá com o Alvo assim um pouco mais seguro defendendo a Rose realmente ficou perfeito. Agora só falta a Rose perdoar ele!

Nota: 5

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Enviado por Mohrod em 23/11/2011

:/ não gostei da briga da Ast e do Draco... ;p

mas adorei o resto doc apítulo! xD

beijão, posta logo.

Nota: 5

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Enviado por Lívia G. em 23/11/2011

Eu sempre acreditei que o Scorpius era apaixonado pela Rose, mas que ele fez cagada capítulo passado, ah fez. E agora tem que arcar com as consequências se quiser ficar mesmo com a Rose (e ele quer, YES!). Quero muito saber o que ele vai fazer pra que ela o perdoe, quero ver os dois juntos logo. E quero ver as reações do Ron e do Draco. Ansiosa pelo próximo, como sempre! Beijos

Nota: 5

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Enviado por Louyse Malfoy em 23/11/2011

Como o Draco não lembra do restaurante? Astoria deveria esganar ele KKKKK Homens são assim, as vezes. Mulheres também, a final, todos somos meio esquecidos haha

Olha, eu achei muito lindo esse capítulo. E espero que Rose de um troco para Malfoy, e depois eles se entendam KKKKKK Imagina ela sair com o Scott e ele ficar muito bravo sem razão, porque fez até pior? Hum.

Ok, espero mais e parabéns novamente sua fofa. Bjks

Nota: 5

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Enviado por M.Black em 23/11/2011

adorei mesmo o capitulo um dos melhores da fic,tadinho do Scorp,tomara que a Rose perdoe ele logo kk beijos,super ansiosa pelo proximo!!!

Nota: 5

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Enviado por Nikki W. Malfoy em 23/11/2011

uhull... eu sabia que iria acontecer algo do tipo com ele
mas ala sério, adorei ele adimitir a si mesmo que estava apixonado
e espero que ele lute mesmo pr ela com todas as forças
e pra resaltar... por favor não coloca mais essas cagadas de traição
entre eles da mt dozinha do Scorps, eu amo ele
mas para finalizar
ADOREI O CAPÍTULO  shaushahsashauh... (como diz minha prima) FOI MASSA!

Nota: 1

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Enviado por Natália Denipoti de Oliveira em 23/11/2011

tava morrendo de raiva do scorpius no capitilo anterior, agora to morrendo de dó :/ haha nãooo demora pra att :(( bjs

Nota: 5

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Enviado por alana_miguxa em 23/11/2011

aiii ameiii!! os dois precisam ficar juntos!!!

Nota: 5

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Enviado por Miss W.Malfoy em 23/11/2011

Esse cápitulo ficou incrivel, mas qual cápitulo seu não é incrivel? Ai ai, eu acho que Alvo está sendo muito bobo e precipitado... Scorpius finalmente assumiu o que sentia, agora só falta todos perceberem que é verdadeiro. Ansiosa pelo próximo!
bjos

Nota: 1

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