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J.K. é a dona, só estou me divertindo. E não estou ganhando dinheiro com isso.
Por favor, não me processe, eu não tenho nada.
Agradeço a todos os bons autores que li. Com certeza muito influenciaram.
E como disse um deles, se você reconhecer algo, não é meu.
No livro dois Harry Potter está com 12 anos, então ele nasceu em 1980.
Cálculo: A festa de 500 anos de morte do Nick-Quase-Sem-cabeça (segundo livro).
1492 + 500 = 1992.
Avis o: Nesta história, J.K. avançou três anos na data do nascimento de Harry Potter quando publicou os livros.
Capítulo 02A
Conversa com Dumbledore.
A partir deste momento eu lhe amarei ...
Destampou a bandeja. Havia comida, sanduíches diferentes, leite e suco de abóbora.
'Nossa!'
Aquilo ali daria para alimentar duas pessoas tranqüilamente. Seu estômago roncou. Ela sorriu, triste.
O mundo podia cair, e ela ainda teria fome. Suspirou.
Sentou-se e começou a comer devagar, pensando.
Tentando absorver tudo o que estava acontecendo junto com a comida.
Tudo havia mudado muito de repente. Era como viver um conto de fadas que não era assim tão maravilhoso. Aqui ela não era nada. Uma trouxa. Não tinha mais seu trabalho ou sua vida. Não era importante para ninguém. Não ia mais ver os sobrinhos, os irmãos, os pais. Os olhos nublaram. Ela se moveu. Não ia chorar.
Um dia de cada vez.
****
Dumbledore
estava à sua frente. McGonagall a havia escoltado até o escritório do diretor.
-
Espero que tenha conseguido descansar um pouco.
-
Sim, obrigada.
O professor Flitwick e Madame Sprout estavam lá, sentados. Minerva
permaneceu de pé.
-
Este é o professor de feitiços Flitwick, diretor da Ravenclaw, Madame Sprout, professora de herbologia, diretora da Hupplepuff - apresentou e ela foi cumprimentada com sorrisos e menear de cabeças
- e a professora Minerva, que você já conheceu, é diretora da Grifinória e Vice-Diretora de Hogwarts.
Ela os cumprimentou. Não disse nada.
Ela já sabia quem era quem, mas não sabia se o diretor tinha dito isso a eles.
Duas cadeiras foram conjuradas e eles se sentaram.
Ela sabia que ainda faltava alguém. Um leve estremecimento. Quanto mais ele demorasse, melhor.
O diretor sentou-se atrás da mesa e indicou para que Nina sentasse à sua frente.
-
Bem. Eu os chamei para comunicar que a Srtª. Ventur, será nossa hóspede. Ela está com problemas sérios por causa de alguns bruxos e está impossibilitada de voltar para ... sua casa ou sua família. - ele os olhou por sobre os óculos - Talvez, permanentemente. - ela estremeceu a isso - Então ela ficará aqui,
conosco.
Eles se entreolharam.
-
E não há nada que possamos fazer para ajudá-la a resolver esses... problemas? - Flitwick perguntou.
-
Eu temo que não. Mas se houver, fico contente que estejam dispostos a ajudar.- deu um pequeno sorriso.
-
É claro que ajudaremos. - Madame Sprout completou olhando-a sorrindo.
-
Há mais uma coisa, - ele continuou devagar - ela é uma trouxa.
Agora todos estavam surpresos e imóveis. Olhavam para ela. Só Minerva não parecia surpresa.
-
Por isso eu os chamei. Eu falarei com o Ministério e diante das circunstâncias, penso que não impedirão que ela fique, com a condição, é claro, de que nos responsabilizemos por sua segurança.
'E a do mundo bruxo.' -
ela completou mentalmente. Suspirou. Estava cansada de tudo aquilo.
De estar como uma enjeitada. Sem lugar e sem ninguém.
Mas não havia nada que pudesse fazer agora.
O diretor se levantou.
- Bem é tudo por enquanto, professores. Eu não quero prendê-los mais que o necessário. Tenho certeza de que tudo se resolverá a seu tempo. De uma forma ou de outra.
Eles saíram. Ainda pareciam um pouco surpresos. Ela imaginou se eles se acostumariam. Aquela reunião tinha sido bem rápida. Ou já tinha começado quando ela chegou?
Só a Professora Minerva permaneceu onde estava.
- Minerva, - o diretor voltou a se sentar - onde está Severus?
- Ele estava acabando uma poção e não pôde interrompê-la. Mas ele virá mais tarde.
O diretor acenou concordando.
- Teremos que avisar também aos fantasmas. Provavelmente ela não poderá vê-los, mas Pirraça não pode se tornar um problema.
- Eu cuidarei disso Albus. Já convoquei uma reunião com eles para daqui a pouco e se você não precisa mais de mim, eu já vou indo. - disse, indo em direção à porta.
-
Minha cara professora, - ele sorriu de verdade pela primeira vez - obrigado. Você está sempre um passo à frente.
Ela não respondeu e saiu.
Albus voltou-se para ela.
-
Falarei com o Ministério, mas eu receio que não possa dizer-lhes tudo. É preciso que você saiba, para o caso de Cornélio Fudge vir a Hogwarts.
Acenou com a cabeça. Pensou um pouco. Mas se não pudesse contar a Dumbledore a quem ela contaria?
-
Os... rumores, para o próximo livro diziam que Arthur Weasley seria o próximo Ministro da Magia. Mas não diziam porquê.
Ele considerou a informação.
-
Bem, certamente Artur seria um bom Ministro, de qualquer forma. - ele se recostou atento - Agora, me diga o que havia nestes livros.
-
Acho que tudo. - desviou os olhos ao castelo - Ele descrevia Hogwarts, o lago, os fantasmas, as casas, os professores... E tudo está de acordo com essas descrições. - ela não falou sobre as diferenças ínfimas - As pessoas, as coisas. Contava principalmente sobre Harry Potter.
-
Este livro, sobre a Ordem, o que dizia?
-
Tinha quinhentas páginas. Falava sobre muitas coisas. A morte de Sírius. O seu encontro com Voldmort. As estátuas. - olhou em volta - A conversa com Harry aqui quando ele quebrou algumas coisas em seu escritório. - ela pensou tê-lo visto estremecer.
Parou.
-
Eu suponho que isso já não seria importante em 2004. - ele falou devagar, depois de um tempo.
Ela não respondeu. Ele se endireitou.
-
Sobre esses... rumores. Eles diziam quem venceu a guerra?
-
Não. Dizem que a última palavra escrita no último livro será cicatriz. - ela não quis lembrá-lo da profecia - Mas eu suponho que devem ter vencido, ou não haveria trouxas lendo essas histórias.
Ele ficou calado. Bateram na porta. Seu coração disparou.
Trêmula, colocou o capuz sobre os cabelos deixando o rosto escondido.
-
Entre.
Dumbledore
viu o que ela fez e não disse nada. Ouviu passos.
-
Eu não pude vir, até que a poção da Madame Pomfrey estivesse no ponto.
Estremeceu ao ouvir a voz.
'Deus.'
Não se virou. Tentou fazer com que seu coração batesse mais devagar. Tentou parar de tremer.
-
Sim eu sei, Severus. Esta é a Srtª Cristina Ventur.
Ele a ignorou.
-
Já me falaram sobre o "assunto" da reunião.
Não havia segredos em Hogwarts.
-
Ah! Então, isso poupa algum tempo.
-
Tem certeza que não há uma forma de devolvê-la à sua... família?
Ele era um... Ainda assim...
Ela sorriu, a cabeça baixa. O coração...
-
Infelizmente, eu receio que isso não seja possível. Ela terá que ficar.
-
Hunf.
Já pensou como será difícil viver no mundo dos bruxos sem saber nada sobre ele?
Ele estava falando com ela?
-
Sim. - falou baixo - Querido Severus. - sussurrou depois emocionada.
Dumbledore
olhou rápido para ela. Ele não podia ter ouvido! Podia? Ele virou-se para Severus de novo.
-
Está enganado Severus. Ela sabe mais do que você imagina.
Ela o imaginou franzindo a testa com uma expressão de desagrado.
-
Bem. Se você não precisa mais de mim, Albus, tenho que verificar outra poção.
-
Então não vou mais retê-lo Severus. - o diretor disse calmo.
Ela ouviu a porta bater pouco depois. Isso fora há algum tempo e ela ainda não conseguira se refazer.
Agradeceu mentalmente por Dumbledore parecer perdido em pensamentos.
Ele a olhou.
-
Agora nós precisamos terminar aquela conversa.
Suspirou.
'Que eu não diga nada que altere suas decisões de forma errada. Que eu não o perturbe. Que eu não o atrapalhe no que tiver que fazer no futuro.'
Havia muito em jogo. E ela ainda não sabia qual era o seu... papel. Se houvesse algum.
*******
-
Eu penso que já chega.
Eles estavam cansados. Havia muita coisa em que pensar.
Ela tentou falar só sobre o que fosse de "conhecimento geral". Sem detalhes. Sem informações importantes demais. Tentou fazer com que ele percebesse certas coisas. Sem que fosse preciso verbalizar.
Tinha sido difícil. Ele não se contentou com meias verdades quando achou que era importante.
Ela sentiu que ele tinha percebido o que ela estava tentando fazer. O que tentava não dizer.
Seu respeito por ele cresceu ainda mais.
No fim, não mudou muito, ele realmente sabia. Quase tudo.
E ela ainda não sabia onde e como J.K. se encaixava. Mas ela descobriria.
Se vivesse o suficiente. Começou a perceber o risco que ela representava nesse tempo. E isso a preocupou.
De uma coisa estava certa. J.K. alterara a idade de Harry Potter. Ele havia nascido em 1977. Não 1980.
Não sabia porquê. Mas a Guerra estaria terminada quando ela publicasse o primeiro livro.
'Tomara que isso seja bom.'
Havia outros problemas. Suspirou.
-
Acha que há alguma forma de eu voltar?
Ele encarou-a.
-
Ainda não tenho certeza.
Teria que bastar. Por enquanto.
Ouviu um barulho e virou-se.
A professora Minerva estava de volta. Sentou-se. Parecia cansada.
-
Eles não a perturbarão. Deixei claro que eram ordens expressas de Dumbledore. - olhou-os - Espero não estar interrompendo.
-
Não. Todos precisamos de um bom descanso. - virou-se para Minerva - Amanhã nós devemos continuar a reforçar as proteções da Escola. E eu tenho muito a resolver. Talvez eu tenha que me afastar por algumas horas. Talvez um dia.
Minerva parecia um pouco surpresa que ele discutisse tudo isso na frente de uma "estranha".
-
Está bem Albus. Não se preocupe.
-
Eu sei Minerva. Eu sei. Agora o melhor será que a Srtª Ventur possa ir para seu quarto descansar.
Ela achou melhor resolver uma coisa que a estava incomodando primeiro.
-
Tem mais uma coisa que eu não lhe disse. Eu instalava sistemas de computador. Principalmente em escolas. Sei que não sabem o que é isso. - disse depressa antes que pudessem interrompê-la - Mas o importante é que eu sei alguma coisa de registros e arquivos de uma Escola. - ela viu o olhar deles - Eu sei
que é bem diferente. Mas talvez eu não seja uma completa inútil aqui. - era importante para ela - Posso até copiar as notas dos alunos, algum livro de matrícula, sei lá. Não quero ser um estorvo ou ficar atrapalhando. Por favor.
Ele sorriu.
-
A professora Minerva e eu, com certeza, agradeceremos sua ajuda. Aceitamos. Seja bem vinda à Hogwarts.
Ela relaxou um pouco. Tinha uma oportunidade. Ia aprender a ser útil.
-
Obrigada.
-
Mas até que tenha aprendido sobre os corredores terá que aceitar nossa ajuda para chegar ao seu quarto.
Ela sorriu.
Ele usou o flú para chamar um elfo até ali. Provavelmente a professora Minerva ficaria.
Houve uma batida quase imediata na porta.
-
Pedirei que levem sanduíches para você, mais tarde.
-
Obrigada de novo. Por tudo.
Ele sorriu, abrindo a porta.
-
De nada.
-
Dobby!
O elfo a olhou com surpresa nos enormes olhos.
-
Deve desculpar Dobby, senhora, mas ele não lembra da senhora.
Ela ficou um pouco vermelha. Teria que se controlar dali para frente. Mas fora uma surpresa vê-lo.
-
Oh, tudo bem. - ela tentou disfarçar.
O que ela poderia dizer? Eles saíram.
****
Ela estava olhando para o teto de pedra quando escutou a porta. Levantou-se.
Deviam ser os sanduíches. Ainda não seria hoje que ela os encontraria. E estava grata por isso.
Foi com surpresa que viu Minerva McGonagall olhando para ela.
-
Resolvi trazê-los pessoalmente. Espero que não se importe.
-
É claro que não. - como da outra vez, pegou a bandeja - Eu só não queria dar mais trabalho ainda.
-
Não é trabalho nenhum. Posso entrar?
-
Sim, por favor.
Tentou ficar neutra com a visita.
Minerva sentou-se.
-
Eu falei com o diretor e bem, ele me contou algumas coisas. Que você sabe... bastante sobre nós.- ela olhou Nina mais suavemente - Também me falou que você não poderá voltar para sua família, ou sua vida anterior.
Abaixou a cabeça.
-
Ele me disse. - não queria falar disso - Eu falei sério sobre querer ajudar. Eu me esforçarei para não ser um incômodo.
-
Eu sei, querida. Amanhã eu lhe mostrarei a sala onde você poderá ficar. Temos o arquivo ao lado. Onde ficam diversos documentos da escola, dos alunos e dos professores. Não se preocupe. Os fantasmas estão avisados sobre você. Nosso guarda-caça, Hagrid, voltará amanhã à tarde e você o conhecerá. Os
alunos só voltarão em 1º de setembro. Você está segura aqui.
Ela parecia querer falar ou perguntar mais alguma coisa mas desistiu. Levantou-se.
-
Foi um dia cheio. Durma bem. Amanhã eu virei buscá-la para o desjejum.
-
Obrigada. - ela ainda teve tempo de murmurar antes que a porta se fechasse.
Suspirou. Seu primeiro dia. Ela agüentaria. Um de cada vez.