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1. Sem Ana, blues


Fic: Sem Ana, blues


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Bom, meio em cima da hora, mas aqui está meu presente de Amigo Secreto...

A menina que eu tirei não deu muitas dicas do que queria em sua fic, o que por um lado é bom, por outro, ruim. Eu não a conheço, por isso fiquei sondando por aí, tentando descobrir o que poderia agradá-la e fazendo verdadeiras análises psicológicas sobre tudo que ela dizia! paoskaosko

Minha Amiga Secreta apontou Rainbow Drops como uma de suas fics preferidas. hm. O que isso me diz dela? Que ela gosta de romances, não liga para P.O.'s e não liga para finais que a maioria das pessoas considera tristes.
Ela também informou que o 4º livro é seu preferido, o que me faz pensar que ela curte uma narrativa dinâmica, com vários personagens interagindo.
Também disse que curte uma NC, ou, pelo menos, cenas quentes. Que uma de suas fics preferidas é um romance entre uma Sonserina e uma Lufana, que vivem aos tapas e beijos...
E, pra finalizar, ela faz Letras. Então tomei a liberdade de usar um texto de um dos meus autores preferidos pra embasar essa fic.
Tentei misturar tudo isso nessa história que foi feita de coração no melhor espírito natalino. paoskoaksoa

Espero que você curta... Rachz. :)) 
FELIZ NATAL!

...


You left me hanging from a thread


We once swung from together


I lick my wounds but I can


Never see them getting better


Something's gotta change


Things cannot stay the same


(Goodnight goodnight - Maroon 5)




- Mãos na parede. - Dafne mandou, segurando Gina pelos pulsos e fazendo-a apoiar as palmas na parede de pedra lisa - Fique quieta.


A ruiva soltou um murmúrio de concordância e Dafne, parada atrás dela, afastou seus cabelos acajus para um dos ombros, desnudando sua nuca. Ouviu Gina gemer quando roçou os lábios e correu a língua pela pele alva de seu pescoço. As mãos desceram pelo corpo da ruiva e se esgueiraram para dentro da saia do uniforme, explorando o interior das coxas macias.


- Tire a camisa e volte as mãos para a parede. - instruiu, ocupando-se de mordiscar o lóbulo da orelha de Gina e traçar a renda de sua calcinha com a ponta dos dedos.


Weasley obedeceu, como Dafne sabia que faria. Em poucos segundos a camisa e a gravata do uniforme estavam no chão. Dafne fez questão de que a saia da ruiva completasse o bolo de roupas. Então sobrou aquele corpo claro e coberto de sardas, trêmulo e vulnerável dentro de um lingerie branco rendado.


Dafne mergulhou a mão pelo cabelo da ruiva, embrenhando os dedos nos fios cor de fogo e puxando-a de frente para si. Sua boca buscou a dela com uma fome indelicada e as línguas se encontraram avidamente. Greengrass levou uma das mãos às costas da ruiva e abriu-lhe o sutiã com aquele tipo de habilidade vinda da prática. Suas mãos emolduraram os seios da ruiva que se avolumaram entre seus dedos pequenos. Abaixou-se e tomou-os na boca, demorando-se em acariciar cada um dos mamilos com a ponta da língua, o fio dos dentes, o interior dos lábios. Pela maneira como Gina lhe puxava os cabelos e suspirava, podia apostar que alcançara o ponto certo entre o selvagem e o delicado.


Greengrass voltou a subir o corpo, mergulhando o rosto na curva do pescoço da ruiva. Beijou a pele que se arrepiou de imediado. Arranhou a planície macia de sua barriga, sentindo Gina prender a respiração até que Dafne pudesse sentir suas costelas definidas contra a pele. Expulsou a calcinha da ruiva daquele corpo quente e encaixou seu joelho entre as coxas dela.


- Dafne... - Gina gemeu, tentando alcançar a saia da morena.


Em resposta, Dafne segurou-lhe as mãos com força, erguendo-as acima da cabeça da ruiva. Prendeu as mãos de Gina contra a parede e fixou os olhos nos dela, séria.


- Eu disse para ficar quieta.


A ruiva fechou os olhos, um protesto gemido por entre os dentes. Dafne forçou mais o joelho contra ela e Gina estremeceu inteira, passando a mover o corpo para frente e para trás, aumentando a fricção no joelho de Dafne. Greengrass podia sentir em sua pele o efeito que causara na ruiva. Soltou-lhe as mãos para puxá-la pela cintura e empurrá-la até a cama. Gina caiu deitada de costas, seu cabelo uma bagunça escarlate caindo-lhe pelos ombros e rosto.


Greengrass despiu-se rapidamente, desfazendo-se de saia, camisa, calcinha e sutiã. Estava consciente dos olhos de Gina fixos em si, devorando cada pedaço de pele que desnudava. Mas não prolongou o show. Era objetiva demais para aqueles pequenos jogos de sedução. E não precisava deles quando a ruiva já estava nua diante dela.


Subiu na cama e engatinhou até Gina. Ficou sobre a ruiva, mas no sentido contrário ao que ela estava, de modo que seus joelhos ficassem apoiados cada um de um lado da cabeça de Gina, e sua cabeça, ao baixar o corpo, estivesse entre as pernas dela. Ouviu a ruiva suspirar ao constatar a formação daquela posição. Então Dafne baixou a cabeça, posicionando-a entre as pernas da ruiva e tocando-lhe o sexo com a boca. Do outro lado, Gina fez o mesmo.


Então as duas se distraíram com gostos, suspiros, mãos deslizando por coxas, línguas movendo-se continuamente, explorando, descobrindo, reagindo. Dafne provou o sexo da ruiva com uma impaciência calculada. Logo sentiu o corpo dela espasmando e afastou a boca para que a ruiva não gozasse cedo demais. Na outra ponta de seu corpo, podia sentir a língua de Gina movendo-se, tentando agradá-la, e invariavelmente perdendo o ritmo quando Dafne a tocava em um lugar particularmente prazeroso. Greengrass não se importou nem um pouco de interromper o que estava fazendo mais do que algumas vezes, impedindo que Gina gozasse antes que ela própria também estivesse perto disso. Mas nem a ruiva parecia se incomodar - embora protestasse por um momento, quando Dafne afastava os lábios do que estava fazendo. Quanto mais ela oprimia o prazer da ruiva, mais intenso ele se tornava, Greengrass sabia.


Dafne apertou mais os olhos, deixando sua mente abstrair tudo ao redor. Concentrou-se na carícia em seu sexo - contínua, insistente, dedicada. Seu cérebro rodopiou algumas vezes, fixando-se em coisas sem sentido... até que a imagem daqueles olhos azuis lhe preenchesse a mente. Olhos azuis marejados. Era assim que se lembrava deles. Como eles se enchiam de lágrimas incontroláveis quando o gozo estava se aproximando. Como eles transbordavam quando o orgasmo atingia o ápice. Sua cabeça mergulhou completamente na lembrança daqueles olhos azuis e sua associação a prazer, gozo e plenitude, junto com a língua perseverante de Gina, foi o bastante para que a sensação de orgasmo tomasse seu corpo.


Gina espasmou no mesmo momento e as duas gozaram praticamente juntas, os gemidos abafados, as bocas úmidas, os corpos suados. Dafne rolou para o lado, respirando pesadamente. Ouviu a cama ranger quando a ruiva veio para perto dela. Gina sorria, os fios acajus grudados em sua testa e pescoço suados. Greengrass mirou seus olhos... seus grandes olhos castanhos. E algo dentro dela se quebrou em pequenos pedaços afiados.


- Sabe... você foi minha primeira. - ouviu Gina murmurar, se aconchegando ao lado dela na cama.


- Primeira o que?


- Bom... eu era virgem, Dafne. - a ruiva explicou, suas bochechas corando rapidamente.


Dafne soltou uma risada curta e se ergueu da cama.


- Para todos os efeitos, Weasley - disse, enquanto se vestia apressadamente -, você continua virgem. Vai poder repetir essa frase para o Potter sem medo, quando ele conseguir levá-la pra cama.


Dafne ajeitou a gravata no pescoço, ignorando os olhos arregalados e a boca muda e entreaberta de Gina. Caminhou até a porta da Sala Precisa e abriu-a sem hesitação.


- Ou eu deveria dizer... quando você conseguir levá-lo para a cama? - ainda desdenhou, sorrindo rapidamente, antes de sair e bater a porta atrás de si.


Parou cinco passos depois, no corredor vazio e silencioso. Escorou a cabeça na parede fria, a mão apertando a barriga com força. Sentia uma dor aguda na boca do estômago. Uma culpa insana, um nojo horrível de si mesma. Desculpe, pensou, em agonia. Me perdoe. Pediu baixinho, em um sussurro inaudível. Pedia perdão a alguém que não estava ali para aceitá-lo ou rejeitá-lo. Alguém a quem não devia mais nenhum perdão, nenhuma satisfação, nada. Alguém que não se importava. E, ainda assim, a cada vez que ficava com uma daquelas garotas, tantas garotas que não eram ninguém, a culpa vinha atormentá-la. Como se seu corpo estivesse tão profundamente marcado e possuído que, mesmo meses depois que tudo terminara, ninguém devesse tocá-lo. Ninguém além de Ana. E qualquer coisa diferente disso era uma traição vil.


Dafne virou a cabeça, olhando fixamente os metros seguintes do corredor, onde ele fazia uma curva e se transformava em uma esquina. Gostava daquela esquina insossa e tão-igual-a-qualquer-outro-lugar-do-castelo como se fosse o lugar mais especial do mundo. Como se fosse uma cobertura com vista para Veneza ao pôr do sol. Não era. Era apenas o final de um corredor qualquer. Onde se aproximara de Ana pela primeira vez.




A garota estava chorando. Dafne ouviu seus soluços contidos assim que virou naquele corredor. Era uma figura pequena, sentada no chão, abraçando os joelhos, com cabelos louros volumosos caindo-lhe sobre o rosto. Greengrass chegou a dar meia-volta para ir embora por onde estava vindo. A garota provavelmente não ouvira seus passos, então ela podia fingir que não tinha visto coisa alguma. Certo?


Dafne mordeu o canto da boca, indecisa. Olhou por cima dos ombros algumas vezes, conferindo se mais alguém estava vindo naquela direção. Não precisava que ninguém ficasse sabendo que ela era uma sonserina de coração mole. Como ninguém estava se aproximando, Dafne adiantou os passos até a garota que fungava com o rosto enterrado nos próprios joelhos.


- O-Oi? Você está bem?


- Flamingos...


- O que?


- Flamingos! - a garota exclamou, erguendo a cabeça e fixando seus olhos azuis em Dafne.


- Isso é algum tipo de código? - Greengrass questionou, arqueando uma sobrancelha.


- Não, não é nenhum tipo de código. Eu transformei meu furão em flamingos.


- Ah. - Dafne acenou com a cabeça, compreendendo. Sentou-se ao lado da garota, em solidariedade - Eu também não fui muito bem nos N.O.M.'s. Meu cálice ficou com um rabo peludo que causou uma séria reação alérgica no meu examinador.


- Você não está entendendo. - a garota balançou a cabeça, afastando alguns fios loiros do rosto - Eu transformei meu furão em flamingos. Não um flamingo. Muitos flamingos! Tantos flamingos que precisaram interromper os exames para tirar os animais da sala. - choramingou.


Dafne tentou conter o riso. Sinceramente. Mas foi impossível. Sua gargalhada ecoou no corredor vazio. E momentos depois a garota ao seu lado estava gargalhando também. As duas riram até perderem o fôlego.


- Meu nome é Dafne. Dafne Greengrass.


- Ana Abbott. - a loira respondeu, sorrindo.


- Vem, vamos até a cozinha. Os elfos sempre têm um pouco de cerveja amanteigada por lá, vai te fazer bem. - propôs, erguendo-se e estendendo a mão para ajudar Ana a se levantar.


- Cerveja amanteigada? - Abbott aceitou a mão de Dafne e se levantou do chão - Eu preciso é de uísque de fogo. Megan Jones sempre guarda uma garrafa escondida na mala. Vem, acho que ela topa dividir com a gente.


E Ana saiu caminhando na frente, deixando Dafne logo atrás, com expressão surpresa.


- Você vem? - insistiu, olhando por cima do ombro. Dafne sorriu e adiantou os passos atrás dela. Adorava ser surpreendida.




- Dafne. - a morena sequer diminuiu o ritmo dos passos ao ouvir o chamado. Um segundo depois, viu o vulto moreno surgir a seu lado - Oi Dafne.


- Ah, oi Padma.


- Não recebi nenhuma carta sua durante as férias de natal.


- Eu disse que não escreveria.


- Nem um cartão desejando boas festas?


- Padma, eu andei ocupada e... - Greengrass foi interrompida por um empurrão forte e então se descobriu dentro de um armário de vassouras.


Sentiu os dedos longos de Padma tatearem seu rosto, no escuro, e os lábios grossos dela tocarem os seus. Gostava dos lábios de Padma, de como eles se abriam em uma entrega repentina e total. E gostava de seu aroma amendoado e exótico. Quando pensou em retribuir ao beijo, porém, a garota se afastou.


- Sério? Nem um cartão de natal?


- Olha, eu não te devo nenhuma...


- Sh. - Patil cobriu a boca de Dafne com uma das mãos e suspirou. Greengrass franziu a testa, estupefata. - Eu sei que você está com o coração partido, Greengrass. Por isso, eu tenho sido paciente. - Padma disse, voltando a segurar o rosto de Dafne nas mãos, carinhosamente - Eu tenho sido legal com você. Eu tenho sido boa pra você. Então não me trate desse jeito.


- Padma...


- Eu sei que você está com o coração partido. - insistiu, entreabrindo a porta do armário - Mas já faz muito tempo, não acha? Me avise quando estiver a fim de cicatrizar.


Padma saiu, fechando a porta do armário atrás de si e deixando Dafne no escuro. Greengrass respirou fundo, sentindo o cheiro de mofo e poeira descer queimando até seus pulmões. Padma tinha razão em algumas coisas - ela estava sendo legal e paciente. E Dafne não estava fazendo o mesmo. Gostava daquela indiana e de seu jeito simples de dizer coisas complicadas. Mas Padma era um band-aid tentando remendar uma fratura exposta.


Dafne saiu do armário e caminhou pelo castelo em direção ao banheiro mais próximo. Parou de frente para a pia e encarou seus olhos verdes no espelho. Quando conhecera Ana, pensara que tinha encontrado sua lendária "metade". Que Ana a completava. Mas agora que Ana a deixara, Dafne estava mais consciente do que nunca de ser 50%. Um copo meio vazio. Talvez até menos que isso. Não via quase nada de si mesma no espelho. Nos seus olhos. Nos seus atos.


Abriu a torneira e jogou água fria no rosto. Piscou algumas vezes e, com os olhos ainda embaçados pelas gotas, observou uma porta se abrir no final do banheiro. Seu coração revirou no peito ao reconhecer a figura pequena de cabelos loiros cheios que a fitou pelo reflexo do espelho antes de se aproximar.


- Oi Dafne. - Ana Abbott a cumprimentou com um sorriso curto.


- Oi. - Dafne respondeu, escorando o quadril na pia, os olhos acompanhando fixamente os movimentos da loira.


Ana apenas começou a lavar as mãos calmamente.


- Eu transei com Gina Weasley. - anunciou, subitamente. Ana piscou, arqueando uma sobrancelha.


- Ok...


- E com Lisa Turpin. - acrescentou, enquanto Ana enxugava as mãos em uma toalha branca - E com Demelza Robins.


- Tchau, Dafne.


- Ana! - a morena correu até ela, segurando seu braço antes que alcançasse a porta - Você me ouviu?


- Dafne... Eu não me importo.


- Não é verdade. - rebateu, segurando a loira pela cintura e puxando-a para si.


- Me solta.


- Ana, não faz assim... - murmurou, avançando o rosto na direção dela. Ana desviou no último segundo, suas mãos apertando os pulsos de Dafne que continuavam prendendo sua cintura.


- Dafne!


- Um beijo. O último. Por favor.


- Por favor? - Ana repetiu, sua voz lenta e fria - É mesmo isso que você quer? Que eu fique com você, mesmo sabendo que eu não te amo mais, que eu não te desejo mais, que eu não quero te beijar, só pra te fazer um favor? É esse o último beijo que você merece? Que nós merecemos? - questionou, as palavras saindo de sua boca rosada em um fluxo ininterrupto.


Dafne absorveu-as por um momento e deixou suas mãos caírem, frouxas, para longe de Ana. A loira ergueu o braço, seus olhos se enternecendo por um momento. Ana ensaiou um passo, hesitou um toque, e pareceu desistir de qualquer consolo que estivesse pensando em oferecer à Dafne. Ao invés disso, balançou a cabeça e deixou o banheiro.




Dafne passou pela porta que abriu com um rangido e adentrou o bar escuro e de aparência mofada. Aquele não era exatamente o point de Hogsmeade, mas era por isso mesmo que gostava dali. O Cabeça de Javali era mais calmo, tinha frequentadores taciturnos e nenhuma pré-adolescente flertando e distribuindo risadinhas entre copos de cerveja amanteigada. Então foi uma surpresa quando ergueu a cabeça e divisou os contornos daqueles cabelos loiros junto ao bar.


- Abbott? - chamou, ao chegar mais perto. A garota loira virou-se, mirou seus olhos azuis nos de Dafne e sorriu.


- Hei Greengrass.


- Você vem sempre aqui? - questionou, embora já soubesse a resposta.


- Na verdade, não. - Ana respondeu e então correu os olhos por Dafne, dos pés à cabeça - Mas vou passar a vir.


Dafne riu e se sentou ao lado de Ana no bar. O tempo passou rápido, os minutos escorrendo por entre as risadas e copos de cerveja amanteigada. Ana era espontânea e engraçada, não se importava de dizer o que lhe viesse à cabeça, fosse bom ou ruim. Não parecia se importar com o fato de Dafne ser sonserina, nem achar que isso significava que ela mal podia esperar para ver Você-sabe-quem ressurgir. Nenhuma das duas sequer tinha certeza de acreditar no que Potter dizia, sobre ele ter retornado.


Ana Abbott era simples e envolvente como um mar calmo. E Dafne foi indo no enlevo das ondas e só se deu conta disso quando já fora arrastada para longe demais do ponto onde estava antes e não sabia voltar. Dafne assistiu Ana terminar mais um copo de cerveja amanteigada e apoiá-lo no balcão empoeirado. A loira olhou para ela e sorriu. Dafne pensou em lhe perguntar se queria mais uma garrafa, mas antes que pudesse fazê-lo, Ana se inclinou em sua direção e a beijou. Greengrass permaneceu sem reação por um segundo, e Abbott passou os braços ao redor de seu pescoço e suspirou com os lábios colados nos seus. Foi o bastante para sugar Dafne inteira para dentro do beijo.


E o beijo de Ana era... era um tipo de fenômeno natural. Não um terremoto ou um furação. Mas chuva em temporada de seca, dia de sol no auge no inverno e todas essas raridades imprevisíveis. Era um beijo com começo, meio e fim. Um beijo que se completava em si mesmo. Ana beijava como quem contava um segredo sagrado, vou-te-contar-mas-não-conte-pra-ninguém. Um beijo que criava uma conexão imediata. Ah, o beijo de Ana...


- Por que você fez isso? - Dafne balbuciou quando se afastaram.


- Porque você pediu. - Ana respondeu, como se fosse óbvio.


- Não, eu não pedi.


- Não em voz alta. - ela replicou, fazendo Dafne rir. Ana calou-a com outro beijo.


- Hm, imagino que eu pedi de novo?


- Não, dessa vez foi porque eu quis. - Abbott esclareceu e Dafne sorriu.




Dafne se revirou na cama metade da noite, um cartão em branco apertado em uma das mãos.


A vida era mesmo uma coisa irônica. Dafne era bonita, sabia que era bonita. Nunca tivera problemas para atrair garotas. Mas nunca fora uma conquistadora. Nem perto disso. Não sabia passar cantadas, não sabia distribuir longos e lânguidos olhares. Nunca fora uma mestre do flerte. Mesmo quando se considerava uma solteira convicta, disposta a experimentar tudo e todos, na verdade, experimentava pouco e alguns. Então Ana chegara para balançar todas as suas convicções e fazê-la acreditar em eu-e-você-para-sempre. Então Ana se fora, esmigalhando essas mesmas convicções plantadas com tanto cuidado e carinho.


E agora garotas pareciam voar ao redor de Dafne como abelhas. Talvez atraídas por aquela melancolia intrínseca. Por aqueles olhos verdes que diziam você-pode-tentar-mas-duvido-muito. Por aquele seu jeito de andar que dizia que ela estava fixa ao chão e nem um furacão poderia balançá-la. Dafne não estava reclamando. Aproveitara-se disso. Talvez mais do que deveria.


Garotas escorregavam por suas mãos como lodo. Garotas como Gina Weasley, que tinha Potter, o patético Potter que a olhava como se ela fosse a única garota no mundo. E Lisa Turpin que há anos enrolava Susana Bones, fazendo-a rastejar por suas migalhas de afeto. Dafne foi pra cama com elas para sair dali enojada. E usara palavras brutais, as palavras que nunca usara, nunca usaria com Ana. Palavras que queriam matar Ana dentro dela. E punir aquelas garotas pelas feridas que causavam em outras pessoas. Como Ana causara nela. Olho por olho, dente por dente. Nada disso nunca curara suas feridas. E, para piorar, fizera vítimas inocentes no caminho.


Dafne se ergueu da cama, procurou uma pena na mesa de cabeceira e rabiscou algumas palavras no cartão. Era hora de mudar de método.




Greengrass levantou os olhos quando o correio coruja invadiu o Salão Principal, na manhã seguinte. Procurou por Margherite, sua coruja parda, no meio dos outros animas, e localizou-a rapidamente. Ficou observando-a sobrevoar a mesa da Lufa-Lufa e deixar o pequeno cartão colorido cair ao lado do copo de leite de Padma Patil. Dafne queria dizer muita coisa, mas sabia que não precisava. Havia uma única frase no cartão.




Feliz natal e ótimo ano-novo!

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Comentários: 1

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Enviado por Lai Prince Slytherin em 28/12/2011

cara, nao resisti e sequestrei o notebook pra ler essa fic AUEAEHUAEHEUAH
aaai, sua Daf eh taaaaao sonserina e eu fucking amo isso s2 daquelas sonserinas rock n roll que pegam todas *o* e essa NC com a Gina? aai, tudo q tem a Gina ja eh irresistivel, com uma Daf dessas entao :9

que sortuda que a Rachel eh de ganhar uma fic dessas *-*

Nota: 1

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