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18. Capítulo 17


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Recém depois de ter viajado durante mais de dez minutos, Harry sentiu que começava a aliviar a tensão que tinha no peito e respirou fundo. Sua primeira respiração fácil desde fazia horas. Não, meses. Anos. As sensações de inutilidade e de indefinição o tinham torturado durante tanto tempo que agora sentia um alívio enorme. Um automóvel avermelhado apareceu rugindo junto a eles, cruzou diante do Blazer para sair da inter-estadual e por apenas uns centímetros não se chocou... E só porque a que sua jovem acompanhante manobrou com surpreendente habilidade esse difícil veículo com tração nas quatro rodas. Por desgraça, também dirigia muito rápido, com a agressividade e a falta de medo do perigo típica dos texanos. Estava pensando em alguma maneira de sugerir que o deixasse dirigir, quando ela disse, com tom divertido:


— Relaxe. Viajaremos mais devagar. Não quis assustá-lo.


— Em nenhum momento tive medo — respondeu ele com tom desnecessariamente cortante. Ela o olhou de esguelha e esboçou um sorriso lento, de conhecedora.


— Está se agarrando com as duas mãos ao painel de instrumentos. Pelo geral, isso é o que faz uma pessoa quando tem medo.


Nesse momento Harry compreendeu duas coisas ao mesmo tempo: tinha passado tanto tempo na cadeia, que a conversa distraída com alguém do sexo oposto resultava algo estranho e incômodo, e o sorriso de Gina Weasley era tão fascinante que tirava o fôlego. Esse sorriso resplandecia em seus olhos e iluminava todo seu rosto, transformando o que não era mais que uma face bonita em algo por completo cativante.


E já que pensar nela era imensamente preferível a pensar em coisas que ainda não podia controlar, Harry centrou em Gina todos seus pensamentos. Além de um pouco de batom nos lábios, não se maquiava, e havia nela tanta frescura, uma simplicidade tão grande em sua maneira de pentear esse cabelo ruivo brilhante e sedoso, que por um momento ele pensou que não podia ter mais de vinte anos. Mas por outro lado parecia muito confiada e segura de si para ter tão pouca idade.


— Quantos anos tem? — Perguntou Harry de repente, mas em seguida fez uma careta ante a falta de tato de sua pergunta. Obviamente se não o capturassem e voltassem a metê-lo na cadeia, teria que voltar a aprender algumas coisas que considerava inatas nele... Como a mais rudimentar cortesia e a maneira correta de conversar com mulheres.


Em lugar de mostrar-se irritada pela pergunta, o dirigiu outro de seus hipnotizastes sorrisos e respondeu com tom divertido:


— Vinte e seis anos.


— Meu deus! — Ouviu-se exclamar Harry, horrorizado por sua falta de tato. — Quero dizer que não parece ter essa idade — explicou.


Ela pareceu pressentir seu desconforto, porque riu em voz baixa.


— Provavelmente seja porque faz poucas semanas que cumpri os vinte e seis.


Harry não confiava bastante em si mesmo para responder algo espontâneo, de modo que cravou o olhar na meia lua que cavavam na neve o limpador de pára-brisas, enquanto analisava sua seguinte pergunta para que não fora tão grosseira como a anterior. Ocorreu-lhe uma que parecia segura.


— E o que você faz?


— Sou professora.


— Não tem aspecto de professora.


Deu-se conta de que Gina sufocava um sorriso. Desorientado e confuso por suas reações imprevisíveis, perguntou com certa secura:


— Disse algo divertido?


Gina balançou a cabeça.


— Não é nada. Mas isso é o que diz quase todas as pessoas mais velhas.


Harry não soube com segurança se referia a ele como uma "pessoa mais velha" porque parecia uma antiguidade para ela, ou se tratava de uma brincadeira em vingança por seus equivocados comentários a respeito de sua idade e aparência. Nisso pensava quando perguntou a ele o que ele fazia, e Harry respondeu o primeiro que lhe passou pela cabeça.


— Trabalho em construção.


— Sério? Meu irmão também trabalha em uma construção... É construtor empreiteiro. Que tipo de trabalho de construção faz?


Harry quase não sabia que extremo do martelo se utilizava para cravar um prego, e desejou fervorosamente ter eleito um trabalho mais raro ou, melhor ainda, ter guardado silêncio.


— Paredes — respondeu com tom vago. — Construo paredes.


Ela separou a vista do caminho, coisa que alarmou ainda mais ao Harry.


— Paredes? — Repetiu com tom intrigado. — Eu perguntava se tinha alguma especialidade.


— Sim. Paredes — insistiu Harry, furioso consigo mesmo por ter iniciado essa conversa — é minha especialidade: levanto paredes.


Gina pensou que devia havê-lo interpretado mal a primeira vez.


— Ah! É pedreiro. É obvio!


— Isso mesmo.


— Nesse caso me surpreende que custe conseguir um trabalho. Há grande demanda de bons pedreiros.


— É que não sou bom — declarou Harry dando amostras evidentes de que não o interessava seguir essa conversa.


Ante a resposta, Gina sufocou uma gargalhada e se concentrou no caminho. Esse homem era muito pouco comum. Custava decidir se gostava dele e a alegrava sua companhia... Ou não. E tampouco conseguia superar a sensação de que ele lembrava alguém. Desejou poder ver sua face sem esses óculos, para saber a quem se parecia.


A cidade desapareceu do espelho retrovisor e o céu do anoitecer se fez um cinza detestável e pesado. O silêncio pendia dentro do automóvel e grandes flocos de neve caiam no para-brisa. Quando fazia ao redor de meia hora que viajavam, Harry olhou pelo espelho retrovisor externo de seu lado... E congelou o sangue. Atrás deles, como a meio quilômetro de distância e aproximando-se com rapidez, avançava um carro de polícia com as luzes vermelhas e azuis girando furiosamente.


Um segundo depois, começou a soar a sirene. A mulher que viajava a seu lado também ouviu; levantou o pé do acelerador e dirigiu o Blazer para a sarjeta. Harry colocou a mão no bolso do saco e apertou a pistola, apesar de que nesse momento não tinha uma ideia precisa do que pensava fazer se o policial os obrigava a deter-se. O outro carro se achava tão perto que ele conseguia ver que não havia um a não ser dois policiais no assento dianteiro. Rodearam o Blazer... E continuaram a marcha.


— Deve ter havido um acidente lá adiante — disse Gina ao chegar ao topo de uma colina e deter-se detrás de uma fila de carros de cinco quilômetros de comprimento sobre a rua nevada. Instantes depois passaram duas ambulâncias.


A descarga de adrenalina de Harry diminuiu, deixando-o estremecido e frágil. Teve a sensação de que de repente tinha excedido sua capacidade de reagir com uma emoção violenta ante algo, provavelmente devia ser porque fazia dois dias que esperava poder levar a cabo um plano de fuga cuidadosamente concebido cuja absoluta simplicidade garantia seu êxito. E assim teria sido se Riddle não tivesse adiado sua viagem a Azkaban. Tudo o que tinha saído mal era resultado disso.


Já nem sequer sabia com segurança se seu contato seguia em Detroit, esperando que o chamasse para alugar um automóvel e dirigir-se a Windsor. E até que estivessem mais longe de Azkaban, não se animava a deter-se em um telefone. Embora Colorado só se encontrava a duzentos quilômetros de Azkaban, com uma pequena parte de território de Oklahoma no meio, para chegar devia viajar para o noroeste. Em troca, nesse momento se encaminhava para o sudeste. Pensando que talvez seu mapa de Colorado incluíra um braço dos territórios do Texas e de Oklahoma, decidiu ocupar seu tempo em algo produtivo, procurando uma nova rota que o levasse até ali de onde se encontrava.


— Acredito que me convém consultar um mapa — disse, voltando-se em seu assento.


Como era natural, Gina supôs que queria verificar a rua que devia seguir para chegar à cidade onde o esperava seu novo trabalho.


— Aonde tem que ir? — Perguntou.


— Ellerton — respondeu ele com um leve sorriso, enquanto se estirava para alcançar uma de suas duas bolsas. — Me fizeram a entrevista para o trabalho em Azkaban, mas nunca estive no Ellerton. — Esclareceu para que não fizesse perguntas sobre o lugar.


— Acredito que nunca ouvi falar do Ellerton. — Minutos depois, quando ele voltou a dobrar cuidadosamente o mapa, perguntou: — Encontrou Ellerton no mapa?


— Não. — Para dissuadi-la de seguir fazendo perguntas sobre a localização de uma cidade inexistente, mostrou-lhe a página escrita à máquina que cobria o mapa e se inclinou para voltar a guardá-lo na bolsa. — Mas aqui tenho instruções detalhadas, de maneira que o encontrarei.


Ela assentiu, mas com o olhar fixo em uma saída da auto-estrada.


— Acredito que ali sairei da estrada e tomarei um caminho lateral para evitar o engarrafamento de trânsito causado pelo acidente.


— Boa ideia.


A saída os conduziu a um caminho lateral que corria mais ou menos paralelo à estrada até que começou a virar à direita.


— Talvez depois de tudo não tenha sido uma boa ideia — disse ela alguns instantes depois, ao ver que o caminho se afastava da estrada.


Harry não respondeu. Em seguida diante deles, na estação de serviço do cruzamento de caminhos, havia um telefone público.


— Se não a incomoda parar um momento, teria que fazer uma chamada telefônica. Não demorarei mais que um par de minutos.


— Não me incomoda absolutamente.


Gina deteve o Blazer debaixo do farol, perto do telefone público, e o observou cruzar frente aos faróis do automóvel. Tinha anoitecido antes do habitual e a tormenta parecia persegui-los. A neve caía com inusitada força. Gina decidiu tirar o casaco e colocar um suéter que seria mais cômodo para dirigir. Ligou o rádio com a esperança de escutar um prognóstico meteorológico, depois desceu do automóvel, aproximou-se da mala e o abriu.


Sem deixar de escutar se por acaso transmitiam um prognóstico do tempo, tirou a mala, pegou um suéter da valise e olhou o mapa que sobressaía de uma das bolsas de seu companheiro de viagem. Como ela não tinha levado mapa e não estava completamente segura de que esse caminho se cruzaria com a inter-estadual ou se separava tanto de sua rota que seu passageiro talvez preferisse que o levasse outra carona, decidiu consultar seu mapa. Antes dirigiu um olhar para o telefone público, com intenções de levantar o mapa, para lhe pedir permissão de consultá-lo, mas ele tava de costas e parecia estar falando. Decidindo que não era possível que o homem tivesse nenhuma objeção, Gina separou a folha escrita à máquina e abriu o mapa que ele tinha estado estudando.


Estendeu-o sobre a tampa da mala do automóvel e sustentou seus extremos para que não fosse levado pelo vento. Demorou alguns instantes em compreender que não era um mapa do Texas, mas sim de Colorado. Intrigada, olhou as prolixas instruções que estavam no mapa. "Exatamente 39,5 quilômetros depois de ter passado a cidade de Stanton — dizia — chegará a um cruzamento de caminhos sem placas indicadoras. Depois disso, comece a procurar um caminho de terra estreito que sai para a direita e desaparece entre as árvores. A casa se encontra ao final desse caminho, mais ou menos a sete quilômetros e meio do lugar onde dobrou, e não é visível da rua nem desde nenhum ponto da montanha."


Gina abriu a boca, surpreendida. Então seu passageiro não se encaminhava a um trabalho em uma pequena cidade do Texas, a não ser a uma casa em Colorado?


Pela rádio, o locutor deu fim aos avisos comerciais e disse: "Em instantes lhes daremos os últimos dados da tormenta que se dirige até nós, mas antes temos algumas notícias sobre os últimos acontecimentos do escritório do xerife...".


Gina quase não o escutou. Olhava fixo a esse homem alto que falava por telefone e voltou a sentir a estranha inquietação de que havia algo familiar nele. Seguia de costas, mas tinha tirado os óculos e nesse momento os tinha na mão. Como se pressentisse que o olhava, voltou a cabeça para ela. Entrecerrou os olhos ao ver que tinha o mapa aberto nas mãos, e nesse mesmo instante Gina viu o rosto pela primeira vez, iluminada e sem óculos.


"Esta tarde, aproximadamente às quatro — dizia a voz do locutor — os oficiais da penitenciária descobriram que Harry Potter, o assassino sentenciado, tinha fugido enquanto se encontrava em Azkaban...".


Momentaneamente paralisada, Gina olhou fixo a face de seu acompanhante. E o reconheceu.


— Não! — Exclamou.


Nesse mesmo instante ele deixou cair o fone e correu para ela. Gina correu para o assento dianteiro do carro, abriu a porta de um puxão, mergulhou dentro e alcançou a baixar a trava que fechava a porta do lado contrário, justo no momento em que ele abria a porta e lhe agarrava o punho. Com uma força incrível, nascida do puro terror, Gina conseguiu liberar o braço e jogar-se pela porta aberta. Atingiu o piso com o quadril, ficou de pé e começou a correr, escorregando-se sobre a neve, enquanto pedia auxílio a gritos, embora sabia que nas proximidades não havia ninguém que pudesse ouvi-la. Ele a alcançou antes de que tivesse conseguido correr cinco metros, obrigou-a a girar sobre si mesmo e a colocou contra o capô do Blazer.


— Fique quieta e cale a boca!


— Leve o carro — gritou Gina. — Leve e me deixe aqui!


Ignorando-a, Harry olhou por sobre o ombro o mapa de Colorado que voou e que o vento jogou contra um latão de lixo a cinco metros de distância. Como em câmara lenta, Gina o viu tirar do bolso um objeto negro e brilhante, apontar, enquanto retrocedia e levantava o mapa. Uma arma. Deus bendito, tinha uma arma!


Começou a tremer incontrolavelmente enquanto escutava, em uma espécie de incredulidade histérica, a voz do locutor do noticiário que confirmava: "Acredita-se que Potter está armado, e é perigoso. Em caso de que alguém o veja, deve informar imediatamente seu paradeiro à polícia de Azkaban. Os cidadãos não devem tratar de aproximar-se. O segundo sentenciado que fugiu, Neville Longbotton, foi capturado e está sob custódia...".


Gina não se sustentava na pernas, quando o viu aproximar-se, com a arma em uma mão e o mapa na outra. Um par de faróis apareceram pela colina, a menos de meio quilômetro de distância. Harry voltou a colocar a arma no bolso para mantê-la fora da vista, mas não tirou do bolso a mão com que a sustentava.


— Entre no carro — ordenou.


Gina olhou por sobre o ombro esquerdo a pickup que se aproximava, calculando as possibilidades de evitar que a baleassem ou de poder atrair a atenção do condutor antes de que Harry Potter desse um tiro.


— Nem tente — advertiu ele com tom ameaçador.


Com o coração que batia contra as costelas, Gina viu que a pickup dobrava à esquerda no cruzamento, mas não desobedeceu a ordem de seu captor. Ali não, ainda não. Seu instinto a advertia que esse lance de caminho deserto estava muito isolado para que pudesse fazer algo sem que a matassem.


— Mova-se de uma vez! — Harry tomou um braço e a obrigou a aproximar-se do assento do condutor.


Ao abrigo da escuridão de uma tarde de inverno e sob a neve, Gina Weasley caminhava vacilante junto a um assassino condenado que a ameaçava com uma arma. Teve a apavorante sensação de que ambos estavam vivendo uma cena de algum dos filmes protagonizados por Potter... O filme em que a refém morria.


 


n/a: então é isso, Harry e Gina finalmente se esncontram...


Me desculpe pelo demora, mas agora vou postar com mais frequência!


Não deixem de comentar! Bjus!!!

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Comentários: 1

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Enviado por Edwiges Potter em 01/12/2012
Por que parou de postaaar???? Vc falou que tinha 80 capitulos!! Parou no 18!!! Continua por favor!!!! Não abandone a fic assim não!! Adoro vc e suas fics, já li cuase todas!!! Continuaaaa!!!
Nota: 5

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