FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

6. Uninvited


Fic: Born For This - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

 


Uninvited


 


 


A conversa começou quando voltamos a nos sentar a mesa. Fiz com que Albus ficassem entre mim e Rose, era meio complicado olhar para ela depois de ter recebido um fora. Nós olhávamos para a forma fantasmagórica – porém nada assustadora – do homem que lecionou História da Magia na época em que nossos pais estudavam em Hogwarts. Ele tinha um olhar zangado, mas quando começou a dizer, sua voz era calma. Calma até demais.


– Quem são vocês? – perguntou, desviando os olhos de mim para Natalie, depois para Rose e parou em Albus. Antes de ouvir a resposta de sua pergunta, ele mesmo pareceu ter notado. Tirou os óculos do rosto como se fantasmas ainda sofressem com problemas de visão. – Você me parece familiar.


– Isso porque ele é filho de Harry Potter – disse Natalie.


– Sou Albus Potter, senhor. Nós queremos que volte a dar aulas em Hogwarts. – Albus entrava direto em assuntos, ele nunca enrolava com explicações. O ex-professor não reagiu, mesmo assim Albus nos apresentou, citando nossos nomes e sobrenomes. Binns fez um aceno educado a Rose, mas me encarou por mais tempo.


– Isso é uma brincadeira? – perguntou.


– Não, nós realmente queremos – disse Albus.


– Jamais tiveram aula comigo. Se tiveram não estariam aqui. Perguntem aos seus pais.


– O novo professor, ele não é o melhor do mundo. E a única forma de tirá-lo de lá é fazer com que o senhor volte à escola.


O sr. Binns encarou Nick Quase Sem Cabeça ao seu lado. Ele tinha as sobrancelhas erguidas.


– Sinto muito, mas não posso fazer nada por vocês. – E cruzou os braços.


– Por quê? – perguntou Natalie. – O que mais de interessante você faz se já está morto? Não sente falta de dar aulas?


– Se sinto falta? – sua risada era fria. Depois encarou Natalie tristemente, como se ela tivesse razão apesar de tudo. – Ninguém ligava para minhas aulas. Diziam que eram entediantes. Poucos se importavam com a matéria. Não vejo mais razão para continuar dando aula a jovens que não estão interessados em meus ensinos! Não é algo que vale a pena. Nada, ninguém, nem mesmo o filho de Potter poderá me convencer a voltar para lá. A propósito – ele voltou a olhar para Albus – seu pai não era nada brilhante em minha matéria. Apenas uma aluna, lembro-me até hoje, que se interessava, fazia perguntas. Mas jamais alguém a teve como matéria favorita.


– Eu gosto – me vi confessando com a voz meio dura. Binns gargalhou. Parecia som de descarga.


– Você? Fui professor do seu pai. Não me faça rir, Malfoy! O que realmente querem, vamos falar a verdade agora.


– Malfoy é realmente bom em História, senhor. – Foi Rose quem disse. Eu olhei para ela. – Ele não é como pensa que é. O professor Parrish o odeia e esse ódio afeta as notas dele, o que é péssima em época dos N.O.M’s. Espere – apressou-se a dizer antes que Binns continuasse girando os olhos. – Se não acredita, veja.


O que aconteceu a seguir foi estranho. Rose estava carregando sua bolsa e ela tirou de lá um pergaminho dobrado. Olhou de esguelha para mim antes de arrastar o papel na direção de Binns.


– O que é? – perguntei. Ela pigarreou, quando Binns começou a ler.


– Você esqueceu na sala.


Era meu texto. Não acreditei que Rose tivesse guardado aquilo. Quero dizer, ela leu o que eu escrevi! E ainda teve a ousadia de mostrá-lo ao ex-professor de História da Magia, como se ele fosse achar alguma coisa interessante no que eu escrevera sobre a revolução de 1300 que mudou a política do Ministério da Magia e afeta até os dias de hoje.


– Isso é invasão de privacidade, sabia? – briguei. Rose me olhou como se me mandasse ficar quieto. Sem responder a mim, então, perguntou ao professor quando ele terminou de ler.


– Não é interessante?


– Claro que não é – eu disse. – É a revolução de 1300!


Binns, no entanto, ainda estava encarando meu texto. Sua expressão havia mudado. Não era uma expressão crítica, mas sim nostálgica. Se achou meu texto bom ou não, eu descobri mais tarde. Só que naquele momento Binns jogou minha redação de volta a Rose e disse baixinho:


– Isso também não vai me convencer. – Ele não nos encarava. – Presumo terem perdido seus tempos.


Albus e eu nos encaramos. Binns parecia muito certo de que nada o faria mudar de idéia, por que um texto meu, de um Malfoy, poderia garantir essa façanha? Rose não foi nada esperta dessa vez.


– Tudo bem, senhor – disse Albus, levantando-se. – Eu entendo. Não deve ser fácil dar aulas para adolescentes chatos e...


– Isso não vai convencê-lo também – cochichou Natalie. Albus deu de ombros, como se tentar já valesse o mínimo.


– Temos que voltar para a escola – disse Rose, olhando seu relógio.


– Por que não ficam para a festa? – sugeriu Nick. Natalie ia dizer que sim, mas Albus agarrou o braço dela, arrastando-a para a porta em que entramos. Não íamos ficar por lá se não tínhamos propósito algum, agora que Binns nos recusara. Além disso, aquela música conhecida ainda estava tocando. Eu ainda encarava o ex-professor de História da Magia ao me levantar.


– Sabe, senhor, eu leio bastante – falei com as mãos no bolso. – Pode dizer o que quiser sobre minha família, mas é exatamente por isso que me interesso pela História. As pessoas acham isso antiquado, mas eu não. Sempre fui bom em entender as coisas, porque gosto de entender o passado. Eu nunca entenderia porque minha família é desprezada se meu pai nunca tivesse me contado o que aconteceu naquela época, quando eu só tinha oito anos. Eu sei bastante, o suficiente para não me importar com o que dizem sobre nós. E não viemos aqui falar com o senhor porque admiramos você ou algo assim. Não é nada disso. É porque um dia eu espero receber críticas por causa dos meus erros, e não pelo erros de meu pai. Boa noite – acrescentei desgostoso com a formalidade, mas pensei que não havia motivos para desprezá-lo. As pessoas tinham escolhas na vida, ou na morte, e nenhum adolescente seria capaz de mudar a idéia de um homem cansado.


Dei meia-volta e saí dali. Rose estava por perto e falou:


– Legal o que disse.


– Elogiar virou algum tipo de desculpa por ter roubado meu texto? Vai ter vingança, Weasley!


Ela sorriu, devolvendo-me o texto. Sempre notava minhas ironias, então saímos de lá juntos, com Albus e Natalie na frente discutindo sobre algo inútil, o que já estávamos acostumados.


 


Infelizmente, tivemos que continuar com a mesma rotina. Não obtivemos sucesso na conversa com o sr. Binns e as aulas com Parrish estavam mais insuportáveis do que nunca. Cogitei em matá-las sem nenhum remorso. Depois que Dimitre bateu nele, parecia mais zangado e carrancudo que o normal, e descontava em mim quando podia. Em mim e nas minhas notas.


Tentei esquecer as idiotices daquele professor, preferindo apenas ignorá-lo enquanto parecia impossível tirá-lo daquela escola. Novembro acabou mais rápido do que o normal e as primeiras gotículas de neve caíam ao redor da escola, nos obrigando a vestir agasalhos principalmente a idas para Hogsmeade nos finais de semana. Eu acompanhava o Profeta Diário, para saber mais sobre a morte do pai de Dimitre. As notícias pareciam ofuscadas, como um rodapé de uma página, pelo menos na visão dos editores, pois era como se já não se importassem com aquilo, como se ninguém estivesse interessado em saber quem matou um dos homens mais corruptos que o Ministério já teve.


Eu não sabia como meu primo estava se saindo em sua nova escola e as cartas que eu recebia de minha mãe eram pequenas e diretas, o que não me dava novas informações. Talvez nem ela soubesse.


Quando começou a nevar, os treinos de Quadribol pararam e eu comecei a me ocupar mais na biblioteca, lendo um pouco. A garota que havia ficado comigo há um tempo não apareceu por perto nenhuma vez, o que achei melhor assim. Amber, por outro lado, passava por mim ao lado de Hanna nos corredores. A amiga me gelava com os olhos, mas Amber olhava para mim. Só não acenava ou falava oi porque não era uma garota calorosa ou simpática. Mas ela não parecia nervosa comigo ou ressentida de alguma coisa, embora muitas vezes eu a pegasse olhando em minha direção como se quisesse se explicar de alguma coisa. Talvez por ter me deixado com a calça aberta no armário de vassouras, confuso e excitado.


Não vou mentir falando que não me sentia mais atraído pelo jeito dela, tão fácil e simples, mas ainda era misterioso e complicado. Não entendi porque terminamos, sendo que nós éramos tão parecidos, e só queríamos diversão. Eu iria ter adorado fazer sexo mais vezes com ela. E se eu achava que a veria pegando os caras mais velhos por aí, meio que me enganei. Eu apenas a via andando com suas amigas, mas isso não significava nada, já que Amber tinha acesso a salas e era muito boa em fazer coisas escondidas.


O ruim de ser amigo de Albus era que Albus era amigo de todos, e parecia não ter problemas com o fato de Scott estar pegando sua prima. E se eu andava com ele, conseqüentemente tinha que andar com o outro lado da turma dele, e isso se tornava desagradável e nada legal com Rose e Scott abraçadinhos e fofinhos e... urgh.


Naquela tarde recebi uma carta do meu pai, avisando-me sobre passar o Natal na Mansão, pois minha avó queria fazer uma festa de aniversário para mim. Não que eu estivesse pensando em ficar em Hogwarts, mas o que me deu mais vontade ainda de voltar para casa foi quando me aproximei de Albus perto do salão principal e vi que ele e Rose estavam discutindo. Pararam imediatamente quando cheguei. Deduzi que estavam falando de mim.


– Que foi? – perguntei, percebendo a estranheza deles. Rose não me encarava, mas Albus parecia meio nervoso. – Se estão falando de mim...


– Sim, estamos – disse Albus. – Você quer passar o Natal com a gente?


O convite me pegou de surpresa.


– Ele não vai querer, Al – disse Rose baixinho, tentando ser discreta. – Eu te disse.


– As ceias de Natal são legais lá n’A Toca – contou Albus, ignorando-a. – Meu avô sempre diz alguma besteira que faz todo mundo rir, vai ser legal.


Jamais havia sido convidado para alguma coisa, muito menos para passar o Natal com a família de alguém. E não era somente o Natal, eu comemorava meu aniversário também naquele feriado. Lembrei-me que Albus e eu tínhamos a mesma data de nascimento. Mesmo sendo amigos desde o segundo ano, ele nunca me convidou para a tal d’A Toca que todo mundo visitava durante as férias, provavelmente achando que a família ia condená-lo. Talvez ainda fosse condená-lo – já que sua prima estava fazendo isso na minha cara – mas esse ano ele parecia não estar se importando muito.


Eu não conhecia a família Weasley e Potter, mesmo que ouvisse muito falar sobre ela nos jornais. Apenas sabia que eles não gostavam da minha família e que provavelmente me enxotariam de lá se eu resolvesse acompanhá-los na ceia de Natal esse ano. Além disso, minha reputação não era a melhor entre os primos dele, depois que Dimitre socou um professor.


Mesmo assim, eu ainda pensaria em dizer que sim. Eu pensaria em dizer que queria saber como era o Natal por lá. Provavelmente bastante diferente da minha família. Mas então olhei para Rose. Ela tentava não me encarar, rezando para que eu negasse o convite. Por quê? Não me queria por lá? Estava pensando em levar Scott e se eu fosse ia deixá-lo sem lugar para sentar à mesa?


– Não, obrigado – eu disse a Albus. – Minha avó vai dar essa festa e o motivo sou eu, vai ser bem estranho se eu não aparecer. Então, hum, não vai dar não.


Passei por eles, esbarrando no ombro de Rose com força, porque eu estava sentindo que ela não queria que eu dissesse sim. E eu não falei sim por sua causa, pelo modo como ela não me queria por lá. Além disso, minha avó sempre estava me esperando para o Natal e saber que ela faria uma festa na Mansão era outro motivo para negar o convite de Albus. Além disso, provavelmente meu pai ia achar que eu estava contando uma piada se eu dissesse que ia passar o Natal com a família Weasley. Ele já achou que eu estava contando uma piada quando lhe disse que eu andava com Potter.


Fui arrumar as malas para o feriado e Penélope deitou na cama, olhando-me. Ela havia melhorado desde a última vez, pelo menos agora estava comendo alguma coisa e não parecia cair cada vez que andava. Fui tentar pegá-la, mas ela saiu disparando como se não quisesse voltar para casa.


Assim que estava pronto para voltar, desci as escadas e subi até o saguão de entrada, onde encontrei Penélope se enroscando com outro gato. Eu me aproximei, irritado.


– Esse não é para você! – exclamei, segurando-a. Rose andava em nossa direção e pegou o outro gato no colo.


– Ela estava muito doente – contou. – Provavelmente a ração que estava dando a ela estava estragada.


– Penélope melhorou agora – eu disse, tirando satisfação.


– Sim, porque eu a ajudei. Acho que ela e Bichento II ficaram amigos.


– Quem mandou dar ração a ela sem me avisar?


– Você pouco se importava!


– Eu não sabia o que fazer – falei com sinceridade, embora estivesse agradecido por ela ter descoberto qual era o problema. Penélope começou a espernear em minhas mãos e desceu. Bichento II fez o mesmo e os dois saíram correndo. – Ele é triplo do tamanho dela – falei. – Não serve para ela!


– Você não pode escolher quando o instinto prevalece – disse Rose. – Além disso, eles só estão se divertindo juntos, e não procriando!


– Que bom. Porque se estivessem...


– O que você faria?


– Eu iria mandar castrarem o seu gato.


Ela tentou não rir. Encarou-me de um modo silencioso. Quis perguntar por que diabos ela não queria que eu aceitasse o convite para passar o Natal com eles. Ao em vez disso, fiz outra pergunta:


– E então, Scott já arrumou as malas?


– Do que está falando?


– Acho que ele vai em meu lugar, passar o Natal com você e tudo o mais. Afinal, a coisa está bem séria. Ficam aí agarradinhos.


– Cale a boca.


– Por que me manda calar a boca toda vez que falo do Scott? Tem vergonha?


– Porque toda vez que você fala dele parece que está com ciúmes! E isso me confunde! – ela exclamou irritada, passando por mim para que eu não visse sua expressão. Eu olhei para suas costas com o queixo caído, enquanto desaparecia de vista.


– Não estou com ciúmes – falei para mim mesmo, ajeitando meu casaco. – Ela que quer que eu fique com ciúmes. Aposto que está saindo com ele só para me enciumar. Bem, não está dando certo, Weasley, não está dando certo.


Era como se eu quisesse me convencer disso. E era bom eu manter sucesso nisso porque daqui algumas horas eu iria rever meus avós.


 


 


 


Meu avô tinha orgulho de mim. Sua mão estava em meu ombro enquanto contava tudo o que eu fazia para aqueles homens do Ministério da Magia, presentes na minha festa de aniversário e de Natal, na Mansão Malfoy, às oito horas da noite.


– Um sonserino nato – dizia. – Notas excelentes em Hogwarts, também, e batedor do time. Venceu o primeiro jogo, com quantos pontos mesmo, Scorpius?


– Quatrocentos – eu respondi, sem encará-los.


– E é um bom duelista também – ele continuou. Não o culpei por me fazer parecer espetacular. Meu avô queria que eu trabalhasse no Ministério da Magia e que tentasse a carreira de auror por lá. Eu pensava que isso era uma baboseira, uma vez que eu não tinha a mínima idéia do que prestar para os N.O.M’s daquele ano. Toda vez que ele perguntava qual era minha ambição, não esperava resposta. Partia direto para a dele. “Auror.” – Aquilo que seu pai nunca foi.


Meu pai, apesar de ex-comensal, conseguiu muito antes de eu nascer um lugar como funcionário no banco de Gringotes. “Ninguém sabe quem trabalha por lá”, então não havia preconceitos. Mas meu avô detestava o trabalho dele. Dizia que “Draco tinha potencial para coisas melhores”, mas que era tarde demais para procurar essas coisas melhores. Então, basicamente, eu era a chance de mostrar ao meu avô que algum homem daquela família faria um trabalho digno e reconhecido.


Era nessa hora que minha mãe entrava na conversa e falava daquele seu jeito irônico que meu pai dizia ter entrado no meu sangue:


– Eu ainda acho que ele vai pintar quadros e vender até ser reconhecido no mundo. Dos trouxas – acrescentava, piorando a expressão do meu avô. Depois ela ria e cochichava para mim: – Faça o que quiser da vida, está bem?


Então eu deixava meu avô divagar sobre o meu futuro, mesmo que eu não garantisse nada a ele. Muito menos a minha vida. Naquele momento, na minha festa de dezesseis anos, eu só queria abrir os presentes.


Apesar de ser a festa que minha avó preparou com muito afinco e dedicação, eu estava meio entediado. Ela havia convidado alguns colegas meus também, por causa das famílias deles. Se dependesse de amizade, ela poderia ter convidado Potter, mas a coisa não dependia de amizade. Talvez ela achasse que aqueles caras eram meus amigos, e eu até tentei ficar com eles por um tempo, mas não havia conversa. Pelo menos não da minha parte, eu só escutava segurando um copo de whisky na mão.


Alguém cutucou meu braço e eu me virei, desligando-me da narração de Westwick sobre sua breve conversa que teve com o Ministro nas férias.


– Ei – disse Amber, segurando uma caixa de presente. Estendeu a mim quando a encarei. – Feliz, hum, aniversário ou sei lá.


Ela e seus pais haviam acabado de chegar. Minha mãe apenas os convidou porque a sra. Davis era sua fiel cliente da loja de Artes no Beco Diagonal. Uma mulher nada simpática. Loira como a filha, jovem e muito atraente; fazia questão de ser convidada para as festas da minha avó. Casada com um homem mais velho, que poderia ser facilmente confundido com um avô de Amber mas que era seu padrasto, Amber vivia xingando-a. Não havia pessoa que ela menos gostasse que a sua própria mãe. Era a única coisa que eu sabia verdadeiramente sobre Amber.


– Você veio – falei.


– É. Gostei da Mansão. O salão é maravilhoso.


Ela estava com um vestido muito curto, e o decote quase a deixava exposta. No momento em que reparei nisso, a sra. Davis se aproximou de nós dois. Olhou para Amber e começou a ajeitar sua franja para o lado esquerdo.


– Ajeite esse decote – mandou severamente, antes de se afastar. Amber não obedeceu, e voltou a despentear a franja para o lado direito.


– Ela está insuportável – disse. – Ainda acha que sou virgem.


Sorriu ao dizer isso. Eu não soube o que dizer, então apenas sorri também.


– Eu realmente adoraria conhecer sua Mansão – ela disse.


– Ok – respondi, deixando o copo de whisky de lado quando notei a intenção no seu tom de voz.


Afastei-me com ela pelo salão, acreditando que ninguém notaria nossa falta. No entanto, eu estava com essa idéia na cabeça e nem reparei que minha mãe nos observava no outro canto da sala.


Eu levei Amber em meu quarto e ela começou a observar as fotos. Ao fazer isso, pensei que talvez eu estivesse equivocado. Talvez Amber realmente quisesse conhecer o lugar. Bem, mas ela era previsível demais.


– Você se dá muito bem com seus pais – falou. – E seu pai parece gostar bastante da sua mãe. Minha mãe acha que eles foram forçados a se casarem.


– Bem, sua mãe não sabe de nada então.


– Tem razão – ela disse, puxando-me para perto dela.


– Achei que tivesse terminado – murmurei.


– E terminamos.


– Então o que está fazendo?


– Não sei – respondeu. – Só quero beijar você de novo.


Antes que eu dissesse alguma coisa, ela depositou um beijo rápido no meu pescoço. E depois desviou até meus lábios.


Dois minutos depois, sem que eu me desse conta, estávamos pelados como na primeira vez, deitados na minha cama, meu quadril movimentando freneticamente junto com o dela. Aquela sensação extrema se apossando dentro do meu corpo. Deliciosa, estranha, fácil.


– Pensei... que não queria... – tentei dizer, entre os gemidos ofegantes. Amber apertou meu pescoço e enterrou minha cabeça contra o seu ombro, pedindo para que eu não dissesse nada. Quando gozei, foi estranho voltar a encará-la e vê-la chorando. – Que foi?


– Eu... eu não consigo fazer isso – ela exclamou, a voz tentando sair. Passou as mãos no cabelo e me empurrou em cima dela.


– Você quem pediu! – falei zangado, embora ainda estivesse com o recente prazer do orgasmo. – Por que sempre faz isso? Transa comigo e depois me empurra? Eu não posso ser tão ruim. Eu sou um Malfoy!


Ela colocava o vestido de volta, sem me encarar. Sem dizer nada. Aquilo me deixou mais zangado ainda. Não entendia!


– Amber – falei nervoso. – Qual é o seu problema, então?


– Estou usando você, Scorpius! – ela disse, me encarando. – Simplesmente estou usando você. Desde o início. Eu senti sua falta durante esse tempo em que ficamos separados, achei que voltaria a sentir alguma coisa... por vocês.


Vocês quem? Está pegando Albus também?


Ela pisou com força o chão, girando os olhos lacrimejados.


– Não, Scorpius, estou falando de vocês... garotos!


– O quê?


– Esquece. – Ela estava chorando de verdade agora. Ajeitou os cabelos e abriu a porta do meu quarto. A alça do vestido estava caída em seu ombro quando ela encarou minha mãe.


É, minha mãe estava na porta no segundo em que Amber a abria. Eu sentei na cama depressa, escondendo meu quadril com a coberta, porque era o meio mais rápido do que tentar encontrar a minha cueca.


– Sra. Malfoy – Amber gaguejou ao vê-la, levantando a alça do vestido. Sem dizer mais nada, porém, passou por ela e foi embora, soluçando.


Formou-se um silêncio entre mim e minha mãe. Não era um silêncio constrangedor para ela, mas para mim... eu queria pular da janela. Mas acho que ia ser pior, porque lá embaixo tinha convidados. Eu não a encarei, envergonhado. Estava praticamente pelado e eu havia acabado de transar com uma garota na festa do meu aniversário, na noite de Natal. E minha avó provavelmente estava me esperando para apagar a vela do bolo.


Minha mãe entrou no quarto e, pigarreando, depositou o copo de vinho que segurava sobre a minha escrivaninha.


– Se vista – pediu, cruzando os braços.


Encontrei minha cueca sobre a cama e a peguei, vestindo-a o mais rápido possível. Levantei-me para pegar a camisa do chão, depois a calça.


– Foi impressão minha ou sua namorada estava chorando ao sair daqui?


Eu podia ter falado qualquer coisa, mas o olhar dela às vezes era difícil de se sustentar. Parecia saber tudo o que eu estava pensando e exigia, ao mesmo tempo, que eu confirmasse com minhas palavras. Por isso falei silenciosamente:


– Não estamos namorando.


– Oh, então foi só sexo – ela soou sarcástica. – Nada muito sério, é claro.


– Não vamos ter essa conversa, mãe.


Ela apertou meu peito, impedindo que eu desse um passo sequer para fora do quarto. Era difícil vê-la zangada, mas não parecia nada orgulhosa quando me pediu:


– Se é só o sexo que você quer, o mínimo que deve fazer é respeitar a garota.


– Eu não sei por que ela estava chorando, tá legal? Além disso, ela quem me pediu para ver a mansão. Não foi minha culpa. Tinha terminado comigo e então começou a me beijar e...


– Não estou pedindo explicação, poupe-se disso – ela me calou. – Está óbvio que não fez com maturidade, então só espero que tenha feito com responsabilidade. Você é esperto e conhece os perigos. Agora arrume seu quarto e desça para a festa, porque há convidados chegando e eu não estou afim de explicar sua ausência dizendo que você estava transando.


Eu não consegui olhar para ela, mesmo que não estivesse brigando ou me repreendendo. Saiu do quarto me fazendo refletir algumas coisas. Acho que para Astoria não era sexo que tornava uma pessoa madura ou digna de uma atenção mais adulta, porque ainda agiu comigo como se eu fosse uma criança.


Mas acho que para Draco, era motivo de conversa durante o almoço no dia seguinte. Ele estava verificando o jornal e o afastou para comentar em meio aquele silêncio na cozinha, onde eu terminava a refeição e minha mãe pegava alguma coisa na geladeira.


– Então... a srta. Davis?


Eu o encarei. Não falou em voz alta, mas li seus lábios: “Muito bom, filho”, como se estivesse bastante orgulhoso.


– Eu sei o que você disse a ele, Draco, não adianta cochichar. – Minha mãe voltou à mesa, girando os olhos.


– Eu só estava dizendo que é errado fazer o que ele fez enquanto há pessoas na festa do seu próprio aniversário. Muito errado, Scorpius, muito errado. – E levantava o polegar, discretamente. Ele viu a cara da minha mãe e riu. – Vamos, Astoria, até parece que nós já não fizemos pior. Lembra quando usamos o banheiro da casa dos Stevens naquela festa idiota só porque estávamos entediados?


– Podemos não falar sobre isso? – sugeri.


– Boa idéia – minha mãe olhou feio para meu pai, que ainda ria.


Ele se levantou e se aproximou de mim, apoiando a mão em meu ombro do jeito que meu avô fazia. Reparei que ele estava mesmo orgulhoso de mim. Mas não porque eu não era mais virgem, talvez porque...


– Não fique constrangido. Quando eu tinha sua idade, a única coisa que meus pais discutiam na mesa era qual próximo passo que Voldemort ia dar, e o que eu deveria fazer como Comensal da Morte. – Entendi o que ele quis dizer. Antes de sair da cozinha ele acrescentou a minha mãe: – E não negue que aquela foi a melhor transa que tivemos depois que nos casamos, querida.


– Draco! – ela exclamou, tentando não rir. Resolvi sair da mesa e voltar para o meu quarto, mas até mesmo da escada eu consegui escutar minha mãe retrucando: – Não acredito que se esqueceu da vez em que usamos a mesa deles. Aquela foi a melhor.


Pais deviam dar exemplo, certo? Os meus eram do tipo que levava a citação “faça o que eu digo e não o que eu faço” muito a sério.


Eu gostava de passar o Natal com eles porque fazia isso desde o dia em que nasci, mas a idéia de que havia sido convidado para passar o Natal com outra família ficou na minha cabeça durante um tempo. E não era qualquer família. Tudo bem, eu diria que Albus havia convidado apenas por bom senso da amizade. Mas ele não era assim. Tanto que nos anos anteriores, falava que não ia me convidar para o Natal com essas palavras: “Olha, não vou te convidar para o Natal, está bem?” porque nossas famílias não se suportavam e éramos cientes disso.


Naquela tarde fui ajudar minha mãe a carregar os novos quadros da sua exposição para a loja dela, pois Dafne resolveu dar um tempo por lá. As pessoas achavam que ela havia matado Markus e, por isso, não entravam na loja que ela e minha mãe eram donas.


“Não quero que perca seus fregueses, Astoria”, explicara Dafne. Minha mãe brigou e discutiu com ela, mas nada parecia fazer mudá-la de idéia.


“Eu sei que você não o matou, não precisa ir embora.”


“Eu sei que você sabe que eu não o matei. Mas as outras pessoas não são como você. Além disso, seus quadros estão melhores que o meu ultimamente.”


“Se é o que quer, não vou te impedir.”


“É o que preciso. Tchau.”


E então ela foi embora, provavelmente morar em outro país.


– Mãe, a senhora acha que ela está fugindo? – perguntei depois de posicionar seu último quadro no canto escuro da loja. Minha mãe estava distraída quando lhe fiz essa pergunta, por isso tive de repeti-la.


– Ah, não, Scorpius. Ela só está se afastando.


– Reparou que o Profeta Diário não está mais ligando muito para o caso do pai do Dimitre?


– É porque o Profeta Diário está agradecido com a morte. Acredite, duvido que queiram prender a pessoa que matou Markus.


– Ele era tão ruim assim?


– Roubava dinheiro de orfanatos, prostitutas, amantes, cometia seus erros. E sabe o que era pior nele? Sabia que Dafne nunca deixou de amá-lo, e usufruía da fraqueza dela. Duvido que ela tenha cometido o assassinato. A última vez que teve motivos para isso...


– Para o quê? – Vi que ela havia parado de falar, abanando a cabeça.


– Nada, querido, nada.


– Minha tia já matou alguém?


Ela notou que eu não ia sossegar se não me contasse. E, ainda bem, nós não tivemos problema com esse drama.


– Ela gosta de me lembrar desse episódio como o dia em que me protegeu.


– O que houve?


– Sabe por que eu peço para você respeitar as garotas com quem... tem relação, mesmo que não goste delas? – perguntou de um modo calmo e baixo, olhando para mim. Eu não respondi, e então ela disse: – Porque já me envolvi com homens que não me respeitaram.


– Você quer dizer...


– É, exatamente. E Dafne tirou a vida do que mais me machucou. Ela faz coisas erradas por motivos certos e é isso o que a define. Mas ela nunca mataria Markus, porque ele nunca ameaçou a mim ou ao seu pai e ele mal conhecia a existência de Dimitre, para fazer mal a ele. Às vezes eu chegava a pensar que o homem se esquecia que tinha mais um filho. Em outras palavras, Markus não deu a Dafne motivos certos para matá-lo, por isso não foi ela.


– Entendi – falei intrigado.


Segundos depois, a porta da loja se abriu. Nós vimos um homem alto e agasalhado com casacos de pele, entrando e dando passos em nossa direção. Ele usava um gorro infestado de neve e tinha as mãos no bolso, quando nos cumprimentou. Eu o reconheci imediatamente. Era o namorado de Dafne. Fácil lembrar, porque Dimitre dizia a mim que estava esperando o momento certo para bater nele. Sempre que Dafne aparecia segurando a mão de um cara, Dimitre olhava como vontade de socá-lo. Esse cara, porém, estava com Dafne há um tempão, e Dimitre não achou nenhum momento certo para socá-lo.


Minha mãe ficou estranha com a presença dele, como se não gostasse. Mesmo assim, apertou sua mão de modo educado.


– Dafne não está aqui, eu presumo – falou o homem, cujo nome eu havia esquecido.


– Ela saiu hoje de manhã.


– Ótimo, ótimo – respondeu, silenciosamente. – Era só o que eu precisava saber. Bela exposição, a propósito.


Minha mãe não agradeceu e ela sempre agradece quando alguém a elogia. O homem piscou algumas vezes e girou os calcanhares para ir embora, deixando-nos sozinhos de novo. Continuamos a ajeitar a exposição. Pensei em dizer a ela sobre eu ter sido convidado para passar o Natal com a família Weasley, mas depois da visita daquele homem, eu não quis incomodá-la com isso. Tive a impressão de que ela desconfiasse dele. E quando ela desconfiava de alguém, bem, eu não achava esperto ignorarmos os pressentimentos dela.


 


 


Voltei para Hogwarts na semana seguinte depois do ano novo. Um tempo fora do castelo e da vista dos amigos pode acontecer muita coisa. Quando reencontrei Albus no salão principal, ele estava jogando xadrez com Natalie e os dois riam juntos na mesa da Grifinória.


– Ei, Scorpius, junte-se a nós – pediu Natalie.


– Vocês estão bêbedos? – perguntei. – Porque a última vez que vi vocês assim, se dando bem, vocês estavam bêbados.


Lembro até hoje, no quarto ano. A primeira vez que Albus experimentou bebida. Não parou de tentar abraçar Natalie e ela não parava de dizer que o amava. Claro que no dia seguinte tudo voltou ao normal, e eu ainda tentava fazê-lo se convencer do fato de que os dois haviam ficado na festa. Albus escovara os dentes cinco vezes naquela manhã de ressaca, e só não deu para continuar assustando ele com esse fato, porque Rose, estraga-prazeres como sempre, decidiu ser franca e dizer que ele não havia feito nada tão estúpido.


– Milagre de Natal, conhece essa palavra? – perguntou Albus, sorrindo para Natalie. Ok, aquilo estava estranho.


– Eu dei a ele uma revista em que Lorena Palmer, a goleira das Harpias, está pousada nua na capa e agora fica aí dizendo que está apaixonado por mim.


– Eu não disse que estou apaixonado! – exclamou em protesto.


– Ah, qual é, Albus – ela girou os olhos e pousou a mão no braço dele. – Quando um garoto deixa uma garota vencer o xadrez, essa é a cantada mais nerd que pode existir!


– Eu não te deixei vencer.


– Então você é ruim assim mesmo? – lamentou.


– Sou. E daí?


Natalie tirou a mão do braço dele, decepcionada.


– Certo, talvez eu tenha deixado você ganhar a primeira partida – admitiu Albus percebendo o olhar dela.


– Sério?


Albus pousou a palma da mão no queixo, sem tirar os olhos dela, afirmando.


– Sério.


O peito de Natalie até estufou. De repente eles pareciam estar se comendo entre olhares. Por sorte, Rose caminhava em nossa direção e eu me levantei depressa. Não sei por que me levantei depressa. Talvez porque ela estava com o cabelo solto.


– Oi – eu disse, pigarreando.


– Oi.


– O que aconteceu com eles?


– Ah, vai entender. Longa história. Algumas capas de revistas e jogos de xadrez – respondeu, olhando para o teto como se tivesse tentado tomar conta deles durante o feriado n’A Toca. Voltou a olhar para mim e estava com um sorriso de lado, mostrando aquela covinha irritante na bochecha. – De qualquer forma, quero só avisar que as rondas vão continuar normalmente.


– Então, no mesmo horário?


– Sim. Não se atrase.


Bem, pensei. Albus e Natalie estavam completamente diferentes um com o outro, mas as coisas ainda eram as mesmas.


Nem tanto.


Eu cheguei primeiro do que ela no corredor para começarmos a fazer a ronda, o que foi o milagre do ano. Ela atrasar? Como isso foi acontecer? Alguns minutos depois esperando por Rose, eu estava cutucando minhas cutículas, sentado no chão, encostado a parede, quando ouvi a voz de Scott no outro lado do corredor.


– Talvez... a gente não precise mais fazer isso. Eu vou sair da escola ano que vem e... – Pausa. – Olha, Rose, eu gosto de você, mas... – Pausa de novo. – Eu não quero te deixar presa. Não é você. Você é demais, Rose, e eu me diverti muito, mas... Olha, ainda podemos ser amigos.


Houve uma pausa mais longa.


– Certo – era a voz de Rose. Parecia meio dura e sarcástica: – Vou aceitar sua solicitação no Facebook ou algo assim.


– Não quero deixá-la chateada, é que...


– Tenho ronda para fazer agora, Scott. Se quiser continuar essa discussão me encontre depois, mas não há problema para mim se decidir parar por aqui mesmo.

Mais uma pausa.

– Acho que podemos parar por aqui mesmo – ele disse silenciosamente. 


E então ouvi passos se aproximando. Presumi que Rose havia se afastado da conversa, quando ela passou por mim, sem dar a mínima atenção para a minha existência sentada ali no chão. Ela fez um gesto com o braço, como se estivesse se xingando, ou xingando Scott, e tirou o gorro da cabeça quando finalmente me viu.


– Desde quando está aqui? – perguntou piscando.


– Dez minutos – falei. – Você chegou atrasada.


– E cinco pontos a menos para a irresponsável Rose – disse, girando os olhos.


Estava me preparando para levantar, mas ela se aproximou de onde eu estava e sentou ao meu lado. Ficamos um tempo em silêncio até que, intrigado, perguntei:


– O que é Facebook?


Ela riu e olhou para mim, como se eu tivesse feito uma piada. Mas não respondeu a minha pergunta. Ao em vez disso rebateu com outra:


– Como foi o Natal?


– Normal – respondi. – E o seu?


Ela deu de ombros.


– Normal também.


– Sua família é maior do que o time de Quadribol da Rússia, como pode dizer que foi normal?


– Para não dizer que foram ruins. As coisas por lá estão meio tensas agora.


– Albus e Natalie no mesmo teto sempre é tenso. Sexualmente falando, é claro.


– Não estou falando disso. Victoire e Teddy terminaram o namoro, teve briga, voou até peru, acredite. Quero dizer que já tive Natais melhores, mais... felizes antes.


– Claro, eu não estava lá. Você sentiu minha falta.


– Se você estivesse lá, Scorpius – Rose disse, observando o piso do castelo – ia ser bem pior.


– Obrigado – falei secamente.


– Não estou dizendo que não gostaria que estivesse por lá – ela falou depressa. – É que querendo ou não, nossas famílias...


– É, entendi, eu sei.


– E meu pai já não ficou feliz quando Hugo disse que eu estava namorando. Imagine se aparecesse sua cara por lá. Eu posso até imaginar o peru inteiro voando, e não ia ser legal, entende? Quem sabe numa próxima, vamos estar mais maduros e preparados para o ataque de perus.


– É, quem sabe. Mas agora você pode deixar seu pai feliz, já que parece ter terminado com Scott.


Rose deu um suspiro, mas não parecia triste.


– Acho que ele conheceu uma garota da idade dele no Natal – ela disse. – Deve achar que ainda sou muito criança ou sei lá.


– Criança? Ele prestou atenção em quem esteve se agarrando nesses últimos meses? – indaguei franzindo a testa. Quero dizer, Weasley era a pessoa mais madura daquela escola.


Ela não disse nada, mas vi que reprimiu um riso. Não estava olhando para mim. Eu, por outro lado, me peguei prestando atenção em alguns detalhes. Seu nariz era fino e tinha um traço delicado que compactava facilmente ao formato do seu rosto e do seu queixo. Isso quando ela estava de perfil. De repente colocou o cabelo atrás da orelha e eu notei que estava usando um brinco de forma de coruja.


Rose me pegou olhando para ela, então foi tarde demais para disfarçar.


– Que foi? – perguntou. Tive que pensar rápido.


– Manchou a boca de batom, Weasley.


Ela passou o dedo depressa embaixo do lábio. Eu desviei o olhar e não falamos por um tempo. Não havia mancha alguma ali. Só não quis que achasse que eu estava olhando para ela sem nenhuma razão aparente.


 


 


 


 


Particularmente, esse é o meu capítulo favorito até agora, não apenas porque escrevi uma cena entre Astoria e Scorpius em que estava louca para escrever desde o começo da fic, mas também por causa dessas últimas linhas.


Obrigada a todos os comentários e todos os leitores que fizeram a fic chegar ao top 10 do mês! Vocês têm idéia da minha felicidade de ver que ainda estão me acompanhando, mesmo depois de Money Honey ter terminado? É indescritível. Obrigado aos antigos e novos leitores. Escrever é a melhor coisa do mundo e saber que vocês estão gostando e que querem capítulo... bem, não há presente melhor :) Obrigada mesmo.


Ain *-* Espero que tenham gostado, comentem, palpitem, até o próximo!


 


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 16

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por REJI em 12/03/2012

Muito bom esse cap, principalmente no final... ai que lindinho os dois sentados ali... tomara que não demorem muito a ficar juntos! Também teve a questão do Alvo com a Natalie, não sei, mas esses dois ainda vão dar o que falar... e a Amber é lésbica hein? Quem diria... eu acho que qualquer menina que tivesse a sorte de 'dar' pro Scorp viraria hetero na hora... fala sério! kkkkkkkk Beijokas

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Ana CR em 05/02/2012

O melhor cap até agora!!!

A fic é ótima!

Parabéns! 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Larry Potter l LP em 13/12/2011

aah que linda a última cena *-*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Nikki W. Malfoy em 12/10/2011

ahhhhhhhh!!
serio to adorando essa fic, é demais...
eu sabia que tinha alguma coisa estranha com aquela Amber
pelo amor de deus
Scorpius agarra logo a Rose...

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por MarianaBortoletti em 11/10/2011

Rá, eu sabia, Amber gosta de meninas. Isso é demais, uma temática homo com os conflitos todos no meio disso tudo. Essa fic é demais *-* E como eu senti falta de Astoria e Draco, meu deus, nunca pensei que sorriria lendo a parte dos dois. Eles são perfeitos e ainda estão lá, maduros e crescidos, mas ainda estão lá com aquela aura sexy que me encanta. Aii, tudo nessa fic me encanta, esse romance Scorpius/Rose é a coisa mais complexa, linda e humana que eu já vi. nem comentei muito hoje, passei correndo só para conseguir ler antes do proximo! Até, bjs

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por camila prongs. em 11/10/2011

oi, comecei a ler sua fic!
ela é muito boa *-*

enfim né ahuahau
Draco e Astoria são uns amores, haha, eles junto com o Scorpius são umas graças, amei as cenas deles.
Ok, Amber gosta de meninas. Fiquei completamente chocada. Isso explica tudo! Ela e a Hanna... oh 
uahuahua
não sei pq, lembrei do Ross de Friends, com essa coisa da namorada lésbica [2] 
Finalmente a Rose ta solteira, livre pro Scorpius! ahaha ele admirando ela é a coisa mais fofa eim

beijos, esperando o próximo.

 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Louyse Malfoy em 11/10/2011

Amei o novo capítulo! Amber é bi? MKDSKMDMDSMLSLSDKL Adorei a cena do Draco e Astoria! Ri muito! Eles continuam o casal "cômico e sexy" de Money Honey. A cena de Amber e Scorpius foi bem necessária para mostrar o que se passa na cabeça dela e qual será o futuro para ela. A bronca de Astoria para cima de Scorpius foi muito madura! "Não sei por que me levantei depressa. Talvez porque ela estava com o cabelo solto.", adorei! Continuo dizendo: Minha parte favorita foi a de Astoria e Draco OKSOKSDOKPDOKP. Beijos e parabéns s2

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por alana_miguxa em 10/10/2011

adorei a cena da astoria e do draco. eles continuam lindos juntos! ehhehehe

e a amber hein? sera que eu entendi bem aquele negocio de chance pra os garotos? hehehehe

scorpius e rose perfeitos. estou super ansiosa pra ver eles deixarem de ser tapados! hehe

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lana Silva em 10/10/2011

Ameiiii o capitulo muiiiiito perfeiiiito *------*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lana Silva em 10/10/2011

Ameiiii o capitulo muiiiiito perfeiiiito *------*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mily McKinnon em 10/10/2011

Amber gosta de meninas Amber gosta de meninas AMBER GOSTA DE MENINAS! HAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAH [2]

Gente, não sei pq, lembrei do Ross de Friends, com essa coisa da namorada lésbica KKKKKKKKKKKKKKKKKKK ~aquelas viciadas em séries~

Gostei demais da cena Astoria/Draco/Scorpius +_+ queria ver mais cenas deles juntos kkkkkkk adoro essa turma +_+

E eu ADOREI o fato da Rose e do Scott terem terminado. Agora é só esperar para ela e o Scorpius começarem a ficar e pronto kkkkkkkkkkkkkk

Tô louca pelo próximo capítulo +_+ Até a próxima!!!!

Xoxo ;***

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lays Mary em 10/10/2011
ameiiiiiiiiiiiiiiii o capitulo,Draco e a Astória rir muito com os dois. continua,bjsssssssss
Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mohrod em 10/10/2011

oooooooooown, que liindo, a ast e o scor!!! *-*

 posta logo o próximo caopitulo, eu amo essa fic... quando acabar eu vou me debrulhar em lágimas!

beijão

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por V.M Fox em 10/10/2011

Amber e Hannah... caramba, eu fiquei tipo assim O.O

Draco e Astoria são pais simplismente perfeitos e eu acho que quando Scorpius for na Toca, vai voar a mesa inteira e não só o peru shuahsuahsua

Amei esse cap. Que venha o proximo!

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Carla Ligia Ferreira em 10/10/2011

Adorei o capítulo, acho o Draco e a Astória maravilhosos como pais, e o Scopius é um tanto puritano quando está com eles, kkkkkkkkkk. Eu realmente não esperava que a amber gostasse de meninas, eu pensei que a Hanna gostasse do Scorpius e rolasse uma rivalidade, nunca que rolasse um relacionamento,..O_O!!! Enfim, estou louca para ver o Albus dando uns pegas na Natalie e na Rose tentando fazer o Scorpius dizer que estava com ciúmes, kkkkkkkkkkkkkk. Mesmo que o motivo dos ciúmes tenha terminado. Beijos e até a próxima.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lívia G. em 09/10/2011

Amber gosta de meninas Amber gosta de meninas AMBER GOSTA DE MENINAS! HAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAH. Agora ta explicada essa necessidade dela de passar o rodo nos meninos. Scott terminou com a Rose, yes! E agora o caminho estará livro pro Scorpius! E essa conversa de família entre ele, Astoria e Draco foi ótima, quase vi meus pais ali, hahahahahahah. Já quero o próximo

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.