CAPITULO 4
O erro de Ronald
QUANDO A ÚLTIMA CORTINA que estava caída rasgada sobre o colchão da cama, que antes fora de Simas, se prendeu no dossel, Harry se dirigiu ao banheiro masculino. O local permanecia igual. Exatamente como ele se lembrava.
Era um ambiente agradavelmente grande para caber em um quarto situado no topo de uma das mais altas torres de Hogwarts; sem duvida um dos fundadores da Escola, Godric Gryffindor, usou um feitiço de extensão no local.
Dirigiu-se para o grande espelho retangular pregado na parede sobre a fileira de pias douradas. Olhou-se por um longo minuto – depois de tantos meses essa era a primeira vez que via seu rosto por inteiro. Apresentava vários arranhões; nem tinha se dado conta que estavam ali, mas agora, ao vê-los pareceu-lhe que a dor escondida tinha despertado. Seu olhar recaiu em dois grandes cortes, um, bem embaixo da sobrancelha direita apresentava um grande volume causado pelo inchaço, estava com uma cor arroxeada e outro em seu maxilar esquerdo, bem maior que o primeiro, apresentava uma feia cor esverdeada coberta de sangue seco. Por um momento seu olhar perpassou pela cicatriz em forma de raio. O fim. Graças a Deus tinha chegado ao fim, pensou.
Abriu a torneira da pia próxima à porta que dava acesso ao dormitório e uma torrente de agua na cor vermelha começou a cair. Harry ficou alguns segundos apreciando-a cair sobre a pia, um belo contraste do vermelho sobre o dourado. Lavou o rosto, a água morna aliviando a dor dos muitos ferimentos, olhou ao redor e seu olhar recaiu sobre a banheira ao fundo, mais parecida com uma piscina para crianças. Observou-a por um segundo, seu olhar rondando todo o local, avistou, no fim da banheira, as muitas torneiras. Sentindo-se atraído por ela, andou em sua direção. Um banho agora cairia bem, pensou.
Abriu suas grandes torneiras douradas em forma de leão e um emaranhado de jatos d’água de cor avermelhada começou a cair em sua superfície. Se despiu, entrou dentro e mergulhou.
Quando saiu do dormitório, cerca de uma hora depois, não pode evitar ouvir a gritaria que vinha do andar de baixo da sala comunal. Sem pressa desceu as escadas. Chegando à sala avistou Rony e Hermione. Ele sentado no sofá em frente à lareira e ela em pé, apontando freneticamente o dedo indicador em direção ao garoto.
- Quem você pensa que sou, Ronald Weasley? – ralhou Hermione – Falar comigo como se nada tivesse acontecido?
- Eu sei, descul...
- DESCULPA? ... Ah! Faça-me o favor.
Neste instante Gina vinha descendo as escadas que levavam aos dormitórios das garotas.
- É... estão muito calmos, não é? – disse, vindo ao encontro de Harry – Quase não deu para ouvi-los de lá de cima.
Harry apenas sorriu.
- É... é triste ter que admitir mais, a Hermione está certa. – disse
- Bem feito pra ele. – ralhou Gina – Espero que a Mione o castigue por umas duas semanas. Isso dará um jeito na arrogância do meu irmãozinho.
- Mione, eu... me entenda por favor... – começou Rony, mas Hermione o interrompeu.
- POR FAVOR? – Gritou ela, se dirigindo em direção ao retrato da Mulher Gorda. – VOCÊ NEM SEQUER PENSOU NO JEITO QUE VOCÊ FALOU COMIGO. NÃO VENHA ME PEDINDO POR FAVOR. TÔ CANSADA DO JEITO COMO VOCÊ FALA COMIGO. SEMPRE QUE VOCÊ BRIGA COM O HARRY OU COM QUALQUER PESSOA SOU EU QUE SAI NA PIOR. – virou-se para Rony e completou, com desdém - Aposto como vocês dois já estão numa boa.
- Mione...
- NÃO ME CHAME DE MIONE. – gritou ela, seus olhos cheios de lágrimas – Você não tem esse direito – Rony correu ao seu encontro, puxou-a pelo braço. Um erro na opinião de Harry.
- Se afaste de mim, – sentenciou ela, a varinha em punho – ou terei que te azarar.
- Faça isso, então! – Rony colocou-se à sua frente.
- Não me obrigue a fazer isso, Ronald. – Hermione estava agora diante da passagem, evidentemente nervosa, contudo a mão que erguia a varinha estava bem firme.
- Já falei. Só quero que você me escute...
- Você que escolheu. – Hermione largou-se de Rony e fez um floreio de varinha. – Estupefaça – um lampejo vermelho acertou Rony bem no rosto – Eu te avisei.
Virou-se como se nada tivesse acontecido e saiu pelo retrato. Deixando Rony desacordado no chão e Harry e Gina estáticos no pé das escadas.
- Nossa! – exclamou Gina, seu rosto indo de Rony desacordado para a passagem do retrato da Mulher Gorda, por onde Hermione acabara de sair. – Ela está mesmo com raiva do Rony, não é? Quero morrer sendo amiga dela.
- É, parece que está com raiva dele, sim.
Harry ficou observando o local por onde a juba de cabelos de Hermione acabara de sumir. Por quanto tempo a Hermione ficaria com raiva de Rony? O amigo não iria suportar ser desprezado por ela, não agora, depois de tudo o que passaram juntos. E ele, Harry, não iria suportar ter de ficar tentando reaproximar os dois como tentara durante todos esses anos.
Sentiu que alguém estava balançando-o.
- Harry,... Harry... está me ouvindo? –Gina estalava os dedos, encarando-o, espantada.
- Oi? – disse Harry, confuso – Ah, desculpa. O que você disse?
- Sabe, às vezes penso que você não gosta de minha companhia. – disse Gina, séria.
- O que te faz pensar isso? – perguntou Harry, surpreso com a declaração da garota.
- Às vezes, parece que você penetra em um mundo só seu. – Gina parecia estar cansada. Deu um suspiro e ficou brincando com uma mecha de seus cabelos.
- Ah! É muita coisa em minha cabeça – Harry não conseguiu deixar de aprecia-la por um momento. Sorriu pra ela.
- Eu entendo – disse, um sorriso se espalhando pelo seu rosto.
- Sabe... – falou Harry, admirando o sorriso no rosto dela – Às vezes fico me perguntando como fiquei tanto tempo sem te perceber?
- É que você sempre foi meio... lerdo.
Harry pegou-a pela cintura, girou-a no ar, fazendo com que ela desse um gritinho e deu-lhe um beijo, que foi prontamente retribuído.
Passados longos minutos, segundos para Harry, eles se afastaram.
- É melhor acordarmos o retardado aqui. – Gina indicou com a cabeça o local onde Rony estava caído no chão, ainda desacordado. Andou até o local onde Rony estava e curvou-se diante do irmão. – Ele tá com a maior cara de idiota.
Ele não pode deixar de rir do comentário que Gina fez. Sacou a varinha e ordenou: Enervate e Rony instantaneamente se recuperou.
- Nossa! Essa doeu – disse, massageando o cocuruto da cabeça, onde momentos antes durante da queda, batera em uma das poltronas.
- Você tá ferrado, maninho! – disse Gina, dando palmadinhas no ombro do irmão, gesto esse que causou muitas caretas no garoto – Pelo que vi você terá que implorar para que a lula-gigante saia contigo, por que com a Mione você não tem mais chance. – Informou Gina, sem conter o riso, largando-se em uma poltrona e apreciando pela janela os jardins da propriedade.
Neste instante o retrato gira e pela passagem entra Jorge, estava um pouco ofegante, sinal de que estivera correndo para chegar à torre da Grifinória.
- Bom, é melhor vocês descerem. – falou, indicando com o polegar o caminho por onde acabara de entrar – Mamãe está a ponto de soltar fogo pelas narinas. – virou-se para Rony. – O que houve com você? Tá todo acabado!
- É... que... a Hermione estuporou ele – Gina não se conteve e caiu na gargalhada outra vez.
- Sério? Aah! Tenho que encontrá-la. Preciso entregar pessoalmente um buquê de flores em agradecimento por ela ter conseguido o que há tanto tempo venho tentando fazer. – E, fazendo coro às gargalhadas de Gina, ele saiu apressado pelo buraco do retrato, a procura de Hermione, deduziu Harry.
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Oii Gente?
Desculpa a demora, é muito trabalho na Facul... =D
Capítulo postado ...
Farei o possivel para postar pelo menos 1 Cap. por Semana.
Beijinhoss a todos vc's =*
Quero meus comentários......
PS: Deixando mais uma vez um lembrete: Se quiserem podem me add no MSN: dih_potter@hotmail.com, ou no POTTERMORE: WolfFloo14770
* NOX!