Dormiu profundamente uma noite de sono sem sonhos, do jeitinho que gostava.
Acordou cedo, pelo menos uma hora antes de todo mundo, e como já era acostumado, foi tomar um banho gelado para acordar bem. Em seguida, se trocou e desceu para o salão principal para tomar café. Solicitou apenas café preto e comeu algumas frutas. Não conseguia acreditar na quantidade de comida que conseguiam ingerir numa única refeição. Principalmente o Rony.
Quase meia hora depois, quando já tinha praticamente acabado de tomar café, os outros colegas chegaram com cara de sono.
- Acordou cedo! – falou Rony bocejando. – Caiu da cama?
- Não. Eu sempre acordo cedo. Além disso, gosto de tomar um banho no início do dia. – respondeu Gabriel.
Aos poucos o salão principal começava a se encher de alunos, e muitas alunas passavam por onde ele estava apenas para olhar para ele. Aquilo aos poucos estava irritando-o. Mas, quando ia falar com Rony sobre algo, Hermione e Gina chegaram e se sentaram um pouco afastadas.
Pensando em ir até ela e descobrir o que estava de errado, Gabriel tentou se levantar, mas com um olhar que Gina lhe mandou, preferiu ficar onde estava. Não sabia o que estava errado, mas entendeu que Hermione preferia ficar só, no momento. Algo estava errado, mas Gabriel resolveu deixar passar quieto por enquanto.
Naquele momento chegava o correio, centenas de corujas trazendo cartas e jornais. Gabriel recebeu o seu e após olhar para a página principal, gelou.
Uma foto da cabine do trem, onde havia sido o combate, e outra foto sua prendendo com sua mão Belatriz na parede, aos seus pés os dois comensais mortos. Sua mão esmagando a dela. Chocante.Logo abaixo a manchete principal:
Jovem Rapaz impede massacre de Alunos em ação Audaz.
Seguido por um texto que contava tudo, desde a entrada dos comensais, as ameaças de Belatriz, a tentativa de negociação, a tortura de Hermione, a falsa entrega da varinha, o ataque brutal, e os ataques dos quatro amigos até derrubá-lo.
O que aconteceu antes da saída da cabine envolvendo Moddy, o oferecimento de advogados para Gabriel por Draco, a dor do jovem que matou para proteger seus amigos e sabia que teria que ir para Azkaban. A calma com que aceitava o fato. A tristeza dos amigos. As conversas, as lágrimas, o desespero dos amigos que lhe defenderam de todas as formas, perante Dumbledore e Rufus. Detalhes dos interrogatórios. Tudo, enfim.
Um Jovem nos Mostra o Caminho
Um editorial assinado pelo proprietário do jornal elevando o rapaz quase a status de semi-deus e perguntando por que os aurores não acabavam com aquela guerra absurda. O tom era francamente favorável a que Gabriel recebesse uma medalha do Ministério.
Sem Magia, Sem Varinha.
Era a segunda manchete que mostrava nos mínimos detalhes que ele tinha encarado três comensais desarmado e massacrado os três. Detalhes dos golpes que tinha usado. E onde tinha usado.
Chefe dos Aurores explica o Ataque.
Era a outra manchete ainda mais berrante, onde Rufus explicava os motivos do ataque. Nas mínimas palavras, tudo o que foi falado estava ali, a descrição dos objetivos, as armas que seriam usadas, enfim tudo o que acontecera no trem, exceto a parte que Gabriel tinha conversado com os aurores.
Gabriel levantou os olhos para a mesa da Sonserina e Draco falou sem som, mas movendo os lábios. Rita Skeeter. “Cada dia melhor que o outro!” – pensou Gabriel. Procurou a autora da reportagem e lá estava o nome dela.
Sentiu que estava sendo observado e levantou os olhos. Dumbledore lhe chamou com um sinal. Ao se aproximar da mesa dos professores, Dumbledore e Moddy o levaram para uma sala reservada.
- As coisas vão ficar mais difíceis. – falou Dumbledore sério.
- Caso o Senhor se sentir pressionado por minha presença aqui, posso me retirar imediatamente. – falou Gabriel de forma rápida. – Não quero que a escola tenha problemas por minha causa.
- Acho que não entendeu meu jovem. – falou Dumbledore rindo. – Os problemas vão piorar pra você. Não pra mim. Agora, você é decididamente um Alvo Principal para Voldemort.
- Tudo bem. Minha preocupação é outra no momento. – falou Gabriel espantando os dois professores. – Os pais dos alunos devem escrever reclamando de minha presença aqui. Se estiver sendo pressionado eu posso sair, imediatamente se for o caso. - repetiu sério.
- Meu caro. – falou Dumbledore e riu alto. – Tenho mais de 300 cartas na minha mesa elogiando sua atuação e me perguntando por que ainda não no nomeei você Monitor Chefe. A situação está como Rufus falou ontem à noite. O medo existe, mas situações como essa, provam que é possível resistir. Perigoso, sem dúvida, mas possível.
- E os pais ainda não receberam as cartas dos filhos contando seu discurso de ontem à noite. No momento que lerem sobre ele, é provável que lhe indiquem para uma medalha.
Gabriel moveu a cabeça discordando dos dois. Aquilo não estava certo. Mas não conseguia explicar o que sentia.
- Vá para sua aula, meu jovem. – disse Dumbledore. – Ainda não sei como Rita conseguiu descobrir o ocorrido, mas agora quem tem que se explicar é Rufus e o ministério, e não nós.
- Ela poderia ser uma Animaga ilegal? – questionou Gabriel como se pensasse nisso somente agora. – Se bem me lembro tinha um besouro na cabine onde lhe mostrei minha lembrança. Claro! Em cima da cortina. Eu achei estranho, mas não comentei nada na hora.
- Isto com certeza explicariam um bocado das coisas escritas neste jornal.. – falou Moddy. – Mas não creio que ela vá se revelar se perguntarmos.
- Vá para sua aula, meu jovem. – disse Dumbledore novamente, desta vez pensativo. – O problema agora é do ministério, não nosso.
- Sim senhor. – respondeu Gabriel e saiu da sala em direção a mesa da Sonserina, mas Draco já tinha saído. Precisava de um favor de Narcisa Malfoy.
- Gabriel? – chamou Rony.
- Sim. – respondeu ele.
- Temos que ir. Dois tempos de Herbologia. Vamos rápido ou vamos nos atrasar. Aqui, já peguei seu livro. – completou Harry.
- Valeu cara. – respondeu Gabriel agradecendo.
- Tudo bem com Dumbledore? – perguntou Hermione aproximando-se. Gabriel notou que havia algumas marcas de uma noite mal dormida.
- Sim.Tudo bem. – respondeu ele sorrindo.
- Era sobre o jornal? – perguntou Rony.
- Sim. Segundo Dumbledore, agora sou “Alvo Principal” para Voldemort. – falou Gabriel sorrindo debochado.
- Não está preocupado? – perguntou Rony espantado.
- Sinceramente, não. Tenho problemas maiores para resolver do que me preocupar com o que um idiota, velho, gagá e enrugado, que já devia ter se aposentado está fazendo. O que quer que ele faça, vou tentar estar pronto. – falou Gabriel calmo. – O que quer que venha, resolvo quando vier. Antes disso, vou aproveitar a vida.
- Cara, você é bem estranho. – riu Rony.
- Eu sou louco. O que mais posso dizer? E depois tenho amigos. O que mais eu preciso? – falou Gabriel rindo enquanto olhava para Harry.
Entraram na Estufa e tentou se aproximar de Hermione, mas ela foi se sentar com suas amigas do outro lado da Estufa.
A aula em si era muito monótona, mas bem prática. Neville, outro colega de Gabriel no dormitório, dominou amplamente a aula, respondendo a tudo e se esforçando o tempo todo para cumprir com todos os objetivos da matéria.
Ao final da aula, foram para a aula de adivinhação, enquanto Hermione ia para Aritmancia. Ao entrar na sala, Gabriel não gostou do abafamento e do cheiro de incenso. Além disso, o calor ali dentro era insuportável. Foi quando Sibila chegou com seus óculos de fundo de garrafa.
- Bem vindos meus queridos. Hoje começaremos a estudar a astrologia e seus efeitos no dia a dia. Analisaremos os efeitos dos planetas sobre as vidas das pessoas comuns, no dia a dia. Peguem o livro e abram na página 7.
E continuou a explicar algumas coisas que Gabriel não entendia nada. Achava aquilo a maior perda de tempo. Depois de duas horas extremamente maçantes, veio o pior. Lição de casa.
- Tragam para a próxima aula um horóscopo que trate dos efeitos dos astros na vida das pessoas comuns. Quero uma relação separada por signos.
Resmungos gerais. Aquilo iria tomar várias noites. Todos os alunos ficaram muito irritados, menos Gabriel que sabia como resolver aquilo. Aproveitando o intervalo, redigiu uma mensagem em código e mandou para Snit, utilizando Apollo.
“Favor comprar jornais trouxas que contenha horóscopo, recorte a página do horóscopo e me envie, com urgência. Enviar, também, relação das possibilidades de investimento. Gabriel”.
Em seguida, foi almoçar. Novamente algumas meninas ficavam rondando sua mesa, rindo baixinho em grupo e contando piadinhas. Aquilo já estava deixando Gabriel incomodado, mas achou melhor ficar quieto. Acabando rapidamente a refeição, foi em direção a mesa da Sonserina e sentou-se perto de Draco.
- Assim que terminar precisamos conversar um pouco. Preciso de um favor. – falou Gabriel baixinho. – Estarei no Jardim.
Draco concordou com um movimento de cabeça e Gabriel saiu um tanto quanto apressado. Foi quando uma mocinha entrou em sua frente e sem a perceber, chocaram-se e caíram no chão.
Gabriel ficou envergonhado, afinal não estava olhando por onde andava, e levantou-se rapidamente. Estendeu a mão para a moça que agradecendo, levantou-se sorrindo.
- Peço humildes desculpas por minha distração. Espero não a ter machucado. – falou Gabriel sorrindo.
- Não se preocupe, estou bem. Meu nome é Melissa Mogan. Sou da Cornival, 6° ano. – falou ela sorrindo, enquanto o avaliava discretamente.
- Gabriel. – respondeu ele. E ficou impressionado pela beleza da moça. Era morena, quase de sua altura, com um corpo invejável e um decote que prometia mais do que mostrava. Usava uma saia que acabava bem acima do joelho, e tinha olhos verdes. – Novamente peço-lhe desculpas. Com sua licença, preciso me retirar. – falou Gabriel beijando-lhe a mão de forma educada e tentando se retirar do salão Principal, mas ela não permitiu.
- Na verdade acho que não me sinto bem. – falou ela simulando um desmaio e Gabriel a pegou antes que atingisse o chão.
Colocando-a gentilmente no chão, checou seus sinais vitais e com a varinha conjurou uma maca onde a colocou. Usando um feitiço de levitação, e tendo um aluno da Sonserina do 4° ano como guia, levou-a até a enfermaria, sob os olhares de todos do salão.
Rapidamente alcançaram a enfermaria, e, seguindo orientação de Madame Pomfrey, colocou-a numa cama, ao lado da qual ficou, explicando o ocorrido. Após alguns exames rápidos, Madame Pomfrey deu a ela uma poção de cor azul, que imediatamente a fez acordar.
- Que gosto horrível. – falou ela fazendo caretas.
- Sinto muito. A poção Despertar infelizmente tem este gosto. – falou a enfermeira. – Quanto a você meu rapaz, pode ir. Daqui a pouco ela será liberada, também.
Desculpando-se novamente com a moça pelo ocorrido, e agradecendo a ajuda da enfermeira, Draco desceu para o jardim, evitando o salão principal.
Infelizmente não pode deixar de ouvir a enfermeira falar para a moça que havia “desmaiado”.
- Muito bem, Melissa. Levante-se e volte para sua sala, você não tem nada. E foi muito errado deixar o jovem preocupado a toa.
- Valeu a pena, só para ser segura por aqueles braços. Mérlin! Aquele ali não me escapa. – falou a moça.
- Tome cuidado, mocinha. Há outras no páreo. – falou a enfermeira compreensiva.
- Sempre haverá outras, Madame Pomfrey. Preciso ir. Obrigada por não me denunciar. – falou Melissa saindo rindo.
“Então é assim que funcionam as coisas por aqui! Melhor tomar cuidado!”. – pensou Gabriel ignorando as risadinhas de seu Monstro Interior.
Caminhando um pouco, encontrou Draco sentado embaixo de uma árvore, conversando com Narcisa Malfoy. Assim que o viram, sorriram para ele e o convidaram a se aproximar. “Cada vez melhor!” – pensou Gabriel, poderia aproveitar o fato de Narcisa estar ali para pedir o favor que precisava.
- Madame, - cumprimentou Gabriel educadamente enquanto beijava sua mão.
- Olá, Gabriel. Bonito nome. Finalmente creio que o conheço da forma adequada. – falou Narcisa elegante como sempre.
- Tínhamos um ditado em nosso povo que dizia que apesar do quanto tempo se namorasse uma pessoa, somente a conheceríamos no dia seguinte a lua-de-mel. – falou Gabriel rindo, e fazendo com que os dois rissem também.
- Realmente. Certas coisas somente podem ser conhecidas através da “Experiência Pessoal” , não é mesmo? – perguntou Narcisa cheia de malícia e charme.
- Concordo. Certos... aspectos de uma pessoa precisam ser... constatados através de muitos...contatos. – falou Gabriel escolhendo as palavras com cuidado.
- Oh! Mas que grosseria a minha. – responde ela sorrindo. Tinha entendido cada nuance da voz dele e percebeu imediatamente o que ele queria dizer. “Fase dois, então! Mas pelas minhas regras!” - pensou ela. – Nem o convidamos a se sentar. Por favor, sente-se aqui. – indicando-lhe o banco a seu lado, mas Gabriel resolveu ficar um pouco afastado dela no momento. Seu Monstro Interior estava quase pulando fora de seu peito, e era melhor manter o nível das provocações em ponto morto, naquele dia.
- Ficou surpresa que apareci aqui, hoje? – pergunta Narcisa avaliando-o.
- De forma alguma. – responde Gabriel. – O ocorrido no trem ontem deve ter deixado muitas famílias assustadas, na verdade, creio ter visto alguns pais no salão principal também.
- Realmente, mas eu precisava vir por dois motivos. Primeiro ver se Draco realmente estava bem. E segundo para lhe agradecer, pessoalmente. Sei que sabe que Belatriz é minha irmã, mas sinceramente ela sempre foi louca. Agradeço por não a ter matado, mas se tivesse feito, não ache que eu ficaria de todo triste. – responde Narcisa de forma séria.
- Creio que minha luta final com ela foi somente adiada. – falou Gabriel com a voz triste. – Infelizmente sei que ela virá atrás de mim, novamente.
- Faça o que achar que deve ser feito. Caso eu a encontre pessoalmente, tentarei dar o troco pelo que ela tentou fazer com Draco. – falou ela de forma dura.
- Creio que cada um sabe o que realmente quer fazer, mas, para certos trabalhos, devem-se escolher trabalhadores que sejam adequados especificamente para a tarefa. – falou Gabriel de forma suave, dando a entender que era melhor deixar aquilo com ele.
- Não pense que não tenho qualificações suficientes para esta tarefa. – falou Narcisa com a voz dura e o orgulho ferido.
- Não tive a intenção de magoá-la ou de dizer de qualquer forma que não a acho qualificada para tal coisa. No entanto, sei o que vem com o “depois” do trabalho feito, e gostaria que não passasse por isso. Se a ofendi, de alguma forma com minha preocupação, por favor, perdoe-me, pois não foi minha intenção. – disse com voz ainda mais suave e jogando todo o seu charme.
- Não há o que se desculpar. Eu perdi por um momento a cabeça. – falou Narcisa com a voz melodiosa de sempre, feliz por ver que ele tentava impedi-la de se arrepender depois. – Na verdade devo-lhe mais um agradecimento.
- Mesmo? – perguntou curioso.
- Draco contou-me sobre seu discurso ontem a noite, e tenha certeza de que muitos ex-alunos da escola, de todas as casas, mas principalmente da Sonserina, ficaram agradecidos por suas palavras ontem. – falou ela jogando charme.
Draco simplesmente acompanhava a conversa. Ficava cada vez mais envolvido no que já acreditava ser uma luta entre dois grandes guerreiros. Sua mãe tentando com força e Gabriel com maestria recusando, mas sem nunca fechar completamente as portas, deixando a ela, sempre um novo caminho. Era muito mais complicado que um jogo de xadrez.
- Na verdade, - falou Gabriel com um sorriso – não planejei o discurso, só tentei evitar que começasse um combate no salão principal por causa de um idiota que não consegue enxergar sua própria burrice. E depois, falei aquilo que acreditava. Confesso que esperava ser enviado para a Sonserina, mas minha opinião não foi, parece, levada em conta pelo Chapéu Seletor.
- De qualquer forma, creio que mudou muito as coisas por aqui. – falou ela de forma charmosa. – Fiquei sabendo até que Snape riu.
- Sério? – perguntou Gabriel. – Fiquei sabendo que ele jamais sorriu na vida.
- Verdade. – comentou Draco feliz. – Eu mesmo o vi rindo ontem depois do discurso. Mas foi muito rápido.
- Acho – disse Gabriel de forma pensativa – que ele precisa sair mais.
- Venho dizendo isso a ele desde que estudávamos juntos. Nunca me ouviu. – falou Narcisa sorrindo.
- Terei aula com ele daqui a pouco. Quem sabe não comecemos uma amizade? – falou Gabriel sonhadoramente.
- Sem dúvida, seria memorável. – falou Draco.
- Agora, se me permite, cara Narcisa, preciso lhe pedir um favor, de caráter pessoal e particular. – falou Gabriel olhando para Draco.
- Espero você na sala de Poções, Gabriel. Até breve minha mãe. – disse Draco saindo e dando um abraço em Narcisa, devolveu o olhar que Gabriel tinha lhe enviado no trem, antes de sair com Hermione e deixa-lo sozinho com Gina.
Após a saída de Draco, Gabriel e Narcisa começaram a caminhar pelos jardins do castelo, em direção a saída. Muitos alunos os viram caminhar juntos, mas não se aproximaram, embora a “central de boatos” já estivesse a todo vapor.
- O que posso fazer por você? – perguntou Narcisa a Gabriel.
“Muita coisa. Comece tirando a roupa que o resto eu me viro!” – urrava o Monstro Interior de Gabriel.
“Ficou louco? Zeus com certeza me mataria!” – responde Gabriel sorrindo para o Monstro Interior.
- Creio que conhece o proprietário do Profeta Diário? – perguntou Gabriel sério.
- Naturalmente. – falou Narcisa pensando o que ele queria fazer.
- Certos assuntos...que me envolvem...não deveriam ser... relatados. – falou Gabriel escolhendo bem as palavras. – Eu realmente não gostaria que minha história de antes da escola fossem...exibidos perante toda comunidade Bruxa. Creio que me entende, não?
- Sim. Falarei com ele e tentarei conter um pouco esta linha de atuação, digamos assim. No entanto, creio que deva saber que o filho do proprietário estava no trem ontem, e ele é da Sonserina. Portanto nada mais natural que ele queira, digamos assim, lhe agradecer pelo seu trabalho. – comentou ela.
- Se ele seguir esta linha de atuação, ficarei extremamente prejudicado. E não poderei fazer o que preciso. Eu realmente gostaria que isso parasse, ao menos por algum tempo. – falou Gabriel de forma incisiva.
- Vou falar com ele hoje a noite, num jantar que ele está promovendo, e passarei a ele suas preocupações. Mas não será fácil. – disse ela. – E certamente sabe que um pedido de favor, geralmente acarreta um custo, alguns de ordem pessoal. – falou com voz sensual.
- Estou ciente disso. – respondeu Gabriel sério. – Para cumprir minha missão eu já sacrifiquei demais. Não posso ser impedido. Há muito em jogo.
- Saberei um dia o que é sua missão? – perguntou ela divertida.
- Espero que não. Mas saiba que farei o impossível para proteger Draco, e naturalmente você, Narcisa. – falou Gabriel com todo o charme que tinha, pegando na mão dela e delicadamente beijando seus dedos. – Espero que me perdoe, mas realmente tenho que ir, caso contrário o Prof. Snape me repreenderá logo no primeiro dia de aula.
- Ficarei encantada em revê-lo, tão logo for possível. – falou ela rindo.
Em seguida virou-se e caminhou elegantemente até os portões externos do castelo, enquanto ele corria desesperado até a Masmorra do Castelo para a sala de Poções.
Estava atrasado. Estava morto. Sabia, por experiência própria que Snape não tolerava atrasos.
Correndo como o vento, foi direto para as Masmorras. No momento em que encontrou a sala certa, soube que estava com problemas.
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Próximo Capítulo somente com Comentários. Caso tenham gostado fda Fic, avisem seus amigos e colegas. E, no próximo Capítulo.... Adivinha quem vai bater de frente com Severus Snape? Um pedaço de bolo de caldeirão para quem adivinhar. hehehehehehe
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