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8. Capítulo 7


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Uma tensão espessa e quente pendia como um fio fino sobre a cavalariça quando Harry passou junto aos pressentes e se encaminhou para o set em penumbras. Lucius Malfoy já se encontrava junto à câmara localizada no piso, e Harry se deteve frente ao par de monitores conectados às lentes de ambas as câmaras, que o permitiam ver exatamente o que enfocavam. Fez um gesto com a cabeça para Pedro e as coisas começaram a mover-se na sequência prevista.


— Luzes! — Ordenou ao assistente de direção.


Ouviu-se o som metálico dos interruptores e os gigantescos refletores cobraram vida, alagando o set com uma luz calorosa e branca. Harry meteu as mãos nos bolsos e estudou as imagens de ambos os monitores. Ninguém falava, ninguém tossia, ninguém se movia, mas ele quase não tinha consciência do silêncio pouco habitual. Durante anos tinha compensado o que faltava na vida mergulhando por completo em seu trabalho e bloqueando todo o resto; nesse instante voltou a fazê-lo sem necessidade de realizar um esforço consciente. No momento, a cena que estavam por filmar era o único que importava; essa cena era sua filha, sua amante, seu futuro, e esquadrinhou cada detalhe do que se via em ambos os monitores.


Acima, nos andaimes, um assistente e um eletricista esperavam instruções para mover uma luz ou mudar o ângulo de um refletor se necessário. O chefe de sons estava localizado detrás da câmara do piso, esperando indicações, e havia outros dois eletricistas junto a uma grua, que olhavam o segundo camarógrafo que se encontrava sentado a seis metros de altura para poder tomar a cena desde esse ângulo. Havia uma série de contra-regras preparados para mover qualquer detalhe da cena que Harry quisesse que se mudasse de posição; o chefe de som tinha os auriculares pendurandos no pescoço, pronto para colocá-los os e a "script" sustentava o guia em uma mão e um cronômetro na outra.


A seu lado, uma assistente de produção escrevia na prancheta o número que marcaria a tomada quando Harry desse ordem de iniciar a rodagem. Cedrico e Cho esperavam a um lado.


Satisfeito, Harry assentiu e olhou para Lucius.


— O que te parece?


O diretor de fotografia apoiou um olho no visor da câmara para dar um último olhar.


— Essa mesa me incomoda um pouco, Harry — disse, sem separar o olho da câmara. — Eu a aproximaria mais aos montes de pasto.


Ao ouvi-lo, dois contra-regras se adiantaram, pegaram a mesa e a moveram um centímetro por vez, observando Lucius quem, sem separar o olho da câmara, dirigia-os com uma mão levantada.


— Ali está bem. Exatamente ali. Ansioso por começar a filmar, Harry olhou ao camarógrafo localizado sobre a grua.


— Eles? Como veem daí?


— Vejo-o bem, Harry.


Depois de olhar por última vez a seu redor, Harry fez um gesto a Pedro para que fizesse a rotineira advertência de silêncio e atenção, embora no set reinasse o silêncio de uma tumba.


— Silêncio, por favor! Todos a seu lugar. Este não é um ensaio. Faremos diretamente uma tomada.


Cedrico e Cho se localizaram em seus respectivos lugares marcados no piso, e enquanto um maquiador passava um pouco de pó sobre a frente suada de Cedrico e uma vestidora alisava a blusa do vestido de Cho, Harry começou a fazer sua habitual recapitulação da cena que estavam por filmar.


— Bom — disse com tom cortante e decidido —, já conhecem a história e seu fim. Talvez possamos obter na primeira tentativa. Se não for assim, utilizaremos esta tomada como um ensaio. — Olhou para Cho, mas se dirigiu a ela com o nome da personagem, como o fazia sempre. — Johanna, você entra na cavalariça sabendo que ali, em alguma parte, Rick está a espera. Sabe o que ele quer de você. Tem medo, e ele teme você. Quando começa a tratar de te seduzir, sua decisão se debilita, mas só alguns instantes... E devem ser instantes muito quentes — terminou dizendo Harry, decidindo que não era necessário especificar o tipo de paixão que esperava ver entre ela e seu amante na vida real. — Compreendido? – Perguntou. — Muito quentes!


— Compreendido — respondeu ela, e só uma piscada de seus olhos puxados traiu certa inquietação ante o que estava por fazer frente a uma quantidade de gente.


Harry se virou para Cedrico, que já estava em seu lugar.


— Faz mais de uma hora que espera aqui por Johanna — recordou em tom cortante. — Teme que não venha e se odeia por desejá-la. Está obcecado com ela, e pensa na possibilidade de ir na casa e dizer à filha, à governanta, a qualquer um que queira escutar, que se deitou com ela. Sente-se humilhado porque o esteve evitando e porque tem que se encontrar com ela na cavalariça, enquanto o marido dorme em sua cama. Quando chega e passa a seu lado sem te ver, toda a fúria e a angústia que durante meses estiveram crescendo em seu interior, explodem. A odeia, mas assim que a toca volta a desejá-la e está decidido a obter que ela também o deseje. Obriga-a a te beijar e percebe sua resposta inicial. Mas quando Johanna muda de atitude e começa a lutar, já se deixou levar tanto pela paixão que não pode acreditar que queira que se detenha. E não acredita até que ela pega a arma e aponta para você. Então se enfurece. Perde o controle. Agarra a arma e quando dispara está muito enfurecido para compreender que foi acidental. Toda a paixão e obsessão que ela inspira se converte em ira enquanto luta por tirar a arma dela. A pistola dispara pela segunda vez, Cho se desaba no piso e então você deixa cair a arma... Está doente de remorsos e de medo porque se dá conta de que está ferida gravemente. Ouve Emily... Vacila e logo foge. — Incapaz de ocultar por completo o ódio que sentia, Harry adicionou com tom ácido: — É capaz de fazer isso?


— Sim — respondeu Diggory com sarcasmo. — Acredito que sou capaz.


— Então faça e terminemos de uma vez com esta charada nauseabunda — retrucou Harry, sem poder conter-se. Voltou-se para Cho e adicionou:


— Você não pensava usar a arma contra ele, e quando dispara quero que demonstre que está horrorizada... Tão horrorizada que não reage com suficiente rapidez quando aponta para você.


Sem esperar resposta, Harry se voltou para Emily e falou com voz mais suave.


— Emily, você ouve os disparos e entra a cavalo. Sua mãe está ferida, mas consciente, e compreende que não é uma ferida mortal. Está aterrorizada. O amante de sua mãe foge para o caminhão, e você pega o telefone e chama uma ambulância. Depois chama a seu pai. De acordo?


— E o que acontesse com o Cedrico... Quero dizer, Rick? Eu não deveria dar uns passos como se pensasse persegui-lo, ou tomar a arma como se pensasse ir atrás dele?


Normalmente tudo isso teria sido coberto em um ensaio e Harry compreendeu que tinha sido um tolo em acreditar que podiam fazer a tomada direta, sem ensaiá-la, sobretudo porque desde o dia anterior pensava na possibilidade de que não fosse Cho quem disparasse o primeiro tiro, embora isso fosse o que marcava o guia. Depois de uma breve vacilação, balançou a cabeça ante a pergunta de Emily.


— A primeira vez o faremos tal como está escrito. Depois, se for necessário, improvisaremos.


— Olhou o elenco e a equipe técnica. — Alguma pergunta? — Perguntou em tom cortante.


Esperou alguns instantes e ao ver que ninguém falava, fez um gesto a Pedro.


— Adiante — disse.


— Desliguem o ar condicionado — ordenou Pedro. O chefe de som colocou os auriculares, ambos os camarógrafos se inclinaram para frente e Harry se colocou entre a câmara e os monitores para poder ver ao mesmo tempo os monitores e aos atores.


— Luz vermelha, por favor — pediu, para que as luzes vermelhas se acendessem fora da cavalariça indicando que estavam filmando. — Câmara. — Esperou a confirmação de que as câmaras e o som estivessem rodando à velocidade indicada.


— Rodando! — Exclamou o camarógrafo da grua.


— Rodando! — Exclamou Lucius Malfoy.


— Som! — Disse o chefe de som.


— Marquem! — Ordenou Harry e a assistente de produção se adiantou com rapidez para colocar frente à câmara de Lucius a prancheta que marcava o número de tomada e de sequência.


— Cena 126, tomada 1 — anunciou, repetindo o que estava escrito. Bateu ambas as partes da prancheta para que os editores do filme pudessem sincronizar o som com a ação e saiu para o outro lado com rapidez.


— Ação! — Ordenou Harry.


Cho entrou na cavalariça, movendo-se nervosamente. Olhou de um lado a outro, com o rosto convertido em uma máscara de terror, apreensão e excitação.


— Rick? — Perguntou com voz tremida, e quando o amante oculto estendeu uma mão para ela, seu grito afogado foi perfeito.


Parado junto à câmera, com os braços cruzados sobre o peito, Harry observava tudo com olhos entreabertos e olhar impessoal, mas quando Diggory começou a beijar Cho e a arrastou para os pastos, tudo começou a andar mau. Diggory estava incômodo e sua atuação era pouco natural.


— Cortem! — Gritou Harry, furioso ao compreender que a esse passo possivelmente se veria obrigado a observar Diggory manuseando e beijando repetidas vezes a sua mulher. Adiantou-se à luz e dirigiu ao ator um glacial olhar de desprezo. — Em meu quarto de hotel não a estava beijando como uma criançinha inexperiente, Diggory. Por que não repete essa cena em lugar desta atuação de aficionado que nos está oferecendo?


Diggory ficou avermelhado como um tomate.


— Deus, Harry! Por que não age como um adulto neste assunto...?


Ignorando-o, Harry se virou para Cho, que o olhava soltando faíscas pelos olhos, e falou com uma crueldade pouco comum.


— E quanto a você, supõe-se que também está quente, e não arrumando as unhas enquanto ele a manuseia.


As duas tomadas seguintes foram boas, e toda a equipe soube, mas em ambas as oportunidades Harry as deteve antes de que Cho pudesse pegar a arma, e os obrigou a repeti-la. Em parte o fez porque de repente lhe produzia uma perversa satisfação obrigá-los a repetir em público os atos adúlteros que o tinham feito ficar como um imbecil, mas sobretudo porque sentia que a cena ainda não era perfeita.


— Cortem! — Gritou, interrompendo a quarta tomada e adiantando-se.


Diggory se levantou do pasto, furioso e disposto a brigar, abraçando Cho, em quem por fim tinha surgido sensibilidade suficiente como para que também ela se sentisse envergonhada e furiosa.


— Olhe, sádico filho da puta, nessas últimas duas tomadas não houve nada de mau! Foram perfeitas — gritou Diggory, mas Harry o ignorou e decidiu provar a cena com as mudanças que tinha considerado no dia anterior.


— Calem a boca e escutem! — Ordenou de mau humor. — Vamos fazer isto de outra maneira. Apesar do que pensou o autor ao escrever esta cena, a realidade é que quando Johanna dispara contra seu amante, embora seja acidental, perde toda nossa simpatia. O homem esteve sexual e emocionalmente obcecado por ela, e ela o usou para encher suas próprias necessidades, mas nunca teve a menor intenção de abandonar a seu marido por ele. Assim Johanna tem que ser ferida antes que ele, porque se não Rick se converte na única vítima neste filme, e no fundo o que nos está dizendo o resumo é que todos somos vítimas.


Harry ouviu o murmúrio de surpresa e aprovação que surgia de todos os presentes, mas não necessitava disso para reforçar sua decisão. Agora sabia que tinha razão. Sabia com o mesmo instinto visceral que lhe tinha permitido ganhar a Nominação da Academia por um filme que parecia de segunda classe até que ele se encarregou de dirigi-la. Voltou-se para Cho e Cedrico, que, apesar de si mesmos, pareciam impressionados pela mudança, e falou com tom cortante.


— Uma vez mais e acredito que o teremos.O único que têm que fazer é investir no final da luta pela arma, para que a primeira ferida seja Johanna.


— E depois o quê? — Perguntou Cedrico. — O que faço ao me dar conta de que a feri?


Harry se deteve um instante para pensar e em seguida respondeu com decisão:


— Então deixa que ela se apodere da arma. Não foi sua intenção feri-la, mas ela não sabe. Retrocede, mas ela tem a arma e aponta para você, chorando... Por si mesma e por você. Segue retrocedendo. Cho — disse, voltando-se para ela, enfrascado em seus pensamentos —, quero te ver soluçar, depois fecha os olhos e aperta o gatilho. — Em seguida Harry voltou para sua posição inicial.


— Marquem-na...


A assistente se colocou frente à câmara com a prancheta.


— Cena 126, tomada 5!


— Ação!


Essa seria a última tomada, uma tomada perfeita... Harry soube ao ver Diggory agarrando Cho e obrigando-a a recostar-se contra os montes de pasto, devorando-a com as mãos e os lábios. Nesse momento não havia diálogo, mas depois se gravaria o som, de modo que quando Cho tomou a arma e a colocou entre ambos, Harry a incentivou a lutar com mais força.


— Luta! — Ladrou. E em um arranque de ironia adicionou: — Imagina que sou eu!


A frase funcionou, porque Cho se retorceu e atingiu com fúria os ombros de Cedrico, até se apoderar da arma.


Mais tarde se incluiria um verdadeiro disparo na banda de som, em lugar do suave pop da bala de aguerro que havia na arma, e Harry observou Cedrico que a tirava das mãos e esperou o momento ideal da luta para ordenar o disparo. Nesse instante Cedrico apertaria o gatilho, e Cho cairia para trás e apertaria o pacote de sangue falso que levava oculto no ombro. Esse era o momento!


— Disparo! — Gritou Harry e o corpo de Cho se estremeceu com violência quando o tiro explodiu com força na cavalariça, ressonando contra o teto de chapas metálicas.


Todo mundo ficou petrificado, momentaneamente imobilizados pelo som inesperado do tiro quando só divia haver ouvido o pop do disparo de aguerro. Cho se deslizou lentamente dos braços de Cedrico e se desabou no piso, mas a falsa mancha de sangue não se estendeu por seu ombro.


— Que merda...? — Começou a dizer Harry, adiantando-se velozmente. Cedrico já se inclinava sobre ela, mas Harry o afastou de um empurrão. — Cho? — Disse, voltando-a. Tinha um pequeno orifício no peito, do qual começava a emanar um fio de sangue. O primeiro pensamento coerente de Harry, enquanto pedia a gritos que alguém fora em busca da ambulância e dos médicos, enquanto buscava o pulso inexistente, foi que essa ferida não podia ser fatal.


Cho quase não sangrava, a ferida estava mais perto da clavícula que do coração, e além disso havia médicos a poucos passos de distância, como o requeria a lei. Formou-se um pandemônio; ouviam-se uivos de mulheres, gritos de homens, e a equipe se aproximava formando uma sufocante multidão.


— Atrás! — Gritou Harry, e como não podia encontrar o pulso de Cho, começou a fazer respiração boca a boca.


Transcorreu uma hora enquanto Harry permanecia junto às portas da cavalariça, algo afastado dos outros, esperando notícias dos médicos e da polícia que rodeavam Cho. Havia autos patrulheiros e ambulâncias estacionados por todo o parque, e suas atemorizantes luzes vermelhas e azuis giravam na noite silenciosa e úmida.


Cho estava morta. Pressentia, sabia. Já se tinha enfrentado uma vez com a morte, conhecia seu rosto. Mas apesar de tudo, não podia acreditar. A polícia já tinha interrogado Cedrico e aos camarógrafos. Agora começavam a interrogar a todos os que se encontravam presentes quando aconteceu. Mas não perguntavam a Harry o que ele tinha visto. E, com a escassa capacidade que ficava para pensar, Harry achou muito estranho que não quisessem falar com ele.


Então viu algo que lhe gelou o sangue. Os policiais que tinham passado os laços por toda a zona, abriam-se para dar passo a um automóvel escuro. Harry conseguiu ler o emblema que tinha inscrito na porta: "Investigador do Condado". Todos os outros também o viram. Emily começou a soluçar nos braços de seu pai e Harry ouviu a selvagem maldição que lançou Diggory, seguida por um reconfortante murmúrio de palavras pronunciadas por Pedro. Bellatrix olhava fixo o automóvel do investigador, com o rosto pálido e tenso, e todos os outros simplesmente... Olhavam-se uns aos outros.


Mas ninguém o olhava, nem tratava de aproximar-se e, apesar de que preferia isso, e que apesar se seu estado de confusão total, isso pareceu um pouco estranho para Harry.

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