Munique- Alemanha
5 de Setembro de 1940.
POV – James Potter
Suspirei ultimamente isso tem sido difícil por causa do cheiro dos mortos pela estrada, deveria se sentir honrado eu sabia disso estava na 1ª Divisão SS Leibstandarte SS Adolf Hitler aos 16 anos, a guarda de Hitler o grande Füher, aquilo me queria fazer rir porque daria tudo para estar no campo oposto de batalha, Sirius e Remos estavam fazendo uma visita ao campo de Auschwitz da Polônia , tinha que me preparar para recebê-los pois voltariam arrasados e precisariam de apoio emocional.
Ainda me lembro da minha primeira visita fiquei sem falar durante uma semana de tão chocado, ainda tenho pesadelos, corpos jogados em todos os lugares, crianças e mulheres sendo violentadas, e o pior era o cheiro de morte, de podridão.
-Capitão Potter, estamos quase chegando, se prepare, pois o Gruppenführer (Tenente-General) quer vê-lo.
-Certo Pettigrew.
Eu era um Hauptsturmführer que quer dizer capitão, eu sei mais uma vez muita honra, mas eu era um Potter e o Füher é amigo do meu pai, então me colocaram como Oberscharführer (primeiro-sargento), e desde então como meu regimento está indo muito bem, eu só venho ganhando patentes.
-Pettigrew poderia saber por que estamos deixando Munique?
-O Tenente-General precisa de sua ajuda no interrogatório de um judeu sobre o paradeiro de um dos maiores abrigos da Alemanha.
-E porque ele não o faz?
-Porque querem aplicar o Rato, e o grande Füher vai presenciar.
-Em outras palavras eles querem me testar.
-Correto capitão.
Fiquei em silêncio, pois o Rato era muito cruel, como capitão deveria dar a ordem, pois meus homens estão fazendo regência no campo, além disso, eu sou ótimo em persuasão e befles o que me fazia um dos melhores interrogadores do país.
-Chegamos capitão.
-Obrigado Pettigrew.
Desci do carro e entrei no famoso Campo de Dachau, o cheiro era o mesmo de sempre o de morte, ouvi gritos, choro, a mesma coisa, mas não conseguia me acostumar a isso.Fui entrando no prédio principal e quando eu cheguei ao centro de interrogatório (leia-se: Torturas) bradei o meu mais forte Heil Hitler, afinal eu estava diante dele.
-HEIL HITLER.
-HEIL HITLER - bradou o restante da sala.
-Bem vindo Potter
.-Obrigado meu Füher.
-Vamos começar?-perguntou Josef "Sepp" Dietrich o Tenente-general.
-Vamos- suspirei cansado, quanto mais rápido aquilo terminasse poderia tentar conversar com alguém. - Qual o nome dele?
-David Abel Evans. - rosnou Patrick o soldado que estava no recinto.
-Pois bem senhores eu gostaria de privacidade com o Sr.Evans, pois isso passa falsa segurança -respondi tentando manter a pose de nazista.
-Como bem queira - respondeu Hitler.
Trouxeram o tal do Evans para dentro da sala, vi de relance o tubo e rato cobertos que seriam usados caso não cooperasse; no momento que ele chegou todos saíram nos deixando a sós, ele era um homem na faixa de uns 50 anos, magríssimo, grisalho, bastante cansado e mais velho do que pareceria.
-Olá Sr.Evans, sou o Capitão Potter e estou aqui para lhe interrogar sobre um dos guetos da Alemanha...
-Não vou falar nada seu alemãozinho imundo!Não sabia que botavam pirralhos como você no comando. -me interrompeu.
-Pois saiba que o pirralho aqui pode te matar só com um gesto. Onde estávamos... Assim! Você iria contar sobre o abrigo em Berlim! Mas antes me conte um pouco sua história de vida?
Eu sabia que ele não iria contar sobre o abrigo, eu não queria torturá-lo, queria ajudá-lo na verdade, mas se ele contasse sobre sua vida poderia deixar sair uma gafe sobre um querido parente que conseguiu fugir e depois era só usar isso contra ele e pronto contam para você.
-Por que estaria interessado nela seu Bengel (pirralho).
-Porque eu não quero torturar o senhor, quero ajudá-lo.
-E por que estaria interessado em me ajudar?
-Porque sou contra o nazismo senhor, entrei nessa guerra forçadamente, por isso eu pedi para que todos se retirassem!- disse sinceramente, não sei por que, mas aquele homem me parecia tão familiar e passava segurança.
-LÜGNER!(Mentiroso).
-Você acha que eu estaria contando isso ao senhor podendo ter um risco de alguém escutar lá fora da porta se não fosse verdade?-finalmente ele começou a pensar sobre o assunto e disse:
-Eu era comerciante, o comércio era ótimo, mas depois com as Leis de Numereg, tive que fechar a loja, logo meu irmão veio morar conosco, com sua filha e sua mulher. Minha filha ficou tão feliz em reencontrar a prima, elas têm provavelmente a sua idade hoje Bengel.
Ri com o Bengel acho que virou um apelido carinhoso.
-Você já passou fome rapaz?
-Nunca senhor.
-Eu e minha mulher deixávamos de comer para nossa filha não ter que passar fome, sendo que ela sempre acabava dividindo a comida conosco, ela se parecia tanto com a mãe puxou os olhos verdes dela, que olhos! Pareciam esmeraldas e os cabelos ruivos e sedosos – percebi que os olhos dele começaram a lacrimejar - Minha esposa foi morta e estrupada na “Noite dos Cristais”.
-Sinto muito senhor.
-Você é só um bom rapaz do lado errado.-
Tive que rir daquilo, pois era a pura verdade.
-Mas e a sua filha e sobrinha?
-Meu irmão morreu ano passado de tufo, sua mulher também foi violentada e morta naquela noite, as meninas fugiram estão vivas no abrigo.
-Fico feliz por elas senhor, têm algo que eu possa fazer para ajudá-las?
Não sei por que, mas me simpatizei com aquele homem, não queria mais a localização do abrigo, queria apenas ajudar aquelas pobres meninas, afinal não sou desumano, finjo ser mas não sou.
-Não, pois teria que dar a localização á você Bengel.
-Entendo.
-Terminou?
-Olhe senhor, eles vão tortura-lo com o rato, me contando ou não, e não vou poder fazer nada a respeito - o que era uma verdade.
-Pois assim seja.
Dei um suspiro, estava triste, ele morreria de uma forma dolorosa e brutal, pois não contaria nada, meu pai era assim uma cabeça dura, nada o mudava de opinião. Tive que chamar os oficiais, pois era obrigação e disse que o prisioneiro era resistente e estava disposto a morrer.
-Que assim seja!-respondeu Josef.
Murmurei um desculpe para ele ver, e eu pude ver um não se preocupe, mas não adiantou nada, os guardas agarraram seus braços e começaram a levá-lo para a sala ao lado, quando ele passou por mim juntou suas últimas forças, se soltou dos guardas e sussurrou no meu ouvido:
-Elas estão em um esconderijo subterrâneo em Berlim, na mansão dos Meadowes, diga “Uma formiga não é nada um formigueiro sim.” E deixaram você entrar.
-SEU JUDEUZINHO IMUNDO QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA ME INSULTAR E ME AMEAÇAR?!-gritei piscando o olho para ele, para manter as aparências.
O levaram para a sala vizinha e fui junto, o Hitler decidiu assistir, amarraram o Senhor Evans na parede, e introduziram um tubo transparente no meio da barriga dele, no final do tubo tinha uma caixa com um rato, foi quando perguntaram:
-Tem certeza que não vai querer fala onde está?
-SIM!
-Pois sofra!
Foi ai que levantaram a tampa e botaram fogo dentro da caixa, de onde logo o rato saiu da caixa correndo e bateu de frente com a barriga do Sr.Evans, logo o rato começou a arranhar a barriga dele onde ele urrou de dor; pronunciei um “desculpe” sem som, ele um “Cuide delas”, acenti com a cabeça, não demorou a ter rasgado toda a pele dele, era uma cena nojenta e repugnante, sentia vergonha de mim mesmo por estar participando daquilo, o Sr.Evans estava chorando de dor e gritando à pleno pulmões, no momento seguinte o rato começou a rasgar com a boca os músculos dele, saía muito sangue, um soldado teve que sair da sala para vomitar, isso era normal, eu estava muito enjoado, mas sabia que se saísse seria chamado de fraco, e falharia no meu teste; agora já não restavam músculos, conseguia ver seu intestino, o rato continuou “comendo” , sempre tentando seguir em frente, o Sr.Evans gritava, por um minuto, cheguei a pensar que ele romperia suas pregas vocais, aquilo na verdade não era um rato e sim uma ratazana.Depois de um tempo o Sr.Evans perdeu a força e não conseguia mais gritar, mas chorava feito um bebê, era muita humilhação, para um homem honesto como ele! O rato finalmente atravessou-o, o Sr.Evans continuava vivo, mas por pouco tempo, perguntaram á ele pela última vez, ele fez um não com a cabeça e morreu 3 minutos depois.Saí dali de coração partido e pedi licença pra ir ao banheiro onde finalmente consegui vomitar.
...
Fazia uma semana desde a morte do Sr.Evans e estava esperando Sirius e Remus na pista do aeroporto militar alemão, logo eles chegarão e nos abraçamos, estávamos cansados, não dormíamos direito á mais ou menosuma semana, afinal eu tinha visto aquele maldito assassinato ou tortura vocês escolhem um termo melhor, e eles provavelmente viram pior em Auschwitz.
Chegamos em Berlin era Madrugada e estávamos cansados, fomos direto para a mansão Potter onde cada um fomos aos nossos respectivos quartos, comecei a pensar no que iria fazer em relação a filha e a sobrinha do Evans afinal prometerá cuidar delas, iria até a mansão Meadowes pela manhã com Sirius e Remus afinal os dois também eram contra Hitler e o nazismo, estavam na guerra obrigados, eles iriam concordar.; antes de dormir conseguia ouvir os gritos de Sirius e de Remu,os pesadelos geralmente pioram depois de um tempo, logo não soube distinguir quais eram deles e quais eram do senhor Evans.