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5. Capítulo 4


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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1988


 


— Tirem daqui esses malditos bois! Têm um cheiro intolerável!


Sentado em uma cadeira móvel de lona negra, com a palavra diretor escrita em cima de seu nome, Harry Potter ladrou a ordem e olhou com fúria o gado que se movia em um curral provisório, construído perto da casa de uma fazenda. Logo continuou fazendo notas em seu guia. A fazenda se encontrava a sessenta quilômetros de Dallas, e fora alugado de um bilionário para filmar parte de um filme chamado Destino que, na opinião do Variety, possivelmente desse a Harry um Oscar como Melhor Ator e outro em qualidade de Melhor Diretor... Em caso de que alguma vez conseguisse terminar de rodar esse filme que todo mundo considerava ser perseguido pela má sorte.


Até a noite anterior, Harry acreditava que era impossível que as coisas piorassem. Com um pressuposto do acordo de 45 milhões de dólares para quatro meses de filmagem. Destino já levava um mês de atraso na rodagem e superava em sete milhões o orçamento original, por causa da enorme quantidade de problemas absurdos e de acidentes que perseguiram o filme virtualmente desde dia do começo da filmagem. E agora, depois de meses de demoras e desastres, só faltava filmar duas cenas, mas a satisfação que devia embargar Harry tinha sido substituída por uma fúria desenfreada que quase não conseguia conter, enquanto fazia inúteis esforços por concentrar-se nas mudanças que queria introduzir na cena seguinte.


Através das portas abertas da cavalariça, Harry conseguia ver alguns contra-regras colocando fardos de palha, e os assistentes de iluminação que subiam os andaimes para colocar luzes, enquanto os camarógrafos davam as indicações. Em um extremo do parque, sob um monte de carvalhos, os trailers reservados para os principais atores formavam um semicírculo, com as persianas abaixadas e os ar condicionados acesos, para lutar contra o calor do mês de julho. A seu lado, os caminhões que provia refeições e bebidas distribuíam refrescos aos sudorentos integrantes da equipe técnica e aos acalorados atores.


Tanto o elenco como a equipe técnica estavam integrados por profissionais acostumados a esperar horas inteiras para estar prontos para uns poucos minutos de filmagem. Geralmente, reinava uma atmosfera amistosa, e o dia das tomadas finais era diretamente alegre. Normalmente, essa mesma gente, que permanecia parada em incômodos grupos perto dos caminhões, teria estado dando voltas ao redor de Harry, fazendo brincadeiras a respeito dos torturas que tinham sofrido juntos, ou conversando com entusiasmo sobre a festa com a qual no dia seguinte se celebraria o fim da rodagem. Entretanto, depois do acontecido da noite anterior, se podiam evitá-lo, ninguém falava com Harry e ninguém esperava que se organizasse uma festa.


Esse dia, os trinta e oito integrantes do elenco e equipe técnica de Dallas temiam o que podia chegar a acontecer nas horas seguintes, portanto, as ordens que normalmente se trocavam em tom razoável, nesse dia, gritavam com impaciência, e as indicações que normalmente se cumpriam com rapidez, nesse dia se realizavam com a estupidez de gente que está nervosa e desejando terminar com algo de uma vez.


Harry praticamente apalpava as emoções que emanavam de todos os que o rodeavam; a compreensão dos que lhe tinham simpatia, a brincadeira satisfeita dos que não a professavam ou eram amigos de sua mulher, a ávida curiosidade daqueles a quem ambos funcionavam indiferentes.


Ao compreender que ninguém tinha ouvido sua ordem de que tirassem dali os bois, Harry olhou ao redor em busca do assistente de direção e o viu parado na grama, com os braços nas cinturas e a cabeça para trás, observando decolar ao helicóptero que partia em uma viagem de rotina ao laboratório de Dallas onde se processavam os plagiadores do dia.


— Pedro! — Chamou com irritação.


Pedro Pettigrew se voltou imediatamente e se aproximou, sacudindo-se a terra que tinha grudado nos shorts cor cáqui. De baixa estatura, cabelo castanho, olhos cor de avelã, e óculos com armação de metal, o assistente de direção de trinta e cinco anos tinha uma aparência estudiosa que ocultava um enorme senso de humor e uma energia infatigável. Esse dia, entretanto, nem sequer Pedro pôde falar em um tom tranquilo. Tirou o bloco que levava sob o braço, se por acaso tinha que fazer alguma anotação, e perguntou:


— Chamou-me?


— Sim, que alguém leve de uma vez esses bois a outro lado, aonde o vento não traga o cheiro até aqui — respondeu Harry, sem incomodar-se em levantar o olhar.


— É obvio, Harry. — Subiu o botão de volume do transmissor que levava na cintura e falou com Rúbio Hagrid, o chefe de contra-regras, que fiscalizava aos homens os quais nesse momento construíam um curral para a tomada final do dia seguinte.


— Rúbio — disse Pedro falando pelo microfone.


— Sim, Pedro?


— Peça aos peões da fazenda que levem os bois ao pasto do sul.


— Pensei que Harry ia precisar deles para a próxima tomada.


— Mudou de ideia.


— Está bem, encarregarei-me disso. Podemos começar a desmontar o cenário da casa, ou prefere que o deixemos?


Pedro vacilou, olhou para Harry e repetiu a pergunta.


— Que o deixem como está — respondeu Harry com tom cortante. — Não quero que o toquem até amanhã, quando tiver visto as cópias. Se houver algum problema não quero perder mais de dez minutos em preparar outra tomada.


Depois de repetir a resposta a Rúbio Hagrid, Pedro começou a voltar-se, mas vacilou.


— Harry — disse por fim com tom sombrio —, suponho que neste momento não está de ânimo para ouvir isto, mas esta noite... As coisas vão ser bastante agitadas, e é possível que não tenha outra oportunidade para lhe dizer isso.


Harry se obrigou a demonstrar um interesse que não sentia, enquanto Pedro seguia falando, vacilante.


— Você merece outro par de Oscar por este filme. Várias de seus atuações, e algumas cenas que você tirou da Cho e do Cedrico, arrepiaram a toda a equipe, e te asseguro que não exagero.


A simples menção de sua mulher, sobre tudo em relação com Cedrico Diggory, fizeram ferver o sangue de Harry, que ficou de pé de um salto, guia em mão.


— Agradeço o cumprimento – mentiu. — Até dentro de uma hora não haverá suficiente escuridão para filmar a próxima cena. Quando tudo esteja pronto nas cavalariças, dê um descanso à equipe para que comam algo. Enquanto, eu verificarei como ficou tudo. Até então, procurarei algo de beber e um lugar onde puder me concentrar. — Assinalou com a cabeça o monte que se elevava à borda do parque. — Se me necessitar, estarei ali.


Dirigiu-se aos caminhões que repartiam refrescos e no instante em que ele passava, a porta do trailer de Cho abriu e ela saiu. Seus olhares se encontraram, todas as conversações se detiveram, as cabeças se voltaram e a expectativa vibrou no ar como uma descarga elétrica, mas Harry simplesmente deu uma volta para evitar a sua mulher e seguiu seu caminho, detendo-se uns instantes para falar com o assistente do Cedrico e para fazer alguns comentários intrascendentes com um par de duplas. Foi uma atuação estupenda de sua parte, que lhe exigiu um supremo esforço de vontade, porque lhe parecia impossível ver Cho sem recordar tal como a tinha visto na noite anterior, quando voltou inesperadamente para a suíte de ambos no Hotel Crescent e a encontrou com o Cedrico Diggory.


Esse dia, mais cedo, tinha advertido a ela que de última hora estaria em uma reunião com os camarógrafos e os assistentes de direção para analisar algumas ideias novas, e que pensava ficar para dormir em seu trailer. Mas quando estava a ponto de começar a reunião, Harry se deu conta de que esqueceu suas notas no hotel, e em lugar de mandar alguém procurar, decidiu que ganharia tempo se convidava todos a ir ao Crescent com ele. Em um estado de ânimo estranho, posto que por fim se aproximava a terminação da rodagem, os seis homens entraram na suíte às escuras, e Harry acendeu as luzes.


— Harry! — Gritou Cho, deslizando-se de cima do corpo do homem nu com quem estava deitada no sofá, enquanto agarrava com desespero uma bata e olhava a seu marido com olhos enlouquecidos pela surpresa. Cedrico Diggory, que co-protagonizava Destino com ela e Harry, sentou-se de um salto.


— Bem, Harry, tranquilo! — Suplicou, ficando de pé e refugiando-se atrás do sofá ao ver que Harry se adiantava. — Não me bata no rosto! — Advertiu em um grito quase histérico, ao ver que Harry saltava sobre o encosto do sofá. — Ainda tenho que filmar duas cenas e... — Foram precisos cinco integrantes da equipe para conter Harry.


— Se estragar o rosto dele não poderá terminar o maldito filme! — Ofegou Rúbio Hagrid, segurando um de seus braços.


Harry se liberou dos dois homens e, antes de que pudessem voltar a segurá-lo, com um cálculo frio e deliberado quebrou duas costelas do Cedrico. Ofegando, mais de fúria que de cansaço, Harry o observou levantar-se e ir saindo enquanto outros formavam um círculo ao seu redor. Além da porta aberta, meia dúzia de hóspedes do hotel observavam a cena, sem dúvida atraídos pelos gritos de Cho, quem suplicava a Harry que não seguisse castigando a seu amante. Ao vê-los, Harry se adiantou com grande rapidez e lhes fechou a porta nos narizes. Depois se dirigiu a Cho, fazendo esforços por controlar uma terrível necessidade de bater também nela.


— Fora de minha vista! — Advertiu, enquanto ela retrocedia, assustada. — Fora daqui, ou não serei responsável pelo que aconteça!


— Não se atreva a me ameaçar, filho da puta arrogante! — Retrucou ela com tanto triunfo e desprezo na voz que ele ficou paralisado. — Se chegar a colocar uma mão em cima de mim, meus advogados não se conformarão com a metade de tudo o que tem, ficarei com tudo! Entendeu, Harry? Vou me divorciar de você. Amanhã meus advogados apresentarão a exigência no tribunal de Los Angeles. Cedrico e eu vamos nos casar!


Ao dar-se conta de que sua mulher e Diggory tinham estado deitando-se a suas costas enquanto com toda calma planejavam viver com o dinheiro que havia trabalhado tanto para ganhar, Harry perdeu o controle. Tomou Cho e a empurrou para a porta da sala.


— Antes de permitir que fique com a metade de nada, asseguro que a matarei primeiro. E agora, vá embora.


Ela caiu de joelhos, mas em seguida ficou de pé, apoiou uma mão no trinco e o olhou com o rosto convertido em uma máscara de ódio.


— Se está pensando na possibilidade de manter Cedrico e eu afastados do set amanhã, nem se incomode em tentar. Não é mais que o diretor deste filme. O estúdio investiu nele uma fortuna. O obrigarão a terminá-la, e o culparão se fizer algo para demorá-la ou sabotá-la. — Abriu a porta e lhe dirigiu um olhar cheia de malícia. — De uma maneira ou de outra, perde. Se não terminar o filme, estará arruinado. E se termina, terá que me dar a metade do que lhe paguem. — E se foi, dando uma portada a suas costas.


Tinha razão com respeito à necessidade de terminar de filmar Destino. Apesar de sua fúria, Harry sabia que era assim. Só faltava filmar duas cenas, e Cho e Cedrico contracenavam em uma. Não tinha outra opção que tolerar sua mulher adúltera e o amante enquanto dirigia essa cena. Aproximou-se do bar, serviu-se um uísque puro, bebeu de um gole e se serviu outro. Aproximou-se da janela com o copo na mão e contemplou o perfil luminoso da cidade, enquanto sua fúria e sua pena começavam a aquietar-se. Decidiu que à manhã seguinte chamaria a seus advogados e lhes daria instruções para que iniciassem os procedimentos do divórcio de acordo com suas condições, não com as de Cho. E que apesar de ter uma considerável fortuna como ator, multiplicou-a muitas vezes graças a espertos investimentos, que estavam ocultos por uma série de complicadas burocracias e formas legais que as protegeriam da avareza de Cho.


Harry afrouxou a mão com a qual sustentava o copo. Tinha conseguido controlar-se; sobreviveria e seguiria adiante. Sabia que era capaz de fazê-lo... E o faria. Sabia porque muito tempo antes, aos dezoito anos, teve que enfrentar uma traição muito mais dolorosa que a de Cho, e então descobriu que possuía a capacidade de se afastar de qualquer um que o traísse, sem voltar a olhar para atrás. Nunca olhava para trás.


Encaminhou-se ao dormitório, tirou as valises de Cho do placard e as encheu com sua roupa. Depois tomou o telefone que havia junto à cama.


— Mande um camarero à Suíte Real — pediu a telefonista. Quando instantes depois chegou o camarero, Harry entregou as valises de onde se sobressaíam pedaços da roupa de Cho. — Leve estas valises à suíte do senhor Diggory — ordenou.


Nesse momento, se Cho houvesse retornado para suplicar que a aceitasse de volta, se tivesse podido demonstrar que o motivo do que fez era porque estava drogada, louca e que não sabia o que fazia nem dizia, teria sido muito tarde, até no caso de que ele acreditasse.


Porque, para ele, já estava morta. Tão morta como a avó, a irmã e o irmão a quem uma vez tinha amado. Teve que usar toda sua força para arrancá-los de seu coração e de sua mente, mas havia conseguido.

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