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2. Get what I deserve


Fic: Born For This - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 2. Get what I deserve 






 


– Razoável – comentou o Prof. Parrish naquela aula de História da Magia ao jogar a redação corrigida em minha carteira. Fiquei olhando o pergaminho, e depois levantei os olhos para ele. – Tente melhorar seus argumentos. Eles não estão bons o suficiente para me convencer.


– Convencer do quê? – perguntei.


– Você praticamente escreveu que admira Voldemort, Malfoy.


Senti os olhares dos meus colegas em mim.


– O senhor praticamente entendeu errado – eu disse com a voz baixa. – Não admiro ninguém e-


– Dizer que ele é um gênio demonstra muita coisa. Cuidado com as palavras.


– Eu disse que alguns bruxos que causaram estragos na história eram gênios. Não estou admirando ou elogiando, só constatando um fato.


– Voldemort não causou estragos no mundo pra você então? – perguntou com a sobrancelha erguida, em tom sarcástico. Ele sempre discutia comigo quando queria.


– Estragou, mas esse daí foi um filho da puta. É meio diferente.


Ele desaprovou minhas palavras, mas concordava com elas. Apenas não queria admitir, já que ele tinha a política de me odiar e acreditar que eu era um comensal da morte. Ao meu lado Albus segurava a risada por eu ter retrucado daquela forma tão direta, mas os outros se mantiveram sérios com a minha resposta.


– Não vou lhe dar detenção porque eu sei que você não tem culpa de ser quem você é, garoto – disse o professor, andando pela sala até chegar a sua carteira em frente aos alunos. – Vou só tirar dez pontos da Sonserina pelo palavrão em minha aula. – Antes que todos discordassem da sua decisão, ele ignorou e continuou: – Fiquem em silêncio, agora, vou ler a redação da srta. Weasley, que teve a maior nota da turma.


Eu cruzei os braços, enquanto prestava atenção nas palavras que ela escolhera para sua redação. Nada muito diferente da minha, a não ser seu modo de escrever. Ela estava me olhando da primeira carteira enquanto o professor lia em voz alta seu texto incrivelmente bom. Olhando como se estivesse se certificando que eu não me zangasse com ela por isso. Pela atitude do professor.


Acabara de perder dez pontos para a Sonserina porque o cara me odiava. Era recíproco, mas, ironicamente, História da Magia sempre foi minha matéria preferida. Por vários motivos. Desde o fato de que eu sempre gostei de ler e por me interessar em passados. Claro, você tem que entender o que aconteceu para compreender o que está acontecendo.


Se os outros professores tinham algum problema pessoal comigo e com a minha família, eu preferia não saber. Eles me respeitavam, pelo menos. Mas o professor Parrish não era piedoso. Ele tinha opiniões ácidas. Nem mesmo Rose concordava com a maneira como ele as expunha, ela mesma me disse isso numa vez que fazíamos rondas pelos corredores.


Confesso que no começo eu relutava em ter que fazer aquilo ao seu lado. Mas pensava sobre o que Albus dissera. Sobre o sonho dela de ser monitora. Eu acabei descobrindo, nos dias que se seguiram, que aquilo lá era mais que um sonho. Chegava a ser prioridade, a alguma coisa que estava no sangue dela. Ser respeitada e manter o reconhecimento da diretora e dos professores. Rose melhorava a vida de muitos, mas irritava a vida de outros. E mesmo que soubesse o efeito que causava quando se aproximava dos alunos do primeiro ano – eles se encolhiam e cochichavam em alerta – ela era muito orgulhosa de carregar aquele distintivo no peito, e nunca dava atenção às reclamações dos colegas que sofriam com sua autoridade. Tudo era recompensado quando a diretora McGonagall a elogiava e Scott poupava seus sermões com ela.


Havia sempre alguém que tentava invadir a Sala Precisa, uma vez que a diretora precisava autorizar o uso dela, e ninguém realmente pedia autorização. Ter colocado Rose Weasley para tomar conta daquele corredor foi uma boa estratégia para impedir que isso voltasse a acontecer. E ela estava fazendo um bom trabalho. Uma vez impediu que Dimitre Greengrass, meu primo do sexto ano, não levasse seu grupo de duelo para lá. Dimitre era o líder do grupo da Sonserina, mas seus métodos eram ilegais – não que Rose soubesse disso – e, mesmo sendo vinte centímetros mais baixa que ele, ela jamais deixou que a intimidasse. Insistia até conseguir dos alunos uma autorização.


Ela dava tanta conta disso que às vezes eu me sentia inútil quando chegava para monitorar com ela, e acabava não fazendo nada.


– Algum idiota por aqui? – perguntei dessa vez muito disposto a ajudar.


– Acabou de chegar. – Ela sempre sorria quando era irônica, mas no fundo me achava mesmo um idiota. Até eu, às vezes, me achava um idiota, como naquele momento em que ela avisou: – Manchou a boca de batom, Malfoy.


Acho que Amber Davis foi minha primeira namorada. Sempre que eu a via eu tinha vontade de ficar beijando ela. Só devia aprender a não deixar rastros quando isso acontecia.


 – É a nova moda de Hogwarts – eu disse sarcástico, enquanto passava a manga da camisa na boca. – Não ouviu falar?


– Sim, claro, garotas vivem passando seus batons para os garotos agora. Moda clássica.


– No método mais delicioso que existe – acrescentei com um sorriso. – Sabe do que eu estou falando, suponho.


Eu já tinha visto todas as garotas do nosso ano beijando caras por aí, mas nunca vi Rose. Tentei provocá-la com isso, mas ela só lamentou:


– Você se acha muito misterioso, não é mesmo? – E depois não disse mais nada. Descobri que para mantê-la em uma conversa, o assunto tinha que ser um pouquinho mais sério.


Querendo ou não, nossas rondas não eram silenciosas. Podiam ser entediantes, mas Rose era o tipo de pessoa que nunca ficava sem assunto. Tínhamos opiniões diferentes e nunca terminávamos uma conversa sem discutir, muito menos concluíamos alguma coisa. E mesmo que raramente concordasse comigo, Rose era uma das poucas pessoas que se importavam com minhas opiniões, por isso eu não achava que eu perdia tempo falando sobre livros ou sobre a política do Ministério da Magia com ela.


Albus não suportava nossa presença quando falávamos sobre assuntos assim. Antigamente, ele até saía de perto quando Rose e eu começávamos a conversar. Mas eu nunca digo que “converso” com Rose Weasley. Eu discuto com ela. É meio diferente.


Pensei em mudar logo de assunto, para não ter que ficar só ouvindo os nossos passos no corredor, mas Rose foi mais rápida... como sempre.


– Você realmente escreveu na sua redação que admira vilões das histórias?


– Acha que eu faria isso?


Ela me encarou, enquanto eu me lembrava dos meus primeiros anos quando os caras do sétimo se divertiam me empurrando toda vez que me viam sozinho pelo corredor. Às vezes xingavam meu avô. Outras, meu pai. Nunca perdiam a oportunidade, até que comecei a andar com Albus e isso nunca mais aconteceu. Pelo menos não tão descaradamente.


Acho que Rose estava lembrando a mesma coisa quando disse:


– Não, não acho. Eu meio que, hum, entendi o que você quis dizer. Faz até algum sentido. Acredito que alguém como Voldemort não deveria ter a inteligência subestimada, devido a tudo o que ele fez para tentar ser imortal. Claro, também teve toda essa coisa de egoísmo e, como você disse, ele era um tanto...


– Filho da puta – repeti.


– Exato.


– Esquece. Não adianta eu escrever nada para o sr. Parrish, nunca vai ser certo, ele sempre vai achar que eu sou um comensal da morte estúpido e vai continuar dizendo que meus textos estão razoáveis.


– Você tem que ignorar quando ele te ofende – ela me aconselhou, coisa que nunca havia feito até então. O pensamento me fez soar ríspido:


– E o que você acha que eu faço? Fico lá no banheiro e me derramo em lágrimas? Eu não estou nem aí para o que ele pensa ou fala sobre mim. Mas seria encantador se ele não descontasse a raiva que tem da minha família nas minhas notas. Não que eu quisesse que ele lesse minhas redações para a turma toda.


Eu estava mais revoltado do que gostaria de aparentar. Era só uma nota estúpida, diria Albus. Era só um professor estúpido. Mas Rose jamais acharia isso estúpido, então não me senti estúpido dizendo aquilo para alguém como ela. Só quando ela voltou a olhar para frente e não disse mais nada, como se eu tivesse alfinetado ela com essa minha rispidez.


 


 


 


Os testes de Quadribol iam começar na quarta-feira. Não, eu não fazia parte do time, mas Albus se aproximou de mim e de Amber no sofá da Sonserina para dizer:


– E aí, vai tentar de novo? Os testes vão começar amanhã. É tradição, lembra? Desde o primeiro ano. Fazemos os testes, caímos da vassoura, nos humilhamos... Que acha?


– Você quebrou a tradição ano passado, Potter – eu girei os olhos, enquanto sentia os dedos de Amber entrelaçarem os meus.


– Então você faz o teste, cai da vassoura e se humilha enquanto só eu dou risada dessa vez.


Albus e eu sempre fazemos testes de Quadribol. O desastre nem era cair e quebrar o braço. O desastre era ter o time todo olhando para nós e segurando para não dar risada. Sentia-me, desde então, humilhado e mesmo que eu tivera vontade de tentar outras vezes nos anos seguintes, era sempre a mesma coisa. Até que ano passado Albus conseguiu a vaga de apanhador e se deu bem vencendo o campeonato contra a Grifinória.


Então eu estava relutante. Não queria me humilhar outra vez, mesmo que transformássemos isso em uma piada. Eu sabia que Albus não iria rir se eu caísse ou quebrasse o braço, como ocorreu uma vez no segundo ano, mas sei lá. Cansava ficar insistindo toda hora.


Acabei ouvindo Amber dizer, baixinho:


– Apenas tente, lindo. Gostaria de ver você em campo.


Inclinou o rosto para me beijar. Ouvi Albus dizer com uma voz debochada e melosa:


– É, lindo, tenta!


Chutei a canela dele para ele dar o fora dali, quando Amber puxou meu rosto e aprofundou mais o beijo. As pernas dela estavam em meu colo.


– Vou escrever seu nome lá na lista – ainda escutei Albus exclamar e acabei não protestando. Estava ocupado demais.


E, no fundo, não custava tentar de novo.


 


 


 


 


Quando cheguei para mais uma sessão de monitoramente, eu vi Rose interditando um grupo de garotos da Sonserina. Queriam entrar na Sala Precisa.


– Vocês não podem entrar aqui. Já falei que precisam da autorização – dizia e tinha veemência no tom de voz, apesar de ser dez contra uma. Entre o grupo da Sonserina, estava Dimitre, que era naturalmente o líder daquela gangue.


– Vamos, Weasley, só queremos praticar um pouco de duelo.


– Então me mostrem a autorização da diretora – ela disse com insistência. – Se não tiverem, não posso deixá-los entrar.


A maioria das pessoas meio que tinham medo de Dimitre. Era um dos melhores duelistas do seu ano e só perdia para o irmão de Albus, James. Além disso, Dimitre não tinha paciência para ser contrariado. Mas Rose estava muito certa de que não podia deixá-lo avançar. Por isso que quando me viu, Dimitre disse:


– Chegou bem na hora, Scorpius! Diga a sua amiga para nos dar passagem. Precisamos duelar um pouco.


– Vocês têm autorização? – eu perguntei.


Dimitre encarou os outros caras, com a testa franzida. Voltou a me olhar e acabou vendo o distintivo no meu peito. Ele riu um pouco, enquanto os outros sonserinos também o faziam.


– Ah, cara, que fofo você ajudando a monitorar o correr. – A voz dele voltou a ficar séria: - Vamos, Scorpius, pare com essa brincadeira. Até o ano passado você era um cara legal.


– Então você ainda não tem autorização – eu comentei, coçando o queixo.


Dimitre olhou para o teto e, cansado, disse baixinho:


– Podemos entrar apenas hoje. Não vamos abusar da sorte.


– O que custa vocês pedirem a diretora uma autorização, afinal de contas?


Nenhum deles respondeu a Rose. Nem mesmo eu, já que eu sabia por que. Rose não demorou e notou aquele silêncio e as trocas de olhares suspeitas.


– Vocês fazem duelos ilegais aqui?


– Vamos buscar nossas autorizações – disse Dimitre depressa, dando um passo para trás. Ele saiu à frente do grupo e Rose ainda estava estupefata quando voltou a me encarar.


– Eles fazem, Scorpius?! E você sabia disso?


Quando eu não respondi, ela disse:


– Vou alertar a diretora.


– Ah, Rose, por que você seria tão chata? São apenas duelos.


Aquele olhar dela significava um iminente discurso. E aconteceu:


– Alguém precisa ser chato para colocar limites! E Hogwarts é conhecida como a escola mais disciplinada da Grã-Bretanha desde a Segunda Guerra bruxa. McGonagall lutou por esse título e confia em mim para mantê-lo. Não só em mim, mas em você também. Mas se não está disposto a ajudar, devia dizer e se livrar desse trabalho, já que parece tão cansado dele.


– Eu não disse que eu não estava disposto a ajudar – retruquei.


– Ótimo.


Ela ainda ficou me encarando e eu me irritei.


– Que foi? Ainda estou com mancha de batom na boca, é?


– Está – ela disse no mesmo tom irritado, quando eu achei que ela não ia dizer.


Eu limpei e viramos a cara um para o outro.


Eu nunca quis perguntar a Albus com quem Rose já havia ficado. Se eu chegasse a fazer uma pergunta desse gênero, ele ia me azarar. Ele podia me considerar um amigo, mas tinha seus chiliques de vez em quando. E ia achar que eu estava interessado nela, o que não era nada disso. Apenas curiosidade, daquelas que todos têm quando a vida está um tédio.


– Escutei Will McNair falando da Rose semana passada, de um jeito nada gentil – ele constatou no café da manhã, quando o garoto passou por nós na mesa.


– Ela deu detenção a ele? – quis saber. Todo mundo que recebia detenção de Rose, falava coisas nada gentis sobre ela.


– Não. Sabe, falando sobre ela do jeito que eu falo com você sobre a Hollie Cooper.


Hollie Cooper foi o primeiro amor de Albus. Garota do sétimo ano, lufa-lufa, mais velha, morena, gostosa, com um piercing no umbigo, e uma simpatia que enjoava. Mas completamente inalcançável porque estava sempre namorando e só a víamos na sexta-feira. Ela era mais alta que qualquer um de nós, e sempre que cumprimentava Albus, era com um soco no braço amigavelmente.


Mesmo assim, ele suspirava o nome dela durante a noite. Patético.


– Se você encontrar McNair se aproximando da Rose, me avisa – Albus disse. – Quero saber se ela fica andando com caras que pensam que ela é gostosa.


– Albus, eu acho que garotas gostam que a gente pense isso.


Você pensa isso? Você acha que Rose é gostosa?


– Não! – eu falei assustado. Mais assustado por ele ter achado que eu pensava isso do que por ele ter me olhado ameaçadoramente. – Relaxa. Eu só comentei que talvez ela nem ache isso um insulto se outro cara pensar isso ou...


– Pois bem, eu me sinto insultado. Ela é a minha prima. Conheço ela desde o dia em que ela nasceu. Trocávamos fraudas juntos e...


Era disso o que eu estava falando sobre Albus sofrer de déficit de atenção. Em um minuto ele está me ameaçando com uma faca de manteiga e no outro está olhando enquanto Hollie Cooper desfilava pelo corredor, perto da mesa da Sonserina.


– E aí, Potter! – exclamou ela, socando o braço dele como acontecia toda sexta-feira em que se viam.


Ele massageou o braço quando ela não estava vendo, mas ainda tinha o sorriso no rosto. Então passou a mão na testa e disse meio sofrido:


– É disso o que eu não gosto. Fico pensando essas coisas quando eu vejo Hollie. Não quero que os outros pensem as mesmas coisas quando vêem a Rose.


Pensei em dizer que as duas eram muito diferentes para que se tenha a mesma opinião sobre elas. Hollie Cooper era irritantemente gostosa. Mas Rose? Ela era apenas irritante.


 


 


 


 


– Por que você nunca pede para o seu pai comprar uma vassoura para você? – Albus me perguntou no caminho até o armário de vassouras antes do teste naquela tarde. – Quero dizer, você tem essa mansão e seu pai tem dinheiro para isso.


– Eu peço todo Natal, mas ganho a mesma resposta – contei. Imitei a voz arrastada do meu pai: – O que você vai fazer com uma vassoura se não está no time? Então não, filho, não vou comprar. Deve ser por isso que nunca consigo vencer os testes. Essas vassouras de Hogwarts são uma porcaria.


– Posso emprestar a minha agora que eu entrei no time. Sabe, eu não emprestava antes porque éramos concorrentes. Eu precisava entrar no time. Meus tios ficam me zoando. E não bastou meu avô deixar escapar na ceia de Natal que Lily está mais alta do que eu.


Mesmo que ele não parecesse muito ofendido dizendo essas coisas, se demonstrou indignado. Tentei não rir, mas foi difícil. Caminhamos até o campo reservado para a Sonserina no final da tarde.


– Oi, lindo – Amber disse quando se aproximou de mim. Eu sorri para ela e reparei que estava usando uma blusa apertada, fazendo com que eu sentisse coisas que eu não deveria sentir minutos antes de montar justamente numa vassoura.


– Olá – respondeu Albus, sorridente, embora Amber não tivesse se referido a ele.


– Boa sorte, está bem? – ela me beijou rapidamente.


– Valeu – falei e fiquei assistindo ela se afastar até as arquibancadas. Foi quando eu vi que Rose estava lá também mesmo sendo da Corvinal. Desde que Albus entrou no time, não perdia um treino dele, e agora que era monitora ninguém podia dizer que “ela não podia”. Amber sentou ao lado dela e eu não sei por que achei aquela cena estranha. Não que elas se odiassem, mas as duas eram muito diferentes. Rose segurava um livro no colo e acenava para Albus com animação. Mas depois que Albus se virou para outro lado, ela abriu o livro e ficou lendo. Dizem que a intenção é que vale.


Eu não sei se o fato do irmão da minha namorada – ou tanto faz o que Amber era de mim – ser o capitão do time me ajudava ou me atrapalhava. Zimmer Davis era um grandalhão do sétimo ano e de cabelos raspados, com tatuagem de uma cobra no pescoço. Quando me viu começou a rir. Olhei para o céu. Estava ventando um pouco.


– Sério, Malfoy, de novo? E você acha que eu vou facilitar as coisas só porque está de bobeira com a minha irmã esse ano?


– Acho – ironizei.


Ele não achou engraçado, mas não continuou a ameaça. Ele me via tentando desde o primeiro ano.


Albus entregou-me sua vassoura, a nova versão da Firebolt. Eu ainda esperava usar uma apenas minha, mas enquanto não tinha, essa era a melhor que eu poderia usar. E fiquei agradecido.


Pelos anos de experiência com os testes que nunca ganhei, eu já sabia tudo o que eles iam me testar. Vôo, habilidade, percepção, etc. A vassoura de Albus era uma das melhores atualmente e eu sentia que o vento me empurrava e não que eu me empurrava contra o vento com ela. Durante um momento que Zimmer me testava, senti-me confiante. Talvez fosse coincidência ou culpa da vassoura, mas mesmo que Zimmer nunca tivesse ido com a minha cara, ele acabou dizendo quando voltei ao chão:


– Você voa bem. Claro que a vassoura é ótima, mas... se formos comparar, você voa até melhor que o Potter com ela.


E ele parecia mais surpreso do que eu com essa constatação. Antes que eu pudesse acreditar ou entender se ele estava falando sério, Zimmer acrescentou:


– Está dentro do time, Malfoy. Começa como batedor. Se Potter avacalhar como apanhador em algum jogo, podemos tentar com você.


Estava surpreso, mas mesmo assim eu sorri orgulhoso.


– Ouviu essa, Potter? – provoquei Albus, que se aproximava com a cara estranha.


– Parabéns, cara.


Nem reparei que ele parecia estranho quando lhe entreguei a vassoura de volta. Provavelmente ele achava que eu estava me gabando por ter sido comparado a ele, mas eu estava satisfeito por ter entrado no time. Finalmente. Era algo que eu queria desde o começo, participar de um jogo e de poder treinar de verdade. No caminho para o vestiário, Albus continuou calado. Eu reparei e girei os olhos.


– Chateado, Potter? Isso é coisa de menininha.


– Não estou chateado. Como diz a Rose: Ai, é só quadribol.


– Você sempre abominou essa frase dela.


– Bem, mas ela está certa. É só quadribol. Posso achar que é mais do que isso, mas não é como se eu quisesse te azarar nem nada. Além do mais, quem é que disse que eu vou avacalhar no jogo, hein?


Ele sorriu confiante, não garantindo o que as pessoas achavam que iríamos garantir desde que nos conhecemos: rivalidade. Outra coisa que Albus se diferenciava da família. Nunca pareceu se importar – ou sequer notar – que eu era filho de um ex-comensal da morte.


 


 


Dimitre me encontrou a noite na Sala Comunal e ele não estava feliz.


– Quero dar uma palavrinha com você, primo – falou. Amber fez um muxoxo porque há um segundo estava me beijando e era terceira vez que alguém vinha nos atrapalhar. Saiu do sofá quando Dimitre se aproximou. Ela não gostava muito dele. – Quero que você diga para aquela sua amiguinha Weasley deixar de ser um pé no saco. Preciso continuar com os duelos e ela não deixa. Estou quase perdendo a paciência.


– Ela sabe que você e sua turma fazem duelos ilegais.


O quê? – a voz de Dimitre ficou grossa e ele enfiou os dedos contra os cabelos castanhos, em sinal de indignação, raiva e desespero. – Você contou a ela, Scorpilantra?


– Não. – Ignorei o apelido. – Ela sabe deduzir as coisas sozinhas. Vocês não foram muito discretos aquele dia.


– Então diga para ela não contar a diretora, porque eu posso fazer uma coisa muito drástica com garotas que atrapalham meus planos.


– Não se meta com ela, Dimitre – eu aconselhei, bocejando. – Ela é prima do Potter e...


Ele deu uma risada debochada como se isso não fosse ameaça alguma, e depois falou:


– Olha, cara, vai ter o campeonato anual de duelos e se a Sonserina não vencer esse ano... – Parou de falar. Dimitre era assim, não tinha muita cabeça para pensar no que fazer. Por isso dizíamos que ele era imprevisível, o que supostamente não era algo muito bom. – Enfim, sei que agora está usando um distintivo bonito e que você tem que dar exemplos, mas, fala sério, certo? Avise sua amiga para fechar aquela boca, se quiser o bem dela.


Ele empurrou minha cabeça antes de se levantar do sofá e, com os dois amigos dele, os gêmeos Zabini, ficou atormentando os alunos do primeiro ano. Alguma coisa me dizia que eu deveria fazê-los parar – talvez o distintivo de monitor –, mas Amber voltou.


– Podemos continuar agora? – E eu a puxei para mim de novo. Parecia impaciente, mas as interrupções não acabaram. Antes mesmo de sentir a língua dela na minha boca, a voz de Albus soou em nossos ouvidos e eu quis matá-lo.


– Correspondência. – Jogou ao meu lado uma vassoura de Quadribol embrulhada.


– É pra mim? – perguntei espantado.


– Não, pro sofá. Abre logo!


– Vou lá jogar xadrez – Amber desistiu e quando se afastou dali, pude abrir o embrulho da vassoura.


Albus engasgou com o sapo de chocolate que ele estava comendo assim que me viu segurando uma Nimbus. Mais garotos se aproximaram para vê-la de perto.


– Meu pai disse que pararam de vender a marca há mais de dez anos – contou Albus impressionado. – Como é que você conseguiu uma dessas nessa qualidade?


Thomas Lewis, um garoto idiota, debochou lá do outro lado da sala:


– Aposto que o pai seqüestrou o fabricante!


Eu ignorei.


Havia uma carta contra a ponta da vassoura de madeira brilhosa. As vassouras de ultimamente eram todas com madeira pintada, mas a da que eu estava segurando era tradicional, apenas com a marca da Nimbus gravada em ouro puro, numa assinatura imperceptível, mas significativa. Lembrei-me de que na noite em que havia entrado no time de Quadribol, enviei uma carta ao meu pai, meio que tirando satisfação e esperando ele me comprar uma vassoura, mas não fiz nenhuma exigência apressada. A última coisa que eu estava esperando naquela noite era ganhar uma vassoura.


Abri a carta e li as palavras delineadas com a caligrafia da minha mãe:


Querido,


Essa é a última versão de uma das maiores marcas que a empresa de Quadribol já teve, e não está mais no mercado há uns bons anos. Compramos quando você tinha três, época em que já demonstrava bastante interesse pelo esporte. Seu pai a escondeu até hoje, acreditando que um dia poderia entregá-la a você apenas se merecesse. Pelo visto não era só porque escondíamos livros de magia negra e tínhamos medo de que você se tornasse um praticante das trevas, que não deixávamos colocar os pés na biblioteca do seu avô.


E foi lá que Draco escondeu essa vassoura durante uns doze anos, desde o dia em que você se esperneou para conseguir uma dessas, mas ainda não tinha merecimento. Não como agora. Parabéns por entrar no time.


Então se não gostar, se a vassoura for muito fora de moda para você, se ela não lhe servir nos jogos ou se não lhe der sorte... aí você se vê com seu pai.


Até o Natal, estamos com saudades!


Mãe.


 


Sorri depois de ter lido, e olhei a vassoura mais uma vez. Bem, pensei numa resposta a Albus, acho que foi assim que consegui.


 


 


 


 


A verdade é que não consigo ficar muito tempo longe de vocês, amores *--*


O que acharam do segundo cap? Sei que ainda estamos apenas no começo, apesar da fic ser Rose e Scorpius, principalmente na idade que Scorpius se encontra, ele com certeza terá alguns casos antes AHUAHUA Mas todas as conseqüências nos levam a um caminho, só resta descobrirmos como vai ser!


Resgatar Money Honey a história é inevitável e necessário. Draco finalmente entregou a vassoura que guardou ao filho, e agora vemos isso em sua visão. Um professor que odeia Scorpius? Guardem o nome dele. Parece que Dimitre pode dar algum probleminha, será? Veremos!!


MUITO OBRIGADA a todos os comentários! Fico muito lisonjeada pelos elogios e o apoio! Espero não decepcionar vocês... mal acreditei quando vi que tanta gente comentou no primeiro capítulo. Parece até surreal! HAHAHA Espero ver todos vocês por aqui novamente, e vou tentar com todas as minhas forças mantê-los comigo, e não enjoá-los! Então comentem, palpitem, tudo, sempreee! E até o próximo capítulo. :D


 


 


 


 


 

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Comentários: 17

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Enviado por REJI em 11/03/2012

Vamos ao segundo cap! Pra mim, Rose ficou com, pelo menos, um pouquinho de ciúmes quando disse ao Scorp que tinha batom na boca dele, estou certa? Mesmo ainda não sabendo, acho que esses dois já sentem algo um pelo outro, no fundo, bem no fundo. Algo que está lá, só esperando para despertar! Beijokas.

Nota: 5

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Enviado por Ana CR em 04/02/2012

Espantada de tão boa que é a fic!!!

Parabéns...

Agora preciso ir pq o proximo capítulo me espera! (:

Bjs 

Nota: 5

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Enviado por Tuane em 05/01/2012

A fanfic está ótima, pelo menos por enquanto, rezo que continue assim. 

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 09/10/2011

Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii nossa que legal Draco e Astoria *------------* 

 

Nota: 5

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Enviado por Carolzinha Gregol em 19/09/2011

gente, que capitulo divino, estou sem palavras, finalmente o Scorpius ganhou a tão merecida vassoura hahahaha pelo jeito quase no final da fanfic o Scorpius e a Rose vaõ se entender. cara, estou encantada com essa fanfic, a narração do Scorpius é bem foda. estou adooorando. não demora para atualizar.

Nota: 5

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Enviado por MarianaBortoletti em 18/09/2011

Menina, que sacada de gênio esse lance da vassoura. Me diz, isso já tinha sido planejado?! Estou amando a fic, está maravilhosamente bem escrita, como sempre, e a personalidade das personagens continua sendo teu ponto mais forte. Eu adoro esse Scorpius, desencanado e com um linguajar simples, jovial, adoro mesmo. Eu nunca gostei das versões do Albus que eu já li por aí, mas a tua é genial, um cara que não parece com o pai, que é original, único, sarcástico... Genial ao cubo. *-*

Nota: 5

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Enviado por Keriane em 17/09/2011

A-D-O-R-E-I!Você escreve muito bem,estou louca pra saber o que vai acontecer.

O Scorpius e a Rose estão diferentes né?Mais eu gostei,nunca tinha lido uma fic Rose/Scorpius com esse tipo de personalidade que você colocou muito bom,ri litros rsrsrsr...

Continue.Bjos*-*

Nota: 5

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Enviado por Amanda Prado em 16/09/2011

Gostei do cap mas to tão ansiosa pra ler alguma coisa que de um sinal de que o Scorpius começará a enxergar a Rose como garota...eu sou muito ansiosa eu sei, mas pra mim os dois são tão perfeitos que eu tenho dificuldade de ve-los separados entende. De qualquer forma você construiu o segundo cap perfeitamente, fico admirada com a naturalidade que você escreve, eu praticamente vivo a cena na minha cabeça, acho que pela forma como vc desenvolve cada personagem de maneira original e tals. Parabéns e continue assim, rapidinho de preferencia que eu vou passar sempre pra ver se vc postou, ansiedade de novo tse tse, como eu sou chata eu sei rs desculpam quem mandou escrever tão bem? KK bjo bjo

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Louyse Malfoy em 15/09/2011

Dimitre é um monstrinho desde pequeno kkkkkkkkkk

"Não, pro sofá.", Albus me mata!

Quero ver uma NC do Scorpius logo em?

Ta tudo muito lindo, e acho que você poderia criar uma "amiga" para Rosa, talvez.. Beijos.

Nota: 5

Páginas:[1]
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Enviado por Karina. em 15/09/2011

Mais um capítulo perfeito, como sempre *-*'
Não me canso de falar, amo o modo como decreve todos os personagens... Ah! E a vassoura foi a primeira coisa que pensei quando o Scorpius entrou no time. KAOPAKP' E o Dimitre é exatamente como eu pensei que seria. 
Não demora para o próximo, por favor \õ  

Nota: 5

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Enviado por lela oliveira em 14/09/2011

voce a cada capitulo se supera!!!!!!!!! to louca pelo proximo capitulo, não vejo a hora. adorei ele ganhando a vassoura até q enfim. continui assim q vc ta no caminho certo. até a proxima atualização...

Nota: 5

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Enviado por Ana Slytherin em 14/09/2011

Dimitri parece que vai se tornar um problema pra Rose 
Finalmente ele ganhou a vassoura 
A personalidade so albus é uma coisa que me surpreende nessa fic e amizade dos dois tb 
até a proximo cap

Nota: 5

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Enviado por Lívia G. em 14/09/2011

Juro que eu demorei uma vida pra me dar conta de que esse Dimitre é o filho da Dafne, hahahaha. Eu adorei ver o resgate de Money Honey, com a cena da vassoura. Eu to louca pra ver essa amizade entre Rose e Scorpius crescer :) Posta o três rapidíssimo 

Nota: 5

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Enviado por Mily McKinnon em 14/09/2011

Eu ri MUITO do Scorpius e do Alvo, sério HAUHAAHUAH Esse amor platônico do Alvo pela menina me matou aqui kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Odeio o Dimitre =B Garotinho chato e insuportável u.u Ahhhh, e eu quero dar na cara daquele professor chato u.u Como se não bastasse o Fantasma do Prof. Binns sendo irritante nos tempos antigos de Hogwarts, agora vem esse Parrish debochar do pobre coitado do Scorzinho? IN-JUS-TO!!! Professores chatos dando aula de História da Magia deve ser algum tipo de maldição, só pode =B

Ansiosa pelo próximo capítulo!!!

Xoxo ;***

Nota: 5

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Enviado por Mohrod em 14/09/2011

LINDO!

 posta logo, plix!

 *-*

Nota: 5

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Enviado por alana_miguxa em 14/09/2011

aiiii perfeitoooo!! posta, posta, posta!!!! ehhehehe

Nota: 5

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Enviado por Carla Ligia Ferreira em 14/09/2011

Amei esse capítulo também..*-*.. que bom que o Scorpius entrou no time e finalmente ganhou a vassoura, hihihihi. Quanto tempo até a Rose azarar o DImitri???? Imagino que Rose e Scorpius vão demorar um pouco mais para se entender, =D. Beijos e até a atualização.

Nota: 5

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