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1. Prólogo


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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1976


 


Petúnia Dursley estava de pé nas portas que davam ao terraço. Suas feições aristocráticas eram uma máscara gélida enquanto observava ao serviçal que nesse momento passava uma bandeja de bebidas a seus netos, que acabavam de retornar de distintos colégios privados, para passar ali as férias do verão. Além do terraço, no vale, era claramente visível a cidade do Godric Hollow, Pennsylvania, com suas ruas serpenteantes flanqueadas de árvores, seu prolixo parque, a agradável zona comercial e, para a direita, o Clube de Campo. Exatamente no centro do Godric Hollow havia uma série de edifícios de tijolo; eram as Indústrias Dursley, a empresa direta ou indiretamente responsável pela prosperidade econômica de quase todas as famílias que viviam no lugar. Como a maioria das cidades pequenas, Godric Hollow possuía uma rígida hierarquia social, e a família Dursley ocupava o pináculo dessa estrutura, assim como a mansão Dursley se erigia sobre a colina mais alta da zona. Entretanto, esse dia Petúnia Dursley estava longe de pensar na paisagem que se divisava desde seu terraço, nem no elevado nível social que possuía desde seu nascimento e que aumentou com seu casamento; só podia pensar no golpe que se dispunha a atirar a seus três odiosos netos.


Colin, o menor, de dezesseis anos, notou que os olhava e, a contra gosto, tomou uma taça de chá gelado da bandeja que lhe oferecia o serviçal, em lugar da taça de champanha que tivesse preferido. Colin e sua irmã eram idênticos, pensou Petúnia com desprezo, enquanto os estudava. Ambos eram malcriados, promíscuos e irresponsáveis; bebiam muito, gastavam muito e jogavam muito; não eram mais que crianças mimadas que ignoravam por completo o que era a autodisciplina. Mas isso estava por chegar a seu fim.


Seu olhar se posou no serviçal, que nesse momento oferecia a bandeja a Katie. Ao ver que sua avó a observava, a menina de dezessete anos lhe dirigiu um olhar desafiante e em um gesto infantil se serve duas taças de champanha. Petúnia Dursley a olhou sem fazer nenhum comentário. Essa garota era a viva imagem de sua mãe, uma mulher superficial, frívola e excessivamente excitada sexualmente, morta oito anos antes quando o automóvel esportivo que conduzia o filho de Petúnia patinou e derrubou sobre a rota gelada. Nesse acidente morreram ambos, e ficaram órfãos os quatro filhos. O disforme policial indicava que os dois estavam bêbados e que viajavam a excessiva velocidade.


Seis meses antes, sem fazer caso de sua idade avançada nem do mau tempo reinante, o marido da Petúnia morreu em um acidente aéreo, enquanto pilotava seu avião rumo a Cozumel, para ir pescar. A modelo de vinte e cinco anos que viajava com ele no avião devia ser sua isca de peixe, pensou Petúnia com pouco habitual crueldade e completo desinteresse. Esses acidentes fatais eram uma prova eloquente da libertinagem e do descuido que durante gerações caracterizou a vida de todos os homens da família Dursley. Todos eles, arrumados, arrogantes e temerários, viveram cada dia de suas vidas como se fossem seres indestrutíveis e que não deviam dar conta a ninguém de seus atos.


O resultado foi que Petúnia passou toda uma vida agarrando-se a sua maltratada dignidade e a seu autocontrole, enquanto o marido gastava sua fortuna a mãos cheias em seus vícios e ensinava a seus netos a viver exatamente da mesma maneira. No ano anterior, enquanto ela dormia no piso superior, seu marido levou prostitutas a essa casa e as compartilhou com seus netos. Compartilhou-as com todos, com exceção de Draco. Seu querido Draco...


Suave, inteligente e trabalhador, Draco foi o único de seus três netos que se parecia com os homens de sua família, e Petúnia o amou com toda a alma. E agora Draco estava morto, enquanto seu irmão Harry seguia vivo e saudável, amargurando-a com sua vitalidade. Petúnia voltou à cabeça e o viu subir com agilidade os degraus de pedra que conduziam ao terraço, e a explosão de ódio que a percorreu ao ver esse moço alto e moreno de dezoito anos foi quase insuportável.


Harry Potter Dursley III, que levava o nome do marido de Petúnia, era idêntico ao que foi seu avô à mesma idade, mas não era por isso que o odiava. Seu motivo era muito mais forte e Harry o conhecia muito bem. Entretanto, faltavam poucos minutos para que por fim pagasse pelo que tinha feito... Embora nenhum castigo seria o bastante. Petúnia não se sentia capaz de lhe infligir todo o castigo que merecia e se desprezava por sua debilidade quase tanto como desprezava a seu neto. Esperou até que o serviçal terminou de lhes servir a champanha, depois avançou para o terraço.


— Sem dúvida devem estar perguntando-se por que organizei esta pequena reunião familiar — disse. Harry a observava em silêncio, apoiado contra a balaustrada, mas Petúnia conseguiu interceptar o olhar de aborrecimento que trocaram Colin e Katie, sem dúvida ansiosos por fugir dali e reunir-se com seus amigos, adolescentes idênticos a eles: amorais de caráter frágil que faziam o que lhes dava a vontade porque sabiam que o dinheiro de suas famílias lhes evitaria qualquer consequência desagradável. — Vejo que estão impacientes — adicionou a avó, dirigindo-se aos que acabavam de olhar-se —, assim irei ao ponto. Estou segura de que a nenhum dos dois lhes ocorreu pensar em algo tão banal como seu estado financeiro; entretanto, a realidade é que seu avô estava muito ocupado por suas "atividades sociais", e muito convencido de sua imortalidade, para estabelecer recursos financeiros para vocês depois da morte de seus pais. O resultado é que eu tenho o pleno controle da fortuna da família. E se por acaso se perguntam o que significa isso, me apressarei a explicá-lo. — Sorriu satisfeita antes de continuar falando. — Enquanto vocês dois continuem estudando em seus respectivos colégios, e se comportem de uma maneira que eu considere aceitável, seguirei pagando seus estudos e lhes permitirei conservar seus automóveis. Ponto.


A primeira reação da Katie foi mais de curiosidade que de alarme.


— E o que me diz do dinheiro para meus gastos pessoais e do que me fará falta quando ingressar o ano que vem na Universidade?


— Não terá "gastos pessoais". Viverá aqui e assistirá à Universidade do povoado durante os primeiros anos. Se ao longo desse tempo demonstrar que merece minha confiança, então, e só então, permitirei que ingresse em outra Universidade.


— A Universidade do povoado! — Exclamou Katie, furiosa. — Não é possível que fale a sério!


— Me coloque a prova, Katie. Me desafie e verá que corto todo laço com você e então ficará sem um só centavo. E te advirto que se chegar a me inteirar de que você tornou a presenciar alguma dessas festas cheias de bêbados, drogados e promíscuos, não voltará a ver um só dólar. — Voltou-se a olhar para Colin. — E, se por acaso tem alguma dúvida, isso também vai por você. Tampouco voltará para Exeter o outono que vem. Terminará seus estudos pré-universitários aqui mesmo.


— Não pode fazer isso! — Explodiu Colin. — Avô jamais o teria permitido!


— Não tem direito a nos dizer como devemos viver nossas vidas! — Choramingou Katie.


— Se meu oferecimento não parece bem — informou Petúnia com voz de aço —, sugiro que consiga trabalho de garçonete em algum restaurante, ou que te procure um negociante de prostitutas, porque essas são as duas carreiras para as que, no momento, está preparada.


Notou que empalideciam e assentiu, satisfeita. De repente, Colin perguntou:


— E quanto a Harry? Ele tem notas estupendas em Yale. Suponho que não o obrigará a viver aqui.


Acabava de chegar o momento tão esperado.


— Não — respondeu. — Não o farei viver aqui. — Voltou-se para Harry para poder lhe ver o rosto e espetou: — Vá embora! Vá embora desta casa e não volte nunca mais! Jamais quero voltar a te ver nem ouvir o seu nome.


A não ser porque notou que o moço apertava os dentes, tivesse acreditado que suas palavras não tinham nenhum efeito sobre ele. Não pediu explicações, porque não às necessitava. Em realidade, desde que a ouviu falar com seus irmãos, ele sem dúvida supunha o que lhe esperava. Ergueu-se em silêncio e estirou uma mão para tomar as chaves do automóvel que tinha arrojado sobre a mesa. Mas antes de que chegasse às tocar, a voz da Petúnia o deteve em seco.


— Deixa essas chaves! Além da roupa que tem posta, não levará nada desta casa.


Harry retirou a mão e olhou a seus irmãos, como se esperasse que dissessem algo, mas eles estavam muito imersos em sua própria desgraça para poder falar, e tinham medo de ver-se obrigados a compartilhar seu destino se desafiavam de algum jeito à avó.


Petúnia detestava os dois menores por sua covardia e sua falta de lealdade, mas ao mesmo tempo tratou de que ficasse claro que nenhum deles podia dar a menor amostra de coragem.


— Se algum de vocês dois ficar em contato com ele, ou permitir que ele fique em contato com vocês — advertiu quando Harry começou a baixar os degraus de pedra da terraço — , embora só seja que estejam numa mesma festa que também estiver ele, sofrerão seu mesmo destino, compreenderam? — Para o neto que se afastava, sua advertência foi distinta. — Harry, se está pensando em se refugiar na compaixão de seus amigos, não se incomode. Em Godric Hollow, as Indústrias Dursley são a principal fonte de trabalho, e eu sou sua proprietária absoluta. Ninguém quererá te ajudar a risco de cair em meu desagrado... E na perda de seu trabalho.


A advertência de sua avó o fez voltar-se ao chegar aos pés dos degraus, de onde a olhou com tanto desprezo que logo então Petúnia compreendeu que seu neto jamais tivera considerado sequer a possibilidade de refugiar-se na caridade de seus amigos. Mas o que mais lhe interessou foi a expressão que vislumbrou na face de seu neto antes de que ele voltasse a cabeça. Seria angústia o que via? Ou fúria? Ou temor? Esperava de todo coração que fossem as três coisas.


 


***


 


O caminhão se deteve junto ao moço solitário que caminhava pelo encostamento da estrada, com uma mochila sport sobre um ombro e a cabeça inclinada como se lutasse contra o vento.


— Ei! — Gritou Dédalo Diggle. — Quer que te leve?


Um par de olhos verdes, de expressão aturdida se cravaram em Dédalo e durante alguns instantes o moço pareceu desorientado por completo, como se tivesse estado caminhando em estado de sonambulismo. Depois assentiu. Quando subiu à cabine do caminhão, notou o par de calças custosas que levavam seu passageiro, os sapatos perfeitamente lustrados, as meias ao tom, o corte de cabelo perfeito, e supôs que tinha encontrado um estudante que por algum motivo havia se perdido. Confiando em sua intuição e seus poderes de observação, decidiu conversar com o desconhecido.


— Em que universidade estuda?


O moço tragou, como se tivesse um nó na garganta, e voltou a cabeça para o guichê, mas quando falou, sua voz era fria e cortante.


— Não vou à universidade.


— Deixou o automóvel?


— Não.


— Sua família vive pelos arredores?


— Não tenho família.


Apesar do tom brusco de seu passageiro, Dédalo, que tinha três filhos adolescentes, teve a sensação de que o moço fazia tremendos esforços por controlar-se e manter a raia suas emoções.


— Por acaso tem nome?


— Harry... — respondeu o jovem, e depois de uma breve vacilação, adicionou: -... Potter.


— Aonde vai?


— Aonde você vá.


— Eu vou até a Costa Oeste. Los Angeles.


— Perfeito — respondeu o moço em um tom que cortava toda tentativa posterior de conversação. — O lugar não tem importância.


Quatro horas depois, o desconhecido falou pela primeira vez por vontade própria.


— Necessitará ajuda para descarregar o caminhão quando chegar a Los Angeles?


Dédalo o olhou de soslaio, analisando suas conclusões iniciais a respeito do Harry Potter. Estava vestido como um rapaz rico e tinha a dicção dos ricos, mas esse rapaz rico em particular se achava sem dinheiro, afastado de seu ambiente e em um momento de má sorte. Além disso, estava disposto a tragar-se seu orgulho e a fazer trabalhos manuais, coisa que, do ponto de vista do Dédalo supunha bastante coragem.


— Por seu aspecto diria que é capaz de levantar coisas pesadas — disse, estudando o corpo alto e musculoso de Potter. — Esteve trabalhando com pesos ou algo assim?


— Antes lutava boxe em... Lutava boxe — se corrigiu.


"Na universidade", terminou Dédalo mentalmente a frase. Talvez porque Potter recordava a seus próprios filhos a essa idade, quando decidiam ganhar a vida por sua conta, ou possivelmente porque pressentiu que os problemas de Harry Potter deviam ser bastante desesperados, Dédalo decidiu que lhe daria trabalho. Tendo chegado a essa conclusão, estendeu-lhe a mão.


— Meu nome é Diggle, Dédalo Diggle. Não posso te pagar muito, mas pelo menos, quando chegarmos a Los Angeles, terá a oportunidade de ver muito cinema. Este caminhão está carregado de filmes dos Estúdios Empire. Contrataram-me para as transportar e isso estamos fazendo.


A indiferença de Potter ante essa informação de algum jeito aumentou a convicção do Dédalo de que seu passageiro não só estava falido, mas também não tinha a menor ideia a respeito de como solucionar esse problema.


— Se fizer um bom trabalho, talvez possa recomendá-lo ao escritório de pessoal dos Estúdios, quer dizer, sempre que não se incomode empunhar uma vassoura ou quebrar o lombo.


O passageiro voltou novamente a cabeça para o guichê. Justo no momento em que Dédalo mudava de ideia e decidia que Harry se considerava muito bom para fazer trabalhos físicos, o jovem voltou a falar com uma voz enrouquecida pelo alívio e a gratidão.


— Obrigado. O agradeço muito.

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