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Visualizando o capítulo:

2. Capítulo 2


Fic: Lobos em pele de Cordeiros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 2


 


 

 


 




O burburinho tomou conta do local, todos os presentes estavam estagnados com a visão da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Era simplesmente esplendida, melhor do que em meus melhores sonhos.


“O caminho estreito se abrira até a margem de um grande lago escuro. Encarrapitado no alto de um penhasco na margem oposta, as janelas cintilando no céu estrelado, havia um imenso castelo com muitas torres e torrinhas.”


Havia uma pequena frota para junto à margem, só cabiam quatro pessoas em cada barquinho e quando todos estavam acomodados a frotilha largou toda ao mesmo tempo como se estive interligada por um fio transparente deslizando pelo lago.


O silêncio era absoluto, creio que assim como eu todos os presentes estavam admirando o castelo que a cada momento ficava mais próximo, tornado-se cada vez maior e mais magnificente.


Fomos recebidos pelo professor de poções Horace Slughorn que fez as honras contando sobre as casas Gryffindor, Hufflepuff, Ravenclaw e Slytherin, não demorou muito e já estávamos dentro do grande salão principal eram um banquete para os olhos naquele local era fantástico, desde as quatro longas mesas até o teto enfeitiçado melhor que qualquer descrição do livro.


A seleção das casas sucedeu-se de maneira corriqueira e em ordem alfabética, sendo o meu nome um dos primeiros a ser chamado, todos estavam muito quietos. Não me senti nem um pouco incomodada em ser o centro das atenções. Primogênita de uma nova geração dos Black não foi nenhuma surpresa quando o chapéu seletor ao tocar minha cabeça anunciou slytherin como minha casa, não contive o sorriso, aquilo era apenas o principio.





Dezembro 1962


 


 "Bellatrix Rosier Black”, havia acabado de colocar meu nome na lista dos alunos que ficariam em Hogwarts durantes o recesso pelas comemorações do fim de ano. Um sentimento de felicidade se apoderou de mim naquele momento, a falsa liberdade que possuía era simplesmente adorável, poder fazer minhas próprias escolhas, afinal Cygnus já havia falado que não deixaria que ficassem em Hogwarts, porem nada que uma assinatura falsificada não desse jeito.


Sabia que minhas irmãs ficariam tristes com a minha ausência no Natal, mas não queria voltar para casa à sensação de “algo faltando” e sempre as mesmas pessoas, precisava fazer diferente esse ano só para sair um pouco da rotina, claro que eu teria de arcar com as conseqüências.


O único que sabia o que eu havia feito era Rodolphus que me repreendeu dizendo que estava me arriscado a pegar uma detenção, sabia que aquilo era o de menos quando comparado à reação de Cygnus ao ver que não me encontrava no trem no dia vinte dois.


 


“Lembre-se tire uma foto deste momento para mim, quero guardar de recordação para dar boas risadas” foi o ultimo comentário que fiz a Rold antes do coche partir, ele por sua vez colocou a mão para fora da janela fazendo sinal de positivo com o polegar.



 
Na manhã seguinte após a partida do trem que levou os alunos de volta a seus lares, recebi uma carta com os seguintes dizeres carinhosos: 


 


“Querida peste,


 


Chegou a meu conhecimento que apesar de ter negado seu pedido de estadia em Hogwarts durante o Natal e Ano Novo, passando, portanto por uma ordem minha. Saiba que se dependesse de minha vontade eu iria até ai buscá-la e arrastaria até aqui pelos cabelos, mas sorte tua que uma alma piedosa rogou por ti, antes que pense não foi Walburga nem Evan, sim tua futura madrasta. Dito isso não irei mais tomar seu tempo.  


 


                                                          Ass.: Cygnus Black 


 


PS: Se eu fosse você não aguardaria presentes na manhã de natal.” 


 


Segurava o pergaminho atônita, reli o trecho “futura madrasta” tantas vezes, só para me convencer do que estava acontecendo, meu sangue fervia eu só estava na duvida se pelo fato de em quatro anos ele já estar com outra mulher ou se era por simplesmente NINGUÉM ter tido a consideração de me falar isso antes. Lancei foco na carta. Por um momento pensei em usar a Rede de Flu, mas achei melhor não, seria um convite vip para confusão.


Abri a segunda carta endereçada a mim, essa veio da Mansão Lestrange na França. Comecei a ler em voz alta. 



“Trix, 


Tenho duas noticias para você: boa e ruim, vamos começar pela boa, porque a ruim estou dando graças Merlin por não estar perto de ti quando ler.
Você tinha toda razão ver seu pai na Estação de King’s Cross, parecia que iria explodir de tão vermelho que ele ficou, ele partiu a varinha ao meio e acabou ficando mais irritado, dava para ver que se controlava para não ter e dar um ataque. Até que...bem...ai vem a parte ruim... ele não estava sozinho.


A mulher que o acompanhava era nada mais nada menos que A...”


 


Parei imediatamente de ler a carta, o “A” que iniciava o nome da tal emendou em um grito tão agudo como se eu tivesse recebido uma facada, o corujal ficou um alvoroço despertei todas as corujas, acho que toada Hogwarts ouviu.Fiz picadinhos daquela carta antes menos de chegar a seu fim.


 Son of bitch.


 Fils de pute.


 Hijo de puta.


 Filho da..


Sai do Corujal pisando forte deixando marcas na neve e xingando em todos os idiomas que eu conhecia, ai de quem cruzasse o meu caminho, Cygnus dessa vez iria me pagar, sem duvida esse fora o golpe mais baixo que ele me deu de tantas mulheres na face desse planeta ele tinha que escolher justamente Agnes Carrow, mãe de Amico e pior de Alecto. “Futura Madrasta...” remedei “Só por cima do meu cadáver” Estava andando tão concentrada bolando mais de mil maneiras de como impedir o casamento do casal ternura.


 Encontrava-me presente no sétimo andar, só que deu conta disso quando meu corpo se chocou ao de outra pessoa que parecia estar igualmente distraída e apressada.


- Shit! –coloquei a mão na cabeça pouco atordoada, com os olhos fechados,  ignorei a lágrima tímida que correu meu rosto – OLHA POR ONDE ANDA IMB...- todas as palavras que eu tinha vontade de gritar foram engolidas quando abri os olhos.


Trajava uma longa capa preta, e seu rosto estava branco como a neve que brilhava em seus ombros. Seus olhos estavam em um tom vermelho escarlate com um brilho assassino que me fez estremecer, eu o conhecia?No entanto apesar de todo o ódio canalizado naquela pessoa, um sorriso mesmo que torto e breve brotou em seu rosto sendo substituído por uma expressão sádica como se zombasse de mim.


 Esse meu breve encontro com ele pareceu durar um eternidade quando na realidade foram cerca de 5 minutos.


Preferi ficar ali parada, tinha até medo continuar andando, vai que a próxima pessoa que eu cruze em Hogwarts seja o Tarado da Machadinha.


 


 


Grimmauld Place – Mais tarde naquele mesmo dia


 


 


Sai de dentro da lareira, estava em casa, mas ao que tudo indicava os habitantes haviam saído, estava vazia e as escuras, o que poderia ter acontecido. Fiquei descalça para fazer o mínimo possível de barulho, o que poderia estar acontecendo?


 


Subi as escadas rapidamente me esgueirando por entre as sombras e ainda nenhum sinal de viva alma naquela casa, aquilo realmente me deixou preocupada dificilmente quando um local está muito silencioso significa que tem coisa ruim acontecendo, retirei a varinha das vestes entrando em meu quarto, percebi logo que havia alguma coisa de diferente, acendi as luzes do cômodo.


 


Deixei a varinha cair de minha mão, estava atônita não podia acreditara no que meus olhos envergavam o que era aquilo? Meu quarto não era mais o meu quarto, estava com a decoração totalmente diferente, mais iluminado, havia babados para todos os cantos, a aparece com as reportagens que colocava as reportagens sobre o lorde das trevas simplesmente havia desaparecido, estavam em um tom de azul bebê uma cama nova, parecia um pesadelo cafona sem fim.


 


Gritei quando ouvi um estalo bem as minhas costas e Monstro se materializando bem ali e eu entupido o elfo com minhas perguntas “ O que houve com o meu quarto? Onde estão todos? Aconteceu alguma coisa? ” Estranhei quando vi os olhos dele me encarando com pena.


 


- Menina Bella eu não esperava vê-la por aqui tão cedo. – encarei séria, ele guinchou e começou a responder – Seu pai está se casando hoje e todos estão na cerimônia, os quartos da senhorita foi transferido ao que parece a filha de sua madrasta exigiu querer ficar com esse quarto – meu mundo desabou. Sai daquela casa sem ter um rumo estabelecido apenas queria ir embora.


 


Mais tarde naquela mesma noite eu me encontrava perambulando pelas ruas de Londres sem rumo, estava transtornada aquilo era como levar um soco na cara sem motivo algum, realmente me senti um lixo. Como eles foram capazes, sempre pensei ter crescido em uma família não em um ninho de cobras, está certo que não era a melhor do mundo sentimentalmente falando, mas aquilo já era de mais... Pensava, enquanto as lágrimas corriam por minha face, a mágoa corroia o meu peito “Eu vou me vingar, isso não vai ficar assim, não precisa ser um gênio para saber de quem era a culpa meu pai e Alecto.”


 


Convivi com Agnes tempo o suficiente para saber que ela sempre fez as vontades da filha e sem duvida com aquela cretina disse que queria ficara no meu quarto especificamente sua querida mãe deve ter movido céus e terras para conseguir aquilo e conhecendo meu pai ele não deve ter feito nenhuma objeção “Não farei nada de imediato, mas eu juro por Merlin que um dia eu farei com que Alecto saiba como é bom esse sentimento de ser ‘trocada’ e ainda com juros, pois diferente de mim ela não poderá se vingar” Um raio cruzou os céus selando uma promessa feita e o inicio da chuva.


 


Estava parada olhando para a entrada de um estabelecimento que se localizava entre uma livraria e uma loja de discos, a entrada do Leaky Cauldron iria me hospedar lá essa noite ou pelo menos no final dela, não tinha clima em casa e nem muito galeões para ficara em outro lugar. Tom, o dono do bar, usava cartola ,era careca e de aparência viscosa e que parecia estar estranhando o fato de uma menina sozinha pedindo um quarto na época de natal. Além dele no bar haviam mais uma cinco pessoas um trio que estava em uma discussão animada , uma mulher loira que estava sentada próximo a mim no bar que usava a pena verde ácido de repetição rápida enquanto redigia um texto e um homem esquio tomando um drink em uma mesa mais isolada.


 


- Um quarto por favor – pedi ao homem que logo foi buscar a chave.


 


– No nome de quem devo registrar o quarto? – disse me olhando como se analisasse.


 


- Que tal esquecer o nome? – perguntei passando ao homem dois galeões ele deu um sorriso venenoso de afastando.


 


- Você não é a menina dos Black? Seus pais sabem que você está aqui? – fiquei até espantada com a voz feminina indagando ao fundo. A propósito eu conhecia aquela mulher. – B..



– Skeeter – murmurei rapidamente contando a mulher – Acha esse furo é bom o bastante para esquecer que me viu?


 


- Quem é você mesmo? – ela de fato era uma aproveitadora mesquinha.


 


- Cygnus Black está se casando com Agnes Carrow em uma cerimônia particular – dei um sorriso meigo, Rita parecia até que ia me abraçar, motivo desconhecido.


 


Fui para meu quarto, tomei um banho quente e redigi uma carta para minha avó  Agatha Rosier, contando os recentes acontecimentos provavelmente não havia ido ao casamento repudiava Agnes. 


 


 


Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts – 25 de dezembro de 1962


 


 


Acordei logo nas primeiras horas da manha natalina, sem expectativas de ganhar algum presente por parte do meu pai, principalmente após a confusão que eu havia criado, não só com a imprensa que ficou plantada na porta do casamento, mas  ao mandar a carta a minha avó esta comunicou ao seu grande amigo meu tio-avô Arcturus Black (2º). Que ao saber o que havia ocorrido com o meu quarto no Grimmauld Place fez o maior estardalhaço, sua sobrinha-neta favorita sendo substituída por uma qual quer, passando um sermão tanto em Cygnus quanto em Walburga de “Onde haviam parado os laços sanguíneos daquela família?” e que desde sua mudança, eles haviam perdido o controle e como ainda era o Black mais velho apenas ele estava autorizado o modificar a organização da casa.


 


Tive meu quarto de volta e ainda melhorado, entretanto, só havia feito aquilo de pirraça para demonstrar as novas integrante da família que a musica não toca conforme elas querem, meus planos atuais eram morar na França com a minha avó, havia incluído também na carta esse pedido.


 


Na árvore de natal no salão comunal de slytherin havia muitos presentes e apenas dez alunos, os de família pura passavam as festividades juntos e em grandes bailes local onde deveria estar se não fosse por tudo isso.


 


No final das contas recebi presentes do meu avô Pollux, minha avó, meu tio-avô, meus tios e tias, os únicos a não me presentearem foram meu pai e minha madrasta. Fui abrindo os presentes gostando de alguns desprezando outros e quando achei ter terminado foi que reparei num embrulho isolado que não havia remetente, soltei o laço.


 


Era um livro grosso por volta de setecentas páginas capa dura e esverdeada com um bilhete em uma caligrafia ligeira e fina “Espero que aprecie a leitura" Guardei esse presente no fundo da mala, antes é claro dando uma folheada para ver sobre o que se tratava. Oclumência.


 


 


 


Grimmauld Place – Julho de 1964




 


Estava em pé no meio de uma sala, banhada apenas pela luz da lua cheia, minha varinha estava em na mão direita, meus cabelos compridos estavam bagunçadas algumas mechas caiam teimosas no meu rosto pálido.


 


“Faça" uma voz frívola e imperial ecoou em meus ouvidos, estremeci. Meu olhar varreu a sala em busca de quem falava, mas como em todos os sonhos era apenas a voz.


 


 Apertei com um pouco mais de força em torno na varinha e meu lábios se abriram quase de maneira inconsciente:


 


 


 


“Crucio.” disse com a varinha apontada para a garota parada a minha frente, Alecto, ela caiu no chão gritando e se debatendo.


 “Isso mesmo minha menina” a voz dele parecia satisfeita “Você tem de querer causar o sofrimento e isso deve lhe causar prazer” a cada palavra sussurrada mais gritos eram ouvidos. “Mas...causar dor aos inimigos é fácil, vou lhe ensinar a torturar também os amigos”


 No lugar de Alecto agora quem estava sendo torturado era Evan Rosier.


 
Acordei um pouco exaltada quando uma mão pousou sobre minha cabeça será que estava morta. Tomei um pouco de coragem e finalmente abri os olhos para encarar o que me esperava.Passei tanto tempo na França vivendo e sendo criada como filha única pela minha avó que quando passava alguns dias no Grimmauld Place, até estranhava. 


A primeira coisa que vi foi minha tia Walburga me encarando com certa preocupação em seu olhar, ela conseguia encenar bem o papel de uma matriarca severa, mas pelo tempo que já convivíamos juntas eu conseguia achar alguns pequenos deslizes.


 


 - Vamos Bella já está mais do que na hora de você acordar e sair para comprar material escolar,  Andrômeda também vai quero que tome conta dela e Monstro vai com vocês – falou ela, parecia estar um pouco cansada, afinal não era fácil cuidar de três crianças e duas pré- adolescentes, todos com comportamentos extremamente diferentes.



 - Por que você não vai no meu lugar? – resmunguei colocando minha cabeça entre dois travesseiros para poder abafar qualquer som externo.


 


 - Sabe muito bem que tenho de cuidar dos garotos, principalmente de Régulos, dois anos de idade pode ser todo com um bebê – disse ela enquanto abria as cortinas e retirava a minha coberta, eu odiava quando ela fazia isso, para falar a verdade tinha vontade de estrangular qualquer um que me acordasse “cedo”.


 


 - Ela não vai morrer se não fizerem isso hoje, vai? E além do mais já está mais do que na hora delas andarem sozinhas, se fosse comigo... – respondi com o rosto ainda entre os travesseiros, foi ai que veio a dor e as lembranças vieram à tona, cerca de três dias atrás tivera um discussão feia com seu pai, só pelo simples fato de ter esbarrado em Narcisa o que ocasionou que ela rolasse os cinco últimos degraus da escada.


 


 - Se fosse com você, falou bem. – eu já sabia o que vinha a seguir e agarrei nas barras de ouros que adornavam a cabeceira da minha cama, só senti minha tia me puxando pelos tornozelos para que eu levantasse, como em todas as manhãs – O fato é sua irmã não sabem se cuidar sozinhas ainda, nesse ponto você sempre foi mais como posso dizer...precoce que elas – falou com um certo esforço ainda tentando me puxar.- Está bem faça o que você quiser vou largar você de mão e deixar que se resolva com seu pai.


 


 Eu nem me dei ao trabalho de responder sabia que no final das contas antes de meu pai chegar na certa alguém viria me acordar, minha tia tentava evitar o caos o máximo possível.


 


Sim com o tempo muita coisa havia mudado, desde o nascimento de Sírius e Régulos, Walburga parecia estar um pouco mais maternal. É verdade com o tempo minha relação com Cygnus estava cada vez pior desde que eu reassumira o controle da minha vida. Eu e ele vivíamos discutindo e a maioria de nossas discussões terminava em brigas, o que resultava em longas seções de castigo seja usando magia ou força, as minhas aulas de “defesa pessoal” vieram bem a calhar já que eu não podia usar magia fora de Hogwarts.


 


Tomei mais um pouco de coragem e finalmente levantei, fui fazer todo o meu ritual matutino. Olhar-me no espelho e me deparei com a imagem diária de uma garota magrela e de aparência ingênua, quase ri com a ultima característica. Minha família nem ao menos desconfiava que desde que pequena eu lia livros sobre artes das trevas, pois achavam que esses estavam guardados seguramente na biblioteca, foi graças a Monstro que consegui os livros e cerca de dois anos depois eu já havia lido quase todos os livros dentro daquela casa, isso é claro sem contara com o acervo da Mansão Rosier que já não satisfazia, mas meu desejo, este que me levou um pouco mais tarde expandir meus horizontes.


 


Ao contrário de minhas irmãs eu sempre fui muito independente a primeira vez que eu tive de ir ao Beco Diagonal tive de fazê-la sozinha, mas todas as vezes que tentava me lembrar deste dia não o fazia por completo era como se faltasse algo...


 


 – MONSTRO!




 


_____ No quarto ao lado (logo após de Bellatrix gritar)____




 


         - Acho que a Bella acordou de mau humor – falou Narcisa enquanto escovava os cabelos, olhando-se na penteadeira.


 


         - Cissy a probabilidade de a Bella acordar de bom humor é tão remota quanto Você – Sabe – Quem distribuir doces para crianças trouxas e carentes – sorriu Andrômeda debochadamente enquanto lia o Profeta Diário.


 


         - É – disse abrindo um largo sorriso que durou por muito pouco tempo até ela soltar a pérola do dia – O que é remora – perguntou à loira virando-se seu rosto exibindo certa duvida.


 


         - É re-mo-ta – falou devagar para que Narcisa captasse a mensagem, mas a expressão facial dela não se modificou – Quer saber esquece que é melhor.


 


         - Ah..- revirou os olhos-  Ok – sorriu voltando-se novamente para a penteadeira.


 


Enquanto Andrômeda murmurava “ A capacidade de Narcisa pensar é remota”


 


 


 


____________No Quarto de Bellatrix _______




 


         Monstro acabara de chegar esbaforido parecia torcer para que fosse uma tarefa rápida, pois se Orion e Cygnus chegassem do trabalho e almoço não estivesse para ser servido o elfo seria castigado.


 


         - Monstro, Monstro, Monstro... Meu querido Monstrinho – tinha de ser sempre simpática com o elfo, pois assim ele faria qual quer coisa que eu pedisse – Eu sei que anda muito ocupado com as tarefas que minha tia lhe passou, mas será que poderia me ajudar? – perguntei com voz de veludo, de certa forma ele era o único elfo no mundo que eu tratava dessa fora, afinal ele era meu compassa nas minhas diversas saídas noturnas.


 


 - Tudo o que a minha jovem senhora ordenar – definitivamente se eu mandasse aquele elfo estúpido se tacar na frente de um trem ele o faria sem contradisser.


 


 - Primeiramente você viu a onde foi parar a minha lista de materiais? – a sim aquela era uma ótima desculpa, para ir ai Beco.


 


 - Está na primeira gaveta de sua escrivaninha jovem senhora Black – respondeu o elfo servil.


 


 - Gostaria que preparasse as minhas vestes e já as deixasse e ordem a final sabe muito bem de como eu gosto da arrumação. Avise Andy que eu não quero me atrasar.


 


 Cerca de uma hora depois do almoço já estava tudo preparado em seus devidos lugares, Andy e eu já havíamos tomando o carro de aluguel cedido pelo ministério. Durante o trajeto minha irmã ficou me perguntando coisas sobre Hogwarts, as mesmas curiosidades que tive há dois anos atrás. 


 


Nos éramos parecidas fisicamente as maiores diferenças eram cabelo e olhos. Não apenas a cor, mas a maneira de analisar as situações, até torcíamos para o mesmo time de quadribol. Estava animada em tê-la por perto, só mais dois anos e Narcisa completaria o trio das Black’s. Apesar de tudo éramos unidas.


 


 A tarde estava sendo agradável, quase todos os itens da lista já haviam sido comprados só faltavam dois. Passamos em frente a uma viela escura de aparência sinistra a Travessa do Tranco, nunca havia entrado lá, entretanto, a sensação era contrária.


 


Uma mão grande e masculina repousou em minha cabeça,virei lentamente em silencio, o dono da mão Evan Rosier, abri um sorriso de ponta à ponta e o abracei com força, estava com saudades.


 


- Vocês vieram sozinhas? – foi a primeira coisa que ele falou parecendo indignado.Um sonoro “sim” saiu da boca de Andrômeda.


 


- Também senti sua falta tio. – repreendi, fazia séculos que não o via e a primeira coisa que ele perguntava era essa, ele riu.


 


- Será que posso comprar minhas desculpas com sorvete, vossa alteza? – chegou a fazer uma reverencia.


 


- Não sei por que demorou tanto a perguntar.


 


Fomos os três até a Florean Fortescue, pagando um sorvete de chocolate finlandês com amêndoas para mim e para Andy um sundae com calda de frutas vermelhas, nos sentamos em uma mesa logo em frente à sorveteria. Fomos colocando as “conversas em dia” debatendo sobre assuntos variados. E quando o sorvete chegou ao final nos levou para casa, sendo convidado para jantar.


 


Assim que chegamos And correndo anunciar a Narcisa as novidades fiquei um pouco lá com elas, logo depois indo tomar banho. No entanto prosa dos adultos era em alto e bom tom.


 


 - Walburga, francamente, sua irresponsabilidade às vezes me espanta, mesmo com tudo o que está acontecendo no mundo bruxo você deixa duas crianças ir ao beco diagonal sem a companhia de um adulto.


 


- O elfo estava com elas e Bella...


 


- Ainda é uma criança e precisa de proteção assim como os outros.


 


-Não venha quer me ensinar a cuidar dos meus filhos – falou ameaçadora,ver minha tia daquela forma era muito estranho.


 


- Elas não são suas filhas – cortou Evans alterado. O som de um tapa preencheu o lugar – Bella muito menos afinal já faz dois anos que está morando na França com minha mãe.


 


- Conta a vontade de todos os que estão aqui e você sabe bem disso Rosier - a mulher falou entre os dentes.


 


- Walburga por mais que você deteste admitir a menina ficou bem mais contida...- opinou Orion Black apoiado na parede do canto.


 


- Não apostaria tanto nisso, a questão é que estamos tapando o sol com a peneira, dar tudo o que ela quer é apenas uma forma de amenizar o gênio forte dela.


 


- Maryse está estragando essa menina isso sim


 


- Não transfira sua irresponsabilidade para outra pessoa, assim que Druella faleceu ela deveria ter ido morar com a avó ou com o Arcturus, mas por culpa de sentimentalismos ela ficou aqui em Londres.


 


A porta se fechou impedindo que ouvisse o final da conversa que não deve ter sido dos melhores, pois durante o jantar só ouvia-se os talheres.


 


Hogwarts – 1º de Setembro de 1966




 


            Um novo período letivo havia acabado de se iniciar,diferentemente dos outros anos, começando pelo diretor Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore. Todos os meus amigos já haviam se formado, diminuindo o meus circulo de amizades para Amicus e Alecto, era preferível para mim andar só do que mal acompanhada e bem andar com as minhas irmãs só quando os horários deixavam , se é que vocês me compreendem, não suportava incompetência e isso os dois tinha de sobra, além do que meu grande problema sempre fora com Alecto nós vivíamos competindo, o ódio era um sentimento mutuo.


 


         Era preciso estudar para chegar aos NOMS era questão de meses, contraditoriamente eu queria tirar notas para ser auror e tinha todas as qualidades necessárias, não era bem o que eu queria, mas era o mais próximo que eu chegaria dos comensais da morte e daquele que eu tanto admirava e concordava com a ideologia, o Lorde das Trevas.


 


         Antes que eu esqueça de comentar, nas minhas vestes do quinto ano o distintivo lustroso da Sonserina, agora quem fora a criatura que me indicara como monitora,imagine eu Bellatrix Black com o mínimo de poder que seja, claro que eu adorei, no entanto tive de abrir mão de outra coisa.


 


Flash Back 




 


Minha presença havia acabado de ser requisitada gabinete do diretor.


 


- Professor Dumbledore. – cumprimentei polidamente, ao entra no cômodo, o professor Slughorn diretor da casa a qual pertencia e lecionava poções, achei no mínimo estranho, será que aquele sangue-ruim da lufa-lufa havia contado sobre a nossa pequena conversa. – Aconteceu algo? –perguntei arqueando uma das sobrancelhas, levemente receosa sem transparecer.


 


- Pode ficara relaxada menina não fez nada, é uma aluna exemplar e por isso está aqui – estávamos falando da mesma pessoa? Abri um belo sorriso após o elogio.


 


- Não sei se reparou, mas a casa de Sonserina ainda possui uma vaga de monitor disponível... – começou o diretor sendo logo cortado pelo outro.


 


- O Ponto é minha querida Bella é que estamos pensando em fazê-la monitora da casa a qual faz parte – falou Slughorn todo animado, a mesma animação que tinha após beber uma garrafa inteira de hidromel durante uma das reuniões de seu clubinho. – Mas...


 


Por que sempre tem um “mas” ? Não seria muito mais simples me entregar logo aquele maldito distintivo, já podia ver como ele ficaria lindo decorando as minhas vestes escolares.    


 


- A professora McGonagall acredita que como a senhorita foi escalada esse ano para tornar-se capitã do time de quidditch pode vir a ser muita responsabilidade, sem contar que ele tem receio que os alunos possam vir a ficara com medo de jogara contar o seu time receosos de receber uma detenção.


 


- Como? Creio que o professora esteja fazendo uma mal julgamento, eu não seria capaz de fazer uma injustiça dessas – mentira... “acidentes acontecem gente a culpa não é minha” pensei.


 


- Contudo levando em consideração o seu histórico escolar decidimos que seria melhor que a senhorita fizesse sua escolha – falou compreensivo Slug. Ele me  adorava e sabia muito bem as chances que tínhamos esse ano de ganhar o torneio de quidditch comigo no time.


 


Fiquei um tempo quieta pensado nos benefícios e malefícios de cada uma das propostas e cheguei à conclusão mais obvia: Como capitã do time de quadribol, só teria poder de mandar em sete jogadores durante o período da partida e dos treinos, no entanto como monitora o poder se estenderia para Hogwarts, todos os dias, vinte quatro horas, com passe livre, o único contra era tomara conta das crianças.


 


- E então?


 


- Capitã... – a palavra fluiu naturalmente pelos meus lábios, quase que em um ato impensado.


 


-Excelente, O QUE ? – Horace falou surpreso com a minha escolha, qualquer um em sã consciência teria escolhido o distintivo, mas calma, não virei boazinha estava apenas tramando. Diga-se de passagem, uma das melhores coisas que fiz foi ler aquele livro de oclumência. 


 


- Professores, eu sei que não é convencional, porem eu dei a minha palavra para todo um time, eles contam com a minha presença lá e entre quebrar minha promessa e assumir...


 


Não precisei dizer mais nada, Dumbledore tomou a iniciativa, pegando o distintivo de monitora e prendendo-o as minhas vestes.


 


- Pela dignidade que teve em sua escolha, é isso que fazer um monitor honra a palavra e você provou isso a nós. - Era astuta ninguém podia negar que o velho papo de amizade e companheirismo sempre dá certo.


 


- Eu realmente não quero que isso possa gerar conflito entre os professores – banquei a inocente – Então eu posso treinar o time e não jogar em partidas oficiais, assim estarei cumprindo a promessa que fiz, evitando qualquer desconforto e exercer com louvor a minha nova função.


 


 


 


Fim do Flash Back


 


 


 


Aquele definitivamente não era o meu dia, estava tendo um dia de cão, meu companheiro de monitoria ficou doente, os monitores das casas hufflepuff e ravenclaw haviam ido a Hogsmeade. Slytherin e gryffindor haviam recebido uma punição pelos recentes conflitos entre as casas, podendo somente realizar o passeio após o almoço.


 


Minha função de hoje era a ronda nos corredores, tive de separar um briga do primeiro ano, levando os garotos para direção tudo por culpa do maldito snap explosivo, durante o treino do time de quadribol um batedor se distraiu e um balaço acertou bem no meio do rosto do artilheiro, e lá vou eu correndo para a ala hospitalar com aquela pessoa desacordada e agora estava atrasada para aula extra de transfigurações, aquele velho na certa implicaria com aquilo, dito e feito “ Monitores tem quer ar o exemplo”


 


- Sério Rabastan..Dumbledore deve nutrir uma paixão encubada e mal resolvida por mim.. – falei logo assim que saímos do raio de alcance da sala de aula.


 


- Você e essa sua mania de achara que todos te desejam... –desta vez foi minha vez de rir com o comentário


 


- Fazer o que essa é a minha sina – disse convencida ajeitando os cabelos.


 


Tudo isso sem contar que ainda não estamos no horário do almoço.


 


Para a minha imensa sorte até os fantasmas estavam atentados a Murta alagara o banheiro feminino, no momento em que recebi a noticia que Peeves estava fazendo com que todos as alunas que passam pelo sexto andar ficassem de cabeça para baixo quase tive um treco, era hoje que aquele poltergeist iria se vem comigo. Sim, as coisas mais improváveis de acontecerem estavam se realizando, se o Lorde das Trevas decidisse simplesmente aparecer em Hogwarts àquela altura do campeonato eu acharia normal.


 


Cheguei ao sétimo andar logo senti meu corpo começar a levitar ficado de cabeça para baixo, cruzei os braços.


 


- Deixa ver quem pesquei desta vez... – aquela voz aquela voz que me atormentava.


 


- Surpresa. – falei debochada fuzilando o poltergeist com o olhar. Peeves bem que tentou, mas eu já havia chamado reforços, o Bloody Baron já estava parado do outro lado do corredor, o que deixou o pequeno sem saída.


 


- Então Peeves querido – parei a frase, sabia que se escolhesse as palavras erradas ele aprontaria – Coloque a mim e as alunas com cautela e corretamente no chão. – a frase havia ficado estranha, mas era uma das poucas formas para ele não distorcê-la.


 


Fez contrariado, não havia outra saída, acabara com a diversão do espírito, agradeci ao Barão que estava escoltando Pirraça para longe dali, e acho que pela primeira vez naquele maldito dia iria conseguir descansar. Só faltava dar uma checada último andar do setor que estava tomando corta.  


 


O corredor do sétimo andar estava interditado desde o inicio do dia quando Lara Finnigan aluna da grifinória do terceiro ano, acabou explodindo a parede, para poder averiguar se fora proposital ou apenas um acidente como a menina havia dito, fecharam o corredor, eu só tinha que concertar e ai sim aproveitar o resto do dia. Sabe quando você tem a sensação que esqueceu de fazer algo.


 


Apontei para o arrombo da parede fazendo um movimento anti-horário, girando apenas o pulso suavemente enquanto murmurava “reparo”, a parede ficou como nova.


 


Deu um estalo em minha mente, o que eu tinha me esquecido foi justamente do banheiro do segundo andar, desatei a correr, pelo tempo passado água já deveria ter chegado ao corredor. Eu já estava tão acostumada com o caminho que nem precisava olhar, correndo praticamente de olhos fechados.


 


Foi nesse momento que meu corpo se chocou contra outro, o que era aquilo o corredor tinha de estar vazio, estava prestes a dirigir ao menos uma palavra de baixo escalão, mas antes que qual quer coisa pudesse ser dita, olhei.


 


Não era aluno, ou professor era um visitante, que não se deu ao trabalho de me ajudar a levantar, o olhar de superioridade e o sorriso sádico quando sue olhara passou pelo meu distintivo.


 


A sensação de conhecer aquele rosto, remetia a algo do passado, sabe quando em frações de segundo o tempo parece desacelerar e se torna quase uma eternidade. O brilho vermelho nos olhos dele, a capa passando próximo a minha mão,os passos leves dando a impressão de seus pés quase não tocar o chão.


 


Se pudesse ver minha própria expressão, não veria uma adolescente segura se si, veria apenas uma criança confusa. Sumiu do meu alcance visual tão rápido quando apareceu. Levantei-me silenciosa do chão.


 


Quem era aquela pessoa? Enigma que ficou pairando, sempre foi boa em fisionomia dificilmente não associava o nome a pessoa.  


 


 


***


 


 


Parecia um fado do destino o fato dos dias parecerem se passar cada vez mais rápido, quando dei por mim já era a manhã do dia 31 de Outubro daquele mesmo ano, os alunos tinham permissão de ir passar o dia em Hogsmeade e mais a noite eu recebera um convite do professor Slughorn cerca de um mês atrás para as festinhas de seu “clubinho”, realmente não estava com paciência de tem de aturá-lo, dando a desculpa qualquer para o professor, mas quem sabe eu não desse um passada por lá.


 


Hogsmeade estava toda decorada por conta das festividades daquele dia, Halloween era o melhor dia do ano sem sombra de duvidas era a comemoração do que toda a nossa existência bruxa representava, no entanto era banalizado por trouxas e mestiços que se fantasiavam e saiam as ruas para comemorar algo que para eles não passava de brincadeira.


 


A Dedos de Mel estava distribuindo doces gratuitamente era tamanha a felicidade daquelas pessoas ali presentes, a cena fez com que lembrasse da minha avó que se estivesse por perto na certa estaria falando “Essa gente gosta de datas festivas, para matar a fome não para comemorar”.


 


Troca de monitores, finalmente pude passear para espairecer de preferência bem longe da rua principal. O Hog’s Head como sempre era uma boa opção para encontrar a paz desejada, já que pela descrição do bar pouquíssimos alunos freqüentavam o local e o que mais me agradava era a ausência das amaldiçoadas sinetas na porta.


 


Sentei a mesa localizada no canto como de costume e pedi “o de sempre” naquele momento a nostalgia se apoderou era a primeira vez que estava pub sem os meus amigos, foi exatamente ali onde há dois anos atrás fui beijada por Rodolphus Lestrange, ficava corada só por lembrar. Retirei meu diário de dentro das vestes, começando a relatar até então o meu dia.


 


- Black? – conhecia aquela voz. Horace Slughorn - Bella achei que não viesse a Hogsmeade hoje  –disse o professor animado ao vir me cumprimentar.


 


         - Como não?! principalmente nessa data – respondi com uma voz doce e suave, dando um sorriso. Merlin minha falsidade me espanta.


 


         - Foi até bom a senhorita termos nos encontrado aqui, assim terei  o prazer de lhe apresentar um ex-aluno meu.


 


         - Mesmo? – perguntei fingindo curiosidade deveria ser mais um velho chato e caquético do ministério. Ele me pegou pelo pulso um pouco eufórico desviando das demais pessoas se dirigindo a sua mesa do canto.


 


O professor tocou nas costas de um homem esguio, com um terno feito sobre medida, que segurava um copo e de whisky de fogo na mão, quando ele se virou e  pude ver seu rosto, quase tive uma ataque cardíaco, o que ele fazia ali?


 


- Esta é minha aluna...


 


- Bellatrix Black – fiquei arrepiada ao ouvir meu nome, tive a sensação de conhecer aquela voz.


 


- Já se conhecem? – perguntou desanimado o professor, como se aquilo estragasse uma grande novidade. Quase respondi “sim” em um impulso.  


 


- Cópia fiel de Druella. – ouvir aquilo me incomodou, odiava ser comparada.


 


- Assim me sinto em desvantagem... Sabe meu nome e pela idade que aparenta deve ter estudado com a minha mãe, entretanto, não sei como devo chamá-lo.  


 


- Ah sim... que descuido o meu este... – pobre Slughorn mal sabia que estava no meio de uma batalha de egos.


 


 “Se faz tanta questão de formalidades Black” a voz homem ecoou na minha mente de modo sádico.


 


- Prazer em conhecê-la mademoiselle, me chame Tom Riddle – finalmente uma apresentação digna e educada com direito até mão estendida.Um dia me deixa largada no chão de Hogwarts após me derrubar e agora vem com bons modos, acho que tarde de mais para ganhar minha simpatia.


 


- Pena não poder dizer o mesmo. – respondi displicente. Os olhos azuis de Riddle me assustaram naquele momento, tamanho o brilho assassino contido ali, conhecia o suficiente dele para saber que não gostava de afrontas. – Perdão ao senhor professor, mas creio que ele terá tempo o suficiente para lhe explicar a situação como um todo, pois sinceramente não estou habituada à arte da hipocrisia.


 


Sai de perto de ambos, precisava me recompor. Meus passos apressados tomaram a direção da casa dos gritos, fiquei refletindo por um bom tempo sobre o ocorrido.


 


 Era incrível com a presença daquele homem podia modificar tanto o meu comportamento. Se Tom não fosse tão prepotente, seria encantador sem contar com a beleza física e ...


 


- O que... – a pergunta morreu na garganta.


 


- Esqueceu de pagar a conta e também o seu diário. – A voz calma que Riddle usou não condisse ao olhar dele que permanecia o mesmo, como se estivesse prestes a me fazer algum mal e agora éramos só nos dois, tive medo. – Mas fique tranqüila está tudo resolvido.


 


- Quanto eu lhe devo? – a minha voz saiu fraca e minha mão estava tremula quando a estendi para pegar o diário.


 


- Consigo sentir o seu medo, mas o motivo não está claro Bellatrix...


 


- Não é medo é confusão – comentei ao segurar o diário, ele me puxou para perto as batidas do meu coração disparam. –Dificilmente esqueço um rosto quanto vejo, no entanto o conheço há pouco tempo, mas já vi estes olhos antes...tenho certeza.- sussurrei.


 


- Para alguém que não me suporta até que reparou mais do que devia – disse seu tom era tom gélido quanto aço, sua mão foi até meu rosto retirando uma mecha que estava fora do lugar.


 


Fiquei extremamente corada com aquilo, mas a vergonha também serviu para me retirar daquele estado anestesiado que meu corpo se encontrava. Imediatamente a minha mão retirou a dele do meu rosto, peguei o diário dando um passo para trás.


 


- Agradeço pela gentileza Sr. Riddle, acredito que um ato não apaga outros anteriores – comentei pausadamente – No entanto posso repensar sobre o meu conceito sobre a sua pessoa, só que cantadas baratas não irão ajudar.


 


- Você deve se achar extremamente especial para pensar que estou tentando algo com uma menina como você..


 


- Será mesmo que eu não sou? – até me impressionei com o meu cinismo, deixar ele pensar que estava por cima eu não deixaria


 


-Isso vai ter que descobrir sozinha, até mais tarde Bella.


 


Simplesmente falou aquilo e desaparatou.


 


 

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Comentários: 1

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Enviado por MaryLestrange em 22/07/2013

Geeeente, to curiosíssima!!!! Pq ele obliviou a Bella?!?!?! O.O Aaaah coitada da bella, ter Alecto e Amico de irmãos! kkkkkkkkk E coitada da Alecto né, que vai sofrer até n poder mais uhauhauhauha Tá ótimo esse cap, adorei *_*

Nota: 5

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