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Visualizando o capítulo:

3. Mercedes


Fic: Pesadelo Pessoal - Atualizada 18-09


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A1: Brigadaaaaa pessoal pela força, eu literalmente devo o top a você Talita hsuahsuahsuahsua você deveria fazer Marketing, juro, não há ninguém melhor no ramo! ;)


Agradecimentos à parte, eu percebi que eu não expliquei no capítulo anterior, na N/A ,algumas nomenclaturas de kung fu que só agora eu percebi que vocês não devem ter entendido, então vou deixar um pequeno glossário sobre artes marciais aqui:


Hara: parte central do nosso corpo, localizada cerca de quatro dedos acima de nosso umbigo, é usado nas artes marciais em geral como um “centro de energia” dá potência a nossos golpes quando usado corretamente.


Kata: É uma sequência de golpes ritmados e específicos, como uma dança com passos ensaiados, em que se busca a perfeição, o kata em especial é apresentado durante as cerimônias de troca de faixa.


Acho que é só isso, me desculpem os erros, ainda não editei, até o fim do capítulo!


 


-/-


 


Não conseguia dormir. O corpo exausto delatava o desejo que tinha de fazê-lo, mas quanto mais tentava aferrar-se ao sono, mais aquelas palavras lhe emergiam no pensamento. “... temos que te levar a uma pessoa...” Alguém a queria por um motivo que desconhecida e, diabos, não era um simples resgate, sua família era de classe média e, posto tudo, ela seria levada a alguém, não a um lugar para ser presa, e visto que eram quatro homens para pegar uma jovem, essa pessoa a queria muito.


Hermione enfezou-se, a morena sentou na cama, no escuro do quarto, e relaxou os ombros, respirou fundo uma vez e ritmou as respirações seguintes. Cruzou as pernas e sobrepôs as mãos sobre a perna, uniu os dois dedões formando um círculo com a mão que circundava seu hara. Pôs-se a meditar, tendia limpar a mente e relaxar. Concentrando-se conseguiu manter-se livre das imagens que, anteriormente, se faziam flashes a seus olhos. Foi bem sucedida por cerca de dez minutos.


A morena tinha dificuldades para meditar, sempre o tivera, o fazia por no máximo meia hora, Dewei dizia que era muito elétrica para conseguir concentrar-se muito mais que isso e ela o lamentava deveras naquele instante. Seu mestre era capaz de meditar horas a fio, completamente alheio e consciente de tudo a seu redor, e era tudo o que a morena desejava fazer naquele instante.


A morena jogou-se de volta na cama com os dedos massageando as têmporas tentando forjar uma razão pela qual alguém poderia querer fazer-lhe mal. Frustrou-se uma vez mais, não era das mais populares, mas não tinha inimigos, simplesmente não via razão plausível que levasse alguém a raptá-la.


Não percebeu quando a exaustão a venceu entregando-lhe aos braços de Morfeu e nunca soube que naquele mesmo instante um par de olhos cinza recebia com desgosto quatro homens levemente amedrontados e de mãos abanando.


 


-/-


 


Levantou-se assustada, estava acostumada a despertar com os acordes suaves de Wasting Time, Jack Johnson, portanto ao ouvir sua mãe chamar-lhe da porta de seu quarto soube que algo se passara errado. Como que num reflexo a morena procurou no criado mudo ao lado de sua cama o celular, mas a tela preta não deu lugar às horas quando ela apertou o botão vermelho.


_Merda, acabou a bateria.


Ciente de seu atraso a morena pulou da cama abrindo a porta do guarda-roupa e pegando a primeira calça jeans e a primeira camiseta que via na frente, por ser sexta-feira, o último dia de aula em Hogwarts, o ano sênior se via desobrigado a envergar o usual uniforme da escola.


_Harry já está te esperando.


A mãe avisou à filha que segurou uma careta.


_Cinco minutos!


Ela gritou quase tropeçando ao tentar calçar um dos tênis num pé enquanto pulava no outro em direção ao banheiro de seu quarto. Ela escovou os dentes em tempo recorde e prendeu o cabelo num coque para disfarçar seu completo desalinho. Não se incomodou em pegar os materiais, só sua bolsa, os professores sabiam que aulas, naquele dia, simplesmente não eram viáveis.


Em quatro minutos e vinte e três segundos a morena descia as escadas de dois em dois degraus em direção ao hall da casa onde Harry a esperava tentando conter uma risada.


_Não senhora! Não vai sem café da manhã – Jean disse resoluta.


_Mas mamãe já estou atrasada, vou atrasar ao Harry, Ron e Ginny...


_Espere aí – disse a mãe inflexível, Hermione mordeu o lábio inferior e se remexeu agoniada, Harry riu, a morena lhe deu um leve tapa no braço, mas não se opôs ao beijo leve que ele lhe roubara – tome, coma no caminho, agora vão e aproveitem o último dia.


Disse Jean que entregava um sanduíche de queijo derretido à filha que o abocanhou faminta. Os dois acenavam positivamente quando John cruzou o arco da cozinha com uma careta de desgosto.


_Mas não aproveitem demais!


O homem falou, da esposa, recebeu uma cotovelada na costela como resposta. Harry e Hermione riram e acenaram alegremente correndo para o muscle.


_O que aconteceu?


Inquiriu o moreno enquanto dava a partida no carro, Hermione tentava equilibrar o sanduíche na mão e colocar o cinto ao mesmo tempo.


_Meu celular acabou a bateria no meio da noite.


A morena respondeu desgostosa. Harry riu e em seguida ligou o rádio na estação de rock. Hermione continuou a devorar o sanduíche enquanto refletia o quanto a semana passara rápido. Após a tentativa de rapto, na segunda-feira, ela havia seguido com a vida normalmente, seus pais, se tomassem ciência de algo, ficariam muito preocupados e a morena se aferrou à crença de que havia algo errado em toda aquela história, a final, eles nem sabiam seu nome, não era ela o verdadeiro alvo daqueles homens, não havia a menor razão para que o fosse...


_Estava quase indo a pé – disse Ron em seu usual tom dramático quando o Challenger parou em frente à casa dos ruivos.


_Ron, de nós três você é o que mora mais próximo da escola e é o que mais reclama quando tem que ir a pé.


Disse Harry fazendo pouco da cena do amigo, batucava no volante enquanto Ron entrava no carro, Ginny conteve as ganas de gargalhar ao pôr os olhos na verdadeira tromba que o irmão ostentava como resposta às palavras de Harry.


_Vamos logo, é o último dia, não quero chegar atrasada!


Hermione bradou apressando os irmãos, Harry a mirou com uma sobrancelha sugestivamente arqueada, a morena deu de ombros ignorando a ironia no olhar do namorado. Chegaram à escola no exato momento em que o sinal batia os fazendo correr em direção à entrada do colégio antes que as portas fossem fechadas.


_Oh! Esqueci a bolsa no carro, Harry me empresta a chave!


A morena levou a mão direita à testa, Harry lhe entregou a chave e Hermione correu o mais rápido que pôde até o muscle, abriu a porta rapidamente e pegou a bolsa no banco do passageiro. Ao se abaixar viu, do outro lado da rua, de frente ao colégio, um Mercedes preto estacionado, dois homens apoiados em seu capô pareciam distraídos demais.  Um levava um cigarro aos lábios enquanto o outro simplesmente observava o movimento, quase inconsciente.


Hermione soltou uma risada nervosa - Estava por demais paranoica.


A morena correu ao encontro de Harry que estava na porta do colégio tentando conversar com o velho zelador, o Sr. Filch, enquanto este tentava livrar-se do jovem e fechar as portas de carvalho do colégio.


_... pois como eu te disse, os 70 são os melhores anos do Rock, não tem comparação, prometo que um dia te trago um CD, aposto como vai adorar!


O moreno enrolava o zelador com notável maestria, o outro por pouco não se enfadou com a conversa fiada dele. Hermione passou ainda correndo pela porta, lançou um sorriso divertido a Filch e puxou Harry pelo braço que a seguiu emitindo altas gargalhadas da cara do zelador.


_Te devo essa.


A morena ainda ria quando se aproximaram da sala do Prof. Lupin, de história.


_Oh, não me tente a cobrar.


A morena não se fez capaz de evitar o calor que lhe subiu à face ao ver o sorriso ladino nos lábios do namorado ao dizer aquelas palavras.


_Com licença professor, desculpe o atraso.


Hermione disse após bater suavemente na porta, Lupin falhou miseravelmente em conter a risada ao ver o casal completamente vermelho e com os cabelos desalinhados.


_Harry, está competindo com o Edward Cullen pra ver quem tem o mais moderno hair style?


Harry carranqueou diante das gargalhadas gerais, Rony era o que ria mais afetadamente, Hermione tentou arrumar o cabelo do moreno enquanto esse dava um tapa na cabeça do ruivo.


_Muito bem classe. – todos silenciaram diante das palavras do professor – Não é como se pretendesse dar aula hoje, não faria tamanha crueldade com vocês – disse o homem num tom dramatizado fazendo todos sorrirem – quero apenas lhes desejar boa sorte nessa próxima fase e dizer que torço para que tenham aquilo que a vida pode oferecer de melhor. Agora, por favor, não destruam a sala, e sem bolinhas de papel Sr. Finnigan!


Um lamento fez-se ouvir e todos riram novamente, Lupin caminhou até o trio e sorriu.


_Então vão todos pra Cambridge? Fico muito feliz por vocês, desde os marotos não vejo uma amizade assim!


Os três sorriram e se entreolharam genuinamente felizes.


_Inclusive, Harry, tem tido notícias do pulguento do seu padrinho? Já faz o que, três meses que ele saiu com aquela moto dele por aí? Ele nunca vai tomar vergonha na cara...


_Na verdade fazem quatro, ele me ligou quando fui aceito em Cambridge, disse que já sabia mas que ainda assim estava muito orgulhoso.


_Claro que sim – Lupin sorria – e o baile hoje à noite, animados?


_Claro que sim – disse Ron levando as mãos atrás da cabeça – convidei a Parvati, mal posso esperar...


_Mas você não ia com a Lavender?


Hermione perguntou confusa.


_Oh não! – o ruivo arregalou os olhos perdendo completamente a pose – Eu me esqueci de que tinha convidado a Lavender!


Os outros três deram boas risadas com a cara de desespero do ruivo que tentava desesperadamente encontrar uma saída para seu problema, mas engraçado mesmo foi quando, no almoço, Ron saiu correndo do restaurando com a loira e a morena em seu encalço enquanto todos riam e faziam um bolão de quem iria pegar o ruivo primeiro.


O clima das aulas, no geral, não foi muito diferente. Alguns professores fizeram discurso de despedida, outros apenas deixaram a aula livre, os alunos nunca estiveram tão unidos e tão conscientes da separação eminente. Draco Malfoy era o único que se mantinha indiferente, indiferente, pois se encontrava em demasiado hipnotizado com certa melena castanha para precatar-se do que acontecia a seu redor.


_Às nove?


Hermione perguntou no momento em que era deixada em frente a sua casa, Harry maneou positivamente e a beijou nos lábios de forma suave.


_Às nove. Não se atrase.


_Não o vou.


Ela respondeu de forma graciosa, beijou-lhe pela última vez e saiu do carro. Ron pegaria o carro do pai emprestado aquela noite e por fim acabara decidindo levar Luna de última hora, a aloucada aluna não se importou com as condições em que o convite fora feito e pareceu muito feliz em acompanhar ao ruivo no baile de formatura.


Hermione saltou do carro e abriu a porta de casa com um sorriso remanescente nos lábios.


_Mione, seu vestido está passado sobre sua cama. - Jean disse à filha no momento em que ela entrava em casa – deviam ter saído mais cedo, vai precisar se apressar para ficar pronta na hora, quando o Harry vem te buscar?


_Nove horas.


_Oh, céus. Excelente, você tem três horas para se arrumar.


A morena riu com o desespero, que de certo não compartilhava, da mãe.


_Mãe, relaxe, vai dar tudo certo.


Disse enquanto subia as escadas com o sorriso ainda firme nos lábios – a final, nada poderia dar errado.


 


-/-


 


Harry saiu do banho e começou a vestir-se quando viu uma caixa em cima de sua cama, ao abri-la, franziu o cenho.


_Mãe, foi você quem deixou isso em minha cama?


O moreno descia as escadas com a caixa numa mão e a toalha na outra, secando o cabelo e já envergando um smoking bem talhado.


_Oh, não resisti, vi numa loja quando saí do escritório e me lembrei da Mione na hora, tenho certeza que ela vai adorar.


Lily sorria com um brilho quase infantil nos olhos verdes, James e ela foram os mais empolgados com o namoro dos dois, adoravam Hermione.


_Tenho certeza que sim, obrigado mãe, não tinha pensado em comprar nada, foi genial.


A ruiva abraçou o filho satisfeita, James entrou na sala sorrindo.


_As mães pensam em tudo mesmo...


Ele parecia lembrar-se de algo quando a ruiva gargalhou.


_Não é mesmo? Eu sei que foi a Sra. Potter quem comprou aquela pulseira que você me deu na nossa formatura, ela me contou há alguns anos atrás.


James pareceu mortificado com a revelação, Lily e Harry não se deram ao trabalho de tentar conter o riso.


_Mas saiba que ela só acertou por que eu já lhe tinha dito que sua cor favorita era verde.


O moreno disse numa tentativa de lavar sua honra, Lily se apiedou do marido e foi beijar-lhe os lábios como uma compensação pelo embaraço, Harry riu dos pais e voltou a olhar o delicado colar de prata dentro da caixinha, a pedrinha de topázio no centro não era muito grande, Hermione já lhe comentara que adorava a pedra e a Harry lembrava os olhos da morena, ela amaria e disso ele tinha certeza.


 


-/-


 


_Hermione, Harry chegou.


Hermione pôde ouvir a voz da mãe do hall em seu quarto. Olhou-se uma última vez no espelho aprovando o que via, pegou a carteira de festa em cima da cama e saiu do quarto. A morena se sentiu num filme dos anos 80 quando viu Harry a esperando num smoking ao pé da escada com uma orquídea dentro de uma caixinha transparente.


_Está deslumbrante.


Disse ele quando ela alcançou o chão, ela sorriu e lhe brindou com um beijo, ele abriu a caixinha e prendeu a orquídea no vestido vermelho da morena que não parava de sorrir.


_Pronta?


_Claro que sim!


_Não senhores, esperem aí! – Jean apareceu correndo com uma máquina fotográfica na mão, ela sorria alegremente, Harry e Hermione acabaram rindo também – Jamais perderia a oportunidade de tirar uma foto de vocês dois tão absurdamente lindos!


Harry passou a mão pelo cabelo, milimetricamente desalinhado, afetadamente e Hermione lhe deu um tapa no braço.


_Quanto ao Harry, tenho minhas dúvidas, mas Hermione está linda!


Disse John que resolveu baixar a bola do genro, Harry pareceu ofendido, mas sua expressão não durou muito tempo, logo se virou para a câmera que Jean lhe apontava e sorriu, de fato não se lembrava de estar tão feliz assim em muito tempo.


_Lindos, os dois – Jean acrescentou olhando de esguelha para o marido – agora vão e aproveitem!


_Mas não de m... Au!


A mulher não permitiu que o marido terminasse a frase dando-lhe um tapa no braço, o casal mais jovem riu e se retirou de mãos dadas da casa.


Não conversaram muito no carro, mas perderam mesmo as palavras quando chegaram ao colégio. Durante o dia a arrumação para o baile era bonita, mas à noite, com todas as luzes, estava esplêndida, cores e sombras davam um ar elegante ao estilo vitoriano da construção.


_Uau. – foi como Harry se expressou – Dumbledore se superou.


_De fato.


Disse Hermione sem ter nada mais significativo a dizer. Saíram do carro ainda de mãos dadas e entraram pelos corredores cumprimentando aqueles que conheciam, ao chegarem ao ginásio, completamente arrumado para a ocasião, ficaram ainda mais impressionados, estava tudo perfeito.


_Chegaram! – sobressaltaram-se ao serem abordados pelo ruivo que parecia extremamente animado – Dumbledore estava inspirado uh?


O ruivo indagou também observando a arrumação do local e os morenos concordaram. O início da festa foi tranquilo, os amigos, que também incluíam Ginny e Luna escolheram uma mesa onde ficaram até o discurso do diretor e da vice-diretora. Como todo início de festa, as músicas não eram das mais animadas, o que propiciou a conversa, mas às onze, quando todos já haviam chegado e os discursos e homenagens foram feitos, a banda contratada começou a tocar e os alunos, com poucas exceções, não voltaram a se sentar por mais de dez minutos, visando recuperar o fôlego.


Hermione perdera a conta de que horas eram. Harry não era um bom dançarino, de certo que lhe pisara o pé uma ou duas vezes, mas de certa forma era fofo e lhe divertia vê-lo dançar meio desengonçado.


_Estou com sede, vou pegar algo pra beber.


_Vou com você.


O moreno disse e a acompanhou. Chegaram até a mesa de bebidas e Hermione se serviu de um ponche que lhe parecia menos batizado. Harry levou a mão ao bolso interno do smoking sentindo a caixa segura ali, quando a morena terminou de se servir, falou:


_Tenho algo para você, para que nunca se esqueça de mim.


Hermione o olhou curiosa, mas acrescentou num sorriso:


_Jamais me esqueceria de você Harry – ela o olhou significativamente e sorriu um pouco contida – eu o amo.


Harry a fitou levemente surpreso, mas a felicidade lhe transbordava os olhos, ele levou a mão ao rosto dela a puxando levemente lhe presenteando com um beijo cálido.


_Pois também eu amo você, – disse ele sem esconder por um segundo a felicidade que sentia – mas ainda sim desejo lhe presentear, devolver um pouquinho de toda a felicidade que tenho por tê-la a meu lado.


Hermione ia retrucar, mas ele a calou com outro beijo. Levou a mão ao bolso interno do smoking e tirou de lá a caixa preta aveludada, Hermione segurou a caixa incerta, abriu-a e permitiu que a surpresa lhe tomasse as expressões.


_É lindo, Harry, céus, é lindo. Obrigada, eu não sei o que dizer, não sei como agradecer eu... – e a morena parou por um instante pensando repentinamente em algo – Na verdade sei sim.


E ela o beijou, mas dessa vez foi pungente, tentando oferecer ao moreno algo muito maior do que um simples agradecimento. Eles terminaram o beijo, mas se mantiveram de olhos fechados, o desejo exalando como uma essência afrodisíaca por todos seus poros.


_Vamos sair daqui?


A voz da morena falhou ao dizer aquilo, delatando que não sentia nem um quarto da confiança que demonstravam seus olhos. Harry franziu o cenho a olhando levemente preocupado.


_Você tem certeza disso Herms?


A intensão dele nunca fora força-la, Hermione o olhou por alguns segundos  e de repente sorriu tranquila.


_Eu tenho certeza de você.


Ela o beijou calidamente, dessa vez demonstrando confiança e Harry não pensou duas vezes. Terminou o beijo e pegou o colar das mãos da morena colocando-o no pescoço dela e o fechando, ao fazê-lo, depositou um beijo na nuca de Hermione e a abraçou de lado a guiando para fora dali.


O casal atravessou o estacionamento entrando no muscle em seguida. Hermione olhava curiosa para Harry que colocava o cinto.


_Onde você quer ir?


Ela perguntou numa curiosidade quase infantil, Harry a olhou ela mordia o lábio inferior.


_Eu tenho a chave do apartamento do Sirius, você sabe como ele é, duvido que iria se importar, além disso uma faxineira limpa o apartamento toda semana, incluindo o quarto de hóspedes.


Ele disse tentando não soar sugestivo, Hermione riu e falou:


_Por mim tudo bem, de qualquer forma, seria muito azar ele chegar logo hoje à noite.


Harry concordou com uma risada e deu a partida no muscle. Hermione olhava para fora sentindo-se pela primeira vez nervosa, era virgem e por mais que confiasse em Harry a expectativa não a abandonava. O nervosismo, no entanto, deu lugar à confusão quando ela olhou o retrovisor do muscle, a Mercedes preta que vira mais cedo acabara de virar a rua que o muscle costurara segundos antes e qual não foi a surpresa da morena ao reparar que a curva seguinte também. Quando a quarta curva fora também copiada pelo Mercedes Hermione não pôde mais ignorar, não faziam um caminho comum, o apartamento de Sirius ficava numa parte afastada de Londres, pouco habitada.


_Harry, eu acho que aquele carro está nos seguindo.


Harry maneou positivamente e tenso, já percebera. O moreno tentou virar algumas ruas e se livrar do Mercedes, mas ao perceber que fora detectado o carro preto não se importou mais em manter distância. Passavam por uma rua ladeada por muros de fábricas antigas quando o Mercedes se posicionou ao lado do muscle. Prevendo o movimento seguinte do carro, Harry freou no exato momento em que o outro carro iria prensá-lo no muro. Com agilidade ele girou o carro seguindo acelerado na direção oposta, mas Harry não esperava ser fechado por outros dois carros pretos e se viu obrigado a desviar, acabou batendo quase de frente com o muro de uma das fábricas.


Nenhum dos dois viu quando dos dois carros e do Mercedes que dera a volta, saíram oito homens encapuzados, três deles armados. Harry só se sentiu ser puxado bruscamente para fora do carro e um braço forte pressionar sua garganta enquanto uma arma era apontada para sua cabeça. Hermione, ainda desnorteada pelo baque, pareceu assistir à cena em câmera lenta, quando se deu conta do que acontecia soltou seu cinto e pulou para o banco do motorista, sua porta estava bloqueada pelo muro, e saiu do carro caminhando diretamente ao homem que segurava Harry. Um outro, não armado tentou impedi-la, mas Hermione o acertou com um soco antes que ele pudesse encostar as mãos nela.


_Solte-o agora mesmo... – mas ela parou de andar no momento em que viu o homem destravar a arma a olhando sugestivamente – deixe-o em paz, eu faço o que quiserem, mas deixe-o em paz.


O homem riu e a olhou curioso – ela era rápida.


_Bom saber, seu namoradinho não precisa sair machucado, tudo o que tem a fazer é entrar naquele carro ali – ele apontou para a Mercedes com a arma – e nós o deixaremos em paz.


_Hermione não!


Harry não conseguiu continuar quando o homem pressionou sua garganta fortemente e ele se viu desesperadamente sem ar.


_Que garantia eu tenho de que realmente vão deixa-lo ir?


_Nenhuma, mas pode ter certeza de que se não fizer isso ele não sai vivo daqui. – Hermione o olhou raivosa, ele riu – Mas se a acalenta saber, não é do nosso interesse mata-lo, nossa única encomenda é você.


_Não acalenta saber.


_Que pena.


Ele abaixou a arma na direção do fêmur de Harry e atirou. O moreno urrou de dor e Hermione se viu desesperada, iria avançar sobre o homem se os outros dois homens armados não houvessem apontado as armas na direção da cabeça de Harry.


_EU VOU! Eu vou!


Ela bradou rapidamente contendo as ganas de tombar sobre os dois e arrancar seu namorado dali.


_Boa menina. Bem que o chefe disse que ele era seu ponto fraco.


O homem riu sarcasticamente e Hermione, pela primeira vez, não via outra saída senão fazer o que lhe fora ordenado. A morena se virou na direção do Mercedes e viu um outro homem encapuzado se aproximar com uma corda nas mãos – oh, claro que não a levariam livre, provavelmente sabiam o que ocorrera aos outros quatro que tentaram dominá-la – e permitiu que ele amarrasse seu pulso em suas costas. A jovem olhou uma última vez para Harry, e ouviu em meio a um esgar de dor o moreno dizer a palavra não – ele não via que ela não tinha outra escolha? O que ele faria no lugar dela? – continuou a andar na direção do carro e sentou-se no banco traseiro, forrado em couro, de cada lado sentaram-se os dois homens armados que seguraram cada um, um braço seu, apontando as armas na direção de seus rins. Hermione viu aliviada Harry ser deixado na rua, jogado no chão segurando a própria perna nas mãos e olhando diretamente para o carro em que estava, ela podia ler nos lábios do moreno o seu nome, mas amarrada e com dois caras com o dobro de seu tamanho lhe apontando armas, nada podia fazer.


Ela fechou os olhos quando o homem que se sentou no banco do motorista virou em sua direção e lhe vendou. Percebeu quando tiraram os capuzes, mas se mantiveram em silêncio. O caminho feito foi longo e Hermione nada pôde reconhecer, com os vidros fechados não ouvia nada nem sentia cheiro algum.


Quando finalmente pararam, Hermione conseguira recuperar o auto controle e voltara a pensar friamente, precisava, de alguma forma, sair dali e agora eles não tinham mais a Harry para obrigá-la a parar.


_Muito bem princesa, para uma refém até que é bem quietinha, se nosso chefe não houvesse falado tanto de você eu diria que é por medo, mas presumo que esteja maquinando alguma forma de fugir, se acertei, desista, agora que está aqui, ele nunca permitirá que saia.


Disse o homem a sua direita, para a surpresa da morena, ele tirou a venda de seus olhos permitindo que ela visse os rostos de todos eles, não conteve a tempo sua expressão confusa.


_Eu já disse princesa, você nunca mais vai sair daqui.


Hermione paralisou com o quanto aquelas palavras soaram seguras. Olhou ao redor reconhecendo uma construção antiga, acabada, mas para sua surpresa, um portão que lhe parecia velho demais, abriu automaticamente – era tudo fachada – ela pensou. O Mercedes adentrou à construção descendo uma rampa que levaria a uma parte subterrânea. Hermione começou a se sentir totalmente confusa, o que alguém poderia querer com ela, alguém que possuísse um esconderijo?


De repente Hermione sentiu seu estômago embrulhar de pânico, a consciência a tomando e ela sabendo exatamente quem em plena Londres poderia ter um esconderijo subterrâneo e por que.


Não se surpreendeu quando foi guiada para fora do carro alinhavando corredores desconhecidos e levada até uma sala de teto baixo e bem ornada, alguém a esperava. Não se surpreendeu ao ver os olhos cinza de Draco Malfoy a observarem num misto de deleite e devoção doentia, ela finalmente entendera. 


 


N/A2:


Terceiro capítulo online! Estou postando mais do que imaginei que o faria...


Provavelmente vocês devem estar achando tudo isso muito confuso, acertei? Pois é, há ainda muita coisa a ser explicada, mas no próximo capítulo as principais serão esclarecidas, então sejam pacientes ;)


Não pretendia parar nessa parte, mas já estava escrevendo muito - para o meu usual - e se continuasse o capítulo ficaria muito grande, então precisei parar. Gostaria muito de ler as teorias de vocês sobre a ocupação da família Malfoy, por que eles têm um esconderijo subterrâneo? A fic está finalmente tomando o rumo que vai ter durante grande parte da história...


Próxima atualização? Não sei, depende de vocês e dos comentários ;)  E por falar em comentários...


Jaque Granger Malfoy: Que bom que gostou do capítulo!  Quanto à Hermione ser descendente de família chinesa, bem, isso tem um motivo especial, no próximo capítulo isso vai ser esclarecido ;) O Draco começou sim o plano dele, continuou nesse capítulo e o grand finale será no próximo, ainda há algumas coisas a acontecer e isso tem toda relação com o que a família dele faz e eu digo que não há nada de bom nisso, nada mesmo. Adoraria ler uma teoria no entanto, fique à vontade para tentar =D Quanto à fic ser HHr, honestamente? Eu não faço ideia de como essa vai terminar, mesmo, não estou só tentando te convencer a ler. Mas talvez te acalente um pouco saber que: essas foram as últimas cena H² em um bom, muito bom, tempo, muitas coisas vão acontecer e o nome do Harry vai aparecer muito mais nos pensamentos da Mione do que ele como personagem. Basicamente a fic vai se passar agora entre o Draco e a Mione. Quanto aos leitores, tô meio triste tb, mas meus amigos prometeram dar uma animada por aqui e já colocaram a fic no top, então acho que as coisas vão começar a esquentar! ;) Brigada pelo apoio viu? Espero que continue lendo e que a fic te agrade! Beijos!


Gabi Silva Potter: Que bom que passou por aqui e gostou! ;) Acho que não demorei muito a atualizar, certo? Espero que tenha gostado também desse capítulo e continue comentando! Beijos!


Talita Parkinson: pois é, já te agradeci ali em cima, mas precisava agradecer aqui também ;)))) Menina você é muito competente no quesito propaganda e eu só tenho o que lhe agradecer, agora é esperar que o pessoal realmente goste da fic e comente! Devo isso a você, muuuuuito obrigada! Beijos!


 


Beijos a todos os que leem.


Poly_Malfoy

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Comentários: 2

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Enviado por Déia Santos em 26/03/2012

Oh my dear God?! O que foi isso?!
Nossa, sem folego até agora. Amando d+...
Sua história envolve d+ =D
 

Nota: 5

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Enviado por Tonks Fenix em 29/09/2011

Leitora nova! amando a fic, espero que tenha muito D/H.. rs

qnto à família do Draco, seria algo do tipo Máfia Italiana? super curiosa pra ver o q ele vai fazer com a Mione!

Posta mais!!!

Nota: 5

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