Capitulo 31 – O Tempo
- Bom dia Severo!
- Foi um bom dia Merloc... Foi.
- Ainda é cedo.
- Pra mim não mais.
- Sei que é difícil deixá-la, mas assim como eu, você vê a necessidade de voltar.
- Ela vai ficar bem aqui, não a deixe voltar, por nada nesse mundo.
- Não se preocupe, ela estará segura aqui.
- Então, o que você queria comigo?
- Harry será treinado por mim, Morgana e meus discípulos. Os três ficaram até o dia da Ascensão de Liane aqui em Avalon.
- Mas isso será em apenas três meses...
- Sim, será.... Mas no seu Mundo.
- Não acha pouco tempo de treinamento?
- O tempo aqui não anda como no seu mundo, não corre do mesmo jeito.
- Será doloroso para ela lutar com o próprio pai, por mais que seja aquele monstro.
- Possivelmente. Mas ela não conseguirá vê-lo com seu pai, nunca será assim. Em seu coração só há espaço para Andrômeda e Thomas Tonks.
- Era para eu ser seu pai, eu deveria ter cuidado dela. Seria minha filha e de Navra, do jeito que ela queria.
- Sim eu sei disso filho, sei de sua promessa, o que sente, mas essa menina não é tão frágil quanto sua mãe. É o destino dela enfrentar o próprio pai, um ser maligno e tirano. Tanto ela quanto Harry teroaf poder para isso.
- Ela é só uma menina, Dragão.
- Ela é mais que isso. A Magia a escolheu, ela a capacitará.
- Se eu tenho que voltar, então o que devo fazer? Como me comportar frente às coisas que serão me cobradas sobre Liane e o ritual?
- Haja do modo que fazia quando estava enfeitiçado, como um homem sem alma. Continue sendo Norton Seymour. Mas não volte aqui novamente. Quando quiser falar comigo use o poder que te dei, mas não tente vir. Criarei barreiras para assegurar que ninguém tente descobrir onde eles estão.
- O que vou falar sobre o receptáculo, sobre Liane? Ele quer drenar todo o poder dela, ele quer o poder antigo só para ele.
- Infelizmente teremos que usar a pequena Ginevra.
- A Weasley? Não... Eu não posso... Não devo Merloc. É só uma menina...
- Ela é telepata e uma receptora de magia. Será o chamariz para ele. Quando ele for até as pedras sagradas, Harry, eu e Liane estaremos lá. Eles a protegerão, além de você meu jovem.
- Mais uma vida em minhas mãos... – Disse aborrecido.
- Não se preocupe ou se martirize com isso. Ele não ousará fazer nada com ela antes.
- Eu realmente espero. Draco não me perdoará se algo acontecer a ela. Nem Potter, ou Liane... Hermione me odiará eternamente. – Disse furioso.
- Calma filho. – Então fungou seu ar quente sobre Severo.
Ele respirou fundo, sentindo o peso em seus ombros novamente. – Você sabe o que faz Merloc. Não deixe as coisas saírem do seu controle.
- Eu farei isso. Gina não correrá risco de vida.
- Saiba que com ela vem o Draco.
- O pequeno Malfoy está seguindo seus próprios passos.
- Pare com isso Dragão.
- Tudo bem... Mas antes de ir, Liane está te esperando.
- Esperando pra que?
- Acho que ela tem algumas dúvidas.
- Onde?
- Lá na cachoeira... Boa sorte filho.
Severo o saudou com um inclinar de cabeça e seguiu seu caminho. Quando chegou ao local viu Harry e Liane abraçados. Sentiu uma pontada de inveja, pois queria estar assim com sua Hermione. Quando chegou mais perto não precisou se pronunciar, ela o olhou por sobre os ombros. Separaram-se. Harry a beijou e se afastou. Olhou para Severo e o saudou com a cabeça, recebendo a mesma saudação em troca. Liane caminhou até ele.
- Bom dia.
- Bom dia. - Disse seco. – Merloc disse...
- Sim eu sei, eu pedi a ele. – Disse cortando Severo.
- O que quer menina, não tenho muito tempo.
- Espere ai, sua essência... Ela mudou...
- O que? Do que você está falando?
- Quando Hermione foi levada, o seu disfarce de Norton... Eu vi o seu verdadeiro Eu, mesmo com a poção. Você se lembra da reunião na sala da Diretoria, não lembra?
- Eu lembro, mas infelizmente não estava em meu juízo perfeito, não era eu realmente...
- Céus! Você perdeu a marca dele! – Disse assustada.
- O que? – Disse imediatamente levando a mão ao braço esquerdo.
- Você não é mais um Comensal... Você não pertence mais a Voldemort – Disse quase murmurando.
Severo, sem esperar, desabotoou a manga da camisa, suspendeu e virou o antebraço. Não havia nada, nem marca, nem cicatriz.
- Como? Isso não existe! – Disse exasperado, não conseguindo acreditar que estava livre.
- Sua alma... Eu não consigo sentir direito... Parece que ela foi dividida... Eu não entendo. – Disse Liane surpresa.
- Realmente eu fiz, junto com Merloc. Mas não fiz nenhuma horcrux. Não sou como aquele lá.
Liane fechou seus olhos tentando controlar seus poderes.
- Me desculpe, eu não consegui controlar... Eu fiquei assustada por não reconhecer sua magia como em Hogwarts e na cachoeira. Você era mais sombrio.Tom Riddle estavam em você. Eu senti. Pensei que era a marca... Mas senti bondade... Senti Hermione em você.
- Sua magia é demais pra você agora. Tente controlá-la.
- Eu preciso entender o que sinto. E difícil controlar. – Disse angustiada.
- Não, não precisa. Isso é sua defesa. Merloc ensinará o que precisa. Vá devagar.
- Desculpe...
- Você é mais parecida com sua mãe do que imagina.
- Eu sonhei com ela. Eu vi tudo, Snape. Desde o dia do seqüestro até o dia em que nasci. Você e Dumbledore... Malfoy e o penhasco...
Severo fechou os olhos como se recordasse todos aqueles momentos. – Entendo... Sabe então que não consegui salvar sua mãe.
- Você fez o que pode.
- Sua mãe desafiava Voldemort demais...
- Ele matou minha mãe aos poucos...
- Ela não se deixou abater... Até sentir que você ia nascer e estava salva.
- Mas ela se deixou morrer...
- Para que você tivesse uma chance de viver.
- Ela podia estar viva...
- Não. Ela morreria se continuasse nas mãos Dele. Quando Voldemort odeia... Tente olhar de outro jeito as coisas.
- Tentarei entender.
- Criança, o que pude fazer por Navra eu tentei fazer. O que ela pode fazer por você, ela também o fez.
- Eu agradeço pelo que fez.
- Não há o que agradecer.
- Hermione tem sorte de tê-lo.
- Não consideraria sorte...
- Mas é. Você é melhor do que pensa.
- E você acredita em...
- Eu sinto, eu vi dentro de você.
- Você é pior que seu avô.
- Não se pode negar o sangue, não é mesmo?
- Me dê licença, mas preciso voltar.
- Obrigada pela conversa.
- Eu espero que Potter possa aprender algo com você.
- E eu espero que você seja feliz com minha amiga.
- Se ela fosse esperta, fugiria de mim.
- Ela é. Por isso está com você.
- Adeus pequena. - Disse se aproximando e tocando no rosto de Liane com as pontas dos dedos. – Não sei como não percebi o quanto você é parecida com sua mãe antes. Os mesmos olhos...
- Até mais ver, Severo...
Ele se aproximou dela e deixou um beijo em sua cabeça. - Cuide-se.
Severo a deixou. Caminhou lentamente até a caverna.
- Snape! – Liane gritou, fazendo Severo parar e se virar.
- Ilusione uma nova marca... Não deixe ninguém vê-lo sem ela.
Severo concordou com a cabeça e andou até desaparecer.
Logo depois Harry se aproximou. Liane correu para seus braços logo que o viu.
- Ele mudou. – Disse Harry.
- Você escutou quase tudo, não foi?
- Nem tudo. Eu apenas senti o que você sentiu. Jamais imaginei que numa conversa Snape não destilasse veneno.
- Ele não dá o braço a torcer pra ninguém.
- Mione vai sofrer com ele.
- Não penso assim. Acho que quem vai sofre um bocado vai ser ele. Mione não é fácil. – disse rindo.
- Tirou suas dúvidas?
- Sim. Tenho certeza que ele amou muito a minha mãe.
- Ainda não consigo ver Snape amando alguém.
- Mas ele é capaz disso. É reservado, sisudo, mas ama como você e eu, ou até mais profundamente.
- Você agora é fã de Severo Snape?
- Não Harry, eu só o respeito. Ele me ajudou a nascer. Cuidou de minha mãe e tem cuidado de Mione.
- Mas não deixou de ser um Comensal.
- E ai que você se engana. Ele não é mais um comensal de Voldemort. A marca desapareceu.
- Como assim desapareceu?
- Acho que o poder de Merloc e dos sentimentos por Hermione destruíram o feitiço que o colocava a mercê daquele monstro. Mas acho que isso teve um preço.
- E qual foi?
- Ele perdeu parte da própria alma.
- Como uma horcrux?
- Não. Não há nada de maligno nele. Mas sua alma não está completa, sua magia está incompleta.
- Você acha então que finalmente ele está contra Voldemort?
- Não tenho dúvida.
- Perguntou sobre Mione?
- Acho que é algo mais profundo do que foi com minha mãe. Eu sinto a magia dela nele.
- Eles realmente estão juntos...
- Acho que sim. Desculpe.
- Ron não vai gostar disso nenhum um pouco.
- Foi o Ron que jogou a Mione nos braços de Severo, Harry. Ron sacaneou ela, ele a consolou.
- Do que você está falando?
- Não comente isso com ninguém , Harry, mas Ron quase estuprou a Mione em Hogwarts. O professor Norton que o impediu. Ele ficou com ela a noite inteira.
- Você está brincado comigo... O Ron?
- Ele perdeu o controle...
- Por isso da briga....
- Foi isso sim.
- Mas, ele abriu o jogo? Contou desde o inicio que era Snape?
- Harry, pelo que ela me disse, quando ele contou tudo, ele decidiu acabar tudo entre eles. No outro dia, foi a batalha em Hogwarts. Quando ele já estava diferente.
- Mas Li...
- Eu sei Harry, mas você não consegue sentir a magia como eu a sinto. A magia se mistura quando as pessoas se envolvem intimamente. Eu e você, Remo e Ninfa.
- Gina e o cara de fuinha.
- Isso aí. As pessoas mudam, crescem, evoluem.
- Vai ser difícil me acostumar com tudo isso, eu não gosto de nenhum dos dois. E elas são como irmãs pra mim.
- Harry, são tão mulheres quanto eu...
- Tudo bem Li, mas não vamos ser íntimos. Severo me deve ainda, o Malfoy me irrita.
- Ninguém está pedindo mais que isso de você.
- Tudo bem, então vamos voltar?
- Vamos, quero ver Mione. Desconfio que ela não conseguiu se despedir dele.
Sentiu-se quente, tinha preguiça de abrir os olhos. Estava tão bom ficar estirada na cama. Como sentia saudades de ser preguiçosa pela manhã. Mexeu-se, buscando o corpo de Severo, não encontrando. Abriu os olhos se virando de lado. Estava sozinha. Puxou o travesseiro dele, mas havia uma carta. Pegou-a e abriu. A letra rebuscada e pequena, sem muita variação era sem dúvida de Severo.
“Não quis te tirar de seu mundo dos sonhos. Você merecia dormir bem. Me despedi de você dormindo, assim teria mais força pra voltar para meu inferno particular. Não se atreva a sair de Avalon, não me procure. Só terei forças se souber que está viva e bem. Eu mato o dragão se ele a colocar em perigo. Estude bastante e treine. Vou tentar me manter vivo. Se não conseguir, saiba que te amei. Procure ser feliz, viva sua vida. E agora, se desistir de mim, vou até o inferno atrás de você. Você é minha, Hermione. Você não tem mais escolha.
Vivo por você, fique viva por mim.
Severo Prince Snape.”
- Então Severo, é este mesmo o lugar?
- Sim, Milorde. É aqui o local onde se converge o tempo. Tudo na profecia aponta para cá.
- As pedras que tudo viram, que tudo receberam, que tudo sentiram, que tudo sabem... Aquelas que guardam os caminhos da magia antiga. Seladas por Merlin e abertas somente com o poder da Magia Ancestral.
- Exatamente Milorde.
- Tragam a garota e seu defensorzinho de merda.
-severo já estava impaciente. Pela primeira vez em sua vida, sentiu suas mãos suarem. Enquanto traziam Ginevra Weasley para perto de onde eles estavam, duvidou das palavras de Merloc. Ele sabia que Voldemort iria querer matar a menina para retirar seu poder. Sabia ainda que Draco não agüentaria aquilo e seria morto em seguida.
Quando Gina passou por ele, seus olhos mostravam toda dor, seus medos e sua raiva.
- Espero que esteja satisfeito Snape.
- Sim Weasley, eu estou. – Foi a única coisa que conseguiu dizer.
- Quando você estiver morto eu faço questão de vê-lo ir para o inferno.
Ele apenas meneou a cabeça. E então foi a vez de encarar Draco. Ele vinha seguido por Bellatrix e Rabicho. Altivo tanto quanto o porte dos Malfoy’s lhe permitia. Mas trazia em seu rosto e em suas roupas as marcas do calabouço. Draco o olhou rapidamente e num sussurro breve mostrou a Severo o que realmente pensava: - Tenho nojo de você!
Mas Severo também tinha. Foram os três piores meses de toda sua vida. Se não fosse pela certeza da segurança de Hermione e pelas palavras de Merloc, ele próprio teria tirado sua vida.
E tinha chegado o momento. O pôr-do-sol começava. A hora do crepúsculo.
- Quando o céu tocar a terra... – Disse Snape.
- Agora garota, use seu poder. – ordenou Voldemort.
- Que poder? Eu já disse que não tenho nenhum poder, que não sou quem vocês pensam... – Falou Gina.
- Só pode ser você... Vamos! Amarrem-na no altar de pedra. – Ordenou Voldemort.
- Não! – Gritou Draco. Ele tentava se libertar, mas Bellatrix rapidamente usou de um feitiço para contê-lo. – Não a machuque seus monstros. Não é ela! – Gritava.
- Severo tenha o prazer.... – Disse Voldemort sem importar-se com as gritos de Draco. – Comece o ritual.
Gina estava presa à pedra do altar. Em nenhum momento perdeu a compostura e seus olhos buscavam os de Draco constantemente. Começou o ritual, não podia se esquivar mais. Untou a fronte de Gina com água, assim como seus pés e palma das mãos. Recitou os feitiços e versos na língua antiga.
Pegou um pouco de terra debaixo do altar e jogou sobre o corpo de Gina. – Eu clamo à Terra, Senhora que sustenta a vida, para que a magia contida em ti se acumule e seja dada àquele que a pede.
- Vento, eu os clamo. Soprem em todas as direções e que seu poder sustente a quem o pede.
- Fogo, que transforma, modifica e extermina a vida, eu o clamo. Proteja e dê seu poder para aquele que o pede.
- Água que nutre e destrói, que gera a vida e a mantêm. Acumule seu poder e o dê aquele que o pede.
Então todos os elementos se mostraram de uma vez. Água, Terra, Fogo e Ventos. Todos eles circundavam o altar, em toda beleza e fúria.
- Céus... – Sussurrou Snape. Ele olhou para Gina, com pena.
- Por favor... – Ela gemeu de medo. – Não dê a ele o que quer... Não o deixe vencer...
- Sinto muito... – Respondeu.
- Vamos Severo, termine! – gritou Voldemort extasiado pelo que via.
Erguendo uma adaga no peito de Gina, Severo recomeçou. - Sangue, que move a vida e é sinal de poder, mostre sua face e...
Mas antes que Severo terminasse a voz de uma mulher ecoou em todas as direções do altar.
- Quem é aquele que vem a mim, buscando meu poder?
- Sou eu, Voldemort que busco seu poder.
- Voldemort?
- Tom Marvolo Ridlle. – Repetiu com asco pelo próprio nome.
- E porque me busca Ridlle? Seu poder já não é o bastante? Já não tem tudo o que quer?
- Não, eu não tenho o que quero. Quero mais.
- Nenhum ser vivo já teve todo o poder que você tanto almeja. Eu o conheço, Ridlle, e sei o que mais deseja.
- Você me dará o poder que vim buscar?
- Sim, eu te darei. Mas apenas se me der duas coisas.
- E o que seria?
- A vida da Elemental que guarda o meu poder, como diz a profecia e a vida de sua filha, seu próprio sangue.
- Filha? Eu não tenho filhos... Eu o destruí antes que nascesse...
- Não você não o fez... Ela vive.
Com um ódio mortal gritou. – Severo! Malfoy! – Seu grito de fúria reverberou pelo local.
- Me dê seu sangue, Ridlle e o sangue da Elemental e o poder será seu.
- Malditos sejam! Onde está essa maldita filha?
- Milorde, eu não sei! Não faço idéia. Severo viu o corpo, nós o jogamos do precipício. Severo entregou o corpo dela à Dumbledore!
- Severo...
- Foi o que fiz, milorde. Ela morreu na queda.
- Mentirosos!! Imprestáveis! Eu quero essa maldita aqui e agora! – Gritou a todos pulmões.
- Milorde, olhe! Lá atrás... Vem alguém... – Disse Bellatrix, apontando para o horizonte, em direção ao pôr-do-sol.
Duas pessoas se aproximavam à pé. Com o sol às suas costas, não se podia distinguir quem eram.
- Comensais! – Gritou Voldemort. – Protejam-nos. - Severo, mate a garota. Agora!
Snape olhou para Draco e Gina. Pegou a adaga e a livrou das cordas. Lançou um feitiço em Bellatrix, que foi lançada longe e libertou Draco. – Fujam! Ande, corra e se escondam!
- Não! – Berrou Voldemort. - Seu maldito traidor! Avada....
Então o som do rugido de um Dragão ecoou. Merloc pousou com toda sua força e magnitude próximo ao altar, deixando Voldemort furioso.
Ora, ora, ora... Quanto tempo, não é Tom? – Harry falou ao desmontar Merloc.
- Potter? Eu pensei que estava morto. – Disse Voldemort, mostrando descrença.
- Morto? Eu? Apenas fui correr atrás de destruir sua horcruxes e treinar um pouquinho...
- Então você descobriu sobre minhas preciosidades... E pelo que vejo utilizou de magia para envelhecer também.
- Não é mágica... Eu envelheci, amadureci... Fui para outra realidade Tom, aprender com os melhores. Cinco anos de treinamento...
- Mundo paralelo? Muito engraçado Potter. Mas ainda estou pensando como conseguiu destruir todas minhas horcruxes? E sem nenhum arranhão? – Desdenhou.
- Sim quase todas foram destruídas. Até mesmo sua amada Nagini. Só falta uma...
- Uma? Você só destruiu 5 delas... – É uma pena garoto.
- Não Tom, eu destruí seis... há apenas uma que nem mesmo você sabe que existe.
- Não invente mais nada Potter. Se veio aqui para tentar me destruir, sabe que vai falhar. Eu ainda sou poderoso. Ainda sou Lorde Voldemort. Eu ainda vou viver para sempre!
- Desculpe Tom. Mas isso não vai acontecer.
- Pare de me chamar de Tom! – Gritou.
- Não me interessa como você quer ser chamado. Sua era de terror e medo acabam aqui e agora! – Gritou. – Um de nós dois não sairá vivo daqui.
- Pensa que conseguirá me destruir Potter?
- Eu não penso, eu sei que vou. Merloc, ajude os outros, essa guerra aqui é minha.
- Eu não vou perguntar mais nada, moleque. Meu maior prazer será vê-lo morrer rapidamente, igual aos seus pobres pais.
- Nele você não toca!
Quando Voldemort virou, assustou-se, pensando estar vendo o Espírito de Navra Dumbledore à sua frente.
- Navra?
- Errado, papai. Liane, a filha que você tentou dar fim ainda dentro da barriga de minha mãe. – Disse debochadamente.
- Ótimo! Estava te procurando... Mas sinto que não poderemos nos conhecer melhor... Muito prazer e adeus. Avada...
- Nimbus!!! – Num piscar de olhos Liane não estava mais ali. Aparecendo ao lado de Potter, que o olhava furioso.
- Você realmente quer me deixar furioso Ridlle. Quer matar minha mulher na minha frente? É muita petulância...
- Sua o que? Maldito Potter! Deveria ter te matado quando tive a chance. Miserável...
- Realmente. Agora é minha vez de retribuir. Liane cuide dos outros... Tom é meu!
A luta se espalhava. Merloc sobrevoava a área e defendia Snape, Draco e Gina de alguns comensais. Ele viu que era chegada a hora de trazer os aliados. Com um rugido estremecedor, abriu um portal por onde a Armada Dumbledore e a Ordem da Fênix saiam: Neville, Luna, Ron, Sírius, Remus, Tonks, Jorge, Artur e outros mais entram com suas varinhas prontos para viver ou morrer.
Defendam-se! Hoje acabará tudo de uma vez.
No centro de altar Harry, Liane e Voldemort duelavam. Estavam envoltos por uma espécie de barreira onde os feitiços lançados por for e por dentro eram anulados.
- Vejo que o treinamento serviu para alguma coisa Potter. Muito bom seu escudo.
- Obrigado. Não demorei muito para alguma coisa Potter. Muito para prender a conjura-lo.
- E vejo que a bastardinha também aprendeu alguns truques.
- Para você ver que uma bastardinha como eu pode mais que qualquer comensal seu.
- Mas não são páreos para mim!
- Isso é o que veremos. Liane ajude Snape e os outros. Ele é meu.
- Adeus Voldemort. – Disse Liane se virando.
Voldemort aproveitou o movimento e lançou um feitiço em Liane, que foi rebatido. Mione apareceu com a varinha em riste. Harry a olhou e sorriu.
- Obrigada Mi. – Disse Liane.
- Disponha querida.
- Espere... Você? Você deveria estar morta! Severo... Eu vi seu corpo sua maldita sangue-sujo! Me enganaram!
- Realmente você viu meu corpo. Mas nunca estive morta. – Disse se vangloriando.
- Severo... Então sempre foi ele! O grande traidor conseguiu novamente. Nem meu sangue o fez mudar...
- - Sim, você conseguiu tê-lo em seu comando, sobre seu controle mas, como sempre o Senhor das Trevas não percebeu que há algo maior que tudo e mais forte.
- Amor... – Disse praguejando.
- Sim Ridlle, aquilo que você nunca teve.
- E nem quero ter! Vamos para com essa baboseira... Sua hora chegou Potter, finalmente. Depois vou completar o ritual matando sua amiguinha e minha querida filha bastarda e o poder antigo será só meu. Matarei seu amigos e meu comensal traidor. Controlarei tudo desde seu Dragão até sua amiguinha sangue-sujo, que será minha escrava...
- Isso só vai acontecer nos seus sonhos mais alucinados Tom.
- Não se dirija a mim sua bastarda maldita!
- Não a ofenda Ridlle. Essa guerra é entre você e eu. Mi ajude os outros e fique perto de Merloc.
Mione apenas olhou desafiadoramente para Voldemort e desapareceu.
Os comensais tentavam se aproximar de Severo, Gina e Draco, mas Merloc os afastava com facilidade. Então os gigantes e alguns outros seres das trevas apareceram.
- Eu cuido dos Grandões. Severo, permaneça aqui. Liane está vindo para ajudar. – Disse Merloc.
Severo o olhou confirmando. Gina e Draco se olharam.
- Então, todo esse tempo você estava do nosso lado? – Perguntou Gina.
- Sim. Agora fiquem quietos. Draco. Aqui, sua varinha. – Disse entregando-a à ele.
- Eu deveria matar você... –disse Draco de forma seca.
- Fique a vontade. Mas se lembre que você está cercado por comensais.
- Droga. Gina fique protegida. Não dê uma de heroína.
- Eu não sou louca Draco.
- Estão todos bem? – Perguntou Sírius que conseguiu se aproximar.
- Todos vivos até agora. A menina não tem uma varinha. Leve-a daqui. – Disse Snape.
- Venha Ginevra. – Disse estendendo a mão.
Gina olhou para Draco com remoço.
- Vá com ele Gina. Vou ficar bem. – Disse Draco.
- Eu te amo viu. Cuidado... – Então foi aparatada por Sírius.
- Agora Draco, foque-se! – Disse Snape de forma ríspida.
- Você tem que se explicar depois, por isso, não morra.
- Digo o mesmo. Dando um meio sorriso.
Ambos combatiam lado a lado. Assim como todos os outros. Muitos comensais caiam, poucos aliados eram feridos. Merloc, com suas chamas, destruía a magia lançada pelos comensais e espantava os gigantes de volta para a floresta. Merloc resolveu pousar, Liane o chamava em sua mente.
- Merloc, Harry precisa que tire todos daqui.
- Alguns comensais já foram capturados e levados, outros estão mortos.
- Sírius levou Gina. Luna foi ferida e Ron a levou também.
- Onde está Mione?
- Com Bellatrix nesse momento.
- Vou ajuda-la...
- Cuidado pequena.
- Eu sempre tenho. E Severo? Ele já a viu?
- Não. Acho que ele está cuidando de Greyback.
- Vamos então acabar logo com isso. Voldemort e sua era de destruição se encerram hoje. Vou avisar da retirada e ajudar os outros. – E abriu voo.
Liane estava se aproximando de Mione quando sentiu Harry ser atingido, causando instabilidade na barreira de proteção. Correu até ele.
- Harry!
- Fique longe! – Gritou ele.
- Venha menina. Venha ver a morte do seu maridinho... – Disse entre risadas sádicas.
- Você não tem cacife para mata-lo Tom.
- Não tenho? Então por que ele está sangrando?
- Liane, não se aproxime. – Rosnou Harry. Liane o olhou e viu sua perna sangrando. – Eu dou conta, você sabe!
A gargalhada de Voldemort ecoou. – Pobre Potter. Assim como seus pais, você vai morrer por teimosia.
Liane não pensou mais. Correu até Harry, se defendendo dos ataques que Voldemort lançava contra ela e Harry. Sem usar sua varinha, criou um escudo protetor em volta dos dois.
- Eu dou conta Liane...
- Eu sei, mas não vou ariscar. Sinto que você precisa disso, precisa de mim. – Então com uma pequena adaga fez um corte na palma da mão dela e da de Harry.
- Meu sangue com seu sangue, nosso sangue! – Disse unindo as duas mãos cortadas. – que o poder que há em mim seja teu, para que o mal caia e o bem triunfe. Não por mim, nem por você. Por aqueles que virão. – Novamente A voz ressoou.
- Quem es tú?
- Eu sou Liane Potter. Filha de Navra Dumbledore e Tom Ridlle. Eu sou a detentora do poder antigo. Sou aquela da qual a profecia foi feita. Eu guardo o seu poder e o exijo. É minha herança.
-E eu o concedo. Assim seja e assim será!
- Nãoooooooo! – Gritou Voldemort com ódio profundo pelo que via acontecer. – Ele é meu!!!!!
Então um clarão se fez onde estavam Harry e Liane. Uma grande energia se acumulou e com um estrondo se dispersou, causando uma onda de choque. Liane estava de pé a frente de Harry. Seus olhos estavam num completo azul e seus cabelos brilhavam num dourado intenso, reluzindo como ouro.
- Li... – sussurrou Harry.
- O que é meu é teu, meu marido. O que é meu eu te dou.
- Liane não...
- Eu te amo Harry James Potter e isso é suficiente. – Então ela o tocou, desmaiando em seguida.
Merloc sentiu tudo e voou para junto deles rapidamente, pousando em seguida.
- Cuide dela pra mim Merloc. – Disse Harry mansamente.
- Vou leva-la pra casa. Vamos esperar por você lá.
- Obrigada. – Então Harry desfez a proteção, colocou Liane nas costas do Dragão e se virou para encarar seu inimigo. Ele havia sumido. Harry viu Merloc desaparecer com Liane e fechou os olho, procurando pela essência maligna de Voldemort. Seu sangue gelou. Ele estava perto de Severo. Aparatou.
- Realmente você melhorou muito, sangue ruim, mais ainda não é pareô para mim. – Disse Bellatrix ofegante.
- - Fico satisfeita que tenha aprovado as mudanças, mas cansei de brincar.
- Eu faço questão de entregar seu corpo sem vida para Snape desta vez. Tenho certeza que isso alegrará imensamente o Milorde.
- Eu penso que isso fará com que eu te mate lentamente Bella. – Disse Snape de forma áspera, vindo por trás de Hermione lentamente.
- Ora, ora. Veio assistir sua protegida morrer verdadeiramente desta vez?
- Severo... – Suspirou Hermione.
- Srta Granger, deixe Bellatrix comigo. Ajude Draco e os outros com os comensais capturados. – Falou sem olhá-la.
- Eu acho que não.
- Então uma nevoa negra rodou em volta de Mione, fazendo com que Severo rosna-se, por não conseguir segurá-la. Voldemort tinha Mione em suas mãos.
- Severo, meu servo traidor, tenho que concordar, você é um ótimo ator.
- Largue-a Tom. Para seu próprio bem, deixe-a ir.
- Tom? Mostrando as asinhas não é verdade... Mas não posso. Você mentiu. Disse que ela tinha morrido e agora ela está aqui. Acho que posso consertar essa sua mentira, e depois, vou cuidar para que não minta nunca mais. Jogue sua varinha, agora!
- Severo, não! – Implorou Mione, que tinha a varinha de Voldemort apertada em seu pescoço.
- Bella, pegue a varinha do nosso Severo.
Bellatrix riu e se aproximou, estendendo a mão. Severo entregou a varinha sem olhá-la.
- De joelhos Severo. – Exigiu Voldemort.
- Por favor, não... – Sussurro Mione.
- O que seria melhor minha Bella? Matar essa mulher e ver Severo desejar a própria morte ou ver ele morto perdendo o que mais quis na vida, sabendo que nunca vai tê-la? – Disse sadicamente.
- Mate-a Milorde!
- Não! – Gritou Severo. – Mate a mim. Eu sou o traidor. Deixe-a ir.
- Não? – Voldemort riu. – Eu perdi tudo então você perderá tudo também.
- Não desta vez. Só você vai perde aqui Tom. – Falou Harry aparecendo por trás de Bella, com a varinha em riste.
- Maldito Potter! – Praguejou.
- Largue-a Tom. Sua briga é comigo.
- Tente tirá-la de mim moleque.
- Com prazer! – Harry apontou seu braço esquerdo e abriu sua mão, fazendo com que Mione desaparecesse e surgisse nos braços de Severo. – Saiam daqui. Mione, Liane precisa de você em casa. – Mione acenou com a cabeça, tocando o peito de Severo com as mãos.
- Eu acho que não vai ser assim. AVADA KEDRAVA! – Gritou Bellatrix, com a varinha apontada para Mione.
Harry não teve tempo de impedir, o raio atingiu Severo, que protegeu o corpo de Mione. Os dois caíram no chão pela força do impacto.
- Maldita! – Harry lançou um feitiço em Bella quase de imediato, fazendo-a se transforma em uma estátua de sal.
Já no chão, o corpo flácido e sem vida de Severo estava amparado por Mione, que o olhava estarrecida.
- Sev... – Abraçada a ele, Mione o chamava com a voz embargada pelo choro. Não havia resposta. Os olhos negros não tinham mais vida.
- Por favor, volte pra mim. Não me deixe... Severo! – Gritou Hermione entre lágrimas de dor.
- Bastardo! Quero que passe a eternidade revivendo todo mal que já vez, sentindo a dor que causou, implorando para que a morte te leve, mas ela nunca vai tocá-lo. Nílumbus!
- Então Voldemort caiu. Seu corpo virando pó aos pouco, até desaparecer por completo. Acabava ali a Era das trevas, para sempre. Harry deu de costas, se aproximando de Mione.
- Harry ele se foi... Eu o perdi para sempre.
- Sinto muito minha amiga. Eu não sei o que fazer.
- Leve-o pra casa. Nos leve pra casa, por favor...
- Vamos. – Harry segurou a mão de Mione. Então os três sumiram, deixando para trás os resquícios de uma batalha e a vida de muitos, que como eles, haviam perdido muito e lutado para o bem maior.
Aparataram no quarto de Mione/. Harry tomou o corpo de Severo, depositando na cama.
- Deixe-o aqui Harry. Vamos ver os outros. Eles precisam de nós. Não há nada que se possa fazer por Severo agora.
- Você tem certeza Mi?
- Sim, vamos.
Saindo do quarto, Mione olhou uma última vez para onde eestava Severo. Ela cuidaria dele com mais atenção depois. Os vivos precisavam dela agora.
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