Ao sair do banho, e se secar, Gabriel viu que Draco tinha trazido uma roupa simples, camiseta, calça jeans e um tênis. Tudo na cor preta. Trocou-se e percebeu que Hermione já tinha saído. Saiu do banheiro, com o cabelo já seco e trançado corretamente. “Ah. Eu adoro magia.” – pensou ele rindo sozinho, enquanto retornava até a cabine que tinham sido transferidos, ele e Draco. Ao caminhar nos corredores, viu que muitos alunos o olhavam de forma avaliadora, especialmente as do sexo feminino.
Após entrar na cabine, avisou Draco que o chuveiro estava liberado e começou a vestir o uniforme do colégio. Trancando a porta, despiu-se e rapidamente se trocou. Guardou suas coisas e aguardou a volta de Draco que demorou quase meia hora.
- Puxa. Isto é que é demorar no banho. – brincou Gabriel.
- O banho até que foi rápido. O problema foi chegar até aqui de volta. – respondeu Draco rindo baixinho.
- Ué? Foi agarrado pela Gina? – riu Gabriel.
- Antes fosse. Fui impedido por várias garotas que aparentemente já sabem do affair entre você e Hermione. Todas querendo saber se era verdade. – riu Draco.
- Que ótimo. Depois de tudo o que aconteceu só o que discutem é se estou tendo um affair com a Hermione.
“Não é a toa que Voldemort aterroriza todo mundo!”. - pensou chateado.
- O que esperava? São mulheres jovens, aliás, tome cuidado. – falou Draco.
- O que foi agora? – perguntou Gabriel.
- Soube que algumas mocinhas o viram passar só de camiseta e vão tentar “de tudo” para retirar a sua camiseta.
- Putz. Acho que vou voltar a Londres. – fala Gabriel deprimido levando as mãos ao rosto.
- Melhor não. – fala Draco.
- Por quê? – pergunta Gabriel.
- Por que lá, minha mãe vai tentar tirar mais do que só a sua camiseta. – completa Draco rindo alto.
“Mérlin! Aonde vim parar. Mas não posso negar que a Hermione tem algo que me deixa meio bobo!” – pensa Gabriel.
“Completamente idiota, isso sim! E por que está aqui e não na cabine dela? Está perdendo tempo aqui! Vai logo atrás dela!” – resmunga seu Monstro Interior enquanto Gabriel sorri.
“Não posso! Notei que ela não está na cabine com Potter. Não sei onde ela possa estar e não vou ficar procurando por todas as cabines!” – responde Gabriel.
O restante da viagem foi bem tranqüilo. Em cerca de 90 minutos, pararam na estação. Esperou propositalmente para sair do trem quando todos já tivessem feito isso, mas não deu tempo nem de sair. Draco já tinha saído, pois como monitor precisava ajudar no desembarque dos alunos.
Na porta, esperando, estavam Lupin e Rufus olhando para ele.
- Escolta Armada ou Guarda de Honra? – perguntou Gabriel sorrindo.
- Garoto esperto. – falou Rufus. – Achamos melhor acompanhá-lo pela segurança de todos.
- Que bom. – falou Gabriel chateado. – Estão com medo que eu ataque mais alguém, hoje?
- Nada tão grave assim. – falou Lupin sorrindo. – É que você como novato, deve passar pelo Chapéu Seletor, e não queremos mais atrasos na cerimônia de hoje.
- Tudo bem. – falou Gabriel sem querer mais incômodos por hoje.
Subiram em um coche puxado por Testrálios e seguiram rumo ao castelo. Como foram os últimos a embarcar, quando chegaram ao castelo, todos os alunos já estavam no salão Comunal. Gabriel foi levado até uma sala em separado, onde estavam os alunos do 1° ano que eram doze no total, que o olhavam admirados e meio assustados.
A canção do Chapéu Seletor orientava para o fim das discussões internas e pregava a união entre todos eles. “Todas as casas devem ser como uma só. Devem terminar com as desconfianças e se unirem em torno de um objetivo comum!”
Logo foram chamados pela Professora Minerva, e começou a seleção. No final da seleção, foram 5 alunos para Sonserina, 3 para Lufa-Lufa e 4 para Cornival. Foi uma surpresa, nenhum aluno novo foi enviado para Grifinória.
Porém as surpresas ainda não haviam terminado. Lupin e Rufus acompanharam o jovem que se sentou no banquinho e aguardou o Chapéu Seletor ser colocado em sua cabeça. Na mesa da Sonserina Draco, torcia para que Gabriel fosse enviado para lá. Na mesa da Grifinória, Hermione tinha a mesma esperança. E em todas as mesas, a ala feminina da escola pedia em pensamentos desesperados que ele fosse para a sua casa.
A Profª McGonnagall anunciou o jovem. - Por transferência da Academia de Magia Paulista, para o sexto ano, Gabriel Canon.
O chapéu foi colocado sobre sua cabeça e logo o silêncio se instaurou entre as mesas. Depois de algum tempo analisando o jovem, o chapéu se decidiu e então disse em voz alta:
- Grifinória! – e uma comemoração começou na mesa da casa escolhida, enquanto lamentos começavam nas outras.
“Como é que é?” - pensou Gabriel espantado se levantando e entregando o chapéu, para a Profª Minerva. – “Não vou para a Sonserina? Ah, Hades com certeza me mataria por causa disso!” - pensa divertido.
Dirigiu-se para a mesa da Grifinória, sorrindo para seus futuros colegas, e ouvindo assovios e gritinhos do tipo “Lindo, tesão, bonito e gostosão! Eu Quero você na minha mão!” . Sorrindo como se não tivesse ouvido nada de diferente, acabou sentando-se próximo de Rony que o olhava e ria. Gina estava a sua frente e Harry em frente à Hermione que nem sequer olhou para ele, parecendo irritada com algo.
Neste instante Dumbledore levantou-se e falou seriamente.
- Sejam bem-vindos. É um prazer tê-los de volta em Hogwarts para mais um ano letivo. Aos veteranos, uma experiência a mais. Aos recém-chegados, que nossa escola os auxilie no desenvolvimento de suas habilidades. Como já é de praxe, devo dar alguns avisos. Primeiro: a Floresta é proibida aos alunos, exceto se acompanhados pelos Professores. Segundo: O Sr. Filch preparou uma nova lista de objetos que são terminantemente proibidos, o qual já está no mural de suas casas. Sugiro que leiam com atenção. Terceiro: Neste ano não haverá Quadribol. – resmungos por todo o salão, sendo que alguns protestavam abertamente. – Lamento, mas como já é de conhecimento de todos, Voldemort retornou, e existe o temor de que esta escola, pelo que representa para o mundo bruxo seja alvo de ataques, o que já ocorreu no passado. Para limitar a exposição dos alunos ao perigo, o quadribol foi suspenso.
- Quanto aos passeios a Hogsmeade, estão sendo avaliados pelo Conselho Diretor. Mesmo que sejam liberados, deverão ser feitos em grupos, e, somente quando aurores experientes estiverem disponíveis, para aumentar vossa segurança. A guerra chegou, e precisamos nos preparar. – continuou Dumbledore. – Uma das mudanças é o aumento das aulas de DCAT, a reabertura do clube de duelos e de Esgrima e uma novidade recém aprovada, a criação do clube de Defesa Pessoal. Para tantas novas matérias, novos professores foram necessários, e preferimos professores com ampla experiência prática. Para as Aulas de DCAT e do Clube de Duelo, teremos dois professores. Remo Lupin e Olho Tonto Moddy.
Uma salva de palmas e assovios foram ouvidos em todo o salão comunal, enquanto os dois professores assumiam seus lugares a mesa.
- Para o Clube de Esgrima, um dos mais jovens talentos de toda a Europa e vencedor de vários torneios internacionais, o Apanhador conhecido internacionalmente, Victor Krum, recentemente transferido para uma equipe de quadribol inglesa, concordou em ministrar aulas em seu tempo livre.
Novas salvas de palmas foram ouvidas junto com assovios e gritinhos escandalosos das meninas, enquanto Krum assumia seu lugar a mesa.
- Para o curso de Defesa Pessoal, a várias vezes premiada como a melhor lutadora dos últimos anos no campeonato interno dos Aurores, Nymphadora Tonks.
As palmas, agora da ala masculina dos alunos foram ensurdecedoras. Remo Lupin ficou olhando para os alunos de forma ciumenta, enquanto Tonks se sentava.
- Informo ainda que teremos alguns bailes e festas, com o intuito de permitir que se divirtam e se distraiam, uma vez que ficarão praticamente confinados nas dependências do Castelo. – completou Dumbledore, notando que a animação entre os alunos acabava de aumentar, afinal, um baile era um baile.
- Gostaria de conceder a palavra agora a Rufus Scrimegour, Chefe do Departamento dos Aurores. – fala Dumbledore.
- Obrigado Diretor Dumbledore e demais professores. Serei direto. A guerra começou. – silêncio absoluto no salão. – Começou e de maneira violenta. Desde o final do ano letivo passado, já foram dezenas de ataques e vários mortos. Não estou aqui para assustar ninguém, mas para avisar. Tomem cuidado. Dentro da escola estarão seguros, enquanto obedecerem às normas e ordens dos professores. Sei que muitos aqui têm a tendência de ignorar tais ordens ou regulamentos. Por favor, desta vez, sigam os regulamentos. A situação lá fora não está nada boa.
- O que houve hoje no trem? – gritou um aluno do 6° ano da Cornival.
Silêncio ainda maior. Ninguém queria responder. Trocando um olhar com Dumbledore, Rufus finalmente falou.
- No trem, hoje, houve uma tentativa de mostrar força no mundo bruxo. Explicarei de forma detalhada. Acredito, assim como Dumbledore, que a verdade deve ser dita, portanto sem joguinhos. Cinco comensais atacaram o trem hoje. Não havia um só objetivo, mas vários. Num deles, deveriam matar dois alunos, seqüestrar outro, roubar uma varinha e por fim plantar explosivos trouxas nos vagões dos alunos para causar o maior número de mortos. – falou Rufus calmamente enquanto os alunos olhavam-se assustados.
- Felizmente – continuou Rufus. – Não se conseguiu cumprir nenhum dos objetivos, pois um comensal foi preso por aurores na casa de máquinas. Outro comensal foi preso por um grupo de cinco alunos que são componentes de algo chamado AD. Outros três comensais atacaram a cabine de nosso aluno recém transferido, cujo nome se descobre agora ser Gabriel. Os comensais tomaram três reféns, que inclusive são monitores e ameaçaram matá-los.
- Sabendo que iriam ser mortos de qualquer forma, o Sr. Gabriel resolveu enfrentá-los e no combate, matou em legítima defesa dois dos comensais, deixando a terceira que é conhecida como Belatriz Lestrange, ás portas da morte, com fraturas pelo corpo todo. Ela está no Hospital Bruxo St. Mungus, e existe a chance embora pequena de que se recupere. – continuou Rufus.
Todos no salão, de professores a alunos olhavam fixamente para Gabriel, que achou interessante olhar para frente, visando um símbolo na parede.
“Por que ele não faz logo um quadro meu e põe na parede?” – perguntou-se irritado Gabriel. – “Missão Secreta? Putz!” - pensou irritado.
- Devo salientar o fato que o Sr. Gabriel, em momento algum se utilizou de Magia para lutar, uma vez que o espaço era pequeno demais e neste caso os reféns seriam de qualquer forma atingidos por feitiços. - continuou Rufus.
- Como lutou então? – perguntou uma aluna do 7° ano da Lufa-Lufa.
- Ele aparentemente conhece Defesa Pessoal. Matou-os usando somente as mãos.
“Ótimo! Agora sim estou feito. Cada vez melhor. Dumbledore poderia dançar a conga pelado agora no salão e ninguém notaria. Putz! Todo mundo me encarando! Não falta acontecer mais nada hoje?” – pensou Gabriel indignado.
- Com todo o respeito, eu não quero ter aulas com um assassino! – falou um aluno da própria Grifinória em voz alta.
Sob gritos de “Cale a boca! Idiota! Retardado! Traíra! Energúmeno!” e outros que Gabriel fingiu não ouvir, toda a mesa da Grifinória xingou o aluno que havia reclamado.
- É sério. Não quero ter aula com ele, nem o quero na grifinória! Ele não é o Herdeiro de Salazar Sonserina? Não tem a Famosa Varinha de Salazar Sonserina? Por que não foi pra lá então? Afinal é de lá que vem os maiores traidores e Adoradores das Trevas, ou vão negar isso? – repetiu o aluno em voz alta.
- Veja bem Sr. Thomas, as coisas não são bem assim... – começou Dumbledore, mas foi interrompido pelos protestos agora gritados da mesa da Sonserina, além de ameaças aos membros da Grifinória em geral.
Os xingamentos agora se elevavam rapidamente, e vários de seus colegas de diferentes casas começaram a trocar ameaças entre si.
Cansado daquilo, vendo que a situação começava a sair do controle e começando a se irritar, Gabriel levantou seu braço se soltou com força na mesa, causando um forte barulho quando a quebrou em duas partes. Silêncio absoluto no salão novamente.
- Com licença. – pediu Gabriel a Rufus. – Eu gostaria de usar a palavra, um pouco.
- Claro. – respondeu Rufus que ainda não acreditava no que tinha visto. Gabriel subiu em cima do banco onde antes estava sentado e falou com voz forte o suficiente para ser ouvido por todos no salão.
- Como é seu nome, rapaz? – perguntou ao jovem que o havia ofendido.
- Dino Thomas. – falou baixinho.
- Muito prazer Dino. Meu nome é Gabriel. Daqui, de onde eu estou até você dá mais ou menos oito metros de distância, não é mesmo? – perguntou Gabriel.
- É... Mais ou menos. – respondeu Dino tentando entender o que ele estava fazendo.
- Pois bem. Daqui onde estou, e parado da forma que estou agora, conheço 16 maneiras diferentes de matar você, sem usar magia. Usando magia, o número sobre para 45. Sem levar em conta os danos a uma distância de até dois metros de onde você está, ou seja, se eu não me preocupar com ferimentos de leves a moderados a seus colegas próximos, o número sobre para 78. Posso cruzar esta distância e arrancar seu crânio de forma ainda mais fácil do que quebrei esta mesa. E antes que seja capaz de dizer seu nome. Ou posso usar a Famosa Varinha de Salazar Sonserina e te transformar numa infinidade de animais híbridos, ou lhe aplicar feitiços que o fariam uivar de dor por dias até você me pedir pra te matar. – falou Gabriel de forma direta. – Agora me responda, sinceramente, por que ainda não fiz isso, após ouvir o que me disse? Por qual o motivo eu não o ataquei ainda?
- Eu...eu... – balbuciava Dino.
- Por um motivo simples Dino. – falou Gabriel calmo. – Por que eu não quero. Por que não saio matando qualquer estúpido que me falta com o respeito. Por que matar, Dino é a última opção a ser usada. Eu matei duas pessoas hoje, e provavelmente teria matado a terceira, se não fosse impedido pelos professores Lupin, Moddy e pelos alunos Rony Weasley e Harry Potter. Eu matei hoje para defender a vida de meus amigos, por que eu sabia que não tinha outra opção. Agora, se isto me faz aos seus olhos um assassino lamento que pense assim. Mas sinceramente acho que se fosse a sua vida que tivesse sida salva por mim hoje, você pensaria de forma diferente.
- Quanto a possuir a Famosa Varinha de Salazar Sonserina, não a escolhi. Fui por ela escolhido, assim como cada um de vocês aqui o foi por sua varinha. Por que estou na Grifinória, Dino? Não sei. Assim como você, segui o procedimento e quem me selecionou também selecionou você. Será que eu deveria estar na Sonserina, Dino? Eu me sinto honrado só por estar em Hogwarts. Eu me sentiria honrado em estar em qualquer das casas, pois todas têm seu valor e suas qualidades. – continuou Gabriel sério.
- Agora, você acusar a Casa Sonserina inteira como se fosse um reduto do mal e de traidores, permita-lhe lembrar de que segundo a história de sua escola, que acredito que devesse conhecer antes de ficar falando asneiras, o maior traidor que esta escola já teve, não saiu da Sonserina. Seu nome é Pedro Petigrew, popularmente conhecido como Rabicho, e ele era aluno de sua casa, Dino. Ele era Grifinório, e não exitou em trair alguém que era seu amigo desde o primeiro ano aqui, e por causa disso, um de seus colegas perdeu os pais. – falou Gabriel olhando para Harry.
- Sinceramente não acredito que não tenha ouvido a canção do Chapéu Seletor, hoje. “Acabar com as com as desconfianças e se unirem em torno de um objetivo comum!”. Para terminar Dino Thomas, vou lhe dizer um ditado dos trouxas que é simples e muito prático. Espero que se lembre dele muito bem de hoje em diante. “Os incomodados que se retirem!” - completou Gabriel descendo do banco e sacando a varinha, reparou a mesa em silêncio e se sentou no banco, ficando quieto.
Por um longo instante ninguém falou nada.
“Danou-se! Fui longe demais. Agora sim sou expulso daqui! Vão me chutar até Londres. Por que fui pensar que não faltava acontecer mais nada? Burro! Aprenda a ficar de boca fechada!”. - pensou Gabriel irritado.
Neste momento começou uma salva de palmas e assovios, gritos de apoio à declaração partiam de todas as mesas, inclusive da mesa dos professores. Ficou espantado de ver Snape, de pé, aplaudindo entusiasmado, o mesmo sendo feito por Minerva e Lupin.
De repente Gabriel se sentiu imensamente aliviado. Quando percebeu, Harry o cumprimentava com lágrimas nos olhos e uma infinidade de tapinhas lhe batia nas costas. Olhando para a mesa da Sonserina, viu Draco em cima da mesa gritando como um louco.
- Creio que nem eu diria melhor. – falou Dumbledore assim que o silêncio se restabeleceu. – Agora se não tivermos mais nenhum inconveniente, creio que devemos começar o banquete.
Imediatamente os pratos de comida apareceram e todos se distraíram começando o jantar, menos Dino Thomas que foi até a mesa do Diretor e falou claramente.
- Quero minha transferência!
- Será um prazer! – falou a Profª Minerva, movendo sua varinha e entregando um formulário já preenchido. –Caso se apresse poderá pegar o trem que voltará para Londres dentro de meia hora. Não se preocupe com suas coisas, despachá-las-ei para sua casa amanhã. Boa viagem.
E quando Dino saía do salão comunal, Dumbledore se aproximou de Minerva e falou baixinho para ela. – Coloque este Gabriel no dormitório do Potter. Acho que ele vai conseguir acalmar o Harry, e impedir que ele faça uma besteira.
Minerva confirmou com um movimento de cabeça e baixinho chamou um elfo doméstico, indicando a mudança. Ela também tinha ficado satisfeita com o discurso do jovem Gabriel. “Este será, com certeza, um líder!” – pensou ela. – “E talvez faça algum bem a toda a escola!”.
Após o término do banquete, Gabriel ainda conheceu uma infinidade de alunos que vinham lhe cumprimentar e comentar que concordavam com o que ele tinha dito sobre a união entre as casas. A maioria vinha da Sonserina, inclusive Draco. Que ria abertamente.
- É, abafou mesmo hein? – falou sorrindo. – As apostas indicam que você será atacado por uma aluna da Cornival até amanhã ao meio dia. Estão pagando 3 por 1.
- Se todos os dias forem assim, peço transferência amanhã. – respondeu Gabriel se levantando sorrindo e caminhando junto com Draco e Harry para fora do Salão. – Alguém sabe por que a Hermione não me olha na cara? – perguntou.
- Não sei de nada. – falou Harry estranhando o fato.
- Nem eu. – disse Draco. – Mas deve ter algo a ver com o assédio que houve quando você foi selecionado.
- Que assédio? – perguntou Gabriel se fazendo de bobo.
- Qual é? Vai dizer que não viu nada? – respondeu Harry rindo. – Eu vi pelo menos umas dez quase tirando a roupa quando você passou por elas.
- Sem contar aquela musiqueta! “Horrível, chatão, Feio e grossão! Você é um grande bundão!”. - falou Draco mudando a letra da música.
- Era só o que me faltava. – disse Gabriel e despedindo-se de Draco acompanhou Harry até o salão da Grifinória.
Após pronunciar a senha, “Feliz Retorno!” o quadro se abriu e entraram no salão comunal, onde Harry explicou onde ficavam os dormitórios masculinos e femininos, além das regras comuns a todos. Depois disso Gabriel descobriu por Rony que iria dormir no mesmo quarto que eles, afinal tinham uma vaga sobrando com a saída de Dino Thomas. Depois de tanta agitação, trocou-se e finalmente adormeceu, pensando: “Fase um. Completa! Mas como deu trabalho!”.
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Tenho mais um capítulo pronto, mas só posto com comentários e votos. hehehehe. Se gostaram do que Gabriel fez com Belatriz, esperem para ver o resto. heheheheh(risada maléfica)
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