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7. O casamento


Fic: Não era para ser assim


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Alguns dias se passaram e o dia do casamento finalmente chegou. Metade dos aurores da Ordem foi dispensada. Apenas familiares e amigos mais próximos foram convidados para a cerimônia. Draco, já que não tinha mais família, foi um dos recrutados para vigiarem a Ordem enquanto o casamento acontecia. A cerimônia seria realizada na sala principal que havia sido decorada com bonitas flores brancas, um tapete vermelho dividia a mesma em duas partes onde fileiras de cadeiras haviam sido colocadas. Um altar fora montado ao lado da escada, de onde desceria a noiva. Um bruxo do ministério fora chamado para celebrar o casamento.

Todos já estavam em seus lugares. Gui estava parado a frente do altar. Estava visivelmente nervoso, mantinha as mãos juntas atrás do corpo. Ele usava um traje escuro, parecido com os trajes usados no baile de inverno que acontecera em Hogwarts três anos atrás. O cabelo estava preso num rabo de cavalo simples que a senhora Weasley tentou cortar a todo custo, sem sucesso. Hermione e Harry dividiam as primeiras filas com a família Weasley. Ela vestia um vestido azul claro muito simples de alças e na altura do joelho. Acompanhava uma sandália alta prata velha. O cabelo estava preso num coque despojado com alguns cachos bem feitos caindo ao lado do rosto. A maquiagem também era bem simples. Harry vestia um traje a rigor mais simples do que o do baile de inverno, mas não menos elegante. O cabelo, depois de alguns feitiços feitos por Hermione e pela senhora Weasley ficou mais arrumado do que já esteve em toda sua vida. Em seu braço tinha agarrado um dos braços de Gina. Ela vestia um vestido cor-de-rosa, tomara-que-caia, também na altura do joelho. Duas mechas do seu cabelo estavam presas atrás da cabeça com uma bonita presilha que ela havia ganhado do namorado. Rony estava ao seu lado tendo finalmente conseguido uma oportunidade para usar o traje de gala que ganhara dos irmãos no final de seu quarto ano. É certo que alguns feitiços para modificar as medidas do traje tiveram que ser usados, mas como Molly Weasley é uma dona de casa exemplar, não se notava ajuste nenhum.

A exemplar senhora estava ao lado do altar de braço dado com o marido que conversava sorridente com o bruxo do ministério enquanto a noiva não aparecia. A mãe do noivo de vez em quando se desvencilhava do marido para ajeitar a manga ou a gola do traje do filho que iria casar. Muitas vezes os primeiros da fila tiveram a impressão de que tudo não passava de um disfarce para as lágrimas que insistiam em rolar de seus olhos.

Alguns minutos depois e uma música suave pode ser ouvida. Fleur apareceu no alto da escada com seu vestido branco de noiva. Era um vestido tomara-que-caia longo. Ela tinha um belo arranjo de flores na cabeça de onde saía um véu que ia até a cintura. O vestido tinha uma cauda curta bordada desde a cintura. Todos na igreja se levantaram para assistir a cerimônia que foi muito simples, porém muito emocionante, principalmente diante do belo discurso do bruxo de paz que falava dos momentos felizes que resistiam a guerra.

Ao final da cerimônia mesas redondas surgiram entre as cadeiras que se posicionavam em torno delas. Belos pratos surgiram sobre as mesas, ao modelo do que acontecia no Salão Principal de Hogwarts. Os convidados se revezavam entre o belo jantar e o cumprimento aos noivos e familiares. Harry, Rony, Hermione e Gina dividiam a mesa com os gêmeos Weasley, que já haviam se livrado da gravata e do terno, e com suas namoradas. Alguns dos convidados se arriscavam em alguns passinhos ao som da música animada que tocava no salão no meio da festa.

_As vezes dá até para esquecer do que tá acontecendo lá fora, né? – comentou Gina que não havia se soltado do braço de Harry um só minuto.

_As vezes, bem raramente. Mas ainda bem que isso ainda acontece, se não já estaríamos loucos! – completou Fred.

_Ai, eu adoro casamentos! E esse foi especialmente emocionante, vocês não acharam? – Parvati tentava manter o assunto alegre.

Logo a mesa se encheu dos comentários femininos a cerca de casamentos, festas, vestidos, enxoval e todas essas coisas que tem o dom de afugentar os homens. A única que não parecia realmente interessada com o assunto era Hermione que durante a conversa falou pouco. Enquanto elas falavam de festa, eles falavam de quadribol. Todos menos Rony que, assim como Hermione, parecia distante de tudo e ele estava assim justamente por causa dela.

Entre um comentário e outro que Rony dava ele parava para observar a amiga, que há muito ele não via mais como uma amiga. Rony admirava a beleza de Hermione, seus movimentos delicados, o jeito como ela tamborilava os dedos no ritmo da música enquanto observava o movimento das pessoas a sua volta. Rony sentia o perfume doce que exalava de seu corpo e tomava coragem para puxar algum assunto com ela, mas não sabia qual. Depois de alguns segundos pensando resolveu falar qualquer coisa, mas era tarde: Hermione se levantou da mesa e falou alguma coisa inaudível com Gina que fez um sinal positivo com a cabeça. Diante da saída de Hermione da mesa o assunto entre os outros se cortou. Como que combinados todos os casais resolveram dar atenção ao seu parceiro deixando Rony como um peixe fora d’água. Ele então resolveu sair também. Aproveitaria para conversar com Hermione. Seria bem mais fácil sem os amigos e, principalmente, os gêmeos por perto.

Hermione saiu da mesa para ir até ao banheiro. Ela também queria andar um pouco pela festa, beber alguma coisa e quem sabe tomar um ar. Dentro da casa estava um pouco abafado e, aparentemente, todos os elfos resolveram esquecer a mesa em que eles estavam de modo que se ela queria um bebida teria que buscar por conta própria.

Rony perdeu Hermione de vista por alguns instantes, encontrando-a novamente apenas quando ela se dirigia para uma das portas laterais da casa.

_Ótimo! – pensou. – Lá fora deve estar mais tranqüilo e silencioso e eu poderei finalmente falar com ela. De hoje não passa!

_Hermi-ô-nini!

Ela se assustou com o grito repentino de Vitor, mas jamais poderia confundir aquele sotaque e o jeito um pouco irritante de errar seu nome.

_Oi Vitor! – falou sorridente dando um gole em seu copo de cerveja amanteigada.

_O que você esstá fazendo aqui?!

_Eu é que pergunto! Achei que você aproveitaria a folga. – disse encostando-se na sacada e deixando de lado o copo vazio.

_Não. Prreferi ficar... com você!

Ela não pode disfarçar a surpresa. Achou por um tempo que a paixonite do rapaz tivesse acabado, principalmente depois de tanto tempo e de tantos foras...

_Vítor... Já conversamos sobre isso. Sabe que ...

_Não prrecisa falar nada, Hermiônini. Eu sei, mas não posso fazer nada... O que sinto porr você ainda é muito forrte... – o rapaz falou aproximando-se dela.

_Er... Vítor... - tentou evitar a aproximação do rapaz, mas foi impossível já que ela não tinha para onde ir.

_Hermiônini... Eu te amo... – Vítor não esperou uma resposta. Com uma mão puxou Hermione pela cintura e com a outra segurou firme, mas delicadamente sua nuca, trazendo-a para um beijo, exatamente na hora em que Rony finalmente conseguiu chegar até lá.

O rubor característico tomou conta da face do rapaz assim como uma raiva sem precedentes. Mas aquele era o casamento de seu irmão e ele não faria um escândalo. Saiu tão silencioso quanto chegou e foi bufando em direção ao salão. Não poderia voltar para a mesa, ou teria que dar muitas satisfações, não conseguiria disfarçar o que estava sentindo naquele momento: raiva.

_Como ela pode fazer aquilo?! O Harry me garantiu milhões de vezes que os dois não tinham mais nada!!! Ela mentiu para o Harry também! Mas por quê?!!! – Rony andava pelo salão balançando a cabeça negativamente, olhando para o chão e esbarrando nas pessoas.

Na sacada Hermione conseguia se desvencilhar dos braços de Vitor.

_Vitor! Por favor, não faça mais isso! Eu não quero! – disse um pouco nervosa.

_Me desculpe... Eu não resisti...

_Então não faça de novo! Por favor!

_É por causa do Weasley? – perguntou olhando diretamente nos olhos dela.

_O quê?

_Você gosta do Weasley, não é mesmo? Potter me falou...

_Harry?! E quem é ele para saber de meus sentimentos?! – disse aumentando seu nervosismo.

_Só me responda se é por causa dele...

_Não! Não... É... – ela parou por um instante para refletir. Se não era pelo Rony era por quem então? Por um instante a imagem de Draco veio a sua cabeça, mas ela a afastou rapidamente. – Não é por causa dele! É por minha causa. Eu não te amo, Vítor e não quero te dar falsas esperanças, ok? Só não faça mais isso, tá?

_Tudo bem... Desculpe...

Hermione deixou a sacada sem responder. Estava totalmente confusa. A pergunta de Vitor a havia deixado em dúvida.

_Por que não? Por que eu não ficaria com ele? Por causa do Rony? Não... Por que então? – mais uma vez os olhos cinzentos de Draco vieram a sua mente. – Não! Ele não! – ela olhou em volta procurando pela mesa onde estavam os amigos e viu que Rony não estava lá. – Onde será que ele esta? – ela respirou fundo, ficou parada por algum tempo no mesmo lugar e resolveu enfim procurar Rony.


_Tem certeza?

_Tenho!

_Mas a casa está cheia!

_A cerimônia já acabou há um bom tempo. Estão todos bebendo, até os aurores que fazem a vigia. Não tem erro. É a melhor forma de acabar com isso.

_Com quem você está falando? – Neville se aproximou as duas pessoas conversando, mas não a tempo de ver quem era a outra pessoa.

_Ãh?! Oras, com ninguém... só estava pensando alto.

_Ei! Você viu aquilo?

_Aquilo o quê?

_Tem alguém correndo lá fora!

_Não é nada Neville! A casa está cheia! Pode ser qualquer um. E depois o quintal está sendo vigiado! Relaxa!

_Pode ser...

_Olha, eu vou indo! Tô a fim de aproveitar a festa.

_Tá... Divirta-se...


_Rony! – uma voz fina e, naquele momento, extremamente irritante, distraiu Rony.

_O que é! – ele se virou bruscamente encarando Lilá.

_Nossa! O que houve?! – perguntou fazendo cara de choro.

_Ahhh. Nada. Desculpe... O que foi? – falou tentando se controlar.

_Hum... Só queria falar com você. Faz tempo que eu não te vejo. – disse se aproximando dele. – Estava começando a sentir saudades... Quer dançar? – perguntou colocando uma das mãos no ombro de Rony.

Rony olhou por cima da cabeça dela impaciente. Não estava com saco para as perseguições de Lilá, mas neste instante ele viu Hermione ao longe. Ela parecia procurar alguém e a raiva dele voltou imediatamente. Ele se voltou para Lilá novamente e disse:

_Não só isso... – ele a puxou bruscamente para si e começou a beijá-la tão urgentemente como os dois faziam em Hogwarts no ano anterior.

Até o motivo era o mesmo: provocar Hermione. O resultado também foi o mesmo: Hermione viu a cena e ficou chocada, senão decepcionada. Uma vontade imensa de conjurar seus conhecidos pássaros amarelos e mandá-los para cima dos dois invadiu sua mente, mas ela não podia fazer aquilo. Não ali, na frente de todos e dar um escândalo. Resolveu apenas dar meia volta.

Rony se soltou de Lilá bem a tempo de ver Hermione se afastar. Sentiu um misto de satisfação e arrependimento, mas já era tarde mais uma vez. O que estava feito estava feito. Não adiantaria voltar atrás. Só restava passar o resto da noite com Lilá que, certamente, não sairia de seu pé a noite toda e, muito provavelmente, os próximos dias também.

Hermione resolveu colocar as idéias no lugar de uma vez. Procurou o silêncio e a tranqüilidade do jardim. Aquele lugar havia sido fechado aquela noite. Ninguém deveria estar lá, muito menos sozinho, mas isso era exatamente o que ela queria: ficar sozinha. Não sabia ao certo o que estava sentindo. Sentiu a mesma raiva do ano anterior, mas não tão forte. Se sentia culpada.

_O que ele faria se me visse beijando o Vitor? Não posso culpá-lo... Ou posso? – ela se sentou num dos degraus da escada. – Droga! Por que tudo com o Rony tem que ser tão difícil? Por que a gente apenas não dá certo como o Harry e a Gina? Ai que droga!!!

_Falando sozinha Granger?

_Ai que susto Malfoy!!! – ela se levantou rapidamente encarando-o, nervosa.

_Quer um pouco? – ele estendeu a mão mostrando-lhe um copo pela metade.

_Isso é Firewhisky? Como você conseguiu? – falou repreensiva.

_Eu fui lá dentro buscar. Na verdade nem precisei entrar. Aquele elfo que não gosta do Potter me trouxe a garrafa de bom grado... – disse conjurando mais um copo e oferecendo-o a Hermione.

_O Monstro? Por que ele faria isso?

_Por que ele odeia o Potter, eu odeio o Potter, logo ele foi com a minha cara. – falou sorridente sentando-se na escada e fazendo sinal para que Hermione se sentasse também.

_O que você está fazendo aqui fora? Não era para ninguém estar aqui! – falou sentando-se e aceitando a bebida.

_Não era para nenhum convidado estar aqui. Eu estou de vigia... – falou virando de uma vez a bebida que estava em seu copo. – Você está realmente linda nesse vestido... – falou olhando-a provocantemente.

_Ai... Não começa, hein!

_Só disse a verdade! Você ficou muito bem nesse vestido. Azul combina com você. Lembro que me surpreendi com você no baile de inverno em Hogwarts. – disse enchendo o copo novamente.

_O quê?! Você lembra a cor do meu vestido naquele baile?!!!

Ele sorriu divertido:_ Lembro... Não que eu ficasse reparando em você, mas você entrou com um dos campeões e estava realmente bonita. Surpreendeu todo mundo não aparecendo no baile com um livro tampando o seu rosto.

_Hahaha... Muito engraçado. – falou virando também sua bebida e se servindo de mais um pouco.

_Vá com calma Granger! Aposto como você não está acostumada.

_Achei que fizesse parte do seu plano... – falou usando o mesmo tom cínico do rapaz.

_Que plano? – disse realmente intrigado.

_Me embebedar e se aproveitar de mim...

_Ah Granger... Eu não preciso te embebedar para isso... – falou encarando-a com um sorriso sarcástico.

Hermione olhou para ele entre ofendida e surpresa. Tentou se manter séria e pensar em algo ofensivo para dizer, mas nada lhe ocorreu. Então ela não resistiu e começou a rir.

_Tá rindo do que? – perguntou começando a rir também.

_Da sua presunção!

_Não é presunção, Granger... – falou aproximando-se dela. – Faz tempo que eu to querendo “me aproveitar” de você – disse fazendo o sinal de aspas com as mãos – e você não tem resistido muito...

_Ah não? E por que é que até agora você não conseguiu “se aproveitar” de mim? – perguntou imitando o gesto dele.

_Porque eu não tenho usado todo meu charme com você... Só uma parte dele. Aí fica fácil fingir que não quer.

_Uma parte? – falou olhando-o desafiadoramente. - Tomara que ele nunca tente usar tudo, então! – pensou – Sei... – ela baixou a cabeça e permaneceu por algum tempo olhando os próprios pés, rindo do próprio pensamento.

Draco permaneceu olhando-a, analisando-a, admirando-a.

_Como é que eu não te notei antes, Granger? – falou mais para si mesmo que para ela, que não pôde deixar de ouvir e se surpreender.

Hermione olhou para ele incrédula imaginando se havia realmente ouvido aquilo, ou se fora coisa da sua cabeça. Talvez um desejo de ouvir aquilo de alguém, um dia. Ela entreabriu os lábios tentando dizer alguma coisa, mas nenhum som foi ouvido. Draco aproveitou o ensejo para se aproximar mais dela. Hermione, mais uma vez, não teve reação. Era como se ele exercesse algum poder hipnótico sobre ela deixando-a imóvel sempre que ele estava perto demais. Draco aproximou os lábios dos dela, já esperando que ela se afastasse como da outra vez, mas isso não aconteceu. Hermione deixou que ele continuasse, não resistiu dessa vez. Draco levou uma das mãos a sua nuca enquanto tentava aprofundar o beijo. Hermione sentiu um arrepio quando percebeu a mão dele em seus cabelos. Uma sensação muito boa a invadiu quando ela sentiu a língua dele entre seus lábios. Ela levou uma das mãos ao rosto dele e abriu mais a boca permitindo que ele a tomasse por inteiro retribuindo o beijo completamente.

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