POV Draco Malfoy
Estava a alguns minutos na entrada da Sala Precisa, atento a qualquer ruído que viesse do corredor. Hermione estava demorando demais, talvez não tenha conseguido encontrar os amigos, ou talvez eles tenham mudado de ideia e não queiram mais ajudar. Me assustei quando três pessoas se materializaram na minha frente. Eram Hermione, Potter e a Weasley-fêmea.
_ Desculpe a demora, nós encontramos Rony. - ela não precisava falar mais nada, eu havia entendido. Deve ter armado o barraco por saber que eles estavam vindo me ajudar.
_ Eu não quero prejudicar vocês de forma alguma. Eu… - fui interrompido pelo Potter.
_ Tudo bem, ele é cabeça dura mas um dia ele vai entender. - disse isso olhando pra Hermione que tinha um olhar triste.
Parei em frente a parede de pedras e logo uma porta se materializou. Entrei, sendo seguido pelos outros. Eles me olhavam inquisitórios e eu apenas olhei em volta. Avistei lá longe, o Armário Sumidouro coberto por uma manta e logo ao lado a caixa que continha o bicho-papão. Me aproximei do armário e puxei o pano que o cobria. Eles me olharam ainda sem entenderem nada. Mentalizei dois sofás, um de frente pro outro. Nos sentamos e eu comecei a contar toda a missão.
_ Então seu trabalho é consertar esse armário pois através dele os Comensais da Morte entrarão em Hogwarts? E como sabemos se tudo isso não é um truque do seu mestre? Se conquistar Hermione não fazia parte da missão? - lancei um olhar feio pra ele e ele se calou.
_ Olha, não espero que você acredite em mim nem nada, mas eu estou dizendo a verdade. E quanto a ter me apaixonado por Hermione, isso não tem nada a ver com a missão. Inclusive o Prof. Snape sabe do nosso relacionamento e me ameaçou caso não realizasse a missão por causa dela. - a olhei e ela mantinha a cabeça baixa. - Mas não é só isso. Tem outra coisa que preciso fazer. Essa eu tenho certeza que vai te atingir em cheio Potter.
_ E o que seria Malfoy?
_ Parte da missão consiste em eu matar o Prof. Dumbledore.
Hermione, Harry e Gina me olhavam incrédulos. Estavam chocados com o que havia acabado de falar. Pelo visto, quando eu contei do armário não tinham achado a missão tão impressionante, vindo do Lorde das Trevas.
_ E se eu não o fizer, o Snape fará. Ele me vigia o tempo inteiro, tenho certeza de que sabe que o armário está pronto. Tá só esperando o momento certo pra me ferrar. Ele sabe que eu não vou até o fim com isso. Precisamos de um plano urgente. E vocês tem que darem um jeito de aprender oclumência, porque Snape não perderá a chance de usar sua magnífica Legilimencia em vocês. Precisamos encontrar uma forma de salvar minha mãe e de nos proteger.
_ Amanhã cedo falaremos com Dumbledore e veremos o que ele pode fazer. Vamos ajudá-lo Malfoy, mas apenas porque Hermione está pedindo. Lembre-se estamos fazendo isso por ela, não por você.
_ Fica tranquilo Potter, eu só preciso que me ajude a salvar minha mãe, não me interessa o porque de você tá fazendo isso. - disse sério.
_ Então está combinado, amanhã, antes das aulas nós falaremos com Dumbledore e contaremos tudo. Tenho certeza que ele terá uma solução - disse Hermione se pronunciando pela primeira vez na conversa. Ela e a Weasley apenas ouviam eu e Potter conversarmos.
_ Se isso é tudo, vamos indo? - disse ele apanhando a capa da invisibilidade e olhando pras duas garotas. Gina foi a primeira a levantar e logo foi seguida por Hermione. Ouvi a porta abrir e logo fechar. Estava sozinho ali.
Com um aceno da varinha a caixa do bicho-papão se abriu e ele veio em minha direção, pra logo depois ele se transformar na minha mãe caída no chão. Ajoelhei no chão, fiquei olhando-a por um longo tempo e não percebi que alguém se aproximava. Senti uma mão macia e quente no meu ombro. Não precisava olhar pra saber quem era. Conhecia aquele toque como ninguém.
_ Nós vamos salvá-la, meu amor, pode ter certeza. - ela disse se ajoelhando ao meu lado e segurando a minha mão. Entrelacei nossos dedos e apertei a mão dela. Minha cabeça se acomodou no seu ombro e ela me abraçou. Eu era mesmo um cara de sorte por tê-la ao meu lado.
A vi pegar sua varinha e murmurar o feitiço pra espantar o bicho-papão.
_ Esse foi o motivo pelo qual decidiu seguir com a missão? - balancei a cabeça afirmativamente. - É realmente um bom motivo pra isso. Mas não devia ficar se torturando dessa forma. Nós vamos encontrar um jeito de resolver isso e ninguém morrerá.
A olhei com um sorriso triste. Ela falava aquilo com tanta convicção que eu me sentia mal por não conseguir acreditar naquelas palavras. Me levantei sendo acompanhado por ela e saímos da Sala Precisa.
De mãos dadas, caminhamos silenciosamente atentos a qualquer sinal de Filch. Ao virarmos num corredor escuro escutamos vozes. Rapidamente nos escondemos. Vi um casal próximo a nós se agarrando loucamente, ri baixinho olhando pra Hermione que também estava rindo. Ouvimos uma voz bastante conhecida. Nossa risada aumentou mais ainda, era Harry Potter ali. Mas não conseguimos identificar a garota porque o corredor estava escuro. Mas o Potter não era apaixonado pela Weasley-fêmea?
_ Quem é aquela ali com ele? Achei que ele fosse apaixonado pela Weasley. - disse sussurrando no ouvido de Hermione.
_ Mas ele é! Não acredito que ele tá fazendo isso, quando a Gina souber ela vai mat… - mas sua voz morreu quando ela olhou mais atentamente. Eles agora se afastavam e ao passarem por uma janela, a luz da lua os iluminou, mostrando quem era a tal garota misteriosa.
_ Eu acho que ela já sabe, e não vai reclamar de nada. - disse rindo mais alto conforme eles sumiam no corredor. Hermione também gargalhou.
_ Que vaca! Nem pra me contar que ela e Harry haviam voltado a namorar! - disse ela sorrindo.
_ Talvez eles não estejam namorando. Talvez só estejam se pegando em corredores escuros algumas vezes.
_ E daí? Ela devia me contar assim mesmo! Eu conto tudo de nós pra ela, poxa.
_ Tudo mesmo? Até o que a gente faz na cama, no sofá, no chuveiro e em salas de aula vazia? - vi seu rosto se tingir de vermelho escarlate sob a luz da lua e comecei a rir. Mas parei ao sentir um tapa no meu braço.
_ Ouch! Isso dói senhorita estressadinha. - disse voltando a rir.
_ Não conto nossas intimidades dessa forma Draco Malfoy, pelo amor de Merlin.
Conseguimos chegar ao nosso Salão Comunal sem nenhuma detenção(Graças a Merlin).
Subi pro quarto seguindo Hermione e já fui logo perguntando:
_ Na minha ou na sua?
_ Eu na minha, você na sua! - ela agora ria da minha expressão de indignação.
_ Nada disso, não quero dormir sozinho hoje! - entrei no seu quarto e deitei na cama, logo depois ela fechou a porta e deitou também.
_ Mas nós vamos só dormir? - perguntei lançando um olhar sedutor e depois rindo.
_ Você é um idiota mesmo! - ela riu e se aconchegou no meu peito.