Cap. 24 A maldição de Gryffindor
Harry ficou comendo as delícias que Wink deixara já há uma hora quando Dobby aparatou na sala.
- Mestre Harry Potter, Dobby trazer tudo - disse o elfo apontando umas dez malas ao seu redor - Dobby apenas ter que pedir algumas coisas a Grampo e informações, mas por carta Dobby resolver.
- Muito bem Dobby, depois vou querer saber como estão as investigações. Pena que eu já esteja com sono e não daria a devida atenção, mas no primeiro horário vago quero saber tudinho, tudo bem?
- Como o mestre desejar, Dobby fazer, Dobby fazer!! - disse o elfo saltitante.
- Dobby...- chamou Harry - tem como você me trazer um sorvete de chocolate?
Dobby nem respondeu, e em segundos apareceu com dois potes de sorvetes. Harry riu da alegria do elfo e disse brincando:
- Ora Dobby se eu comer isso tudo não vou passar pela porta.
- Tudo para o mestre de Dobby, se acabar tem mais, eu busco -disse o elfo, mas Harry resolveu não contestar e comeu na taça oferecida pelo mesmo.
Alguns instantes depois, Grampo apareceu meio ofegante.
- Está tudo aqui senhor, bolsa fantástica - disse o elfo fazendo uma reverência.
- Sente-se, Grampo, e tome algo. Aceita um sorvete? - disse Harry apontando os potes que Dobby trouxe e se encarregava de sempre lotar a taça do mestre.
- Mestre, ser muito bom, mas eu estou bem obrigado - disse o elfo emocionado.
- Certo, está tudo pronto, então pode ir descansar, meu amigo, e por favor, mande todos os dias uma coruja para Dobby, ele vai precisar de algumas coisas e informações, por isso é bom sempre ele ter como falar com você - disse Harry, se sendo servido mais uma vez com uma taça enorme de sorvete.
- O senhor quer que eu compre e mande uma coruja para o senhor? - disse o elfo Grampo.
- Não, não tenho paciência para ficar cuidando de uma. É só você mandar ela todas as noites que tenho certeza que será suficiente - disse Harry, que não estava nem um pouco a fim de ter que cuidar de coruja alguma.
- Sim, mestre - fez uma reverência e desaparatou.
- Wink - disse Harry e no mesmo instante apareceu a elfa.
- Mestre Harry Potter, Wink estaR aqui - disse fazendo uma exagerada reverência.
- Wink, a bolsa esta aqui, só falta você guardar as coisas aqui para irmos embora, está tudo pronto?
- Tudo pronto, mestre. Wink já vai - desapareceu em um estalo e voltou meia hora depois.
Os três seguiram até a torre da Grifinória por inúmera passagens secretas embaixo da capa de invisibilidade. Harry explicara aos dois que, em hipótese alguma, poderiam fazer mágicas sem ser no quarto dele.
Quando chegaram na entrada da torre Harry, checou no mapa se não tinha ninguém no salão da Grifinória e, pra sua decepção, em um local mais afastado da entrada estava ninguém menos que a monitora-chefe que tanto tentava evitar. Soltou uma indiscrição.
Olhou no relógio, era uma e meia da manhã, e olhando novamente no mapa viu que onde estava tinha vários sofás “ela deve estar dormindo!” pensou.
Retirou a cabeça do lado de fora da capa e disse a senha à mulher Gorda, que com uma cara de contrariada abriu a passagem. Passou correndo por baixo de sua capa, falou a senha baixo perto do quadro de Jack e entrou correndo.
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Mila estava sentada no sofá perto da entrada do quarto de Harry, pensando no sumiço do mesmo, coisa que a estava deixando curiosa “como ele, que mal conhecia o colégio, conseguia ficar tanto tempo sem ao menos sair pra comer?” Ele não pode conhecer a cozinha, oras, nem eu a conheço. Ah... mas hoje eu descubro”. Foi quando apareceram os gêmeos Weasley seguidos do irmão Rony, cheio de comidas nos braços. Eles não a viram, pois o sofá era alto e ela estava quase deitada neste, que ficava de costa para eles. “Ah então quer dizer que os amiguinhos que estão trazendo comida. É, acho que estava enganada. Ele só estava com vergonha mesmo” Nem ela sabia o motivo de tamanha obsessão com o jovem monitor, mas uma coisa martelava em sua cabeça, tinha algo acontecendo ali, e se tinha uma coisa que ela não admitia era ser passada para trás.
Mas, quando ele disseram que queriam ver o Harry, qual foi a sua surpresa, Sr. Jack falou que ele havia deixado um recado para eles, que teve que sair e que não era para esperá-lo, pois chegaria bem tarde. Ela nem escutou o que os gêmeos falaram, depois seguiram em direção aos dormitórios, sua cabeça estava a mil. “Eu sabia... eu sabia... É hoje que eu lhe pego em flagrante, você vai aprender a não tentar me tapear mais!”
Depois que todos subiram, ela se escondeu em um canto mais afastado, mas que dava visão da entrada e ficou de tocaia.
Tentou ler alguma coisa para passar o tempo, mas depois de meia hora, não conseguiu terminar a primeira página do livro. Acabou desistindo e ficou ali pensando nas mil e uma coisas que um certo garoto de olhos muito verdes poderia estar aprontando.
Saiu dos seus pensamentos já bastante tarde quando o quadro da mulher gorda se abriu e fechou sem que ninguém entrar. Mas o que quase a fez cair da cadeira foi em seguida o quadro do quarto “dele” fazer a mesma coisa. Saiu de seu esconderijo e perguntou à mulher Gorda o por quê de ter aberto a passagem. Qual sua surpresa, ela disse com uma cara contrariada que não tinha aberto, ela então se virou para o quadro de Sr. Jack e disse:
- Avise ao Harry que eu sei que ele chegou agora eu quero falar com ele! -disse autoritária.
- Sinto muitíssimo, mas o Sr. Potter está dormindo há muito tempo, ele passou ligeiramente mal e se recolheu cedo... e não posso acordá-lo sem ser o horário que me pediu antes de dormir - disse Sr. Jack displicente.
- Eu vi, eu vi o quadro da mulher Gorda abrindo e fechando logo depois o seu quadro, ele estava com uma capa de invisibilidade ou tomou uma poção eu sei que ele entrou agora!!! E eu quero falar com ele! - disse imperativa e furiosa.
- Sinto lhe informar que devr estar com sono e vendo coisa, pois o que eu escutei a mulher Gorda falar foi que ela não havia aberto a passagem, coisa que eu garanto não ter aberto! - disse sumindo, deixando Mila furiosa e ainda brigando com ele.
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Assim que entrou no quarto, retirou a capa e soltou o ar dos pulmões bagunçando os cabelos em um sinal de alívio.
- Jack... - chamou Harry, mas mão foi respondido e pensou “ferrou, a Mila estava acordada”
- Eu sou Harry James Potter Gryffindor - Tão logo a porta se materializa ele entrou correndo, seguido dos dois elfos, parando em frente ao quadro de Rowena, onde estava, as figuras dos avós sentados em um sofá.
- Olá meu neto, foram rápidos - disse Godric abraçado a esposa, que observava atentamente.
- Problemas? - disse Rowena serena.
- Acho que a Monitora viu os quadros abrindo e fechando e deve ter deduzido que eu estava com uma capa de invisibilidade! - disse recuperando o fôlego.
- Não se preocupe, está tarde e não tem como ela provar. Jack vai resolver isso fácil, agora que a velha linguaruda esta com a língua cortada. -disse Godric sorrindo.
- Harry... - disse Jack aparecendo no pequeno quadro próximo ao quadro de Rowena - me desculpe não poder aparecer na hora em que me chamou, mas estava convencendo a Srta. Stivens de que ela estava vendo quadros abrirem passagens por motivo das altas horas e que ela deveria estar dormindo, coisa que você estava há muito tempo devido a um mal estar.-disse sorrindo.
- Hahahahah...Jack você e demais cara!!! - disse Harry rindo e imaginando a cara de Mila.
- Eu queria poder ter visto a cara da Mila, hahaha ela deve esta puta da vida!!!!
- Se estava, mas eu queria ver mesmo era a cara dela quando a deixei falando sozinha - disse rindo o cavaleiro acompanhado de Harry e seus avós.
- Fique esperto com ela Harry, ela estava no salão ate agora era te esperando - disse já se recompondo Jack.
- Pode ficar tranqüilo, meu amigo, pois com vocês como cúmplices ela não tem a menor chance de me pegar - disse ainda rindo.
- Muito bem, agora que está tudo resolvido vamos ao que interessa - disse Godric firmemente.
- Wink, tem um quarto que servia de deposito perto da área de treinamento. Limpe e monte sua cozinha lá - assim que terminou Wink fez uma reverência e disse:
- Sim, senhor avô do mestre,Wink faz mas Wink não saber como pegar as coisas dentro da mochila - disse a elfo.
- Primeiro, limpe depois o lugar, depois venha aqui, pegue a mala e deseje que tudo o que colocou nela saia, agora vá - disse Godric, e a elfa desaparatou no mesmo instante.
- Agora você, Dobby, pegue meu quadro que está em cima da Lareira e coloque perto do caldeirão de poções. Lá tem um lugar para ele, é fácil de achar e aguarde instruções.
-Sim senhor! - disse o Elfo, e em um estalar de dedos começou a andar em direção ao local onde se encontravam os caldeirões com o quadro flutuando à sua frente.
- Vou dar as instruções ao elfo, querido - disse Rowena dando um beijo no marido que após este ficara com um sorriso bobo na cara.
- Hum num... Hogwarts para Godric no mundo da lua - disse com um sorriso maroto.
- Sabe, meu neto, eu não sei como ela consegue...definitivamente essa bruxinha me enfeitiçou... - disse sorrindo. Agora que sua avó saiu, vamos falar sobre as bruxinhas que irão enfeitiçar você... - disse Godric maroto - Eu não me lembro - disse fingindo pensativo - mas já te disse que estou esperando uma dúzia de netos ? - Se alguém visse a cara de Harry nessa hora e pudesse descrever em uma palavra seria hilária, ele ficou em choque e mais vermelho que o cabelo de um Weasley.
- Er.. quer dizer... Ahn? - disse Harry muito sem graça.
- Brincadeira, meu neto - disse Godric rindo - mas saiba que sou o primeiro a te apoiar se aparecer alguns Harryzinhos por aqui - disse ainda rindo da cara horrorizada de Harry.
- Apesar do assunto estar muito interessante, devemos nos concentrar no seu problema porque se Rowena aparecer aqui, quem estará com sérios problemas serei eu - disse fazendo cora de coitado.
- Abra a primeira gaveta da mesa com a mão que está com o anel.
Harry foi até a mesa de sua avó e quando colocou a mão na gaveta uma luz vermelha saiu do seu anel e um barulho de algo sendo destrancado fez presente. Dentro da pequena gaveta que era ampliada magicamente tinha duas pequenas caixas.
Godric estava visivelmente ansioso, seus olhos brilhavam diante da expectativa.
- Abra a caixa preta primeiramente e pegue uma varinha por vez -disse ansioso.
Harry abriu a pequena caixa e dentro havia duas varinhas, ambas negras.
Ele pegou uma e, chegando mais perto, viu que esta tinha um nome gravado e disse:
- Ravenclaw... esta era a varinha... - mas Godric o cortou no seu rosto estava um misto de ansiedade e alívio.
- Sim, da sua avó. Agora deixe esta no lugar e pegue a outra. Rápido rapaz, antes que esse velho quadro bata as botas de ansiedade.
Harry fez menção de perguntar algo, mas Godric o cortou de novo.
- Depois, meu neto, depois... primeiro empunhe a outra.
Harry se resignou, colocou com cuidado a outra no lugar e empunhou a que tinha em mãos. Quando foi reparar a mesma, sentiu um repentino calor nos dedos e uma luz avermelhada muito forte saiu da varinha, com uma ventania que varreu todas as almofadas do chão ergueu a varinha acima de sua cabeça, baixou-a cortando o ar com um zunido, e uma torrente de faísca douradas e vermelhas saíram da ponta como um fogo de artifício, atirando fagulhas luminosas que dançavam nas paredes.
Rowena aparece ao lado do incontrolável marido.
- Bravo... bravo meu neto!!! Rowena, meu amor, a minha varinha o escolheu!!! - disse chorando – Eu estou tão aliviado meu amor, é como se... é como...
- Eu sei querido, mas eu já disse milhares de vezes e repito novamente... não foi culpa sua... não foi culpa sua querido... - disse enxugado as lágrimas do marido.
Harry observava a cena perdido. Rowena vendo isso começou:
- Sabe, meu neto, depois da maldição que Salazar jogou sobre seu avô ele nunca mais foi o mesmo... mesmo nos momentos mais felizes via-se uma sombra de tristeza em seus olhos, e eu tentei de todas as formas confortá-lo, mas eu sei que ele se culpava por seus descendentes não poderem usufruir da magia que lhes era de direito, e por isso a reação que teve agora.
- Isso é uma verdade meu neto... - disse pesaroso - mas quero que você saiba que há muito não me sinto tão orgulhoso e em paz, pois quando nossa Lily quebrou a maldição que eu não consegui quebrar eu fiquei feliz, mas ainda assim me culpava, pois a obrigação era minha mas hoje... sim hoje... com você, meu querido neto, eu me sinto parte disso, eu sinto que fiz a minha parte quando a varinha que já fez parte de mim te aceita como parte de você. Eu consegui tirar a sombra que estava sobre os meus ombros há quase mil anos, você pode perguntar como um quadro, uma mera lembrança pode sentir isso, e eu te explico. Tudo isso é por causa de uma mulher. Sim, a mulher que se chama Rowena, que no primeiro encontro me enfeitiçou e graças a Merlin nunca tirou esse encanto, a minha companheira de toda a eternidade, o meu anjo.
- Minha Rowena sempre muito sábia, sabia que minha alma nunca descansaria se eu partisse sem resolver essa maldição. Ela sofreu junto comigo, e por muitos anos ela tentou, como ela mesmo disse de todas as formas, me convencer de que nossos filhos e netos seriam felizes, como de fato foram... - disse emocionado sendo encorajado pela esposa - mas mesmo assim, não era do meu feitio aceitar nada a força, eu não admitia que nossos filhos não pudessem escolher se queriam ou não ser bruxos e isso me marcou a alma e eu definhava, por não conseguir quebrar tal maldição fiquei condenado a outra.
- Eu estava condenado... eu sabia e juro que tentei... tentei tirar essa dor do meu coração. Eu fiz de tudo o que um homem podia fazer, e não pense que fiz por mim... não, eu fiz porque a razão do meu viver sofria, eu fiz por Rowena, mas não fui forte o suficiente. Essa maldição me afetara de uma forma irremediável para a época, pois naquele tempo você não existia - disse sorrindo emocionado.
- Tudo mudou quando sua avó fez a profecia da quebra da maldição. Eu quase morri do coração naquele dia... já estávamos bem velhinhos, e com isso minha amada me deu a maior prova de amor que alguém pode dar - disse acariciando a esposa com um olhar apaixonado.
- Na semana seguinte já tínhamos preparado algumas coisas para deixar para você e sua mãe, eu acordei como sempre bem cedo e me deparei com um café da manhã na cabeceira da nossa cama com um bilhete e uma carta - as lágrimas que rolavam dos olhos se escondia na barba avermelhada.
- O bilhete começava com os dizeres “Amo te do fundo do meu coração para toda a eternidade”. Sabe, ela se preocupava tanto comigo que nesse bilhete praticamente me obrigava a comer tudo o que tinha na bandeja antes de ler a carta... carta essa que tenho de cor cada vírgula... que me fez perder a fome por semanas... a carta de despedida do meu anjo - disse sem tirar os olhos da esposa, também emocionada. Harry nem piscava escutando tudo com um nó enorme na garganta, que tentava a todo custo engolir, sem sucesso.
- Na carta o meu anjo me dizia sobre os motivos de fazer o que fez... sabe meu neto, ela fez um sacrifício de amor, ela abriu mão de sua energia vital por uma chance de me ver curado, e com o último suspiro de vida fez o feitiço que ligou nossas almas aos quadros que estão aqui hoje.
- E hoje eu estou livre, livre... de alma limpa, graças ao meu anjo, à minha metade - disse ternamente.
- Quero que saiba, meu amor, que você é a parte mais importante de mim, pois sem você eu não sou nada, eu não existo - disse Godric, que recebeu um beijo apaixonado que não parecia ter fim. Harry já estava sem graça, mas nem ousou se mexer, seria até pecado atrapalhar aquele momento dos dois.
Mas Wink aparatou ao lado de Harry fazendo barulho, pegando a mala e desaparantando em seguida, interrompendo o casal enamorado.
Harry olhava os dois avós emocionado e amaldiçoou Wink em pensamento por ter quebrado o momento, mas quando os dois se viraram para ele, tomou consciência de que prendera a respiração inconscientemente quando Godric fez a declaração à sua avó.
Espirou e respirou profundamente antes de perguntar.
- Quer... - a voz quase não saiu - Quer dizer que... vocês ahn vocês... - mas Rowena o cortou e respondeu.
- Sim querido, nós não somos apenas um quadro. Nossas almas, mesmo não estando aqui, têm uma ligação com esses quadros por isso podemos sentir tudo o que acontece à nossa volta, e hoje é um dia muito especial, pois seu avô se curou quando sua antiga varinha o escolheu, você recebeu alguns dos poderes de seu avô com isso ele sentiu que estava fazendo algo para seus descendentes sendo assim sua alma encontrou a paz que a tanto tempo ansiava e agora terá o merecido descanso - disse visivelmente emocionada.
- Estou muito alegre por você vovô!!! disse sorrindo.
- Vó quando você disse que terá uma merecido descanso quer dizer que irão embora? - disse triste por antecedência.
- Infelizmente sim, querido, a mágica que eu fiz foi para vê-lo curado e agora... bem, nós estamos - disse sorrindo para o marido.
Harry não conseguia mais segurar, as lágrimas... novamente não teria família, novamente estaria sozinho... “Lembre-se do que eles nos disseram, nunca estaremos sozinho, primo” as palavras do presente de aniversário de Duda o assombrava. Vários flashes de lembranças passavam por sua cabeça “Harry... eles não sobreviveram... suas últimas palavras... nunca estarão sozinhos, pois tanto eles quanto seus pais... olhando por vocês...” “Harry venha aqui, querido, temos que conversar... não somos seus pais querido... sua mãe era minha irmã... eles foram mortos quando você tinha um ano...” O desespero do garoto era palpável. Tentou segurar o choro, mas a única coisa que conseguiu fora, além de chorar e soluçar ao mesmo tempo, ficar com raiva dele mesmo por ser fraco e não estar comemorando com seus avós. A única coisa que conseguia era a dor de ver o que restou de sua família ir embora sem poder fazer nada.
Rowena, ao ver o desespero do neto, se desesperara também. Para quem olhasse a veria tentar sair do quadro para consolar o neto. Uma luz dourada envolveu os dois quadros, fazendo Harry olhar para o quadro onde estavam os avós.
- Meu filho... - começou Godric tentando passar firmeza na voz, sem sucesso algum – gostaria que soubesse que nós temos muito orgulho de ter você como nosso filho, nosso neto tão esperado... eu sei que não tenho direito de te pedir nada, mas vou ser ousado e fazê-lo, conte a nossa história de amor, conte sobre Rowena... sua avó, e o mais importante, conte que esse amor venceu... e que esse amor vive... que os Gryffindor vivem... use o nome de sua família aparte de hoje e o honre..
- Querido, escreva nossa história, mas divida em duas partes: uma até a nossa Lily e outra que só será divulgada aos seus, e quando nascer o meu neto - disse Rowena.
- Vai ser uma honra escrever história tão bela, e pode ficar seguro meu avô, que o mundo inteiro vai escutar que os Gryffindor vivem! - disse firme.
- Eu confio em você querido neto, e lembre-se: Nunca estará sozinho, não pense por um segundo sequer que deixaremos de olhar por você. Todos nós vivemos em você Harry... não vou dizer adeus pois saiba que estarei contigo.
- Nós te amamos querido - disse Rowena abraçada ao marido.
A luz o cegou por uns instantes, e onde outrora tinha os quadros, era apenas uma parede chamuscada.
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