FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

1. Buracos


Fic: Destiny


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Hermione Granger sempre foi a garota que tinha reposta para tudo. Não que fosse arrogante, como muitas vezes a declararam. Simplesmente, sabia a resposta. Recebera várias estrelinhas na escola, vários prêmio no colégio, tinha seu nome exibido nas paredes pelos corredores... Ela era especial. Porque sempre sabia aquilo que todos queriam saber. Simples assim. Mas ela, Hermione Granger, se perguntava agora onde estavam todas as respostas. Parecia que, por magia, tinham se esvaído dela também. E agora a garota que sempre tinha todas as respostas, tinha todas as perguntas. Por que?, era a primeira delas. Por que ela havia sido a escolhida para ser a melhor amiga do menino que sobreviveu? Por que ela, uma menina normal, com um QI um pouco elevado, havia ido ao baile de inverno com Vitor Krum, sendo que nem gostava tanto dele? Por que ela estava apaixonada por Ronald Weasley e por que não tinha mais as respostas para todas as perguntas? Pois agora, todos a sua volta tinham muitas perguntas.
Molly Weasley era a mulher mais corajosa que Hermione já conhecera. Estava sempre presente para ajudar quem quisesse e virava um leão para proteger sua família. Hermione sentia muito orgulho dela. E, agora, Molly Weasley ficava desconsolada por todos os cantos. Por que? Ela era a primeira pessoa no mundo que Hermione desejava não ver sofrer. Pois não merecia isso. Na verdade, nenhum dos Weasley merecia.

Hermione se sentia deslocada.

Todos ali, ruivos, olhos claros, sardas pelo rosto, pareciam mais unidos do que nunca. Em alguns momentos, Hermione sentia que se um caísse, logo o outro estaria ali para segurá-lo. E isso era o que a família Weasley tinha de mais bonito. A união. E agora todos precisavam uns dos outros, como um telhado precisa de suas colunas para se sustentar.


E Hermione passava a maior parte do tempo no quarto, fingindo arrumar alguma coisa. Pois ela não era uma das colunas e muito menos o telhado. Hermione não possuía os cabelos ruivos, os olhos claros e as sardas pelo rosto. Ela era somente a visita.
O que a reconfortava era que Harry também se sentia assim. Pelo menos, era o que ele transpassava para as pessoas a sua volta. Mas Gina estava reagindo de maneira diferente que Rony. Gina Weasley ficava a maior parte do tempo chorando no colo de Harry, demonstrando seus sentimentos. Rony Weasley reagia de forma diferente, como se não tivesse abalado com os últimos acontecimentos de quase dois meses atrás. Ele limpava o quintal, arrumava os quartos, lavava os pratos, varria a casa, consertava tudo e qualquer coisa quebrada, andava de um lado para outro e - o que mais doía em Hermione - não a encarava diretamente. Por vezes, tentava chamar sua atenção, perguntar alguma coisa, comentar qualquer coisa, e ele não a olhava nos olhos. Respondia monossilabicamente o necessário e voltava aos afazeres que ele não precisava fazer. A única vez que demonstrou fraqueza foi logo no início, uma semana depois da batalha finalmente ter chegado ao fim. Foi quando ele a olhou nos olhos. Quando ele correu para abraçá-la, logo que chegaram em casa, e ele chorou. Chorou como uma criança sem presente de natal, ou até pior. E Hermione chorou com ele, sem dizer uma palavra sequer. Pois não tinha as respostas às perguntas de Rony. E isso doía, de maneira arrasadora em seu coração. Pois ela nunca havia visto Rony chorar assim, tão perturbado, tão machucado. E o que a garota sentia não era nem metade do que o Rony sentia. Hermione não sabia o que era perder um irmão, pois não possuía um. Talvez Harry. Se perdesse Harry seria terrível, e sentiu um pouco disso quando ele estava nos braços de Hagrid, provavelmente desfalecido. Essa dor, talvez, fosse pior do que a morte. Pior do que qualquer coisa!


Porém, aquele momento em que Ronald chorou em seus braços, passou mais rápido do que viera. Foram exatamente dois minutos abraçados, e então Rony parou de chorar. Simplesmente abaixou a cabeça, e saiu, para verificar se precisavam de sua ajuda. E Hermione ficou chorando, porque sabe que Rony está negando a si mesmo o que está acontecendo. É normal não querer demonstrar fraqueza, principalmente perto de sua mãe, pois ela também se faz de forte. Mas ele não precisava fingir para Hermione. Ela o conhecia melhor que ninguém! Não fazia sentido mentir para ela. Por que ele fazia aquilo? Mais uma vez, Hermione não tinha respostas.
Estava mais uma vez sentada no sofá da sala dos Weasley. Tinha em mãos, o livro Orgulho e Preconceito, de Jane Austin. Estava lendo, porém não compreendia. Passava os olhos pela mesma linha várias vezes, pois não conseguia prestar atenção. Sra. Weasley estava na cozinha, preparando o jantar. Sr. Weasley, talvez, estivesse verificando e aprendendo a usar seus obejtos trouxas. Dos filhos Weasley, Hermione só via Gina con Harry, pela janela, caminhando pelo meio da plantação. Não sabia onde estava Jorge - que, aliás, quase não saía do quarto - e muito menos Rony. Gui havia voltado ao chalé das conchas, pois estava ajudando Fleur com Victoire. Sra. Weasley havia dito para os três ficarem aqui, mas Fleur achou melhor não atrapalhar agora. Hermione achara uma boa ideia, talvez uma criança fosse animar um pouco a casa nesse momento. Mas não dava palpites. Na verdade, quase não se falavam mais, a não ser o necessário. Ultimamente, todos se fingiam de ocupados demais para conversar, porque talvez tivessem medo de entrar no assunto. Tinham medo do nome Fred Weasley surgir em algum lugar. E Hermione entendia isso, só não tinha as malditas respostas.


— Ronald! — Chamou Hermione, ao vê-lo descendo as escadas em direção a cozinha. Ele fingiu não ouvir. — Rony... — Desta vez, sua voz saiu mais baixa e seus olhos, novamente, se encheram de lágrimas.
— Que foi? — Perguntou, e a olhou por um breve momento. Tão breve, que Hermione mal conseguiu notar.
— Hm... Achei que... — Não sabia ao certo o que dizer, então resolveu ser direta. — Achei que quisesse conversar.
— Estou ocupado agora. — Ele se virou para a cozinha, novamente.

Nos últimos meses, Rony a tratava como se a culpa fosse dela. Hermione chorava no travesseiro, depois que todos dormiam, tentando encontrar uma resposta para esse comportamento. Quando ele ia entender que ela não tinha nada a ver com o que ele sentia? Por que ele a culpava? Ela estava do seu lado desde o início de tudo. Com ele e para ele. E ele não reconhecia isso, em gratidão ele a ignorava e culpava. E isso abria mais um buraco profundo e negro no peito de Hermione.

— Rony! — Chamou, novamente, sem se importar com as lágrimas que começaram a cair. — Eu preciso falar com você.

Ele voltou a subir as escadas, e Hermione entendeu que ela deveria ir atrás. Talvez devesse falar tudo o que sentia, para ele. Talvez devesse jogar na cara tudo o que ela vinha guardando nos últimos dois meses. O problema era que, quando Rony se encontrava próximo demais, Hermione perdia os sentidos. Sempre foi assim.

— O que precisa falar comigo? — Perguntou, ríspido. Tinham entrado no quarto de Rony, e Hermione trancara a porta.
— Preciso saber o que está acontecendo? — Hermione também tentara ser ríspida, mas não conseguia quando estava triste. E ela estava muito triste.
— Como assim, o que está acontecendo? — O olhar indignado de Rony partiu ainda mais o coração de Hermione.
— Tudo o que está acontecendo, Ronald! — Sua voz saiu exaltada, e a garota deu um passo a frente, fazendo Rony dar um passo atrás. Porém, a expressão deste continuava a mesma.


— Quer saber o que está acontecendo? — Perguntou Rony, alterando sua voz também. — Então vou dizer o que está acontecendo, Hermione! Está acontecendo que Jorge não faz mais nada. Fica o dia inteiro jogado na cama, sem nem abrir os olhos. Está acontecendo que Gina fica agarrando Harry em todo o canto da casa, sem se importar com o resto da família. Meu pai passa mais tempo fora do que dentro de casa, você fica com esses olhos... Esses olhos agoniados e mamãe... Toda vez que olho pra ela sinto vontade de morrer! Isso está acontecendo, Hermione. Só isso.

Assim que Rony terminou de falar, Hermione sentia como se tivesse levado uma facada no meio do peito. Ele estava pior do que pensara. Não a culpava, ele se culpava! Como ela havia sido rude, pensando que Rony a ignorava. Ele estava tentando se ignorar! E Hermione devia ser a pessoa que não deixaria aquilo acontecer. Não era ela quem devia estar ao lado dele, para ele e com ele? Então, o que diabos estava fazendo, condenando-o daquela maneira?

— Rony, eu... Eu sinto muito! — Se debulhando em lágrimas, Hermione se jogou nos braços de Rony, que a princípio nem se moveu. — Só queria conversar com você. Queria saber se estava bem... Você estava tão quieto e era aquilo que estava me agoniando! Nunca mais fique sem falar comigo, por favor! Não iria aguentar...

Finalmente sentiu os braços de Rony em sua cintura, a apertando com urgência, porém com carinho. Que falta Hermione sentia dos abraços de Rony.

— Er... Rony, Hermione, sra. Weasley está chamando vocês pra jantar. — Harry apareceu, abrindo a porta de repente. Parecia chateado por atrapalhar.

Hermione se soltou do abraço apertado de Rony e enxugou as lágrimas, segurando em seguida na mão do ruivo, puxando-o para fora do quarto.

— Estamos indo... — Disse a Harry, que saiu um pouco mais a frente.


E assim os dias se seguiram, tão frios e nublados como os outros. A única diferença era que Rony tentava puxar assunto com Hermione, e Hermione ajudava Rony nos tantos afazeres doméstico que eles mesmo inventavam, só para terem algo a fazer. Com o passar dos dias, o coração de Hermione estava mais tranquilo, talvez até pelo fato de ouvir a voz de Rony sempre, pois sempre estava perto dele. Ele, talvez, não fizesse ideia do efeito que sua voz surtia em Hermione.

Hermione. Toda vez que Rony pronunciava seu nome, da maneira que fosse, era um arrepio que passava pela espinha da garota. Talvez, ele não fizesse ideia de que o dia em que se beijaram, foi o melhor da vida de Hermione. O melhor dia de todos.

Na maioria das vezes, Harry a olhava procurando por respostas. Via naqueles olhos azuis um pedido desesperado de ajuda, pois ele nunca sabia o que dizer. Sabia que ele estava péssimo. Por esses dias atrás, Harry quebrou um copo e ainda pede desculpas a sra. Weasley, até hoje. E eu sei que não é pelo copo. Hermione tentava sorrir, reconfortante, algumas vezes e ele retribuía.

— Harry... — Chamou, num dia ensolorado lá pro fim de julho, quando Harry, Rony, Gina e ela arrumavam o jardim. Ele se aproximou. — Não fique agarrando tanto a Gina.

Hermione sorriu ao ver o olhar intrigado de Harry caindo sobre ela. Com certeza não havia entendido nada, mas ela, ao menos, havia dado o recado.

— O que? — Ele perguntou, unindo as sobrancelhas.
— Só não... agarre tanto!

Dito isso, se virou para outra planta para começar a regá-la, ainda rindo com a face perturbada de Harry.
Após um tempo regando e varrendo tudo, poderia até se dizer que conversavam animadamente. Pelo menos, era mais animado do que há duas semanas atrás. Hermione podia até ver, pelo canto dos olhos, que Rony sorria com Harry. E isso a fazia suspirar aliviada.


Quando Hermione ia se virar para saber porque ou do que todos estavam rindo, o silêncio pairou sobre eles. Ela os olhou intrigada, porém seguiu o olhar de todos, que davam na porta da casa. E ela também prendeu a respiração. Jorge Weasley havia, finalmente, saído do quarto. Saído de casa. Caminhou a passos lentos até eles, e todos pareciam não respirar, estavam apenas o encarando.

— Que foi? Estou tão feio assim? — Ele perguntou, ajeitando o cabelo. — Resolvi ver se precisam de mim. Sei que vocês não conseguem fazer nada, sem mim.

Rony deu um sorrisinho, e parece que essa foi a deixa para todos voltarem a respirar normalmente. E, a impressão que Hermione teve - e ela sentia que todos pensavam o mesmo - foi a de que um peso havia saído de cima de Ottery St. Catchpole. A massa escura e fria tinha, finalmente, deixando a família de Hermione. Família de Hermione. Essa frase soava bem a garota, e sem notar, estava sorrindo novamente.

— O que houve? — Perguntou Rony, colocando uma mecha do cabelo de Hermione atrás da orelha.
— Nada. — Ela respondeu, um pouco corada. Ainda se assustava quando Rony a tocava. — Só estou feliz por estar aqui.

A simplicidade nas palavras de Hermione fez Rony sorrir. Um sorriso diferente dos outros. Era quente, passava uma sensação de... amor a Hermione.

— Também estou feliz por você estar aqui. — Falou, encostando levemente os lábios nos lábios de Hermione.

Nesse momento, ela sentiu como se pudesse voar.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.