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4. Desafetos


Fic: Da água para o vinho


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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_“Então Potter não se foi?!” - ele pensava aborrecido, deitado em sua cama. Havia voltado do passeio com os amigos, mas com o pretexto de estar cansado foi para o dormitório antes deles e se fechou com as cortinas para não ser incomodado. - “Quer dizer que ele está preso na correntinha... Quer dizer que ainda há uma chance para aquele moleque intrometido...” - ele se virou na cama preocupado. Suspirando fechou os olhos e analisou a situação. - “Ninguém mais sabe sobre aquela correntinha. Ninguém pode desconfiar de qualquer coisa e tentar salvar o Potter... Não! Não tem como... Tudo que eu tenho que fazer é dar um jeito de tirar a jóia daquela garota boba e destruí-la, tomando o cuidado de não acabar preso de novo...” - virou-se mais uma vez e logo pegou no sono.
Voldemort não conseguia desculpa para pegar a correntinha de volta. Era quase impossível ficar a sós com a namorada agora que a temporada de quadribol estava tão perto de começar, porque em toda folga que ela tinha acabava marcando treinamento. Seu primeiro adversário seria justamente a Sonserina e todos estavam preocupados pois, apesar de Gina ser tão boa apanhadora quanto Harry, não seria fácil vencer as serpentes sem ele. As coisas não ficavam nada melhores quando Rony chegava dos treinos e ficava fazendo um interrogatório tentando entender por que o amigo não queria mais jogar. Achou que não agüentaria mais se controlar se as coisas continuassem naquele pé.
Estava tomando seu café da manhã. Gina fizera os jogadores levantarem mais cedo para discutir as últimas táticas que usariam naquele jogo, por isso Rony não o estava importunando e ele podia apreciar seu livro em paz. Hermione evitava ficar sozinha com ele depois da última conversa dos dois e então ele podia ficar sossegado. Foi o que ele pensou até aquele momento.
_E então, Potter?! – uma voz fria interrompeu sua leitura. – Que tipo de trauma o Lorde te fez passar para te fazer desistir do quadribol? Ou será que você já conseguiu fama o suficiente e não precisa mais ficar se exibindo sobre uma vassoura?!
Aquela voz não lhe era estranha, com certeza já a ouvira antes. Virou-se para encarar seu pretensioso interlocutor e levou um susto. Sentiu-se voltar aos tempos de recrutamento ao ver em sua frente a imagem exata de um Lucius Malfoy de cerca de 20 anos, mas duvidou de seus olhos. Encarou o rapaz por mais algum tempo para ter certeza de que estava vendo certo.
_O que foi, Potter?! – Draco perguntou sem entender a expressão confusa nos olhos de Harry. – Será que essa cicatriz horrível finalmente afetou seu cérebro?! – riu da própria piada, acompanhado de Crabble e Goyle.
_O que você quer aqui, Malfoy?! Deixe o Harry em paz! – Hermione resolveu se aproximar quando viu que uma confusão poderia se formar.
_Eu não estou falando com você, Granger! Aliás, eu acho que já te proibir de se dirigir a mim, não?!
_E por que você acha que pode me proibir de qualquer coisa, Malfoy?! – ela se sentou ao lado de Harry. – Vá embora de uma vez e nos deixe em paz! – ela mandou.
_Não! – ele cruzou os braços e continuou parado na frente dos dois. – Estou curioso para saber por que o Potter desistiu de jogar?! – perguntou encarando Harry com um sorriso provocativo no rosto.
_Malfoy? – Voldemort perguntou confuso, virando-se para Hermione.
_É Harry! – ela respondeu aos sussurros. – Você não se lembra dele? Draco Malfoy! Tentou matar o Dumbledore há dois anos. – ela encarou Draco dessa vez. – Ainda não entendi por que o Ministério não o jogou em Azkaban junto com o pai!
Draco olhou menos pretensioso para a garota agora. Sabia que sua tentativa frustrada de matar o diretor nunca seria esquecida por Harry e seus amigos. Não que isso o afetasse realmente, mas desde que Voldemort fora derrotado ele fizera um juramento de nunca mais se envolver numa guerra que não fosse sua. Sabia que tivera sorte por Dumbledore não ter realmente morrido pelas mãos de Snape e o ter defendido em seu julgamento, impedindo que ele fosse preso. Mas torrar a paciência de Harry era algo que ele não podia resistir. Já fazia parte de sua rotina diária e ele pretendia retornar a ela.
Voldemort o olhava ainda intrigado, mas agora com um sorriso torto nos lábios: - Draco Malfoy... – repetiu. – Aquele que não conseguiu nem ao menos dar um fim num velho gagá!
_Harry! – Hermione protestou.
Draco o olhou também espantado. – Você está muito estranho, Potter! – respondeu perdendo a graça. – Acho que é você quem está ficando gagá! – falou tentando ofendê-lo. Recuperando sua postura ameaçadora, foi embora ainda confuso.
_O que deu em você, Harry? Nunca te ouvi falar assim do Dumbledore! – Hermione se espantou.
_Mas é o que ele é! Um velho gagá! – Voldemort respondeu sem dar muita atenção para a garota. – Alguém que é quase assassinado e ainda defende o culpado é o quê?! – perguntou voltando a seguir Draco com os olhos. – Um velho gagá! – desviando o olhar dos sonserinos ele se virou para Hermione que agora se servia de um pouco de suco. – Achei que você nunca mais ia falar comigo a sós. – sorriu malicioso.
_E não ia! – ela respondeu ficando brava. – Só vim porque o Malfoy estava aqui... – suspirou. – Mas ainda sou sua amiga e imagino que esse seu comportamento reprovável comigo é por causa do seu trauma recente. – ele sorriu divertido. – E de qualquer maneira o salão está cheio demais para você tentar alguma gracinha.
_Faz tempo que eu não me importo mais com o que pensam de mim, sabia? – ele perguntou aproximando-se mais dela no banco.
Hermione o encarou, destemida. Não se afastou do banco nem nada, apenas o fitou. Voldemort sentiu-se intimidado. Conhecia Hermione muito pouco, mas sabia que era uma bruxa excepcional. Já ouvira isso várias vezes, principalmente durante a guerra. Sabia que Harry Potter não era tão brilhante sem sua amiga por perto. Então resolveu recuar com medo de que ela percebesse o que estava acontecendo com ele. Ainda não era hora de se revelar.
_Desculpe, Hermione... – falou baixando a cabeça e fingindo-se envergonhado. – Eu sei que tenho agido estranho... Não sei o que acontece comigo... - ela apenas resmungou qualquer coisa.
Não demorou muito e o time de quadribol estava de volta. Todos famintos, já que Gina estava se tornando uma capitã quase tão obcecada quanto Olívio Wood e não os deixara nem tomar o café da manhã.
_Bom dia! – ela exclamou sorridente. Estava confiante, mas parecia ser a única assim. Deu um beijo estalado na bochecha de Harry e se serviu de alguns bolinhos.
Voldemort sorriu de volta, ainda distraído. Olhou para o pingente que agora aparecia pelo decote da blusa da garota, mas tinha outros planos, outras coisas em que pensar. Voltou-se para a mesa da Sonserina a procura de Draco. Encontrou-o sentado entre alguns amigos. Pendurado em seu pescoço estava uma garota, aparentemente sua namorada. Voldemort riu com o canto da boca: - “Aproveite enquanto pode, Draco Malfoy! Você terá pouco tempo até descobrir o que acontece com quem desobedece às ordens do Lorde das Trevas!”
_Bom... – Hermione falou de repente. – Eu já terminei meu café! Vou até a biblioteca pegar alguns livros antes da primeira aula! – e se levantou satisfeita.
_Mas já, Hermione?! – Rony exclamou. – Não faltam nem 10 minutos para começar a aula! Deixe o livro para depois! Fique aqui conversando com a gente! De o mínimo de atenção aos seus amigos!
Hermione estancou de repente. Olhava para Rony como se ele estivesse falando uma língua diferente. – Como é?
Rony ficou com as orelhas vermelhas. Todos ao redor agora olhavam para os dois. Hermione sem ter realmente se levantado totalmente, e Rony olhando para ela como se tivesse falado uma besteira muito grande.
_Nada, Hermione! – voltou-se para seu prato. – Vá logo atrás de seus livros!
Hermione terminou de se levantar, arrumou a saia e olhou para o amigo nervosa: - Eu podia jurar que uma vez na vida você tivesse falado algo que vale a pena, Ronald! Mas parece que eu me enganei, não é mesmo?!
Rony a olhou, insultado: - Do que é que você está falando?!
_Estou falando que gostaria mesmo que você me pedisse para ficar um pouco mais com você...s! Mas não! Você faz isso só para implicar, não é? Não consegue passar um dia se quer sem fazer alguma crítica sobre meus hábitos! Sinceramente, Ronald! Você me tira do sério!
_Escuta aqui, Hermione... – Rony se levantou também, a fim de começar uma discussão, mas foi interrompido.
_Bom dia, Hermione! – um rapaz, de olhos castanhos e pele morena, a cumprimentou, mostrando um lindo sorriso.
Hermione abriu um sorriso muito satisfeito e respondeu com a voz agradável: - Bom dia Juan!
_Escuta, será que eu poderia falar com você mais tarde? Estou com algumas dúvidas em Transfiguração e me falaram que você é realmente boa nessa matéria!
_Claro! Procure-me depois do segundo tempo! Eu não tenho a terceira aula hoje, pode ser?! – perguntou satisfeita com a cara indignada que Rony fazia.
_Perfeito! Nos vemos então! – ele se afastou da mesa acenando para os amigos dela.
Hermione se recompôs e voltou a dar atenção a Rony: - Você ia dizer alguma coisa?! – sorriu.
_Quem é esse cara?! – perguntou ficando vermelho. Ele nem notou as risadinhas que alguns davam ao redor deles.
_Você agora é surdo? Ele é o Juan!
_Juan! Juan! Juan de quê? De onde você o conhece? De onde ele saiu?!
_Juan Colunga! Ele é da Lufa-Lufa, e é monitor, além de jogador também! Você deveria conhecê-lo!
_Por quê?! – perguntou sobressaltado.
_Porque você também é jogador! Que eu saiba se vocês vencerem a Sonserina terão de jogar contra a Lufa-Lufa! Você deveria estudar seus adversários! – ela finalmente terminou de pegar suas coisas. – Com licença! – saiu sem conseguir disfarçar um sorriso triunfante.
Rony notou aquele sorriso e aquilo o irritou muito: - Não fique muito animada, Hermione! Ele só se aproximou de você para ter aulas! É só para isso que as pessoas se aproximam de você!
Hermione olhou para ele boquiaberta. Aquilo realmente foi exagerado. Ela lutava contra as lágrimas que se formavam em seus olhos. Sem pensar em nada para dizer a ele em resposta saiu batendo o pé.
_Ronald! – Gina lhe chamou a atenção. – Eu não acredito que você foi capaz?!
_Capaz de quê?! – ele perguntou ficando vermelho. Sabia exatamente a gravidade do que havia falado.
_Você é mesmo um imbecil! Até quando vai ser assim?! – Gina se levantou também, nervosa. – Juan Colunga é goleiro e capitão da Lufa-Lufa! E é monitor chefe! Você deveria ter mais cuidado com o que fala! Um dia pode dizer algo que não possa ser corrigido e vai acabar se arrependendo! – ela se afastou da mesa sem olhar nem para Harry, mas parou para dizer mais alguma coisa: - E saiba que enquanto você fica trocando bilhetinhos com garotinhas do quarto ano ele puxa conversa com a Hermione sempre que vocês não estão por perto! O que é quase sempre! Se eu fosse você ficava esperto! – e saiu também batendo o pé.
_Do que é que ela está falando?! – ele perguntou para Harry.
Este apenas balançou os ombros. Não estava nem um pouco preocupado com os problemas amorosos de Rony Weasley e Hermione Granger. Seus pensamentos pairavam na mesa da Sonserina e em como dar uma lição em Draco Malfoy sem se comprometer muito.
O resto do dia passou rápido, na opinião de Voldemort. Hermione e Rony ainda estavam sem se falar e com isso ficavam tão mal-humorados que também não falavam com ele. Gina andava com algumas lições atrasadas, graças ao seu empenho como capitã, portanto não estava lhe dando atenção. Cansado de estudar meios de tornar seu corpo mais forte ele resolveu deixar a biblioteca e esticar as pernas. Percorreu alguns corredores pouco movimentados, passou por algumas salas vazias e já podia ver a claridade agradável que entrava no castelo pelo pátio. Algumas garotas do quinto ano conversavam paradas na porta. Uma delas lhe chamou a atenção. As amigas a cutucaram para indicar sua presença. Ela olhou sorridente para ele, que retribuiu malicioso. Fez sinal para que ela o seguisse, mas seus planos logo mudaram. Saindo do castelo de mãos dadas com uma garota e acompanhado de alguns garotos com muito músculo e pouco cérebro estava Draco Malfoy.
_Pra onde nós vamos, Harry? – a garota perguntou baixinho, sussurrando ao ouvido dele.
Voldemort sentiu um arrepio gostoso, mas não estava mais pensando em se encontrar às escondidas com uma garota de quem ele nem lembrava o nome. – Agora não vai dar! – e saiu sem dar atenção a ela.
_Mas Harry?! – ela chamou revoltada.
_Mais tarde! – ele respondeu acelerando o passo para não perder Draco de vista. – Eu te procuro se tiver vontade.
Voldemort seguia Draco de longe. Ele e os amigos pararam perto do lago. Sentaram-se encostados em uma árvore, Draco deitou a cabeça no colo da menina que agora afagava seus cabelos.
_“Como ele pode estar vivendo tão naturalmente? Como se nada tivesse acontecido? Como se nunca tivesse me desobedecido?! Mas isso não vai ficar assim!” – ele encostou-se a uma árvore próxima e começou a pensar no que fazer. Sua mente inventava as situações mais mirabolantes e dolorosas, mas muito arriscadas. Tinha que ser algo mais discreto: - “Quem sabe encontram o fedelho morto no banheiro masculino?” – sorriu malicioso sentando-se no chão. – “Não posso deixar rastro! Mas como vou fazer isso?” – ele olhou novamente para Draco. O rapaz estava agora beijando a namorada. Aos poucos os amigos foram saindo de mansinho. – “Como é cara de pau! No meio de todo mundo? Na frente dos alunos mais novos?” – Draco levou uma das mãos por baixo da capa da garota e a subia lentamente. Voldemort sabia muito bem onde aquela mão iria chegar. – “Sem dúvida o moleque sabe aproveitar a vida! Bem mais que o idiota do Potter!” – pensou. Desistiu de assistir a cena. De qualquer maneira assistir aquilo não lhe ajudava em nada. Seus olhos agora vidravam o infinito em busca de um meio de se vingar de Draco, mas nada lhe ocorria. Então alguém o interrompeu.
_Oi amor! O que está fazendo aí sozinho? – Gina se agachou na frente dele, sorridente.
_Oi Gina! – ele se assustou, mas gostou da surpresa. – Estava só pensando... – respondeu, depois beijou a namorada e a fez sentar-se muito próxima dele.
Meio sem graça, mas contente, Gina perguntou: - Pensando em quê?
_Em como a vida é injusta...
_Injusta? – Gina se surpreendeu.
_Sim! Olha quem está ali! – ele apontou para a árvore próxima.
Gina olhou curiosa e encontrou Draco cochichando algo no ouvido de Pansy, e esta disfarçando uma risadinha encabulada. – Malfoy! E daí?
_E daí?! Como é possível que depois de tudo que ele fez ainda ande por aí como se não tivesse feito nada? – ele perguntou revoltado. – Não é justo! Ele tem que pagar pelo que fez!
_Mas Dumbledore o defendeu! Ninguém pode fazer nada se a principal vítima o inocenta! – ela respondeu não entendendo a raiva de Harry. Hermione havia comentado que ele parecia não se lembrar de Draco mais cedo.
_Ainda assim não é justo! Eu queria poder fazer algo, me vingar dele, mas não me ocorre nada... – falou desapontado e irritado. Nunca tivera dificuldades para se vingar daqueles que odiava.
Gina observou Draco novamente. Agora os dois saíam de mãos dadas, mas não estavam indo para o castelo, estavam se afastando dele, indo em direção as estufas. O cérebro de Gina interpretou aquele comportamento e achou melhor desviar a atenção antes que Harry visse e começasse a ter idéias. – Bom... – ela começou. – Com certeza Malfoy merece pagar por tudo que fez... Mas não acho que caiba a nós decidir como ele tem que pagar. De qualquer maneira você só tornou a vida dele melhor ainda!
_Do que está falando? – ele se surpreendeu.
-Oras! Você era o único apanhador de quem ele não ganhava, agora você está fora! Que mais ele poderia querer? – ela perguntou aborrecida.
_Nem vem com essa! Seu irmão e todos vivem repetindo o quanto você é boa quando joga! Essa chantagem emocional não vai me convencer a voltar! – ele fechou a cara.
_Nossa, Harry! Depois não me venha reclamar se ele ficar mais insuportável do que já é! Quadribol é a única coisa com a qual você poderia se vingar dele! Humilhação pública, como tantas outras, mas eu não garanto que vá dar show amanhã! – ela cruzou os braços em protesto.
_ “Humilhação pública?!”– ele pensava. – “Humilhação pública é pouco para quem desobedece minhas ordens! Eu disse que o mataria se ele não fizesse o que eu mandei e é isso mesmo que eu farei!” – ele pensava cada vez mais irritado. Olhou para a árvore onde Draco estivera. – Ué?! Cadê aquele imbecil?
_Ele já foi! Levou a Parkinson lá para as estufas... – falou indiferente.
_Para as estufas? – ele perguntou surpreso. – Ah... Claro... – sorriu malicioso olhando para Gina.
_Bem... Eu acho que já vou! Preciso descansar já que o jogo é amanhã, né? – ela se esquivou rapidamente das mãos dele. – Até mais tarde, amor! – e lhe deu um beijinho rápido nos lábios.
_Espera aí, Gina! Eu vou com você! – ele se levantou e segurou a mão dela. Também já começava a se sentir cansado. Olhou para as estufas e viu uma luz fraca vindo de lá. Sorriu pensando que deveria tentar levar Gina até lá um dia. Com certeza ninguém ouviria os dois, mesmo que ele tivesse que apelar um pouco para conseguir o que queria. Desceu os olhos para a namorada, mas eles passaram antes pelas balizas distantes. Seus olhos automaticamente atentaram para a altura em que elas estavam. –“Uma queda dessas não deve ser nada agradável...” – pensou sentindo-se satisfeito por ter saído do time. – “Imagine a altura que o apanhador chega para alcançar o pomo?” – de repente foi como se tivesse um estalo em sua mente. – É isso! – sorriu batendo as mãos com força e assustando Gina.
_Que foi?!
_Nada, esqueça! – ele continuou bolando seu plano. – “Cair da vassoura há vários metros de altura, ser derrubado por um balaço enfeitiçado. Tudo muito clichê, mas com certeza nada anormal num jogo em que a rivalidade fala tão alto!” – olhou de volta para a estufa. – “Aproveite bem a sua noite, jovem Malfoy! Porque vai ser a última!” – ele sorriu internamente. Gina ainda o olhava, desconfiada.
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O dia seguinte estava ótimo. Perfeito para uma partida de quadribol. Voldemort estava animado. Tivera uma noite agitada, cheia de sonhos que flutuavam entre a comemoração que ele faria com Gina depois de matar o sonserino. Seu humor estava muito melhor do que em outros dias. Seria sua primeira morte em seu novo corpo, estava ansioso.
Tomou seu café da manhã e nem se deu conta de que as discussões entre Rony e Hermione haviam recomeçado. Gina veio lhe cumprimentar, já estava com o uniforme vermelho da casa. Voldemort notou que a cor lhe caía muito bem, embora preferisse que o uniforme não tivesse tanto pano.
_E então?! – ela perguntou. – Esse uniforme não te deixa com vontade de nada?! – sorriu fazendo pose na frente dele.
_O uniforme nem tanto, mas você... – falou baixo, mas não o suficiente para que Rony e Hermione não ouvissem.
Rony olhou para Harry se esforçando para acreditar que tinha escutado mal. Gina adquirira uma coloração tão vermelha na face que ele teve certeza de que ouvira certo. – Você está louco, cara?! – ele perguntou também ficando vermelho.
_O quê?! – Voldemort perguntou confuso.
_Não fale assim com a minha irmã! – Rony respondeu nervoso, não deu atenção a Hermione que tentava lembrá-lo que Harry não andava bem.
_Ronald! – Gina interferiu. – Você ainda está assim?! – apontou para as vestes dele. – Vá logo se trocar! O jogo começa em meia hora! E pare de comer! Você pode enjoar lá em cima!
_Não venha com essa, Gina! Eu ainda não terminei com o Harry!
_Rony, por favor! – Hermione pediu segurando a mão dele. – Estão todos olhando! Não faça escândalo!
_Você ouviu o que ele disse? – perguntou sentando-se novamente.
_Ouvi! Deixe para lá. Gina e Harry não são mais crianças, e nem você! – ela respondeu.
Incrédulo, e mais vermelho ainda, ele saiu da mesa e foi para o vestiário se trocar.
_Sinceramente, Harry! Tome mais cuidado com as coisas que você fala! – Hermione brigou.
_Por que, Hermione? Isso te incomoda? – sorriu.
Hermione olhou para Gina que a olhava pedindo paciência. A garota saiu da mesa e foi em direção ao campo, Gina que se virasse com Harry.
_Bom... Eu preciso ir... – Gina falou sem graça. – Te vejo na arquibancada?
_Claro! Eu não perderia esse jogo por nada! – respondeu puxando-a pela cintura. Deu um beijo em seus lábios e sorriu: - Isso vai merecer uma comemoração, srta Weasley! E eu vou te cobrar isso!
Gina sorriu mais sem graça ainda, mas ainda lhe deu mais um beijo antes de sair animada pelo salão. Harry olhou para a mesa da Sonserina, mas Draco não estava lá. Com mais uma vasculhada notou que a namorada também não estava.
_ “Se estiver muito cansado vai ser fácil demais te derrubar, Malfoy! Chega de diversão, não?” – ele se levantou e resolveu dar uma volta pelo castelo. Percebeu que ele estava já quase totalmente vazio. Todos estavam ansiosos pelo jogo e já procuravam por bons lugares na arquibancada. – “Que tal fazer uma visitinha a minha antiga casa?” – Voldemort desceu pelos corredores surpreso em notar que se lembrava exatamente do caminho. Encontrou alguns alunos que olharam feio para ele, mas não deu atenção. Depois que eles passaram invadiu a mente de um deles para descobrir a senha. Sorrateiro passou pela passagem e observou a decoração verde de sua antiga casa. – “Muito melhor que a decoração da Grifinória!” – pensou. – “Mais sóbria, mais sofisticada! Que pena que o Potter não veio para cá! Aposto como tinha potencial para tanto, mas...” – continuou a andar pela casa.
Suas mãos tocavam de leve a tapeçaria que cobria algumas paredes. Ele olhava em volta, para os quadros dos sonserinos ilustres que já passaram por ali. – “Deveria haver uma foto minha aí!” – pensou. Olhou para a escadaria que levava aos dormitórios. – “Por que não? Todos já devem estar bem longe há essa hora!” – subiu sorrateiro passando por todas as portas e tentando se lembrar onde fora seu quarto. Um ruído vindo de trás de uma daquelas portas lhe chamou a atenção e ele foi averiguar. A porta em questão estava entreaberta e ele podia distinguir perfeitamente aquele som: eram gemidos. Seus sentidos se aguçaram e a curiosidade tomou conta de seu ser. Afastou a porta lentamente e viu quem menos esperava: Draco e Pansy. – “Mas você não deveria estar lá no campo?” – pensou sorrindo malicioso. Posicionou-se para ver melhor o que acontecia.
Pansy estava sentada em uma penteadeira com as pernas abertas. Draco a segurava pela cintura e se movia ritmicamente entre as pernas dela. A garota estava com a cabeça jogada para trás numa expressão de puro prazer. Draco gemia cada vez mais alto e se movimentava cada vez mais rápido. Voldemort sentiu-se reagir àquela cena. Sentiu também uma inveja imensa de Draco. Teve ímpetos de levar a mão até as calças, mas o ato acabou antes que ele pudesse começar a se divertir. Draco deixou o rosto cair sobre o ombro de Pansy. Estava ofegante, mas sorria satisfeito. Afastou-se da namorada depois de lhe dar um último beijo, a tempo de deixar Voldemort vislumbrar a curva entre as pernas da garota, e puxou as calças do uniforme verde que vestia.
_Eu já deveria estar em campo! – ele falou colocando a capa do uniforme.
_Se arrependeu de ficar mais um pouco? – ela perguntou sorrindo maliciosamente enquanto colocava de volta a calcinha.
_Não mesmo! – ele a beijou novamente. – Vou querer mais, mais tarde, para comemorar! – falou.
_E eu não vejo a hora da comemoração! – ela ajeitou o uniforme também, depois os cabelos. – Quero ver você acabar com aquela ruiva metida a besta! – falou.
_Pode deixar, Pansy! Quando esse jogo acabar não vai sobrar nada daquela Weasley pobretona e nem do idiota do irmão dela! Sem o Potter eles não são nada! Esse jogo vai ser moleza!
_É claro que vai! – ela concordou.
_Bom! Eu vou indo!
_Eu te vejo lá! Boa sorte, meu amor!
_Eu não preciso de sorte! – ele respondeu.
_ “Ah, e como precisa!”– Voldemort pensou. Escondeu-se no fundo do corredor e esperou Draco passar. Só depois de alguns minutos Pansy saiu também. Parou no corredor apara amarrar o cadarço do tênis. Milhares de idéias passaram pela mente de Voldemort, mas ele se controlou. – “Mais tarde... Mais tarde eu dou um jeito de conseguir minha recompensa! Se não for com a ruivinha vai ser com qualquer uma, mas que eu vou comemorar, eu vou!” – sorriu observando Pansy se afastar correndo. A seguiu discretamente.
Voldemort não teve muito trabalho para sair do castelo já que, como imaginava, todos já estavam nas arquibancadas. De dentro do castelo era possível ouvir a algazarra que os alunos faziam antes do jogo começar. Estava quase cruzando a porta do Salão Principal quando alguém esbarrou em seu braço.
_Opa! Desculpe, Harry! – Colin Creevey, que em mais nada lembrava o fã franzino e elétrico de Harry Potter, passou correndo.
Voldemort percebeu que ele estava com as vestes vermelhas da Grifinória. Corria desabalado em direção ao campo, estava atrasado. - Ei, garoto! – ele chamou.
_Que foi, Harry? – Colin parou sorridente.
_Erh... Eu não me lembrava que você fazia parte do time! – falou displicente.
_Gina me escolheu. Eu e meu irmão somos batedores agora! – falou orgulhoso. – É uma pena você não jogar mais! Fiquei tão contente com a oportunidade achando que finalmente eu poderia te ajudar em alguma coisa!
_E pode! – Voldemort sorriu, aproximando-se lentamente do rapaz e retirando a varinha das vestes. Colin o olhava curioso, mas não assustado: - Imperius!
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_Rony? Você está aí?! – Hermione entrava cautelosa no vestiário. Sabia que teria problemas para explicar o que estava fazendo ali àquela hora, principalmente para Gina.
_Hermione? O que faz aqui? – Rony saiu de trás de um armário já com o uniforme vermelho da Grifinória.
Hermione sentiu o rosto esquentar quando notou o quanto Rony ficava bem naquele uniforme. Não parecia o mesmo Rony inseguro de sempre. Era outro. Parecia mais alto, mais forte e mais bonito. Ou então era apenas coisa de sua cabeça mesmo.
_Erh... Eu vim ver como você estava... Sei que você costuma ficar nervoso antes dos jogos...
_Estou um pouco, mas nem tanto...
_Que bom... – ela o observava calçar as luvas. – Sabe? Você precisa ter um pouco mais de paciência com o Harry...
_Sabia! – ele respondeu de repente, fechando a cara. – Você veio aqui me passar um sermão, não foi?
_Não, Rony! – ela respondeu paciente. – Vim te dar um conselho. Eu sei que o comportamento do Harry está extremamente irritante, mas nós temos que ser pacientes. Somos amigos dele e ele precisa de nós.
_Não acho que precise tanto assim! A cada dia que passa ele nos afasta mais dele com essas atitudes estranhas. E o jeito de falar com a minha irmã?! – ele a encarou, indignado. – Eu achei que o Harry a respeitasse mais!
_Sinceramente, Ronald! Até quando você acha que o namoro dos dois vai se limitar a beijos e mãos dadas?! – perguntou displicente.
Rony a olhava, estupefato. Hermione não havia se dado conta do que havia falado. Embora não passasse da verdade, nunca havia tocado nesse assunto com Rony. Podia até conversar sobre alguma coisa com o Harry de antigamente, mas com Rony não.
_Bom... – ele começou também sem graça. – É minha irmã! Não é só porque ela não é mais uma garotinha que eu tenho que deixar de me importar com o que ela faz! Ou com o que fazem com ela! – falou vermelho, não se sabe se de vergonha ou de raiva.
Hermione sorriu, um pouco menos encabulada. – Acho tão bonitinha sua preocupação com ela! - Rony a fitou, confuso. Hermione continuou. – De qualquer maneira acho que a Gina sabe se virar muito bem sozinha. Diria até que se vira muito melhor do que nós três juntos nesse assunto! – Rony sorriu concordando. – Bem... Eu só queria saber se você estava bem... Já vou indo... – ela se virou para sair do vestiário.
_Por quê? – Rony perguntou.
_Por que o quê? – Hermione virou-se confusa.
_Por que você quer saber se eu estou bem? – ele caminhou até ela lentamente.
_Ué... – ela começou mais confusa ainda. – Porque eu me preocupo com você! Torço para que você se saia bem no jogo, e sei que se você não estiver bem não vai conseguir se concentrar.
_E por que você se preocupa tanto comigo, Hermione. – ele estava a alguns centímetros dela.
_Porque... – ela começou a ficar nervosa com aquela aproximação. – Porque... “O que ele quer dizer com isso?” Ué, porque eu... – ela sentiu seu rosto esquentar novamente. Teve certeza de ver um sorriso tímido se formar nos lábios de Rony. – “Por que eu estou olhando para a boca dele?!” – olhou para seus olhos novamente. Muito próximos agora. – Porque você é o goleiro da casa e eu quero que a Grifinória ganhe da Sonserina! É isso! – respondeu de repente, fazendo com que Rony estancasse de repente.
_Ah... – ele falou. – Só isso?
_O que mais seria? – ela perguntou. Seus olhos agora se estudando mutuamente. Uma série de mensagens sendo transmitidas de um para outro, mas sem a certeza de serem decodificadas corretamente.
_Ah! Você está aí! – Gina apareceu de repente cortando o contato visual entre os dois. – O jogo vai começar! Oi Hermione. O que faz aqui? – falou sorrindo traquinamente e se divertindo com o rubor que tomara conta dos dois naquele momento.
_Nada! – Hermione respondeu rápido. – Hum... Boa sorte para vocês! – sorriu timidamente e virou-se para deixar o vestiário. Já na porta olhou novamente para Rony, que ainda a acompanhava e, vencendo a vontade de sair correndo, sorriu para ele. Depois saiu de vez sem notar o sorriso que ele lhe retribuiu.
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Definitivamente aquele não era o local em que ele preferia estar, mas valeria a pena o sacrifício de ouvir todos aqueles adolescentes berrando feito loucos por causa de um jogo estúpido. Voldemort admirava interessado Gina e Draco nos pontos mais altos do campo. Ambos olhavam atentamente para todos os lados e quando seus olhares se cruzavam era possível notar o desprezo mútuo.
Um pouco mais abaixo dos dois o jogo estava movimentado. Voldemort percebeu que seu ajudante lhe viria a calhar. Colin agora era um rapaz alto, quase da altura de Rony, mesmo sendo mais novo. Tinha braços fortes e era muito veloz, de modo que conseguia quase sempre surpreender o adversário. Sua mira era fantástica e o apoio quase intuitivo do irmão Denis, também batedor, tornavam os dois quase tão bons quanto Fred e Jorge Weasley.
Grifinória ganhava o jogo pela diferença apertada de um gol. Rony se saía muito bem na defesa, mas tinha que tomar cuidado com os batedores sonserinos que não jogavam limpo. Denis e Colin tinham certo trabalho em defender seus companheiros. Numa dessas tentativas frustradas Rony foi cercado por dois artilheiros que faziam uma tabela. Quando estavam a menos de 3 metros das balizas um balaço passou raspando por sua orelha. Ele desviou a tempo, mas o segundo balaço o atingiu ao lado do corpo fazendo com que ele se desequilibrasse e caísse da vassoura, deixando o gol livre. Foi assim, enquanto Rony se recuperava do susto, que a Sonserina virou o jogo.
Em meio aos protestos de ¾ dos espectadores, um grito em conjunto da Sonserina chamou a atenção de todos para um minúsculo pontinho dourado que cruzava veloz o campo. Atrás dele Gina e Draco travavam uma luta dura. Draco era mais alto e tinha os braços mais compridos, portanto por varias vezes quase tocou o pomo antes da apanhadora da Grifinória. No entanto, Gina estava voando com a Firebolt de Harry e, por ser mais leve, conseguia acompanhar o ritmo do adversário.
Por diversas vezes Draco usou sua maior força física para desequilibrar Gina, o que a fez quase cair duas vezes. A arquibancada urrava em protesto, mas não era fácil julgar se o gesto havia sido faltoso ou não. Gina conseguia recuperar o atraso de seu desequilíbrio usando de toda sua ousadia para alcançar o máximo de velocidade que sua vassoura permitia. Ainda assim, pegar o pomo estava sendo uma tarefa desafiadora, ainda mais o disputando com um adversário sem escrúpulos como Draco Malfoy.
O comportamento de Draco não passou despercebido por seu mais atento observador. Por alguns instantes o bruxo esqueceu-se de sua intenção divertindo-se com as trapaças de Draco.
Grifinória conseguiu empatar com Sonserina depois de tê-los ultrapassado, perdido 20 pontos e recuperado novamente. O pomo reapareceu sobre a arquibancada vermelha e dourada levantando gritos ensurdecedores dos torcedores. Gina, atenta a qualquer sinal, disparou em direção àquele ponto mesmo sem enxergar a pequena bola. Draco disparou atrás dela com a máxima velocidade que sua vassoura agüentava. Gina pareceu avistar o pomo e então acelerou. Jogando seu corpo para frente com desespero Draco conseguiu se aproximar o suficiente para agarrar as cerdas da vassoura da jogadora. Devido a alta velocidade que imprimia, Gina fora lançada para a frente sem conseguir segurar-se. Um grito de pavor perpassou a arquibancada, misturado à revolta dos que assistiam.
Ao lado de Voldemort, Hermione arregalou os olhos e levou as mãos a boca, apavorada. Treinada, no ano anterior, para agir rápido, ela sacou sua varinha e com um feitiço certeiro conseguiu fazer Gina flutuar a salvo acima de todos. O jogo foi paralisado. O pomo saiu mais uma vez de vista e Rony voou desabalado em direção a irmã. Ao notá-la bem, sendo amparada por alguns alunos, ele partiu para cima de Draco a fim de retaliação, ele tinha o apoio dos demais torcedores e jogadores. Rindo, pois sabia que Mme Hook não o deixaria ser atacado, Draco tomou atitude e se afastou dos demais. Depois de acalmar os jogadores mais inflamados, a juíza conseguiu recomeçar o jogo dando uma punição de 50 pontos a Sonserina, já que não existe expulsão no quadribol.
Impressionado com a cena que assistira Voldemort não notou que Hermione estava agora sendo cumprimentada pelos alunos em volta por seu feitiço bem elaborado. Depois de agradecer à amiga e de dar um aceno, não correspondido, a Harry, Gina voltou ao lugar mais alto que pode e voltou a procurar o pomo.
Era a hora de agir. Sem tirar os olhos de Colin, Voldemort começou a penetrar sua mente persuadindo-o a atacar Draco. Ele podia ver que o batedor olhava para sua vítima de longe, mas não se mexia, assustado. Voldemort usou de mais força, fazendo que o jogador soltasse o bastão e levasse as mãos às têmporas. Denis passou voando perto do irmão a tempo de pegar o bastão no ar.
_Tudo bem, Colin? – o rapaz mais novo perguntou assustado.
_Tudo bem... É só que... – ele não continuou. Um balaço vinha na direção deles e, depois de tirar o irmão do caminho, o rapaz rebateu a bola para uma direção qualquer. Depois, sem aviso, disparou atrás dela e focou Draco. Arremessou com toda sua força, mesmo sabendo que poderia ser punido, já que Draco ainda planava sobre o campo sem sinal de ter avistado o pomo.
Percebendo o perigo, Draco desviou habilmente aumentando sua altitude e olhando ferozmente para Colin. Depois, virando rapidamente sua vassoura, disparou em direção ao rapaz, pegando no caminho o bastão de um dos batedores de seu time. Sem saber o que acontecia, Gina voou atrás dele achando que ele pudesse ter avistado o pomo, sem perceber a arma que ele usava agora. Controlado pela magia de Voldemort, Colin segurou com força o seu bastão e o agitou em direção a Draco. Na velocidade em que o sonserino se aproximava, uma pancada certeira seria fatal. Há poucos metros do rapaz, Draco mergulhou com sua vassoura. Sem esperar esse movimento, Denis, que vira Draco avançar sobre o irmão, arremessou um balaço que acabou acertando o próprio irmão.
A comoção foi total. Todos nas arquibancadas se levantaram para ver Colin despencar desmaiado por cerca de 15 metros de altura. Em choque, Denis não conseguiu sair do lugar. Draco continuava ganhando altitude agora. Sorria satisfeito consigo mesmo enquanto era saudado pelos demais jogadores da casa. Em meio àquela confusão os demais se esqueceram do jogo. Draco viu o pomo planando muito perto da nuca de Gina. Preocupada com o amigo ela não percebeu a proximidade da pequena bola. Draco disparou novamente sendo seguido pelos gritos de sua torcida. Foi quando Gina acordou de seu transe, ouviu a gritaria e avistou Rony gesticulando como um louco. Virou-se, mas Draco já estava perto demais. Gina esticou o braço, mas Draco, com a perna esticada, deu um chute na vassoura da apanhadora lançando-a longe e alcançando o pomo.
O apito final foi dado. Grifinória havia perdido sua primeira partida. Um grupo de alunos cercava Colin ainda caído, portanto não notaram quando Gina caiu perto dali. Protestos e xingamentos eram ouvidos de grande parte das arquibancadas, enquanto uma minoria comemorava o feito de sua casa. Apenas uma pessoa continuava impassível: Voldemort. De seu lugar, sem demonstrar expressão alguma, ele assistia a comemoração da Sonserina de um lado do campo, com Draco sendo ovacionado por seus companheiros e, em seguida, abraçado pela namorada. Num outro canto, alunos da Grifinória abriam espaço para que Colin fosse socorrido. Outros ajudavam Gina, que estava bem apesar da queda, a se levantar. Um terceiro grupo consolava Denis. Mas Voldemort apenas acompanhava sua vítima saindo sorridente do campo, como se aquilo não tivesse passado de um jogo completamente normal e uma vitória limpa e justa.

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