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4. O Elfo e o Retrato


Fic: Harry Potter e o Desejo Final


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Três corpos jovens se materializaram do nada numa estrada de terra seca que se dirigia a um gigantesco castelo. O vento corria seco, fazendo com que os cabelos dos três fustigassem em seus olhos, nariz e ouvido.

Os três caminharam em passos rápidos, empunhando as próprias varinhas. Ao chegaram de frente a um enorme portão de ferro, ladeado por dois javalis alados, Rony Weasley apontou sua varinha para o grande cadeado negro e murmurou um feitiço. O cadeado brilhou por um instante, se debateu e voltou ao que era.

- Por que não funciona? – irritou-se ele, olhando para os amigos.

- Quando você ler Hogwarts: Uma História..., talvez descubra que os portões de Hogwarts são protegidos por mais feitiços além do Colloportus!

- E como vamos entrar? – retrucou ele, fulminante. – Para você, que já leu esse livro, deve ser fácil, não acha?

- Ahn... Sinceramente, eu...

- Eu sei como. Vi Tonks fazendo isso ano passado. – lembrou-se Harry. - Expecto Patronum! - exclamou ele, e um enorme veado prateado irrompeu da ponta de sua varinha, postando-se, luminoso, na frente dos garotos. Harry curvou-se para ele e sibilou algo. O animal balançou a cabeça em acordo e disparou em galopes, dirigindo-se a uma cabana nos terrenos da escola.

Eles esperaram por alguns momentos até que um gigantesco homem apareceu ao longe. Eles soltaram um assobio de alívio e Hagrid finalmente chegara.

- Ora lá! O que vieram fazer em Hogwarts? Entrem, entrem... – convidou ele, abrindo o cadeado com um guarda-chuva cor-de-rosa.

- Hagrid, precisamos falar com você – alertou Hermione.

- Comigo? – intrigou-se Hagrid, sem entender.

- É... Precisamos de você. – disse Harry.

- Esperem, vamos ir para minha casa e lá falaremos, certo? – pediu ele, com um ligeiro ar de quem começa a entender.

Os quatro se deslocaram pelos jardins do castelo em direção à cabana de Hagrid. O vento soprava seco na pele deles, jogando poeira e folhas nos olhos dos quatro.

Entraram na casa e os três se sentaram nas gigantescas cadeiras perto da lareira. Harry se lembrava dos bons momentos que passara ali. Era realmente triste ir até aquela casa cheia de lembranças para pedir um favor tão chato.

- Bom, querem chá? Biscoito? – ofereceu ele, mostrando um enorme pote de vidro cheio de biscoitos.

- Não, Hagrid. – recusou Hermione. – Hagrid, o que vamos pedir é mesmo muito importante.

- Está certo, está certo. – suspirou Hagrid, largando-se na cadeira. – O que vocês precisam?

- Bem... – começou Harry. – Precisamos que você nos leve até Godric Hollow.

- Quê? - exclamou Hagrid. – Mas... Para que vocês querem ir lá?

- Sinceramente, Hagrid, nós não podemos falar. Dumbledore fez Harry jurar que só contaria a nós dois. Mas é de extrema importância nós irmos até lá. Foi onde tudo começou, sabe, e precisamos de pistas. – explicou Rony.

Hagrid pareceu refletir por alguns momentos, olhando para os próprios joelhos. Ele virou seu rosto para as três faces tristonhas, porém determinadas, dos garotos e bufou.

- Certo. Eu irei com vocês.

- Hagrid, nós te amamos! – gritou Hermione e saltou num abraço em Hagrid, que soltou uma gargalhada paternal.

- Obrigado, Hagrid! – agradeceram Harry e Rony, também abraçando o meio-gigante.

- Opa – interrompeu Hagrid, fazendo todos se virarem e olharem assustados para ele.

- Que houve? – quis saber Rony.

- Bem... Eu... Ah...

- Hagrid? – chamou Harry.

- Bom... É que... Eu fui expulso da escola, lembram?

- Lembramos, mas...

- Por causa disso, não tive aulas de Aparatação! E, bem, não acho que uma aparatação em conjunto seja boa, primeiro porque vocês não sabem onde fica Godric Hollow, nunca visitaram o lugar. Segundo, eu sou um pouco grande demais, não acham, para aparatar?

Os três entreolharam-se. Tinham esquecido desse detalhe. E agora? Como poderiam chegar a Godric Hollow sem Hagrid?

- É verdade, em conjunto seria perigoso. – lamentou Hermione. - E não queremos chamar a atenção do Ministério nem de Voldemort para o que estamos fazendo, queremos?

- Mas... E como vamos fazer? – perguntou Rony.

- Não sei, mas... Deve haver um jeito...

Os quatro caíram em reflexão, cada um tentando arquitetar uma maneira de transporte para irem até Godric Hollow. Passaram vários minutos, até que Hermione quebrou o silêncio modorrento:

- Hagrid, como você trouxe Harry para a Rua dos Alfeneiros no dia em que Voldemort tentou matá-lo?

Uma luz parecia ter surgido e iluminado o rosto de Hagrid.

- A moto de Sirius! – exclamou ele.

- Como? – perguntou Harry.

- Sirius tinha uma moto que voa, usei-a para resgatar você dos escombros da casa de seus pais!

- E onde está essa moto? – quis saber Rony.

- Pedi que Dumbledore a levasse pra algum lugar do castelo... Mas não faço idéia de onde ele pode tê-la colocado...

- Na Sala Precisa! – concluíram os três jovens, em uníssono.

- Hã? – disse Hagrid e agora ele fazia cara de desentendido.

- A sala onde Harry deu aulas para a Armada de Dumbledore. Deve estar lá. – disse Hermione, se levantando da cadeira enorme.

- Mas... Hermione... Não lembra como eu não consegui abrir a Sala quando Malfoy estava usando-a?

- É verdade... Não sabemos o que Dumbledore desejou para esconder a moto... – murmurou Rony.

- Mas podemos ir lá tentar, não? – perguntou Hagrid.

- É... Vamos, vamos... – balbuciou Hermione.

Hagrid abriu a porta da cabana para que os três passassem, seguindo-os.

Os quatro caminharam em direção ao castelo, à passos rápidos, até que Hermione soltou uma exclamação.

- Que foi? – perguntou Harry. Ela estendeu o braço e apontou em direção ao lago, tapando a boca com a outra mão.

Harry apurou os olhos e entendeu. Lá, perto do lago, jazia o Túmulo Branco, onde o corpo de Alvo Dumbledore provavelmente se decompunha. Harry se pegou lembrando dos momentos que passara com o bruxo.

- Harry... – murmurou Hagrid.

- Tudo bem, tudo bem. Vamos, então? – exclamou ele.

- Certo. – concordou Hagrid, continuando a caminhar.

Quando chegaram às escadas que levavam às gigantescas portas do castelo, Hagrid as empurrou e eles seguiram pelas escadarias até o sétimo andar. Era estranho estar em Hogwarts fora do período de aulas. Mas não tinham tempo, não estavam de visita, precisava viajar o mais rápido possível.

Chegaram ao sétimo andar e foram até o corredor de Barnabás, o Amalucado.

- E então? – perguntou Harry.

- O quê? – respondeu Hermione.

- O que vamos desejar para entrar na Sala?

- Hm... – disse ela, mordendo os lábios. Ela sacudiu a varinha no ar, pensativa, até que deu um salto, fazendo todos se encolherem.

- Teve uma idéia? – sorriu Rony.

- Por que não desejamos “Esconder alguma coisa para que possa usar mais tarde”, no caso, a moto? Ou algo do gênero?

- Hermione, você é brilhante! – agradeceu Rony, sorrindo. Hermione adquiriu um tom rubro no rosto.

O grupo caminhou pelo corredor, desejando o que Hermione disse, até que uma enorme porta lustrosa e brilhante se materializou na parede de rocha. Eles comemoraram e Harry abriu a enorme porta.

Um lugar gigantesco, como uma enorme catedral, abrigava uma imensidão de objetos proibidos que alunos antigos esconderam e esqueceram-se de apanhar. Harry tinha uma leve lembrança do lugar. A luz solar entrava pelas janelas de vidro azul, iluminando os vários pertences esquecidos ali. As paredes de pedra bruta estavam carregadas de prateleiras castanhas, as quais estavam lotadas de livros, objetos de pequeno porte e papéis. Harry andou, observador, pelo local, até avistar algo estranho, porém familiar:

O busto de um bruxo velho, esculpido em rocha, com uma tiara oxidada, porém cheia de pedras brilhantes. Ao lado do busto do bruxo, um armário de madeira. Então, Harry se lembrou: escondera seu livro de Poções do ano anterior ali, e colocara o busto do bruxo ao lado do armário, pondo a tiara em sua cabeça para que lembrasse.

- Harry? – murmurou Hermione.

- Quê? – respondeu ele.

- Bem... Você não acha que o quanto mais rápido sairmos daqui, melhor?

- Por que você está dizendo isso? – disse Harry, sem entender.

- Bem, se queriam esconder algo, provavelmente podem haver objetos das trevas aqui dentro, não acha? E é bem perigoso ficar perto de objetos desse tipo...

- Nah, já estamos indo. Só estou me lembrando de que foi aqui que escondi meu livro do Príncipe Mestiço... Quero dizer... Do Snape.

- Jura? – perguntou Rony. – Bem escondido, não? Duvido que faça idéia de onde o deixou! Isso aqui é... Um lixão!

- Na verdade, lembro exatamente: foi aqui – e indicou com o dedo para o armário em que escondera o livro.

- Harry, acho que Hermione tem razão, não vamos demorar aqui, certo? – aconselhou Hagrid.

- Está bem, está bem. – concordou Harry, agora pensativo: Qual seria o motivo de esconderem tantas coisas naquela sala? O armário... Esculturas, vestidos, acessórios como pulseiras e tiaras, garrafas... Até uma colcha de retalhos ele encontrou! Por que esconderiam uma colcha de retalhos ali?

Foi então que ele o viu. Ali, de frente para ele, estava a passagem pela qual os Comensais da Morte tinham atravessado para chegar a Hogwarts na noite do assassinato de Dumbledore. O Armário Sumidouro, no qual Draco Malfoy passara o ano inteiro trabalhando para consertar.

- REDUCTO! - berrou Harry, com a varinha apontada para o Armário. Este explodiu em milhares de pedacinhos, fazendo um estrondoso barulho na sala. Os outros três, que procuravam pela moto, se assustaram e viraram-se. Hermione chegou a soltar um gritinho.

- Você está louco? – murmurou ela, chocada.

- Foi por esse Armário que os Comensais entraram no castelo... Por ele que invadiram Hogwarts e causaram a morte de Dumbledore...

Os quatro contemplaram os restos do armário, Harry com a varinha ainda apontada para o armário.

- Vamos. – disse Harry, virando a cabeça. – Vamos achar logo essa moto.

Começaram a procurar pela motocicleta, olhando em todos os cantos. Demoraram mais ou menos meia hora para achar a moto. Nesse meio-tempo, Harry encontrara mais objetos mágicos do que todos já vistos em toda a sua vida. A moto quem achou foi Rony, exclamando e desenterrando a moto, que estava soterrada por inúmeros objetos mágicos.

- É exatamente essa! – exclamou Hagrid.

- Mas como vamos sair do castelo com essa moto sem sermos notados? – perguntou Harry.

- Teremos de viajar sempre à noite, e desejar que as noites fiquem nubladas. – explicou Hagrid.

- Não podemos ficar invisíveis com a moto? – perguntou Rony.

- Não, ela não tem o botão de invisibilidade. – respondeu ele, fazendo Rony soltar um gemido.

- Será que a McGonagall não conseguiria...- começou Harry.

- Não, Harry. Os gigantes possuem em seu sangue uma proteção contra magia muito forte, o feitiço de invisibilidade logo sairia dele e seríamos vistos. – respondeu Hermione.

- Ela está certa. – disse Hagrid, concordando com a cabeça.- E, além do mais, a Profª McGonagall não está em Hogwarts hoje: está a serviço da Ordem.

- Mas não podemos esperar até a noite, Hagrid! – retrucou Harry.

- Teremos que esperar. – afirmou Hermione. – Enquanto isso, podemos discutir nossos planos na cabana de Hagrid, não acha?

Harry olhou amargurado para Hermione, que fez cara de quem não tem culpa. Ele girou os olhos e, finalmente, disse:

- Está bem, vamos.

Os quatro saíram da Sala Precisa, Hagrid puxando a motocicleta de Sirius.

- Locomotor Moto! - disse Hermione, apontando a varinha para a moto de Sirius, fazendo com que ela levitasse alguns centímetros do chão. Hermione conduzia a moto com a varinha pelas escadas até chegarem ao jardim. Durante a descida, as pinturas da escadaria olhavam curiosas, atravessando de quadro em quadro para verem melhor o que estava acontecendo.

- Vocês não pretendem andar de moto nos terrenos da escola pretendem? – reprimiu uma das pinturas, onde um velho cheio de verrugas tinha sido desenhado.

- Você cuida dos seus assuntos, que nós cuidamos dos nossos, certo? – retrucou Hagrid, com impaciência.

Quando chegaram à cabana de Hagrid, tiveram de deixar a moto do lado de fora, pois o espaço da casa é muito limitado. Harry, quando foi ajudar a pousar a moto, viu uma parte de terra revolvida. Lembrou-se do enterro de Aragogue. Foi o dia em que descobrira o que eram as Horcruxes.

No momento em que os quatro tinham se acomodado dentro da casa, Hagrid apanhou um pedaço de pergaminho na prateleira acima da lareira e começou a escrever.

- O que você está escrevendo? – quiseram saber os três.

- Avisando para onde estou indo! Ou acha que posso desaparecer de uma hora para a outra do castelo? Eles iriam achar que fui raptado por um Comensal, não?

- Mas... – disse Hermione. – Hagrid... Não é perigoso deixar um papel entregando nossos planos e nossa localização?

- Hm... Eu não tinha pensado nisso... Mas a sala da diretora é muito segura, eu garanto. E mais: depois daquela invasão de comensais, você acha que eles se atreveriam a vir aqui de novo?

- É... Acho que não... Não tão rápido, pelo menos. E o Harry destruiu o armário, não é? – lembrou ela.

- Exatamente. Então, vamos preparar a comida para a viagem?!

- Para a viagem? – exclamou Harry.

- Você queria viajar sem comida, era? Morrer de fome?

Harry olhou para o rosto risonho de Hagrid, perplexo. Como fora capaz de esquecer de levar comida? Era tão óbvio...

Hagrid apanhou uma bolsa enorme de couro preto com alças grossas e começou a jogar um bocado de comida que achava nos armários. Os garotos olharam com receio: a comida de Hagrid não era lá das melhores.

- Usei essa bolsa quando fui visitar os gigantes. – comentou – Muito útil, ela. – ele continuou a derrubar toda a comida que achava dentro da bolsa de couro – Bom – disse ele, finalmente. – Pra mim basta. Agora, vamos apanhar comida para vocês na cozinha.

Os garotos concordaram acenando a cabeça positivamente, aliviados. Na cozinha podiam encontrar comida bem melhor do que ali.

Estavam descendo os degraus da casa de Hagrid quando Hermione deu um rodopio que assustou todos.

- Que foi? – perguntou Harry.

- Hagrid, pegue a carta sobre sua partida. Assim fazemos logo tudo de uma vez. – disse ela.

- Tem razão! – disse Hagrid, voltando para dentro da cabana e, dez segundos depois, aparecendo no portal segurando o pedacinho de papel.

- Vamos, então... – apressou-os Harry.

Os quatro atravessaram os jardins juntos, Harry, Rony e Hermione se esforçando para acompanhar o passo de Hagrid. Entraram pelas portas de madeira e atravessaram o Saguão de Entrada, virando à direita, em direção à cozinha. Harry sabia que ali ficava a sala comunal da Lufa-Lufa.

Quando ficaram de frente a uma pintura de uma fruteira, Hermione se curvou para o quadro e fez cócegas na pêra, que soltou risinhos e liberou a passagem para a cozinha.

- Ah... – bufou Hagrid.

- Quê? – exclamou Harry.

- Bem, vocês não querem que eu entre aí, querem? Bom... É um lugar proporcional pros elfos, eh?

Rony bem que tentou conter a risada, mas ela escapou pelo nariz, produzindo um barulho estranho.

- Espere a gente aí, Hagrid. – disse Hermione. Eles atravessaram a passagem do quadro e entraram na cozinha.

Todos os que estavam dentro imediatamente se viraram para olhar quem estava entrando. Como Harry sabia, não eram comuns visitas ali, muito menos fora do ano letivo. Os pequenos elfos correram a enfiar bandejas entupidas de taças com sorvete, biscoitos, bolachas e geléias na cara dos visitantes. Harry ouviu Hermione soltar um lamento.

- Harry Potter veio visitar Dobby! Saiam da frente, saiam, saiam! – uma voz fininha veio lá de trás e os elfos que estavam na frente foram se afastando para dar passagem a um elfo que Harry reconheceu: usava meias trocadas e gorros empilhados, luvas coloridas e um short.

- Dobby! – exclamou Harry, ao que o elfo fez uma profunda reverência, arrastando seu nariz pontudo no chão e saltando nos braços de Harry.

- Dobby sabia que Harry Potter não ia deixar Hogwarts! Ele sempre dizia que Hogwarts era o lar de Harry Potter e que ele sempre ia voltar pra Hogwarts! – dizia o elfo, sorrindo e segurando as mãos de Harry com suas mão pequeninas.

- Dobby, eu...

- Veio pedir um favor pra Dobby? Dobby ajuda! Dobby adora servir Harry Potter! Peça, peça!

- Dobby – começou Hermione.

- Menina Granger! – o elfo guinchou de felicidade. – Veio também visitar Dobby! E o amigo Wesli de Harry Potter também!

Harry e Hermione se entreolharam. Harry não queria mentir para Dobby dizendo que voltaria para Hogwarts, mas também não queria ser o responsável por jogar um balde de água fria no elfo e acabar com a felicidade dele. Hermione parecia conflitar com o mesmo pensamento.

- Dobby – foi a vez de Rony. – Nós não vamos voltar para Hogwarts, Dobby.

O sorriso do elfo murchou com uma rapidez incrível, seus olhos se encheram de lágrimas e ele deu um passo vacilante para trás. Seus enormes olhos mostravam toda a tristeza que dominava a cabeça do elfo. Os outros elfos não se compadeceram e deixaram o elfo cair no chão. Mais, ainda olharam-no com desprezo.

- Dobby, escute... – pediu Harry. – Você sabe que o Voldemort – vários elfos se jogaram para longe quando Harry mencionou esse nome. – voltou. E eu preciso derrotá-lo, Dobby. Eu sou o Menino-Que-Sobreviveu! Mas eu garanto que assim que eu terminar com ele, como da outra vez, eu voltarei, Dobby.

O elfo parecia que ia se desmanchar. Mas então, ele se levantou de um salto, derrubando todos os seus gorros, e começou a ordenar.

- O que os elfos estão esperando? Vamos, vamos, tragam comida para Harry Potter! Ele precisa de muita comida pra viajar tanto tempo! Precisa de muita comida para enfrentar o Lorde das Trevas!

Harry sentiu os olhos encherem de lágrimas. Sorriu para Dobby, que retribuiu com o maior sorriso que pôde dar.

Quando todos os elfos terminaram de abarrotar o máximo de comida possível dentro de três bolsas, entregaram-nas para os três garotos, que apanharam as bolsas e colocaram-nas atravessadas no corpo pelas alças.

- Obrigado, Dobby. Muito obrigado mesmo. Não sei o que seria de mim... De nós... sem você.

- Harry Potter não precisa agradecer ao Dobby! Dobby faz porque gosta de ver Harry Potter bem! E Harry Potter vai vencer O-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado e voltar para Dobby!

- Vou voltar, Dobby. Pode ter certeza. Daqui a sete meses, estarei aqui, em Hogwarts, comemorando o fim da Segunda Grande Guerra. – nisso, Hermione soluçou e Dobby saltou para um abraço em Harry, que apertou o elfo nos braços. Hermione abraçou Rony e começou a chorar em seu ombro. Rony acariciou os cabelos dela para acalmá-la.

- Obrigado, a vocês todos. – agradeceu Hermione, soluçante. Uma delas bufou. – Inclusive a você, Winky. – disse Hermione, agora determinada. Uma elfa que estava ao fundo corou e correu para o aposento à esquerda da lareira.

- Winky não gosta que agradeçam. Quer ser escrava, ela, para mostrar que é uma ótima elfa-doméstica. Acha que, quando agradecem, é porque acham que ela não é capaz de fazer mais do que aquilo. O senhor dela não agradecia nunca. – comentou Dobby, em resposta ao comportamento da elfa.

- Dobby, será que você podia falar com ela? Convencê-la do contrário? – pediu Hermione.

- Dobby já tentou, Menina Granger, mas Winky se entregou ao desespero. É um caso perdido...

- Mesmo assim... Não devemos abandonar nossos amigos quando eles estão assim. É quando eles mais precisam de nós, mesmo que digam o contrário.

Dobby olhou no fundo dos olhos de Hermione, que sustentou o olhar dele com coragem, até Dobby fazer uma reverência.

- A Menina Granger é muito sábia. Dobby fica feliz de saber que Harry Potter tem amigos assim.

- Vamos, agora. Hagrid deve estar nos esperando lá fora. – disse Harry. – Adeus, Dobby. – despediu-se Harry.

- Adeus, vocês – disse Rony. Hermione só conseguiu acenar para os elfos, pois chorava. Alguns elfos acenaram em retorno, outros murmuraram “adeus”, outros viraram as costas e Dobby deu um berro “ADEUS!” e jogou um gorro, uma meia e uma luva nos garotos.

- Dobby... – sussurrou Harry.

- Lembrem-se de Dobby, sempre que precisarem dele, é só chamar por ele.

Agora foi a vez de Harry chorar também. Rony apanhou as lembranças no chão e abraçou o elfo.

- Obrigado, Dobby – disse Rony. – Lembraremos de você sim.

Harry tirou o próprio tênis, despiu sua meia e colocou a meia que Dobby lhe dera. O elfo caiu no choro. Rony colocou a luva na bolsa e Hermione pôs o gorro no bolso.

- Adeus. – despediu-se Harry e os três se viraram para sair pela passagem do quadro.

Ao atravessarem a passagem, encontraram Hagrid segurando uma pequena aranha na mão e com lágrimas nos olhos.

- Hagrid? – chamou Rony. – Você está chorando?

- É que... É... Eu vi essa... Aranha... Lembrei... Lembrei do Aragogue, sabe... – soluçava ele.

- Ah, vamos lá, Hagrid! – pediu Rony, e os quatro voltaram para o Saguão de Entrada.

Os meninos contaram para Hagrid o que aconteceu na cozinha enquanto subiam as escadas até a sala do diretor. Enfim, chegaram ao corredor onde ficava uma gárgula de pedra feíssima.

- Túmulo Branco! – disse Hagrid. A gárgula horrenda ganhou vida e saltou para o lado, liberando a passagem para que o grupo passasse. Subiram pela escada em caracol, até ficarem de frente à porta do escritório. Hagrid puxou a maçaneta em forma de grifo e a porta se abriu.

Era óbvio que estava havendo uma discussão ali. Uma barulheira insuportável que silenciou absolutamente ao abrir da porta. Só o que restou foi um homem muito velho e barbudo familiar a Harry, que segurava uma cabra adormecida em um dos braços. O homem se virou e arregalou os olhos para os garotos.

- Quem...? – murmurou Harry, mas foi interrompido.

- O que o senhor está fazendo aqui, barman? – exclamaram Hermione e Hagrid, juntos.

- Ei... Esse aí é o... – disse Rony.

- Barman do Cabeça de Javali! – respondeu Hermione.

Agora Harry lembrava de onde ele era familiar.

- Vocês... Eu...

- Você...? – encorajou Hagrid.

- Eu fui chamado aqui por Alvo.

- Dumbledore foi assassinado, todos sabem. – contrapôs Rony, agressivamente.

- Pelo retrato de Alvo, eu quis dizer.

- Retrato? – questionou Hermione. – Ah!

Agora todos lembravam: havia um retrato de cada diretor de Hogwarts que já morreu dentro daquele escritório. Inclusive um de Dumbledore.

- Mas... – começou Hermione, em dúvida. – Como o retrato pôde lhe chamar de tão longe?

- Ah, eu possuo uma foto com Dumbledore em meu bar.

Agora, todos os quadros voltaram a falar, baixinho, mas, todos juntos, fazendo um barulho um pouco incômodo.

- Harry? – chamou uma voz idosa ao lado do barman.

Harry respirou fundo ao ouvir a voz. Caminhou até o lado do homem e o viu: ali estava uma grande pintura de Alvo Dumbledore sentado em uma poltrona de chintz.

- Dumbledore! - exclamou Harry.

- Ah, Harry! E então, como vai nossa missão? – perguntou ele entusiasmado.

Harry olhou para os próprios pés. Lembrou-se, de repente, do medalhão falso.

- O medalhão era falso.

O rosto de Dumbledore, outrora sorridente, mudou rapidamente de expressão.

- Não é possível...

- Era falso. Um tal de R.A.B. o apanhou antes e o destruiu.

- R.A.B.? – murmurou Dumbledore. – Então, alguém mais sabe sobre as Horcruxes...

- Senhor, o assunto não é sigiloso? – lembrou Harry.

- Ah, sim, mas Aberforth é de confiança.

- Alvo... – o homem virou-se, dando um olhar significativo para Dumbledore.

- Fique calmo, Aberforth, fique calmo. – acalmou-o Dumbledore. – Agora, quem será esse tal R.A.B.? Você já descobriu...?

- Pedimos para o sr. Weasley dar uma olhada no Ministério procurando por nomes com essas iniciais. – informou Rony.

- Ótimo, ótimo. Agora, o que vieram fazer aqui, exatamente? – perguntou Dumbledore.

- Viemos deixar uma mensagem para a Profª. McGonagall. Estamos partindo hoje à noite com a moto de Sirius.

- Ah! A moto! Então, vocês a encontraram?! Ótimo, ótimo... E por onde vão começar?

- Godric Hollow. – falou Harry.

Dumbledore sorriu.

- Era exatamente onde eu iria sugerir por onde começar. – disse. – Agora, Harry, preciso lhe pedir um favor enorme.

- Sim?

- Severo Snape...

- Já veio até nós e nos convenceu de que está do nosso lado.

- Ele está. Pode ter plena certeza de que está, Harry. Eu o informei de que a poção que bebi iria me matar em pouco tempo. Harry, você tem de aprender Oclumência com Snape. É fundamental que você aprenda, Harry.

- Eu sei. Ele me contou tudo. Estou tomando aulas com ele.

- Já o informou que estará em Godric Hollow? – perguntou Dumbledore.

Não, pensou Harry.

- Ainda não... Não tive como...

- Você precisa avisá-lo, Harry, ou como ele vai achar você para ensiná-lo?

- Mas como eu posso falar com ele? Professor?

- Você avisou para Molly e Arthur?

- Não que ia para Godric Hollow. Disse que estava indo para Hogwarts.

- Então, avise-os. Snape deve passar no Largo Grimmauld para passar os planos. Use a minha lareira.

Harry e Rony foram até a lareira. Ao lado dela havia um pequeno vaso cheio de um pó verde. Harry derramou sobre a madeira, colocou sua cabeça e falou em alto e bom som “Largo Grimmauld, 12!”.

Sua cabeça rodopiou velozmente no meio de um emaranhado de chamas verde-esmeralda, até estancar numa lareira cheia de cinzas. Sua visão era de uma casa imunda e vazia, escura como nunca.

- Sra. Weasley? – chamou.

Ouviu um barulho de passos na escada e uma mulher apareceu.

- E aí, Harry? – cumprimentou Tonks. Seus cabelos estavam cor de palha e crespos, e ela usava um avental que lembrava o da sra. Weasley.

- Tonks... Preciso que você informe Snape que estou indo para Godric Hollow e que, assim que puder, ele vá até onde estamos para me ensinar a Oclumência.

- Beleza! Godric Hollow, Oclumência! Tá avisado!

- Obrigado, Tonks! – agradeceu Harry, seus joelhos já protestando.

- Nada! Agora, se não se importa, eu tô cozinhando e, você deve imaginar, não sou muito bom, então... Tenho que ficar de olho, sabe...

- Tudo bem. Tchau!

- Tchau, Harry!

Harry puxou o corpo para trás e sentiu sua cabeça mais uma vez rodopiar, dessa vez no sentido contrário. Quando sua cabeça cessou o rodopio, ele se levantou e caminhou até o quadro de Dumbledore.

- Pronto.

- Ele já sabe? – perguntou Dumbledore.

- Não, mas pedi que Tonks o avisasse.

- Muito bem, então. Agora, Aberforth, preciso que você fique com o pergaminho. Realmente preciso, não quero que ele seja lido antes da hora. E se alguém o pegar sem querer e lê-lo, será realmente uma lástima. Por favor...

- Alvo, eles dirão que eu o forjei! – retrucou o velho, impaciente.

- Não, eles não o farão! Confie em mim, Aberforth.

- Alvo... – suspirou o homem. – Ah, certo! Mas você está se arriscando, Alvo.

- Sei que estou.

Hagrid largou o seu próprio pedaço de pergaminho na mesa do diretor, enquanto Aberforth apanhava um rolo de pergaminho bem maior, preso por uma fita dourada e uma pena muito vermelha.

- Hagrid, você avisou Olímpia sobre os duendes como lhe pedi?

- Sim, professor. Ela já os está contatando. O assassinato da família Mockridge... Que desgraça!

- Sim, sim... Remo não foi chamado para a demanda, por isso não pôde nos dizer nada... Lamentável. Bom, vão indo! Devem estar com pressa, não? O Sol está se pondo!

Harry não sabia que tinham passado tanto tempo no castelo. O Sol realmente se escondia agora por trás das árvores da floresta.

- Adeus, professor. – despediram-se os quatro.

- Adeus! E muita sorte. Não esqueça Harry: você possui o poder que o Lorde das Trevas desconhece.

- Sim. – confirmou Harry. Os quatro saíram do escritório e desceram as escadarias até chegarem à cabana de Hagrid.

Ali, estava a moto estacionada ao lado dos degraus. Hagrid montou na moto passando uma perna para o outro lado. Sobrou pouco espaço para os garotos.

- Ah... – reclamou Hagrid. – Quando viajei com o Harry, ele ainda era bebê, então...

- Engorgio! - disse Hermione, apontando a varinha para a moto, que cresceu o bastante para dar espaço para os três garotos.

Eles montaram atrás de Hagrid, na ordem Hagrid, Harry, Hermione e Rony. Hagrid apanhou um enorme objeto pontudo, enfiou-o num buraco da moto, o que a fez soltar um medonho ronco. Hermione se assustou e soltou um gritinho. Depois, a moto começou a vibrar e fumaça saiu de trás dela.

- Precisamos primeiro ganhar velocidade. – informou Hagrid.

A moto começou a correr com os quatro em cima, pelos jardins. Segundos depois, Harry sentiu uma vibração mais forte da moto e esta se desprendeu do chão, voando em direção às nuvens. Antes de atravessarem as nuvens, os três garotos viraram-se para trás e olharam para o chão. Lá estava Hogwarts, ao longe, pequenina como uma miniatura de castelo. Agora eles definitivamente estavam indo rumo à pior das missões que alguém já teve de enfrentar no mundo bruxo: destruir Lord Voldemort.

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