Gabriel acordou novamente com Apollo bicando seu rosto.
“O que ele quer? A janela está aberta! Por que não vai caçar alguma coisa? Estou cansado demais pra levantar!” – resmungou Gabriel. O ocorrido com Dumbledore no dia anterior deixara-o esgotado física e Magicamente.
No entanto, agora estava somente com preguiça. Praguejando irritado, Gabriel levantou-se e olhou de cara feia para Apollo que estendeu a perna esquerda com uma mensagem. Pegando a mensagem Gabriel ficou subitamente alerta. Era de Snit.
“Checagem de valores e pesquisa concluída! Estou no banco. Solicito reunião às 11:00 hs. É importante. E Urgente! Snit.” – olhando para o relógio, Gabriel viu que já eram 10:30 hs. Ligou para a recepção e pediu um café rápido. Foi para o banheiro e tomou um banho gelado, para poder acordar.
Saindo do chuveiro, vestiu-se e tomou o café que acabara de chegar. Em seguida, aparatou diretamente em frente ao Banco. Eram 10:58 hs. “Precisão Britânica!” – pensou sorrindo. Entrando no banco, imediatamente Snit veio a seu encontro.
- Bom dia Sr. desculpe lhe incomodar, mas temos alguns assuntos a tratar. – falou rapidamente Snit.
- Sem problemas. Qual a emergência? – perguntou ao duende.
- Aqui no salão não é um bom local. Consegui uma sala aqui ao lado. – informou Snit e entrou em uma sala de reuniões vazia no momento. Sentaram-se e antes de que ele começasse, Gabriel lançou um feitiço de silêncio na sala. Depois de terminar o feitiço, Snit começou a explicar. – A situação é a seguinte Sr. Fiz o levantamento de valores e creio que temos alguns problemas.
- Quais? – questionou Gabriel sério.
- Temos dinheiro demais. – tornou Snit mais sério ainda.
- Não entendi. – falou Gabriel. – Na verdade sempre achei que dinheiro nunca é demais.
- Isso é verdade, mas quando se ameaça o gerente de um banco que irá retirar seu dinheiro e trocar de banco, bem, as coisas se complicam um pouco. – falou Snit.
- Entendo...- disse Gabriel. – Não. Na verdade não entendi nada ainda.
- É simples Sr. Com sua ameaça, e a descoberta dos novos cofres com a sua “herança” , o Sr. é proprietário da maior conta do banco, e a retirada de tamanho capital, bem basicamente “quebraria” o banco, entende agora, Sr.? – explicou Snit.
- Espere, isto não está acontecendo, está? – perguntou Gabriel abatido. – O gerente está com medo que o banco quebre?
- Isto agora está muito acima do gerente do banco, Sr. é o próprio Conselho Administrativo que está assustado. E eles NUNCA ficaram assustados, e isso os assusta AINDA MAIS. – completou Snit rindo.
- Espere um pouco, Snit. Quanto dinheiro temos, afinal? – perguntou Gabriel perdido.
- Cerca de dezesseis bilhões de Galeões, Sr. – respondeu o duende rindo.
- Hein? Como assim? De onde veio tudo isso? Não caberia tudo isso naqueles cofres. – falou Gabriel espantado.
- Claro que não, mas junto às obras de arte, descobri uma caixa com escrituras de imóveis Bruxos e Trouxas. Basicamente, o Sr. é legalmente proprietário de metade do beco diagonal além de 3/5 da maior avenida da Londres trouxa, Sr. – falou Snit. – Fora inúmeras propriedades rurais, e ainda um dos castelos da Rainha Trouxa.
- Putz! – falou Gabriel espantado. – Tudo isso?
- É claro que converti o valor dos imóveis em dinheiro bruxo. Mas é um capital que o banco teria que honrar para poder liberar seus ativos, se desejasse sacar seu dinheiro hoje. Entende por que estão assustados? – falou Snit.
- Entendi. – disse Gabriel sério. – O que sugere?
- Aí é que está o problema. Eles se recusam a deixar que retire sua conta daqui. O gerente esteve ajoelhado na minha frente nas últimas 4 horas implorando desculpas e ameaçando se suicidar se retirarmos a conta daqui. O conselho nos fez uma proposta que deveríamos analisar. Detalhadamente. – falou Snit, rindo baixinho.
- Qual é a proposta? – perguntou Gabriel.
- O conselho nos propôs a compra de 20% do banco em troca de 6 bilhões de Galeões.
- Quanto vale o banco, na realidade? – perguntou Gabriel achando tudo aquilo estranho demais.
- O valor real do banco é medido em uma série de fatores, muito complexos para lhe explicar em pouco tempo, mas 20% dele valeria aproximadamente uns 5 bilhões de Galeões. – falou Snit.
- Então diga pra eles que por 6 bilhões, que serão em propriedades, eu quero 33% do banco, além, é claro do respectivo número de cadeiras na diretoria e em todas as áreas do banco. – falou Gabriel.
- Nunca vão aceitar essa proposta! Eles preferem que o banco quebre. – falou Snit alarmado.
“Hum! Vamos ver se consigo manipular alguém!” – pensa Gabriel divertido.
- Duvido. Faça a proposta. Diga que é válida por mais digamos, – falou Gabriel olhando para o relógio viu que eram 11:30 hs – Meia hora. Depois disso, talvez eu tenha que ir para outro banco. Diga que têm dois que me ofereceram opções muito boas.
- Vou tentar sr. mas acho que não aceitarão. Isto lhe deixaria numa posição que poderia influenciar as decisões do banco como um todo. – falou Snit.
- Eu sei. Agora, acho que vou dar um pulo naquele banco ali da frente. Como é mesmo o nome, ah sim, o Banco dos Anões. – falou Gabriel saindo rindo baixinho. – Quando tiver uma resposta, me avise, sim?
- É claro sr. – disse Snit e foi falar com o Conselho Administrativo.
Gabriel saiu do banco e sabendo que estava sendo observado por duendes silenciosos, manteve seu aviso, indo até o Banco dos Anões, onde pediu informações sobre abertura de contas. Em menos de 10 minutos, Snit mandou-lhe Apollo com uma mensagem: “Eles aceitaram. Precisa assinar alguns papéis! Snit”.
Agradecendo as informações do Anão que lhe atendia, Gabriel voltou ao Banco Gringotes, e assinou os papéis de compra, colocando Snit como responsável, alegando que não tinha tempo ou vontade, para tais trabalhos. Enquanto Snit entregava um determinado número de escrituras, quase todas na área trouxa, e algumas propriedades rurais, incluindo até um dos castelos da Rainha.
“Bem, agora posso fazer os Duendes dançarem conforme a MINHA música. É claro que delicadamente!” – pensa Gabriel sorrindo. “Zeus adoraria isso!” – pensa Gabriel divertido.
Saindo com Snit do Banco Gringotes, procuraram uma sala reservada na lanchonete e conversaram sobre o futuro. Gabriel solicitou a Snit que contratasse pessoal capacitado para as áreas que fossem necessárias e lhe confiou o seu futuro financeiro, informando novamente para que não trabalhasse muito.
- Não trabalhar muito? O sr. está louco? Num dia eu não tinha emprego nenhum e meu futuro estava arruinado! No dia seguinte estou negociando de igual para igual com o Conselho Administrativo do maior banco do mundo bruxo! Vou trabalhar até arrancar a carne dos meus dedos para que o sr. ganhe mais dinheiro ainda. – falou com fervor.
- Se arrancar à carne de seus dedos, como vai acariciar as lindas duendes que estão por aí? – perguntou Gabriel rindo. – Trabalhe o necessário. Não precisa exagerar. Monte nossa estrutura de forma prática e funcional. Contrate quem achar necessário. E escolha uma sala para nossa empresa num lugar bonito e agradável. Contrate seguranças. Quero um ambiente seguro para que trabalhem. Não meça despesas, dentro de um valor aceitável. No futuro até posso lhe ajudar, mas agora tenho outras prioridades, por isso é que lhe coloquei no comando de tudo. Vou para Hogwarts no domingo, ou seja, daqui a três dias e não estarei disponível, a não ser que seja uma emergência muito séria, certo?
- Sem dúvida. E quanto ao código? – perguntou Snit.
Gabriel pensou um pouco e depois de alguns instantes lembrou-se de um que era prático e extremamente difícil de ser entendido por quem quer que intercepte as mensagens. Por via das dúvidas, passou a ele dois sistemas de códigos diferentes. Caso um deles fosse interceptado, usariam o outro. Depois de passar para Snit os códigos, despediram-se rindo.
Gabriel foi para frente da lanchonete que estava praticamente vazia e pediu uma refeição rápida. Seu desejo era ir falar com Lando ainda hoje, mas lembrou-se dos uniformes, e, principalmente da varinha, que não tinha. E precisaria de uma em Hogwarts, nem que fosse para disfarçar. Até por que nunca precisou de uma até hoje, mas era melhor tentar manter o disfarce, ao menos por enquanto.
Comeu sua refeição e após pagar, saiu rapidamente indo à direção a Loja de Roupas. Após pegar seus uniformes e discretamente despachar para seu quarto de hotel, Gabriel foi em direção ao estabelecimento de Olivaras, que já estava reaberto. Ao entrar, surpreendeu dois comensais tentando seqüestrar o velho lhe apontando as varinhas, a luz do dia.
“É meu dia de sorte, mesmo.” – pensou irritado. Partindo correndo em direção aos comensais deu um forte grito que fez com que os dois se voltassem para ele assustados. Com a velocidade que vinha, saltou e deu uma voadora no primeiro, e um soco no segundo. Nocaute imediato. Pegando as varinhas dos comensais, colocou-as sobre o balcão calmamente e olhando ao velho assustado pediu:
- Preciso de uma varinha nova. A minha antiga quebrou-se. – mentiu calmamente.
Olivaras olhou para o jovem a sua frente e pensou:
”Ele quer uma varinha! Pra que? Lutando deste jeito?” , mas respondeu rapidamente. – Um instante meu jovem. Já lhe atendo. - E pegando sua própria varinha, conjurou uma corrente e cordas com espinhos para cada um dos dois comensais desacordados em frente a seu balcão. Usando em seguida um feitiço de levitação, colocou-os num canto da sala. – Aqui pelo menos não atrapalham a decoração. – disse rindo ainda assustado.
- Sem dúvida. – respondeu rindo Gabriel.
- Então quer uma varinha! Pois veio ao lugar certo. Até hoje ninguém veio até aqui e saiu sem uma varinha adequada. Vejamos meu jovem. – começou a medir partes do corpo de Gabriel em seguida trouxe a primeira varinha. Nada feito. Olhou de novo as medidas. Trouxe outra, e outra, e outra, e outra.
Lá pela nonagésima sétima tentativa, Gabriel já estava entediado de tanto sacudir gravetos de madeira. Tinha a vontade de conjurar um pedaço de madeira e fazer de conta que era uma varinha, mas pensou: “Droga Hades! Essa sua idéia ainda vai me matar! Tudo bem, vou manter o disfarce!” , mas quando chegaram ao número de 120 varinhas ele desabafou:
- Lamento Sr. Olivaras, mas acho que não vai dar certo. Quem sabe não tenha nenhuma que me sirva, não é mesmo? – falou Gabriel entediado, afinal lá se iam noventa minutos sacudindo pedaços de madeira.
- Não diga isso meu jovem. Sei que é meu cliente mais difícil até hoje, mas sei que tem uma que servirá perfeitamente. – respondeu Olivaras cada vez mais animado pelo desafio.
Nisto os comensais começaram a acordar, e Gabriel foi até eles e deu mais um soco em cada um, sem que o vendedor de varinhas percebesse.
Foi ali que Hermione o viu, batendo nos comensais amarrados. E estranhando o fato, continuou o observando-o pela janela, apesar de não o enxergar direito o que acontecia lá dentro.
Entediado daquilo, Gabriel levantou sua mão direita e mentalizou o comando : “Accio varinha que me sirva!”. Imediatamente uma varinha que estava guardada numa caixa de vidro, começou a bater com raiva dentro da caixa, até que quebrou o vidro e veio voando direta a sua mão. Fato que deixou Olivaras perplexo e muito assustado.
- Ora, ora, isso sim é especial. Sabe a quem pertenceu esta varinha meu jovem? – perguntou Olivaras espantado.
- Na verdade, não. – respondeu Gabriel surpreso que existisse uma varinha que atendesse a seu comando.
- Esta varinha pertenceu a um dos fundadores. Ela pertenceu a Salazar Sonserina. Eu a obtive há pouco tempo, e tenho a mantido em segredo desde então. Mas creio que os comensais descobriram e por isso me seqüestraram. – explica Olivaras.
- Putz! Se for do cara, acho melhor devolver. – responde Gabriel falou Gabriel rindo.
- Ele morreu a mais de 1.000 anos, meu rapaz. Fico surpreso que ela tenha lhe atendido, mas com certeza ela o escolheu. – falou Olivaras. – É sua agora, ou melhor, será quando me pagar, é claro.
- Claro. – respondeu Gabriel pagando um valor absurdo pela varinha. Para não ficar sem dinheiro, emitiu uma autorização de pagamento para o banco. E depois de pagar, saiu com sua varinha nas mãos, admirando-a.
Arrependeu-se amargamente de seu ato. Um fotógrafo estava na frente da loja e reconheceu a varinha. Imediatamente fotografou Gabriel discretamente e saiu correndo pela multidão. Antes que Gabriel o visse ele já havia aparatado para o Profeta Diário com a noticia que seria destaque no dia seguinte. Hermione o olhou de relance e quando foi falar com ele, ele aparatou direto para o hotel.
“Droga, eu o perdi por pouco!” – pensa Hermione chateada.
No sábado de manhã, Gabriel acordou cedo e começou a preparar seus pertences para a viagem. Arrumou seus materiais, suas roupas, além de providenciar o acerto de seu quarto pelo período que havia ficado no hotel. Mandou uma mensagem para o taxista seu amigo solicitando seus serviços naquele dia. Quando ele chegou, foi ate Irgïl e verificou que tudo estava certo e que o material da lista menor estava pronto, enquanto o da maior estava sendo difícil de conseguir, precisando para isso mais tempo. Concordou e partiram no táxi de volta ao hotel. Dispensando o taxista informou que precisaria dele no domingo, pela manhã. Próximo ás 9:00 hs da manhã. Conversou um pouco no salão do hotel com o funcionário que fechou sua conta e encaminhou para o banco trouxa com uma ordem de pagamento.
Só depois de tudo estava pronto é que resolveu ler o jornal que havia assinado, para se manter informado sobre o mundo bruxo. Pensava em dar um pulo no Beco para tomar um delicioso suco. Ao abrir o jornal dá de cara com a manchete principal:
“Novo Herdeiro de Salazar Sonserina – A varinha do Fundador o Escolheu”
Além de uma foto sua, meio de relance, em que não se conseguia ver direito seu rosto. Não que precisasse, pois Olivaras providenciou todas as devidas explicações sobre ele, além de uma descrição muito fiel de sua aparência. Nem um trasgo teria dificuldades de reconhecê-lo. Olivaras estava obviamente informando indiretamente todos os comensais que o que desejavam não estava mais com ele.
Deu, ainda, todas as informações sobre a tentativa de novo seqüestro, a reação do Jovem Misterioso e o insólito acontecimento da varinha ter voado sozinha para sua mão.
Enquanto lia a reportagem, quis sinceramente morrer. Depois quis matar o repórter e o fotógrafo, antes de morrer. Logo a seguir, decidiu que queria destruir o Jornal antes de matar o repórter e o fotógrafo, e depois morrer.
Sua missão de ficar incógnito tinha acabado de dar completamente errada. Seria a “atração principal” a partir de agora.
”Eu avisei! Eu avisei! Droga Hades, por que você não me escutou?” – pensa Gabriel furioso.
Utilizando Apollo, Gabriel mandou uma mensagem para Snit.
“Tem jeito de tirar o Profeta Diário do meu pé?” – dali a meia hora Apollo voltou com outra mensagem.
”Sinto muito, mas não há como. Quando eles pegam no pé de alguém é um Merlin que me acuda. Desculpe chefe. Snit”.
Desesperado mandou novamente Apollo até Snit.
“Faça alguma coisa. Compre aquela birosca!”.
Em meia hora nova resposta.
“Impossível. O Jornal pertence a um milionário entediado que só o mantém para publicar este tipo de notícia! Não quer vender. Ah. A Propósito, bela varinha chefe. Snit”.
Gabriel estava espumando de raiva. Mandou mais uma mensagem.
“Faça qualquer coisa! Queime aquela birosca! Mande explodir o prédio! Mande uma turba de trasgos pra lá! Sabe onde posso conseguir meia dúzia de Dragões?” . – perguntava.
Apollo foi com a mensagem e depois voltou com a resposta.
“Isso seria completamente antiempresarial e nos afetaria no futuro. Trasgos cheiram muito mal e quanto aos Dragões, bem não sei onde conseguir. Mas não se preocupe. O pior que pode acontecer é você ter Rita Skeeter no seu pé, e por enquanto ela não sabe onde você está! Mas, tomei cuidado para que não descubram nada sobre você no banco. Pelo menos isso está sob controle. Snit. PS: boa viagem para Hogwarts amanhã. PS2: é provável que haja repórteres na estação de embarque.”
Quando quis mandar outra mensagem para Snit, Apollo o olhou como se dissesse “Desista! Essa você perdeu! Não conte mais comigo!”.
Depois de algum tempo tentando convencer Apollo que não era outra mensagem para Snit, Gabriel conseguiu que ele levasse um recado para Lando, indicando que viajaria e retornaria dentro de um mês. Uma hora depois, Apollo retornou com a resposta.
“OK. Tudo sob controle. As 16 obras seguem dentro do prazo e da qualidade exigida. Até a volta. Milt.”
Sem muitas opções, tomou um banho e fez uma refeição, vestiu-se com esmero e aparatou direto na Mansão Malfoy.
“Se for pra jogar baixo, era melhor falar com um especialista no assunto.” – pensou Gabriel rindo maldosamente.
Enquanto se acalmava no jardim, o elfo o avistou e avisou Draco que apareceu com o jornal na mão rindo sem parar.
- Não pegaram seu melhor ângulo. – falou se sentando no gramado a sua frente e mostrando a foto do Jornal que mal o mostrava.
- Nem brinque. Isto vai me causar sérios problemas. – falou Gabriel com a voz triste e abatida.
- É meu chapa. Ferrou-se nessa. E ficará pior. – riu Draco.
- Como assim? – perguntou Gabriel se preparando para a má notícia.
- Você vai ser caçado por Rita Skeeter. – deitou-se rindo.
- Quem é essa? – perguntou Gabriel intrigado. Já era a segunda vez que lhe diziam aquele nome no mesmo dia, e nas duas vezes tinha sentido um forte comichão nos braços, sinal de encrenca.
- É a pior repórter que existe. Falo como amigo. Se ela chegar a menos de 100 metros de você, distorcerá tudo o que disser ou fizer. Vai tentar arrancar informações de você de qualquer maneira. Alem disso é uma Animaga Ilegal. Transforma-se em besouro. Já incomodou o Potter por um ano inteiro. Deixou-o quase louco na época do Torneio Tribruxo. Se ela encarnar em você, vai tentar descobrir seus mais obscuros segredos. – completou rindo.
- Merlin. O que fiz? Pra que um castigo como esse? – perguntou-se Gabriel baixinho.
- Não sei cara, mas que você tá ferrado, a isso tá. – completou Draco rindo. – E o pior não é isso. Tem outra coisa pior ainda. – falou se segurando pra não rir e não conseguindo.
- Pior ainda? – lamentou-se Gabriel.
- Na cerimônia de início do ano, você será apresentado para toda a escola, o que será que o chapéu seletor irá dizer pra todo mundo? – falou divertido.
- Mas que droga. Não falta me acontecer mais nada.
- Ah falta sim. – disse Draco gargalhando agora. – Você foi considerado o Alvo Número 1 de Hogwarts. Todas as mulheres de lá estarão caçando você.
- Eu vou embora. Você só me dá boas noticias. – falou Gabriel chateado, cobrindo o rosto com as mãos.
- Amigos são pra essas coisas. Espere até minha mãe ler sobre isso. Vai ser um Merlin nos acuda, com certeza. – gargalhava Draco despudoradamente. – Aliás, tome cuidado, acho que ela está te caçando e quando digo caçando não estou brincando.
- Olha Draco, sobre sua mãe, eu preciso explicar minha atitude de alguns dias atrás. – falou Gabriel meio envergonhado.
- Não precisa explicar nada. – respondeu Draco sorrindo. – Ambos são adultos, e sabem o que podem ou não podem fazer. Mas fique esperto, pois se trata de minha mãe e eu sei que ela joga por regras não escritas, então tenha cuidado com os joguinhos, você pode realmente se machucar. Ainda mais que agora você é um cara famoso, bonitão, educado, inteligente. Só falta ter bastante dinheiro para ser o sonho de toda bruxinha dos 13 aos 70 anos. – falou rindo ainda mais. – Prepare-se, meu caro. A partir de amanhã será ainda pior. Acho que o Profeta Diário vai fazer uma edição especial só pra você. Ouvi que estavam entrevistando pessoas ontem por todo o Beco Diagonal. São capazes até de mandar alguém procurar quem tenha uma foto de você, bebezinho. Só pra irritar.
- Agora você está exagerando. – falou Gabriel cada vez mais deprimido. “Meu disfarce! A droga da missão está toda comprometida!. Se fossem procurar com afinco, descobririam “furos” em sua história. Droga. Eles não iriam encontrar nada de relevante, e minha pista está coberta, até certo ponto. O melhor é torcer para que não encontrem nada. Com a “minha antiga escola” fechada, não conseguirão nada ali, e meus documentos falsos são impecáveis, até certo ponto. Maldição. Tudo estava indo tão bem. Mas nada está ainda perdido, só que tenho que tomar alguns cuidados a mais.” – pensou ele triste. “Como é mesmo que seu instrutor de estratégia lhe disse certa vez?” Ah. Sim. “Meu caro, se seus planos não derem certos, se as regras estiverem lhe atrapalhando, faça o seguinte: Chute a mesa e faça suas próprias Regras” – lembrou ele, antes de ver o Instrutor chutar o tabuleiro de xadrez que estavam jogando e o instrutor perdendo.
- Você acha? – perguntou Draco que não parava de rir. - Você não leu a coluna social não é mesmo?
- Hein? Coluna Social? – perguntou Gabriel, que não tinha passado nem da primeira página do Profeta Diário.
- Vou ler para você. – falou Draco. – “Um rosto de porte aristocrático, os olhos que fazem qualquer mulher se perder dentro deles, uma voz extremamente sedutora, seus longos cabelos loiros amarrados cuidadosamente em uma trança que lhe cai pelas costas até a cintura. Um corpo com músculos que fazem com que todos os freqüentadores de Academias trouxas invejem, além de uma educação sem precedentes. Ah. É o sonho de toda Bruxinha! Quero um desses pra mim.” – leu Draco com voz de falsete, rindo sem parar.
- Eu vou pra casa. Vejo-o na estação amanhã. Se puder, me dê cobertura no trem. Espero que tenha uma cabine vazia. – falou Gabriel aparatando direto para seu quarto no hotel.
Engolindo sérios ataques de ódio, Gabriel ficou em seu apartamento no restante do dia. Putz! Ainda bem que tudo estava pronto. Não faltava acontecer mais nada. Pelo menos no dia seguinte iria para Hogwarts, e lá, talvez, a situação se acalmasse.
Ledo Engano. Os seus problemas apenas começavam.
Quando Narcisa soube que ele tinha vindo até ali, ficou muito chateada. “Não consigo encontrá-lo. Maldição. Tenho dezenas de agentes procurando-o, por todos os lugares possíveis, mas não consigo encontrá-lo em lugar nenhum. Mas tudo bem, eu sei que ele irá até a estação, obrigatoriamente. É, acho que irei acompanhar Draco até o trem, este ano”. – sorriu com seus pensamentos.
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