_Local protegido por magia – A garota disse ao sentar, e sem encarar o garoto. – Previsível. Agora... Como faremos pra sair daqui?
_Você quer que eu te responda, Weasley? Você nos mandou para cá, pode se virar!
_Malfoy, vá caçar explosivins. Cala essa boca que eu to tentando pensar... Quais feitiços será que protegem essa ilha? – A garota perguntou mais para si mesma que do para Draco. – Provavelmente anti-aparatação... Não tem como ter rede de Floo aqui... – Ela observava ao redor – E provavelmente aqui há feitiços que não deixam as pessoas encontrarem a ilha ou papai já teria chegado aqui... Como eu vou fazer pra sair daqui...?
O céu de fim de tarde estava roxo escuro, com alguns tons de alaranjado e Gina observou-o, ainda pensando em um meio para sair da ilha. Parecia impossível, ela não conhecia feitiço o suficiente pra fazer uma ilha-não-localizável tornar-se localizável. Ela tinha que pensar, mas começou a ficar com fome e frio – Aquele vestido idiota de festa estava começando a incomodar.
_Malfoy, me dá a minha varinha – Ela lançou ao garoto, depois de checar mais uma vez se ela não estava com ela.
_Sua varinha, Weasley? – O garoto perguntou rindo - O que eu ia fazer com um graveto de brinquedo, que provavelmente foi arrancado de algum galho que estava no chão? – Gina sentiu o rosto esquentar, estava sentindo raiva, muita raiva daquele loiro insuportável.
_Malfoy, para de palhaçada. Eu quero a minha varinha agora. Preciso conjurar algumas coisas pra construir um abrigo.
_Eu não to com a sua varinha, Weasley. Só estou com a minha. – Disse erguendo uma sobrancelha e mostrando a varinha em sua mão cheia de areia.
Gina se levantou e começou a procurar a varinha desesperadamente. Ela tinha que estar em algum lugar ali; Gina não podia aceitar a idéia de ficar em uma ilha, desprotegida, sem varinha e o pior de tudo, com Draco Malfoy.
Draco, por outro lado, estava se segurando para não falar uns bons palavrões. Será que era castigo, se perder numa ilha com uma traidora de sangue que teimava que ele estava com sua varinha?
Pensou em sua mãe, o que será que havia acontecido no tal casamento? Idiota, caíra numa armadilha, agora parecia muito infantil seguir uma sombra no meio de uma guerra.
A noite caia enquanto o frio chegava. Eles tinham ficado aonde acordaram até agora. Gina sentou na areia, queria mais que tudo chorar, mas não faria isso na frente de Draco.
Ela baixou a cabeça entre os joelhos e ele lançou:
_Sabe, Weasley... Você perdeu sua varinha, mas eu não perdi... Então... Boa noite. – E ele se levantou, saindo de perto da garota.
_Onde você pensa que vai, Malfoy?
_Vou ajeitar algum lugar no mínimo decente para eu dormir... Diferentemente de você não estou acostumado a dormir no chiqueiro.
_Malfoy, eu vou te perguntar, de verdade... Por que você não vai se foder?
_Por que a única fêmea da espécie nessa ilha é você e eu prefiro ser trouxa a ter qualquer coisa com você – Ele disse com um sorriso safado – Não que você seja de jogar fora Weasley... Até que é jeitosinha, mas é traidora do sangue. – E dizendo isso virou as costas e começou a conjurar cordas e amarrar algumas madeiras em outras, começando a fazer uma cabana.
Gina estava com mais raiva de Draco do que ela podia se lembrar de ter estado algum dia. Levantou-se, entrou nas árvores que formavam a paisagem ao fundo da praia e começou a arrancar algumas folhas grandes e alguns cipós do meio do mato – A noite não tinha caído completamente e ela podia enxergar alguma coisa ainda. Começou com muita dificuldade a construir “alguma coisa” para ficar embaixo, e depois de amaldiçoar Malfoy com todas as forças cada vez que a “cabana” caía completamente, conseguiu uma cabana torta.
Tentou lembrar das aulas de sobrevivência trouxa que se pai tinha tentado ministrar, mas não teve sucesso. Sentou-se então na areia, observando a grande cabana de madeira e com móveis e roupas conjuradas que Malfoy tinha construído. Raiva. Gina sentiu raiva do garoto e decidiu ir até a cabana. Ele tinha feito que ela caísse ali e também que ela perdesse a varinha; Não ia ficar naquela cabana de folhas enquanto ele se esquentava em uma poltrona com um cobertor. Chegou à porta da cabana e gritou:
_MALFOY. – Ela bateu na porta – MALFOY PODE ABRIR ESSA PORRA AGORA. – Nada. Draco nem havia se dado ao trabalho de xingá-la em retorno. Isso não ia ficar assim. Ela foi até a floresta, pegou um toco de madeira e começou a bater na cabana de Malfoy de novo – MALFOY, È BOM VOCÊ ABRIR ISSO AGORA, EU TO FALANDO SÉRIO.
_Cacete, Weasley! Você não consegue ficar longe de mim? – Ele disse, aparecendo em uma janela que sua cabana tinha.
_Eu quero a sua varinha. Agora. – Ela disse com raiva.
_Mas assim? Sem nenhum diálogo?
_Malfoy, eu quero uma varinha com mais de cinco centímetros, se é que você não se importa. – Ela lançou com desprezo, olhando nos olhos do garoto e sorrindo sarcasticamente.
_Eu não vou deixar a minha varinha em suas mãos, Weasley. Entenda o que você quiser entender com essa resposta. – Ele lançou um olhar para Gina que a fez sentir mais irritada ainda e voltou para dentro da cabana. Ela ainda o ouviu falar Abbafiato e saiu bufando, irritada.
Merda, como fora parar nessa situação? Estava com frio e morrendo de fome, preocupada com sua família e querendo arrancar a cabeça do Malfoy e jogar pros animais.
Sentou na areia, novamente. Não podia ficar lá, mas também não ia se meter no meio da floresta, quem sabe quantos perigos aquilo guardava.
De repente, Gina ouviu a porta da cabana de Draco abrir. Olhou pra trás e o viu muito relutante, lutando contra o seu orgulho.
_O que você quer Malfoy? – Perguntou Gina se levantando.
_Eu queria saber se... vocêsabeconjurarcomida. - Disse Draco muito rápido, sem olhá-la direito.
_O que? – Perguntou Gina confusa.
_Se você sabe conjurar comida... – Disse Draco baixo.
_O que comida? Malfoy, não me torra a paciência e diz logo!
_EU QUERO SABER SE VOCÊ SABE CONJURAR COMIDA, PORRA! – Gritou Draco.
Gina o olhou e depois começou a rir.
_O que foi Weasley? – Perguntou Draco com raiva.
_Eu sempre soube que Sonserinos fossem muito burros, mas agora eu tive certeza. – Disse Gina debochadamente.
_Explique-se. – Disse Draco levantando a sombracelha.
_Comida não se conjura, Malfoy. Mas é claro que nunca soube disso, sempre acostumado é ter tudo que quer na hora que quer. – Disse Gina séria.
_O que vamos fazer, então? – Disse Draco mudando visivelmente de assunto.
_Eu é que vou saber? E se soubesse, não diria pra você! – Disse Gina se sentando na areia de novo.
_Você, além de pobretona, é insuportável, Weasley... Vou voltar para a minha cabana que pelo menos é melhor que esse chiquei...
_TIVE UMA IDÉIA! – A garota gritou, levantando-se rapidamente.
_Uau! Isso é raro! Vai, me conta Weasleyzinha! – Disse Draco em deboche.
_Malfoy, cala a boca e me dá a sua varinha.
_Eu já disse que não...
_Você ta com fome? – Ela perguntou com os olhos flamejando.
_Não, eu só sai da minha cabana pra olhar seu belo rosto. – Disse Draco sério.
_Então cala a boca e me dá essa varinha... – E vendo que o garoto considerava a proposta, ela acrescentou – Eu não vou te amaldiçoar, mesmo que você mereça... Se a gente vai ficar nessa ilha pelo menos até amanha, e sozinhos, você vai ter que colaborar comigo...
_Weasley, você acha que eu vou acreditar no que você está falando? – Ele perguntou, levantando a sobrancelha mais uma vez. Gina estava começando a se irritar.
_Malfoy, você podia deixar de ser cretino uma vez na sua vida? – Ela perguntou com raiva. Draco continuou encarando-a, com a sombracelha levantada. – O.K., não precisa responder, era uma pergunta retórica mesmo. Faz assim, pega essa merda de varinha e ilumina o caminho...
_Que caminho? – Ele perguntou, desconfiado.
_O CAMINHO PRA ACHAR O SEU CÉREBRO, Malfoy... Me diz, da onde você acha que sai a comida?
_Da cozinha? – Ele perguntou ironicamente.
_Não, das árvores – Ela disse já sem paciência.
_Hum, de que árvore sai carne? A arvore carnívora? – Perguntou Draco em deboche.
_Frutas, Malfoy, também são alimentos! – Disse Gina. – Então, ilumina o caminho, vamos achar uma árvore com frutas e...
_Pegá-las! – Disse Draco como se tivesse descoberto mais uma maneira de se usar sangue de dragão.
_Brilhante conclusão... – Disse ela com desprezo – Vamos, ilumine o caminho até aquelas árvores que se dermos sorte as frutas vão estar maduras...
_Sabe, até que é útil pra mim estar perdido com uma selvagem como você...
_É útil pra você que eu esteja sem varinha, Malfoy. – Ela cortou e começou a andar na frente do garoto enquanto ele iluminava o caminho.
_Sabe que se você não fosse traidora do sangue, você ia parecer gostosa, Weasley?
Malfoy até se assustou com o que aconteceu depois que ele disse isso. A garota virou, enfurecida, e meteu-lhe um tapa no rosto com toda a força que tinha.
_É bom você não começar com piadinhas, Malfoy. Você pode ser Comensal e eu estar sem varinha, mas eu não tenho medo de você. – E saiu.
Draco sentiu seu sangue ferver, quem ela achava que era para bater nele? Correu até ela e pegou seu cotovelo.
_Me solta, seu idiota! – Gritou ela. – Você está me machucando!
_Nunca mais me toque, Weasley. – Disse Draco muito baixo, chegando perto dela. Apertou ainda mais seu pulso e disse. – Você não é ninguém, ninguém pra me tocar, entendeu?
Gina estava assustada, nunca tinha visto Draco tão zangado, normalmente ele gritava um monte de ofensas, mas dessa vez ele estava sério e falando baixo.
_Malfoy, me solta... Você está... – E ela tentou se desvencilhar dele – Você está me machucando – Ela falou em um tom de súplica. Ele a puxou para perto de si, e falou de novo, mas dessa vez sussurrando em seu ouvido:
_Não me toque mais, Weasley. É bom ter entendido o meu recado.
Por mais que aquilo fosse uma ameaça clara, Gina não conseguiu deixar de sentir um arrepio percorrer todo o corpo. Malfoy falando aos sussurros em seu ouvido era algo que arrepiava Gina. Ela tentou se controlar e respondeu da mesma forma.
_Ok, Malfoy – Ela disse ao pé do ouvido do garoto, sem tocá-lo. – Eu não encosto mais em você. Vai ser um prazer. E você, não fale mais absolutamente nada que não seja extremamente necessário comigo e estaremos quites. Agora me solta pra pegarmos logo a comida e não precisarmos mais nos encarar.
Malfoy soltou Gina com uma expressão estranha estampada no rosto. Ele sabia bem por que tinha soltado a garota rápido, e também o porquê da expressão. Ele tinha sentido uma onda de arrepios por todo o corpo com a garota falando ao pé do seu ouvido. Talvez fosse raiva, talvez fosse o frio, mas ele preferia não arriscar e a soltou, apenas dizendo:
_Vai logo, então, Weasley.
Eles chegaram ao pé de uma bananeira e olharam para cima. Um cacho de bananas que pareciam maduras à luz da varinha estava lá, pendurado. Gina olhou para o garoto e disse:
_Um de nós vai ter que subir.
_Espero que você tenha consciência que esse um não serei eu, então só sobra você. Eu ilumino sua subida, Weasley.
_Eu não vou subir.
_Então vamos ficar aqui, sem comer.
_Ótimo. – Ela disse.
_Ótimo. – Ele repetiu. A garota se sentou em uma raiz exposta no chão e ficou lá, encarando Draco com os olhos castanhos e decididos. – E se fizermos um acordo? – Ele perguntou quando seu estômago roncou de leve de novo.
_Que tipo de acordo? – Ela perguntou desconfiada.
_Do tipo que você pode dormir em um canto da minha cabana. Um canto, veja bem. Mas acho que você já está acostumada com isso, não?
_E pra isso...
_Você tem que subir na árvore e conseguir comida pra gente enquanto ficarmos nessa ilha. Do contrário, você volta pro seu chiqueiro.
A garota pensou por alguns momentos... Ela subia em árvores desde que se lembrava e pelo menos não teria que se expor aos perigos da ilha à noite. Então, ela disse:
_Está bem, Malfoy. Fechado. – E estendeu a mão, recolhendo-a logo que Malfoy ia aperta-la – Ah, me desculpe. Esqueci que não posso te tocar. Ilumine a árvore para eu subir.
Draco apontou a varinha pra cima e Gina começou a subir na árvore. Se esse vestido não fosse tão justo e tão... Incômodo... a garota pensou, se irritando particularmente com a saia, que ficava presa hora ou outra na bananeira. Ela viu Draco a observando lá de baixo e pensou se ele tinha ficado lá embaixo por que não sabia subir em árvores ou...
Draco observava a garota subindo na árvore com dificuldade, mas não estava prestando atenção no esforço estampado em seu rosto... As pernas da garota estavam chamando demais sua atenção pra isso. Enquanto ela subia, o vestido rasgado em muitos lugares, revelava pedaços de perna da garota... E que pernas... pensou Draco, lembrando-se logo depois que nem pra se divertir aquelas pernas valiam alguma coisa... Ela é uma traidora do sangue, Draco... E você um comensal... Nem pense em encostar naquela perna... Então, ouviu a garota dizer:
_Malfoy, eu vo...
_Hum...?
_Malfoy, eu vou cair se tentar descer com as bananas na mão. Eu vou arrancar e jogar presta atenção pra pegar.
_Ok, Weasley. Manda.
A garota arrancou as bananas e então Draco disse:
_Accio Bananas! - E completou - Por que não pensei nisso antes?
_Por que você é um idiota! – Disse a garota já no chão. – Pra que você me fez subir? Nós poderíamos ter conseguido sem que...
_Sem eu ter que ver esse monte de celulite na sua perna, Weasley. Francamente. Você não vai dormir na minha cabana não.
_Mas nós temos um trato!
_É, mas quem pegou as bananas fui eu. Nada feito. – Disse Draco começando a voltar para onde estava a cabana.
_Eu deveria saber. – Disse Gina séria, fazendo Draco parar.
_Saber do que garota? – Perguntou Draco olhando pra ela.
_Que os Malfoys não têm palavra, meu pai sempre disse isso.
_Claro que os Malfoys têm palavra! – Disse Draco ofendido.
_Sério? Você acabou de provar o contrario... – Disse Gina olhando as unhas.
_O.K. garota, você ganhou. Você pode ficar no seu cantinho na minha cabana. E vem logo antes que eu mude de idéia. – Disse Draco contrariado. Gina sorriu e o seguiu.
Draco abriu a porta da cabana e fechou logo em seguida. Gina que estava do lado de fora abriu e entrou.
_Quanto cavalheirismo, não? – Debochou Gina.
_Cavalheirismo é pra quem merece Weasley. – Alfinetou Draco colocando as bananas em cima da mesa. Gina olhou em volta. Era uma “cabana” bem grande. Tinha um quarto, um banheiro, uma cozinha com um fogão á lenha, uma mesa com uma cadeira e uma sala com um sofá.
_Só pra você, hein?
_O que? – Perguntou Draco confuso.
_Tudo aqui foi feito pra uma pessoa, você ia mesmo me deixar pra fora.
_Claro que eu ia. Você nos trás aqui, não sabe como voltar e ainda quer ficar na mordomia?
_Eu não nos trouxe aqui, você sabe muito bem, Malfoy! Pra que eu ia vir com você até uma ilha que eu não sei como voltar?
_Quer que eu responda, Weasley? - Ele ergueu a sobrancelha e ela sentiu uma pontada no estômago. Interpretando a pontada como fome, ela disse:
_Então... - Ela se virou para a mesa em que as bananas estavam e puxou uma do cacho; descascou e encarou Draco. Se ele ia fazer um joguinho com ela, ela também sabia jogar. Gina cruzou as pernas e começou a comer a banana, sem deixar de olhar Draco nem um segundo.
Draco olhou pra Gina meio incrédulo, era impressão dele ou ela estava tentando... provocá-lo? Ele olhou para ela comendo a banana e sentiu uma pontada no estômago. Tinha que parar com aquilo.
_Você está bem, garota? – Draco perguntou erguendo a sobrancelha novamente.
_Estou... – E Gina comeu outro pedaço. – E você?
_Estou ótimo, agora saia da cadeira que eu quero sentar. – E Draco puxou a cadeira, fazendo Gina cair no chão.
Gina encarou Draco com raiva. Muita raiva. Ele ia pagar por tentar humilhá-la, e como ia. Levantou-se do chão onde ele a havia deixado caída lentamente, movimentando-se calculadamente, a mão correndo pela perna devagar, os olhos encarando os de Draco. Ela viu o garoto tentar desviá-los muitas vezes e também o viu falhar na tentativa.
Ela, que não tinha varinha para conjurar outra cadeira, não viu outra solução a não ser sentar-se na mesa. Deu um pequeno pulo e sentou-se perto de Draco, cruzando as pernas lentamente e apanhando outra banana, deixando o decote se sobressair. Ela continuou observando Draco e viu os olhos dele em suas pernas.
_Apreciando algumas celulites, Malfoy? - Ela perguntou enquanto sorria enviesado.
¬_E-eu? – Perguntou Draco sem tirar os olhos das pernas de Gina. – Quer dizer, EU? Pra que eu apreciaria suas celulites, Weasley?
_Não sei... Você não tira os olhos... – Disse Gina como quem não quer nada.
_É claro que não! Você não recebeu educação? Não precisa responder. Obviamente na sua casa ninguém te ensinou que é falta de educação sentar em cima da mesa. – Disse Draco revirando os olhos.
_Ah, quer saber, Malfoy? Eu vou é dormir! – Disse Gina pulando da mesa. – Será que você poderia conjurar uma roupa e escova de dente pra mim, pelo menos?
Draco não disse nada, apenas conjurou o que Gina havia pedido. Gina estranhou, mas não reclamou e foi em direção ao banheiro. Draco a observou caminhar e sentiu algo que não sabia explicar... Talvez as bananas estivessem verdes, mas o estômago do garoto afundou alguns centímetros. Ele respirou e se dirigiu ao banheiro também, abrindo a porta sem bater:
_MALFOY! - Gina gritou enquanto tentava se esconder em um canto com o vestido na frente do corpo - SAI DAQUI SEU BABACA.
Ele observou a pele extremamente branca da garota, que estava saliente em seus ombros, e em algumas partes do quadril e da cintura.
_Weasley, você tem que ter mais pudor aqui na minha cabana, sabe? - E foi em direção à pia, fingindo não ouvir os protestos em voz alta da garota.
_MALFOY, EU VOU MATAR VOCÊ! - Ela gritava.
_Cala a boca, Weasley! Ou você vai dormir com os insetos... Lá fora!
Gina quis mandá-lo ir á merda, mas ficou quieta, se fizesse isso iria ficar lá fora. Gina observou Draco escovando os dentes, de vez em quando ele a olhava o que a fazia achar que ele estava ali só por sua causa.
Draco lavou o rosto, molhando os cabelos. Gina não pode deixar de achar que ele ficava muito... Bonito daquele jeito. Parecia tão vulnerável e sem os tantos insultos que ele dizia a ela.
_Pronto, Weasley. Ta com os dois braços ai? - Perguntou Draco em deboche. É esse era o Malfoy.
_Estou, Malfoy. Agora você poderia por favor, se retirar para que eu possa me trocar? – Debochou Gina.
_Claro Weasley, desfrute do meu banheiro, na minha cabana. – E dizendo isso, Draco saiu.
Gina jogou seu vestido no chão. Pegou a roupa que Draco a deu e olhou. Era uma blusa cor-de-rosa, muito delicada, de alcinhas e uma calça jeans. Será que Draco queria que ela se vestisse assim, ou apenas transfigurou a primeira coisa que veio na cabeça? Gina vestiu a roupa, que caiu perfeitamente em seu corpo.
Alguns minutos depois, Gina saiu do banheiro. Onde iria dormir? Tinha visto uma cama realmente confortável em algum lugar por ali.
Foi para sala e viu um travesseiro e um cobertor... em cima do sofá!
_Boa noite, Weasley! – Disse Draco de seu quarto luxuoso, deitando em sua cama confortável.
_Você vai me deixar dormindo aqui? Nesse sofá duro? – Perguntou Gina atônita.
_E você quer o que? Que eu durma nesse projeto de sofá e te deixe na minha cama? – Perguntou Draco com um sorriso debochado.
_Quanto cavalheirismo, não? – Disse Gina pegando o travesseiro.
_Já te disse, Weasley. Sou cavalheiro apenas com quem merece. Boa noite. – E dizendo isso, Draco mexeu a varinha e fechou a porta na cara de Gina.
Idiota! Pensou Gina. Como ele ousava? Queria ir bater naquela porta até ele abrir e assim meter-lhe um soco bem dado! Mas se fizesse isso, acabaria dormindo lá fora.
Gina pegou a coberta e o travesseiro. Deitou-se no sofá, sentindo o quanto mal conjurado ele fora. Mas não iria dar o gostinho de reclamar ao Malfoy, ah não ia mesmo!
Fechou os olhos, sem deixar de pensar em como tudo aquilo acontecera tão rápido. Em um minuto estava em casa, com a família que tanto amava. Sentia tanta saudades de todos! Quer dizer, talvez nem tanta saudades assim da Tia Muriel. Em outro minuto, estava ali, perdida com um Comensal.
Mas o que será que havia acontecido? Lembrou de sua varinha flutuando... Quem será que estava por trás daquilo tudo? E pensando nisso, Gina adormeceu.
Hogwarts. Estava de volta a Hogwarts! Não podia acreditar! Olhou para os portões, Dumbledore estava acenando para todos, cumprimentando-os por mais um ano letivo. Tudo estava tão certo. Alguém entrelaçou os dedos nos seus, olhou para o lado e viu o garoto de sua vida, sorrindo pra ela com seus olhos verdes brilhando.
Mas de repente, ela caiu. Caiu no Lago Negro, conseguia ver todo mundo olhando pra ela. Tentou gritar alguma coisa, mas não conseguiu. E começou a afundar, em pouco tempo não conseguia ver mais Hogwarts. Não conseguia respirar, queria morrer logo!
De repente, uma mão extremamente branca agarrou seu pé. Gina olhou pra baixo e viu, havia um corpo ali! Cabelos ruivos balançavam levemente na água. Gina viu, seu pai estava morto e era um Inferi. Gina tentou se soltar e voltar á superfície, mas seu pai a puxava, com os olhos esbugalhados e um sorriso assustador na face.
Olhou para baixo, bem no fundo, havia uma luz branca. Imensamente branca. Gina não conseguia respirar, tinha que voltar. A água estava tomando seu corpo. Não conseguia mais. O inferi a puxava em direção á luz. Muito fundo. Tentava lutar, tentava voltar, tentava segurar em alguma coisa. O lago foi escurecendo, não conseguia ver nada, tudo que conseguia ver era a luz no fundo. Bateu os braços. Gritava, gritava muito.
_Weasley! – Alguém chamou. Gina voltou à realidade, conseguia respirar agora. E percebeu que estava gritando. – Weasley, acorda Weasley!
Gina levantou de súbito. Batendo a cabeça na testa de Draco.
_Ai! Garota idiota! – Disse Draco saindo de perto dela com a mão na testa. Mas logo voltou quando percebeu que ela olhava para um ponto fixo e não falava nada. – O que aconteceu? Porque tava berrando? Você me acordou!
_Meu pai... – Disse Gina assustada. Não podia suportar a idéia que seu pai estava morto. – Meu pai... – Disse novamente.
_O que tem seu pai, garota? – Perguntou Draco rispidamente. Gina nada disse, estava suada e ofegante. – O.K., me conta o que aconteceu.
_Eu... Eu tive um pesadelo. – Disse Gina mais pra si mesma do que pra Draco.
_Não, você teve um filho. – Disse Draco revirando os olhos. – Me conta como foi seu pesadelo.
_E-eu estava em Hogwarts... Com Harry! – Disse Gina como se lembrasse do sonho somente agora.
_Oh, que patético. E o que mais?
_E Dumbledore estava nos portões, acenando para nós...
Draco nada disse. Sabia que Dumbledore estava morto por sua causa, mas não sabia se a Weasley sabia.
_Mas eu cai, no Lago Negro... – E Gina parou de falar.
_E o que mais? – Perguntou Draco rispidamente.
_E meu pai... Meu pai estava morto e era um Inferi... – Disse Gina começando a chorar.
_Não... Não chore Weasley. Me conta o resto!
_E ele queria me levar pro fundo, que tinha uma coisa brilhante. Muito brilhante. Mas eu não conseguia respirar, eu não conseguia nadar... E-eu – E Gina desatou a chorar. Para a surpresa de Draco, ela agarrou sua roupa e deitou em seu peito.
Draco não sabia o que fazer, ficou com cara de quem vira um trasgo e nada fez. Um tempo depois, Gina parou de chorar.
_Desculpe... – Disse ela sentando.
_Olha, não que eu me importe, mas foi só um sonho. Ou melhor, pesadelo. O velhote não morreu. Aqueles idiotas da Ordem estavam todos naquele casamento ridículo, com certeza nada aconteceu, O.K.? Amanhã vamos dar um jeito de sair daqui e nunca mais verei sua cara. Agora durma e procure não gritar mais. – Disse Draco muito rápido, para depois ir para seu quarto.
Gina não entendeu se Draco estava querendo ajudar, ou se ele não sabia como ajudar. Mas levou em consideração o que ele falou e dormiu. Amanhã iria ser um longo dia, iria sair dali, e reencontrar o seu pai.
Draco, em seu quarto, não conseguiu dormir durante algum tempo. Estava pensando no sonho que a Weasley teve. Estava pensando na noite em que Dumbledore morreu. Não era culpa dele, na verdade. Não foi ele quem o mata, foi? Mas Snape o matou por sua causa... E querendo não pensar mais nisso, Draco dormiu.
O homem sentou-se na cadeira, fazendo-a ranger um pouco. O lugar tinha uma fina camada de poeira sobre o chão e sobre os poucos móveis. Havia um copo e um prato muito velhos e sujos em cima da mesa de madeira. Mas pelo menos o quarto era escuro, como ele sempre gostou.
_Se é pra fazer, porque não me divertir um pouco? – Disse o homem de súbito, com um sorriso torto nos lábios.
N/A:
Lau - ÊEEEEEEEEEEE voltamos com mais um capítuloooo! Finalmente! =)
Juh - Que eu terminei fodasticamente *-*
Lau - F-O-D-A-S-T-I-C-A-M-E-N-T-E... Gente, créditos do fim do capítulo COMPLETAMENTE pra Juh! xD
Juh - Obrigada, Obrigada @_@ Gostaria de dizer de passagem que a Sonserina ruleia xD
Lau - E eu de dizer que desisti da vingança à J.K afinal meu shipper é CANNON (R/Hr) OBRIGADA, OBRIGADA.
Enfim... continuando! Juh, alguém comentou a fic pra você?
Juh - Meus amigos mais chegados sim AND uma leitora que perguntou se nós já tínhamos lido o último livro. Resumindo: PRECISAMOS DE COMENTÁRIOS!
Lau - REALMENTE PESSOAL! A Kah, uma amiga minha também comentou - agradecimento especial pra Kah aki, mas JUH, CADE OS D/G aki? u_u Será que a gente é tão ruim assim?
Juh - Lau, sonserinos não são ruins. E sonserinos não deixam quem está com eles serem ruins também. Então, definitivamente não somos ruins!
Lau - *Pensando no que você disse...* Tá... Verdaaaaade! *Fingindo que entendeu*... ENTÃO! Comentários do capítulo, Juh? Agradecimentos?
Juh - Claro, Lauzissima querida! Eu tenho que comentar a primeira pergunta que você fez depois de ler o final do capitulo. Tipo:
"Quem é o homem? =O"
Lau - EH MENINE, não lembrava de quem ia ser o homem da história *rugido* ROAAAAAAAAAAAAAAAAR.
Juh - Lau, você está, novamente assustando os leitores *Muda de assunto* E você o que tem a comentar? Gostaria de ter um Draco no seu banheiro, com você semi-nua?
Lau - NOSSA, MENINE. ESSE DRACO OH (Y)
Juh - Eu te disse menina @_@ O Draco é muito Draco *-*
Lau - AUSHAUSHAUSHAUSHAUSHAS, MAS eu prefiro o Ron, oks? ;D
Juh - Opa é todo seu. Mas se me empresta de vez em quando neh? *-* Boom leitores, espero que tenham gostado do segundo capitulo! Comeeentem *Aponta a varinha* de boa vontade xD Beijos!
Lau - Geeeeeeeente, comentem, votem e gostem! *pula nos leitores* E BEIJO MAE, BEIJO PAI, BEIJO RON! (com todo o respeito, Mione) e vocês, BEIJOSMELIGUEM! ;D
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