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6. Nox


Fic: Good Enough - Bellatrix&Voldemort


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 6 - Nox


 


 


No mês de Junho, foi feita uma grande festa na Mansão Malfoy, para comemorar a chegada de um novo membro na família. Sim, minha irmã tinha um filho agora. O garoto se chamava Draco e, apesar de estar feliz por Narcissa, eu não entendia qual era o propósito de fazer uma festa para um bebê que dormiria durante toda a comemoração. A festa, contudo, foi muito boa, e Merlin sabe que eu estava precisando de algo assim para me distrair do trabalho. Graham Greengrass, o aspirante a Comensal que eu havia treinado para ser nosso espião na Ordem da Fênix, havia falhado, e eu estava ficando infinitamente estressada com aquilo, procurando desesperadamente por um membro da Ordem que fosse suscetível à traição. A festa de Cissy caiu como uma luva pra me divertir um pouco antes que eu explodisse.


Rodolphus, por outro lado, estava particularmente feliz aquela noite, pois havia sido muito bem sucedido na última tarefa que o Lorde lhe dera, e estava determinado a comemorar aquela noite. Acabei ficando contagiada pela alegria dele, e nós dois ficamos um bom tempo na pista de dança. Havia um bom tempo que nós dois não nos divertíamos assim. Depois de várias doses de uísque de fogo, no meio de uma dança, Rodolphus ergueu minha mão para me fazer girar. Rodopiei três vezes antes de tropeçar na barra do vestido e cair nos braços dele, rindo.


A próxima coisa que eu soube foi que estávamos nos beijando. Fazia um certo tempo, também, que não nos beijávamos daquela forma tão passional. Não culpo só o álcool, contudo. Havia algumas semanas que eu não dormia com o Lorde das Trevas, ele estivera viajando durante esse tempo, e voltara exatamente naquele dia. Estava um pouco carente, por falta de uma palavra melhor, e Rodolphus e eu estivemos nos provocando a noite inteira, dançando muito próximos, trocando pequenos toques, pequenos olhares. Eu não pude deixar de notar os olhos de Milorde em mim durante toda a festa, mas não fui até ele nenhuma vez. Aquele beijo, porém, fez minha mente voltar no tempo, para a época em que eu e Rodolphus nos casamos, e me fez lembrar quem eram os Lestrange: os guerreiros perfeitos do Lorde das Trevas, devoradores da Morte, implacáveis. E eu gostava daquilo.


Soltei Rodolphus, dando-lhe uma piscadela, me afastei da pista de dança para pegar mais bebida, e acabei sendo chamada por um grupo de Comensais ali perto para me juntar a eles na conversa. O Lorde das Trevas estava no meio do grupo. Nossos olhos se travaram um no outro, e minha única esperança era de que eu não estivesse tão corada quanto achava que estava. Os olhos vermelhos do Lorde mergulhavam até o fundo dos meus, e seu rosto estava totalmente em branco, aquela expressão que não denunciava nada.


Um milhão de perguntas sem resposta invadiam minha mente. O que ele estaria pensando do meu beijo com Rodolphus? Estaria ele bravo comigo pela falha do meu aprendiz? Será que ele ainda iria me querer em sua cama depois dessa minha segunda falha, e depois de eu ter me jogado literalmente nos braços de Rodolphus em sua frente? Essa minha agonia pareceu durar uma eternidade, mas durou apenas uma dose de uísque de fogo, pois, assim que me afastei dos Comensais para encher novamente meu copo, Milorde me seguiu.


- Não acha que está exagerando na bebida, minha cara? - ele perguntou, sua voz grave próxima ao meu ouvido causando arrepios por toda parte. Como eu havia sentido sua falta!


- Não acha que está exagerando na preocupação, meu Lorde? É preciso muito mais que isso para me deixar fora de mim, pode ter certeza. - eu retruquei, quase num sussurro. Essa minha insubordinação era um joguinho muito divertido nosso, mas se algum Comensal ouvisse como eu falava com ele, Milorde perdia todo o respeito.


- Devo discordar, você nunca tropeçaria na barra do vestido se estivesse sóbria. - falou ele, com um leve sorriso no canto dos lábios, se referindo ao que acontecera na minha dança com Rodolphus. Então ele estava prestando tanta atenção assim? Bom saber.


- Ah, aquilo? Foi de propósito, só para deixar as coisas mais interessantes, você sabe... - provoquei. Ah, eu não fazia nem ideia do vespeiro em que estava mexendo.


- Te desafio a provar, então. - ele disse, me estendendo a mão em um convite para dançar.


Peguei sua mão e fomos juntos para a pista de dança, atraindo todos os olhares da festa. Os boatos sobre o nosso caso ainda corriam pelos Comensais, e aquele tipo de coisa não ajudava em nada a esfriá-los. Sua mão firme apertou minha cintura, colando nossos corpos, e um calafrio percorreu minha espinha. Por Merlin, foram só algumas semanas sem ele, como meu corpo podia reagir como se fosse a primeira vez que ele me tocava? Começamos a dançar, girando graciosamente pelo salão.


- Bella, Bella... fico quase um mês fora, e você nem mesmo vem me cumprimentar? Pelo jeito que estava se atirando em Rodolphus, porém, vejo que não sentiu minha falta. - apesar do tom de provocação, eu podia ouvir algo mais profundo em sua voz, um tipo de ressentimento talvez.


Dizer que eu não havia sentido falta dele seria a maior mentira do século. Eu o havia sentido em cada minuto de cada dia, que se arrastaram longamente. Não tinha ido o cumprimentar quando chegara na festa, porém, porque nem todos os Comensais ali sabiam que ele estava viajando, e eu não queria parecer saudosa de mais. Certo, também fora porque havia uma parte de mim que temia sua fúria pela falha de Greengrass. De qualquer modo, o tom como ele falara me dava uma chance de provocá-lo que eu não perderia por nada.


- Com ciúmes, Milorde? - falei, com meu melhor sorriso de vadia.


- Não sinto esse tipo de coisa. - ele disse, com a expressão rígida, mas alguma coisa que não consegui identificar brilhou eu seus olhos vermelhos, alguma coisa que me impulsionou a continuar provocando.


- Tem certeza? Sabe, senti muito sua falta durante essas semanas, minha sorte é que tinha meu marido para aliviar minha solidão. - percebi que ele cerrava os dentes disfarçadamente, a aproximei meus lábios de seu ouvido para sussurrar - Deixei que ele me prendesse, como só você faz. Deixei que ele beijasse minha Marca, você sentiu?


Senti sua respiração falhar contra meu ouvido, e aquilo foi resposta o suficiente. Sim, ele sentira quando Rodolphus beijara meu braço esquerdo, e estava sentindo agora, se não ciúmes, algum tipo de noção de posse.


- Não provoque, Bellatrix – ele disse com os lábios em minha orelha, sua mão apertando minha cintura com força. Ah, ele sabia que dizer aquilo era praticamente a mesma coisa de implorar para que eu provocasse mais. Mordi o lábio e voltei a olhá-lo nos olhos.


- Que foi, Milorde? Tenho direito de ir para a cama com Rodolphus, sou a esposa dele. - murmurei, enfatizando a ideia de posse da última palavra. Se havia uma expressão para descrever essa minha frase, seria gota d'água. Ainda assim, acho que a única palavra que ele realmente escutou foi a última.


- Você é minha, Bellatrix. - sibilou, parecendo quase irritado. A mão dele que estava em minha cintura deslizou sem aviso até a coxa, apertando-a avidamente. Arregalei meus olhos e coloquei minha mão sobre a dele, puxando-a de volta para a cintura. Minha visão periférica me mostrava todos os olhos do salão vidrados em nós dois.


- Estamos em público, Mestre! Não podemos...


- Eu sou o Lorde das Trevas, posso fazer o que quiser, Bella. - ele me interrompeu e, simples assim, me beijou. Foi um beijo rápido, mas profundo e possessivo, que me deixou completamente sem fôlego. Era o primeiro beijo que trocávamos na frente dos Comensais, a primeira prova inquestionável que dávamos a eles de que os boatos eram verdadeiros. Eu quase podia sentir os queixos caindo a nossa volta.


- Isso porque você não está com ciúmes, certo? - sussurrei contra seus lábios quando o beijo se partiu.


- Sim, estou apenas confirmando minha posse. - ele disse, muito solene, e eu dei um sorriso.


- Acha que por algum momento duvidei de que era sua? - ainda nos movimentávamos com a dança, mas agora um pouco fora do ritmo, parando aos poucos. Ele sorriu, aquele sorriso indulgente que de quando se escuta exatamente o que esperava, aquele sorriso de “eu conheço cada detalhe seu”.


- Senti sua falta, Bella. - e, com aquela frase que tirou o chão de baixo dos meus pés, ele se afastou e foi se servir de alguma bebida, como se absolutamente nada tivesse acontecido.


Eu devo ter ficado quase um segundo parada ali, com cara de idiota, antes que perceber que estava no meio da pista de dança e sair para pegar uma bebida. Fui para uma mesa no lado oposto do que ele estava. Era melhor que eu o evitasse pelo resto da festa, ou acabaria perdendo o controle e aparatando com ele dali. Depois de toda aquela possessividade, beirando o ciúme, de me beijar daquele jeito da frente de todo mundo basicamente anunciando nosso caso para os Comensais, ele ainda dizia que sentira minha falta. Aquele homem queria me matar, só pode. Merlin, uísque de fogo não ia servir, eu precisava de algo mais forte.


Estava me servindo de absinto quando Narcissa se aproximou de mim. Aquela cena me lembrou um pouco do dia do meu casamento, quando ela viera toda animada falar comigo depois que o Lorde havia me chamado para dançar. Cerca de oito anos haviam se passado desde aquela noite e por mais que as coisas parecessem andar em círculos, elas nunca eram as mesmas. Eu não era a mesma Bellatrix daquele tempo, recém-casada, recém-marcada como Comensal, um futuro incerto pela frente. Eu era Madame Lestrange agora, amante do Lorde das Trevas, conhecida por todos pela crueldade, firme em meu lugar.


Nercissa certamente não era a mesma, e a mudança em minha irmã era tão clara que chegava assustar. Ela não era mais uma adolescente boba e iludida; era uma mãe de família, dedicada e consciente. Ela nunca teria a malícia e a atitude forte que eu tinha, e teria sempre a aparência frágil e delicada. Quando a vi segurando seu filho nos braços pela primeira vez, porem, eu consegui ver o que meu pai me dissera sobre a força escondida dos Black como Narcissa. Aquele menino era a força da minha irmã, e qualquer um podia ver que ela seria capaz de ir até os confins do inferno para protegê-lo. Aquilo era uma coisa que só as mães conseguem entender, então eu estava mais que contente em não compreender Narcissa, mas gostava de ver o quanto ela estava madura e forte agora.


- Mamãe costumava dizer que não é apropriado beijar dois homens diferentes numa mesma festa. - ela disse, com um sorriso divertido no rosto.


- De fato, e veja como ela acabou: uma velha amargurada e totalmente submissa ao marido. - eu falei antes de tomar um gole do líquido verde em meu copo, esperando que a queimação do absinto em minha garganta lavasse a queimação que restara do beijo do Lorde. Para minha surpresa, Narcissa riu.


- Você não devia falar sobre submissão, Bella. - eu levantei uma sobrancelha, surpresa ao ouvi-la falar daquele jeito comigo. - O jeito como você olha para ele, como amolece quando ele chega perto de você, como se dobra a cada ordem dele... é a definição de submissa, minha irmã, sinto te informar.


- É tão óbvio assim? - perguntei, meio atordoada por Narcissa, logo ela, perceber aquilo.


- Que você é extremamente leal e tem uma adoração acima do normal por ele? Sim, é bem óbvio. Praticamente um cachorrinho, é o que Lucius costuma dizer.


- Lucius é um idiota. E não me olhe com essa cara, falo dele o quanto eu quiser. Olhe só sua reação, Cissy, acho que você também não devia falar sobre submissão, não é mesmo? - ela havia fechado a cara quando eu falei de seu marido, fazendo uma expressão indignada.


- Não era eu quem vivia dizendo que homem nenhum podia me dominar, era? - disse ela, e saiu de perto. Fiquei um pouco ali, escorada na mesa de bebidas, olhando para o nada.


Por mais que eu odiasse admitir, Cissy estava certa. Mas o que eu podia fazer? O fato é que ele já me dominara, há muito tempo, e não havia como voltar atrás. Eu havia me perdido completamente de mim mesma, e não me importava nem um pouco com isso. Ele era minha droga, e eu nunca conseguiria viver sem ele, mesmo que eu quisesse. E eu definitivamente não queria.


 


Pouco mais de uma semana depois daquilo, meu problema com o espião na Ordem da Fênix estava resolvido. Eu encontrara um membro da Ordem perfeito para ocupar o lugar. Quero dizer, quase perfeito. Eu esperava alguém que tivesse alguma inclinação para as Artes das Trevas ou para os nossos ideais, alguém que pudesse ser convertido, por assim dizer. Em vez disso, o mais suscetível a nos ajudar era Peter Pettigrew.


O homem era um rato, literal e figuradamente. Ficou tão apavorado só em ver minha figura que não precisei de muita coisa para fazê-lo concordar em nos passar informações. Foi até meio sem graça, na verdade, só algumas ameaças e ele já havia se rendido, não tive que usar nem uma Imperius. Fiquei com medo de que, com toda essa resistência, ele poderia acabar cedendo e revelando para a Ordem que era um espião, então joguei uma Cruciatus nele, curta mas dolorosa o suficiente para que ele provasse o gostinho do que sofreria caso nos traísse.


Depois que ele nos passou algumas informações muito úteis, Milorde deu a ele a Marca Negra, para garantir sua lealdade. Rabicho (um nome muito mais adequado a ele, inclusive) acabou virando um capacho dos Comensais, e eu gostava muito de torturá-lo quando estava entediada. Às vezes ele ficava na casa do Lorde, servindo de criado para ele. Resumindo, era praticamente um elfo doméstico, com o bônus de passar informações sobre a Ordem da Fênix.


A inconveniência de Rabicho, contudo, chegou ao seu ponto máximo numa certa noite, em meados de agosto, quando ele interrompeu uma reunião da mais extrema importância que eu estava tendo com Milorde. Estávamos trancados em seu quarto, todas as roupas já há muito arrancadas e esquecidas, nossos corpos entrelaçados. E então, três batidas na porta fazem os lábios dele deixarem os meus.


- Ignore. - sussurrei, enlaçando-o com minhas pernas e puxando-o mais para perto. Milorde enterrou o rosto em meu pescoço, mas tornaram a bater na porta e dessa vez uma voz esganiçada saiu do outro lado.


- Perdão, Milorde, sei que o senhor pediu para não ser incomodado. Mas é que Snape está aqui, dizendo que tem um assunto urgente para tratar com o senhor. - guinchou o verme.


Milorde pegou sua varinha da mesa de cabeceira e retirou o feitiço silenciador do quarto. Eu me ergui um pouco, me apoiando nos cotovelos, para tentar ler no rosto dele o que faria.


- Já estou descendo, Rabicho, mande Snape esperar. - ele disse, sua voz perfeitamente fria, como se não houvesse nada acontecendo. Eu revirei os olhos, frustrada.


- Mande Snape se foder! - eu falei, alto o suficiente para que Pettigrew ouvisse.


Milorde deu uma pequena risada e me derrubou novamente na cama, me prendendo num beijo curto, mas cheio de desejo.


- Estarei de volta o mais rápido possível, minha cara. Não se divirta sem mim. - ele disse, ainda com um meio sorriso nos lábios, e levantou-se. Com um floreio da varinha, o Lorde já estava novamente vestido e recomposto, e ele saiu do quarto antes que eu pudesse reclamar mais.


Suspirei pesadamente, tentando me controlar. Maldita hora em que eu havia trazido aquele rato para o nosso lado. Maldita hora em que Snape viera para o nosso lado também. Me sentei na cama, cobrindo-me da barriga para baixo com o lençol e escorando na cabeceira da cama. Tentando distrair minha mente até que Milorde voltasse, peguei minha varinha na mesinha ao lado e fiquei brincando de acender e apagar sua ponta, uma velha mania que eu tinha quando precisava me acalmar. Cerca de dez minutos depois, a porta do quarto se abriu, mas em vez da figura alta e esguia que eu esperava, um gordinho atarracado passou por ela.


- Bellatrix, o Lorde está te cha...man...do... - ele falou, mas sua voz foi morrendo quando seus olhos pousaram em mim.


A boca dele ficou aberta e ele parecia ter sido petrificado no lugar. Demorei alguns segundos para perceber que o motivo daquilo eram meus seios expostos, e eu não duvidava que aquela fosse a primeira vez que ele visse isso, considerando o olhar em seu rosto. Eu já estava com a varinha em mãos, sua ponta acesa, então simplesmente mirei um feitiço a poucos centímetros de sua cabeça, que explodiu na parede atrás dele. Pettigrew guinchou e saiu correndo, como o rato que era.


- Verme maldito... Nox! - resmunguei, apagando a varinha, enquanto descia da cama e começava a me vestir.


Não vesti minha própria roupa, porém, apenas uma calcinha e uma camisa de Milorde que mal cobria a roupa íntima. Me chame de louca, de caprichosa ou do que for, mas a ideia de deixar Snape constrangido e desconfortável, depois de ter sido tão brutalmente interrompida por ele, parecia muito divertida. Desci as escadas e encontrei Milorde e Sanpe sentados em sofás na sala, e Rabicho encolhido em um canto. Os três pares de olhos me seguiram, o Lorde levantando uma sobrancelha inquisitiva. Me sentei ao lado dele, cruzando as pernas, e perguntei o que havia.


- Snape diz que foi feita uma profecia sobre mim, Bella, que prevê minha derrota por um garoto nascido agora no final de julho, filho de um casal que já me enfrentou três vezes. - ele disse isso na maior tranquilidade do mundo, mas o meu autocontrole tinha limites. A diversão em provocar o Lorde e constranger Snape desapareceu na hora em que ele dissera “derrota”, sendo substituída pelo mais profundo pânico.


- O que? Isso é impossível! É a coisa mais ridícula que já ouvi! - gritei, me levantando de súbito, e teria continuado gritando se o Lorde não tivesse intervindo.


- Acalme-se e sente-se, Bellatrix. Sua histeria não vai ajudar em nada. - ele disse, sua voz grave e imperativa retumbando na sala. Era aquela voz capaz de mover exércitos, e eu me sentei, abatida pela força de sua ordem. - Agora me diga, você que tem estudado sobre os membros da Ordem da Fênix e os Aurores, quais famílias se encaixam nessa descrição.


Tentei empurrar a revolta e a descrença para fora da minha mente, e tentar encontrar o que o Lorde pedia. Meu trabalho era aprender tudo o possível sobre o inimigo, e eu estava sempre atualizada em relação com o que acontecia nas vidas deles. Depois de alguma reflexão, cheguei à certeza de que haviam duas possíveis famílias.


- Há os Potter e os Longbotton, Mestre. Ambos tiveram um filho no final do mês passado, e ambos te enfrentaram algumas vezes, se não me engano. - eu disse, relutando em acreditar que qualquer coisa daquilo pudesse realmente acontecer.


A sala ficou alguns minutos mergulhada no mais horrível silêncio, enquanto o Lorde pensava. Finalmente, ele falou. - É mais provável que sejam os Potter. Os dois casais realmente me enfrentaram três vezes, mas todas as vezes que lutei com os Potter, eles estavam juntos. Os Longbotton, já lutei com eles separadamente, e pelo tom da profecia...


- Contudo, Milorde, os Longbotton são Aurores, diferente dos Potter. - comecei, mas o Lorde não deixou que eu terminasse.


- Cuidarei de ambas as famílias, começando pelos Potter, e farei isso o mais rápido possível. Ache a localização deles para mim, Bella. - ele disse, e eu assenti brevemente. O mestre virou-se então para Snape. - Você me trouxe uma informação muito valiosa, Severus, e merece uma recompensa por isso.


- Ah não, Milorde, não é necessário. Fiz isso pela minha lealdade, não por alguma recompensa. - ele disse, e eu quase vomitei. Alguma coisa nessa atitude dele me deixava enojada.


- Ainda assim, deve haver algo que queira. - falou Milorde, seus olhos fixos nos de Snape, procurando algo em sua mente. Finalmente, as sobrancelhas do Lorde se ergueram em espanto e, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Snape caiu de joelhos.


- Mantenha-a viva, Milorde, por favor! - ele disse, seus olhos quase marejados.


O rosto do Lorde permanecia frio, mas um certo desprezo retorceu o canto dos seus lábios. Demorei alguns segundos para entender o que estava acontecendo, mas logo as peças se juntaram em minha cabeça. A sangue-ruim, aquela por quem Regulus dissera que Snape foi apaixonado, era Lily Potter. Só podia ser, já que Alice Longbotton tinha o sangue quase tão puro quanto o meu, e não havia ninguém mais cuja morte estivéssemos discutindo. Inacreditável, depois de todo esse tempo, e minhas suspeitas iniciais se provavam verdadeiras.


- Sabe que isso não é do meu feitio, Snape, mas tentarei fazê-lo em consideração à sua grande valia a respeito dessa profecia. Não faço nenhuma promessa, contudo, e se ela entrar em meu caminho, não hesitarei em matá-la.


Snape abaixou a cabeça, resignado, e foi-se embora pouco depois. É, amar a pessoa errada era realmente a maior fraqueza que alguém poderia ter.


 


Algumas semanas depois, aquele beijo com o Lorde na festa de Narcissa voltou para me assombrar. Eu estava saindo de casa, quando Rodolphus me parou, se colocando em minha frente.


- Aonde você vai, Bellatrix? Ver o Lorde das Trevas? - ele perguntou, um tom de amargura em sua voz. Ergui minhas sobrancelhas, surpresa com aquele comportamento.


- Na verdade, sim. Algum problema? - falei, ainda sem entender o motivo da hostilidade.


- Claro que vai, pra onde mais iria, não é mesmo? Você podia se mudar para lá de um vez, se livrar do inconveniente de ter que ficar indo e voltando. - ele falou, agora com certa raiva misturada à amargura.


- Que merda é essa agora, Rodolphus? Depois de oito anos, só agora você vem ter uma crise de ciúmes? - eu realmente não estava com humor para aquilo, ainda estava nervosa por causa daquela profecia.


- Mas antes era tudo escondido, as histórias sobre vocês dois não passavam de boatos! Agora, depois daquele beijo na festa dos Malfoy, vocês dois parecem estar se esforçando para que todo mundo fique sabendo. As situações em que Rabicho diz já ter encontrado vocês, e até Snape está espalhando histórias... Eu virei motivo de piada entre os Comensais, Bella!


- Ah, então é isso? Seu orgulho ferido, ou qualquer besteira que o valha? Você se contenta em ser corno, mas só se ninguém ficar sabendo, é isso? Surpresa para você, querido: todo mundo já sabia que você o era há muito tempo, a única diferença é que agora param de dizer pelas costas. Vai ver que perceberam que você nunca faz nada mesmo... - eu disse, sem dó, destilando meu veneno. Ninguém mandou ele cutucar a serpente com uma vara tão curta.


Ele levantou a mão num impulso, e por um segundo acreditei que iria me bater. Mas sua mão parou no ar, e ele a recolheu tão rápido quanto a levantou. A raiva brilhava em seus olhos, mas eu não me intimidei. Em vez disso, soltei uma risada, aquela minha risada psicopata, como diziam.


- O que foi, por que se conteve? Medo de uma vingança? A questão é quem você teme, a mim ou a ele? - Provoquei, e Rodolphus cerrou os punhos.


- Do que... - ele começou, mal um sussurro, mas eu o interrompi.


- Acha que não? Acha que o Lorde não te castigaria por ter batido na mulher dele? - talvez isso tenha sido de mais, porque ele avançou para mim e me agarrou pelos cabelos, trazendo meu corpo para junto do seu.


- Você é minha esposa, Bellatrix! - ele disse, a raiva palpável em sua voz. Por Merlin, que dejá vù horrível!


- No papel, talvez. Mas na prática, querido, as coisas são muito diferentes. É melhor você não encostar um dedo em mim sem meu consentimento, ou vai ter retaliações vindas de nós dois. Agora trate de engolir esse seu orgulho idiota e voltar a ser o corno manso que sempre foi, certo?


Ele puxou meu cabelo com mais força, e eu conseguia ver o esforço que estava fazendo para se controlar. Apenas dei um sorriso, aquele meu sorriso descarado de vadia, lembrando-o o risco que ele corria se fizesse o que sem dúvida estava em sua mente. Rodolphus respirou fundo, engolindo a raiva, e soltou-me. Ele suspirou, derrotado.


- Que bom que a razão te acudiu. - eu falei apenas, e saí dali.


 


Eventualmente, eu e Rodolphus acabamos nos entendendo novamente, e nossa relação voltou a ser aquela amizade com benefícios que sempre fora. Muito mais amizade que benefícios, não nego, pois eu preferia deixar os benefícios a cargo de Milorde. Quanto à profecia, eu tentara descobrir onde viviam os Potter e os Longbotton através de Rabicho, mas o maldito rato não podia nos contar pois ambas as casas estavam sob o feitiço Fidelis. Ele era, contudo, próximo ao casal Potter, e a ordem que Milorde lhe deu foi de tentar convencê-los a passar o segredo para ele. Enquanto isso, eu tinha que descobrir o paradeiro do casal Longbotton.


A informação sobre a profecia e até mesmo o fato de que Milorde estava procurando os Potter e os Longbotton era extremamente sigilosa, de modo que tive que descobrir sozinha onde os Longbotton viviam, enquanto Snape tentava descobrir o paradeiro dos Potter, já que ninguém confiava na competência de Rabicho. Já era setembro do ano seguinte quando finalmente consegui quebrar o Fidelis dos Longbotton, e em outubro Sirius Black passou o segredo para Rabicho. Não foi fácil levar meu nada querido primo a fazer isso, mas Snape já havia realizado vários ataques a Sirius, nenhum completamente bem sucedido, já que o objetivo era matá-lo para que todos que conheciam o segredo se tornassem fiéis dele, incluindo Rabicho, mas pelo menos serviram para amedrontá-lo. Unindo isso às conversas que Rabicho tinha com ele, dizendo que o mais seguro seria passar o segredo para alguém que não fosse um alvo tão constante de Comensais, e o trabalho estava feito.


O Lorde resolveu esperar até a noite de Halloween para matar as crianças. Essa é sempre uma noite de sorte para os bruxos, uma data importante, a data perfeita para acabar com problemas como aquele. Os Comensais deram uma grande festa de Dia das Bruxas na mansão Malfoy. Narcissa era a melhor anfitriã que aquele grupo jamais teria, e nunca perdia a oportunidade de dar festas em sua casa. Naquela noite, não fui acompanhada de Rodolphus, como de costume. Entrei na mansão Malfoy de braços dados com o Lorde das Trevas, e toda a festa parou para nos ver entrando. Eu estava magnífica, como sempre, em um vestido carmim, enquanto Milorde esbanjava sua glória em vestes profundamente negras. Éramos o contraste perfeito, o par perfeito. A festa em si foi um borrão, e eu e Milorde não ficamos muito tempo ali de qualquer jeito. Voltamos logo para a casa dele, pois ele queria se preparar para o grande momento.


- Você não precisa me acompanhar, Bella. Fique aqui e divirta-se. - ele me disse, quando anunciou que iria embora da festa.


- De modo algum, Mestre, não há diversão sem você. - eu respondi.


Não queria dizer que eu temia por ele, que eu não queria me afastar dele até que fosse extremamente necessário. Aquela profecia havia agitado tudo que havia dentro de mim, havia me feito sentir um medo que eu nunca achei que fosse capaz de sentir. Me castiguei várias vezes em pensamento, eu não podia duvidar dele. Ainda assim, eu não conseguia me livrar daquela sensação de que não devia desperdiçar um segundo sequer de sua companhia.


Aparatamos juntos para sua casa e parecia que ele estava sendo tomado por uma sensação semelhante à minha, porque assim que nos vimos à sós, não conseguimos nos desgrudar. Chegamos ao quarto com certa dificuldade, as roupas no chão traçando o caminho que havíamos percorrido. Cada beijo que trocávamos era toda uma eternidade resumida em poucos minutos. Cada toque era uma nova onda de arrepios, e nossas mãos percorriam o corpo um do outro se atentando a cada detalhe.


Eu poderia descrever com palavras exatas cada vez que tínhamos feito sexo durante esses nove anos, mas não consigo descrever essa última vez. As memórias daquela noite estão gravadas em minha mente de uma forma muito mais intensa que as de qualquer outra noite, cada detalhe permanece vívido no meu pensamento, mas não consigo traduzir todas aquelas sensações em palavras. O modo como nossos corpos se entrelaçavam, como se o menor dos espaços fosse grande de mais. O modo como nos movíamos na mais perfeita sincronia, como se todas as forças do universo nos impulsionassem a dançar aquela música mortal.


Tudo com nós dois sempre girava em torno da tortura e do poder, era o que mais nos excitava, e outra coisa não faria sentido, sendo quem nós éramos. E quem éramos? Simplesmente o bruxo das trevas mais poderoso do mundo e sua mulher, a Dama da Tortura, como meus colegas haviam me batizado. Mas não naquela noite. Naquela noite, não houve nenhum joguinho de dominação, apenas uma troca entre nossos corpos e nossas almas (ou o que restava delas), apenas o desejo e aquela compreensão que sempre tivemos um do outro. Naquela noite, não éramos o Lorde das Trevas e Madame Lestrange em seu caso sórdido e sacana, éramos apenas dois amantes, procurando-se e se encontrando um no outro.


E depois ele foi embora, matar os dois garotos que estavam destinados a matá-lo. Ele foi, voltando a ser o Lorde das Trevas, e eu fiquei, voltando a ser Madame Lestrange. Ele acabaria com aquilo tão rápido, que eu me sentiria uma tola por ter temido tanto. Pelo menos, foi isso que ele me disse antes de sair. Enquanto esperava, eu estava no escuro.


 


 

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Comentários: 4

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Enviado por MaryLestrange em 30/03/2013

ooooooooohhh! Brigada, brigada brigada!!! Nossa, eu fico muito feliz com seus comentários, vc não tem ideia!!!! Vou procurar baixar essa música q vc falou, achei de mais *__* traduz mesmo a relação deles.... vc já ouviu a música q dá nome pra fic, Good Enough, do Evanescense?! se vc curte "músicas Voldy/Bella", depois procura ouvir, é linda e eu acho q tb tem tudo a ver com eles dois... Aaaaaah, muito obrigada de novo pelos comentários!!! Vou parar por aqui tb, se não fico o dia inteiro agradecendo e fazendo *_____* kkkkkkkkkkk Bjooos!

Nota: 1

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Enviado por claudia snape riddle em 29/03/2013

é menina, eu realmente gostei dessa fic, tanto que já favoritei e recomendei pra minha irmã que tbm adora ler... bom, lendo novamente fiquei maravilhada com essa ultima cena de voldy e bella, pude sentir a itensidade desse sexo deles, cheio de angústia, como se fosse uma despedida... ai que lindo!!! eu to ouvindo "lost in paradise" da rihanna enquanto leio, e menina, é incrível!!! Bella está perdida em um paraíso... um paraíso negro de escuridão, mas terrívelmente maravilhoso... omg, como eu queria estar nesse "paraíso" que é os braços do lord... seria bom demais... perdida num paraíso... eu vejo a escuridão, eu sinto a dor e a angústia, mas o prazer e a sensação são inexplicáveis, então estou perdida num paraíso, do qual não quero nunca mais sair... rsrsrsrsrs é a letra da música!!! muito parecida com a relação tórrida deles... omg, essa fanfic é linda demais, ainda mais ouvindo essa música, e essa cena desse capítulo é sem comentários... bom vou até parar por aqui, senão... rsrsrsrsrs bjs amiga ótima fanfic.

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Enviado por MaryLestrange em 25/03/2013

omg, obrigada!!!!! *_______* adorei seu comentário!!!! hahaha eu também acho o Harry um mala sem alça, a única coisa pra ql ele devia servir era de jantar pra Nagini mesmo! Eu também gosto do Snape, até certo ponto, ele é um personagem muito interessante e complexo, e eu adoro o humor negro dele *-* Mas eu nunca perdoei ele por ter traído o Lorde... Achei ótima essa idéia do Lorde poupar a Lily e o Snape conseguir levar ela pro lado das trevas, pq vc n escreve uma fic assim? Eu seria a primeira a ler e adorar! kkkkkkkk Quanto ao Rodolphus, eu gosto dele simplesmente pq eu acho muito engraçado ele ser tão corno manso e tudo hahahaha E seria divertido matá-lo (eu, inclusive, já li uma fic linda na qual a Bella o mata, chama Doce Insanidade, se eu me lembro direito, depois dá uma olhada, acho que vc vai gostar ;) ) mas eu gosto mais dele vivo, como ele fica no livro, porque ele é o capacho declarado da Bella - e toda diva precisa de um capacho kkkkkkkkkkkkkk Enfim, fiquei muuuuuito feliz q vc gostou da fic e da forma como  eu escrevi os personagens, seu comentário fez meu dia, de verdade *___*  Muito obrigada!!!!!!! =D

Nota: 1

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Enviado por claudia snape riddle em 22/03/2013

uau!!!! realmnte eu amie sua fic. bem gostaria de imaginar que ele tivsse mesmo matado o harry e deixado lily viva pro snape... sempre pensei que lily poderia ter sido poupada, em recompensa pela lealdade de snape, agora, se lily iria continuar com ele, erm outros quinhentos... gosto do coitado do snape, mais do que de rodolfo, pelo menos ele não é um corno assumido e conformado, impotente diante do lord das trevas... acho que se a vida de lily tivesse sido poupada, snape nunca teria traído o lord; e ainda traria lily para o lado deles, memso ela sendo sangue ruim. e o harry que morresse, e fosse servido de jantar a nagini; nunca achei ele tuuudo isso que o povo acha, o menino que sobreviveu... sempre achei ele como diz o sanpe lerdo e arrogante, e um tanto sem sal. ms a bellatrix, aqui nessa fic é magnífica, com seu jeito de vadia, ela me conquistou, e o lord realmente um "lord", né... ninguém o supera... bom, gostei muito dessa fic; voce poderia ter matado o rodolfo, pra acabar de vez com o incomodo se sua presença no romance de bella e o lord, ele as vezes me cansa. eu gostaria que o próprio lord o matasse e depois contasse a bella, qu ficaria com toda a fortuna para si e riria de sua desgraça... ia ser interessante. boa sua fic,viu. bjs

Nota: 1

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