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6. Gina e Hermione


Fic: Apollyon 1 - Romance, sexo, guerra. HP como voce nunca imaginou NC 18 FIC CONCLUIDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Depois de dormir por umas duas horas, colocou uma capa e aparatou para as proximidades de Caldeirão Furado, de onde se aproximou de forma hesitante. Ao entrar no bar, discretamente seguiu alguns bruxos que entraram no beco diagonal, e sem pestanejar seguiu-os, depois de observar a forma com que abriram o muro. Era hora de viver um pouco como bruxo, também.
Foi diretamente ao banco Gringotes e ao entrar foi atendido por um duende que lhe perguntou o que desejava.
- Preciso abrir uma conta, com dinheiro trouxa. – respondeu Gabriel educadamente.
O Duende o olhou bem, imaginando que este devia ser o primeiro bruxo que era educado com um duende, e rapidamente abriu a conta, perguntando a seguir, também de forma educada:
- Quanto dinheiro trouxa deseja converter para dinheiro bruxo?
- Bem, é uma boa pergunta. - respondeu Gabriel pensando um pouco. – Meu dinheiro está depositado num banco trouxa. Vocês poderiam providenciar a transferência?
- Naturalmente. – respondeu o duende que realmente estava gostando do jovem bruxo a sua frente. – Desde que me informe o Nome do Banco, a Conta e o valor desejado, não haverá nenhum problema.
Gabriel, gentilmente solicitou um pergaminho e anotou o valor, bem como o nome do banco trouxa e a conta onde o dinheiro estava depositado.
Em seguida entregou o pergaminho para o duende que após ler o valor o olhou de forma espantada.
- Tem certeza do valor que anotou aqui? – perguntou o duende com a voz apreensiva.
“Terei errado o valor?” – pensou Gabriel e pediu o pergaminho de volta. Mas os dados estavam corretos. Seu nome, banco, conta e valor desejado.
- Ah! Mas é claro. Que cabeça a minha. – falou Gabriel sorrindo. – O valor está errado. Não é 2.000.000 de libras. São 20.000.000 de libras. Peço que me perdoe. Ainda tenho dificuldades ao converter estes valores. – continuou calmamente.
O duende o olhou completamente apalermado, mas confirmou rapidamente a existência do valor na conta do banco trouxa e transferiu o valor para dinheiro do mundo bruxo. Após concluir todos os procedimentos, estendeu para Gabriel uma chave de cofre.
- Esta é a chave de seu cofre, onde está seu dinheiro. Peço que não a perca, pois a simples posse da chave determina seu dono, e o acesso do mesmo ao conteúdo do cofre. Se por acaso for roubada, ou perdida e alguém vier até nós com a chave, não teremos escolha a não ser permitir que a referida pessoa tenha acesso total ao conteúdo de seu cofre. – fala o duende calmamente.
- Entendo. Fico muito agradecido por vosso pronto atendimento. Agora eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas sobre o funcionamento de vosso estabelecimento, é possível?
- Naturalmente. – responde o elfo encantado com a educação do jovem, bem como com o saldo de 18.750.000 galeões de ouro que ele possuía agora.
Depois de meia hora de conversa, bem como um pedido que voltasse sempre que tivesse dúvidas, Gabriel saía como cliente preferencial, sendo que não precisava portar dinheiro, e sim somente emitir uma autorização de pagamento, que o Gringotes se encarregaria de efetuar o pagamento em seu nome no mesmo dia.
“O mundo mágico é mesmo...Mágico!” – pensou Gabriel sorrindo, dirigindo-se diretamente até a loja de poções que existia no beco diagonal. Após entrar na loja, verificou que estava totalmente vazia, exceto pelo dono que pesava algo sobre o balcão.
- Bom dia. Em que posso ajudar? – pergunta o dono solícito.
- Bom dia. Tenho necessidade destes itens. – fala enquanto entrega a lista ao dono da loja.
Após um olhar rápido para a lista, ele nota que muitos dos itens não existiam em seu estoque no momento.
- Infelizmente muitos destes itens estão em falta. Estamos fora de época escolar, e os estoque ficam muito prejudicados nesta época. Além disso, alguns deles são de difícil acesso. – respondo o dono.
- Entendo. Mas creio que me expressei mal. – responde Gabriel sorrindo. – Não preciso deles agora, e sim dentro de seis meses a contar de hoje, e a quantidade deve ser multiplicada por 16 e embalada em 16 pacotes diferentes. Eu virei buscar tais produtos nesta época. Creio que até lá terá condições de conseguir tudo, não é mesmo?
- Uau!! Isto sim é um senhor pedido. – fala o dono assombrado com as quantidades e com os valores. – Sim. Creio que sim. Terei todos os itens na data prevista. Agora quanto ao valor, creio que sabe que muitos destes itens devem ser pagos de forma antecipada, se é que me entende.
- Naturalmente. – responde Gabriel. – Por favor, emita um pedido de pagamento no valor total da mercadoria e apresente no Gringotes para pagamento imediato do valor integral do pedido à vista. Creio que desta forma terá condições de conseguir melhores preços e um lucro considerável.
- Negócio fechado. – disse o dono da loja apertando sua mão.
Saindo dali, Gabriel ficou caminhando a esmo pelo beco, olhando para as lojas que por ali existiam. Uma delas com certeza chamava a atenção. Gemialidades Weasley.
Indiferentes ao fato de não ser, segundo o dono da loja de poções, uma boa época para vendas, a loja dos gêmeos estava lotada de crianças e jovens. Muitos gritavam pedindo as mercadorias desejadas ou então ficavam olhando os diferentes produtos que eram mostrados ali.
Quando pensou em entrar, foi atingido pela porta que se abriu, e como estava distraído, acertou-lhe bem no nariz, fazendo sangrar de imediato, o que lhe obrigou a colocar a mão esquerda sobre o nariz para parar o sangramento. Ficou furioso, mas consigo mesmo por andar tão distraído.
- Por favor, me desculpe! – falou uma menina ruiva que o olhava assustada. – Eu não o vi e abri a porta de supetão, acabando por atingi-lo.
Gabriel a olhou e na mesma hora a reconheceu. Gina Weasley. Sem dúvida nenhuma. Apesar da dor conseguiu sorrir e respondeu calmamente.
- Não se preocupe. Eu é que estava distraído. Não fique assustada. Pronto. – disse Gabriel tirando a mão do seu nariz. – Viu, já parou de sangrar. Só vai ficar um pouco sensível por alguns dias, mas não haverá problemas maiores. – falou sorrindo para a moça em sua frente.
“Caramba! Não estou pronto ainda para tal acontecimento! E segundo as informações que recebi, perto dela sempre estava....!” – pensa Gabriel sentindo seu coração apertar dentro do peito.
- Puxa, ainda bem. Eu estava tão preocupada. E... - não conseguiu concluir a frase, pois outra menina acabava de chegar e a chamava.
- Gina! O que aconteceu? Mérlin! O que você fez? – perguntou uma linda moça de cabelos castanhos espantados e olhos cor de mel que imediatamente sacou a varinha e apontou para Gabriel.
Movido por seus reflexos e por treinamento, assim que teve uma varinha apontada para seu peito, Gabriel levantou sua mão e pegando a mão da moça desviou a varinha de seu corpo enquanto segurava a mão dela de forme suave, porém firme.
“Mérlin! Ela é ainda mais linda do que eu imaginei! Será que devo... NÃO! ACALME-SE IDIOTA! NÃO ASSIM! NÃO DESSA MANEIRA!!” – pensa Gabriel sem poder reagir e sem querer soltar a mão dela.
A jovem que chegara por último o olhou e disse:
- Tudo bem, calma. Eu não ia atacá-lo. Apenas limpar o sangue de sua roupa. – disse um pouco assustada com a rapidez do jovem rapaz a sua frente.
- Lamento. Peço que perdoe meus modos, mas nos tempos atuais não é uma boa idéia ficar apontando uma varinha para o peito de uma pessoa, não é mesmo? – respondeu Gabriel sorrindo levemente, enquanto soltava a mão da moça de forma hesitante.
- É claro que não. Perdoe minha atitude. Então...- falou hesitante. – Permite que eu limpe o sangue de suas vestes? – perguntou sorrindo.
- Ficaria muitíssimo agradecido se fizesse isso. – respondeu Gabriel olhando-a em seus olhos como se o próprio tempo tivesse parado.
- Tergeo! – falou a moça e imediatamente o sangue desapareceu das roupas de Gabriel.
- Agradeço-lhe por sua ajuda. – respondeu Gabriel usando seu sorriso mais charmoso. – Como se chamam?
- Meu nome é Gina Weasley. – responde a ruiva.
- Eu sou Hermione Granger, sr... – fala Hermione lhe dando a deixa para se apresentarem de maneira formal.
- Meu nome não é importante. – respondeu Gabriel sorrindo de forma sedutora. Não iria arriscar seu nome num momento como esse. – Infelizmente devo deixá-las agora, pois tenho um compromisso, mas creio que se Mérlin permitir, as verei em breve.
- Como sabe que isso vai acontecer? – perguntou Hermione gostando do sorriso dele.
- Hogwarts! Estou indo pra lá este ano. – falou Gabriel se despedindo e beijando delicadamente a mão de Hermione, e depois saindo rindo levemente da face ruborizada de que ela fez.
Enquanto caminhava lentamente pelo Beco, conseguiu ouvir os comentários das duas amigas.
- Mas que gatinho. – falou Gina de forma sonhadora.
- Não. - falou Hermione séria. – Não é um gatinho.
- Como assim não é um gatinho? Você viu aqueles olhos, aqueles músculos bem definidos, o modo como se movimenta? Aquele cabelo trançado caindo pelas costas? Como pode dizer que não é um gatinho? – perguntou indignada Gina.
- Porque ele é um Tigrinho, e não um gatinho. – falou Hermione rindo. – Desses que eu adoraria colocar numa jaula para amansar – completou enquanto Gina ria de forma sapeca.
- Hermione. – falou Gina fingindo-se chocada com as palavras de sua amiga. – O que está dizendo?
- Só falei a verdade. – disse Hermione abertamente. – Ah! Mal posso esperar pra voltar pra escola.
Saindo dali, Gabriel aparatou diretamente para seu quarto de hotel. Antes de dormir fez um balanço da situação.
Chegara a cerca de uma semana. Mandara um aviso a todos. Conseguira recursos mais do que o necessário. Comprara, ou melhor, encarregara alguém de comprar os imóveis e construir os esconderijos. Encomendara as armas trouxas e os itens para preparar as poções. Conseguira uma espada, e que espada. Já encontrara 3 dos 5 alvos prioritários. E tinha encontrado ELA! Tudo bem que se comportara como um idiota, mas mesmo assim, ainda poderia corrigir isso.
É, tinha sido uma semana interessante. Agora podia descansar até a manhã seguinte. Tinha que dar prosseguimento ao plano.

No dia seguinte, acordou cedo, tomou um banho, alimentou-se e após se vestir de forma que poderia tanto andar no mundo trouxa como no mundo bruxo, pegou o livro e aparatou novamente na rua onde ficava a mansão Malfoy.
Antes de aparatar para o quarto de Draco, utilizou seus poderes e verificou que Draco tinha espalhado diversas armadilhas mágicas no quarto.
“Garoto esperto! Está me esperando!” – pensou Gabriel. Analisou a situação e aparatou nos jardins da mansão. Sentou-se embaixo de uma arvore e começou a ler o livro. Não se passou nem um minuto para que um Elfo Doméstico aparecesse.
- Quem é você e o que deseja? – perguntou o elfo de forma abrupta.
- Bom dia. – respondeu Gabriel calmamente. – Estou esperando Draco. Poderia avisá-lo de que já cheguei?
- Qual o seu nome? – perguntou o Elfo desconfiado.
- Basta dizer que é o rapaz para quem ele ontem emprestou um livro. Ele saberá de quem se trata. – respondeu Gabriel.
- Aguarde aqui, por favor. – falou o elfo aparatando logo a seguir.
Olhando para a paisagem, Gabriel surpreendeu-se com as flores que por ali havia. Nunca teria imaginado isto. Olhou algumas orquídeas, e se aproximou cuidadosamente.
- O que pensa que está fazendo? – uma voz irritada o interrompeu.
- Admirando uma das flores mais lindas de todo o mundo. – respondeu Gabriel sem se virar, pois conhecia a quem pertencia aquela voz. – Você sabia que esta flor tem um período de vida tão pequeno, que tem que crescer a razão de 5 centímetros por dia, apenas para conseguir atingir logo a maturidade sexual e poder reproduzir-se?
- É mesmo? – perguntou novamente a voz em tom intrigado. – Então acredito que conheça esta a sua esquerda não é mesmo?
- Sim. Conheço pelo nome de Cambará. Está bem cuidada. Suas flores são bem desenvolvidas, indicando sua saúde. No entanto creio que não esteja conseguindo reproduzir-se não é mesmo? – falou Gabriel virando-se e olhando diretamente pra Narcisa Malfoy, a mãe de Draco.
Neste momento, Gabriel percebeu a presença de Draco, que utilizando um feitiço de Desilusão, se aproximara silenciosamente.
- Realmente. Até hoje não consegui fazer com que se reproduzisse. Já tentei tudo o que sabia, e até consultei os maiores herbologistas do mundo bruxo. Ninguém sabe o porquê. Aparentemente ela só se reproduz em condições muito específicas. – retornou Narcisa levemente impressionada com o rapaz a sua frente.
- De fato ela tem esta particularidade. – falou Gabriel sorrindo levemente. – Mas esta que possui é uma fêmea. Se conseguir um macho da mesma espécie, creio que o problema será resolvido facilmente.
- Macho? É uma planta não um animal. – respondeu rispidamente Narcisa.
- Na verdade, é um híbrido. – tornou Gabriel sorrindo. – O macho desta espécie é reconhecido facilmente pela cor amarelada das folhas. Caso consiga um macho, em poucos dias a cor dela irá mudar para cinza esverdeada, indicando que as sementes serão liberadas em um ou dois dias.
- Mas onde conseguir um macho desta espécie? Jamais ouvi falar dele. – fala Narcisa.
- Vou falar com um amigo meu. Creio que ele tem um sobrando, e quem sabe possa me emprestar por algum tempo. – falou Gabriel.
- E o que me custaria tal empréstimo? – perguntou de forma delicada Narcisa.
- Que tal o empréstimo em troca de uma xícara de chá? - retornou Gabriel usando seu charme.
“Essa pelo menos bate com as informações de Zeus! Mas ela está mais triste do que ele me informou. Acho que está em depressão!! Droga. Isso será um problema. Vamos tentar uma pequena mudança por aqui!” – pensa Gabriel calmo.
- É claro. – respondeu Narcisa sorrindo. – Vou pedir ao Elfo que providencie. Gostaria de se sentar? – mostrando-lhe alguns bancos de pedra próximos. - Meu nome é Narcisa Malfoy. – disse oferecendo sua mão em forma de cumprimento.
- Muito prazer, senhora. – disse Gabriel, beijando delicadamente a mão direita de Narcisa e colocando seu plano em prática.
- Não me dirá seu nome, meu Jovem? – perguntou ela divertida.
- Meu nome não é importante. Sou um conhecido de Draco e estou esperando-o.
- É considerado, digamos assim, falta de respeito em nossa sociedade, não se apresentar a uma dama, sabia? – perguntou sorrindo Narcisa de forma sedutora.
“Olha só a coroa! Se oferecendo! Ah, se não fosse a missão. Draco, meu caro. Me desculpe mas tua mãe é realmente uma gata. Ainda ta no ponto!! Deixa muita mocinha nova no chinelo. Um corpão de fazer inveja. E que sorriso! E parece que está no cio!.”- pensou Gabriel divertido vendo a mudança em Narcisa. “Meu plano começa a dar resultados!” – pensa rindo baixinho.
- Infelizmente, ainda não estou a par dos costumes de vosso país, cara senhora. Tenho ainda uma bagagem cultural centrada nos costumes de meu povo.– respondeu Gabriel se desculpando elegantemente.
- Vejo que tem uma boa educação. Certamente seus pais se esmeraram em ensinar bons modos. – falou Narcisa de forma gentil, jogando charme até o outro lado da cidade.
- Na verdade, foram meus pais adotivos. – respondeu Gabriel com uma sombra cobrindo seus olhos. Já que Draco estava ali, podia tentar abrir algumas portas, ainda que de forma indireta. – Jamais conheci meus pais biológicos, cresci em um orfanato trouxa.
- Oh. Desculpe-me. – retornou Narcisa com sentimento de pena. – Lamento.
- Não se preocupe. Fui adotado por pais trouxas. Vivi bem por algum tempo, até que eles foram obrigados a me deixar só novamente. – fala Gabriel triste.
- Não me diga que o abandonaram. – perguntou Narcisa parecendo chocada com o fato.
- Oh não, senhora. Eles foram mortos. Eu tinha, creio que três anos na época. – respondeu Gabriel, pensando até que ponto poderia contar a verdade.
- E viveu sozinho desde então? – falou Narcisa parecendo triste.
- Até meus seis anos, sim. Depois fui adotado por um jovem bruxo que providenciou minha educação até a pouco tempo quando ele também partiu para outro plano. – fala delicadamente Gabriel.
- Lamento. Percebo que em sua vida a perda de entes queridos é uma constante. Parece quase uma maldição. – falou Narcisa delicadamente.
- Deveria ser uma maldição. Mas o fato é que cada pessoa que me amou ou que cuidou de mim foi extremamente importante para mim e agradeço a Merlin por ter tido tantas pessoas assim. – falou Gabriel emocionado. – Mas já falei muito sobre mim. O que me diz de vossa cidade? – falou Gabriel tentando mudar de assunto.
- É uma boa cidade. Infelizmente as pessoas daqui têm a péssima mania de julgar as outras segundo sua visão, segundo seus princípios. – fala Narcisa de forma dura. – Sabe, meu ex-marido tomou algumas decisões de forma errada e acabou levando nossa família para a desonra pública. Infelizmente isto afeta a todos nós, de uma forma ou de outra. E as pessoas não esquecem certas atitudes tomadas por ele. Creio que seremos sempre consideradas párias sociais.
- É um fato da vida, creio. Em meu mundo também era assim. No fim, porém, as pessoas deixaram de se julgar pelas suas posses, ou por seu nome, e passaram a ajudar as outras, sem interesse. Isto foi o ponto mais belo de nosso povo. – fala Gabriel.
- Sabe, você me deu uma idéia, e que talvez eu acabe utilizando. - falou Narcisa. - E o que houve com seu povo? – pergunta Narcisa curiosa.
- Foram mortos. Todos, com exceção de mim. – responde Gabriel com uma lágrima correndo por sua face.
- Lamento. Não tinha intenção de trazer recordações tristes. – fala Narcisa tocando levemente sua face aparando a lágrima com sua mão esquerda.
- Não se preocupe. – fala Gabriel com a voz embargada pela emoção. – Eu não é que não devia perturbá-la com minhas lembranças. Infelizmente, boa parte delas são assim. Peço que me perdoe.
- Quer falar sobre isso? – perguntou Narcisa após algum tempo.
- Não há muito a ser dito. Fomos obrigados a entrar em uma guerra. Lutamos durante longos, sangrentos e difíceis anos. Sabíamos desde o início que iríamos morrer. Mas quanto mais lutávamos, mais descobríamos em nós mesmos, características que jamais imaginávamos existir. Amizade entre antes adversários, sacrifícios pessoais, amores repentinos, alegria por poder assistir mais um nascer do sol. Passar horas olhando a grama crescer. – falou Gabriel de forma melancólica.
- No fim de tudo, o inimigo estava tão cansado quanto nós. Tentamos uma estratégia suicida. Éramos poucos soldados. Insuficientes para um combate aberto. Sabíamos o que tínhamos que fazer. Sabíamos também, que tinha 99% de chances de dar errado, mas ainda assim era nossa melhor opção. No fim, deu tudo errado mesmo. O inimigo nos esperava, e metade da minha equipe morreu antes de poder lutar.
- Consegui depois de algum tempo de combate atingir o Centro de Operações do Inimigo. Dos doze membros iniciais de minha unidade sobramos eu e o jovem bruxo que me educou. Conseguimos tomar a central de controle, mas o líder inimigo que esperávamos não estava lá. Estava em outro lugar do complexo. Já nos considerávamos mortos, quando encontramos a fonte do poder do inimigo.
- E... – fala Narcisa curiosa.
Gabriel tinha notado que Draco tinha desfeito o feitiço da desilusão logo que sua mãe aparara a lágrima em seu rosto, mas fez de conta que não tinha visto. Agora Draco estava sentado ao lado de sua mãe, em silêncio ouvido cada palavra.
- Sabe, o jovem bruxo era muito, mas muito bom estrategista, um dos melhores que já existiram e eu conheci alguns deles, mas era dado a medidas extremas demais para meu gosto. Vendo que nada mais poderia ser feito, e sem chances nenhuma, ele criou um desabamento no túnel que levava até nós. Isto garantiu-nos algum tempo a mais. Quando pensei em me preparar para a batalha final ele fez uma das jogadas malucas dele. – explica Gabriel mudando um pouco a história.
- De alguma forma ele conseguiu incapacitar a fonte de poder de nosso inimigo, ao mesmo tempo em que acionou todo o arsenal inimigo para explodir em alguns minutos. A seguir me paralisou e abriu um portal. Transferiu para mim, de alguma forma que até hoje não entendi, boa parte do poder dele e também a fonte de poder do inimigo. Deu-me algumas instruções, um abraço, me fez aceitar um juramento e no momento em que o arsenal começou a explodir, fui sugado pelo portal.
- Ele conseguiu se salvar? – perguntou Narcisa extremamente curiosa e preocupada com o jovem bruxo que fora capaz de tamanho ato de heroísmo.
- Sem armas, poucos poderes, trancado numa sala a qual estava acabando o ar e com todo o arsenal do inimigo explodindo abaixo dele? – perguntou Gabriel cético. - Espero que sim. Ele tinha uma maneira de escapar. Disso eu tenho certeza. – fala Gabriel.
“Eu fiz com que houvesse! Ele, pelo menos ele, eu sei que se salvou!” – pensa Gabriel satisfeito.
- Minha única certeza, é que se ele morreu, morreu rindo da cara do inimigo, pois mais de 90% dos soldados inimigos estavam naquele complexo, e devem ter morrido também. Nosso inimigo deve ter morrido logo depois de minha partida, pois a guerra contra nós foi o seu maior erro. Enfraqueceu-se demais, e permitimos com nossa última missão, que outras pessoas terminassem o serviço.
- Nunca mais voltou para saber? – perguntou Draco.
- Este foi o juramento que fiz. – falou Gabriel, olhando diretamente para Draco - Jamais voltar para saber.
Após alguns instantes em silêncio, Narcisa percebeu que queriam conversar em particular, e alegando que precisava buscar o prometido chá, retirou-se.
- Achei que iria até meu quarto. – falou Draco.
- Eu quis conhecer vosso jardim. Não me arrependo de ter vindo. – respondeu Gabriel depois de alguns instantes.
- Percebi que teve uma vida dura. Não teve alegrias? Só tristezas? – perguntou Draco.
- Algumas alegrias. Mas bem poucas. – tornou Gabriel.
- Já tenho a resposta a sua pergunta. – falou Draco.
- E qual é? – perguntou Gabriel sério.
- Não aceitarei Voldemort como meu mestre. Lutarei com tudo ao meu alcance para destruí-lo. Não permitirei que minha família fique com vergonha e desonra maior do que já está. – respondeu Draco. – No entanto, não tenho noção do que poderei fazer.
- Aceita algumas sugestões? – perguntou Gabriel.
- Claro. – falou Draco animado.
- Você poderia começando pela retirada das empresas de sua família, de todos os que estiverem envolvidos ou que sejam partidários de Voldemort. Pague os direitos deles, dê uma bonificação, mas retire-os de lá. Em seguida, vários de seus “amigos” , creio eu, deveriam se alertados para o fato de sua “mudança de atitude” . E prepare-se para ser desprezado. Por muitos. De ambos os lados da guerra. – falou Gabriel.
- Isto tudo já foi providenciado. – falou Draco calmo. - Estou ciente do desprezo. Não me afetará em nada.
- Você deveria providenciar uma segurança especial para sua mãe. Ela é o seu ponto fraco. Se Voldemort quiser atingir você, o alvo mais provável é ela. Além do ódio de seu pai, e de Belatriz. Ela poderá tentar matar sua mãe, se for ordenado isso por Voldemort.
- Estou ciente disso também. Já reforcei as defesas da casa. – confirmou Draco. – Além disso, tem mais alguma sugestão?
- Três: a primeira é óbvia. A segunda você vai até aceitar. A terceira, bem, acho que você vai me azarar. – falou Gabriel sorrindo.
- Quais seriam? – perguntou Draco.
- Em sua Escola, sua casa não vai perdoá-lo. Vão tentar fazer você pagar caro por tentar “trair o mestre” . – falou Gabriel calmamente.
- Não tenho nada a temer. Modéstia a parte, sou melhor do que todos aqueles juntos. – falou Draco sério. – A maior parte deles nem sequer sabe a diferença entre a parte da frente e de trás de uma varinha.
- Então vamos as outras duas sugestões. – falou Gabriel.
- Quais? – perguntou Draco fechando a cara.
- Dumbledore deve ser informado. Peça uma reunião, e convide também Arthur Weasley. Conte tudo. Fale sobre o ocorrido com seu pai. Seja sincero. Para fazer moral com o “futuro sogro” . – disse Gabriel sorrindo.
- Que papo é esse de . “futuro sogro”? . – pergunta Draco fingindo-se de desentendido.
- Qual é, Draco? Não precisa mentir para mim. Aliás, pare de mentir para si mesmo. Você ama a Gina Weasley. E, creia-me meu amigo, isto é a melhor coisa que poderia lhe acontecer na sua vida. – fala Gabriel tirando sarro do Sonserino. – Agora, convoque a reunião e explique tudo a eles. – fala Gabriel
- Farei isso. Hoje ainda se possível. E a outra? – questionou Draco.
- Potter. – fala Gabriel calmo.
- NUNCA! Prefiro encarar Voldemort desarmado a falar com aquele exibido. – disse Draco se levantando.
- Até onde este sentimento pertence a você e até onde pertence a seu pai? – pergunta seriamente Gabriel.
Esta frase fez com que Draco se acalmasse. Passando a mão no cabelo, disse em voz baixa.
- É complicado. Existe muita rivalidade e ressentimento entre eu e ele. Além do que já aprontamos um contra o outro na escola. Reconheço que muitas vezes foi culpa minha, mas ele também já me aprontou várias. – explica Draco.
- Bem, acho que você deveria tentar conversar e talvez pedir desculpas. Convide-o para a mesma reunião com Dumbledore e conte a verdade. “Mostre as cicatrizes.” . É como aquele ditado trouxa: “Ruim com ele, pior sem ele!”. .Além do que toda a sua “futura família” gosta muito dele. – falou Gabriel divertido-se com a careta de Draco.
- Você gosta de cutucar a ferida, não? – falou Draco chateado. – Vou fazer isso, mas tente não usar este argumento muito seguido, certo?
- Claro. – falou Gabriel sorrindo. – Ah. A propósito. Eu vi “sua ruivinha” ontem.
- Onde? - perguntou Draco interessado.
- Na frente da loja dos irmãos dela. Ela estava saindo e eu entrando. Ela acertou a porta em meu nariz. – falou Gabriel sorrindo enquanto passava a mão esquerda pelo nariz que ainda estava um pouco inchado, enquanto Draco sentava na grama rindo alto.
- Essa eu queria ter visto. – disse Draco.
- Mesmo? Bem, acho que posso providenciar tal coisa. – respondeu Gabriel colocando um dedo em sua cabeça e puxando um fiapo de lembrança, jogando no ar e mentalizando um feitiço.
Logo, a cena se reproduziu no ar entre eles. Draco viu o ocorrido e riu ainda mais alto quando viu o impacto da porta com o nariz. Mas ficou olhando encantado para Gina. Quando a lembrança terminou, Draco comentou.
- Vejo que a sangue-ruim da Granger apareceu para salvá-la do “homem estranho” , não é mesmo? – falou divertido.
- Draco, Draco, Draco, vou lhe dar um conselho. Controle seu gênio. Comentários como “sangue ruim, pobretão, cicatriz” não são muito populares, entende? – falou Gabriel sério.
- Eu sei. Mas é que é muito difícil resistir. – disse Draco lamentando-se.
- De esquentadinho já basta o Potter. Aliás, quando conversar com ele, lembre-se que ele perdeu o que de mais próximo já teve de um pai no ministério, há pouco tempo, portanto pegue leve. Não o provoque. – adverte Gabriel.
- Espere. Sirius Black era padrinho dele? – perguntou espantado.
- Sim. E Acredito que ele esteja muito deprimido, por que acha que teve culpa na morte de Sírius, embora, talvez ele seja um pouco culpado. De qualquer forma, tome cuidado com o assunto. Compreende? - perguntou Gabriel.
- Terei isso em mente. – fala Draco. – Mas você sabe muito, não é mesmo? Sabe meus segredos, sabe sobre os do Potter. O que mais você sabe? E como soube das ”cicatrizes”? Jamais contei a ninguém.
- Sou um poço de conhecimentos, Draco. – fala Gabriel rindo. – Mas não costumo contar o que não precisa ser contado. Mais uma coisa. E isto é realmente importante. Para todos os efeitos, eu não existo. Não quero me revelar antes do tempo, uma vez que irei para Hogwarts no próximo período letivo, e prefiro acompanhar as coisas de longe para que possa operar independentemente de Dumbledore e Cia. Entende?
- Devo fazer de conta que não te conheço? – pergunta Draco curioso.
- Sim. Conversaremos normalmente lá dentro, mas para todos os efeitos não nos conhecemos antes de entrar lá, certo?
- Por mim tudo bem. Mas como assim “operar independentemente de Dumbledore e Cia”? – perguntou Draco.
- Eu tenho que fazer umas coisas que não seriam bem aceitas por eles, entende? Tenho que tomar algumas atitudes de forma mais... ”drásticas” do que o que Dumbledore aprovaria. – falou Gabriel.
- Ele tem informantes em muitos lugares. O que quer que você faça, ele vai descobrir. – avisa Draco. – Sei, por experiência própria.
- Pode até ser, mas depois que eu fizer, não fará mal que ele descubra. – disse Gabriel levantando-se. – Preciso ir. Voltarei em dois dias para conversarmos melhor.
- Aguardarei sua visita com ansiedade. Vou escrever agora para Dumbledore pedindo uma reunião amanhã com Arthur, Harry e quem mais ele considerar necessário. Espero que em Hogwarts, fique na Sonserina. Mas tenho que lhe informar que Dumbledore vai querer saber sobre com quem ando conversando se é que ele já não sabe. – disse Draco referindo-se a Gabriel.
- Não sei em que casa ficarei, mas duvido muito que não seja na Sonserina. Embora talvez fosse melhor se fosse na mesma do Potter, desta forma ficaria mais fácil pra mim, e pra você. Afinal tenho que fazer “seu cartaz com uma certa ruivinha” , não é mesmo? Caso Dumbledore lhe pergunte, diga apenas que sou APOLLYON. Não é meu nome, mas já que me chamaram assim, que seja. Boa reunião. – fala Gabriel rindo uma vez que já tinha conhecimento da profecia. Aparatou direto em uma cidade da Venezuela.
Conversando com algumas pessoas, descobriu quem possuía uma muda de Cambará macho, e após pagar, enviou direto para Narcisa. “Quem sabe!” – pensou Gabriel rindo sozinho. “Preciso dar a ela algo com que sonhar e planejar. Vai que uma hora dessas, ela resolve tirar o atraso! Putz! Zeus com certeza me mataria até por pensar algo assim!” - pensa Gabriel divertido.
Aparatando de volta para seu quarto de hotel, ainda sorria sozinho. O plano já estava bem adiantado.

Harry Potter

Uma noite quente. Uma tristeza sem fim. Um desânimo. A sensação de ser enganado por Voldemort, e a lembrança de que era responsável pela morte de seu Padrinho. Esta era a situação atual do jovem Harry Potter
Ainda lembrava-se nitidamente da morte do padrinho. Do momento em que a odiada Belatriz atingiu-o com um feitiço no peito, lançando-o através do véu no Departamento de Mistérios. Da luta que se seguiu com ela e a chegada de Voldemort, logo a seguir. Lembrava-se nitidamente da “Possessão” de que tinha sido vítima. “Pena que Dumbledore não me atacou quando Voldemort estava em meu corpo. Morrer não seria tão ruim assim, afinal estaria com Sírius novamente!” - pensava Harry.
Lembrava-se de ser salvo por Dumbledore, e da profecia que enfim tinham lhe revelado e a certeza de que seria um assassino ou mais uma vítima de Voldemort.
Seu estado físico também não era dos melhores. Além de estar mais magro do que o normal, nem parecia aquele jogador de quadribol que era o terror das equipes adversárias. Tinha se descuidado da forma física, e não se importava com mais nada.
Desde que voltara a casa dos “adorados tio Trouxas” , quase não comia e saía do quarto apenas para ir ao banheiro ou almoçar.
Não tinha ânimo ou vontade de fazer qualquer coisa. Não sabia sequer o que vinha acontecendo no mundo Bruxo. Nem os jornais ele recebia mais, pois havia cancelado a assinatura para não ler sobre as “discretas comemorações” promovidas pelo jornal o Profeta Diário em virtude da morte de Sirius Black.
Foi com este estado de espírito que Fawkes, a fênix de Dumbledore o encontrou, quando levou para ele uma carta. Na verdade era uma convocação.
“Caro Harry! Nada podemos fazer para mudar o passado, mas creio que mudanças profundas estejam ocorrendo no presente, e que certamente influenciarão o futuro próximo. Preciso que arrume seu material! Amanhã às 11:00 hs da manhã, Fawkes o trará até Hogwarts, para uma reunião, no mínimo inusitada. Depois dela, gostaria que ficasse na toca, até o reinício do período Letivo. Atenciosamente, Alvo Dumbledore”.
“Mais essa!” - pensou Harry triste. - “Quem sabe Voldemort pediu minha cabeça em uma tentativa de trégua! Bom, por mim tudo bem. Não tenho mais vontade pra continuar esta guerra! Se este for o preço da paz, por mim tudo bem!”.
Foi para a sala e durante o intervalo da novela de sua tia, informou sucintamente seus tios de que partiria de forma mágica, no dia seguinte. E não sabia quando ou se voltaria. Conseguiu juntar coragem para agradecer de forma educada a “maravilhosa vida” que tinham lhe dado, bem como garantiu a seu primo que não ficaria com ressentimentos. Foi praticamente uma despedida final.
- O que está acontecendo, afinal? – perguntou sua tia Petúnia.
- Vai acontecer algo grande, tia. Acho que não vou voltar a vê-los novamente. Parece que Voldemort decidiu me matar pessoalmente, e não tenho chances de vencê-lo. Não creio que ele venha atrás de vocês, mas sei que desejam comprar uma nova casa, portanto, aconselho que façam isso em breve. Não sei por quanto tempo conseguirei ficar vivo, e acho que na tentativa de me atingir, ele atacaria vocês. – respondeu Harry.
- Nos atacar? Pra que? – perguntou seu tio.
- Pra me abalar, física e psicologicamente. – respondeu Harry seco. – Já fez isso antes. Não há por que achar que não fará novamente.
- Como assim? Ele atacou seus amigos? – perguntou Duda, seu primo gordo.
- Meu padrinho foi morto em combate no ministério antes de acabar o ano letivo. Fui atraído pra lá por uma visão de Voldemort, só que era uma armadilha. Meu padrinho fazia parte do grupo que foi atrás de nós, e foi morto por uma das ajudantes de Voldemort. – completou Harry com voz cansada.
- Aquele traste que era fugitivo? O que tinha matado várias pessoas? Ora, isto é motivo de comemoração! – falou o tio feliz, pois continuava com medo das ameaças que tinha recebido do padrinho de Harry, caso tratasse-o mal. – Acho que vou dar uma festa. Convidar minha irmã e...
Naquele momento, vários copos e pratos que estavam na sala começaram a explodir. A mesa começou a pegar fogo. O lustre de cristal balançava perigosamente. Harry olhava para o tio indignado com sua atitude, e a magia de Harry refletia seu humor sombrio. Seus tios se abraçaram afastando-se da sala em direção a cozinha.
Harry até pensou que não valia a pena. Eram trouxas, insensíveis, e realmente nunca gostaram dele mesmo. Mas, falar mal de seu Padrinho foi a gota d’água. Em passos lentos, se aproximou dos tios que estavam refugiados num canto da cozinha e disse com a voz baixa, mais parecendo um sussurro:
- Vou lhe dar um último aviso, meu tio. Nunca mais fale assim da minha família, por que senão, além do Voldemort, terei mais um inimigo em minha vida, e você, sinceramente, não dá nem pro início. Vou embora hoje, e, espero nunca mais voltar. Mas, caso eu por algum milagre, sobreviva a esta guerra, vou voltar, e vou fazer com que saiba o que é a dor da perda de seus entes queridos.
Lentamente subiu para o quarto, e esperou silenciosamente a chegada de Fawkes enquanto lágrimas corriam por sua face. Estava começando a perder o controle, e o ocorrido a pouco só demonstrava isso. Tinha certeza de que iria receber em breve um comunicado do Ministério sobre sua magia involuntária, mas sinceramente não se importava nem um pouco. Caso quisessem encrenca, ele lhes daria encrenca.
O fato de ter descarregado sua frustração em seus tios, de alguma forma o tranqüilizou, pois o que sentia falta era de poder desabafar com alguém. Não devia ter se recusado a receber as cartas de seus amigos. Cedo ou tarde teria que encara-los e lhes contar o que aconteceria. Podia até não concordar que o ajudassem no que viria pela frente, mas eles teriam que ser alertados para o fato de provavelmente seriam também, alvos para Voldemort e sua turma. Levantou-se e passou o restante da noite juntando suas roupas e seu material escolar.

No dia seguinte, na hora marcada, com uma labareda de fogo, Fawkes surgiu à sua frente. Pegando seu malão com a mão esquerda, e com um último olhar para o quarto, acariciou a ave, que o transportou até a sala de Dumbledore.
Havia várias pessoas nesta sala, parecendo um conselho de guerra. Harry reconheceu Olho Tonto Moddy, Remo Lupin, Arthur Weasley e o seu “adorado” professor de poções, Severo Snape, além da professora Minerva. Além de, é claro, Alvo Dumbledore e Rufus Scrimegour, chefe dos aurores.
- Bem vindo, Harry. – cumprimentou Lupin. – Como você está?
- Isto não é importante. – respondeu Harry seco. – Por que fui chamado aqui?
- Teremos uma reunião, e a pessoa que a convocou, solicitou expressamente sua presença. Como ainda temos alguns minutos antes da reunião começar, permita-me resolver o problema de sua bagagem. – falou Dumbledore, assustado com a aparência quase cadavérica de Harry. – Pronto. Despachei sua bagagem para a toca.
- Obrigado. – respondeu Harry com o semblante carregado. – Não havia necessidade de tal coisa, visto que não pretendo ir para lá após a reunião.
- E vai aonde? Se me permite a pergunta. – perguntou com ironia Snape.
- Meu destino é conhecido somente por mim mesmo, e já que estamos conversando educadamente, na próxima vez que me faltar com o respeito, ou com a memória e meus pais ou mesmo de Sírius, espero que esteja pronto para lutar, até a morte de um de nós, pois pra mim já chega de aturar seus comentários idiotas. – falou Harry com a voz gélida.
- Como se você pudesse realmente fazer algo contra mim, moleque. – retornou Snape de forma desdenhosa.
- Ele pode até não conseguir fazer, Snape, mas acho que eu consigo. – rosnou Olho Tonto. – Você enche demais o moleque. Depois que algo acontecer com você, saiba que foi avisado.
Neste instante entra pela janela uma coruja do ministério com uma carta para Harry, advertindo-o pelo uso de magia fora da escola, informando que deveria explicações sobre seus atos, e que poderia perder sua varinha por suas atitudes impensadas. Harry a leu, deu de ombros e escreveu uma mensagem no verso da mesma. “Se quiserem minha varinha, venham tirá-la de mim, mas não me responsabilizo pela vida dos que tentarem!” . Assinou e enviou de volta pela mesma coruja.
- Harry – chamou Dumbledore que como todos na mesa viram a carta e a resposta que Harry enviou. – Agir assim não vai mudar nada. O ódio não o levará a lugar algum. Não vai conseguir mudar nada pela força ou....
- Professor Dumbledore. – falou Harry de forma tensa o interrompendo. – Com todo o respeito que lhe devo por tudo o que já fez por mim, peço-lhe que fique em silêncio. Pelo menos metade do que ocorreu com minha família até hoje é responsabilidade sua, inclusive os últimos acontecimentos, então, por favor, não me venha com conversa fiada sobre ódio ou vingança. No momento é só o que tenho, e terá que me bastar.
Os demais membros presentes olharam-se assustados, pois enquanto Harry falava, uma aura negra começou a se formar ao seu redor, deslocando vários pequenos objetos. Seus olhos assumiram uma coloração mais escura, e a temperatura da sala diminuiu sensivelmente.
Antes que alguém mais pudesse falar, a porta se abriu e Draco Malfoy entrou.
- Ódio e vingança, hein Potter? Deveria tomar cuidado com isso. Poderia acabar se tornando como eu. – falou Draco tenso entrando com uma pequena pasta sob o braço esquerdo.
- O que esta doninha loira está fazendo aqui? – perguntou Harry se levantando e olhando para Draco com um olhar assassino.
- Fui eu quem convocou esta reunião. Então se sente e me escute. Depois se quiser me atacar, fique a vontade, pois não irei reagir. – disse Draco devolvendo o olhar de Harry.
Depois de alguns instantes de silêncio e expectativa, Harry se sentou novamente, e falou sério.
- Muito bem. Mas não pense que esqueci o que houve ano passado, na sala da Umbridge.
- É, nem eu. – retornou Draco de forma triste. – Aliás, este foi o motivo de tudo ter se iniciado aí. E de ter mudado tudo.
- Como assim? – perguntou Arthur curioso.
- Muita coisa mudou em minha vida, depois do ocorrido no ministério no ano passado. Finalmente abri meus olhos e vi o que meu... o que Lúcio fez. E que faria ainda pior no futuro. – falou Draco, colocando uma pequena pasta sobre a mesa, de onde tirou várias cópias de documentos e entregou aos presentes.
- Este é um documento que detalha a exclusão em definitivo e de forma irrevogável de Lúcio da Família Malfoy. Já dei entrada no ministério e acredito que hoje ainda será publicado no Profeta Diário, conforme manda a lei. – comentou Draco sem emoção. – Este outro documento é uma relação de todos os envolvidos em operações que envolvam apoio, financiamento, acobertamento ou demais atividades entre a Família Malfoy e Voldemort. Já os demiti.
- Por fim, este é um pedido oficial que faço a Dumbledore e a quem mais desejar ser incluído, especificamente você Olho-Tonto Moddy, para que façam uma varredura na Mansão Malfoy, buscando quaisquer itens ou informações que tenham a ver com Voldemort e seus capangas. É como se fosse um mandado de busca e apreensão. Sei que existem salas secretas na Mansão Malfoy, mas não sei como encontrá-las.
- Como sabe que existem? – perguntou Olho Tonto admirado da mudança de Draco.
- Por que fui torturado em várias delas ao longo dos anos. – respondeu Draco sem emoção. E levantando as vestes, mostrou a todos as marcas de torturas a que tinha sido submetido. Cicatrizes em seu peito e costas atestavam a “dureza” do tratamento que lhe tinha sido imposto por Lúcio Malfoy. Bem como mostrava que não tinha nenhuma tatuagem de Voldemort nos braços.
- Nossa. – espantou-se Lupin. – Seu pai fez isso com você?
- Sim. Algumas por não cumprir certas ordens dele, outras por castigo pela minha... Ineficiência. – respondeu Draco sem emoção.
- Ineficiência? Como assim? – perguntou Harry, visivelmente impressionado com as cicatrizes de Draco.
- Quer mesmo saber, Potter? Pois bem. Vê esta daqui? – apontou para o peito uma cicatriz que lhe cruzava de um lado a outro do tórax. – Esta foi por ter perdido no jogo de Quadribol para você no segundo ano. Vê esta outra? – apontando uma cicatriz que lhe subia da cintura até a metade do peito. – Esta foi por não ter tentado lhe matar discretamente no terceiro ano. Consegue ver esta? – perguntou Draco virando-se de costas. – Esta foi por ter permitido que você escapasse vivo no trem, após o Torneio Tribruxo. Ou você acha que ele ficou satisfeito por eu ter usado um Serpentsória no nosso duelo do segundo ano, ao invés de usar o Avada Kedavra?
- Bem, eu realmente não sabia. – disse Harry. – Sinto muito por ter...
- Esqueça. Nem mesmo eu soube exatamente porque não o matei. – respondeu Draco. Agora, tenha em mente o seguinte: “É pior perder os pais que morreram de forma heróica para defenderem o filho, ou ter um pai que o tortura diariamente desde os cinco anos de idade, e que agora está preso e expurgado da própria Família?” Pense nisso Potter. – falou Draco sem emoção.
- Sua mãe nunca o defendeu? – perguntou Snape preocupado com o jovem a sua frente.
- Ele nunca permitiu que ela soubesse o que fazia comigo, e me avisou que se ela descobrisse, ele a mataria na minha frente. – falou Draco. – Agora entendam de uma vez por todas. Eu sei o que vai acontecer comigo, e sinceramente não me importo. Essa loucura precisa acabar, e de uma vez por todas. No que eu puder fazer para ajudar estou à disposição. Minha família ainda tem contatos no submundo bruxo, que me são leais.
- É uma mudança um tanto abrupta, não é mesmo? – falou Arthur ainda impressionado pelo que havia visto e ouvido.
- Rufus. – chamou Draco. – Por que não conta a eles o que ocorreu em minha visita a Azkaban?
E Rufus relatou o ocorrido. A discussão de Narcisa e o agora ex-marido. O soco. As ameaças e finalmente a exclusão de Lúcio da Família Malfoy.
- Eu resolvi romper com o lado das Trevas, pois tomei consciência de que o pior que poderia acontecer para o mundo seria uma vitória de Voldemort. Além da perda de toda a cultura trouxa que comecei a apreciar, eu nunca aceitaria ser escravo, como meu... como Lúcio. Este Malfoy aqui é um renegado, aos olhos dos meus antigos companheiros. Sei que fiz muitas coisas erradas nesses anos, inclusive algumas que o prejudicaram, Potter. Queria me retratar por elas e pedir seu perdão. Sei que, provavelmente, jamais chegaremos a ser amigos, mas, para mim, é suficiente e importante que não nos consideremos mais como inimigos. Uma vez, no primeiro ano, estendi minha mão dizendo que poderia ajudá-lo a não se juntar às pessoas erradas, quando eu mesmo era a pessoa errada.
- Agora a estendo, novamente, mas para pedir que me aceite entre as pessoas certas. Sinto muito por Sirius. Pensei que tivesse, por omissão, contribuído para que você o perdesse, mas o Prof. Dumbledore me disse que já tinha ciência do plano de Voldemort quanto à profecia. Tive raiva de você, pois, por mais canalha que seja um pai, nenhum filho gostaria de ver o seu encarcerado. Mas, depois da visita que fiz a ele em Azkaban, vi que ele está irremediavelmente perdido para as Trevas. Só o que importa a ele é cumprir as ordens de “seu mestre” . Ele elevou a devoção a Voldemort ao status de religião. Esse é um caminho que não pretendo seguir.
- Pretendo também, na primeira ocasião possível, pedir perdão a Granger, por todas as coisas ruins e ofensivas que eu lhe disse ou fiz desde que nos conhecemos. A menor delas foi chamá-la de “sangue-ruim” e de outras coisas horríveis, além de ter desejado o seu mal por diversas vezes.
- Quanto a você, Weasley, eu os tratei como lixo em várias ocasiões a você e sua família também, dizendo que vocês envergonhavam o nome dos bruxos quando, na verdade, eu e minha família é que éramos a encarnação da vergonha e desonra principalmente meu pai. Por isso e por tudo o mais que já lhes fiz de mal, lhes peço agora perdão.
Admirado com as palavras sinceras de Draco, Harry estendeu a sua mão e apertou a que lhe era oferecida, dizendo calmamente:
- Você demonstrou sinceridade e eu aceito, incondicionalmente, suas desculpas. É bom não considerá-lo mais como um inimigo e acredito que, um dia, possamos chegar a ser amigos. No momento me basta sabê-lo um aliado.
Arthur teve o mesmo procedimento de Harry, exceto que além do cumprimento, deu um forte abraço em Draco, dizendo:
- Jamais imaginei um Malfoy honrado. Hoje vi algo novo nascer. Suas desculpas estão aceitas, por mim e por toda minha família. Se me permitir, conversarei pessoalmente com minha família e relatarei vosso pedido.
- Agradeço, sinceramente por isso. – falou Draco com a voz embargada de emoção.
Satisfeito com aquela celebração de paz, Dumbledore falou serenamente.
- Agora temos de planejar o que vamos fazer, para que Draco não seja atacado. Primeiro você deverá passar os feriados em Hogwarts. A reação de Voldemort não demorará a ser sentida, e, acredito, não será das melhores. Quando a notícia correr, Draco, você será execrado pela maior parte dos colegas e isso será útil, pois poderá nos ajudar a identificar quem, na Sonserina, tem ligação com as Trevas.
Draco permaneceu calmo, mas disse diretamente a Dumbledore.
- Obrigado, Prof. Dumbledore. Sei que, com o meu passado e minhas origens fica difícil confiar em mim. E, professor Snape, sei que teve ou ainda tem “contato” com alguns elementos de Voldemort, senão com o próprio. Se puder, lhe passe uma mensagem. – disse Draco. – Avise-o que caso se aproximar de minha mãe, que ele se prepare para ver o tamanho da recompensa que colocarei por sua cabeça. Farei com que até seus próprios homens o queiram morto, por cobiça. Se ele quiser lutar lealmente, lutarei assim. Caso queira usar de alguma forma mais baixa, avise que vou recorrer aos mesmos métodos.
- Sabe que ele virá atrás de você, não é mesmo? – perguntou Snape impressionado.
- Na verdade, estou contando com isso. Fui avisado de que isso certamente ocorreria, mas estou me preparando para isso. Hoje mesmo estarei pronto. – falou Draco pensando ainda em quantos feitiços defensivos precisava fazer em sua casa.
- Ah sim. Chegamos a um ponto interessante. – falou Dumbledore. – Quem está lhe ajudando nessa, digamos, mudança de atitude?
- Confirmo que tenho conversado com uma pessoa, mas essa pessoa não foi responsável por minha mudança de atitude. Talvez a tenha apressado um pouco. Mas só. Estou impedido, magicamente de relatar qualquer coisa sobre ele, ou dar qualquer pista que possa identificá-lo. Peço que não tentem entrar em minha mente. Já devem ter notado que a bloqueei há alguns anos, e o risco que vocês descubram algo sobre ele, causaria minha insanidade. Fui alertado especificamente quanto a que tentaria descobrir sobre ele através de mim, Dumbledore. Ele pediu apenas pra lhe dizer um nome. Disse que você entenderia de quem se tratava. – falou Draco.
- E quem seria esta pessoa misteriosa? – falou Snape desdenhosamente.
- Ele disse que vocês já deram a ele um nome. Não é o dele, mas que o adotou assim mesmo. Ele disse que vocês o chamam de APOLLYON. – termina Draco.
Todos na mesa sentiram um pequeno tremor, com exceção de Harry que não sabia de nada, e de Draco que não entendia o porquê tantos que não tremiam nem com o nome de Voldemort, tremeriam com o nome de seu... Porque não dizer, amigo? De fato, era o primeiro amigo que tinha tido em toda a sua vida.
- Bem Draco – fala Dumbledore. – Poderia, por favor, aguardar lá fora com Harry por alguns minutos? Precisamos decidir algumas coisas.
- Sem dúvida. Com licença. – falou Draco se retirando da sala sendo seguido por Harry.
- Bem Senhores. O que acham da mudança do Jovem Malfoy? – perguntou Dumbledore seriamente.
- Parece-me sincero. – falou Lupin. – Claro que ainda deverá ser mantido sob vigilância, mas no fundo, acho que teremos um ótimo aliado contra Voldemort.
- Parece-me suicida. – tornou Snape. – Infelizmente creio que irá aprender da pior forma que Voldemort não aceita muito bem pedidos de demissão.
- Acho que tem mais motivos, além dos apresentados para que Draco mude tanto assim. - disse Olho Tonto. – No entanto ele me parece sincero, e os dados fornecidos podem nos poupar anos de pesquisa. Além do oferecimento de busca em sua casa, pode nos fornecer maiores informações sobre o “Modus Operandi” de Voldemort.
- Concordo com os senhores, e acho que sei o motivo maior de Draco. – disse Arthur sorrindo. – Por que acham que ele pediu minha presença?
- Para pedir desculpas? – falou Snape.
- Não. Creio que não. – tornou Arthur. Ele poderia fazer isso em outra ocasião.
- Por que então? – falou Minerva.
- Gina. – falou Arthur.
- Coitado. – falou Lupin rindo alto. - Se for isso, vai sofrer como o diabo. Com todo o respeito, se alguém pode por o Draco na linha, essa é a Gina.
- Pode ser, convém ficar de olho aberto, mas não antecipar nenhum passo. Deixe que os Jovens se entendam. – falou Dumbledore sorrindo, enquanto Lupin ria descaradamente.
- Rufus. – chamou Dumbledore. – Alguma notícia do nosso misterioso conhecido?
- Nada. Ele sumiu naquela noite e nada mais foi encontrado. Temos rastreado 24 horas por dia. Temos equipes de busca em toda a Inglaterra e nada. Os demais países estão de olho também. Mas ele sumiu. Como um fantasma. – informou Rufus.
- Ou como um Arcanjo. – falou Minerva. – Se de fato for ele que conversou com Draco, imagino que esteja tomando um partido na guerra, e pelo visto é o nosso.
- Ou pode estar nos dando uma falsa sensação de segurança. Convêm ficarmos vigilantes. – falou Olho Tonto.
- Realmente é de surpreender que Voldemort não tenha tentado encontrá-lo ainda. Através das Artes das Trevas, achei que ele tentaria, mas meus informantes dizem que ele sentiu a chegada como nós, mas se escondeu mais ainda. Não sei se ele sabe de algo, mas presumo que tenha se assustado mais do que nós. – falou Dumbledore. – Se não tivermos mais nada a discutir, Olho Tonto e Rufus, que tal irmos a Mansão Malfoy agora mesmo?
- Por mim tudo bem. – falou Olho Tonto.
- É só o tempo de mandar uma coruja para o ministério, impedindo o Ministro de fazer mais uma burrada contra o Potter. – falou Rufus, enviando um pergaminho dizendo já ter resolvido a situação com Potter. – Dumbledore, você deve controlar os humores do garoto. Ele pode fazer uma besteira das grandes uma hora dessas. Quando ele falou com você daquele jeito, tive que me segurar para não o estuporar.
- Teria sido seu último gesto. – falou Dumbledore triste. – Ele está cada vez mais poderoso, mas tem sérios problemas de autocontrole. Lupin, talvez você possa ficar com ele nos próximos dias. É óbvio que ele precisa conversar com alguém sobre Sirius.
- É claro. Vou acompanhá-lo. Acho que o melhor será um tratamento de choque. -respondeu Lupin.
- Certo então. Chame-os, por favor, Minerva. – pediu Dumbledore.
Minerva foi até a porta e observou que os dois antes adversários, conversavam em tom educado. Chamou-os com um gesto e convidou-os a sentar entre eles novamente.
- Draco. – chamou Dumbledore assim que se sentaram. – Aceitamos se oferecimento de ajuda e também seu pedido para ir até a Mansão Malfoy. Se nos permitir, iremos eu, Olho Tonto e Rufus, como representante do Ministério. Se for possível, gostaríamos de ir agora, pois talvez encontremos alguma informação que nos auxilie na tarefa de derrotar Voldemort. Outra coisa, entregue para seu conhecido um recado meu: “Que eu e alguns amigos gostaríamos de falar com ele, pessoalmente. Sem joguinhos, sem traições. Uma conversa franca.”
- Por mim tudo bem. – falou Draco calmo. – Passarei a ele o recado, se o vir novamente, mas não tenham esperanças. Ele é bem...Misterioso.
- Harry. – chamou Dumbledore. – Não quero lhe ordenar nada, mas vou pedir, veja bem, pedir que passe a noite em companhia de Arthur e família. Amanhã de manhã, Remo poderá acompanhá-lo até onde desejar, e ficar com você, se esse for o seu desejo. As aulas começam em seis dias, por isso aproveite bem o seu tempo livre, e venha sem o ódio que vemos em você agora. Por que é desse ódio que Voldemort se alimenta. Lupin poderá, também, dar-lhe aulas de Oclumência, impedindo que Voldemort lhe incomode ainda mais com pesadelos ou premonições.
- Se você assim diz. – falou Harry sem expressão.
- Então estamos decididos. Vamos.
E cada um saiu para cumprir sua missão. Arthur levou Harry diretamente para a Toca, onde seus amigos o esperavam, juntamente com os gêmeos com novidades.

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Comentários: 1

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Enviado por allissandra em 25/07/2012

muito legal

Nota: 3

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