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4. Companheiros de Jornada


Fic: Apollyon 1 - Romance, sexo, guerra. HP como voce nunca imaginou NC 18 FIC CONCLUIDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Gabriel aparatou numa Rua do Largo Grimauld e ficou observando. Apesar de saber que por ali ficava a Sede da Ordem da Fênix, ele não a encontrava.
“Não importa! O importante é que não percebo destruição alguma!” – pensa Gabriel e se acalma um pouco.
Dando de ombros, virou-se e começou a se afastar caminhando lentamente na rua escura. Nem precisava vir aqui agora, só que quis ver como tudo estava. Até ali o plano estava funcionando. Sua chegada não havia sido testemunhada por ninguém. Ou melhor, pensou sorrindo, “ninguém que pudesse identificá-lo”. A destruição do satélite até poderia ter sido evitada, mas o fato de o ter destruído, servia ao menos para avisar de sua chegada. Agora, outros preparativos tornavam-se necessários. O tempo não parava.
Continuou a caminhar pela rua, quando um grito o fez parar.
- Oleei Lindão! Que corpo, hein? – riu uma mulher distante uns 10 metros de onde estava. – Quanta cobra o programa, hein?
Gabriel olhou para ela e ficou se perguntando por que ela dissera aquilo. Foi ai que percebeu que estava nu. Envergonhado, concentrou-se e transmutou roupas em seu corpo, sob o olhar atônito da mulher. Sorriu para ela e continuou a caminhar apressado, mas tentando não chamar a atenção. Precisava chegar num lugar específico e tinha um prazo apertado. Não queria aparatar, pois não sabia como estava a situação atual. Caminhar era mais lento, mas mais seguro.
Andando quarteirão após quarteirão, ele logo chegou num bairro próximo ao centro da cidade. Ficou ali olhando um cartaz que estava do outro lado da rua, descobriu a data e ficou surpreso. Esperou um pouco, aguardando a hora certa. Apesar da demora da caminhada, havia chegado com uns minutos de antecipação.
Distraiu-se olhando para os carros e pedestres passando e nem percebeu quando foi cercado por 5 marginais. Um deles o agarrou por trás e prendeu seus braços de forma que não pudesse reagir. Levaram-no em seguida ao beco de onde tinham saído.
- Olha só o que temos aqui! – disse um dos membros da gangue. – Um rapazinho bonitinho. Com umas roupas bonitinhas também. Acho que sei o que está procurando. Ta querendo se divertir, frutinha?
Com um olhar de repulsa, Gabriel falou calmamente.
- Soltem-me e continuarão vivos. Do contrário não garanto nada.
Os marginais o olharam divertidos e sacaram facas e um soco inglês, e, a um olhar do líder se aproximaram para fazer o rapazinho pagar por suas palavras. Quando estavam próximos, Gabriel aproveitou o fato de estar com os braços presos e levantou sua perna direita acertando a base do pescoço de um dos rapazes que estava morto com o pescoço quebrado antes de cair no chão. Em seguida ergueu sua perna esquerda e prendeu a cabeça do segundo marginal, e com a perna direita acertou a traquéia do marginal, dilacerando-a totalmente deixando o marginal sangrar como um porco abatido no chão, esvaindo-se em sangue.
Assustado com o ocorrido, o marginal que segurava Gabriel afrouxou a pressão dos braços. Este foi seu último erro. Com um golpe com o cotovelo, Gabriel acertou-lhe o peito quebrando o Esterno, em seguida, girando seu corpo rapidamente prendeu a cabeça do marginal com as mãos e o som seco de algo quebrado deixou os outros marginais assustados. O quarto marginal ainda tentou fugir, mas Gabriel saltou e girou no ar, acertando uma “voadora” na base do pescoço, fazendo com que atingisse a parede do prédio ao lado, caindo já morto. O último marginal ainda tentou com a faca atingir Gabriel, mas foi rapidamente desarmado e teve sua própria faca enterrada em seu coração. Toda a luta não levou mais de 30 segundos.
Olhando rapidamente em volta, Gabriel certificou-se de que ninguém tinha visto nada, e que todos estavam mortos. Depois disso verificou os bolsos dos marginais e encontrou uma boa quantidade de dinheiro, além de uma quantidade grande de um pó branco. Pegou o dinheiro, mas deixou o pó. Não sabia pra que servia, mas sentia que não era uma coisa boa. Com o dinheiro em mãos, atravessou a rua e fez algumas apostas nos jogos de futebol do dia, que ainda não haviam começado. Todas elas davam um bom valor em dinheiro a vista. Saiu dali e andou por alguns quarteirões, onde havia uma lanchonete onde entrou.
Atrapalhou-se um pouco para fazer o pedido, mas conseguiu comer alguma coisa que lhe lembrava pão, salada e carne. Meio queimada, mas era carne. Pediu uma bebida e lhe trouxeram um café preto e forte. A atendente até tentou puxar conversa, mas Gabriel não quis saber. Assistiu o noticiário, onde o governo trouxa anunciava a queda de um satélite de comunicações velho e que não funcionava mais, além de uma notícia sobre um meteorito que tinha caído na Irlanda mais cedo, causando severos danos a uma região que por sorte era desabitada. Assistiu mais um pouco e a única coisa a mais que viu foi um comercial de um Desenho animado sobre um Dragão Dourado, chamado de Niroo. Bebeu seu café e saiu rapidamente, rindo baixinho das explicações do governo trouxa sobre seus feitos.
Andou dois quarteirões e conseguiu achar um hotel barato para passar a noite. Não era muito confortável, mas pelo menos tinha um teto. Chegando ao seu quarto, deitou-se na cama e relaxou profundamente. Estava cansado demais para um dia só. Havia chegado há quatro horas atrás, e a viagem havia deixado-o esgotado. Nem se lembrava mais do tempo em que alguns idiotas daquele calibre o tinham pegado de surpresa da última vez. Achava que foi quando tinha 3 ou 4 anos de idade. Muito tempo atrás. Muito mesmo. Era hora de descansar. Amanhã iria mudar o mundo. Querendo o mundo isso ou não.
Antes de dormir ainda analisou esta cidade. Era bem pior do que tinha sido alertado.
“Hera e Zeus me avisaram, mas não achei que seria assim!” – pensa Gabriel pegando no sono.
Quando acordou no dia seguinte já passava do meio dia. Saiu do hotel diretamente para uma casa lotérica próxima e resgatou o prêmio de uma das apostas. Repetiu o procedimento em diferentes locais, para não chamar a atenção. E, embora tivessem pedido para que tirasse algumas fotos para publicidade, recusou-se. Após sacar todos os prêmios, tinha em seu poder cerca de 5 mil libras, algumas horas livres, e nada para fazer.
Caminhando a esmo pela rua, deparou-se com uma loja de roupas e calçados para homens. Entrou e foi atendido por um jovem rapaz que imediatamente lhe dirigiu seu melhor sorriso.
- Em que posso lhe ajudar, senhor? – disse o atendente.
- Boa tarde. Meu nome é Gabriel, e não sou daqui. Observei que não me visto de forma adequada aos ambientes que devo freqüentar. Talvez você pudesse me ajudar. – falou com uma voz educada e clara.
- Será um prazer, senhor. – sorriu de volta o atendente. – Meu nome é Malcom. Terei o maior prazer em lhe ser útil. – colocando ênfase na palavra prazer.
- Bem, - retornou Gabriel. – Devo ir hoje ainda ao hipódromo da cidade e depois a alguns bancos. Infelizmente perdi minha bagagem no caminho, mas se me orientar, creio que poderemos resolver este problema, não é mesmo?
- Por aqui, Gabriel. Desculpe, não se importa se eu lhe chamar pelo nome, não é mesmo? – perguntou Malcom.
- De forma alguma. – retornou Gabriel. – Agora, qual sua sugestão?
E assim Gabriel passou por todos os departamentos da loja, sendo atendido sempre com um sorriso educado e gentil. Mesmo quando Malcom insistia em medir seu corpo a cada cinco minutos com a fita métrica, soltando exclamações de prazer a cada vez.
Ao sair da loja Gabriel estava duas mil libras mais pobre, mas extremamente bem vestido. Pegou numa sacola apenas duas peças de roupas além da que vestia, e avisou que ligaria para que lhe entregassem o restante das roupas e calçados no dia seguinte. Malcom falou que teria o maior prazer em fazer a entrega pessoalmente. Gabriel achou aquilo estranho, e achou melhor não comentar nada.
Agora, dentro de um táxi, devidamente chamado por um Malcom muito feliz e solícito e pediu que o levasse até o hipódromo da cidade. Lá chegando, sem saber direito usar o dinheiro local, atrapalhou-se no troco e deixou de gorjeta cem libras para o taxista que se ofereceu para esperá-lo pelo restante do dia.
Gabriel aceitou o oferecimento e convidou-o a assistir as corridas com ele.
Ao chegar ao local das apostas, começou a apostar em determinados cavalos que aparentemente não tinham chances de vencer, e por isso pagavam prêmios maiores. Fez no total 12 apostas em combinações diferentes, e após pagar por elas, dirigiu-se até onde podia ver as corridas.
Com pequeno auxílio de sua magia, conseguiu “turbinar” alguns cavalos e ganhar um prêmio combinado superior a 100.000 libras neste dia. Com um cheque do valor total, Gabriel foi com seu amigo taxista até um banco trouxa, onde abriu uma conta. A seguir, encontraram um hotel mais agradável.
Seguindo as informações do taxista, Gabriel logo entrou num dos melhores hotéis de Londres, onde solicitou um quarto e foi atendido imediatamente.
Após acertar com o taxista para que no dia seguinte ele ficasse a sua disposição de forma exclusiva, Gabriel ligou para a loja de Malcom passando o endereço onde estava hospedado. Meia hora depois, Malcom lhe trouxe as roupas e lhe convidou para um jantar íntimo. Usando levemente seus poderes, Gabriel viu o que Malcom pensava sobre um ”Jantar Íntimo” e educadamente recusou, alegando cansaço, mas mostrando-lhe claramente que não era partidário do homossexualismo.
“Caramba! O povo daqui é bem...diferente!” – pensou Gabriel divertido.
Após ir para o quarto e tomar um banho, deitou e dormiu até o dia seguinte, onde cedo pela manhã já estava pronto quando o taxista chegou.
Onde quer que houvesse jogos de azar, apostas ilegais, jogos de roleta ou de dados, Gabriel ia. Ganhou em todos. No final do dia já possuía um total de 350.000 libras em sua conta no banco. Somadas as primeiras 100.000 já tinha capital para começar a operar.
No dia seguinte, contratou um escritório de corretagem na bolsa de valores e colocou a disposição deles 300.000 libras, bem como uma lista de ações de empresas com datas de compra e venda corretamente anotadas. Com a certeza de que suas instruções seriam seguidas fielmente, Gabriel dedicou-se a outra parte do plano.
Do seu quarto de hotel em Londres, aparatou até o Brasil, numa cidade do Interior do estado de São Paulo. Uma escola Bruxa, com péssima fama e financeiramente falida. Não foi preciso muito para que conseguisse um certificado de que havia cursado matérias até o 5º ano e com ótimas notas e um pedido de transferência para Hogwarts. Pedido este que foi enviado imediatamente, dando como pretexto o fato de que iria se mudar para a Inglaterra para terminar seus estudos e assumir um emprego logo após a escola.
Aparentemente em Hogwarts, conheciam a fama da escola bruxa onde havia comprado os papéis e apesar de lhe aceitarem como aluno, lhe informou também que deveria fazer alguns testes de avaliação após o início das aulas, para determinar seu nível de conhecimento, caso fosse necessárias aulas de reforço. Riu baixinho pensando se deveria fazer aulas de reforço de Feitiços ou em Poções.
Após pagar pelos documentos falsos e pela transferência, Gabriel, decidido a cobrir suas pistas, “comprou” a escola de Bruxaria e a fechou em definitivo, afinal só tinham tido 3 alunos em 5 anos, mesmo assim em horários diferentes.
Depois disso, Gabriel dirigiu-se até um cartório em uma cidade vizinha e comprou documentos pessoais falsos, do próprio cartorário. Os quais, segundo ele, passariam em qualquer análise de autenticidade. Com um bônus inesperado. Davam-lhe a idade de 17 anos completos a 3 dias atrás, bem como um nome trouxa, que ele mesmo escolheu. Gabriel Canon.
Rindo baixinho, ainda conseguiu com o cartorário toda a documentação necessária para comprovar que havia estudado normalmente até os 11 anos em uma escola trouxa próxima que tinha acabado de se incendiar.
“Por sorte, alguns documentos não preenchidos vieram parar minhas mãos.” – falou o cartorário de forma confidencial. Gabriel não reclamou. De posse de todos os documentos legais que os trouxas usam, Gabriel conseguiu até mesmo um passaporte brasileiro, para que pudesse viajar até a Inglaterra!
Comprou uma passagem e enfrentou horas e horas de uma viagem chata e irritante dentro de um avião. Enfim chegando foi liberado pela imigração e voltou para seu hotel, como se acabasse de chegar à Inglaterra pela primeira vez na vida.
Fez uma refeição leve e descansou um pouco, antes de chamar seu amigo taxista. Mentiu-lhe que necessitava de uma arma para defesa pessoal, pois tinha observado alguns estranhos que o estavam seguindo próximo ao Hotel, e como não sabia lutar (essa foi difícil de contar sem rir), precisaria de algo para pelo menos assustar os indivíduos.
Preocupado, mas vendo que poderia ganhar algum dinheiro extra numa comissão, seu amigo levou-lhe até um bairro afastado da cidade e lhe indicou um amigo que era de sua confiança, cujo nome era Irgïl. Apresentou-os e deixou ambos conversando sozinhos.
Irgïl após procurar em Gabriel escutas e ou microfones e ou micro câmeras, aceitou conversar com Gabriel que lhe entregou duas relações de armas e equipamentos que lhe deixaram de queixo caído.
- Vai começar uma guerra contra qual país? – perguntou Irgïl assombrado com a lista.
- Vou caçar raposas no final de semana. – desconversou Gabriel.
- É. Estou vendo que serão umas raposas bem nutridas. Posso conseguir tudo isso, mas não para já. Preciso de pelo menos umas semanas e parte do dinheiro adiantado. – respondeu Irgïl.
- Quanto? – perguntou Gabriel.
- Você me parece um cara legal, então não vou lhe arrancar o couro. – começou Irgïl com o papo de vendedor. – Digamos 50.000 libras agora para a lista menor e mais 500.000 na entrega do equipamento da lista maior, embora seja um pouco difícil de conseguir. Que tal?
- É provável que eu não esteja aqui na data de entrega do material. Creio que se você se informar com seu amigo, ele lhe dirá que costumo viajar bastante. – falou Gabriel de forma calma. - Façamos o seguinte. Concordo com seu pagamento inicial. Eu lhe pago o valor total assim que você me indicar um local seguro para deixá-las. Providencie primeiro esta lista menor. Num determinado dia eu venho até aqui para buscar uma parte do material. E, quem sabe, você possa revisar o material depois que eu o utilizar, pois creio que necessite de manutenção periódica e meu tempo será pequeno.
- Espere um pouco! Eu só vendo armas. Não fico servindo de armeiro particular ou depósito pra ninguém! – respondeu Irgïl irritando-se.
- Por mais 1.000 libras a mais mensalmente, você mudaria de idéia? – perguntou Gabriel de forma persuasiva.
- É. Bem. Assim pode até ser. – disse ele com um sorrisinho. – Não tem medo que eu te traia e fuja com seu dinheiro?
- Não. E vou lhe dizer por que. – responde Gabriel depois de pagar os 50.000 libras pedidas, indo calmamente até uma pilastra de cimento armado e desferindo-lhe um soco que arrebenta com metade da pilastra deixando parte dos ferros tortos. – Imagine você levar um destes no peito. É motivo suficiente para que eu possa confiar em você, não é mesmo? – pergunta Gabriel sorrindo.
- Com certeza. – responde Irgïl assustado. – Pode confiar. Jamais trairia você.
- Eu sei que não. – fala Gabriel calmamente. – Providencie a Lista menor com urgência. Não gosto de ficar desarmado.
- Estarão prontas. Não tenha dúvida. E vou providenciar um local seguro para que possa guardar seu material. - fala Irgïl.
- Obrigado. – fala Gabriel apertando suavemente a mão de Irgïl. – Foi um prazer fazer negócios com você.
Em seguida, Gabriel entra no táxi e retorna ao hotel. Dez minutos depois estava dormindo tranquilamente.
Duas horas depois, levantou-se e fez uma lista de itens a serem comprados em breve, de poções a mais armamentos trouxas além de uma planta bem detalhada de um esconderijo subterrâneo.
Logo a seguir saiu do hotel, indo à direção a um beco próximo, de onde aparatou para uma pequena cidade nas montanhas da China. Depois de perguntar por alguns instantes, descobriu que a pessoa que procurava morava fora da cidade, numa pequena fazenda. Guiado por um menino que lhe cobrou uma moeda de cobre, Gabriel chegou até em frente a casa simples, porém limpa onde um senhor meditava em silêncio.
Sentando-se a sombra de uma árvore próxima, Gabriel começou a meditar também, e após alguns segundos começou a levitar espontaneamente. Imediatamente o proprietário da casa saiu de seu transe e ficou olhando de forma interessada para seu visitante misterioso. Meia hora depois Gabriel saiu do transe e vendo o olhar do senhor a sua frente sorriu de forma educada.
- Peço que me perdoe. Começou a acontecer de uns dias para cá. – respondeu a pergunta que pairava na mente do senhor a sua frente. Obviamente, Gabriel falava em Mandarim, a língua da região.
- Eu é que peço desculpas por ter interrompido vossa meditação. Não estou preparado para receber um bruxo tão poderoso em minha residência. No entanto o convido para que entre e viva em minha casa como se fosse a sua. – respondeu o chinês idoso. – Eu me chamo T´Shing Equa. – falou o senhor idoso curvando-se para cumprimentá-lo.
- Agradeço vosso convite T´Shing Equa, mas o tempo é meu inimigo, e devo deixar para aceitar vosso convite em outra ocasião. Peço que desculpe minha falta de modos tipicamente ocidental, mas venho em busca de algo cujo guardião é o Senhor. – responde Gabriel se curvando para ele.
- Entendo. – responde T´Shing suavemente. – Sei o que procura, mas creio que sabe quais os riscos para que obtenha o que deseja.
- Sim. Eu os conheço, mas não tenho escolha. Para o que deve ser feito, para que eu cumpra minha missão, eu necessito de tal “artefato”. – responde Gabriel.
- Compreendo. Não vi ainda seu verdadeiro poder, mas peço que perdoe um velho que há muito tempo aguarda por este dia, e que já perdeu as contas de quantos desejaram o “artefato” e pagaram com sua vida por seus desejos. Afinal, a “Cortadora de Almas” não é somente uma espada. Ela é algo que o mundo trouxa e até mesmo o mundo bruxo não acredita mais. – responde T´Shing.
- Partes do mundo bruxo não acreditam mais no que ela representa. Somente partes. Eu acredito no que ela é, naquilo que representa, e no que ela se tornará se me aceitar como Companheiro de Jornada. – fala Gabriel calmamente.
Após alguns instantes de silêncio, T´Shing sorri baixinho.
- É a primeira vez que ouço alguém desejando ser Companheiro de Jornada da Cortadora de Almas. O que mais ouvi até hoje eram os que desejavam serem os Mestres dela. - fala suavemente
- Talvez seja por isso que falhassem. – retorna Gabriel calmamente.
- Talvez. – responde T´Shing divertido. – Pois bem, se é o que realmente deseja, ela está aqui. Acompanhe-me!
Levantando-se calmamente e acompanhando até um pequeno celeiro, Gabriel sente o poder da espada já à distância. Quando chega até sua frente, o que vê lhe deixa alegre e feliz. Uma espada no estilo samurai, cuja lâmina negra brilha como uma tocha na escuridão. Seu desenho bem trabalhado lhe dava forma e força. Era tão equilibrada sua relação peso/força que poderia ser colocada sobre um alfinete em pé, e ficar assim.
- Agora se lembre jovem rapaz. – disse T´Shing.- É a espada que escolhe o espadachim e não o contrário. Se ela não o escolher, desista e saia com vida. Entendeu?
- Sim. Eu entendi. – responde Gabriel.
- Muito bem, então. Vou sair. Quando se sentir pronto pode dar início ao Desafio. – fala T´Shing.
Gabriel não a toca de imediato, pois sentia que a espada se sentiria ofendida. Senta-se a frente da espada como se fosse meditar e coloca suas duas mãos com braços estendidos em forma de aceitação. Em seguida, abre sua mente para a espada e deixa que ela leia seus pensamentos. Coisa que jamais fez antes e provavelmente jamais faria depois novamente. Deixou sua mente livre, para que a espada o estudasse. Reviu algumas lembranças agradáveis que foram bem poucas, e viu muitas lembranças doloridas, a grande maioria delas, que preferia não rever jamais. Mas sabia que a espada queria conhecer seus bons e maus momentos.
Depois de 5 minutos, notou que a espada já não queria mais ler sua mente, e sim que ele projetasse sua mente até ela. Com calma, pacientemente, como se tomasse uma amante que teimava em fugir de seus braços, ele projetou sua mente até a espada e conheceu sua história. As batalhas travadas por ela. As lutas, os desejos e por que não dizer as aspirações dela. As mortes que causara.
Após analisar detidamente a história da espada, recuou sua mente, e sentiu que a espada e ele eram um só. Neste instante, recebeu uma quantidade de conhecimento que jamais aprenderia com qualquer mestre ou mestres humanos. De um segundo para outro, viu mas não aprendeu milhares de golpes e contragolpes com espadas. Lutas Marciais e golpes que foram desenvolvidos por guerreiros que a usaram desde que o mundo ainda era jovem.
Uma hora depois de iniciado o desafio, Gabriel retornou até a árvore e viu T´Shing, calmamente sentado, rindo baixinho. Após sentar também, T´Shing lhe falou.
- Achei que jamais veria este dia. – fala T´Shing, observando Gabriel com a Cortadora de Almas em suas mãos. - Fico feliz por que tenham um aceitado o outro. São realmente Companheiros de Jornada a partir de agora.
- Sinto que somos um só. – falou Gabriel emocionado.
- São sim. Mas lembre-se, que um Verdadeiro Espadachim jamais abandona sua arma. – dizendo isso, T´Shing fala um feitiço e transforma a espada na mão de Gabriel em uma tatuagem em seu peito que se movia lentamente, passeando pelo seu corpo. – Sempre que precisar dela, ela irá aparecer. Mas não a invoque de forma desnecessária. Esta espada é muito temperamental, e se a invocar e não a utilizar, da próxima vez que necessitar dela, ela pode estar sem vontade de lhe atender. Seja sempre honesto com ela e ela irá lhe proteger de qualquer um que o atacar, mesmo que não perceba. Ouça-a, pois em breve ela começara a “falar” com você em sua mente. Embora muito poucos tenham conseguido tal intimidade com ela até hoje. Alguns que conseguiram tal feito, diziam ouvir a voz de um Monstro Interior, o que não é verdade. Cada usuário desta espada deixou nela impressões, restos de seu “eu interior” quando a usaram. A combinação destas múltiplas personalidades formam a voz que você ouvirá, em breve. Com o tempo, a comunicação entre vocês irá aumentar, da mesma forma que o respeito de um pelo outro. – termina T´Shing.
- Agradeço-lhe com uma mesura, T´Shing Equa, pois quaisquer palavras que eu lhe dissesse não poderiam dar significado ao que sinto agora. – respondeu Gabriel emocionado. – Peço apenas que não divulgue ainda o fato de que ela está comigo por enquanto. O silêncio e a surpresa são meus únicos amigos no momento. Devo partir agora. Mais uma vez agradeço-lhe.
- Tenham uma boa viagem Companheiros de Jornada. Agora mais do que nunca posso descansar. Sei que em breve, voltaremos a nos encontrar. – fala T´Shing de forma misteriosa.
Levantando-se, Gabriel aparatou imediatamente para seu quarto de hotel, onde desmaiou de cansaço. Pretendia começar a fase final de seu plano no dia seguinte.
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Ok, pessoal. Eu menti. O Gabriel já começou a matar. hehehehe. Nos próximos caoítulos ele irá fazer algumas coisinhas que aparentemente não tem nenhum sentido, mas logo, logo, vocês entenderão. By

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Comentários: 1

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Enviado por Eduardo Dias R. Monteiro em 01/11/2011

Ótimo capitulo! (denovo...)

Só uma pergunta: Em que lingua eu devo pesquisar os nomes? Afinal Irgïl aparece em artigos em alemão, freances e outra linguas de alfabeto oriental. Ajuda??

Nota: 4

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