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5. Crucio


Fic: Good Enough - Bellatrix&Voldemort


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Capítulo 5 - Crucio


 - Está preocupado, Milorde. - eu murmurei, passando o indicador em uma ruga de expressão que surgia entre suas sobrancelhas. Estávamos enrolados nos lençóis, ainda um pouco ofegantes, e eu o observava com adoração.


 - Estou sempre preocupado, Bella, esse é preço do meu poder.


 - E o preço de ter servos estúpidos, como Crabbe? - eu perguntei, me referindo à uma recente burrada que o Comensal fizera, tentando descobrir se era isso que o preocupava. Ele deu uma risada, rara a magnífica.


 - Também, minha cara, mas não é isso que me preocupa. Vou lhe dizer o que é, já que você não consegue conter sua curiosidade. - ele falou, levando a mão à minha nuca e roçando os lábios nos meus antes de continuar.


- É seu primo, Regulus.


 Fiquei alarmada no mesmo instante. Meu sangue, minha responsabilidade, era o que eu costumava pensar.


- O que aconteceu, Milorde?


            - Desde a morte do seu tio, Bella, tenho notado que a lealdade de Regulus não é mais a mesma. Ainda não tenho certeza de suas inclinações, pois ele mesmo não está certo, mas me parece que a morte do pai afetou de algum modo o jeito como ele me vê.


            Aquelas palavras fizeram algo gelar dentro de mim. Eu não suportaria ver mais um parente traidor. Meu tio Orion havia morrido há pouco tempo, morrido em batalha, servindo ao Lorde. Essa sim, eu pensava, era uma morte digna. Sua morte não me afetara nem um pouco, mas deixara Regulus arrasado, pobre garoto fraco... Havia uma linha entre abalado e inclinando à traição, porém, e era inadmissível que ele cruzasse essa linha.


            - Me diga o que eu devo fazer para impedir que ele lhe traia, Milorde. Ou pelo menos me permita puni-lo se ele o fizer. - eu disse, com sangue nos olhos. Ele acariciou de leve meu rosto e me olhou com uma expressão que, se ele não fosse o Lorde das Trevas, eu diria ser admiração.


 - Creio que não há muito que se possa fazer agora a não ser observá-lo. A menos, talvez, que você queira conversar com ele, dar alguns conselhos. O que vou fazer é continuar atento à sua mente e, se ele decidir-se por me trair, terei prazer em entregá-lo para você e sua Cruciatus.


            - Nada mais justo. - eu disse, apoiando a cabeça em seu ombro. Agora era eu quem estava preocupada. - Conversarei com ele amanhã.


 


 A conversa com Regulus, porém, não foi muito produtiva. Era claro que ele estava triste pela morte do pai, mas me garantiu que não pretendia trair o Lorde das Trevas, de modo algum! Havia muita insegurança em sua voz, mas eu não podia deduzir nada daquilo, pois ele sempre me aprecia inseguro. Dei-lhe, contudo, bons conselhos, sobre como o Lorde não tinha piedade com os traidores e sobre não se deixar levar por emoções passageiras. Saí de lá sem saber se havia conseguido atingi-lo ou não, e aquilo não me deixou nem um pouco contente.


 


            Havia, porém, muitas coisas com as quais ocupar minha cabeça naquela época. Eu já tinha começado a trabalhar na tarefa que Milorde me dera de encontrar um Comensal para se infiltrar na Ordem da Fênix, e aquilo ocupava quase todo o meu tempo. Eu sabia que alguém que tivesse a Marca Negra teria muito mais dificuldade em ganhar a confiança de Dumbledore, então me concentrei nos aspirantes a Comensais. Fui atrás, então, de cada um dos jovens que tinham interesse em se juntar a nós e que já tinham começado a integrar nossos serviços, mas que ainda não possuíam a Marca.


            Fiquei muito frustrada no começo, pois nenhum se encaixava no perfil que eu queria. Até que finalmente encontrei Graham Greengrass, um puro sangue pouco talentoso, porém muito dedicado ao Lorde, que havia acabado de sair de Hogwarts. Greengrass pareceu honrado com a tarefa de ser espião para o Lorde, em vez de
amedrontado como os outros. Treinei o garoto por vários meses, ensinei-lhe Oclumência até que ele conseguisse fazer uma forte barreira em sua mente, ensinei-lhe um pouco de Artes das Trevas e, principalmente, ensinei-lhe a atuar. O garoto estava arrumando um emprego no Ministério, então fiz com que ele se aproximasse de Shacklebolt e Podmore, e se mostrasse interessado em lutar contra Milorde. Em poucos meses, o garoto já estava começando a cumprir meu plano, um passo de cada vez.


Enquanto isso, nosso poder continuava crescendo, e a Ordem da Fênix continuava tentando nos atrapalhar. Eles eram como mosquitos em uma noite quente, não importava quanto repelente passássemos, eles continuavam zumbindo em nossos ouvidos. Felizmente, não eram tão difíceis de espantar quanto os Aurores, embora parecessem mais bem informados que estes. Apesar disso, as coisas iam relativamente bem com os Comensais.


 


Quase um mês depois da morte do meu tio, Milorde me chamou ao seu escritório, dizendo que queria tratar de assuntos muito importantes comigo. Imaginei que fosse algo sério, já que ele tinha dito especificamente para encontrá-lo no escritório. Não que nós dois nunca tivéssemos tratado de assuntos... carnais em seus escritório também, mas ainda assim fui até ele pronta para uma conversa formal. Formal ou não, não me importei em permanecer sem minha capa negra por cima das vestes, aquele tipo de etiqueta não era algo que meu mestre cobraria, não de mim. Eu estava, realmente, um degrau acima dos outros Comensais, embora ninguém nunca dissesse isso em voz alta.


Chegando ao escritório, constatei que eu estava certa ao pensar que aquela reunião não seria sobre nada além de negócios. O Lorde estava sentado à sua mesa de estudos, e mandou que eu me sentasse na cadeira à sua frente.


- Então, minha cara, como anda nosso espião? - ele me perguntou, seus olhos invadindo os meus.


- Muito bem, devo dizer. Ele está começando a se aproximar de Podmore dentro do Ministério, e creio que em pouco tempo estará sendo introduzido à Ordem. Ainda assim, estou procurando tudo o possível sobre os membros já conhecidos, como o senhor mandou. - respondi com um leve sorriso.


            - Muito bem, Bella, fico contente em saber do progresso. Agora, vamos ao motivo pelo qual realmente te chamei aqui. Como você bem sabe, já que lhe ensinei isso quando era seu tutor, eu me livrei da morte criando Horcruxes, certo? - ele disse, e eu assenti imediatamente, curiosa. - Pois bem, já há algum tempo, estou escondendo essas Horcruxes, uma a uma, da forma mais lenta e evasiva possível, para não atrair a curiosidade de ninguém – principalmente de Dumbledore. Faltam agora apenas duas a serem escondidas, e em ambas eu quero sua ajuda. A primeira delas eu quero que guarde em seu cofre em Gringottes.


Minha respiração falhou com aquela frase.


- É uma grande honra, Milorde! Muito, muito obrigada! - eu disse, mas meras palavras não podiam expressar minha alegria.


Ele assentiu brevemente com a cabeça, e eu deixei que prosseguisse.


- Para esconder a segunda, preciso que me ceda um de seus elfos domésticos.


            Diante da minha curiosidade, o Lorde me explicou o que pretendia fazer, sobre a caverna, a poção e o lago de Inferi. Era genial, como tudo que Milorde fazia, mas eu vi ali uma oportunidade que talvez ele não visse.


- Fico mais que feliz em te ajudar, Milorde, e todos os elfos da mansão Lestrange estão à sua disposição... - eu comecei, com cautela.


- Mas...? - insinuou o Lorde, talvez já prevendo o que eu ia sugerir.


- Mas creio que essa seja, talvez, uma oportunidade para testar a lealdade de Regulus. - eu falei, de uma vez só, com medo da reação dele. Milorde, contudo, pareceu interessado e fez um sinal para que eu prosseguisse. - Se o senhor explicar a ele a importância do que tem a esconder, e pedir o elfo da família Black... Bom, se o garoto estiver tentado a te trair, ele vai ver aqui sua maior oportunidade e vai mandar o elfo voltar para ele depois de completar seu desígnio.


Ele ficou me encarando por alguns momentos, parecendo ponderar cada uma de minhas palavras, e por fim assentiu. - Muito bem, Bella, acho que isso pode funcionar. É um ótimo conselho, na verdade.


Eu sorri e me levantei, indo parar ao seu lado. Milorde afastou sua cadeira da mesa, sem se levantar, e me puxou para mais perto, até que nossos joelhos se tocassem.


- Talvez eu pudesse me tornar sua conselheira oficial, o que acha? - eu brinquei, apoiando um joelho ao lado do seu corpo no assento da cadeira. Uma de suas mãos foi para a minha coxa, e a outra me puxou mais para baixo pela cintura, até nossos rostos ficarem ao mesmo nível. Nada além de negócios e, ainda assim, ali estávamos nós.


- Esse posto já é de Nagini, minha cara. E não acha que está acumulando cargos de mais? - ele disse, enquanto eu colocava a outra perna na cadeira, ficando montada em seu colo. - Melhor Comensal, general de batalha, amante...


Eu o beijei antes que ele falasse qualquer outra coisa que inflasse demais meu ego. Amante. Amante do Lorde das Trevas. Eu podia já estar acostumada em ser sua amante na prática, mas ouvir o próprio Lorde dizer aquilo, me reconhecer como sua amante, com todos os significados que aquela pequena palavra carregava, me arrepiava por completo. Amante: aquele que ama. Eu era, sim, sua amante, e tudo o que eu mais desejava no mundo era ser boa o suficiente para que ele fosse meu amante também.


 Entre um beijo e outro, a mão dele encontrou sua varinha na mesa e ele a apontou para a porta, que se fechou com estrondo.


- Abaffiato!


 


No dia seguinte, fui até meu cofre em Gringottes para esconder a Horcrux de Milorde. Sozinha, como ele instruíra. Pedi ao duende, aquela criatura imunda, que me desse privacidade em meu cofre, e fechei a pesada porta de metal atrás de mim, mergulhando em completa escuridão. Lancei um feitiço e o lugar se iluminou, revelando as pilhas e mais pilhas de moedas, prateleiras e mais prateleiras que iam até o teto atulhadas de tesouros e joias. Como eu adorava aquele lugar!


Sem perder tempo, tirei da bolsa a pequena taça de ouro que eu devia esconder e a levitei até uma das prateleiras mais altas, camuflando-a no meio de outras taças semelhantes. O impulso que eu tinha era de cobri-la com todos os feitiços protetores que eu conhecia, impedir que qualquer um tocasse nela sem morrer. As ordens do Lorde, contudo, haviam sido claras: ele não queria que eu fizesse nada disso, queria que eu escondesse a taça como se fosse um tesouro qualquer, como se ela fizesse parte daquele lugar. Proteções exageradas apenas atrairiam suspeitas, mesmo que apenas eu, Rodolphus e Rabastan tivéssemos acesso àquele cofre. Nem meu marido e meu cunhado, mesmo sendo seus mais leais servos depois de mim, podiam saber que havia uma Horcrux do Lorde das Trevas ali.


Aproveitei a ocasião para colocar alguns galeões em minha bolsa, e depois me virei para deixar o cofre. Dei um pulo para trás e quase derrubei a bolsa tamanho foi o susto que tive naquele momento: havia alguém parado ali, encostado na porta fechada. Um homem alto e magro, em bonitas vestes negras, que me olhava com um sorriso de lado extremamente atraente.


- Milorde! Como chegou aqui? - perguntei, tentando me recuperar do susto. Ele andou alguns passos em minha direção, observando as riquezas à sua volta. Então seus olhos encontraram os meus e ele percebeu que eu me preocupava com a segurança do cofre.


- Não se preocupe, o lugar é seguro. Eu estive ao seu lado todo o tempo, na verdade. - ele disse, displicente.


Ele veio invisível, eu deduzi.


 - E como passou pela Queda do Ladrão? Ela deveria ter lavado todos os feitiços.


Ele sorriu novamente, aquele sorriso sarcástico e malicioso.


- Eu tenho meus meios, Bella. Não se aflija, ninguém além de mim conseguiria fazer isso, e você sabe. - Ele estava certo.


- Mas por que veio? - não pude conter minha curiosidade. Por mais brilhante que ele fosse, vir aqui era perigoso, e eu estava morrendo para saber o que o levara a se arriscar assim.


- Não queria perder a oportunidade de ver por dentro a nova morada da minha Horcrux. Esse é um dos cofres mais antigos e mais vastos de Gringottes, você deve saber.


- Apenas por isso? - perguntei, carregando a voz de malícia, e me aproximei um pouco. Pelo jeito como ele me olhava, eu quase conseguia ver um outro motivo estampado em seu rosto.


- Sim, Bella, apenas por isso. - ele respondeu, seu rosto completamente sério. Mas eu conseguia ver que havia algo mais, e sabia exatamente o que era.


- Sabe, você conseguiria convencer qualquer um disso, mas não a mim. - eu falei, me aproximando ainda mais, nossos corpos quase se tocando.


Ele levantou uma sobrancelha, mantendo sua farsa. De uma hora para outra, aquela conversa havia se tornado mais um dos nossos joguinhos de provocação, os pensamentos mais impuros já passavam pela minha mente e, sem dúvida, pela dele.


- O que te faz pensar assim? - ele falou, e eu conseguia sentir que ele fazia certo esforço para manter seu tom controladamente frio.


Aproximei-me mais um passo, colando todo o meu corpo ao dele e levando minhas mãos à sua nuca.


- Penso assim porque te conheço como nenhuma outra pessoa conhece. - sussurrei contra seu ouvido e senti sua mão subir lentamente por meu pescoço.


Mais uma provocação, e ele se entregava. Minha língua escorregou lentamente pela pele ao lado de sua orelha, e foi o que bastou. A mão dele em meu pescoço me puxou de uma vez, e nossas bocas se encontraram enfim. Era esse o motivo dele ter vindo, e eu conseguia apenas me deliciar com seus beijos e com a consciência de que ele se arriscara a vir no Gringottes apenas pelo prazer que eu, só eu, podia proporcioná-lo. Pelo prazer de saber que nós podíamos fazer aquilo em qualquer lugar que quiséssemos, porque o mundo em breve seria dele, seria nosso, e aquela era apenas uma prova de seu poder.


- Não pense que o fato de ser minha amante te torna melhor que os outros, Bellatrix. - ele provocou, quando partimos o beijo. Eu lhe dei um sorriso malicioso e o puxei alguns passos para trás, me colocando entre ele e a fria parede do cofre.


- De modo algum, Milorde, muito pelo contrário. É o fato de eu ser melhor que os outros que me torna sua amante, não é mesmo? - devolvi a provocação.


Imediatamente senti sua mão puxando meus cabelos com força, expondo meu pescoço, e soltei um pequeno gemido, não exatamente pela dor.


- Essa sua insolência ainda vai acabar com você, Bella. - ele disse, seus lábios começando a atacar meu pescoço. Fechei os olhos, aproveitando cada sensação.


- E é isso mesmo o que eu quero, me acabar nos seus braços. - sussurrei em seu ouvido, meus dedos começando a desfazer os botões de suas vestes.


Várias peças de roupa caíram e foram esquecidas, e a próxima coisa da qual tive plena consciência foi de estar deitada sobre uma pilha desfeita de galeões, com os lábios dele deixando marcas em minha pele e seus dedos entre minhas pernas me levando à loucura. Não me segurei para atrasar o orgasmo, e ele não se segurou para impedi-lo, como ele às vezes gostava de fazer para me torturar. Tremi sob o corpo do Lorde, mas não esperei que meu próprio corpo se recuperasse; assim que seus dedos se afastaram de mim, eu o empurrei com toda a força que consegui juntar (o que, naquele estado, não era muita), trocando de posição com ele. Milorde me olhou surpreso, mas não me impediu.


- Como ainda não fui punida pela minha insubordinação, vou acrescentar alguns agravantes à minha pena. - eu disse, minha voz um pouco entrecortada.


O Lorde apenas riu, e eu sabia o que aquela risada queria dizer. Eu estava realmente agravando minha insolência, e aquela risada sádica e maliciosa indicava que meu castigo mais tarde seria deliciosamente cruel. Mordi o lábio quando meus dedos se fecharam contra sua ereção, e eu comecei a acariciá-lo do modo mais lento e torturante possível. Ele fechou os olhos e tentou controlar suas reações, mas eu me deliciava a cada músculo que se contraía involuntariamente em seu corpo.


Nada excitava Milorde como estar no controle, nada mais faria sentido para o bruxo mais poderoso do mundo, e eu adorava o fato de que ele, apenas ele, conseguia me controlar. Uma mudança nos papéis, contudo, era tão excitante quanto, e eu tinha uma grande satisfação em estar no poder também. Eu sempre fora uma dominatrix, afinal, estava em minha natureza... e rimava com o meu nome. Vê-lo assim, o único homem que me dominara quase sucumbindo a mim, era bom demais.


- Bella... - ele falou, e bastava aquilo para eu saber que ele queria, precisava, que eu ao menos aumentasse o ritmo das minhas carícias. Eu não ia ceder tão fácil, porém.


- O que você quer? - eu perguntei, minha voz pingando malícia. Ele respirou fundo antes de abrir os olhos e me encarar, seus lábios se abrindo no sorriso mais safado que ele possuía.


- Sua boca. - por aquilo eu não esperava, embora devesse.


Percebi logo que o que ele realmente queria era inverter o jogo. Mesmo estando por cima, mesmo estando no controle, fazer aquilo me colocava numa posição de submissão que eu não desejava, não naquele momento. Uma parte de mim queria que eu me ajoelhasse e fizesse tudo o que ele pedisse, mas a metade que gostava de estar no poder venceu. Isso não quer dizer, contudo, que eu não pudesse me aproveitar da situação.


- Como? Assim? - perguntei, com uma falsa inocência na voz. Passei os lábios de leve pelo seu membro antes de colocá-lo inteiro na boca e tirar no mesmo instante, me afastando rapidamente. Uma mão dele veio para a minha nuca para tentar me forçar a voltar para lá, mas era tarde, eu já estava sentada sobre ele.


- Bellarix... - ele falou em tom de ordem e repreensão. Ignorei. Pareceu que ele iria dizer mais alguma coisa, mas não teve tempo, pois eu juntei nossos quadris, prendendo um gemido ao senti-lo dentro de mim. Não me movi, contudo, e seus olhos queimaram em mim.


- Meu cofre, minhas regras, Milorde. Você vai ter que pedir com educação se quiser que eu faça isso... - eu disse, fazendo-o sair completamente de mim e entrar novamente, e tornei a ficar parada. Sorri descaradamente, enquanto sua mão descia para se espalmar em meu seio. Sua respiração estava ofegante, e ele não escondia mais o quanto precisava daquilo.


Eu podia ver o conflito em seus olhos. Ele podia a qualquer momento trocar de posição comigo e me foder o quanto ele quisesse, e ele sabia que eu ia gostar tanto quanto ele. Mas o Lorde estava gostando demais daquele joguinho para acabar com ele, por mais que nunca fosse admitir. Eu sabia também que implorar estava fora da lista de possibilidades, o Lorde das Trevas nunca imploraria por nada, por isso eu dissera apenas que ele precisava pedir. Na prática, não fazia muita diferença, e era o máximo que eu conseguiria arrancar dele.


Ainda assim, ele hesitava em pedir, e eu tratei de apressar sua decisão. Tirei-o e o coloquei novamente dentro de mim, bem devagar para provocá-lo, apertando de propósito minhas paredes internas. Ele soltou um gemido rouco, sua mão apertando minha cintura.


- Pede, vai? Prometo que não conto para ninguém. - falei, minha voz ao mesmo tempo inocente e maliciosa. Minha voz mais sexy, como Rodolphus costumava dizer. Pedi a Merlin que ele sucumbisse logo, pois eu mesma já não estava mais aguentando. Aparentemente, minhas preces foram atendidas, pois ele fechou os olhos e falou, sua voz totalmente rouca:


 - Damn it, Bella! Do it!


Eu dei uma risada, e ele voltou a me olhar, seus olhos implorando por piedade. Ele precisaria que mais que os olhos implorassem, se realmente quisesse aquilo.


- Ainda parece uma ordem para mim. - ele revirou os olhos, mas eu não precisei dizer mais nada.


- Por favor. - o som daquelas pequenas palavras saindo da boca dele foi o suficiente para enviar um calafrio por todo o meu corpo, e eu não perdi mais tempo.


Comecei a me mover sobre ele num ritmo frenético e descontrolado, e nenhum de nós dois se preocupou mais em prender gemidos. Toda aquela provocação era muito boa, mas era melhor ainda quando ela terminava e podíamos sucumbir livremente um ao outro.


Perdi a noção de quanto tempo se passou até que sucumbíssemos de fato um ao outro e eu caísse ofegante sobre seu peito, nossos corpos suados se entrelaçando sobre as moedas de ouro espalhadas no chão. Enquanto nos recuperávamos do orgasmo, olhei em volta, notando o estrago que havíamos feito.


Meu corpo estava cheio de marcas de mordidas e chupões, e minhas unhas haviam deixado um rastro vermelho na pele branca dele que ia desde o topo do seu pescoço até chegar ao umbigo. Mas isso nem se comparava ao estado do cofre. Uma antiga armadura de prata estava caída, seus pedaços desmontados pelo chão. Vários objetos que estavam nas prateleiras mais próximas também haviam despencado de seus lugares, inclusive algumas peças de cristal que agora jaziam em estilhaços. As pilhas de moedas, antes perfeitamente organizadas em forma de pirâmides, estavam esparramadas por todos os lados.


Dei uma risada, percebendo o tamanho da loucura que era aquilo. Tínhamos feito sexo no Gringottes, dentro de um cofre! Tinha um duende esperando por mim do lado de fora, por Merlin, o que ele não devia estar imaginando! Para minha surpresa, Milorde também riu, e eu sabia que pensávamos mais ou menos a mesma coisa.


Levantei meu rosto para encará-lo, meus olhos refletindo o sorriso dos meus lábios. Ele estava com a expressão mais relaxada e despreocupada que eu já vira nele, e aquela expressão iluminou seu rosto de um jeito magnífico. Não resisti ao impulso de colar meus lábios aos dele, em um dos beijos mais calmos que já havíamos trocado.


- E meu castigo, Milorde, vou recebê-lo aqui mesmo, ou vamos continuar essa loucura em outro lugar? - perguntei quando partimos o beijo, minha boca ainda próxima à sua. Ele deu mais uma pequena risada, acariciando meus cabelos.


- Você não tem jeito mesmo, Bella... Não, não será aqui. Não há espaço para o que eu estou planejando e, acredite querida, você vai querer poder gritar quando eu te castigar. Porque sabe o que é realmente uma loucura? Eu não silenciei esse cofre.


Por mais que suas promessas quanto ao meu “castigo” tivessem feito um arrepio subir por minha espinha, suas últimas palavras fizeram o arrepio sumir e surgir uma risada em seu lugar. Ele sempre lançava um feitiço silenciador onde quer que estivéssemos, e logo quando vínhamos transar no Gringottes, ele deixava o lugar desprotegido! Era bom que aquela porta pesada de metal abafasse ao menos parte dos sons, ou o duende não precisaria nem imaginar o que estou fazendo aqui.


Depois de nos recompormos e concertarmos os estragos feitos no cofre, Milorde lançou novamente sobre si o feitiço da invisibilidade e eu abri a porta do cofre, saindo como se não tivesse passado mais que cinco minutos lá dentro. O duende me encarou com uma expressão de confusão e estranhamento, e eu o olhei com minha melhor cara de arrogante. Segurei-me para não rir imaginando o que ele diria para os colegas quando eu fosse embora, se é que aquelas criaturinhas conversavam entre si. Senti a mão do Lorde todo o tempo em minha cintura até que aparatei novamente em casa. Na noite seguinte, recebi minha “punição” pela insolência que eu cometera no cofre. Nenhuma Cruciatus ou Incarcerous chegavam aos pés do que ele preparou para mim aquela noite, e eu adorei cada segundo.


 


Menos de uma semana depois da loucura no Gringottes, Milorde me disse que conversaria com Regulus no dia seguinte. Ele me pediu para, no mesmo dia, conversar com minha tia Walburga e pedir para que ela me avisasse imediatamente se Monstro voltasse para casa. Eu enfatizei que era um assunto de extrema importância para o Lorde das Trevas, mas não lhe dei nenhuma explicação, e não daria nem se ela fosse uma Comensal marcada e jurada.


Passaram-se alguns dias até que Milorde me mandasse uma coruja dizendo que acabara de voltar da caverna, e que eu o avisasse imediatamente se Monstro voltasse para a Mansão Black. Eu preferi não ir para lá pessoalmente, para não atrair suspeitas de Regulus. Se o garoto tivesse mantido sua lealdade, tinha a chance de ficar ofendido se soubesse que estávamos testando sua lealdade. Não era direito dele ficar ofendido, o Lorde estava certo em suspeitar de todos e em testar a lealdade de quem bem entendesse, e Regulus concordara com isso quando recebera sua Marca. Ainda assim, eu conhecia meu primo, e não queria colocar suas crenças em risco. Era melhor esperar a carta de tia Walburga.


A carta não veio, e eu me permiti relaxar sobre o assunto. Regulus não havia traído Milorde, afinal! Minha família não estava totalmente desgraçada. Ah, ledo engano! Quase duas semanas depois, eu estava com Rodolphus na sala da Mansão Lestrange, pesquisando sobre alguns membros da Ordem da Fênix em busca de um possível traidor, quando as chamas da lareira à nossa frente ficaram verde esmeralda e uma cabeça surgiu em meio a elas.


- Tia Walburga, aconteceu alguma coisa? - perguntei, me ajoelhando em frente à cabeça de minha tia na lareira. Ela parecia preocupada, seus lábios finos estavam crispados como eu sabia que só se crispavam quando algo sério acontecia.


- Foi isso que vim lhe perguntar, minha querida! Te enviei uma carta semana passada, avisando que Monstro voltou, como me pediu, mas você não respondeu, então...


- Espera, o que? Você me mandou uma carta? Eu não recebi nada! - falei, o desespero dela começando a me atingir. Monstro voltara? Monstro voltara já há mais de uma semana, e nada tinha sido feito!


- Não recebeu? Maldita ave velha e imprestável, deve ter se perdido ou até morrido no meio do caminho... Se ela um dia voltar para casa, está acabada! - Ah, eu tive vontade de torcer o pescoço de minha tia naquele instante. Ela mandara uma coruja velha com a minha carta? E pior, a coruja não tinha voltado para casa, e ela achou que estava tudo normal? Walburga podia ser uma boa bruxa e uma mulher forte, mas certamente tinha um ou dois parafusos faltando! Engoli minha raiva, contudo, e deixei que ela continuasse. - Enfim, depois que Monstro voltou, Regulus tem agido muito estranho, e ontem meu garoto sumiu e o elfo imprestável não quer dizer para onde ele foi!


Levantei-me lentamente, e fiquei paralisada por um segundo, totalmente sem reação.


- Bellatrix, o que diabos está acontecendo? - a voz de Rodolphus me despertou do meu estado de choque.


O que diabos estava acontecendo? Monstro voltara para casa, significando que Regulus contrariara as ordens do Lorde das Trevas, e o elfo havia contado tudo o que vira para o meu primo traidor. Agora Regulus simplesmente desaparecera, e eu apostava toda a minha fortuna que ele tinha ido para a caverna tentar pegar a horcrux de Milorde. Merda, mil vezes merda! Eu devia ter ido esperar o elfo na Mansão Black aquele dia, dane-se o que o idiota do Regulus pensaria!


Mas eu não tinha tempo para me odiar naquele momento, e não tinha tempo ou permissão para contar nada a Rodolphus, então simplesmente aparatei no meio da sala de estar de Milorde. Por sorte ele estava bem ali sentado em sua poltrona, lendo um livro. Ele se levantou imediatamente ao ver minha cara de desespero.


- O elfo voltou, Milorde, e Regulus desapareceu! - eu falei, e nada mais precisava ser dito.


Ele pegou minha mão imediatamente e aparatou comigo num rochedo à beira do mar. Sem dizer nada, mergulhou imediatamente na água gelada, me levando junto pela mão. Entramos na caverna e Milorde me conduziu por ela com passos largos.


Estávamos ambos encharcados e gelados, mas nem nos preocupamos em nos secar com um feitiço, não havia tempo a perder.


- Acabei de ficar sabendo disso, Mestre. Walburga mandou uma coruja velha para me avisar que o elfo voltara, e a mensagem se extraviou. - comecei a dizer, tentando não soar tão desesperada quanto eu me sentia.


 - Cale-se, Bellatrix! - o tom de sua voz foi duro e ameaçador como ele não usava comigo há muito tempo e, pela primeira vez, eu realmente o temi. Antes, eu sustentava por ele um pequeno temor misturando à adoração, como um crente teme a seu deus. Agora, sua voz me fez lembrar por que ele era chamado de Lorde das Trevas, me fez lembrar a força de sua fúria e me causou um tremor que não foi de excitação.


Paramos em frente a uma parede de pedra, onde havia uma inscrição que não me dei o trabalho de ler, e uma mancha de sangue que não podia ser mais antiga que um dia. Em um piscar de olhos, o Lorde conjurou um punhal e estava prestes a ferir sua própria mão, quando eu o parei e lhe tomei a arma. Ele ficou tão espantado por aquele gesto que ficou sem reação por um segundo, tempo o suficiente para que eu abrisse um corte em minha mão e a esfregasse na parede, abrindo o portal. Eu sabia que era aquilo que devia ser feito, e não conseguiria vê-lo sangrar na minha frente. Um Lorde nunca deve dar seu próprio sangue quando tem um servo ao seu lado para sangrar por ele, e eu sangraria por ele até o resto da minha vida.


Os olhos dele queimaram nos meus por um segundo, sua expressão indecifrável, antes que ele se virasse e entrasse pela passagem que eu abrira, sendo seguido imediatamente por mim. Fiz o punhal desaparecer da minha mão enquanto Milorde conjurava uma barca, mas não me incomodei em fechar o corte. Eu mal prestava atenção no dor em face à tensão de toda aquela situação, e a parte de mim que se sentia culpada pela traição de Regulus dizia que eu merecia aquela dor. Entramos juntos na barca e ele remou o mais depressa possível pelo lago esverdeado em direção à pequena ilha de pedra à frente, que mal era visível de onde eu estava. Aquele era o tipo de lugar que apreciaria muito, se não fosse meu desespero naquele momento.          Quando descemos na ilha, o Lorde apontou sua varinha para o lago e a água começou a se movimentar e borbulhar. Em poucos segundos, um cadáver subia à superfície. Reconheci prontamente o corpo franzino de Regulus, apesar de estar um pouco inchado e sua pele ter adquirido um tom cinzento. O mundo pareceu despencar em meus ombros naquele momento, todo o peso daquela situação me arrebatando completamente. O corpo do meu primo afundou novamente, para se juntar aos inferi do lago e ajudar a proteger o tesouro que ele tentara roubar. Vi Milorde se aproximar da bacia no centro da ilha e olhar seu conteúdo. Chame-me de fraca, mas não tive coragem de olhar também.


- A horcrux continua lá, assim como a poção que a protege. Regulus não foi bem sucedido. - disse o Lorde, sua voz fria e grave retumbando no ambiente silencioso. - Ele podia ter me traído, Bellatrix, ele quase conseguiu. A que ponto isso chegou!


Eu conseguia sentir a irritação em sua voz, mas não conseguia distinguir se essa irritação estava direcionada a mim ou a Regulus. Naquele momento, porém, eu me sentia a pessoa mais imunda que ousou pisar na terra. O Lorde quase fora traído e era tudo culpa minha, era o que eu pensava. Ouvir a voz dele tão furiosa, depois de ter visto a prova da traição do meu primo, sangue do meu sangue, foi a gota d'água para mim. Joguei-me de joelhos aos pés do meu mestre, sucumbindo às lágrimas e a todas as minhas fraquezas.


- É tudo minha culpa, Milorde! Fui eu que dei a ideia de testá-lo com isso, eu fui negligente em verificar se o elfo havia voltado. Ele era da minha família, era de minha responsabilidade, Mestre, e eu arruinei tudo! - falei, enterrando o rosto nas mãos para esconder as lágrimas e a vergonha. Não vi que expressão estava em seu rosto, e ele permaneceu calado. - Castigue-me, Mestre! Dê-me a punição que mereço, purifique-me dos meus erros, para que eu possa ser perdoada!


- Crucio. - Minhas súplicas eram as mais sinceras e desesperadas, assim como meus soluços, e meu Lorde concedeu meu pedido.


A maldição me levantou do chão, tamanha sua força, e meu corpo se contorceu no ar por agonizantes momentos antes de cair no chão de pedra, a dor da queda se somando à da maldição. Eu gritei e cravei as unhas nas palmas das mãos, arrancando sangue do corte recentemente aberto, as lágrimas descendo em profusão pelo meu rosto. Aquela grande e excruciante dor, contudo, era bem vinda. Não por eu ser uma vadia masoquista (o que eu era, de fato), pois aquela dor não me causava nenhum prazer, mas sim porque ela era merecida. Aquela dor, para mim, era a punição pelas minhas fraquezas, era a remissão dos meus erros, para que minhas falhas pudessem ser perdoadas. Perdoadas por ele, é claro, pois eu nunca me perdoaria por falhar com meu amo, com meu amor.


Tão subitamente como começou, a dor parou, e eu me levantei em seguida. Estava fraca pela maldição e pela perda se sangue, mas não ficaria nem um segundo deitada naquele chão como um estorvo inútil atrapalhando-o. Sequei minhas lágrimas, mas não consegui olhar diretamente para seus olhos.


- Vamos embora. - ele disse apenas, sua voz indecifrável, e entramos novamente na barca.


O percurso de volta foi ainda mais silencioso que o da ida, e em pouco tempo estávamos de volta à casa do Lorde. Fiz uma reverência profunda, como não fazia a um bom tempo, e me virei para deixá-lo, ainda sem conseguir encarar seus olhos.


- Fique, Bella. - ele disse, segurando levemente meu braço para me impedir de partir. Fiquei onde estava, ainda de costas para ele, mas eu não ousaria ir embora, não ousaria ir contra uma ordem sua.


- Por que, Milorde? Já passei por desespero e vergonha suficientes para um dia, deixe-me ficar sozinha com minhas falhas esta noite, mestre, por favor. Talvez... talvez eu nem mesmo seja digna mais de sua companhia. - a cada palavra que eu dizia, sentia uma facada em meu próprio coração. Você não passa de uma fraca que ama; essas palavras, saídas de algum livro lido há muito tempo, soaram em minha cabeça, fazendo com que eu me sentisse ainda pior.


- Olhe para mim, Bellatrix. - ele disse, seu tom imperativo, mas calmo. Eu me virei e olhei em seus olhos. Era visível que um ódio profundo queimava nele, mas aquele ódio não estava direcionado a mim. O que, contudo, estava direcionado para mim, eu não consegui decifrar. - Você está perdoada, Bella, e eu não precisava daquela Cruciatus para te perdoar. Aquilo, você sabe, foi para que você se perdoasse. Suas intenções foram as melhores, e eu sei reconhecer isso.


Não consegui formular uma resposta, e fiquei apenas ali, olhando-o atônita. Eu percebi, mais tarde, que a tortura que eu recebera servira também para ele extravasar um pouco da raiva, mas não me importei que ele descontasse seu ódio em mim. Naquele momento, porém, tudo que eu consegui assimilar era que ele não me odiava, que ele havia me perdoado. Ainda assim, aquela mancha da culpa em meu peito falava mais alto.


- Minhas intenções são sempre as melhores, Mestre, mas eu cometi erros terríveis, erros que podiam ter custado um pedaço da sua alma! Eu não sou... não devo ser mais boa o suficiente para estar em sua cama. - solucei aquelas últimas palavras, palavras que doíam tanto para sair e que, ainda assim, precisavam ser ditas.


Ele andou um passo em minha direção e segurou firmemente meu outro braço, me fazendo encará-lo de frente.


- Por Merlin, mulher, essa é sua primeira falha de verdade em oito anos, e ainda assim é muito menor que qualquer falha de qualquer outro Comensal! Você já foi punida o suficiente por ela, pare de se torturar.


Um silêncio pesado caiu entre nós, meus olhos marejados fitavam aqueles olhos vermelhos que queimavam como Fogomaldito, meus soluços sumindo aos poucos. Ele ficava tão lindo e terrível em sua fúria, que era impossível não olhar para ele. Milorde estava furioso, sim, mas não comigo, e a consciência daquilo fazia meu estômago se revirar com um sentimento desconhecido. Sua mão deixou meu braço e foi pousar em meus cabelos, acariciando-os de leve.


- Nunca mais diga que não é digna de estar em minha cama, não quero ouvir tal mentira sair de sua boca novamente. Você sabe que eu não lhe tomaria como minha se não fosse boa o suficiente.


Derreti-me em seus braços depois disso, seus lábios devorando os meus como se eu fosse o mais delicioso néctar. A Cruciatus podia ter punido e redimido meus erros, mas eu só me senti completamente perdoada com aquele beijo, aquele beijo que me dizia que eu era, de fato, boa o suficiente para ele. A traição de Regulus havia ferido tanto a mim quanto a ele, de formas diferentes, e nós usaríamos um ao outro para curar essas feridas. Não era isso que amantes faziam, afinal? Nenhum de nós se preocupou em silenciar o lugar antes de nos jogarmos no sofá e nos entregarmos um ao outro.


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N/A: Bem, acho que com Hogwarts e o Ministério da Magia em Herdeiras do Mal e agora Gringottes aqui, não tem mais lugar no mundo mágico a salvo desses dois, né? kkkkkkk E a aquela citação, "você não passa de uma fraca que ama", que a Bella disse ser de algum livro, é na verdade da fic Why Do You Love Me, provavelmente uma clássica V/B, uma das minhas favoritas, e eu não pude deixar de fazer esse pequeno tributo... Então, comentem e tudo mais.
Abraços!


Mary Lestrange =D

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Comentários: 1

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Enviado por claudia snape riddle em 22/03/2013

não tenho palavras pra elogiar sua fic, em especiel esse capítulo; realmente eu gostei demais. e eu tabem li why do you love me e adoro  essa frase. acho que virou até um bordão para bellatrix, sabia? combina demais com ela. e eu gostaria de ouvi-la tambem do lord... "voce não passa de um fraco que ama", memo que ele dissesse pra si mesmo, em pensamento. mesmo que ele a amasse, em nossos mais delirantes sonhos, eu não sei se ele teria coragem de dizer isso a ela tão explicitamente... mas nós mulheres sempre nos colocamos no lugar da "mocinha" dos romances, não é verdade? puxa vida, como eu queria ouvir ele dizer... se bem que Bellatrix nunca foi , nem será definitivamente uma mocinha; e ele não se encaixa no perfil de príncipe de jeito nenhum. acho que é por isso que eu amo esse casal, estou "irremedialvelmente" viciada em Bellamort. e quanto li a sua fic tive mais uma "overdose" rsrsrsr muito boa sua fic. bjs

Nota: 1

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