AVISO: Este capítulo possue cenas forte de violência física e psicológica.
Capitulo 27 - Tudo tem seu preço.
Não há nada ruim que não possa piorar.
Em algum lugar da Inglaterra, logo após a batalha em Hogwarts.
- E então, como foi o ataque? – questionou Voldemort.
- Não foi como planejado milorde, mas conseguimos a amiga do Potter, a trouxa. – Falou Malfoy, e dois comensais jogaram o corpo de Hermione no chão próximo a Voldemort.
- E o Potter? O esconderam desta vez ou foi um novo erro seu Malfoy?
- O Potter estava protegido, mas parece que estão ensinando mais coisas a ele, milorde.
- Mestre, o que vai fazer com essa aí? Quer que a deixemos no calabouço? – perguntou Malfoy.
- Estão com a varinha dela?
- Não senhor. Ficou por lá mesmo.
- Ótimo. Leve-a aos meus aposentos e a deixe presa na roda. Pelo menos Potter foi ferido Malfoy?
- Não meu senhor. Essa aí estava defendendo a retaguarda dele junto com a auror metamorfa.
- E a Weasley?
- Caiu na Floresta Proibida junto com outro aluno, mas não conseguiram achá-los depois.
- A namoradinha do Potter?
- Não a vi no campo de batalha.
- Baixas...
- Infelizmente milorde, capturaram alguns dos nossos, outros foram mortos. Foram 6 comensais e Dolorov.
- De um jeito de se livrar deles, não quero pistas. Quem não está aqui, não é digno de estar ao meu lado, por isso não me interessam.
- Sim, milorde.
- Sabe, quanto mais eu tento achar que vocês vão me surpreender, mais eu me decepciono. Você é bom para alguns trabalhos Malfoy, não foi feito para trabalhos de “campo”. – disse ainda de costa para Malfoy e os outros comensais. – Isso é tudo milorde?
- Belatrix?
- Estou aqui, meu lorde. – Disse entrando rapidamente e fazendo uma reverencia.
- Saiam todos. Leve-a Malfoy. – Disse apontando para o corpo de Hermione jogado no chão. Enquanto isso Belatrix manteve-se imóvel esperando algum sinal de Voldemort para se aproximar, o que não aconteceu. Com a sala esvaziada, Voldemort manteve-se distante, não olhando para Belatrix em nenhum momento.
- Notícias do nosso professor?
- Milorde, eu o vi no campo de batalha. Estava com os outros professores, mas conseguiu da um jeito de retirá-los do meu caminho.
- E sua missão?
- Terá de ser feita pelo Snape, meu senhor. Nunca encontrei, em minha vida um local tão protegido, até mesmo no ministério. Fui repelida pela magia e não tive tempo o suficiente para...
- Está perdendo suas habilidades Bella? – Falou cinicamente.
- Não milorde, não tive tempo... Parecia coisa do maldito Dumbledore.
- Você está ficando fraca... E os fracos não sobrevivem. – Pausa. – Saiba que mais uma falha sua e você sentirá o gosto da derrota na própria pele... – Virou-se e encarou Bellatrix. – Estamos entendidos Bellatrix?
Bella se ajoelhou, não querendo encarar os olhos de seu mestre. – Sim, milorde.
- Bom... Vamos agora. – Disse andando em direção a porta, não olhando novamente para ela. – Nossa ilustre convidada já deve estar pronta. Chame Lucius e Severo. Quero me divertir já que você parece não ser mais capaz de me oferecer isso...
- Sim milorde. Vou chamá-los. – disse contrariada e envergonhada.
Ao entrar sozinho no aposento escuro, Voldemort acenou com uma das mãos fazendo alguns candelabros acenderem, mostrando a sala quase vazia. A roda se encontrava em dos cantos do lugar e nele estava o corpo de Hermione, preso por correntes enfeitiçadas. Ainda estava desmaiada. Sorriu, pelo menos a noite ia ter um divertimento.
Percorreu lentamente o pequeno espaço entre ele e a roda. Ele a observava e pensava como uma criatura tão pequena e indiferente quase havia arruinado um de seus planos. O que será que ela tinha que havia desvirtuado o seu predileto comensal. Não era a beleza, não poderia ser a inteligência... Ele realmente queria descobrir. Riu novamente. Era hora de despertá-la.
- Enervate!
Os olhos de Hermione abriram de repente. Não conseguia focalizar a vista direito. Estava um pouco escuro e, aos poucos, a visão foi desembaçando. Mas a voz que ouviu a fez congelar dos pés a cabeça.
- Seja bem vinda ao meu quartel general!- disse fazendo uma breve reverencia. – sabe, recebo poucas visitas, e a sua me deixa entusiasmado. Aos poucos espero que mais pessoas venham me visitar, inclusive seu tão querido e estimado amigo, Harry Potter...
- Você jamais o terá, sua cobra peçonhenta!
- Olha como fala moçinha! Eu a estou tratando tão bem desde quando chegou, e é assim que me trata, com ofensas...
- É a única coisa que posso fazer no momento, amarrada assim não consigo fazer muitas coisas.
- E ainda tem senso de humor. Para uma sangue-ruim você está muito saidinha, acho que tenho que te acalmar um pouco, não acha? Crucius!!!!
Hermione fora pega de surpresa e não conseguiu se preparar. Gritou como se facas quentes a penetrassem pelo corpo. A dor concentrou-se em sua cabeça, tudo queimava. E como veio, a dor ela parou, deixando porém um rastro em todo corpo, estava tonta e enjoada.
– Porque me trata mal? Uma beleza tão natural, uma jovem tão cheia de vida. O que eu poderia dizer? Você é uma bela peça, parece que seria um bom divertimento. Algo que eu poderia ter, querer para meu uso particular. Mesmo sendo uma maldita trouxa, posso usá-la para minha satisfação pessoal. Imagine, um luxo ter a amiguinha de Potter, meu inimigo, em meu poder. Isso não é fascinante.
Hermione estava agora mais assustada que antes. Sabia que não conseguiria fugir daquele antro, sair das garras de Voldemort sem ajuda. E ele circulava por ela. Olhando-a como um todo, como uma caça que está para ser abatida pelo caçador. Estava desarmada e só, mas não se deixaria intimidar. Ela era uma grifinória, afinal, e lutaria como pudesse pela própria vida.
- Você parece um pequeno presente oferecido pelos pobres mortais a mim, um Deus. Tudo bem que eu esperava pela maldita Weasley, mas ainda há tempo para resgatá-la. E você, como devo chamá-la? Granger, não é? Bom, você servirá para manter meus planos.
- Você nunca vencerá! – Gritou Hermione.
- Oh! Você voltou a falar!! – riu Voldemort. – Eu tenho certeza absoluta que vencerei, sua insolente! – e deu um tapa no rosto de Hermione. – Eu já venci. Só estou esperando a festa começar.
Um barulho e a porta se abriu, entrando Lucius Malfoy e Severo Snape. - Estamos aqui, Milorde. – Falaram juntos.
- Ora, ora, muito bom. Agora nosso divertimento está para começar.
Severo olhou para a garota presa por algemas na parede do fundo da sala. Ele sabia o que poderia acontecer com ela, mas ele não poderia ajudá-la, não queria ajudá-la. Sua raiva lhe mordia por dentro.
- Seu imundo! Seu monstro! Disse olhando diretamente para Voldemort.
- Vejam como ela está maravilhosamente pronta para a nossa brincadeira. Lucius tenha a honra de começar as festividades.
- Cale sua maldita boca, sua trouxa miserável. – Disse lhe dando dois tapas seguidos na face. – Você não deve olhar ou falar com o Mestre. A sua espécie precisa aprender aonde é seu lugar. – E mais dois tapas em Hermione.
- Severo? Você não quer se divertir um pouquinho? Afinal de contas, essa daí deve ter dado muito trabalho em Hogwarts. Pelo que eu soube, ela é conhecida como a intragável sabe-tudo. Vamos, mostre a ela o que um Mestre de Hogwarts pode fazer para ensinar seus alunos.
Severo se aproximou e a fitou com seu olhar duro e frio. Hermione não levantou o olhar. Estava respirando fundo, como se já esperasse pelo pior. Ele viu a face dela já bem vermelha pelos tapas que havia tomado. Percebeu que ela não chorava ou soluçava. Estava tentando permanecer forte. Em seu peito uma dor incomoda pelo que pensava em fazer com a mulher a sua frente, já lhe corroia o sangue. Ele já a tinha feito sofrer antes e agora seria pior. Prazer! Ela tinha que pagar por tê-lo feito gostar de uma criatura tão insignificante como ela. Posicionou sua varinha na direção de Hermione e bradou:
- Legilimens!
Ele a sentiu relutar em entrar em sua mente. Ele viu trechos da amizade do trio. Ela com seus pais. As brincadeiras na Toca. A luta no Ministério. Os treinos da Armada. Viu o primeiro beijo entre os dois, sendo ele Norton ainda. Viu trechos de conversas com Dumbledore que ele não conseguia entender. Percebeu que ela resistia com bravura. Queria que ela deixasse que ele visse tudo em sua mente mas ela estava se protegendo, e muito bem por sinal. Quanto mais ele tentava entrar em sua mente, mais lembranças de tempos felizes ela o deixava ver. Cansado daquela pressão e também para puni-la por ser tão boa em fechar sua mente, escondendo algo dele, parou com o feitiço.
Hermione respirava com dificuldades. Tinha feito uma força muito grande para esconder seus mais profundos sentimentos, deixando na superfície de suas memórias somente partes felizes de sua vida no mundo mágico. Estava cansada.
- Então é assim que você vê a vida, stra Granger. Somente felicidade. – Disse Severo em seu tom clássico de cinismo. – Eu não poderia imaginar pior de você. Tão carente, tão sozinha, tão inferior... É por isso, Stra Granger, que nós não temos piedade de pessoas como você. Tão insignificantes que não fazem e nem farão falta neste mundo. É um prazer tê-la aqui. Principalmente para lhe dar sua recompensa depois desses sete tenebrosos anos em que tive que aturar sua presença irritante e desnecessária. CRUCIO!
O corpo de Hermione se contorceu de uma forma que parecia serpentear pela parede a qual ela estava presa. Não agüentando o calor e a dor que pareciam rasgar sua pele gritou, como se seu grito pudesse minimizar tudo aquilo. Lágrimas deixavam seus olhos involuntariamente. Toda aquela dor diminuiu de repente, mas não totalmente, deixando todo seu corpo mole e dolorido novamente. Ela quase não conseguia ouvir as risadas dos homens. Seus sentidos estavam deixando-a.
- Muito bom Severo. Pensei que iria ter um pouquinho de piedade dela, por ter sido sua aluna mais notável. Mas vejo que a pequena aproximação que tiveram a tão pouco tempo, não te fez ficar com o coração mole. Pelo contrário sua raiva e rancor parecem, sei lá, mais a flor da pele. – Disse Voldemort ironicamente.
- O Milorde tem bons olhos. Essa aí representa muita das coisas que eu mais abomino numa pessoa. Por mais que não me lembre muito bem, só por ser uma sangue-ruim já é um motivo para não aturar sua presença.
- E o que seriam essas abominações? – Questionou Lucius.
- Compaixão. Esperança. Amor. O que poderia ser mais?
- E eu que pensei que ela iria fazer sua cabeça exatamente com essas coisas. - Disse Lucius.
- Ninguém faz minha cabeça.
- Eu agora sei, Severo. Essa foi uma ótima lição para essa aí. Vocês querem mais alguma coisa dela ou posso deixá-la para mais tarde. Ainda não pensei como usá-la para conseguir Potter.
- Se o senhor me permitir, Milorde, eu a quero pra mim.
- E por quanto tempo?
- O tempo que senhor deixar que ela seja minha.
- Alguma objeção, Lucius?
- Não, Milorde. Severo saberá fazer bom uso dela. Não gosto de contaminação.
- Pois bem. Amacie ela para mim, Severo. Quem sabe, se ela sobreviver, eu também me sinta interessado em saber o que ela tem de tão bom para que você a queira só para si.
- Obrigado Milorde. Posso levá-la?
- Claro!
- Com sua licença.
- Severo?
- Sim Milorde.
- Divirta-se.
- Milorde, caso ela não resista...
- Faça o que sempre fez, suma com o corpo e deixe uma porção polissuco preparada.
- Claro. – Severo fez uma reverência e saiu, levitando Hermione que parecia desmaiada.
A porta do quarto se abriu rapidamente, deixando Severo Snape entrar, com uma não habitual calma. Logo depois o corpo de Hermione passava e a porta trancou-se com um forte estrondo. Ele a olhou e findou a magia que a deixava flutuar, fazendo o corpo desacordado de Hermione cai como se não fosse humano.
- Um tempo de paz. Como se isso fosse possível. – Ele olhou para Hermione, desacordada e jogada no chão, com desdém. – Você sonhou demais criança burra. Eu jamais protegeria você. Por mais bonita que possa ser e por mais sonhadora que possa parecer, stra Granger, eu não sou homem disso. Você é inferior a mim, sabe-tudo imprestável. Crucio!
O corpo de Hermione voltou a se contorcer. Mais por pouco tempo. Snape apenas queria acordá-la do melhor jeito possível.
- Olá stra Granger, descansou bem? – Disse Snape sentando-se numa confortável cadeira a frente da menina. – Pensei que iria querer dormir mais, porém, temos alguns assuntos para resolver, não acha?
Hermione tremia pela dor que sentia em seu corpo e pelo frio que fazia naquela sala. Ela finalmente olhou para Snape, não acreditando no que estava acontecendo. Ela pensava que seria somente na frente de Voldemort que ele a trataria como um comensal, mas pelo jeito que fora acordada, havia acontecido algo de errado. Snape não a estava protegendo. Ele realmente estava sendo daquele jeito por que queria.
- Por que você está fazendo isso. Não bastou para você o que fez antes comigo? Não se cansa de me machucar?
- Me cansar? – riu. – Aquilo só foi uma demonstração para o Mestre. O que pretendo fazer com você, ou com o que sobrar de você, ai sim vai ser um machucar de verdade. Porquê? Já está cansadinha?
- O que está acontecendo? Por que você está assim?
- Você? Quando foi que te dei intimidade ou permissão pra me chamar de você?
- Severo? Eu...
- NÃO ME CHAME DE SEVERO SUA TROUXA NOJENTA! VOCÊ NÃO É NINGUÉM PRA ME CHAMAR ASSIM! – Gritou Severo levantando-se com fúria no olhar, fazendo a jovem se encolher. Ele se aproximou e a pegou pelo queixo, segurando com muita força, tirando-a do chão.
- Você não passa de lixo pra mim. Você é um estorvo que tive que agüentar até hoje, mas isso acabou. Você agora é minha. Você me pertence. E não há ninguém, a não ser o próprio mestre que possa tirá-la de mim agora! Está entendendo. – E a jogou no chão com força, fazendo-a bater contra a parede. – Você é o meu novo bichinho de estimação. Ninguém liga para o que vou fazer com você. Não há mais o Potter, ou os Weasleys, não há mais Dumbledore que possa me segurar ou me impossibilitar de fazer o que quer que seja.
Hermione estava confusa. Além das dores que já sentia, seu coração estava estatelado novamente. Depois de tudo que eles haviam vivido em Hogwarts, mesmo depois da descoberta de que ele era Norton, mesmo assim seus sentimentos não mudaram. Ela amava aquele homem, mas não entendia o que teria acontecido pra que ele se tornasse novamente um verdadeiro comensal. Tinha que descobrir o que aconteceu para poder achar um meio de trazê-lo de volta. Ela acreditava nas palavras e nas visões de Dumbledore.
- O que quer de mim?
- O que todos os homens querem. Um pouco de diversão. Mas como é você, eu quero um pouco mais do que isso... Eu quero vê-la sofrer.
- Eu não entendo. O que eu fiz para me querer tão mal. Eu acreditei em você. Acreditei que estava do lado da Ordem e...
- Assim você me faz rir. Eu? Do lado da Ordem da Fênix? Você só pode estar brincando comigo?
- Você... Quer dizer o senhor enganou Dumbledore, o único homem que acreditou em você, na sua mudança, no seu caráter? Quer dizer que nunca abandonou a vida de comensal?
- Abandonar? Enganar Dumbledore? Você me faz rir demais, Granger. Dumbledore quis acreditar em mim por que quis. Eu nunca falei de que lado estava. Eu estou com O Mestre por que ele precisa de mim e é mais fácil conseguir tudo que pretendo ao lado dele. Se ele quer matar trouxas? Por que não. Se quiser destruir Hogwarts? Vamos lá. Ninguém me prende, nada me prende.
- O que ele te fez? Você não é Severo Snape. - Disse exaltada. – Eu conheci Severo Snape e tenho absoluta certeza de que você não é ele.
- Wow. Esta duvidando de mim, Granger? O que você conheceu foi um sonho. Ou como gosto de falar uma boa encenação. Você caiu na minha rede e eu me aproveitei como pude, mas infelizmente não consegui muito, não foi.
- Mentiroso! Severo nunca faria nada de mal por vontade própria, sem um motivo realmente importante. Nunca me machucaria se não fosse realmente necessário. Você é um impostor, uma fraude. Voldemort enfeitiçou você!
- N u n c a m a i s m e c h a m e d e v o c ê novamente Granger, ou vai desejar não ter mais boca pra falar ai. Mosgrat!
Hermione sentiu seu corpo esquentando rapidamente de forma que sua pele ardia, parecia queimar por dentro. Não agüentava mais abrir seus olhos, estava difícil respirar, sua cabeça doía como se fosse explodir.
- Finite incantatum. – Disse olhando prazerosamente para o corpo de sua refém. - Gostou? Bem agradável não! Acho que você se lembra de eu a ter ensinado uma porção sobre ela, não foi?
- Por que está fazendo isso? – Disse entre lagrimas.
- Por que? Oras Granger, sou um comensal da morte, isso é divertimento! E ainda por cima, ver você sofrer é quase um orgasmo!
- Me ver sofrer?
- Até onde eu saiba, você e o santo Potter são as pessoas mais insuportavelmente boazinhas que conheço. Acreditam em todos, que todos são bonzinhos e tudo. Isso me dá náuseas. Nenhum sentimento por ninguém é tolerável. Isso é para fracos, como vocês. Sabe o que eu gostaria de fazer com pessoas assim como vocês? – Disse chegando bem perto de Hermione. – Ver vocês sofrerem até pedirem pra morrer.
- Por favor, você não é assim. – Disse Mione em meio a soluços.
- Não me chame de VOCÊ! CRUCIO!!!!
Enquanto Hermione gemia de dor. Bateram na porta da sala. Severo parou a tortura e abriu a porta, encontrado Belatrix sorrindo.
- Já não disse que não gosto de ser atrapalhado enquanto estou aqui dentro, somente o Mestre...
- Foi exatamente ele que me mandou aqui, Severinho. – Disse fazendo beicinho. – Ele pediu para lembrá-lo que você deve voltar a Hogwarts ainda essa noite. Devem estar procurando essa aí e você não deve levantar suspeitas. Tudo bem? – Falou com um dos dedos entre os dentes, fazendo charme.
- Quando eu sair, não ouse entrar aqui, Bela. Ela é minha e eu pretendo fazer coisas muito interessantes. Testar algumas coisas... Tudo bem?
- Não vai nem dar uma coisinha pra ela roer? – Bella falou como criança.
- Ali tem água suficiente pra ela beber. Comida fortalece, e eu não a quero assim.
- Por mim, tudo bem. Tchauzinho.
Severo fechou a porta e olhou novamente para ela. Estava desmaiada. – Que fraca! Esperava mais de você Srta Granger. Parecia mais durona em Hogwarts. Até mais. – Disse colocando sua capa e entrando na lareira desapareceu.
Hogwarts, horas depois...
Olho-Tonto Moody, Ninfadora e Lupin procuravam desesperadamente por Eric e Gina que já estavam desaparecidos há quase 24 horas. Juntamente com Jorge, Fred e Norton o grupo patrulhava a área indicada por Ron e Harry. Pra falar a verdade já estavam bem distante do ponto onde encontraram os resquícios das vassouras. Eles viram também sinal de combate.
- Eles devem estar mortos a essa altura. – Disse Moody. – A queda foi feia demais.
- Eles estariam se gabando de ter conseguido capturá-los. – Disse Lupin. – Isso não passaria em branco por Lucius Malfoy.
- O que você pensa Ninfadora? – Perguntou Moody.
- Sinto que estão vivos.... Sinto uma mágica distante... Parece que quer afastar, confundir... Mas não sei definir de quem é de onde vem... Isso me deixa maluca!
- Calma Dora! – Disse Lupin.
- Calma! Eu estou “c a l m a” LUPIN! - disse sarcástica.
- Vamos achá-los! – disse colocando a mão em seu ombro. - Tenho certeza disso. Se os cheiros deles terminaram no lago, com certeza ele devem ter procurado proteção.
- Mas não a nada por aqui! Nem caverna, nada! – Disse Moody.
- Engano seu Olho-Tonto! – Norton vinha logo atrás, seguido por Jorge e Fred. – Há uma cabana próximo daqui...
- E como não falou isso antes, seu retardado mental! – Gritou Tonks.
- Exatamente para que, se estivéssemos sendo seguidos, não achassem o esconderijo antes de nós. Ou vocês se esqueceram de que fomos atacados de surpresa. – Ironizou.
- Droga! Então foi por isso que ficou lançando feitiço e andando pra tudo que era lado! – Desabafou Fred.
- Estamos mortos de cansaço! – Suspirou Jorge.
- Vou fingir que você dois continuam não existindo. – Sussurrou Norton. – Venham, é por essa trilha.
- E como você sabe dessa cabana? Por acaso? – Perguntou Lupin.
- Sim. Gosto de me aventurar pela floresta quando tenho tempo.
- Sei. Vamos logo. – Disse Moody – Quanto mais rápido os encontrarmos, mais cedo poderemos descobrir o que aqueles malditos queriam com tudo isso.
- E tentar achar um jeito de salvar a Mione. O Harry tá arrasado. – Disse Fred.
- E a Liane, coitada... – falou Jorge.
“Sentimentalismo barato!” – Pensou Norton. - “ Ninguém pode salvá-la!” – Estamos próximos, vamos logo! – Disse cuspindo as palavras.
Entre as árvores agora se podia ver a cabana. Era velha e parecia abandonada. Todos sacaram suas varinhas e se espalharam. Sabiam que poderiam errar e encontrar comensais escondidos. Não se aproximaram mais, esperariam.
Antes que Gina abrisse a porta Eric a segurou.
- Eu te amo Gina. Mas você corre mais perigo comigo. E isso eu não posso controlar. Não quero e nem posso colocar você em risco e nem ameaçar minha posição quanto espião.
- Então fuja! Ou peça ajuda à Ordem da Fênix.
- Eu não posso, não agora. E outra, eu sou filho de um comensal, de Lucius Malfoy. Gina, todos vão pensar que eu quero espionar ou coisa pior.
- Mas é o que você faz, não é...
- Sim, mas pelo menos minha cabeça ainda está pregada no meu pescoço. E eu não falo grandes coisas...
- Me diz quem você está protegendo?
- Eu só protejo você. Eu é que estou sendo protegido.
- E será que eu posso saber por quem?
- Não, pelo menos por enquanto. Ele irá se revelar logo, não se preocupe.
- Se revelar? Ui! Deve ser alguém grande, fiquei até com medo! – Brincou.
- E é bom que fique mesmo. Posso dizer que se eu sou complicado e problemático, ele é duzentos por cento mais que eu.
- Merlin... Não sei se tenho pena ou orgulho dele...
- Eu também não sei. Mas é boa pessoa e é um dos poucos que me fazem rir. Lógico, tirando o Mané do Potter e o tapado do seu irmão. – disse rindo.
- Ei, peraí! Não precisa ofender meu irmão!
- Eu não o ofendi... A verdade não ofende! – disse rindo.
- Ofende sim, e me ofende também. Meu irmão pode ser desligado, mas tapado não!
- Pra mim é quase a mesma coisa, mas acho melhor deixarmos as rixas com seu irmão pra depois. Não quero mais rixas com você, mais do que já temos até agora.
- É, acho bom!
- Ótimo. – Disse dando um beijo rápido nela.
Gina e Eric então sentem algo esquentar dentro de seus bolsos, eram as moedas da armada. Os dois se olharam, tinha chegado o momento de voltar.
- Gina, só me promete de novo que vai guardar segredo de tudo.
- Você me convenceu que é preciso...
- Então vamos. Deixe sua varinha em riste, se for uma armadinha fuja por trás da cabana e não se preocupe comigo, apenas corra.
- Tá. Fique vivo.
- Você também...
Fred e Jorge olharam se cúmplices. Haviam pensado num meio de chamar atenção dos dois, um aviso de quem estava ali eram amigos. Ambos colocaram a mão no bolso tirando suas moedas da AD e as ativaram. Agora era só questão de tempo.
De repente a porta da cabana se abriu lentamente e um jato azulado saiu pela cabana, era um grande urso prata, um patrono corpóreo, o patrono de Eric.
Lupin e os outros saíram do seu esconderijo. Reconhecendo o grande urso.
- Até que enfim achamos vocês! – Gritou Lupin. Podem sair daí, estão entre amigos.
Eric saiu primeiro, certificando que era mesmo Lupin. Foi quando avistou Moody, Norton, Tonks, Jorge e Fred vindo mais atrás. Gina saiu logo atrás dele, segurando em sua mão.
- Sabia que éramos nós. Afirmou Norton.
- Sim professor. Vocês falam muito alto e tem padrões de magias reconhecíveis por magia.
- Então sabe se camuflar bem Boot. – Falou Moody.
- Me ensinaram bem. - Afirmou.
- Se escutaram a gente, por que esperaram até mandarmos o aviso pelas moedas?
- Harry avisou que era para usarmos os patronos para nos reconhecermos primeiro antes de nos mostrarmos – disse Gina.
- Só seguimos o que estava escrito, por assim dizer. – respondeu Eric.
- Vem cá baixinha, me dá um abraço... – Falou Fred.
Gina soltou a mão de Eric e foi abraçar os irmãos.
- Demos sorte? O castelo ainda está de pé? – Perguntou Eric.
- Sim está. Mas... - Tonks não conseguiu terminar.
- Mana, realmente está tudo bem? Esse cara aí não te machucou, nem um pouquinho? – Falaram Fred e Jorge, um completando o outro, fazendo caras feias para Eric.
- Pra falar a verdade foi o Eric que se machucou mais. Ficou um tempo desacordado, mas acho que já está melhor.
- Bateu a cabeça Eric? – Questionou Lupin. Eric confirmou com a cabeça.
- Não foi nada demais. Tive que proteger nos dois na queda para não virar panqueca no chão. Acho que gastei muita força fazendo isso.
- Se machucou mais em algum lugar?
- Só no meu ego, professor.
Todos riram, menos Norton que olhava questionador para Eric.
- Mas como acharam esse lugar? Está totalmente fora do alcance de Hogwarts. – Questionou Moody.
- Nós simplesmente achamos. Precisávamos de um lugar para nos proteger. Gina estava cansada assim como eu. Tínhamos que tentar descansar para tentar voltar pro castelo. Como ficamos confusos sobre o que fazer e como agir preferimos procurar um local mais seguro do que aquela área.
- Muito bom, pensaram bem. Sobretudo por que ainda estávamos sobre ataque e alguns seguidores vieram atrás de vocês.
- E o Dragão do Malfoy e o outro comensal?
- Um o Norton deu um jeito, o outro, do Malfoy, ficou com ele. Eles fugiram. – Disse Fred.
Eric percebeu algo de estranho em Norton. Tinha mais alguma coisa.
- Algum ferido grave, alguém morreu?
- Não. Só ferimentos leves... – Disse Lupin.
- Mas a stra. Granger foi levada. Disse Norton friamente.
- Norton! – Vociferou Tonks.
- Não se preocupem, os aurores já estão procurando por pistas, comensais estão sendo interrogados... Vamos achá-la. – Disse Moody.
Gina chorava em silêncio, sendo abraçada por seus irmãos.
- Mas Ron, Liane, Harry, como eles estão? – perguntou Gina.
- Estão bem. Vamos voltar para o Castelo, vocês precisam de cuidados. – Disse Tonks.
- Sim, claro. Vamos. - Falou Eric.
Gina foi guiada por Fred e Jorge, aparatando juntos. Seguidos por Tonks e Lupin, Moody. Sobram apenas Norton e Eric.
- Por que você deixou que a levassem? – questionou Eric.
- Hermione é mais forte do que parece e bem mais forte que Ginevra Weasley. E como você a protegeu tão bem... – disse cinicamente. – Lá, quem sabe, Snape não possa ajudar de alguma forma. Não podia frear o ataque sem me expor. Vou tentar voltar para o casulo e tentar ao menos deixá-la viva.
- Eles ainda não sabem quem eu sou.
- Não.
- Mas sabem quem você é, não é?
- Sim. Mas ainda pensam como antes...
- Se souberem vou ser punido.
- É possível...
- E por que Hermione? Porque não me avisou do ataque?
- Eu não sabia quando seria. E também não sei o que eles querem com a sabe-tudo. Vamos voltar. – e aparataram.
Quando entraram pela porta principal da sala da diretoria. Todos os observaram. Harry mantinhasse de cabeça baixa, assim como os outros. Liane, ao contrário, vinha na direção dos dois e parecia estar com ódio.
- Porque você não a salvou? Você sabia o que ia acontecer, não sabia? Vamos fale! Você nos deve isso!
- Do que essa garota estúpida está falando?
- Liane, pare, venha. O professor Norton não teve nada com isso. Ele está do nosso lado – Disse Eric.
- Você sabe, ele sabe! Por que permitiram isso. Eles vão matá-la. Você não tinha o direito. Você traiu a nossa, a confiança dela.
- Liane, do que você está falando? O professor estava nos ajudando. Ele não tem ligação nenhuma com eles.
- Tem sim, eu sei que tem.
- Stra Tonks, você realmente não me conhece.
- Li, porque acusa o professor Norton? Que provas você tem?
- Eu posso dizer que também tenho minhas duvidas. – disse Lupin. – Alvo foi morto por alguém que ele confiava. E ele é novo na Ordem, pode estar infiltrado...
- Vocês duvidam de alguém em que se deve confiar, principalmente você Liane, seus dons não te mostram a realidade dos sentimentos? Sinta-os então... O que você sente? – Falou Sírius Black, que entrou pela porta sem ser anunciado.
- Sírius!
- Maldição! Será que os mortos não ficam quietos nunca.
- Vim salvar tua pele e você ainda reclama!
- Isso foi desnecessário e você sabe o porque.
- Vocês se conhecem? – Perguntou Remo.
- Claro, tenho encoberto todas as faltas dele e o ajudado por fora
- Mas como? – Questionou Harry.
- Harry, você lembra da pessoa que eu te falei, a que Alvo deixou para vigiar e proteger Hogwarts e você? Bem, aqui está a peça rara, Sr. Norton Seamour.
- Mas ele... –interrompeu Liane.
- Cara Liane – falou Norton somente para que Liane escutasse. - O que teus olhos vêem é real, mas seus sentidos vão te ajudar a ver através das verdadeiras máscaras.
- Então você sabe o que está acontecendo? – Perguntou Ron.
- Eu estava guardando o castelo enquanto vocês combatiam. Há algo no castelo que Voldemort quer. Minha amável priminha tentou entrar em alguns locais e eu tive que barrá-la de um jeito que ela não percebesse a minha presença.
- Belatrix estava aqui? – Falou Alastor raivoso.
- Sim, eu a vi.
- E não fez nada. – Duvidou Liane.
- Exatamente. E o que você queria que eu fizesse? – Questionou Norton.
- Estuporá-la seria uma boa alternativa! – Vociferou Ninfadora.
- Eu sabia que o Black estava de tocaia. Deixei que eles se divertissem um pouco ou que ele retribuísse o favor que ela quase fez a ele de jogá-lo no véu.
- Eu suspeitava o que poderia ser e confirmei quando ela foi direto para a sala dos troféus. Sorte nossa que Norton e eu armamos a emboscada junto com os feitiços a tempo.
- Isso aqui não é parque de diversões para comensais da morte, professor. – Indignou-se Minerva.
- Desculpe. Mas eu estava mais preocupado em salvar a pele de alguns alunos. Sírius poderia muito bem ter cuidado dela. Um elemento surpresa.
- Ela chegou a te ver Sírius? – Perguntou Remo.
- Não. Eu estava usando a capa de invisibilidade do James, quer dizer, do Harry. – Se enrolou Sírius.
- Ótimo. Pelo menos isso. – Respirou Remo.
- Mas, em relação o que Liane falou sobre você Norton. Você viu a Stra. Granger ser levada? – Questionou Alastor.
- Sim, mas não tive tempo de agir. Era ela ou seria o Potter. Lucius Malfoy poderia levar a melhor se eu não interferisse.
- E o que vamos fazer para recuperá-la? – Perguntou Ron.
- Rezar, talvez? – disse Liane displicente.
- Não. Tentar descobrir o que ele quer de Hermione. Pois ficou bem claro que eles queriam levá-la. – Falou Tonks, olhando feio para sua irmã.
- E como vamos saber? – Perguntou Harry.
- Harry. Hermione sabia de tudo, não é? – Perguntou Minerva.
- Sim, desde o início. - Respondeu.
- Vocês estavam treinando oclumência por acaso? – continuou.
- Hermione, Harry e Liane estavam mais adiantados do que os outros. - Falou Ron.
- E Hermione mais ainda do que todos. – Complementou Liane.
- Melhor. Mas ainda sim corremos riscos. Estamos falando de você-sabe-quem. – Completou Minerva.
- Sírius, por um acaso, você sabe o que Belatrix queria dentro do castelo? – Questionou Remo.
- Tenho uma idéia. Mas posso confirmar daqui a pouco. – Respondeu.
- Norton... – Minerva olhou de relance para Norton que se levantava e encaminhava-se para a porta.
- Sinto muito Minerva, mas não posso ficar mais...
- Mas porque? – Perguntou Harry.
- Vocês não irão querer saber o motivo.
- Norton, melhor não... – Falou Sírius.
- Melhor não? Por que não? O que você sabe Sírius? – Questionou Alastor.
- Não posso explicar, não agora. Mas preciso me ausentar do castelo talvez por alguns dias. – Falou Norton.
- É sobre o que eu estou pensando? – Perguntou Sírius.
- Sim. – respondeu seco.
- Então vá logo. Mantenha contato. – Falou Sírius.
- Tentarei. Srta Liane por favor, venha comigo.
- Ei, mas, o que é isso? Você não pode sair assim..., você tem...
- Deixe-o ir. Alastor. Acho que nesse momento somente ele pode ajudar Hermione. – suspirou Sírius.
- Como assim? Ele só poderia ajudar se fosse... Raios... não! – Minerva estava estarecida.
- Sim Minerva. É isso mesmo que você pensou. Ele é um deles. –soltou Sirius.
- Não posso acreditar. – Tonks indignou-se.
- Alvo pirou de vez! – Bradou Alastor. - Foi morto por um e agora deixa outro na reserva pra acabar conosco de vez!
- Não, vocês ainda não entenderam. Nesse aí até eu confio. – Levantou-se Sirius.
- Mas por que? – Questionou Remo.
- Se não fosse esse cara, eu estaria morto.
- Foi ele então... – Minerva tentou completar o raciocínio.
- Sim, ele me retirou do véu pouco antes de eu desaparecer de vez.
- Mas nós não o vimos por lá. – Falou Harry.
- Nem eu.
- Ele se transformou em comensal só pra ajudar a Ordem? – Duvidou Alastor.
- Mais ou menos.
- Como assim? – questionou Minerva.
- Coisas de Dumbledore.
- Mas se ele é um dos novatos, o que ele pode fazer pela garota? – Duvidou Alastor.
- E quem disse que ele é um novato.
- Black? – Rosnou.
- Não posso falar mais nada. Pronto. Chega! Vocês só precisam saber que...
- Que ele é o braço direito de Voldemort. –Disse Liane, entrando num solavanco dentro da sala.
- Como sabe? Liane?! – Perguntou Tonks.
- Ele acabou de me mostrar.
- Mas e o Snape?
- Snape é um servo fiel a ele, mas não tão confiável quanto o professor Norton. – Continuou.
- Ele também te mostrou isso? – perguntou Sírius.
- Sim. Ele deixou que eu usasse legiminência com mais uma gotinha de veritasserum.
- O que? – Espantou-se Moody.
- Minha poção preferida.
- Mas como conseguiu isso? Poucas pessoas a têm? É proibida para... – Minerva tentou argumentar.
- É por isso que eu tenho uma amiga que é a melhor em poções e que por acaso é monitora também.
- Vocês não deveriam fazer isso! – Falou Minerva.
- Sim, não deveríamos diretora, mas estamos em Guerra e todos os que estão ao lado de Harry correm perigo. – Desafiou Liane.
- E que história é essa de vocês saberem oclumência, legiminencia, quem está ensinando tudo isso a vocês? – Questionou Moody.
- Tinhamos que nos proteger. Estudamos sozinhos e em grupo. Ativamos a AD novamente. – Falo Harry.
- E nós os ajudamos um pouco. Falou Sírius, dando uma piscadela para Harry.
- Então temos mais um comensal da morte do nosso lado, Hermione seqüestrada e um ataque a Hogwarts. Estamos em defasagem contra Voldemort. – Falou Liane
- Já que estamos em defasagem, temos que nos organizar. Aquele tirano planejou muito bem esse ataque. Queria coisas específicas e quase teve êxito em tudo. – Expos Alastor.
- Sim, Alastor. Mas não podemos ficar parados, pensado que já perdemos. Se realmente Norton estiver do nosso lado, nossas preocupações com Hermione diminuem. Mas se estivermos errados, como estávamos quanto ao Snape, Hermione já pode estar morta ou até podem querer trocá-la por Harry, ou até mesmo pelo que ele veio buscar.
- Pode até ser, mas não vou deixar a Mione sofrer por minha causa, se for isso o que eles planejam fazer.
- Mas Harry, ele não pode ter você... E a profecia? – Questionou Sírius.
- A minha vida não vale mais do que as dos outros. Se ele me quer, ele vai ter o que quer.
- Dumbledore! – pediu Liane desesperada. Pela primeira vez o quadro se pronunciou.
- E chegada a hora, Liane. Não posso e nem quero deter Harry. Quando ele estiver pronto isso acontecerá, é o destino dele. Mas acho que muita coisa pode acontecer até lá. Sírius posso te pedir um favor?
- Claro...
- Leve os jovens até a casa de Harry. Fique por lá. Lupin e Tonks fiquem no castelo, precisamos evacuar os alunos. Minerva Acione toda a Ordem. Hogwarts precisa de proteção. Assim como a Armada precisa de treinos. Se eu me lembro bem, a antiga casa dos Potter tinha um bom lugar para treinos, e é segura. Tudo bem por você Harry?
- Acho que sim. Mas o Rabicho continua como fiel do segredo?
- Não. Quando seus pais morreram a magia foi quebrada. Mas outra magia foi feita por seus pais quando passaram a casa como sua herança. Você agora é o fiel do segredo.
- Então vão se arrumar. Partimos daqui duas horas. É o tempo de fazer uma chave de portal. – Falou Minerva já expulsando todos da sala.
- Sírius, posso falar uns minutos com você, em particular?
- Sim, claro Alvo.
- Então vamos... – Falou Lupin.
Depois que todos saíram Sírius lançou um feitiço na porta. – E então Alvo, o que quer?
- Sinto que chegou o momento derradeiro... Severo comentou algo sobre o que está acontecendo?
- Não Alvo, mas ele tem andado muito estranho nesses últimos dias.
- Nem comentário, nenhuma aproximação com você.
- Nada. Nem brigas, insultos...
- E Hermione?
- Eu não entendo o porque de terem-na levado.
- Severo desconfia sobre Liane?
- Acho que nem Voldemort sabe, se não teriam pego ela também.
- Mas pela ultima conversa que tive com ele, acho que está bem próximo.
- Você não deveria ter me dito que ela é realmente, Alvo.
- Você já estava na pista certa, iria descobrir mais dia menos dia.
- Mesmo assim. Alvo ela não tem noção do poder que ela tem, do que pode fazer, de quem realmente ela é.
- A sra.Tonks está aqui para ajudá-la. Minha preocupação é outra. Hermione foi levada por que? E por que Severo não os deteve?
- Então você sabe o que está acontecendo entre ele e a menina!
- eu pensei que ele deixaria isso para depois. Pensei na aproximação deles mais pela Guerra do que outra coisa.
- Ela o ama Alvo! E você sabe o que ele sente por ela?
- Suspeito. Ele não é homem de falar sobre sentimentos.
- Ele terminou tudo com ela acho que a dois ou três dias. Ela estava desolada hoje pela manhã. Tem algo de errado nisso. Ele deixou que a levassem, tenho certeza. Eu não pude deixar o meu posto senão Belatrix faria a festa. Mas ale ajudou a proteger Harry e alguns alunos, mas não era o Snape que conheci.
- Você acha que Tom fez alguma coisa contra ele?
- É possível. Snape estava mais, como eu posso dizer, amistoso do que ele nunca foi. É de uma hora pra outra voltar a ser o que era antes...
- Se ele mexeu com Severo... Estamos encrencados...
- Ele mostrou a Liane alguma coisa. Ela agora confia nele, mas você percebeu que ela ia desmascará-lo.
- Tenho certeza agora, Severo descobriu quem é Liane.
- Por que?
- Ele jamais falaria algo como ele fez. Ele sabe quem ela é. Temos que agir. Esconda os dois, Harry e Liane não devem estar sobre os olhos de Tom. Eles vieram buscá-la, esse foi o motivo desses ataques.
- Mas e Bellatrix? Ela veio atrás da...
- Taça que Tom ganhou por serviços prestados à Hogwarts.
- Mais uma horcrux!
- Exatamente.
- Eu suspeitava que poderia ser. Ela foi direto para a sala dos troféus. Sorte a nossa que antes do início das aulas eu e Severo fizemos algumas proteções.
-Não podemos deixar que eles consigam pegá-la. Converse com Harry para que ele descubra e tente destruí-la.
- Sírius, em relação à Severo, deixe-o pensar que não sabemos de nada. Mas saiba que a única pessoa que pode salvar Hermione é Severo e vice versa. Se acreditarmos que o sentimento dos dois é pra valer, ela começará a trazê-lo de volta.
- Mas se ela não conseguir Alvo, teremos que lutar contra um Severo diferente, um Voldemort insuportavelmente poderoso e uma legião de seguidores crentes que são super-heróis. Vai ser uma carga enorme, talvez a ordem não consiga...
- Vamos acreditar que sim Sírius, que Harry está perto da vitória e de toda a verdade. Avise-o da horcrux. E por favor, peça à Andrômeda venha me ver.
- Mas alguma coisa?
- Não, apena avise-a. chegou também a hora de treinar minha neta. Infelizmente Navra terá que me perdoar. Não posso deixá-la a mercê de Tom. E se for verdade o que me contou, se a profecia estiver certa, Liane precisará acompanhar Harry na batalha, e eu não quero que ela morra.
De volta aos aposentos de Severo Snape no esconderijo de Voldemort...
Hermione se mexeu. Havia fingido o desmaio para ser deixada em paz. Olhou para a lareira. Não acreditava em nada do que aquele Severo havia falado. Tinha que ser mentira. Dumbledore não poderia estar enganado, ela não podia ter se apaixonado por um assassino. Hermione chorou, como que seu choro pudesse cruzar todas as barreiras e reabrir o coração do seu amado. Voldemort havia feito algo terrível com Snape, era sua certeza. Severo estava enfeitiçado e ela estava disposta a sofrer para trazer a tona o Severo Snape que amava.
Hermione tentava achar algo que a fizesse compreender o que estava acontecendo com Severo. Livros, anotações, gavetas e armários, tudo era remexido. Por estar entretida há horas com sua procura, não percebeu a entrada de Severo, que ficou a observar o nervosismo da garota em buscar alguma coisa.
- Pelo que posso ver, Srta., - Disse suavemente fazendo Hermione pular pelo susto e olhá-lo com aflição. – Nada nas minhas coisas, das quais eu não dei permissão para que mexesse, vai ter levar a sair desse quarto. E como eu já te falei, ... – Disse andando em direção a Hermione, esbarrando em alguns móveis, chutando e esmurrando alguns outros. – Você é minha! E só o Mestre tem poder para tirá-la de mim. – E ao falar isso a agarrou pelo pescoço.
- EU-TE-ODEIO-GRANGER! – Sussurrava no ouvido da garota, que era erguida aos poucos do chão pelo pescoço. Ela o olhava com desespero. – Você e todos os seus amiguinhos não são dignos de serem chamados de bruxos. São dignos de nojo e asco! A morte é pouco para pessoas como você. – Hermione já estava fora do chão. Não conseguia falar, o ar lhe faltava. Pela agonia das mãos de Severo a sufocando, ela colocou a suas sobre as dele, tentando em vão, fazê-lo parar. Suas lágrimas já brotavam. – Você vai sofrer! Você vai pagar...
Quando ele realmente a olhou, a jogou contra a estante que estava a sua frente, fazendo cair muitos livros junto com Hermione. Ela tossia e passava a mão desesperadamente pelo pescoço, que exibia as marcas das mãos que tinham apertado. Não conseguiu olhá-lo.
- Será que eu te machuquei? – Disse virando de costa para Hermione. Nesse instante olhou para suas mãos que tremiam. Não sabia o que o fez não matá-la naquele momento, era o que ele queria. Alguma coisa estava errada. Então ouviu sua voz novamente.
- Por que? Por que não me deixou ser morta por seu maldito mestre? Por que você me odeia tanto a ponto de querer assistir de camarote o meu sofrimento?
- Você acha que eu me importo com você? Se você vai ser morta por mim ou pelo mestre? Sua criatura miserável, eu não dou a mínima! – Gritou.
- Por que então você me quer? Simplesmente para fortalecer seu lado sádico e inescrupuloso?
- Olha como fala comigo sua insolente! – Disse já levantando a mão.
- O que eu tenho a perde agora? – Mione gritou e ele parou seu movimento. – Vou morrer mesmo, não vou! O mínimo que eu posso fazer é transformar meus últimos momentos nos piores da sua maldita vida, seu porco idiota!
- Você acha mesmo que vai conseguir me tirar do sério com toda essa babaquice?
- Eu não acho, eu já consegui!
- Você realmente quer morrer hoje garota...
- Ninguém quer morrer. Mas se eu puder fazer, com a minha vida a sua insuportável, eu farei.
- Então vamos ver do que você é capaz. – disse cinicamente. – Mas terá que fazer da forma trouxa, pois é o que você realmente é.
N/A: Queridos e queridas, mil desculpas pela falta de noticia, mas estudar é complicado e complexo.... espero que tenham gostado do cap. pois foi dificil pra caramba terminá-lo. estou sem beta e ísso é um problema pois eu fico rodando que nem barata tonta pra tirar uma historia da caxola... de novo mil perdões... aguardo os comentarios, maldosos ou não. bjs
ps: quem quiser se candidatar a beta me mande uma mensagem ou um e-mail.