Depois da noite intensa Dumbledore a chamou rapidamente para explicar e só poderia providenciar as vestes no final de semana.
Meredith sentou-se longe de Draco. E durante boa parte do jantar ficou sentada. Pouco falaram com ela. E na sobremesa ela levantou discretamente, mas não o suficiente para que Snape, o diretor de sua casa, não percebesse sua escapulida.
Mas como dizem, só percebemos que um bom plano falhou quando é tarde demais. Ela se sentou na outra ponta junto a Queen na Lufa-Lufa.
Só depois ela viu o olhar duro de Snape, e sabia que no dia seguinte eles teriam uma converssa.
Ela estava feliz e falava sem parar, mas disse a Meredith que estava triste por ela ter ido para Sonserina.
- Definitivamente você não tem NADA a ver com aquela casa e aquela gente. Você devia ter ficado na Corvinal ou na Grifinória. Mas eu vim parar.... aqui. – Queen disse em um tom choroso.
Meredith percebeu e começou a imitar um furam roendo um biscoito e fazia barulhinhos bobos para animá-la.
- Kiiiikikiki..... kuiii. – Queen riu boba da brincadeira.
Meredith suspirou comendo uma maçã e se virou séria para Queen.
- Você teria alguma roupa pra emprestar? Eu PRESCISO de um banho.
- Tenho uns vestidos pretos que minha mãe pôs no meu malão sem eu ver... Eu não gosto deles, mas... – ela disse batendo os ombros.
- Tá. Me de depois do jantar e... Bléééé! – Meredith disse provando um “doce” verde estranho.
O jantar foi bem e Meredith seguiu junto a Sonserina para o dormitório. Esperou por volta de quinze minutos ate Queen vir com quatro vestidos pretos parecidos.
Meredith pegou e agradeceu rapidamente. Entrou no salão comunal, que tinha uma pequena escadinha e um tapete verde musgo no chão. Uma lareira moderna e quadrada ficava embutida na parede esquerda e a direita uma estante com alguns troféus. Um sofá meio quadrado daqueles que tem uma espécie de quina para encaixar em uma parede e um assento extra junto. Bem enfrente um exatamente igual só que só de três lugares, os dois em couro preto. Tudo lá era verde e prata, e as paredes eram de um cinza grafite. Alguns quadros dispostos nas paredes completavam o salão comunal que era bem espaçoso. e havia tambem em um canto um piano de cauda empoeirado, pois os bruxos raramente tocavam instrumentos trouxas.
O banheiro ficava no fim do corredor do lado feminino e um banho quente melhorou tudo. Quase tudo. Ela iria dormir com Pansy Parkinson. Uma garotinha indigesta que foi a procurar no banheiro.
Meredith colocou um vestido preto que tinha uma gola alta como a de um sobretudo e uma renda branca nas bordas do vestido e das mangas. Ficou bem longo, na canela e seus cabelos estavam finalmente limpos. E havia uma fina trança na base de seu cabelo, na parte de traz, que ela mantinha presa enrolada com um grampo.
Uma vez a Sra. MacWisth disse que a mãe de Meredith gostava que ela tivesse o cabelo grande. Aquilo para ela significava tudo que poderia ter sido.
Todas as coisas que poderia ser e fazer se não vivesse aquela vida. Significava a sua própria mãe. A trança solta batia nas canelas de Meredith, que tinha em torno de 1,55 de altura.
- Você vai adorar isso tudo. – Pansy dizia com uma voz nasal e irritante.
- Ah... Claro. – Meredith respondeu sem animação e passou a mão no cabelo que havia navalhado com uma gilete no banho, que ela havia encontrado perdida no banheiro.
- Ih! Acho que esqueci a gilete no banheiro! – Pansy disse com um ar de falsa preocupação.
- É? – Meredith disse tentando esconder uma risadinha maldosa enquanto iam para o salão comunal.
Antes passaram pelo quarto que tinha quatro camas de pinheiro escuro e o ar tinha um frescor de floresta, diferente do que Meredith achou que ia ser a Sonserina.
Pansy indicou uma das camas para Meredith, que guardou os outros três vestidos num baú que ficava aos pés da cama.
Ela iria reformá-los mais tarde.
Seguiu Pansy ate a sala comunal e se sentou no chão próximo a lareira, com o porte de uma nobre. Mas logo desfez a pose, por que ela não era do tipo metida. Mas penssava no fundo, que deveria se impor mais, e se calar menos.
Mas a estadia dela na sala comunal foi curta, pois logo Draco Malfoy estava com seus dois escudeiros Crabbe e Goyle.
E ficar lá se tornou insuportável. Ela se retirou junto a Titi para o quarto e reformou os outros três vestidos, um com decote em V e outro com mangas bufantes que ela tornou simples mangas longas. O terceiro era de mangas curtas e ela só precisou cortar na altura.
Usou um pequeno conjunto de costura que guardava num a caixinha de musica. Ela havia trago junto com Titi. Minerva a pegara e colocou no baú provavelmente durante a cerimônia das casas.
Aquela caixinha era especial. Era a única coisa que tinha de seu pai alem do colar com o estranho medalhão. Tocava uma doce melodia (Lillium) e uma delicada bailarina de marfim dançava como se estivesse viva.
Ela se deitou na cama. E abriu a caixinha. Simplesmente relaxou na cama mais macia que havia deitado em sua vida.
E abiu o medalhão, que tinha a foto de uma mulher jovem de cabelos claros e lisos (as fotos eram em preto e branco) provavelmente loiros, e do lado a de um jovem rapaz, com os cabelos rebeldes provavelmente de onde vinham os cachos de Meredith, com os olhos claros, mas não como azuis seriam. provavelmente verdes como os de Meredith, e a pele alva como a dela. As fotos se mexiam e somente a moça sorria.
Mas ela sabia quem eram eles. Seu pai e sua mãe. Tom e Elizabeth.
E a musica a embalou, para seus pesadelos. Pois os sonhos são somente para os ingênuos. E antes de dormir se perguntou se a Sonserina era tão odiosa assim...
Mas... ela sentia que Sonserina, ia mudar a vida dela. Por que era ali que deveria estar.